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  • MAG amplia atuação em FIDCs com aquisição bilionária

    MAG amplia atuação em FIDCs com aquisição bilionária

    A MAG Investimentos avançou no mercado de crédito estruturado ao adquirir a operação de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios da More Invest.

    A transação envolve aproximadamente R$ 4,5 bilhões em ativos, distribuídos em dez fundos, e eleva o patrimônio administrado pela gestora para perto de R$ 25 bilhões.

    O movimento também inclui a incorporação de parte da equipe responsável pela estratégia de FIDCs da More Invest.

    Mais do que uma aquisição de ativos, a operação reforça o crescimento dos FIDCs no mercado financeiro brasileiro e mostra como grandes gestoras estão ampliando sua exposição ao crédito estruturado.

    O que muda com a aquisição dos FIDCs da More Invest?

    Com a operação, a MAG Investimentos passa a oferecer uma estratégia que ainda não fazia parte de seu portfólio.

    A gestora já atuava em segmentos como renda fixa tradicional e crédito privado, mas ainda não possuía uma frente dedicada ao crédito estruturado por meio de FIDCs.

    A aquisição permite ampliar a oferta de produtos para públicos como:

    • plataformas de investimento;
    • family offices;
    • fundos de pensão;
    • investidores institucionais;
    • distribuidores de produtos financeiros.

    A More Invest, por sua vez, continua operando em outras classes de ativos.

    A MAG manterá a estratégia de FIC-FIDCs

    A operação adquirida continuará utilizando o modelo de fundos de cotas de FIDCs, conhecidos como FIC-FIDCs.

    Nesse formato, o fundo não investe diretamente nos direitos creditórios. Ele aplica seus recursos em cotas de diferentes FIDCs.

    Na prática, isso permite montar uma carteira composta por fundos administrados ou geridos por diferentes instituições e expostos a variados tipos de recebíveis.

    Por que investir por meio de fundos de cotas?

    Segundo as informações divulgadas sobre a transação, a MAG considera que o modelo reduz potenciais conflitos de interesse.

    Isso ocorre porque a gestora não participa diretamente da originação do crédito nem da estruturação dos veículos investidos.

    Sua atuação fica concentrada na análise, na seleção e no acompanhamento dos gestores e das carteiras.

    O modelo também pode ampliar a diversificação, já que o patrimônio pode ser distribuído entre diferentes fundos, operações, gestores e tipos de direitos creditórios.

    Ainda assim, a diversificação não elimina os riscos.

    A qualidade dos recebíveis, as garantias, a subordinação, a concentração da carteira e a capacidade dos devedores continuam sendo elementos relevantes para a avaliação de um FIDC.

    O que são FIDCs?

    Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios reúnem recursos de investidores para aplicação em recebíveis originados por empresas e outras organizações.

    Esses recebíveis podem surgir de atividades:

    • comerciais;
    • industriais;
    • imobiliárias;
    • financeiras;
    • de prestação de serviços;
    • de diferentes cadeias produtivas.

    Entre os ativos que podem compor essas estruturas estão duplicatas, parcelas de contratos, recebíveis comerciais e outros créditos que uma empresa tem a receber.

    Tecnologia será usada no monitoramento dos fundos

    A equipe incorporada pela MAG possui experiência de aproximadamente uma década na estratégia.

    Outro destaque é o uso de uma plataforma própria apoiada por inteligência artificial para acompanhar os fundos investidos.

    Segundo as informações divulgadas, o monitoramento pode alcançar inclusive as garantias relacionadas às operações que compõem as carteiras.

    O uso de tecnologia nesse segmento é relevante porque os FIDCs podem envolver grande volume de dados, como:

    • quantidade de recebíveis;
    • perfil dos devedores;
    • índices de atraso;
    • níveis de inadimplência;
    • concentração por cedente;
    • cobertura das garantias;
    • evolução das cotas;
    • comportamento das carteiras.

    Ferramentas de análise e automação podem ajudar a identificar alterações de risco com mais rapidez.

    Porém, a tecnologia não substitui a avaliação técnica, a governança e os controles internos da gestora.

    Juros elevados favorecem o crédito estruturado?

    A MAG avalia que o ambiente de juros elevados e a busca das empresas por novas formas de financiamento podem continuar impulsionando o mercado de FIDCs.

    Para as empresas, essas estruturas podem representar uma alternativa ao crédito bancário tradicional.

    Por meio da antecipação ou cessão de recebíveis, uma organização pode acessar recursos com base em valores que tem a receber no futuro.

    Para os investidores, os fundos podem oferecer exposição ao crédito privado e diferentes possibilidades de retorno.

    Entretanto, o potencial de remuneração deve ser analisado em conjunto com os riscos da carteira, a liquidez, os prazos e as características das cotas.

    Na estratégia adquirida, os principais fundos possuem prazos de resgate de 30 e 60 dias e apresentam retornos divulgados na faixa de CDI mais 2% a CDI mais 3%.

    Esses números se referem aos fundos mencionados na operação e não representam garantia de rentabilidade futura.

    Aquisição reforça consolidação do mercado de FIDCs

    A compra da operação da More Invest é a maior incorporação realizada pela MAG desde 2022.

    Antes dela, a gestora havia absorvido o Cash Renda Fixa e um fundo de ações da Somma Asset.

    Com a nova transação, a empresa reforça uma estratégia de crescimento que combina expansão orgânica e aquisições.

    O movimento também demonstra que o mercado de FIDCs está atraindo gestoras que antes concentravam suas operações em produtos mais tradicionais.

    Esse processo pode resultar em:

    • maior competição entre gestoras;
    • desenvolvimento de novas estratégias;
    • aumento da demanda por profissionais especializados;
    • maior uso de tecnologia no monitoramento de carteiras;
    • expansão da distribuição dos fundos;
    • fortalecimento da governança e dos controles.

    Ao mesmo tempo, a entrada de instituições maiores tende a elevar o nível de exigência sobre transparência, análise de risco, prestação de informações e acompanhamento dos ativos.

    O que esse movimento representa para o mercado?

    A aquisição mostra que os FIDCs estão deixando de ocupar uma posição restrita dentro do mercado de capitais e ganhando espaço no portfólio de grandes gestoras.

    Para empresas que atuam na estruturação, administração, gestão, custódia, controladoria ou distribuição desses fundos, esse crescimento traz novas oportunidades e responsabilidades.

    Quanto maior o volume administrado, maior também a necessidade de atenção a temas como:

    • regras da CVM;
    • controles internos;
    • demonstrações financeiras;
    • classificação dos direitos creditórios;
    • conciliação das operações;
    • prestação de informações;
    • acompanhamento de riscos;
    • obrigações fiscais e contábeis.

    Para consultar a regulamentação aplicável aos fundos, acesse o Anexo Normativo II da Resolução CVM 175.

    Contabilidade especializada acompanha a expansão dos FIDCs

    O crescimento do crédito estruturado aumenta a complexidade operacional das empresas que fazem parte desse mercado.

    Gestoras, securitizadoras e outras instituições financeiras precisam manter processos contábeis e regulatórios alinhados às características de suas operações.

    A ContabilizaíBank atua com contabilidade especializada para mercado de capitais e crédito, apoiando a organização de rotinas contábeis, fiscais e financeiras.

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    Autor: Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

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