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  • Como ser correspondente bancário em 4 fases

    Como ser correspondente bancário em 4 fases

    Saber como ser correspondente bancário é o primeiro passo para quem deseja atuar no mercado de crédito, representar instituições financeiras e construir uma empresa com potencial de crescimento.

    Mas começar nesse mercado exige mais do que vontade de vender crédito. É preciso entender a certificação, a formalização da empresa, o credenciamento com parceiros, a organização financeira e o posicionamento comercial.

    Neste artigo, você vai entender as principais fases para montar um correspondente bancário e quais cuidados ajudam a transformar a ideia em um negócio estruturado.

    O que é um correspondente bancário?

    O correspondente bancário é uma empresa ou profissional contratado por instituições financeiras para prestar atendimento a clientes e usuários em nome dessas instituições.

    Na prática, o correspondente pode atuar no encaminhamento de propostas, atendimento ao público, operações de crédito, recebimentos, pagamentos e outros serviços permitidos pela instituição contratante.

    De acordo com o Banco Central, empresas que atuam como correspondentes não precisam de autorização direta do BC para funcionar como correspondentes. Quem contrata e responde pela atuação do correspondente são os bancos e demais instituições autorizadas.

    Como ser correspondente bancário?

    Para entender como ser correspondente bancário, é importante visualizar a jornada em etapas.

    Embora cada negócio tenha seu próprio modelo, existem quatro fases principais que ajudam a organizar o caminho:

    • implementação;
    • ação;
    • estruturação do negócio;
    • posicionamento digital.

    Essas fases ajudam o futuro correspondente a sair da ideia inicial, formalizar a operação, buscar parceiros e criar estratégias para atrair clientes.

    1. Implementação: comece com organização

    A primeira fase é a implementação. É o momento de tirar a ideia do papel e preparar a base da operação.

    Nessa etapa, o objetivo é colocar a casa em ordem com rapidez, mas sem atropelar decisões importantes.

    Certificação de correspondente bancário

    Um dos primeiros pontos de atenção é a certificação.

    Quem deseja atuar com atendimento ligado a operações de crédito precisa observar as exigências de capacitação e certificação previstas nas normas do setor.

    A Resolução CMN nº 4.935/2021 trata da contratação de correspondentes no país pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central.

    Por isso, antes de iniciar a operação, é importante verificar qual certificação é exigida para o tipo de produto financeiro que você pretende trabalhar.

    Modelo de negócio

    Depois, é hora de definir o modelo de negócio.

    Você pretende atuar com crédito consignado, financiamento, crédito pessoal, produtos para empresas ou outra linha?

    Também é importante decidir se o atendimento será:

    • home office;
    • loja física;
    • escritório comercial;
    • operação digital;
    • modelo híbrido.

    Ferramentas como o Business Model Canvas podem ajudar a visualizar clientes, canais, parceiros, custos, receitas e proposta de valor em uma única página.

    Orçamento inicial

    Antes de alugar um imóvel, comprar móveis ou contratar sistemas, monte um orçamento.

    Esse planejamento deve incluir:

    • abertura da empresa;
    • aluguel ou estrutura home office;
    • internet e telefone;
    • móveis e equipamentos;
    • sistemas e ferramentas;
    • marketing inicial;
    • despesas contábeis;
    • capital de giro.

    Começar de forma enxuta pode ser mais seguro, especialmente enquanto o negócio ainda está validando sua capacidade de gerar clientes e receita.

    2. Ação: formalize e busque parceiros

    A segunda fase é a ação. Agora que a base inicial foi pensada, o correspondente precisa transformar o planejamento em operação.

    Formalização da empresa

    A formalização é uma das etapas mais importantes para quem pesquisa como ser correspondente bancário.

    Nesse momento, o apoio contábil faz diferença para definir o enquadramento correto da empresa, organizar o contrato social, escolher o CNAE adequado, analisar regime tributário e evitar erros que podem gerar problemas futuros.

    Para um correspondente bancário, a contabilidade não deve ser vista apenas como obrigação. Ela ajuda a estruturar o negócio desde o início.

    Registro de marca

    Outro ponto importante é o registro da marca.

    Muitos correspondentes começam com pressa de vender e deixam essa etapa para depois. Porém, à medida que a marca cresce, o nome passa a ter valor comercial.

    Registrar a marca no INPI pode proteger a identidade do negócio e evitar mudanças forçadas no futuro.

    Credenciamento com parceiros

    Sem parceiros financeiros, o correspondente não tem produtos para oferecer.

    Por isso, essa etapa envolve buscar bancos, financeiras, fintechs ou promotoras de crédito que aceitem o credenciamento conforme o perfil da operação.

    Após o credenciamento, o correspondente pode ter acesso a:

    • tabelas de comissão;
    • sistemas de propostas;
    • treinamento operacional;
    • políticas comerciais;
    • suporte de atendimento;
    • materiais de apoio;
    • regras de formalização.

    Essa fase marca o início real da atuação comercial.

    3. Negócio: valide processos e conquiste clientes

    Depois de formalizar a empresa e buscar parceiros, o correspondente entra na fase de validação do negócio.

    Aqui, o desafio deixa de ser apenas montar a estrutura. O foco passa a ser vender, atender bem e criar processos consistentes.

    Estratégias de prospecção

    Muitos correspondentes começam com prospecção ativa por telefone, listas de contatos e indicações.

    Essas estratégias podem funcionar, mas precisam ser usadas com cuidado, planejamento e respeito às regras de comunicação com clientes.

    Além disso, depender apenas de métodos tradicionais pode limitar o crescimento da operação.

    Processos internos

    Para crescer com segurança, o correspondente precisa organizar seus processos.

    Isso inclui:

    • atendimento ao cliente;
    • coleta de documentos;
    • envio de propostas;
    • acompanhamento de contratos;
    • controle de comissões;
    • conciliação de recebimentos;
    • fluxo de caixa;
    • emissão de notas fiscais;
    • obrigações contábeis e fiscais.

    Quanto mais cedo esses processos forem estruturados, menor será o risco de desorganização quando a produção aumentar.

    4. Posicionamento digital: prepare-se para escalar

    A quarta fase é o posicionamento digital.

    Quem quer entender como ser correspondente bancário hoje precisa considerar que o comportamento do consumidor mudou.

    Muitas pessoas pesquisam crédito, financiamento e soluções financeiras pela internet antes de falar com uma empresa.

    Por isso, construir presença digital pode ajudar o correspondente a atrair clientes de forma mais previsível.

    Correspondente bancário digital

    O correspondente bancário digital usa canais online para gerar autoridade, atrair oportunidades e melhorar o relacionamento com clientes.

    Isso pode envolver:

    • site institucional;
    • página no Google;
    • conteúdo para blog;
    • redes sociais;
    • anúncios;
    • WhatsApp comercial;
    • CRM;
    • automação de atendimento;
    • acompanhamento de métricas.

    O objetivo não é abandonar o atendimento humano, mas usar a internet para aumentar alcance, organizar contatos e melhorar a conversão.

    Autoridade e confiança

    No mercado de crédito, confiança é essencial.

    Um bom posicionamento digital ajuda a mostrar que a empresa é séria, organizada e preparada para orientar o cliente.

    Conteúdos educativos, depoimentos, presença local e comunicação clara podem diferenciar o correspondente em um mercado competitivo.

    Onde entra a contabilidade para correspondente bancário?

    A contabilidade especializada é importante em várias fases da jornada.

    Desde a abertura da empresa até o acompanhamento financeiro, o contador pode ajudar o correspondente bancário a operar com mais segurança.

    Entre os principais pontos estão:

    • abertura e regularização da empresa;
    • escolha do regime tributário;
    • definição de CNAE;
    • emissão de notas fiscais;
    • apuração de impostos;
    • organização de receitas e comissões;
    • controle financeiro;
    • planejamento para crescimento;
    • apoio na conformidade da operação.

    Por isso, ao buscar como ser correspondente bancário, também é importante pensar em como estruturar a empresa corretamente desde o início.

    Leia o nosso artigo sobre Diferença entre corban e fintech: entenda

    Para saber mais, acesse o FAQ do Banco Central sobre correspondentes bancários

    Conclusão

    Entender como ser correspondente bancário envolve mais do que conseguir uma certificação ou fechar parceria com bancos e promotoras.

    É preciso estruturar a empresa, organizar processos, cuidar da formalização, planejar o financeiro e construir uma presença comercial capaz de gerar clientes.

    Com uma base bem feita, o correspondente bancário pode crescer com mais segurança e profissionalismo.

    A Corbanzaí é uma contabilidade especializada em correspondente bancário e ajuda empresas do setor a organizarem sua operação desde a abertura até a rotina contábil, fiscal e financeira.

    Quer abrir ou estruturar sua empresa de correspondente bancário? Fale com a Corbanzaí e veja como uma contabilidade especializada pode ajudar você a começar do jeito certo.

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    Autor

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

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