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Agenda Regulatória CVM 2026: o que muda no mercado
A Agenda Regulatória CVM 2026 consolida as prioridades da Comissão de Valores Mobiliários para modernizar o mercado de capitais brasileiro, ampliar o acesso a investimentos e reforçar a segurança jurídica.
O documento organiza 21 iniciativas entre normas a serem editadas e temas submetidos à consulta pública, com impacto direto sobre securitizadoras, FIDC, fundos estruturados, consultores e participantes do mercado financeiro.
Neste artigo, analisamos os principais pontos e seus reflexos práticos.
Modernização e Inovação
Um dos pilares da Agenda Regulatória CVM 2026 é adaptar o arcabouço regulatório às novas tecnologias, modelos de negócio e dinâmicas globais.
Normas previstas
- Modernização dos FIP: mais flexibilidade para gestores, possibilidade de coinvestimento e ajustes na gestão de riscos.
- Agências de Rating: alinhamento à regulação europeia para facilitar captações no exterior.
- Ações em Tesouraria: redefinição de free float e maior clareza na negociação de ações próprias.
- Fundos Imobiliários (FII): atualização de regras do Anexo III da Resolução 175.
- Certificação de Consultores: revisão dos requisitos para registro na CVM.
Consultas públicas
- Tokenização (Projeto 135 Light): criação de ambiente regulatório simplificado para ativos digitais.
- Finfluencers e Analistas: regras claras para atuação em redes sociais.
- ETF de Gestão Ativa: autorização para ETFs com estratégia ativa.
Essas iniciativas mostram o esforço da CVM em acompanhar a transformação digital do mercado.
Simplificação e Democratização do Acesso
Outro eixo central da Agenda Regulatória CVM 2026 é reduzir burocracias e ampliar o acesso de investidores e empresas ao mercado de capitais.
Normas a serem editadas
- Crowdfunding (Resolução 88): aumento do teto de captação e inclusão de empresas maiores e do agronegócio.
- Ajustes na Resolução 160: refinamento das regras de ofertas públicas.
- FIF: simplificação de obrigações periódicas para reduzir custos operacionais.
Consultas públicas
- Suitability e Investidor Qualificado: possível revisão do critério de R$ 1 milhão investido.
- Acesso ao Exterior: regulamentação do modelo de corretoras que oferecem acesso direto a bolsas internacionais.
- FIDC: flexibilização para aquisição de direitos creditórios não padronizados e créditos de empresas em recuperação judicial.
Para securitizadoras e gestores de fundos estruturados, essas mudanças podem representar novas oportunidades — e novos desafios regulatórios.
Desenvolvimento Sustentável
A pauta ESG ganha protagonismo na Agenda Regulatória CVM 2026, com foco em evitar greenwashing e criar padrões técnicos claros.
- Mercado de Carbono: regulamentação da Lei 15.042/24 para negociação de créditos de carbono como valores mobiliários.
- Taxonomia Sustentável: critérios objetivos para que fundos e títulos se declarem “verdes”.
A expectativa é elevar a transparência e fortalecer a credibilidade do mercado sustentável brasileiro.
Transparência, Segurança e Eficiência
A CVM também pretende aprimorar a qualidade das informações e os mecanismos de supervisão.
Norma prevista
- Fatos Relevantes: distinção mais clara entre fato relevante e comunicado ao mercado.
Consultas públicas
- PLDFT e Trusts: reforço na identificação de investidores estrangeiros.
- Punições automáticas por atraso: maior eficiência sancionadora.
- COE: regras mais rigorosas de divulgação de riscos.
- Lastro de CRI e CRA: registro no Sistema de Informações de Crédito (SCR).
Impactos para securitizadoras e fundos estruturados
A Agenda Regulatória CVM 2026 impacta diretamente:
- Estruturação de CRI e CRA
- Operações com FIDC
- Governança e compliance regulatório
- Divulgação de informações ao mercado
- Contabilização e controle de lastros
Empresas que atuam com crédito estruturado precisarão reforçar:
- Monitoramento regulatório contínuo
- Atualização de políticas internas
- Revisão de estruturas contratuais
- Adequação contábil e documental
Leia também: 2025 consolida a tokenização de ativos financeiros
Conclusão
A Agenda Regulatória CVM 2026 sinaliza um mercado mais moderno, acessível e alinhado a padrões internacionais. Ao mesmo tempo, amplia a necessidade de rigor técnico, governança e conformidade regulatória.
Para securitizadoras, FIDC e estruturas de crédito, acompanhar essas mudanças não é opcional, é estratégico.
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