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  • CRI Tokenizado: PeerBR Lança Oferta de R$ 7 Milhões

    CRI Tokenizado: PeerBR Lança Oferta de R$ 7 Milhões

    O mercado financeiro brasileiro tem passado por uma transformação significativa nos últimos anos, com a introdução de novas tecnologias e a crescente aceitação de ativos digitais. Um marco recente nesse cenário foi o lançamento do primeiro Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) tokenizado pela PeerBR, uma plataforma inovadora no setor de finanças descentralizadas. Com uma oferta de R$ 7 milhões, este projeto promete revolucionar a maneira como os investidores brasileiros acessam o mercado imobiliário.

    CRI Tokenizado de R$ 7 Milhões para Condomínio em Guararema

    O PeerBR, divisão de tokenização e investimentos alternativos do Grupo GCB, está lançando um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) tokenizado de R$ 7 milhões. O financiamento será usado para concluir a construção de um condomínio de 30 casas em Guararema (SP) pela construtora São Silvestre.

    Segundo Marcos Barros, CEO do PeerBR, a tokenização posiciona a empresa como especialista em crédito privado, aproveitando mudanças nas regras de investimentos incentivados e a queda nos juros. O projeto de Guararema já tem 45% das obras concluídas e 75% das unidades vendidas, com entrega prevista para o final deste ano. A tokenização surgiu como alternativa devido à dificuldade de financiamento com grandes bancos.

    Victor Moura, diretor de imobiliário do PeerBR, explicou em entrevistas que o CRI tem prazo de dois anos e remuneração de CDI+7% ao ano, focando investidores de alta renda, mas aberto a investidores de varejo com aporte inicial de R$ 500.

    O que é um CRI Tokenizado ?

    O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) é um título de renda fixa lastreado em recebíveis imobiliários. Tradicionalmente, esses certificados são usados para captar recursos para projetos imobiliários, oferecendo aos investidores uma forma de obter retornos previsíveis e garantidos por ativos reais. O CRI é, portanto, um instrumento importante tanto para investidores quanto para incorporadoras e empresas do setor imobiliário.

    A Inovação da Tokenização

    A tokenização é o processo de converter direitos sobre um ativo em um token digital, que pode ser negociado em plataformas de blockchain. Esse processo traz inúmeras vantagens, incluindo maior transparência, liquidez e acessibilidade. Para a PeerBR, a tokenização do CRI representa uma evolução natural, aproveitando a segurança e eficiência da tecnologia blockchain para democratizar o acesso a investimentos imobiliários.

    Detalhes da Oferta da PeerBR

    O primeiro CRI tokenizado da PeerBR tem uma oferta inicial de R$ 7 milhões. Este projeto foi estruturado para proporcionar aos investidores uma entrada mais acessível e segura no mercado imobiliário. Os tokens representam frações do CRI, permitindo que mesmo investidores com menores quantias possam participar.

    Benefícios da Tokenização para Investidores

    • Acessibilidade: Com a tokenização, o valor mínimo de investimento pode ser significativamente reduzido, permitindo que um maior número de investidores tenha acesso a produtos que antes eram restritos a grandes players.
    • Liquidez: Tokens podem ser negociados em plataformas de blockchain, facilitando a compra e venda dos mesmos, ao contrário dos CRIs tradicionais que possuem menor liquidez.
    • Transparência: Todas as transações e propriedades dos tokens são registradas em blockchain, proporcionando um alto grau de transparência e segurança.
    • Eficiência: A tokenização reduz a necessidade de intermediários, diminuindo os custos associados à emissão e negociação de CRIs.

    O Impacto no Mercado Imobiliário

    A introdução de CRI tokenizado tem o potencial de transformar o mercado imobiliário brasileiro. Além de aumentar a liquidez e atrair novos investidores, essa inovação pode proporcionar uma nova fonte de capital para desenvolvedores imobiliários. A PeerBR, ao lançar esta iniciativa, posiciona-se na vanguarda da inovação financeira, contribuindo para um mercado mais dinâmico e inclusivo.

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  • Por que empresas de securitização operam sem gestor?

    Por que empresas de securitização operam sem gestor?

    As empresas de securitização de emissões privadas, pertencentes ao nosso segmento e regulamentadas pela Lei 14.430/22, não contam com a figura de um gestor, ao contrário do que ocorre nos fundos de investimento. Neste artigo, você vai entender melhor como isso funciona.

    Por dentro do modelo de gestão

    Neste modelo, toda a gestão e tomada de decisões são de responsabilidade da diretoria da securitizadora. Além disso, não há envolvimento de um banco administrador ou custodiante, nem outros agentes típicos no ambiente de fundos de investimento.

    Contudo, isso não isenta as securitizadoras de seguirem normativas de Compliance, PLD/FTP, LGPD, entre outras regulamentações.

    É também um dever legal dessas empresas realizar uma Assembleia Geral Ordinária (AGO) ao término de cada ano fiscal e divulgar os resultados financeiros e atas, os quais são publicados sem custos no site do SPED, mantendo assim a transparência das operações.

    Esse modelo de negócio é mais complexo que o factoring, mas ainda assim mais simplificado que a gestão de um fundo de investimentos.

    Securitização no Brasil

    Vale lembrar que, no Brasil, o mercado de securitização é uma parte importante do sistema financeiro, permitindo que empresas convertam ativos financeiros, como recebíveis de crédito, em títulos negociáveis no mercado de capitais. Esse processo é conhecido como securitização, e os títulos resultantes são chamados de valores mobiliários lastreados em ativos (VMA).

    A securitização no Brasil pode ocorrer em diversos setores, como imobiliário, automotivo, agrícola, de crédito consignado, entre outros. O processo geralmente envolve as seguintes etapas:

    1. Originação de Ativos: Empresas ou instituições financeiras originam os ativos financeiros, como créditos, recebíveis ou contratos de leasing.
    2. Agregação e Padronização: Os ativos semelhantes são agrupados e padronizados em uma carteira, tornando-os adequados para securitização.
    3. Emissão dos Títulos: Uma entidade especial, conhecida como securitizadora, emite os títulos lastreados nos ativos da carteira. Esses títulos são então vendidos para investidores no mercado de capitais.
    4. Pagamentos aos Investidores: Os pagamentos recebidos pelos devedores são repassados aos investidores de acordo com os termos e condições estabelecidos nos títulos de securitização.
    5. Gestão dos Ativos: A securitizadora pode ser responsável pela administração e gestão dos ativos subjacentes à securitização.

    O mercado de securitização no Brasil é regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo Banco Central do Brasil (BCB), que estabelecem regras e diretrizes para as operações de securitização. Essas regulamentações visam garantir a transparência, a solidez e a segurança das operações de securitização , protegendo tanto os emissores quanto os investidores.

    A securitização desempenha um papel importante no mercado financeiro brasileiro, permitindo que as empresas obtenham financiamento de longo prazo e diversifiquem suas fontes de captação de recursos. Além disso, os investidores podem se beneficiar da diversificação de suas carteiras de investimento por meio da aquisição de títulos lastreados em diferentes tipos de ativos.

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  • CVM aproveita boom de tokens e anuncia 2 liberações!

    CVM aproveita boom de tokens e anuncia 2 liberações!

    A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está atenta ao crescente mercado de tokens RWA, conhecido no Brasil como tokenização, e recentemente concedeu duas novas licenças para fomentar esse setor no país. As empresas beneficiadas incluem a Vórtx QR Tokenizadora e a Estar.Finance, entre outras. Continue lendo este artigo para entender o impacto das novidades neste mercado.

    Tokens no Brasil

    No Brasil, o mercado de tokens RWA está em sua fase inicial de desenvolvimento, mas há um crescente interesse e atividade nessa área. Empresas e startups estão explorando maneiras de tokenizar diversos tipos de ativos, e algumas já estão lançando projetos piloto e plataformas de negociação para facilitar a negociação desses tokens.

    Tokenização de ativos mobiliários e não mobiliários

    A Vórtx QR Tokenizadora destacou-se ao receber permissão para se tornar o primeiro mercado de balcão organizado autorizado a tokenizar tanto ativos financeiros mobiliários quanto não mobiliários. Agora, a empresa poderá também oferecer um ambiente de negociação para uma gama mais ampla de ativos utilizando a tecnologia blockchain.

    Fernando Carvalho, CEO da Vórtx QR Tokenizadora e presidente do Conselho da QR Capital, comentou sobre o significativo crescimento em diversas classes de ativos que antes não eram passíveis de tokenização. Ele destacou que essa expansão permitirá democratizar o acesso ao mercado e criar ambientes de negociação mais líquidos e menos custosos.

    Tokens:O que acontece com a mudança

    Anderson Gabriel, líder regulatório da empresa, frisou a importância da autorização da CVM para incluir outros tipos de ativos em seu mercado, ampliando assim as possibilidades dentro do setor financeiro e de capitais, além da criptoeconomia.

    Anteriormente, a plataforma só podia negociar debêntures, cotas de fundos de investimento fechados, e certificados de recebíveis imobiliários e do agronegócio, todos tokenizados. Com as novas autorizações, espera-se aumentar a variedade e o volume de ativos tokenizados, o que deverá fortalecer ainda mais o mercado secundário e consolidar a liderança inovadora da Vórtx QR no Brasil.

    Estar.Finance opera em ambiente experimental

    Quanto à Estar.Finance, a CVM estendeu as isenções regulatórias do projeto até 2026. O projeto é uma colaboração entre a SMU Investimentos, Demarest Advogados, nTokens e Digitra.com, e opera em um ambiente experimental desde março. Pedro Rodrigues, CEO da Estar Finance, ressaltou que a iniciativa mostra o nível de maturidade alcançado pelas plataformas e investidores em cooperação com um órgão regulador proativo, facilitando a democratização do acesso ao mercado de capitais.

    Além disso, Tiago Piassum, fundador da Rivool Finance, projetou que o mercado de ativos tokenizados poderá movimentar até US$ 10 trilhões até 2030. Segundo ele, a tokenização não apenas facilita o acesso a investimentos, como também transforma a gestão e transação de ativos, promovendo um crédito mais acessível e transparente através da redução de custos associados a intermediários.

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  • Vórtx QR Tokenizadora Inova com Títulos e Ativos Bancários

    Vórtx QR Tokenizadora Inova com Títulos e Ativos Bancários

    Em uma jogada audaciosa que promete transformar o mercado financeiro brasileiro, a Vórtx QR Tokenizadora anunciou recentemente que vai começar a negociar títulos bancários e ativos não mobiliários diretamente em sua plataforma. Este movimento não apenas solidifica a posição da Vórtx como líder em inovação no setor de serviços financeiros, mas também abre novas avenidas para investidores e empresas que buscam maior eficiência e segurança em suas transações.

    O Que São Títulos Bancários e Ativos Não Mobiliários?

    Antes de adentrarmos nas inovações trazidas pela Vórtx QR, é importante entender o que são esses ativos. Títulos bancários, como CDBs (Certificados de Depósito Bancário), LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), são emitidos por instituições financeiras com o intuito de captar recursos para financiar suas atividades. Por outro lado, ativos não mobiliários abrangem uma variedade de instrumentos financeiros que não são negociados em bolsa de valores, incluindo direitos creditórios e recebíveis.

    A Inovação da Tokenização

    A tokenização é o processo de representar direitos ou propriedades de ativos reais ou financeiros através de tokens digitais em uma blockchain. Este processo garante maior transparência, segurança e rapidez nas transações, reduzindo custos operacionais e eliminando intermediários.

    A decisão da Vórtx QR de incorporar a tokenização em sua plataforma permite que títulos bancários e ativos não mobiliários sejam negociados de maneira mais eficiente e segura. Isso não apenas facilita a liquidez desses ativos, mas também democratiza o acesso a investimentos que antes eram dominados por grandes instituições financeiras.

    Benefícios Vórtx para Investidores e Empresas

    Para os investidores, a plataforma da Vórtx QR oferece uma oportunidade única de diversificar suas carteiras, investindo em uma gama mais ampla de ativos com a segurança proporcionada pela blockchain. Além disso, a tokenização desses ativos possibilita que eles sejam fracionados, o que significa que investidores podem adquirir frações de ativos de maior valor, tornando esses investimentos mais acessíveis.

    Empresas, especialmente as PMEs, também se beneficiam significativamente. A capacidade de tokenizar e negociar seus recebíveis ou dívidas na plataforma Vórtx QR permite que obtenham financiamento de maneira mais rápida e menos burocrática, comparada aos métodos tradicionais de financiamento bancário.

    Vórtx QR Tokenizadora: Inovação no Setor Financeiro

    A iniciativa da Vórtx QR Tokenizadora não apenas reflete a crescente tendência de digitalização e inovação no setor financeiro, mas também estabelece um precedente importante para o futuro do mercado financeiro. A tokenização de ativos é uma área que continua a evoluir, e a entrada da Vórtx nesse espaço mostra um caminho promissor para outras empresas que buscam inovar e melhorar a eficiência de suas operações financeiras.

    O anúncio da Vórtx QR Tokenizadora de negociar títulos bancários e ativos não mobiliários em sua plataforma é um marco significativo no setor financeiro brasileiro. Com benefícios claros tanto para investidores quanto para empresas, esta inovação está destinada a remodelar a maneira como os ativos financeiros são negociados e gerenciados no país. À medida que avançamos, será interessante observar como essa nova tecnologia continuará a influenciar o panorama financeiro global.

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    Ofício do CVM acende debate sobre tokenização de ativos

    CVM prorroga dispensas regulatórias para participantes do sandbox

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

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  • Quer investir em debêntures? Confira 11 opções

    Quer investir em debêntures? Confira 11 opções

    As debêntures são instrumentos de captação de recursos utilizados por empresas privadas e oferecem uma gama variada de opções para quem busca manter-se no segmento de renda fixa enquanto diversifica sua carteira de investimentos. Ao optar por uma, o investidor financia atividades corporativas em troca de retornos via juros, definidos conforme os termos do título. Confira neste artigo 11 opções para quem quer investir.

    Primeiro passo antes do investimento

    Particularmente notáveis no setor de infraestrutura, essas podem oferecer juros fixos, variáveis ou uma combinação de ambos. Alguns títulos permitem até mesmo participação nos lucros das empresas emissoras, com variações na tributação, incluindo opções isentas de impostos.

    No entanto, investir em debêntures envolve riscos, uma vez que elas não são garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Se a empresa emissora falir, o investidor pode não recuperar o capital investido nem os juros acordados.

    Crescimento da participação de investidores individuais em debêntures tem sido observado, superando até mesmo os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) em períodos recentes. Para minimizar riscos, é crucial conhecer profundamente a empresa emissora. Gustavo Araújo, economista e especialista em investimentos, sugere analisar a gestão, estrutura e operação da empresa antes de investir.

    Detalhamento das Debêntures

    As debêntures variam em termos de rendimento, regime tributário, participação na empresa e garantias oferecidas.

    Existem debêntures com rendimentos prefixados, onde as taxas de juros são conhecidas antecipadamente; pós-fixadas, vinculadas a índices econômicos como a taxa Selic ou o CDI; e as mistas, que combinam taxa fixa com ajuste por inflação.

    Debêntures simples ou comuns são aquelas onde a empresa se compromete a pagar juros ao investidor sem conceder participação societária. Já as debêntures conversíveis permitem que o investidor possa converter os títulos em ações da empresa sob certas condições.

    As garantias podem ser reais — vinculadas a ativos específicos — ou flutuantes, onde a garantia existe sem especificação de ativos. Nayra Sombra, sócia da HCI Invest e planejadora financeira CFP pela Planejar, explica que as garantias podem se inter-relacionar, adaptando-se aos diferentes tipos de debêntures.

    Confira 11 Tipos:

    1. Debêntures Simples ou Comuns: Pagam juros no vencimento, com tributação de Imposto de Renda variável conforme o prazo de investimento.
    2. Debêntures Incentivadas: Isentas de impostos, essas financiam projetos alinhados com políticas de desenvolvimento sustentável ou infraestrutura.
    3. Debêntures Não Conversíveis: Não permitem conversão em ações, protegendo o controle acionário da empresa emissora.
    4. Debêntures Permutáveis: Oferecem remuneração em ações de outras empresas, permitindo uma troca opcional.
    5. Debêntures Conversíveis: Podem ser convertidas em ações, oferecendo ao investidor a possibilidade de participar dos ganhos da empresa.
    6. Debêntures com Garantia Real: Possuem ativos tangíveis como garantia, priorizando o pagamento a esses investidores em caso de falência.
    7. Debêntures com Garantia Flutuante: Oferecem segurança sem especificar ativos, dando flexibilidade à empresa.
    8. Debêntures Quirografárias ou Sem Garantia: Indicadas para quem aceita maiores riscos em troca de potenciais retornos mais elevados.
    9. Debêntures Subordinadas: Proporcionam altos retornos, mas com risco elevado, sendo pagas apenas após outros credores em caso de liquidação.
    10. Debêntures Perpétuas: Sem prazo de vencimento definido, são menos comuns e atraentes.
    11. Debêntures Participativas: Remuneram com parte dos lucros da empresa, sendo atraentes por oferecerem dividendos mais altos.

    Cada tipo de debênture tem características específicas que devem ser cuidadosamente analisadas conforme o perfil e objetivos de cada investidor.

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  • Formas de Apuração do IRPJ E CSLL no Lucro Real

    Formas de Apuração do IRPJ E CSLL no Lucro Real

    O Lucro Real é um método detalhado de cálculo para o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Este regime é adotado tanto por empresas que escolhem essa forma de tributação quanto por aquelas que são legalmente obrigadas a seguir esse regime federal. Neste artigo, vamos explicar as formas de apuração desses tributos.

    Lucro Real: quem se enquadra?

    O Lucro Real determina os impostos baseando-se no lucro líquido contábil ajustado conforme previsto no RIR/2018 (Regulamento do Imposto de Renda), instituído pelo Decreto 9.580/2018.

    São obrigadas a seguir o Lucro Real as empresas enquadradas em uma das condições a seguir:

    a) Empresas que, no ano-calendário anterior, registraram receita total superior a R$ 78 milhões, ou, para períodos menores que 12 meses, a proporção de R$ 6,5 milhões por mês, começando em 01/01/2014;

    b) Instituições financeiras como bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, corretoras de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados, de capitalização e entidades de previdência privada aberta;

    c) Empresas que recebem lucros, rendimentos ou ganhos de capital de fontes estrangeiras;

    d) Empresas que, com autorização fiscal, gozam de benefícios como isenções ou reduções tributárias;

    e) Empresas que exercem serviços continuados de assessoria creditícia, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e receber, além de compra de direitos creditórios derivados de vendas a prazo ou serviços (factoring);

    f) Empresas que, ao longo do ano-calendário, optaram pelo pagamento do imposto sob o regime de estimativa;

    g) Empresas envolvidas na securitização de créditos imobiliários, financeiros, do agronegócio e direitos creditórios.

    Formas de pagamento do IRPJ e da CSLL

    As empresas que se enquadram ou optam pelo Lucro Real devem calcular e pagar o IRPJ e a CSLL, seja mensal ou trimestralmente. Quando a apuração é realizada pelo Lucro Real:

    a) Na apuração trimestral, a tributação é final e completa, não requerendo recalculos ou pagamentos adicionais, com períodos que se encerram em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano, exceto em casos de reestruturações empresariais, quando a apuração deve ser feita na data do evento, como estipulado pelo RIR/2018, artigo 217;

    b) Na apuração mensal/anual, o cálculo do Lucro Real é obrigatório até 31 de dezembro de cada ano, com possibilidade de suspensão ou redução do imposto mediante balanços ou balancetes de suspensão ou redução, conforme o artigo 218 do RIR/2018;

    c) Na apuração por estimativa, os valores são calculados mensalmente baseando-se em estimativas ou através de balanços, conforme o artigo 220 do RIR/2018.

    A escolha entre a apuração trimestral ou anual é confirmada pelo pagamento do IRPJ em janeiro do ano correspondente.

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    Tributação no exterior para holdings de brasileiros

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    Entendendo as Diferenças na Carga Tributária entre Factoring e Securitizadora

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