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Embedded Finance: empresas estão virando bancos?
Embedded Finance é um dos movimentos mais importantes da transformação financeira nos últimos anos. O conceito permite que empresas de diferentes setores ofereçam produtos e serviços financeiros dentro da própria jornada do cliente.
Na prática, isso significa que varejistas, marketplaces, aplicativos, plataformas digitais e empresas de tecnologia podem oferecer contas, cartões, crédito, seguros, pagamentos e outros serviços sem deixar de lado seu negócio principal.
Esse movimento aproxima os serviços financeiros do consumidor e cria novas oportunidades de receita para empresas que antes não atuavam diretamente no setor bancário.
O que é Embedded Finance?
Embedded Finance significa “finanças embutidas” ou “finanças embarcadas”.
O conceito se refere à integração de serviços financeiros em plataformas, aplicativos ou negócios que não são, originalmente, instituições financeiras.
Um exemplo simples é o cartão de crédito oferecido por uma loja. O cliente não precisa procurar um banco para acessar o produto financeiro. Ele recebe a solução dentro do ambiente onde já compra.
Exemplos de Embedded Finance
Entre os principais exemplos estão:
- cartão de crédito de loja;
- carteira digital dentro de aplicativo;
- crédito oferecido em marketplace;
- seguro integrado à compra de um produto;
- conta digital em plataformas de serviços;
- pagamento parcelado dentro de e-commerce;
- empréstimo oferecido no ambiente de uma empresa.
A grande mudança é que o serviço financeiro deixa de ser uma etapa separada e passa a fazer parte da experiência do usuário.
Por que o Embedded Finance está crescendo?
O crescimento do Embedded Finance está ligado a três fatores principais: avanço da regulação, evolução tecnológica e fortalecimento dos provedores de Banking as a Service.
Esses elementos reduziram barreiras para empresas que desejam oferecer produtos financeiros sem criar uma estrutura bancária própria.
1. Evolução da regulação
Nos últimos anos, o mercado financeiro passou por mudanças relevantes que ampliaram a competição e permitiram a entrada de novos participantes.
Iniciativas como Pix e Open Finance ajudaram a criar um ambiente mais digital, integrado e competitivo.
2. Avanço tecnológico
A tecnologia tornou mais fácil integrar serviços financeiros em diferentes plataformas.
Com APIs, computação em nuvem e soluções digitais, empresas conseguem conectar seus sistemas a provedores financeiros de forma mais rápida, escalável e segura.
3. Provedores de Banking as a Service
O Banking as a Service, ou BaaS, funciona como a infraestrutura que viabiliza o Embedded Finance.
Enquanto o BaaS oferece a base tecnológica e regulatória, o Embedded Finance aparece na experiência do usuário, com produtos financeiros integrados à jornada da empresa.
Embedded Finance e BaaS: qual a diferença?
Apesar de estarem conectados, Embedded Finance e BaaS não são a mesma coisa.
O BaaS é a estrutura que permite que empresas ofereçam serviços financeiros sem desenvolver toda a infraestrutura bancária do zero.
Já o Embedded Finance é a aplicação desses serviços dentro da jornada do cliente.
Em outras palavras:
- BaaS: infraestrutura por trás da operação;
- Embedded Finance: serviço financeiro integrado à experiência do usuário.
Essa diferença é importante porque uma empresa pode usar BaaS para oferecer produtos financeiros de forma incorporada ao seu ecossistema.
Quais serviços podem ser integrados?
O Embedded Finance permite incorporar diferentes produtos financeiros ao portfólio de uma empresa.
Entre os mais comuns estão:
- contas digitais;
- carteiras digitais;
- cartões;
- crédito;
- empréstimos;
- seguros;
- pagamentos;
- antecipação de recebíveis;
- soluções de cobrança;
- financiamento no ponto de venda.
Esses serviços podem ser oferecidos de forma integrada, sem que o cliente precise sair da plataforma principal.

Quais empresas podem usar Embedded Finance?
O Embedded Finance não é exclusivo de bancos, fintechs ou grandes varejistas.
Empresas de diferentes setores podem aplicar esse modelo, desde que tenham uma base de clientes, uma jornada digital e uma necessidade financeira clara.
Setores com potencial
Alguns exemplos são:
- varejo;
- e-commerce;
- marketplaces;
- educação;
- saúde;
- turismo;
- logística;
- aplicativos de mobilidade;
- plataformas de gestão;
- empresas B2B;
- tecnologia e software.
Quanto mais próxima a empresa estiver da rotina do cliente, maior a chance de oferecer uma solução financeira útil e contextualizada.
Quais são as vantagens do Embedded Finance?
O Embedded Finance pode gerar benefícios tanto para empresas quanto para consumidores.
Para as empresas, ele cria novas fontes de receita, aumenta a retenção e fortalece o relacionamento com o cliente.
Para os usuários, ele torna o acesso a serviços financeiros mais simples, rápido e conveniente.
Principais benefícios para empresas
Entre as vantagens estão:
- novas receitas com produtos financeiros;
- maior fidelização de clientes;
- aumento do ticket médio;
- melhor experiência do usuário;
- oferta de soluções personalizadas;
- uso mais estratégico dos dados;
- expansão do ecossistema de serviços;
- vantagem competitiva.
Benefícios para os clientes
Para o cliente, o ganho está na conveniência.
Ele pode contratar crédito, fazer pagamentos, acessar seguros ou usar uma conta digital dentro da plataforma que já utiliza.
Isso reduz etapas, diminui atrito e melhora a experiência.
Embedded Finance ajuda na inclusão financeira?
Sim. Um dos impactos mais relevantes do Embedded Finance é a inclusão financeira.
Muitas pessoas e empresas que não eram prioridade para bancos tradicionais podem ser atendidas por empresas que já conhecem melhor seu comportamento, sua rotina e suas necessidades.
Um aplicativo, marketplace ou plataforma pode ter informações valiosas sobre o cliente. Com esses dados, é possível oferecer produtos mais adequados ao perfil de cada usuário.
Esse movimento amplia o acesso a soluções financeiras e aumenta a competição no mercado.
Qual o papel do Pix e do Open Finance?
O Pix e o Open Finance fortalecem o avanço do Embedded Finance no Brasil.
O Pix reduziu a fricção dos pagamentos e tornou as transações mais rápidas e acessíveis.
Já o Open Finance permite que dados financeiros sejam compartilhados entre instituições autorizadas, com consentimento do cliente.
Com isso, empresas podem criar ofertas mais personalizadas, melhorar análises de crédito e desenvolver experiências financeiras mais integradas.
Embedded Finance transforma empresas em bancos?
De certa forma, sim. O Embedded Finance permite que empresas ofereçam serviços financeiros ao cliente final.
Mas isso não significa que qualquer empresa passa a ser um banco no sentido regulatório.
Na maioria dos casos, a empresa atua em parceria com instituições autorizadas ou provedores especializados. Assim, consegue oferecer serviços financeiros sem assumir sozinha toda a complexidade regulatória do setor bancário.
Por isso, o mais correto é dizer que o Embedded Finance permite que empresas tenham uma atuação mais parecida com bancos, sem necessariamente se tornarem instituições financeiras tradicionais.
Quais cuidados as empresas devem ter?
Apesar das oportunidades, o Embedded Finance exige planejamento.
Não basta adicionar serviços financeiros ao portfólio sem avaliar riscos, estrutura, parceiros e impacto regulatório.
Pontos de atenção
Antes de implementar esse modelo, a empresa deve analisar:
- aderência regulatória;
- escolha de parceiros confiáveis;
- segurança da informação;
- proteção de dados;
- experiência do usuário;
- governança da operação;
- riscos financeiros;
- compliance;
- viabilidade econômica;
- impacto contábil e tributário.
Esses cuidados são essenciais para que a estratégia seja sustentável.
Leia também: Regras do Banco Central para correspondentes
Para entender melhor o ambiente regulatório que favorece a inovação financeira no Brasil, consulte a página oficial do Banco Central sobre Open Finance.
Conclusão
O Embedded Finance está mudando a forma como empresas e consumidores acessam serviços financeiros.
Com ele, produtos como contas, cartões, crédito, seguros e pagamentos passam a fazer parte da jornada natural do cliente, dentro de plataformas que ele já utiliza.
Esse movimento cria novas oportunidades de receita, melhora a experiência do usuário e pode ampliar a inclusão financeira.
No entanto, para aproveitar esse potencial, empresas precisam estruturar a operação com segurança, governança, parceiros adequados e atenção regulatória.
Quer entender como sua empresa pode integrar serviços financeiros com segurança? Fale com um especialista e avalie os impactos contábeis, tributários e regulatórios antes de avançar.
Continue acompanhando o blog para entender melhor as normas, obrigações e boas práticas aplicáveis aos correspondentes bancários.
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