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  • Como abrir um correspondente bancário

    Como abrir um correspondente bancário

    Entender como abrir um correspondente bancário é o primeiro passo para entrar no mercado de crédito e serviços financeiros. Essa é uma oportunidade acessível para empresas que desejam gerar receita com comissões e ampliar sua atuação.

    Neste artigo, você vai aprender o que faz um correspondente bancário, quem pode atuar na área e o passo a passo para abrir sua empresa com segurança e dentro das normas do Banco Central.

    O que é correspondente bancário

    O correspondente bancário é uma empresa autorizada a prestar serviços em nome de instituições financeiras. Ele atua como intermediário, facilitando o acesso de clientes a produtos como:

    • Empréstimos e financiamentos
    • Abertura de contas
    • Cartões de crédito
    • Pagamentos e recebimentos
    • Serviços de cobrança

    Esse modelo permite que bancos ampliem sua presença e que empresas gerem receita com comissões.

    Quem pode abrir um correspondente bancário

    Para abrir um correspondente bancário, é necessário ter um CNPJ ativo e firmar parceria com uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central.

    Existem dois perfis comuns:

    • Empresas com estabelecimento físico (lojas, imobiliárias, concessionárias)
    • Empresas que atuam exclusivamente como correspondentes

    Independentemente do modelo, é essencial seguir as exigências legais e regulatórias.

    Como abrir um correspondente bancário passo a passo

    Se você quer saber como abrir um correspondente bancário, siga este passo a passo:

    1. Abra um CNPJ

    O primeiro passo é formalizar sua empresa. Escolher o CNAE correto e o regime tributário adequado faz toda a diferença para pagar menos impostos.

    2. Escolha o regime tributário

    O correspondente bancário pode optar pelo Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, dependendo da estrutura da empresa e das atividades exercidas.

    3. Faça a certificação

    Para atuar, é necessário obter certificação reconhecida, geralmente por instituições como FEBRABAN ou ABECIP.

    4. Feche parceria com um banco

    Cada instituição financeira possui critérios próprios. É necessário entrar em contato e seguir o processo de credenciamento.

    5. Estruture sua operação

    Organize processos, atendimento e controle financeiro para garantir eficiência e conformidade.

    Quais serviços um correspondente pode oferecer

    Entre os principais serviços estão:

    • Recebimentos e pagamentos
    • Propostas de crédito e financiamento
    • Abertura de contas
    • Solicitação de cartões
    • Operações de câmbio

    Vantagens de abrir um correspondente bancário

    A abertura de um correspondente bancário traz diversos benefícios:

    • Geração de renda com comissões
    • Baixo investimento inicial
    • Aumento do fluxo de clientes
    • Diversificação de receitas
    • Fortalecimento do negócio

    Cuidados ao abrir um correspondente bancário

    Para evitar problemas, é importante:

    • Escolher corretamente o regime tributário
    • Manter a contabilidade organizada
    • Seguir normas do Banco Central
    • Controlar receitas e comissões

    Leia também: Correspondente bancário no Simples Nacional: como pagar menos impostos

    Conclusão

    Agora que você já sabe como abrir um correspondente bancário, fica claro que essa é uma excelente oportunidade de negócio no setor financeiro. No entanto, para ter sucesso, é essencial começar com a estrutura correta e uma boa gestão tributária.

    Quer abrir seu correspondente bancário com segurança e pagar menos impostos?
    Fale com a Corbanzaí e conte com uma contabilidade especializada no seu mercado.

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    Continue lendo >>: Como abrir um correspondente bancário
  • O que são direitos creditórios e como funcionam

    O que são direitos creditórios e como funcionam

    Os direitos creditórios fazem parte de diversas operações financeiras e estão presentes no dia a dia de empresas e investidores.

    Mas afinal, o que são direitos creditórios? De forma simples, eles representam valores que uma pessoa ou empresa tem a receber no futuro. Neste artigo, você vai entender como esses recebíveis surgem, como funcionam e quais são suas aplicações no mercado financeiro.

    O que são direitos creditórios

    São valores a receber decorrentes de uma operação realizada a prazo. Sempre que uma venda ou prestação de serviço ocorre com pagamento futuro, surge um crédito para o credor.

    Esses recebíveis são fundamentais para a economia, pois permitem que empresas realizem vendas, organizem seu fluxo de caixa e utilizem esses valores em operações financeiras.

    Principais origens dos direitos creditórios

    Os recebíveis podem surgir em diversas áreas da economia. Entre as principais origens, estão:

    • vendas parceladas no comércio
    • pagamentos no cartão de crédito
    • prestação de serviços com cobrança futura
    • contratos de aluguel e operações imobiliárias
    • recebíveis do agronegócio
    • duplicatas comerciais e vendas industriais
    • valores a receber de ações judiciais

    Esses ativos representam uma importante fonte de geração de caixa para empresas.

    Diferença entre direito creditório e precatório

    Apesar de relacionados, esses conceitos não são iguais.

    • Direito creditório: qualquer valor a receber no futuro
    • Precatório: dívida do governo reconhecida judicialmente

    Ou seja, todo precatório é um crédito a receber, mas nem todo crédito é um precatório.

    Factoring e securitização: como antecipar recebíveis

    Empresas que possuem valores a receber podem antecipar esses recursos para melhorar o fluxo de caixa.

    Factoring

    No factoring, a empresa vende seus recebíveis com desconto e recebe o valor antecipadamente.

    Securitização

    Na securitização, esses créditos são transformados em ativos financeiros negociáveis no mercado.

    Títulos gerados na securitização

    • CRI: Certificado de Recebíveis Imobiliários
    • CRA: Certificado de Recebíveis do Agronegócio
    • FIDC: Fundo de Investimento em Direitos Creditórios

    Esses instrumentos transformam recebíveis em oportunidades de investimento.

    Como funcionam os FIDCs

    Os FIDCs são fundos que reúnem recursos de investidores para aplicação em carteiras de recebíveis.

    Pelo menos 50% do patrimônio do fundo deve estar investido nesses ativos, conforme regulamentação.

    Com a Resolução CVM 175, investidores de varejo passaram a ter acesso a esse tipo de investimento.

    Vantagens dos direitos creditórios

    • melhoria do fluxo de caixa
    • antecipação de receitas
    • diversificação de investimentos
    • potencial de rentabilidade
    • maior liquidez para empresas

    Essas vantagens explicam o crescimento desse mercado nos últimos anos.

    Leia também: Correspondente bancário no Simples Nacional: como abrir e pagar menos impostos

    FAQ – dúvidas frequentes

    O que são direitos creditórios?
    São valores a receber no futuro decorrentes de vendas ou contratos realizados a prazo.

    O que é cessão de direitos creditórios?
    É a transferência do direito de recebimento para outra empresa ou pessoa.

    O que é penhor de direitos creditórios?
    É quando esses recebíveis são usados como garantia em operações financeiras.

    Conclusão

    Entender o que são direitos creditórios é essencial para compreender como empresas geram caixa e como o mercado financeiro transforma recebíveis em ativos.

    Esse conceito é cada vez mais relevante tanto para negócios quanto para investidores que buscam eficiência financeira e novas oportunidades.

    Quer estruturar melhor sua operação financeira?
    Conte com especialistas e leve mais eficiência para sua empresa.

    Contabilizaí Bank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

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    Continue lendo >>: O que são direitos creditórios e como funcionam
  • Correspondente bancário no Simples Nacional: como pagar menos impostos

    Correspondente bancário no Simples Nacional: como pagar menos impostos

    O correspondente bancário no Simples Nacional é uma das principais opções para quem deseja atuar no mercado de crédito com menos burocracia e maior organização tributária.

    Mas para pagar menos impostos de forma legal, é fundamental entender como abrir a empresa corretamente, qual regime escolher e como funciona a tributação da atividade.

    Neste guia completo, você vai entender tudo sobre abertura de empresa, enquadramento no Simples Nacional e estratégias para otimizar sua carga tributária.

    Correspondente bancário pode ser MEI?

    Não. O correspondente bancário não pode ser MEI.

    A atividade está enquadrada no CNAE 6619-3/02 e envolve serviços financeiros e intermediação de crédito, o que não é permitido para o Microempreendedor Individual.

    Por isso, é necessário abrir empresa em outros formatos para atuar de forma regular.

    Como abrir empresa para correspondente bancário

    Para atuar como correspondente bancário, é necessário seguir algumas etapas importantes:

    • Escolher o tipo de empresa: SLU (para atuação individual) ou LTDA (com sócios)
    • Definir o CNAE correto: 6619-3/02 – correspondente de instituições financeiras
    • Registrar na Junta Comercial
    • Emitir o CNPJ na Receita Federal
    • Escolher o regime tributário: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real
    • Obter inscrição municipal e alvará
    • Habilitar emissão de nota fiscal

    Esse processo garante que sua operação esteja regular e pronta para atuar com instituições financeiras.

    Correspondente bancário pode optar pelo Simples Nacional?

    Sim. O correspondente bancário no Simples Nacional é permitido e bastante comum no mercado.

    Esse regime unifica impostos em uma única guia (DAS) e simplifica a gestão tributária, sendo vantajoso principalmente para pequenas e médias operações.

    Como funciona a tributação no Simples Nacional

    A tributação do correspondente bancário depende do tipo de serviço prestado. A Receita Federal determina dois enquadramentos principais:

    • Intermediação de negócios: atividades com alíquotas mais altas
    • Demais serviços: atividades com tributação menor

    O que é considerado intermediação de negócios

    • encaminhamento de propostas de crédito
    • oferta de financiamentos
    • abertura de contas
    • emissão de cartões

    Essas atividades geralmente possuem maior carga tributária dentro do Simples Nacional.

    Como pagar menos impostos sendo correspondente bancário

    Para reduzir legalmente a carga tributária, é essencial aplicar algumas estratégias:

    • Segregação correta de receitas
    • Escolha adequada do regime tributário
    • Planejamento contábil especializado
    • Organização financeira da operação

    Um erro comum é não separar corretamente os tipos de receita, o que pode levar ao pagamento de impostos mais altos.

    Simples Nacional ou Lucro Presumido: qual escolher?

    Apesar do Simples Nacional ser popular, ele não é sempre a melhor opção.

    • Simples Nacional: ideal para operações menores e simplificação
    • Lucro Presumido: pode ser mais vantajoso em faturamentos maiores

    A escolha depende da estrutura da empresa, do faturamento e da margem de lucro.

    Para mais informações sobre o regime, consulte o site da Receita Federal.

    Leia também: Consignado privado avança nas empresas e XP anuncia entrada no segmento

    Conclusão

    O correspondente bancário no Simples Nacional pode ser uma excelente escolha, desde que a empresa seja estruturada corretamente desde o início.

    Entender como abrir a empresa, escolher o regime tributário adequado e organizar a operação são fatores decisivos para pagar menos impostos e crescer com segurança.

    Quer abrir sua empresa ou pagar menos impostos no seu corban?
    Fale com a Corbanzaí, contabilidade especializada em correspondentes bancários.

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  • Securitização no agronegócio: como funciona

    Securitização no agronegócio: como funciona

    A securitização no agronegócio tem se consolidado como uma das principais alternativas de financiamento para produtores rurais, revendas agrícolas e indústrias do setor. Em um cenário de alta demanda por crédito rural, esse mecanismo conecta o agronegócio ao mercado de capitais, permitindo transformar créditos futuros em recursos imediatos.

    Por meio da securitização, direitos creditórios originados em operações agrícolas podem ser convertidos em títulos negociáveis, como os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Dessa forma, produtores e empresas do setor conseguem antecipar receitas, enquanto investidores têm acesso a oportunidades de investimento ligadas ao crescimento do agro.

    O que é securitização no agronegócio

    A securitização no agronegócio consiste na transformação de créditos futuros do setor agrícola em títulos financeiros negociados no mercado de capitais.

    Esses créditos podem surgir de diversas operações, como:

    • vendas de safra a prazo;
    • financiamentos de insumos agrícolas;
    • operações comerciais entre produtores, revendas e indústrias.

    Nesse processo, uma securitizadora adquire os direitos creditórios e os utiliza como lastro para emitir títulos no mercado financeiro. O mais conhecido deles é o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

    Os investidores que adquirem esses títulos passam a ter direito ao fluxo de pagamentos gerado pelos créditos agrícolas, recebendo o valor investido acrescido de juros ao longo do tempo.

    Como funciona a securitização rural na prática

    Para entender melhor a securitização no agronegócio, imagine o seguinte cenário:

    1. Um produtor rural vende sua safra com pagamento a prazo.
    2. Esse crédito futuro é cedido a uma securitizadora.
    3. A securitizadora estrutura a operação e emite títulos no mercado.
    4. Investidores compram esses títulos e financiam a operação.
    5. Os pagamentos futuros da operação são direcionados aos investidores.

    Com esse modelo, o produtor ou empresa do setor agrícola recebe os recursos antecipadamente, o que facilita investimentos e melhora o fluxo de caixa.

    O papel das securitizadoras no agronegócio

    As securitizadoras desempenham um papel fundamental no funcionamento da securitização no agronegócio. Elas são responsáveis por estruturar as operações e conectar o setor produtivo ao mercado financeiro.

    Entre suas principais funções estão:

    • adquirir direitos creditórios do setor agrícola;
    • estruturar títulos financeiros lastreados nesses créditos;
    • intermediar a relação entre produtores e investidores;
    • administrar os fluxos financeiros das operações.

    Essa atuação permite ampliar a liquidez no mercado e facilitar o acesso ao crédito rural.

    Crescimento das emissões de CRA no Brasil

    O avanço da securitização no agronegócio pode ser observado no crescimento das emissões de CRA no mercado brasileiro.

    Nos últimos anos, os volumes captados cresceram de forma expressiva, impulsionados pela maior demanda por investimentos no setor agropecuário.

    Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) indicam que as emissões de CRA mais que triplicaram em poucos anos, atingindo níveis recordes.

    Esse crescimento demonstra como os títulos securitizados se tornaram instrumentos essenciais para financiar a expansão do agronegócio no país.

    Benefícios da securitização para o agronegócio

    A securitização traz diversas vantagens para toda a cadeia produtiva do setor agrícola.

    Para produtores e empresas

    • antecipação de recebíveis;
    • melhoria do fluxo de caixa;
    • acesso ampliado ao crédito.

    Para investidores

    • diversificação de portfólio;
    • exposição ao setor agrícola;
    • possibilidade de retornos competitivos.

    Além disso, a securitização contribui para distribuir riscos entre diferentes investidores, reduzindo a concentração de crédito em uma única instituição financeira.

    Desafios da securitização no agronegócio

    Apesar dos benefícios, a securitização no agronegócio também apresenta desafios importantes.

    Um dos principais pontos é a complexidade das operações, que exigem:

    • estrutura jurídica robusta;
    • avaliação de crédito detalhada;
    • conformidade com a regulamentação do mercado de capitais.

    No setor agrícola, a análise de risco precisa considerar fatores adicionais, como:

    • condições climáticas;
    • variações de preços das commodities;
    • produtividade agrícola.

    Esses fatores podem impactar a capacidade de pagamento dos devedores e exigem modelos de análise cada vez mais sofisticados.

    O papel do CRA no financiamento do agro

    Entre os instrumentos utilizados na securitização no agronegócio, o CRA se destaca como um dos principais.

    Esse título de renda fixa permite captar recursos no mercado para financiar atividades do setor agrícola, incluindo:

    • produção rural;
    • cadeias de insumos agrícolas;
    • comercialização de produtos do agro.

    Para conhecer mais detalhes sobre o funcionamento dos CRAs, consulte o material da B3 sobre Certificados de Recebíveis do Agronegócio.

    Leia também: FIDC em dólar: inovação no agronegócio brasileiro

    Conclusão

    A securitização no agronegócio representa uma solução estratégica para ampliar o acesso ao crédito rural e fortalecer o financiamento do setor agrícola no Brasil.

    Ao conectar produtores, empresas e investidores por meio do mercado de capitais, esse mecanismo contribui para o crescimento sustentável do agronegócio e para o desenvolvimento econômico do país.

    Se sua empresa atua no mercado de securitização ou deseja estruturar operações com títulos do agronegócio, contar com apoio especializado em contabilidade e estruturação financeira pode fazer toda a diferença.

    Contabilizaí Bank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

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    Continue lendo >>: Securitização no agronegócio: como funciona
  • Contabilidade para securitizadoras: como funciona

    Contabilidade para securitizadoras: como funciona

    A contabilidade para securitizadoras é um dos pilares para garantir transparência, segurança jurídica e conformidade regulatória nas operações de securitização. Com o crescimento das emissões de CRI, CRA e FIDC no Brasil, a gestão contábil dessas estruturas tornou-se cada vez mais complexa e estratégica.

    Diferentemente de empresas tradicionais, as securitizadoras administram operações estruturadas com patrimônios separados, regime fiduciário e exigências regulatórias específicas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Por isso, compreender como funciona a contabilidade nesse setor é essencial para gestores, investidores e profissionais do mercado financeiro.

    O que é securitização

    A securitização é uma operação financeira que transforma créditos futuros em títulos negociáveis no mercado de capitais.

    Nesse processo, empresas que possuem recebíveis, como contratos, duplicatas ou financiamentos, podem antecipar recursos ao vender esses direitos creditórios para uma securitizadora.

    De forma geral, participam da operação três agentes principais:

    • Cedente: empresa que possui os créditos a receber.
    • Securitizadora: companhia responsável por estruturar e administrar a operação.
    • Investidores: fundos, bancos ou pessoas físicas que adquirem os títulos emitidos.

    Esses títulos podem assumir diferentes formatos, como:

    • Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)
    • Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA)
    • Debêntures ou notas estruturadas

    O papel da contabilidade para securitizadoras

    A contabilidade para securitizadoras precisa refletir corretamente a estrutura fiduciária das operações e garantir a segregação entre os recursos da empresa e os recursos das emissões.

    Como a securitizadora atua apenas como administradora das operações, os ativos e passivos vinculados às emissões não podem se confundir com o patrimônio próprio da companhia.

    Essa separação é garantida por meio da criação dos chamados patrimônios separados.

    O que são patrimônios separados

    Os patrimônios separados são estruturas contábeis e jurídicas utilizadas para isolar os ativos e passivos de cada operação de securitização.

    Na prática, cada emissão funciona como uma unidade independente dentro da securitizadora.

    Esses patrimônios possuem:

    • ativos próprios (direitos creditórios e caixa da operação);
    • passivos próprios (obrigações com investidores);
    • receitas e despesas específicas da emissão.

    Essa segregação garante que eventuais problemas financeiros da securitizadora não afetem diretamente os recursos vinculados às operações.

    Como funciona a contabilização das operações

    A contabilização das operações exige controles detalhados e demonstrações financeiras individualizadas para cada patrimônio separado.

    Ativos registrados no patrimônio separado

    • direitos creditórios cedidos;
    • caixa e equivalentes de caixa da operação;
    • valores recebidos dos devedores;
    • aplicações financeiras vinculadas à emissão.

    Passivos registrados

    • obrigações com investidores;
    • custos da operação;
    • taxas de administração e serviços;
    • encargos financeiros.

    Além disso, os direitos creditórios devem seguir os critérios de mensuração previstos no CPC 48 – Instrumentos Financeiros, incluindo o reconhecimento de perdas esperadas.

    Auditoria obrigatória dos patrimônios separados

    A legislação brasileira exige auditoria independente das demonstrações financeiras de cada patrimônio separado.

    Essa exigência foi reforçada pela Resolução CVM nº 60, que determina maior transparência e controle nas operações de securitização.

    As demonstrações financeiras auditadas devem incluir:

    • balanço patrimonial;
    • demonstração de resultados;
    • demonstração de fluxos de caixa;
    • notas explicativas detalhadas.

    O objetivo é garantir que investidores tenham acesso a informações financeiras confiáveis sobre cada emissão.

    Tributação e regime tributário das securitizadoras

    Outro aspecto relevante da contabilidade para securitizadoras é a escolha do regime tributário.

    Lucro Real

    Obrigatório em determinadas situações e mais adequado para operações complexas, permitindo apuração precisa do lucro e dos tributos.

    Além disso, a gestão tributária deve considerar pontos importantes como:

    • tributação de rendimentos pagos aos investidores;
    • retenção de Imposto de Renda na fonte;
    • impacto do deságio nas operações;
    • possível incidência de ISS em serviços acessórios.

    Boas práticas contábeis para securitizadoras

    Para garantir conformidade e segurança operacional, algumas práticas são essenciais.

    • manter relatórios contábeis detalhados;
    • segregar corretamente cada patrimônio separado;
    • realizar auditorias periódicas;
    • adotar sistemas tecnológicos especializados;
    • contar com profissionais especializados em securitização.

    Essas práticas ajudam a reduzir riscos regulatórios e fortalecem a credibilidade da securitizadora perante investidores e reguladores.

    Leia também: Como abrir uma securitizadora de créditos no Brasil

    Conclusão

    A contabilidade para securitizadoras desempenha um papel central na estruturação e na governança das operações de securitização.

    A correta segregação dos patrimônios separados, o cumprimento das exigências regulatórias e uma gestão tributária eficiente garantem maior transparência e segurança para o mercado.

    Se sua empresa atua com securitização ou pretende estruturar operações no mercado de capitais, contar com uma contabilidade especializada é fundamental para garantir conformidade e eficiência operacional.

    Contabilizaí Bank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

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  • Ranking de securitizadoras de CRA em 2025

    Ranking de securitizadoras de CRA em 2025

    O ranking de securitizadoras de CRA em 2025 revela um mercado altamente concentrado e em forte expansão. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) consolidaram-se como um dos principais instrumentos de financiamento do setor agropecuário no Brasil.

    Somente em 2025, as emissões de CRA ultrapassaram R$ 40 bilhões, atingindo o maior volume da série histórica desse instrumento no mercado de capitais. O resultado reforça a relevância das securitizadoras na estruturação de operações que conectam investidores ao financiamento do agronegócio.

    Com base nesses dados, este artigo apresenta o ranking de securitizadoras de CRA, considerando tanto o montante emitido quanto o número de operações realizadas ao longo de 2025.

    O crescimento do mercado de CRA no Brasil

    Nos últimos anos, o mercado de Certificados de Recebíveis do Agronegócio passou por uma expansão significativa. Esse crescimento está ligado a diversos fatores, entre eles:

    • maior demanda por financiamento do agronegócio;
    • interesse crescente de investidores em ativos ligados ao setor agrícola;
    • evolução das estruturas de securitização no mercado de capitais.

    Com isso, o CRA tornou-se um instrumento estratégico para financiar cadeias produtivas do agronegócio e ampliar o acesso ao capital.

    Ranking de securitizadoras de CRA por montante emitido

    A análise do ranking de securitizadoras de CRA por volume emitido mostra uma liderança clara da EcoSec no mercado em 2025.

    Top 3 securitizadoras por volume emitido

    • EcoSec – R$ 22,56 bilhões (49,55% de participação)
    • Opea – R$ 9,44 bilhões (20,73%)
    • Riza – R$ 6,90 bilhões (15,16%)

    O ranking demonstra um alto nível de concentração no setor. Somadas, as três primeiras colocadas respondem por 85,44% do volume total emitido em 2025.

    Esse cenário evidencia o protagonismo de algumas securitizadoras na estruturação das maiores operações do mercado.

    Ranking por número de operações

    Quando o critério analisado é o número de emissões realizadas, o cenário permanece bastante semelhante ao observado no ranking por montante financeiro.

    Top 3 securitizadoras por número de operações

    • EcoSec – 51 operações (36,69%)
    • Opea – 36 operações (25,90%)
    • Riza – 21 operações (15,27%)

    Esses dados confirmam a predominância das três instituições no mercado de CRA. Juntas, elas concentram aproximadamente 77,86% do total de operações realizadas em 2025.

    Concentração no mercado de securitização do agronegócio

    O ranking de securitizadoras de CRA revela uma dinâmica de mercado marcada pela concentração em poucos players.

    Esse padrão não se restringe ao ano de 2025. A análise histórica mostra que:

    • as mesmas instituições lideram o volume de emissões ao longo dos anos;
    • o mercado tende a se concentrar em securitizadoras com maior capacidade de estruturação;
    • operações de grande porte costumam ser conduzidas por players consolidados.

    Essa concentração reflete a necessidade de expertise técnica, capacidade de originação e relacionamento com investidores institucionais.

    O papel do CRA no financiamento do agronegócio

    O CRA desempenha um papel fundamental na expansão do crédito para o agronegócio brasileiro.

    Entre os principais benefícios desse instrumento estão:

    • diversificação das fontes de financiamento do setor agrícola;
    • acesso ao mercado de capitais para produtores e empresas do agronegócio;
    • atração de investidores interessados em ativos ligados ao setor real da economia.

    Para entender melhor como funcionam os Certificados de Recebíveis do Agronegócio, é possível consultar materiais educativos no site da Comissão de Valores Mobiliários.

    Leia também: FIDC em dólar: inovação no agronegócio brasileiro

    Conclusão

    O ranking de securitizadoras de CRA em 2025 confirma a força desse instrumento no financiamento do agronegócio brasileiro. Com emissões superiores a R$ 40 bilhões no ano, o mercado atingiu seu maior nível histórico.

    Ao mesmo tempo, os dados revelam uma forte concentração nas mãos de poucas securitizadoras, com EcoSec, Opea e Riza dominando grande parte das operações.

    Com o crescimento contínuo do agronegócio e a expansão do mercado de capitais no Brasil, a tendência é que os CRAs continuem desempenhando um papel estratégico no financiamento do setor.

    Se sua empresa atua com securitizaçãofactoring ou ESC, contar com uma contabilidade especializada pode fazer toda a diferença na segurança e conformidade das operações. Acesso o site da Contabilizaí Bank.

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    Continue lendo >>: Ranking de securitizadoras de CRA em 2025