ofertas de debêntures incentivadas

Cresce o apetite por debêntures incentivadas: captação avança 39% no ano

O mercado de debêntures incentivadas segue aquecido em 2025. Entre janeiro e maio, as empresas captaram R$ 62,5 bilhões por meio desse instrumento, o que representa um crescimento de 39,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

As debêntures incentivadas — títulos de dívida emitidos por empresas para financiar projetos de infraestrutura, com isenção de IR para pessoa física — vêm se consolidando como uma das principais alternativas de financiamento de longo prazo no Brasil.

Além de oferecerem condições atrativas para os emissores, esses papéis também chamam a atenção de investidores que buscam diversificação e rentabilidade isenta de imposto.

Infraestrutura lidera captações

Os setores de transporte e logística e energia elétrica puxaram a fila das emissões, respondendo por mais de 70% do total captado com debêntures incentivadas no período. Na sequência, vieram projetos de saneamento básico, tecnologia da informação e telecomunicações, demonstrando o apelo do instrumento para financiar áreas essenciais ao desenvolvimento do país.

Outro destaque foi o prazo médio de vencimento, que chegou a 13,2 anos nas debêntures incentivadas — bem acima dos 9,2 anos observados nas emissões tradicionais. O dado reforça o perfil de longo prazo dessas operações, alinhado ao tipo de projeto que elas costumam financiar.

Mercado secundário também em alta

As debêntures incentivadas não se destacaram apenas nas ofertas primárias. No mercado secundário, onde os títulos são negociados após a emissão, o volume movimentado chegou a R$ 133,9 bilhões até maio — um avanço de 37% em relação ao mesmo período de 2024.

Esse aumento mostra que, além da demanda inicial, há liquidez crescente para os papéis, o que é positivo tanto para emissores quanto para investidores que desejam negociar seus ativos antes do vencimento.

Participação relevante nas emissões totais

Embora o volume geral de emissões de debêntures (com e sem incentivo fiscal) tenha registrado uma leve retração de 3,2%, totalizando R$ 155,5 bilhões nos primeiros cinco meses do ano, as incentivadas seguem ganhando espaço relativo.

A maior parte dos recursos captados segue destinada a investimentos em infraestrutura, que representaram quase 40% do total. Já no mercado secundário, as negociações de debêntures no geral alcançaram R$ 336,1 bilhões, alta de 25,6% frente ao mesmo período de 2024.

Um sinal claro: confiança e oportunidade

O avanço das debêntures incentivadas reforça a confiança de empresas e investidores nesse tipo de instrumento. Para as companhias, trata-se de uma forma eficiente de viabilizar projetos estratégicos. Para o investidor, é uma oportunidade de aplicar com isenção fiscal, prazo longo e baixo risco, especialmente em setores resilientes.

Se você atua no mercado financeiro, acompanha a agenda de infraestrutura ou busca opções para diversificar sua carteira, esse é um movimento que merece atenção.

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Mauro Morgan de Aguiar

Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

Mauro Morgan de Aguiar

Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

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