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  • Lucro das fintechs brasileiras cresce 32% em 2025

    Lucro das fintechs brasileiras cresce 32% em 2025

    O lucro das fintechs brasileiras atingiu um novo patamar em 2025. Nubank, XP, Stone, PagBank e Inter registraram juntas cerca de R$ 27,5 bilhões em lucro líquido, crescimento de aproximadamente 32% em relação a 2024, quando o resultado consolidado ficou em R$ 20,8 bilhões.

    Os números mostram como as instituições financeiras digitais continuam ganhando espaço no sistema financeiro brasileiro. Além da expansão da base de clientes, essas empresas ampliaram suas carteiras de crédito, diversificaram produtos e reforçaram estratégias de tecnologia e inovação.

    Neste artigo, você vai entender como evoluiu o lucro das fintechs brasileiras, quais empresas se destacaram e o que esse cenário revela sobre o futuro do mercado financeiro digital.

    O que explica o crescimento do lucro das fintechs brasileiras

    O crescimento do lucro das fintechs brasileiras está ligado a uma combinação de fatores que vem fortalecendo o modelo de negócios dessas empresas.

    • expansão da base de clientes digitais
    • crescimento das carteiras de crédito
    • maior oferta de produtos financeiros
    • uso intensivo de tecnologia e inteligência de dados
    • ganho de eficiência operacional

    Além disso, as fintechs continuam ampliando sua presença em serviços como crédito, investimentos, pagamentos e soluções financeiras integradas.

    Nubank lidera lucro entre fintechs

    Entre as empresas analisadas, o Nubank foi o principal destaque do período.

    O banco digital registrou lucro de aproximadamente US$ 2,87 bilhões em 2025, o equivalente a cerca de R$ 16,2 bilhões, considerando a conversão cambial média do ano.

    Isso representa cerca de 59% do lucro total das fintechs brasileiras analisadas.

    • 131 milhões de clientes na América Latina
    • crescimento de 40% na carteira de crédito em 12 meses
    • ROE de 33%, indicador elevado de rentabilidade

    O banco também segue investindo em inteligência artificial e expansão internacional, com avanço regulatório para atuação nos Estados Unidos.

    XP mantém crescimento e amplia base de ativos

    A XP Inc. também apresentou um desempenho sólido em 2025.

    A empresa registrou lucro líquido de R$ 5,2 bilhões no ano, crescimento de aproximadamente 15% em relação a 2024.

    • R$ 2,08 trilhões em ativos de clientes
    • crescimento anual de 22% na base de ativos
    • ROAE de 23,9%
    • captação líquida de R$ 20 bilhões no varejo

    A companhia também reforçou sua estrutura de governança e mantém expectativa de crescimento de receita na casa de 17% para 2026.

    Stone, PagBank e Inter reforçam presença no setor

    Stone

    A Stone registrou lucro de R$ 2,48 bilhões em 2025, crescimento de 17,5%.

    • expansão da carteira de crédito
    • ROE consolidado de 26%
    • distribuição de R$ 3 bilhões aos acionistas

    Apesar do resultado positivo, analistas apontaram cautela em relação às projeções de crescimento para 2026.

    PagBank

    O PagBank encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 2,37 bilhões, avanço de 4,4%.

    • crescimento de 33% na carteira de crédito
    • ROAE anualizado de 18,4%
    • expansão da base de depósitos

    A empresa também segue ampliando sua atuação em produtos bancários.

    Inter

    O Banco Inter registrou forte expansão, com lucro de R$ 1,3 bilhão em 2025, crescimento de 45% em relação ao ano anterior.

    • 25 milhões de clientes ativos
    • carteira de crédito de R$ 48,3 bilhões
    • crescimento impulsionado por consignado privado, crédito imobiliário e cartões

    O que o lucro das fintechs brasileiras indica para o mercado

    O avanço do lucro das fintechs brasileiras mostra que o modelo digital continua ganhando força no sistema financeiro.

    • maior competição com bancos tradicionais
    • expansão do crédito digital
    • investimento crescente em tecnologia
    • uso de inteligência artificial para ganho de eficiência
    • internacionalização de fintechs brasileiras

    Esses fatores reforçam que o setor deve continuar em expansão nos próximos anos.

    Para acompanhar dados e análises do setor financeiro digital, também é possível consultar conteúdos do Banco Central do Brasil.

    O impacto para correspondentes bancários

    O crescimento das fintechs também influencia diretamente o trabalho de correspondentes bancários e intermediadores de crédito.

    Expansão do crédito digital

    As fintechs ampliam a oferta de produtos como crédito pessoal, consignado e financiamento.

    Novos modelos de parceria

    Instituições digitais podem criar novas oportunidades de integração com correspondentes.

    Maior competitividade no setor

    Com mais players atuando no mercado, aumenta a necessidade de diferenciação e eficiência operacional.

    Leia também: Consignado privado avança nas empresas e XP anuncia entrada no segmento

    A importância de uma contabilidade especializada no setor

    Empresas que atuam com intermediação de crédito e serviços financeiros precisam lidar com diversas exigências regulatórias e operacionais.

    Uma contabilidade especializada em correspondentes bancários ajuda a garantir:

    • organização financeira da operação
    • conformidade com normas regulatórias
    • controle eficiente de receitas e comissões
    • maior segurança jurídica e tributária

    Esse suporte é fundamental para empresas que querem crescer de forma estruturada no mercado financeiro.

    Conclusão

    O crescimento do lucro das fintechs brasileiras em 2025 mostra que o setor financeiro digital continua em plena expansão. Nubank, XP, Stone, PagBank e Inter ampliaram resultados, base de clientes e presença no mercado.

    Com mais tecnologia, inovação e novos produtos, as fintechs devem continuar transformando a forma como serviços financeiros são oferecidos no Brasil.

    Para empresas que atuam com crédito e intermediação financeira, acompanhar essas mudanças é essencial para identificar oportunidades e adaptar suas operações.

    Se sua empresa atua como correspondente bancário ou trabalha com operações de crédito, contar com uma contabilidade especializada pode fazer toda a diferença para garantir segurança e eficiência.

    Quer estruturar sua operação com mais organização e conformidade?
    Fale com a Corbanzaí, contabilidade especializada em correspondentes bancários.

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    Continue lendo >>: Lucro das fintechs brasileiras cresce 32% em 2025
  • Itaú encerra contas de CRI após Operação Compliance Zero

    Itaú encerra contas de CRI após Operação Compliance Zero

    A notícia de que o Itaú encerra contas de CRI ligadas a operações da securitizadora Base chamou a atenção do mercado de capitais brasileiro. A decisão ocorreu em meio aos desdobramentos da Operação Compliance Zero, investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo instituições e executivos do setor.

    Segundo informações divulgadas ao mercado, a medida levou ao encerramento de contas bancárias utilizadas na administração do fluxo financeiro de diversas operações de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). O episódio reacendeu discussões sobre compliance, governança e gestão de riscos nas estruturas de securitização.

    Por que o Itaú encerra contas de CRI da securitizadora Base

    A securitizadora Base comunicou investidores de 19 operações de CRI que o Itaú decidiu encerrar as contas bancárias vinculadas às emissões.

    Essas contas eram utilizadas principalmente para administrar o fluxo financeiro das operações estruturadas. Entre os tipos de contas afetadas estão:

    • contas centralizadoras, utilizadas para concentrar os fluxos financeiros das operações;
    • contas arrecadadoras, responsáveis por receber os pagamentos vinculados aos recebíveis das emissões.

    Além do encerramento das contas, o banco também notificou a renúncia à prestação de serviços de escrituração em parte das operações.

    Relação com a Operação Compliance Zero

    A decisão ocorreu após nomes ligados à securitizadora aparecerem entre os alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

    Entre os investigados está Cesar Reginato Ligeiro, fundador da Base. Em nota, ele afirmou que não integra o quadro societário e administrativo da empresa desde 2022.

    Outro nome citado na investigação é Ricardo Batista de Siqueira Xavier, que aparece como diretor-presidente da securitizadora em documentos de emissões realizadas em 2024.

    O caso também envolve investigações relacionadas ao Banco Master, o que ampliou a repercussão do episódio no mercado financeiro.

    Impacto para investidores das operações de CRI

    Apesar do fato de que o Itaú encerra contas de CRI vinculadas à securitizadora Base, a empresa informou que tomou medidas para garantir a continuidade das operações.

    De acordo com comunicado enviado aos investidores:

    • novas contas bancárias foram abertas para as emissões;
    • foram mantidos os critérios de segregação patrimonial;
    • não houve alteração nas condições financeiras das operações.

    A securitizadora também afirmou que a substituição das contas não altera:

    • garantias das operações;
    • remuneração dos títulos;
    • fluxo de pagamentos;
    • direitos dos investidores.

    O papel dos agentes fiduciários nas emissões

    Entre os 19 CRIs afetados pela decisão do banco, seis contam com a Reag como agente fiduciário, enquanto a Qore exerce essa função nas demais operações.

    O agente fiduciário possui um papel essencial nas estruturas de securitização. Entre suas principais responsabilidades estão:

    • representar os interesses dos investidores;
    • acompanhar o cumprimento das obrigações previstas nos documentos da emissão;
    • monitorar garantias e fluxos financeiros das operações.

    Em nota, a Qore informou que a eventual substituição de prestadores de serviços operacionais não impacta suas atribuições na representação dos investidores.

    Compliance e governança no mercado de securitização

    O episódio em que o Itaú encerra contas de CRI reforça a importância de políticas robustas de compliance no mercado de capitais.

    Instituições financeiras realizam revisões periódicas de suas relações comerciais para garantir aderência às normas regulatórias e às políticas internas de gestão de risco.

    Essas avaliações normalmente incluem:

    • análise de riscos reputacionais;
    • monitoramento de investigações regulatórias;
    • verificação de práticas de governança corporativa.

    Para entender melhor como funcionam os Certificados de Recebíveis Imobiliários, é possível consultar os materiais educativos da CVM.

    Leia também: CRI de R$ 330 milhões e a polêmica envolvendo Ronaldinho Gaúcho

    Conclusão

    O caso em que o Itaú encerra contas de CRI ligadas à securitizadora Base evidencia como questões de compliance podem impactar estruturas financeiras no mercado de capitais.

    Apesar do encerramento das contas bancárias, as operações continuam em andamento, com novas instituições assumindo os serviços necessários para garantir a continuidade das emissões.

    Para empresas que atuam com securitização, FIDCs ou operações estruturadas, manter uma estrutura sólida de governança e contabilidade especializada é essencial para garantir segurança jurídica e transparência nas operações.

    Contabilizaí Bank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

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  • FIDC energia renovável cresce e movimenta R$ 4,4 bilhões

    FIDC energia renovável cresce e movimenta R$ 4,4 bilhões

    Os fundos estruturados voltados à FIDC energia renovável vêm ganhando destaque no mercado de capitais brasileiro. Esses veículos de investimento financiam projetos ligados principalmente à geração de energia solar e à expansão da infraestrutura sustentável.

    Ao adquirir direitos creditórios originados por empresas do setor energético, os FIDCs garantem liquidez para projetos de geração limpa e contribuem diretamente para a transição energética no Brasil.

    Dados recentes mostram que o segmento experimentou um crescimento expressivo nos últimos anos, consolidando-se como um instrumento relevante de financiamento para projetos de energia renovável.

    O que é um FIDC de energia renovável

    Um FIDC energia renovável é um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios que direciona seus recursos para operações ligadas ao financiamento de projetos de energia limpa.

    Esses fundos funcionam da seguinte forma:

    • empresas do setor energético originam créditos ou recebíveis;
    • esses direitos creditórios são cedidos ao FIDC;
    • o fundo emite cotas para investidores no mercado de capitais;
    • os recursos captados financiam projetos de geração ou infraestrutura energética.

    Esse modelo conecta diretamente o mercado financeiro ao desenvolvimento de projetos sustentáveis.

    Crescimento do setor de FIDC energia renovável

    De acordo com levantamento da Uqbar, o segmento de FIDC energia renovável apresentou uma expansão impressionante desde 2018.

    No período entre 2018 e o início de 2026, o patrimônio líquido consolidado do setor registrou um crescimento de aproximadamente 17.560%.

    Apesar desse avanço histórico, os dados mais recentes indicam uma fase de ajuste no curto prazo. Nos últimos 12 meses, o patrimônio total do segmento apresentou uma retração de cerca de 8%.

    Panorama atual do setor

    • Universo de fundos: 18 FIDCs mapeados
    • Patrimônio total: R$ 4,41 bilhões em janeiro de 2026
    • Concentração de mercado: 77% do capital está concentrado em apenas cinco fundos
    • Principais gestores: liderança da Régia Capital com 6 fundos
    • Principais administradores: Banco Genial e Banco Daycoval administram 5 fundos cada

    Ranking dos maiores FIDCs de energia renovável

    O ranking dos principais fundos revela forte concentração de capital nos maiores veículos do segmento.

    Top 5 FIDCs de energia renovável (jan/2026)

    • Green Solfacil VI RLtd – R$ 943,99 milhões
    • Sol Ágora Green III ESG – R$ 898,41 milhões
    • Is Sol Ágora Green II ESG – R$ 781,88 milhões
    • Vinci Energia Sustentável – R$ 480,70 milhões
    • Sol Ágora Green ESG – R$ 324,35 milhões

    Esses fundos concentram grande parte do capital investido no segmento e desempenham papel relevante no financiamento da geração de energia limpa.

    Principais players do mercado

    O mercado de FIDC energia renovável é liderado por algumas gestoras e instituições financeiras que atuam como administradoras.

    Gestoras com maior presença no setor

    • Régia Capital
    • Angá Administração de Recursos
    • Albion Capital
    • Vinci Gestora
    • Daycoval Asset Management

    Administradores mais relevantes

    • Banco Genial
    • Banco Daycoval
    • Oliveira Trust DTVM
    • QI CTVM
    • Limine Trust DTVM

    Essas instituições desempenham papel essencial na estruturação, administração e gestão dos fundos.

    O papel dos FIDCs na transição energética

    Os fundos de FIDC energia renovável cumprem uma função estratégica na expansão da infraestrutura energética sustentável.

    Entre os principais benefícios desse modelo estão:

    • financiamento da geração de energia solar e outras fontes renováveis;
    • acesso ao mercado de capitais para empresas do setor energético;
    • ampliação da liquidez para projetos de infraestrutura;
    • contribuição direta para a transição energética no Brasil.

    Esses fundos também permitem que investidores participem do financiamento de projetos ligados à sustentabilidade e à eficiência energética.

    Para entender melhor a estrutura desses fundos, é possível consultar informações sobre FIDCs no site da CVM.

    Perspectivas para o mercado

    Mesmo com a retração recente no patrimônio do setor, especialistas apontam que o mercado de FIDC energia renovável continua com forte potencial de crescimento.

    O avanço da geração distribuída, a expansão da energia solar e a demanda crescente por investimentos ESG indicam que esses veículos continuarão desempenhando um papel relevante no mercado financeiro brasileiro.

    Leia também: FIDC: Entenda os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios

    Conclusão

    Os fundos de FIDC energia renovável consolidaram-se como instrumentos fundamentais para financiar projetos de energia limpa no Brasil.

    Com um patrimônio superior a R$ 4 bilhões e crescimento expressivo ao longo dos últimos anos, esses veículos conectam o mercado de capitais ao desenvolvimento da infraestrutura energética sustentável.

    Se sua empresa atua com atividades financeiras como securitizadoras, contar com uma contabilidade especializada pode fazer toda a diferença na governança e na conformidade das operações.

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  • CRI de R$ 330 milhões e a polêmica envolvendo Ronaldinho Gaúcho

    CRI de R$ 330 milhões e a polêmica envolvendo Ronaldinho Gaúcho

    Nos últimos dias, o mercado financeiro brasileiro foi surpreendido por uma polêmica envolvendo um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) associado a empreendimentos ligados ao ex-jogador Ronaldinho Gaúcho.

    A operação, estruturada pela Base Securitizadora e vinculada a projetos imobiliários no Rio Grande do Sul, movimentou cerca de R$ 330 milhões e levantou questionamentos sobre o uso de terrenos associados ao atleta.

    O caso rapidamente chamou a atenção do mercado por envolver também instituições financeiras e agentes relevantes da securitização. Mais do que uma polêmica, o episódio abre um debate importante sobre transparência, garantias e estrutura de CRIs no Brasil.

    De acordo com reportagens publicadas pelo jornal O Globo, a defesa de Ronaldinho Gaúcho alegou que dois terrenos vinculados ao jogador teriam sido utilizados de forma indevida como garantia em uma operação de CRI securitização imobiliária emitida pela Base Securitizadora e estruturada para a S&J Consultoria.

    Segundo as matérias, fundos ligados ao Banco Master e à Reag teriam adquirido os certificados emitidos na operação, ampliando a repercussão do caso no mercado financeiro.

    O que é um CRI e como funciona a securitização imobiliária

    O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) é um título de renda fixa emitido por securitizadoras para financiar projetos do setor imobiliário.

    Funciona da seguinte forma:

    1. Uma empresa ou empreendimento imobiliário gera recebíveis futuros.
    2. Esses recebíveis são convertidos em títulos por uma securitizadora.
    3. Investidores compram esses títulos e recebem remuneração ao longo do tempo.

    Entre as principais características de um CRI estão:

    • remuneração geralmente atrelada ao IPCA ou CDI;
    • presença de garantias estruturais;
    • intermediação por agente fiduciário e custodiante;
    • financiamento de projetos imobiliários.

    Esse tipo de operação é bastante comum no mercado de capitais brasileiro e representa uma alternativa relevante de financiamento.

    O papel da Reag e dos agentes na operação de CRI

    A estrutura da operação também envolve diferentes agentes do mercado de securitização. De acordo com o termo de securitização, a operação conta com a Qore como agente fiduciário e a Reag como custodiante.

    Essas instituições desempenham funções importantes nas operações de CRI securitização imobiliária, pois acompanham o cumprimento das obrigações da operação e garantem a proteção dos interesses dos investidores.

    A presença de fundos ligados ao Banco Master, instituição associada ao empresário Daniel Vorcaro, também contribuiu para aumentar a visibilidade do caso dentro do mercado de capitais.

    A operação de R$ 330 milhões envolvendo Ronaldinho Gaúcho

    A operação em questão foi emitida em agosto de 2023 e estruturada para a S&J Consultoria, com emissão pela Base Securitizadora.

    O CRI foi dividido em quatro séries, totalizando cerca de R$ 330 milhões, com remuneração vinculada ao IPCA + 8% ao ano.

    Os recursos captados foram direcionados a três empreendimentos imobiliários no Rio Grande do Sul:

    • Loteamento Guaíba – aproximadamente R$ 26,2 milhões;
    • Loteamento Instituto Ronaldinho – cerca de R$ 54,3 milhões;
    • Loteamento Fazenda Ronaldinho – cerca de R$ 171 milhões.

    De acordo com o termo de securitização, esses projetos imobiliários receberam os recursos da emissão.

    Transparência e identificação de investidores

    Outro ponto destacado nas reportagens é a dificuldade de identificar os investidores finais da operação. Embora o anúncio de encerramento indique que um único fundo teria subscrito integralmente os certificados, as fontes públicas não permitem identificar com precisão quem realizou a aquisição.

    Essa situação evidencia um desafio recorrente no mercado de CRI securitização imobiliária: a transparência sobre os participantes finais das operações estruturadas.

    Onde surgiram as dúvidas sobre os terrenos

    A polêmica surgiu quando a defesa de Ronaldinho Gaúcho alegou que dois terrenos do jogador teriam sido utilizados de forma indevida como garantia da operação.

    Entretanto, documentos públicos da operação indicam que:

    • os terrenos não aparecem explicitamente listados como garantia real;
    • os recursos do CRI foram destinados aos empreendimentos ligados aos terrenos;
    • a operação possui outras garantias estruturais.

    Entre as garantias citadas na estrutura do CRI estão:

    • cessão fiduciária de direitos;
    • alienação fiduciária de participações societárias;
    • fiança;
    • fundos de reserva.

    Isso mostra que, mesmo em estruturas robustas, a interpretação sobre o uso de ativos vinculados ao projeto pode gerar controvérsias.

    O papel das garantias em operações de CRI

    Operações de securitização dependem de uma estrutura sólida de garantias para proteger investidores.

    Entre os elementos mais comuns em CRIs estão:

    Garantias financeiras

    • cessão fiduciária de recebíveis;
    • contas vinculadas;
    • fundos de reserva.

    Garantias reais

    • alienação fiduciária de imóveis;
    • participações societárias;
    • ativos do projeto.

    Estrutura de governança

    • agente fiduciário;
    • custodiante;
    • auditorias e relatórios periódicos.

    Esses mecanismos ajudam a reduzir riscos e aumentar a confiança dos investidores.

    O que esse caso revela sobre transparência no mercado de securitização

    O episódio envolvendo o CRI Ronaldinho Gaúcho evidencia um ponto recorrente no mercado de capitais brasileiro: a necessidade de maior transparência nas estruturas de securitização.

    Mesmo quando os documentos estão disponíveis publicamente, pode haver:

    • dificuldade de identificar investidores finais;
    • complexidade na estrutura de garantias;
    • interpretações diferentes sobre ativos vinculados à operação.

    Esses fatores reforçam a importância de contabilidade especializada e governança estruturada em operações de securitização.

    O impacto do caso para o mercado financeiro

    Casos como esse tendem a gerar três impactos importantes no mercado:

    1. Aumento do escrutínio sobre estruturas de CRI;
    2. Maior atenção de investidores institucionais;
    3. Debate sobre transparência e governança.

    Apesar das controvérsias, o mercado de securitização continua sendo um dos principais mecanismos de financiamento imobiliário no Brasil.

    Conclusão

    A polêmica envolvendo o CRI Ronaldinho Gaúcho mostra como operações estruturadas podem se tornar complexas quando envolvem grandes valores, múltiplos agentes e ativos imobiliários relevantes.

    Mais do que um caso isolado, o episódio reforça a importância de estruturação adequada, transparência documental e acompanhamento contábil especializado em operações de securitização.

    Se sua empresa atua com securitização, factoring ou ESC, contar com uma contabilidade especializada pode fazer toda a diferença na segurança e conformidade das operações.

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  • Consignado privado avança nas empresas e XP anuncia entrada no segmento

    Consignado privado avança nas empresas e XP anuncia entrada no segmento

    O consignado privado vem ganhando cada vez mais espaço no mercado brasileiro de crédito. A modalidade, também chamada de crédito do trabalhador, já faz parte da rotina financeira de colaboradores em diversas empresas e começa a atrair o interesse de grandes instituições financeiras.

    Uma pesquisa recente da Serasa Experian mostrou que 65% das empresas familiarizadas com o consignado privado afirmam que seus funcionários já contrataram esse tipo de empréstimo. O dado reforça o crescimento da modalidade e indica que o mercado pode passar por uma nova fase de expansão nos próximos anos.

    Neste artigo, você vai entender como está evoluindo o consignado privado, por que grandes instituições estão entrando nesse mercado e quais impactos isso pode gerar para correspondentes bancários e operações de crédito.

    O que é consignado privado

    O consignado privado é uma modalidade de empréstimo em que as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento do trabalhador de empresas privadas.

    Esse modelo reduz o risco de inadimplência para as instituições financeiras e, por isso, geralmente oferece taxas de juros menores em comparação a outras linhas de crédito pessoal.

    Entre as principais características do consignado privado estão:

    • desconto automático das parcelas no salário
    • menor risco para a instituição financeira
    • taxas de juros mais competitivas
    • facilidade de contratação para o trabalhador

    Nos últimos anos, mudanças regulatórias e avanços tecnológicos têm facilitado a expansão dessa modalidade dentro das empresas.

    Consignado privado cresce dentro das empresas

    O crescimento do consignado privado já começa a aparecer nos dados de mercado. Segundo a pesquisa da Serasa Experian, a adesão varia conforme o porte das empresas.

    Os números indicam que:

    • 79% das empresas com mais de 1.000 funcionários já possuem colaboradores que contrataram o crédito
    • 34% das empresas com até nove colaboradores registram adesão à modalidade

    Por setor, a utilização do consignado privado aparece com maior presença em:

    • indústria
    • comércio varejista
    • serviços
    • atacado

    Esse avanço mostra que o produto deixou de ser apenas uma inovação regulatória e passou a integrar de forma mais consistente a rotina financeira dos trabalhadores.

    XP anuncia entrada no consignado privado

    O crescimento do mercado também tem atraído novas instituições financeiras. A XP Inc. anunciou recentemente sua entrada no segmento de consignado privado como parte de sua estratégia de expansão em produtos de crédito.

    Segundo a empresa, o objetivo é oferecer soluções financeiras que permitam ao cliente acessar crédito sem precisar resgatar investimentos, preservando o patrimônio e mantendo estratégias de planejamento financeiro.

    Além da XP, o produto também será ofertado pela Rico, ampliando a presença da modalidade dentro do ecossistema do grupo.

    Esse movimento reforça a percepção de que o consignado privado está entrando em uma fase de consolidação e amadurecimento no mercado financeiro.

    Por que o consignado privado atrai novas instituições financeiras

    O interesse de grandes instituições financeiras no consignado privado está ligado a diversos fatores que tornam a modalidade estratégica.

    Entre os principais motivos estão:

    • menor risco de inadimplência
    • grande base potencial de trabalhadores no setor privado
    • previsibilidade operacional das operações
    • expansão do crédito dentro das empresas

    Além disso, a integração entre empresas, instituições financeiras e plataformas tecnológicas tem tornado o processo de contratação mais simples e escalável.

    O que correspondentes bancários devem acompanhar

    Para correspondentes bancários e empresas que atuam na intermediação de crédito, o avanço do consignado privado representa novas oportunidades, mas também exige atenção.

    Alguns pontos que merecem acompanhamento são:

    Mudanças operacionais

    O crescimento da modalidade pode exigir novos processos de integração com empresas e sistemas de folha de pagamento.

    Entrada de novos players

    A participação de grandes instituições tende a aumentar a competitividade no setor.

    Estrutura regulatória

    A evolução do consignado privado pode trazer novas regulamentações e ajustes nas regras do mercado de crédito.

    A importância de uma contabilidade especializada no setor

    Empresas que atuam com operações de crédito e consignado precisam lidar com exigências regulatórias, controles operacionais e organização financeira estruturada.

    Por isso, contar com uma contabilidade especializada em correspondentes bancários pode ajudar a garantir:

    • maior segurança jurídica
    • organização financeira da operação
    • adequação às normas do setor

    Leia também: Saque-aniversário do FGTS entra em debate no Senado

    Conclusão

    O avanço do consignado privado mostra como o mercado de crédito no Brasil está passando por um processo de transformação. O crescimento da modalidade dentro das empresas e o interesse de instituições financeiras como a XP indicam um cenário de expansão e amadurecimento do produto.

    Para correspondentes bancários e empresas que atuam no setor, acompanhar essas mudanças é fundamental para identificar oportunidades e manter as operações alinhadas às novas dinâmicas do mercado.

    Se sua empresa atua com crédito consignado ou intermediação financeira, contar com uma contabilidade especializada pode fazer toda a diferença para garantir segurança e eficiência operacional.

    Quer estruturar sua operação com mais segurança?
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  • Como abrir uma securitizadora de créditos no Brasil

    Como abrir uma securitizadora de créditos no Brasil

    Entender como abrir uma securitizadora é cada vez mais relevante para empreendedores que atuam nos mercados de crédito, fomento comercial e securitização de recebíveis. Nos últimos anos, esse modelo de negócio ganhou espaço no Brasil por oferecer uma alternativa eficiente de financiamento para empresas e novas oportunidades no mercado de capitais.

    As securitizadoras permitem transformar recebíveis empresariais em títulos negociáveis para investidores, criando liquidez para empresas e ampliando as possibilidades de captação de recursos. Neste artigo, você vai entender como funciona esse modelo e quais são os passos essenciais para abrir uma securitizadora.

    O que é uma securitizadora

    A securitizadora é uma empresa responsável por transformar direitos creditórios, como duplicatas, parcelas de cartão de crédito, contratos ou financiamentos, em títulos financeiros negociáveis no mercado de capitais.

    Esse processo é chamado de securitização e consiste em agrupar ativos financeiros que geram recebíveis futuros e convertê-los em instrumentos que podem ser adquiridos por investidores.

    Entre os exemplos de ativos que podem ser securitizados estão:

    • duplicatas comerciais
    • recebíveis de cartão de crédito
    • contratos de financiamento
    • aluguéis
    • créditos imobiliários
    • créditos do agronegócio

    Com isso, empresas conseguem antecipar valores que receberiam no futuro e investidores passam a participar desses fluxos financeiros.

    Como funciona o processo de securitização

    Antes de entender como abrir uma securitizadora, é importante compreender como ocorre o processo de securitização.

    De forma simplificada, o fluxo ocorre da seguinte maneira:

    1. Uma empresa possui direitos de crédito a receber.
    2. Esses ativos são agrupados em uma carteira.
    3. A carteira é vendida para uma securitizadora.
    4. A securitizadora estrutura títulos ou fundos lastreados nesses créditos.
    5. Os títulos são vendidos a investidores no mercado.

    Esse mecanismo permite transformar ativos ilíquidos em instrumentos financeiros negociáveis, aumentando a liquidez e ampliando o acesso ao capital.

    Por que abrir uma securitizadora

    O mercado de securitização vem crescendo no Brasil e no mundo, impulsionado pela busca por alternativas ao crédito bancário tradicional.

    Entre as principais vantagens desse modelo estão:

    • acesso a fontes de financiamento mais eficientes
    • redução da dependência de crédito bancário
    • maior liquidez para empresas
    • diversificação de oportunidades para investidores
    • possibilidade de estruturar operações de crédito complexas

    Além disso, a securitização pode permitir taxas mais competitivas para empresas, uma vez que os recursos são captados diretamente no mercado de capitais.

    Tipos de securitizadoras no Brasil

    Ao analisar como abrir uma securitizadora, é importante entender que existem diferentes categorias no mercado brasileiro.

    Securitizadoras regulamentadas

    Essas empresas possuem regras específicas definidas pela legislação e podem atuar em segmentos determinados:

    • Securitizadora de créditos financeiros
    • Securitizadora de créditos imobiliários
    • Securitizadora de créditos do agronegócio

    Essas operações costumam exigir autorização e acompanhamento regulatório.

    Securitizadoras não regulamentadas

    Também chamadas de securitizadoras empresariais, essas empresas podem securitizar créditos originados em atividades comerciais, industriais ou de prestação de serviços.

    Entre os ativos mais comuns estão:

    • duplicatas
    • cheques pós-datados
    • recebíveis de cartão
    • contratos comerciais

    Passo a passo de como abrir uma securitizadora

    A abertura de uma securitizadora envolve diversas etapas estratégicas e operacionais. Veja os principais passos.

    1. Definir o modelo de atuação

    O primeiro passo é determinar qual será o foco da empresa, considerando fatores como:

    • tipo de crédito securitizado
    • perfil dos clientes
    • estrutura de captação de recursos
    • modelo operacional

    Essa definição orientará toda a estrutura do negócio.

    2. Elaborar um plano de negócios

    Antes de iniciar as atividades, é essencial desenvolver um plano de negócios que inclua:

    • análise de mercado
    • definição do público-alvo
    • estratégia operacional
    • planejamento financeiro

    Esse estudo ajuda a avaliar a viabilidade do projeto e a estruturar a empresa de forma sustentável.

    3. Definir o regime tributário

    Outro ponto importante ao avaliar como abrir uma securitizadora é a escolha do regime tributário.

    As securitizadoras podem optar por dois regimes principais:

    • Lucro Real: tributação baseada no lucro efetivo da empresa.
    • Lucro Presumido: tributação calculada com base em uma margem presumida definida pela legislação.

    A escolha depende do modelo de operação e deve ser analisada junto a especialistas contábeis.

    4. Estruturar a operação financeira

    A securitizadora também precisa estruturar sua operação para lidar com a gestão dos ativos financeiros.

    Isso inclui:

    • análise de risco das operações
    • estruturação das emissões
    • controle da carteira de créditos
    • gestão dos investidores

    Em muitos casos, essas operações são estruturadas por meio de instrumentos como debêntures ou fundos de investimento.

    5. Implementar sistemas de gestão

    Por lidar com operações financeiras complexas, a securitizadora deve utilizar sistemas especializados para controlar suas atividades.

    Esses sistemas ajudam a:

    • gerenciar recebíveis
    • acompanhar carteiras de crédito
    • automatizar cálculos financeiros
    • integrar dados com birôs de crédito

    Uma gestão eficiente é essencial para reduzir riscos e garantir a transparência das operações.

    Securitizadora ou factoring: qual a diferença?

    Muitos empreendedores que pesquisam como abrir uma securitizadora também avaliam a abertura de uma empresa de factoring.

    Embora ambas lidem com direitos creditórios, existem diferenças importantes.

    • A factoring compra recebíveis e presta serviços financeiros às empresas.
    • A securitizadora transforma esses recebíveis em títulos negociáveis.
    • Factorings atuam mais com pequenas e médias empresas.
    • Securitizadoras operam diretamente no mercado de capitais.

    Além disso, securitizadoras podem captar recursos por meio de investidores, enquanto as factorings utilizam capital próprio.

    Como abrir uma securitizadora e aproveitar o crescimento do mercado

    O crescimento do mercado de crédito estruturado tem ampliado o espaço para empresas de securitização no Brasil.

    Com a evolução do mercado de capitais e o aumento da demanda por alternativas de financiamento, as securitizadoras têm desempenhado um papel importante na intermediação entre empresas e investidores.

    Se você deseja entender melhor estruturas relacionadas ao crédito estruturado, confira também nosso conteúdo sobre o que é FIDC e como funciona.

    Para mais informações sobre regulamentação do mercado de capitais, consulte o site oficial da Comissão de Valores Mobiliários (CVM): https://www.gov.br/cvm

    Vale a pena abrir uma securitizadora?

    A abertura de uma securitizadora pode representar uma grande oportunidade para empreendedores que desejam atuar no mercado de crédito estruturado.

    No entanto, esse tipo de empresa exige planejamento estratégico, conhecimento regulatório e uma estrutura operacional bem definida.

    Quer entender melhor como estruturar operações financeiras ou abrir empresas no mercado de crédito? Continue acompanhando nosso blog para conteúdos sobre securitização, FIDCs e mercado financeiro.

    Continue lendo >>: Como abrir uma securitizadora de créditos no Brasil