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  • Fraude documental: como o corban identifica falsificações

    Fraude documental: como o corban identifica falsificações

    A fraude documental para correspondente bancário se tornou um dos maiores riscos nas operações de crédito nos últimos anos. Com a popularização de ferramentas digitais de edição, inteligência artificial e manipulação avançada de PDFs, falsificar documentos nunca foi tão fácil, e tão perigoso.

    Nesse cenário, o correspondente bancário (corban) assume um papel central como primeiro filtro de segurança. A capacidade de identificar sinais de fraude é essencial para proteger clientes, instituições financeiras e a própria reputação profissional.

    A falsificação ficou mais tecnológica, e mais difícil de perceber

    Hoje, golpistas conseguem alterar documentos com alto nível de precisão, tornando a fraude menos visível a olho nu. Entre os documentos mais afetados estão:

    • RG e CNH;
    • comprovantes de residência;
    • contracheques e holerites;
    • documentos emitidos por órgãos públicos.

    As técnicas mais comuns incluem:

    • ajuste de fonte e tamanho idênticos ao original;
    • inclusão de carimbos falsos;
    • manipulação de fotos e assinaturas;
    • edição digital de PDFs sem marcas aparentes.

    Por isso, confiar apenas na aparência visual do documento já não é suficiente. O olhar do corban precisa ser técnico, não intuitivo.

    Sinais de alerta em documentos físicos e digitais

    Mesmo com recursos sofisticados, a fraude costuma deixar rastros. O correspondente bancário deve estar atento a padrões e inconsistências.

    Inconsistências visuais

    • diferenças de nitidez entre campos do documento;
    • sombras artificiais;
    • cores levemente alteradas;
    • bordas irregulares ou desalinhadas.

    Dados que não combinam

    • CEP incompatível com o bairro informado;
    • datas de emissão incoerentes;
    • divergências entre informações de documentos distintos.

    Fontes e formatação irregulares

    • troca de fonte dentro do mesmo documento;
    • espaçamento desproporcional;
    • alinhamentos suspeitos.

    PDFs com marcas de edição

    • metadados alterados;
    • ausência de camadas originais;
    • compressão excessiva do arquivo.

    Elementos de segurança mal reproduzidos

    Em documentos físicos, observe com atenção:

    • hologramas;
    • textura do papel;
    • relevo;
    • brilho sob diferentes ângulos de luz.

    Utilize sempre ferramentas oficiais de verificação

    No combate à fraude documental para correspondente bancário, o uso de tecnologia deixou de ser opcional. As instituições financeiras oferecem sistemas que auxiliam na validação, como:

    • OCR (leitura automática de documentos);
    • biometria facial;
    • leitura automática de dados;
    • cruzamento com bases públicas e privadas.

    Além disso, portais e aplicativos oficiais permitem conferir a autenticidade de documentos como CNH, CPF e comprovantes emitidos por órgãos públicos.

    Ferramentas digitais não substituem o olhar humano, mas são indispensáveis no combate à fraude moderna.

    Atenção especial em atendimentos remotos

    As fraudes digitais são mais comuns quando o atendimento não é presencial. Para minimizar riscos, adote boas práticas como:

    • solicitar videochamada para confirmação de identidade;
    • pedir que o cliente mova o documento em diferentes ângulos;
    • comparar a foto do documento com o rosto em tempo real;
    • nunca aceitar imagens excessivamente editadas, sem reflexo ou com fundo estranho.

    O objetivo é impedir que documentos falsos circulem sem verificação humana adequada.

    Saiba mais em: Gov.br – serviços e validações oficiais

    Quando houver dúvida, trate como suspeita

    O correspondente bancário não deve “arriscar” uma liberação. Se qualquer detalhe gerar dúvida:

    • suspenda a operação imediatamente;
    • informe o gestor ou a instituição financeira;
    • registre a tentativa de fraude para fortalecer os controles internos.

    Atuar de forma prudente protege a operação, reduz riscos regulatórios e preserva a reputação profissional do corban.

    Conclusão

    A fraude documental para correspondente bancário evoluiu e exige uma atuação cada vez mais técnica, criteriosa e responsável. Combinar atenção aos detalhes, uso de ferramentas oficiais e postura preventiva é fundamental para garantir segurança nas operações de crédito.

    Mais do que liberar propostas, o papel do corban é garantir integridade, confiança e conformidade no mercado financeiro.

    Leia também: Regulamentação do BaaS pelo Banco Central: o que muda no setor

    Se você atua como correspondente bancário e quer estruturar sua operação com mais segurança, compliance e organização, fale com a Corbanzaí e fortaleça seus processos.

    Continue acompanhando o blog da Corbanzaí para saber mais.

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