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Novas regras para Empresa Simples de Crédito
A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou mudanças relevantes na Lei Complementar 167/19, que instituiu a Empresa Simples de Crédito (ESC). As novas regras para Empresa Simples de Crédito reforçam limites societários e autorizam a venda de carteira para securitizadoras, ampliando a liquidez do modelo.
A proposta ainda seguirá para outras comissões antes de ir ao Plenário, mas já sinaliza um avanço importante para o setor.
O que muda com as novas regras para Empresa Simples de Crédito?
O texto aprovado traz duas alterações centrais que impactam diretamente a estrutura operacional das ESCs.
1. Proibição de participação em mais de uma ESC
O substitutivo aprovado deixa explícito que:
- Uma mesma pessoa não poderá participar da constituição de mais de uma ESC
- A regra vale independentemente do tipo societário
- Também se aplica independentemente da localização
A medida busca evitar a formação de conglomerados e reforçar o caráter local e limitado dessas empresas.
2. Venda de carteira para securitizadoras
O ponto mais relevante das novas regras para Empresa Simples de Crédito é a autorização para que a ESC venda seus contratos de empréstimo a companhias securitizadoras.
Na prática, isso significa:
- Possibilidade de antecipação de recebíveis
- Maior liquidez para continuar emprestando
- Redução da necessidade de aguardar o vencimento dos contratos
- Integração com o mercado de capitais
Essa mudança aproxima a ESC das estruturas de crédito estruturado e securitização.
Impacto no acesso ao crédito
As Empresas Simples de Crédito foram criadas para ampliar o acesso ao crédito para:
- Microempreendedores individuais (MEIs)
- Microempresas
- Empresas de pequeno porte
Com a possibilidade de venda de carteira, as ESCs ganham fôlego operacional para ampliar o volume de operações, mantendo atuação com capital próprio.
Registro obrigatório das operações
O relator manteve a exigência de que as operações da ESC sejam registradas em entidade autorizada pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Essa exigência:
- Aumenta a transparência
- Reforça a rastreabilidade das operações
- Alinha a ESC a práticas regulatórias mais rígidas
Para acompanhar a tramitação oficial da proposta, consulte o portal da Câmara dos Deputados:
https://www.camara.leg.br/noticias/1238681-comissao-aprova-novas-regras-para-empresa-simples-de-creditoRelação com securitização e mercado de capitais
Ao permitir a venda de carteira, as novas regras para Empresa Simples de Crédito criam uma ponte direta com:
- Securitizadoras
- Mercado de recebíveis
- Estruturas de antecipação de crédito
Esse movimento pode estimular novas operações estruturadas e ampliar o papel da ESC no ecossistema financeiro.
Leia também: CRI pulverizado: nova aposta da securitização imobiliária
Próximos passos
A proposta ainda será analisada:
- Pela Comissão de Finanças e Tributação
- Pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania
- Posteriormente pelo Plenário da Câmara
Somente após aprovação final e sanção é que as mudanças entrarão em vigor.
Conclusão
As novas regras para Empresa Simples de Crédito representam um avanço relevante para o setor. Ao permitir a venda de carteira e reforçar limites societários, o projeto amplia a liquidez das ESCs e fortalece sua integração com o mercado de capitais.
Para empresários, contadores e estruturadores, acompanhar essas mudanças é essencial para planejamento estratégico.
Continue acompanhando o blog da Contabilizaí Bank para análises técnicas e atualizações regulatórias sobre ESC, securitização e crédito estruturado.
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