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  • Agibank vai além do consignado e diversifica receitas

    Agibank vai além do consignado e diversifica receitas

    A diversificação de receitas no consignado ganhou destaque com a nova estratégia do Agibank. O banco está ampliando sua atuação para além do crédito e aposta em receitas recorrentes com o lançamento do Agi+, programa de assinatura voltado principalmente à população de baixa renda e ao público mais velho.

    O movimento busca reduzir a dependência do crédito consignado, aumentar a participação das receitas de serviços e tornar os resultados menos expostos à volatilidade do mercado e aos riscos regulatórios.

    Para correspondentes bancários, a estratégia chama atenção para um ponto importante: depender de uma única modalidade de crédito pode aumentar a vulnerabilidade da operação.

    Agibank aposta em receita recorrente

    O Agibank está lançando o Agi+, programa de assinatura que reúne benefícios e assistências em uma única mensalidade.

    Os planos apresentados na notícia variam entre R$ 39,90 e R$ 59,90 e incluem serviços relacionados a:

    • saúde;
    • odontologia;
    • residência;
    • pets;
    • telefonia;
    • cuidados com idosos;
    • descontos em compras.

    A proposta foi criada considerando o perfil predominante da base do banco, formada principalmente por clientes de menor renda e por consumidores mais velhos.

    Atualmente, segundo as informações divulgadas na notícia, receitas de serviços e tarifas representam menos de 5% das receitas do Agibank.

    Com o novo programa, o banco pretende aumentar gradualmente essa participação.

    Por que o Agibank quer depender menos do consignado?

    O crédito continua sendo uma atividade central para o banco, mas possui características que podem aumentar a volatilidade dos resultados.

    Mudanças econômicas podem afetar:

    • inadimplência;
    • capacidade de pagamento;
    • originação de novas operações;
    • custo de crédito;
    • qualidade da carteira.

    No consignado, também existe uma exposição importante ao ambiente regulatório.

    A própria trajetória recente do Agibank demonstra isso. Segundo a notícia, o INSS chegou a suspender temporariamente o recebimento de novas averbações de crédito consignado da instituição no fim do ano passado.

    A operação posteriormente foi retomada, mas o episódio aumentou a atenção dos investidores para a dependência do banco em relação ao produto.

    Diversificação de receitas no consignado reduz concentração

    A estratégia do Agibank mostra como a diversificação de receitas no consignado pode funcionar como uma forma de reduzir a concentração do negócio.

    Quando grande parte do faturamento depende de apenas uma modalidade, mudanças naquele mercado podem ter impacto significativo sobre a operação.

    Entre os principais riscos estão:

    • alteração de regras;
    • suspensão temporária de produtos;
    • mudanças na margem consignável;
    • redução na originação;
    • aumento da concorrência;
    • alterações nas comissões;
    • mudanças no comportamento dos consumidores.

    Criar outras fontes de receita pode tornar o negócio menos dependente de um único cenário.

    Agi+ aposta em serviços para o público de baixa renda

    A estratégia de assinatura do Agibank difere de programas centrados apenas em cashback ou entretenimento.

    O Agi+ concentra sua proposta em serviços cotidianos.

    Um dos principais focos está na saúde, com acesso a telemedicina, consultas e exames em clínicas populares.

    A estratégia procura oferecer benefícios que tenham utilidade frequente para o cliente e, ao mesmo tempo, criar uma receita mensal previsível para o banco.

    Essa lógica também fortalece o relacionamento com a base.

    Receita recorrente aumenta previsibilidade

    Uma das principais diferenças entre receitas de crédito e receitas de assinatura está na previsibilidade.

    A originação de crédito pode variar de acordo com juros, regulação, demanda e condições econômicas.

    Em uma assinatura, a empresa recebe uma mensalidade enquanto o cliente permanecer ativo no serviço.

    Isso não elimina riscos. Cancelamentos podem reduzir a receita e o cliente precisa perceber valor suficiente para continuar pagando.

    Ainda assim, uma base de assinantes recorrentes pode ajudar a equilibrar as oscilações de outras linhas de negócio.

    Cross-sell também faz parte da estratégia

    O Agibank possui mais de 7 milhões de clientes ativos, segundo os dados apresentados na notícia.

    A instituição pretende utilizar esse relacionamento para ampliar a oferta de outros produtos.

    O programa de assinatura pode servir como uma porta de entrada para soluções de maior margem, como:

    • seguros;
    • empréstimos sem garantia;
    • outros serviços financeiros.

    Essa estratégia é conhecida como cross-sell, ou venda cruzada.

    Em vez de conquistar um novo cliente para cada produto, a empresa amplia o relacionamento com quem já faz parte de sua base.

    Mais produtos podem reduzir o churn

    Segundo o CEO do Agibank citado na notícia, clientes com maior engajamento apresentam menor churn e menor inadimplência.

    Atualmente, cada cliente ativo mantém, em média, cinco produtos com a instituição. Entre os clientes considerados principais, com relacionamento superior a um ano, o número passa de sete produtos.

    A lógica é simples: quanto mais soluções relevantes fazem parte do relacionamento, maior pode ser o custo de o cliente migrar integralmente para um concorrente.

    Para instituições financeiras e correspondentes bancários, isso reforça a importância de enxergar o relacionamento para além de uma única venda.

    O que essa estratégia ensina aos correspondentes bancários?

    Embora o Agibank tenha uma estrutura muito diferente da de um Corban, existe uma reflexão importante para correspondentes bancários.

    Muitas operações dependem fortemente de um produto específico, principalmente o empréstimo consignado.

    Quando essa modalidade enfrenta alguma mudança, o impacto pode atingir diretamente o faturamento do correspondente.

    A diversificação pode envolver diferentes caminhos, dependendo das instituições parceiras e da estrutura do negócio.

    • trabalhar com diferentes modalidades de crédito;
    • ampliar o número de instituições parceiras;
    • atuar com seguros quando permitido;
    • desenvolver produtos complementares;
    • fortalecer relacionamento e pós-venda;
    • reduzir dependência de uma única fonte de comissão.

    A diversificação não significa abandonar o consignado. O objetivo é evitar que praticamente toda a receita dependa dele.

    O risco regulatório continua no radar

    A notícia também mostra como o ambiente regulatório pode afetar rapidamente uma operação concentrada em crédito consignado.

    Por isso, correspondentes bancários precisam acompanhar mudanças nas regras das instituições financeiras, dos convênios e dos órgãos responsáveis pelas modalidades em que atuam.

    Para consultar informações oficiais sobre o produto, acesse as orientações do Banco Central sobre empréstimos consignados.

    Diversificar sem perder o foco

    Adicionar produtos apenas para aumentar o portfólio não garante melhores resultados.

    O correspondente precisa avaliar se cada solução realmente faz sentido para sua base de clientes e para sua operação.

    Perfil dos clientes

    Quais produtos já são procurados pela base?

    Margem e comissão

    Qual é a contribuição real de cada produto para o resultado?

    Recorrência

    Existe possibilidade de gerar receita além da contratação inicial?

    Risco operacional

    A equipe consegue trabalhar corretamente com diferentes produtos?

    Dependência

    Quanto do faturamento depende atualmente de uma única instituição ou modalidade?

    Essas perguntas ajudam a identificar se a empresa está diversificando de maneira estratégica ou apenas aumentando sua complexidade.

    Organização financeira acompanha a diversificação

    Mais produtos também significam mais movimentações financeiras.

    O Corban pode passar a receber comissões de diferentes instituições, em datas e condições distintas.

    Isso exige maior controle sobre:

    • comissões recebidas;
    • repasses;
    • notas fiscais;
    • impostos;
    • produtos mais rentáveis;
    • custos da operação;
    • margem por modalidade.

    Sem esse acompanhamento, a empresa pode aumentar o faturamento e ainda assim perder eficiência.

    A contabilidade ajuda a identificar quais atividades efetivamente contribuem para o resultado do negócio.

    Agibank busca um negócio menos dependente do crédito

    O movimento do Agibank ocorre em um momento importante para a instituição.

    Após abrir capital na Bolsa de Nova York com uma tese fortemente ligada ao consignado, o banco passou a enfrentar maior atenção do mercado sobre sua concentração nessa modalidade.

    O lançamento do Agi+ representa uma tentativa de aumentar a participação das receitas de serviços e construir um relacionamento mais recorrente com os clientes.

    A transição, segundo o próprio banco, deve ocorrer gradualmente.

    O objetivo é fazer com que as receitas de serviços ganhem mais representatividade a cada ano.

    Conclusão

    A estratégia do Agibank mostra que a diversificação de receitas no consignado pode ser importante para reduzir a dependência de uma única linha de negócio.

    O banco pretende combinar crédito, assinaturas, serviços e venda cruzada para aumentar a previsibilidade dos resultados e fortalecer o relacionamento com sua base.

    Para correspondentes bancários, a discussão também é relevante. Uma operação excessivamente concentrada em um único produto, convênio ou parceiro pode ficar mais exposta a mudanças regulatórias e comerciais.

    Diversificar de maneira planejada, acompanhar a rentabilidade de cada produto e manter controles financeiros adequados pode tornar o Corban mais preparado para mudanças no mercado.

    A Corbanzaí atua com contabilidade especializada para correspondentes bancários, ajudando na organização de comissões, impostos, notas fiscais e resultados.

    Seu Corban depende muito de uma única fonte de receita? Organize os números da operação com a Corbanzaí e tenha mais clareza para planejar o crescimento do negócio.

    Autor: 

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

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  • Diferença entre empréstimo e financiamento

    Diferença entre empréstimo e financiamento

    Entender a diferença entre empréstimo e financiamento é importante antes de contratar crédito. Embora as duas modalidades disponibilizem recursos mediante pagamento de parcelas, juros e encargos, elas atendem a objetivos diferentes.

    No empréstimo, o cliente pode usar o dinheiro livremente. No financiamento, o cliente deve usar o crédito para adquirir um bem ou serviço previamente definido, como imóvel, veículo, equipamento ou curso.

    Além da finalidade, também podem mudar os prazos, as garantias, a burocracia e o custo da operação.

    O que é empréstimo?

    O empréstimo é uma modalidade de crédito em que uma instituição financeira disponibiliza determinado valor ao cliente por um período estabelecido em contrato.

    Depois que o dinheiro é liberado, o cliente pode utilizá-lo para diferentes finalidades, como:

    • organizar dívidas;
    • cobrir uma emergência;
    • reformar um imóvel;
    • investir em um projeto;
    • pagar despesas;
    • comprar produtos ou serviços.

    A principal obrigação do contratante é pagar as parcelas nas datas acordadas, incluindo juros, tributos e eventuais tarifas.

    A concessão e as condições da operação dependem da análise de crédito realizada pela instituição financeira.

    Quais são os principais tipos de empréstimo?

    Existem diversas modalidades disponíveis no mercado. Entre as mais conhecidas estão:

    • empréstimo pessoal;
    • empréstimo consignado;
    • empréstimo com garantia;
    • antecipação do FGTS;
    • antecipação do 13º salário;
    • cheque especial.

    Cada opção possui regras próprias, prazos, taxas e critérios de aprovação.

    O que é financiamento?

    O financiamento também é uma operação de crédito, mas possui uma finalidade previamente definida.

    Nesse caso, o dinheiro deve ser utilizado para adquirir um bem ou contratar um serviço específico. Entre os exemplos mais comuns estão:

    • financiamento de imóveis;
    • financiamento de veículos;
    • financiamento estudantil;
    • financiamento de máquinas;
    • financiamento de equipamentos;
    • financiamento para reformas.

    Normalmente, o valor não é depositado livremente na conta do cliente. A instituição financeira realiza o pagamento diretamente ao vendedor, proprietário ou prestador do serviço.

    Em muitas operações, o próprio bem financiado funciona como garantia do contrato.

    Qual é a diferença entre empréstimo e financiamento?

    A principal diferença está no destino do dinheiro.

    No empréstimo, o cliente geralmente possui liberdade para escolher como utilizar os recursos. No financiamento, o valor está vinculado a uma compra ou finalidade específica.

    Entretanto, essa não é a única distinção.

    Finalidade do crédito

    O empréstimo pode ser utilizado para diferentes necessidades, sem que seja obrigatoriamente vinculado à compra de determinado bem.

    O financiamento possui uma finalidade estabelecida no contrato. O valor aprovado deve ser utilizado para a aquisição informada à instituição financeira.

    Forma de liberação

    No empréstimo, o dinheiro costuma ser depositado diretamente na conta do cliente.

    No financiamento, o recurso normalmente é transferido ao vendedor do imóvel, veículo, equipamento ou serviço contratado.

    Garantia

    Alguns empréstimos não exigem garantia. Por esse motivo, a instituição pode assumir um risco maior de não receber o valor concedido.

    Já no financiamento, o bem adquirido frequentemente funciona como garantia da operação. Essa estrutura pode contribuir para condições mais favoráveis, embora isso dependa da modalidade, do cliente e da instituição.

    Taxas e custos

    Empréstimos sem garantia podem apresentar taxas mais elevadas porque a instituição assume maior risco.

    Os financiamentos podem ter taxas menores por estarem vinculados a uma finalidade e, em muitos casos, a um bem dado em garantia.

    Porém, não se deve escolher uma operação analisando apenas a taxa de juros. O ideal é conferir o Custo Efetivo Total, que reúne as despesas envolvidas e permite comparar diferentes propostas.

    Prazo de pagamento

    Os empréstimos pessoais costumam ter prazos mais curtos ou intermediários.

    Os financiamentos podem oferecer períodos maiores, principalmente quando envolvem bens de valor elevado, como imóveis.

    O prazo disponível depende da modalidade, do valor, da instituição financeira e do perfil do cliente.

    Burocracia

    A contratação de um empréstimo pode ser mais simples, especialmente quando existe uma oferta pré-aprovada.

    O financiamento costuma exigir mais documentos e verificações porque envolve a análise do cliente e do bem que será adquirido.

    Comparativo entre empréstimo e financiamento

    CaracterísticaEmpréstimoFinanciamento
    FinalidadeUso geralmente livreDestino específico
    Liberação do dinheiroNormalmente para o clienteGeralmente para o vendedor
    GarantiaPode ou não existirFrequentemente é o próprio bem
    PrazoCurto ou médioPode ser mais longo
    BurocraciaGeralmente menorNormalmente maior
    CustosPodem ser mais elevadosPodem ser menores devido à garantia
    ExemplosCrédito pessoal e consignadoImóvel, veículo e equipamentos

    As condições variam conforme a instituição, a análise de crédito e o produto contratado.

    Empréstimo ou financiamento: qual escolher?

    A escolha depende principalmente do objetivo do crédito.

    O financiamento pode ser mais adequado quando o consumidor deseja adquirir um bem específico e existe uma linha destinada àquela compra.

    O empréstimo pode fazer mais sentido quando a pessoa precisa utilizar o dinheiro para diferentes despesas ou quando não existe um financiamento compatível com sua necessidade.

    Antes de decidir, é importante avaliar:

    • finalidade do dinheiro;
    • valor das parcelas;
    • prazo do contrato;
    • taxa de juros;
    • Custo Efetivo Total;
    • valor total que será pago;
    • existência de garantia;
    • impacto das parcelas no orçamento;
    • consequências do atraso.

    A melhor opção não é necessariamente aquela que oferece a menor parcela. Um prazo muito longo pode reduzir o valor mensal, mas aumentar o custo final da operação.

    O que é o Custo Efetivo Total?

    O Custo Efetivo Total, conhecido como CET, representa o custo completo da operação de crédito.

    Ele pode incluir:

    • juros;
    • tarifas;
    • tributos;
    • seguros;
    • serviços associados;
    • outras despesas previstas no contrato.

    As instituições devem informar o CET antes da contratação para que o cliente consiga comparar as propostas de empréstimo e financiamento.

    Por isso, duas operações com taxas de juros semelhantes podem apresentar custos finais diferentes.

    Para aprofundar a análise, consulte as orientações do Banco Central sobre empréstimos e financiamentos.

    Quais cuidados tomar antes da contratação?

    Antes de contratar qualquer modalidade de crédito, confira todas as condições apresentadas.

    Alguns cuidados importantes são:

    • simular propostas em mais de uma instituição;
    • conferir se a empresa é autorizada;
    • ler o contrato antes de assinar;
    • verificar o CET;
    • analisar o valor total da dívida;
    • confirmar o número e o valor das parcelas;
    • entender as regras de atraso;
    • avaliar as condições de quitação antecipada;
    • não comprometer excessivamente a renda.

    Também é importante desconfiar de empresas que exigem depósitos antecipados para liberar o crédito.

    Como o correspondente bancário participa da operação?

    O correspondente bancário pode atuar na apresentação de produtos e no encaminhamento de propostas para instituições financeiras parceiras.

    Entre suas atividades estão:

    • explicar características das modalidades;
    • apresentar condições disponíveis;
    • reunir documentos;
    • apoiar o preenchimento da proposta;
    • orientar sobre etapas da contratação;
    • encaminhar informações à instituição financeira.

    A análise e a aprovação do crédito permanecem sob responsabilidade da instituição contratante.

    Para prestar um atendimento responsável, o Corban deve apresentar as informações com clareza e evitar promessas de aprovação ou de condições que ainda não foram confirmadas.

    Organização contábil para correspondentes bancários

    Correspondentes que trabalham com empréstimos e financiamentos também precisam controlar corretamente suas comissões, repasses, documentos fiscais, despesas e resultados.

    Uma contabilidade que conhece a rotina desse segmento pode ajudar a organizar:

    • receitas de comissões;
    • repasses recebidos;
    • emissão de notas fiscais;
    • impostos;
    • folha e pró-labore;
    • fluxo financeiro;
    • regularidade fiscal.

    Conheça a contabilidade para correspondente bancário oferecida pela Corbanzaí.

    Conclusão

    A diferença entre empréstimo e financiamento está principalmente na finalidade do crédito.

    O empréstimo oferece maior liberdade para a utilização do dinheiro. Já o financiamento é destinado à aquisição de um bem ou serviço específico e frequentemente possui uma garantia vinculada.

    Além da finalidade, é necessário comparar prazo, burocracia, garantias, parcelas e Custo Efetivo Total. Essa análise ajuda o consumidor a escolher uma modalidade compatível com seu objetivo e sua capacidade de pagamento.

    Para o correspondente bancário, explicar essas diferenças com clareza melhora o atendimento e contribui para uma contratação mais consciente.

    Seu Corban atua com empréstimos e financiamentos? Conheça a Corbanzaí e organize comissões, notas fiscais, impostos e rotinas contábeis com suporte especializado.

    Autor:

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: Diferença entre empréstimo e financiamento
  • O que é crédito consignado e como funciona?

    O que é crédito consignado e como funciona?

    Entender o que é crédito consignado é importante tanto para quem pretende contratar essa modalidade quanto para os correspondentes bancários que atuam na oferta do produto.

    O crédito consignado é um tipo de empréstimo em que as parcelas são descontadas diretamente do salário, da aposentadoria ou da pensão do contratante.

    Por causa dessa forma de pagamento, o risco de atraso tende a ser menor para a instituição financeira. Como consequência, essa modalidade costuma apresentar condições mais competitivas do que outras linhas de crédito pessoal.

    Neste artigo, você entenderá como o consignado funciona, quem pode contratar, quais são suas vantagens e quais cuidados devem ser observados.

    O que é crédito consignado?

    Infográfico explica como funciona o crédito consignado com desconto direto em folha

    Crédito consignado é uma modalidade de empréstimo com pagamento realizado por meio de desconto direto na folha de pagamento ou no benefício previdenciário.

    A prestação pode ser descontada diretamente:

    • do salário;
    • da aposentadoria;
    • da pensão;
    • da remuneração paga por órgão público;
    • do benefício administrado pelo INSS.

    No caso de trabalhadores com carteira assinada, o desconto é feito pelo empregador. Para aposentados e pensionistas, o INSS realiza o desconto no benefício. Já no caso de servidores públicos, a operação ocorre por meio do ente responsável pela folha de pagamento.

    Como funciona o crédito consignado?

    Depois da contratação, o valor da parcela é descontado automaticamente da remuneração ou do benefício antes de o dinheiro ficar disponível para o consumidor.

    Na prática, o processo costuma seguir estas etapas:

    1. o cliente procura uma instituição financeira ou correspondente bancário;
    2. a instituição verifica se ele pode contratar;
    3. a margem consignável disponível é consultada;
    4. o cliente recebe a proposta com valor, taxa e prazo;
    5. o contrato é autorizado;
    6. o dinheiro é liberado;
    7. as parcelas passam a ser descontadas mensalmente.

    Como a parcela é paga diretamente pela fonte pagadora, a instituição possui mais previsibilidade de recebimento.

    Esse é um dos motivos pelos quais o consignado costuma ter juros inferiores aos do crédito pessoal sem desconto em folha.

    O que é margem consignável?

    A margem consignável é o percentual máximo da renda ou do benefício que pode ser comprometido com parcelas de crédito consignado.

    Ela existe para impedir que uma parte excessiva da remuneração seja destinada ao pagamento de empréstimos.

    O limite pode variar conforme:

    • o tipo de vínculo;
    • a categoria do contratante;
    • a legislação vigente;
    • a modalidade contratada;
    • as regras do convênio;
    • o órgão responsável pela folha.

    Por isso, o correspondente bancário não deve utilizar um único percentual como regra para todos os clientes. A margem precisa ser verificada conforme a categoria e a norma aplicável no momento da contratação.

    Quem pode contratar crédito consignado?

    As principais categorias que podem ter acesso ao consignado são:

    • aposentados e pensionistas do INSS;
    • servidores públicos;
    • militares, conforme as regras do respectivo órgão;
    • trabalhadores com carteira assinada;
    • trabalhadores rurais incluídos nas regras aplicáveis;
    • empregados domésticos;
    • outros grupos autorizados por legislação específica.

    A disponibilidade depende da existência de vínculo elegível, margem disponível e instituição autorizada a realizar a operação.

    Por que o consignado costuma ter juros menores?

    Ao conceder um empréstimo, a instituição financeira analisa o risco de não receber as parcelas.

    No consignado, o desconto ocorre diretamente na folha ou no benefício. Isso reduz parte do risco operacional e de inadimplência.

    Com menor risco, a instituição pode oferecer:

    • taxas mais competitivas;
    • prazos mais longos;
    • parcelas previsíveis;
    • contratação com menos garantias adicionais.

    Isso não significa que todas as propostas terão a mesma taxa.

    Os juros variam conforme a instituição, o perfil do cliente, o prazo, o convênio e a modalidade contratada.

    Quais são as vantagens do crédito consignado?

    Taxas normalmente mais baixas

    O desconto automático reduz o risco para a instituição, o que pode resultar em juros inferiores aos de outras modalidades.

    Parcelas fixas e previsíveis

    Em contratos prefixados, o cliente sabe previamente quanto será descontado a cada mês.

    Prazos mais longos

    Dependendo da categoria e das regras da instituição, o prazo pode ser maior do que em empréstimos pessoais convencionais.

    Facilidade de pagamento

    O cliente não precisa emitir boleto ou realizar transferência mensalmente, pois o desconto ocorre automaticamente.

    Possibilidade de portabilidade

    O contrato pode ser transferido para outra instituição que apresente condições mais vantajosas, desde que as regras da operação sejam cumpridas.

    Quais são os riscos e as desvantagens?

    Embora possa ser mais barato, o crédito consignado continua sendo uma dívida.

    Os principais pontos de atenção são:

    • comprometimento mensal da renda;
    • redução do valor disponível para despesas básicas;
    • contratação de vários empréstimos;
    • risco de superendividamento;
    • dificuldade para cancelar uma operação já concluída;
    • impacto da dívida em caso de redução da renda;
    • contratação sem comparação de propostas.

    Como a parcela é descontada automaticamente, o consumidor pode deixar de perceber quanto da renda já está comprometido.

    Por isso, a contratação deve ser baseada na capacidade real de pagamento, e não apenas na existência de margem disponível.

    Crédito consignado é igual a crédito pessoal?

    Não.

    No crédito pessoal comum, a parcela é normalmente paga por boleto, débito em conta ou outro meio escolhido no contrato.

    No consignado, o pagamento é descontado diretamente da folha ou do benefício.

    Essa diferença afeta principalmente:

    • o risco da instituição;
    • a taxa de juros;
    • os critérios de contratação;
    • o limite disponível;
    • a forma de pagamento.

    O consignado pode ser mais barato, mas também compromete a renda antes que ela chegue ao consumidor.

    Qual é a diferença entre empréstimo e cartão consignado?

    No empréstimo consignado, o cliente recebe um valor contratado e paga parcelas mensais definidas no contrato.

    No cartão de crédito consignado, parte da fatura pode ser descontada diretamente da folha ou do benefício, conforme as condições do produto.

    É importante que o consumidor compreenda qual produto está contratando.

    Antes da assinatura, devem ser esclarecidos:

    • o valor liberado;
    • a taxa de juros;
    • o valor da parcela;
    • o prazo;
    • o custo total;
    • a forma de desconto;
    • a existência de cartão;
    • as condições para quitação.

    O que é portabilidade de crédito consignado?

    A portabilidade permite transferir a dívida de uma instituição para outra.

    Ela pode ser utilizada quando outra instituição oferece:

    • taxa menor;
    • redução do custo total;
    • melhores condições;
    • prazo mais adequado.

    A nova instituição quita o saldo devedor com a instituição anterior e assume o contrato nas condições acordadas com o cliente.

    Antes de aceitar a portabilidade, o consumidor deve comparar o custo total e verificar se houve realmente redução da dívida.

    Alongar o prazo pode diminuir a parcela, mas não necessariamente reduzir o valor total pago.

    O que é refinanciamento consignado?

    O refinanciamento ocorre quando um contrato existente é renegociado.

    A instituição pode recalcular o saldo devedor e criar um novo contrato, eventualmente com:

    • novo prazo;
    • nova parcela;
    • nova taxa;
    • liberação de valor adicional.

    O chamado “troco” não representa dinheiro gratuito. Ele faz parte da nova operação e será pago ao longo do contrato.

    O correspondente deve explicar claramente quanto do novo contrato será usado para quitar a dívida anterior e quanto será efetivamente depositado ao cliente.

    Como comparar propostas de consignado?

    Antes da contratação, o cliente deve comparar mais do que a taxa mensal.

    É importante observar:

    • Custo Efetivo Total;
    • valor da parcela;
    • quantidade de parcelas;
    • total que será pago;
    • valor líquido liberado;
    • taxa mensal e anual;
    • seguros e serviços incluídos;
    • regras para quitação antecipada;
    • condições de portabilidade.

    O Custo Efetivo Total reúne os encargos relacionados à operação e oferece uma visão mais completa do custo.

    Uma proposta com parcela menor pode ter prazo mais longo e custo final maior.

    Como evitar golpes no crédito consignado?

    Golpes relacionados ao consignado podem envolver falsas ofertas, cobrança antecipada e solicitação de dados pessoais.

    Alguns cuidados importantes são:

    • não pagar valores antecipados para liberar o empréstimo;
    • não fornecer senha bancária;
    • não compartilhar código de autenticação;
    • verificar se a instituição está autorizada;
    • desconfiar de urgência excessiva;
    • conferir o contrato antes de assinar;
    • utilizar somente canais oficiais;
    • consultar o extrato após a contratação.

    Também é importante desconfiar de pessoas que entram em contato por redes sociais ou aplicativos oferecendo soluções rápidas e crédito sem análise.

    Qual é o papel do correspondente bancário?

    O correspondente bancário atua como intermediário entre o cliente e a instituição financeira.

    Dependendo da autorização recebida, ele pode:

    • apresentar as modalidades disponíveis;
    • realizar simulações;
    • receber documentos;
    • encaminhar propostas;
    • orientar sobre etapas da contratação;
    • acompanhar a análise;
    • esclarecer condições comerciais.

    O Corban não é quem aprova ou concede o crédito.

    A decisão cabe à instituição financeira contratante, que também define taxas, regras e critérios de análise.

    Por isso, o correspondente deve evitar prometer:

    • aprovação garantida;
    • taxa antes da análise;
    • liberação em prazo certo;
    • margem disponível sem consulta;
    • redução automática de parcelas;
    • portabilidade garantida.

    Boas práticas para Corbans que oferecem consignado

    O atendimento deve ser transparente e organizado.

    Algumas boas práticas são:

    • confirmar o perfil do cliente;
    • consultar a margem atualizada;
    • explicar cada produto;
    • apresentar taxa e CET;
    • informar o valor líquido liberado;
    • registrar a autorização;
    • proteger os dados pessoais;
    • acompanhar a proposta;
    • manter documentos organizados;
    • evitar mensagens enganosas.

    A clareza ajuda a proteger o cliente e também reduz reclamações, cancelamentos e riscos para o correspondente.

    Organização financeira também importa para o Corban

    A venda de crédito consignado pode gerar grande volume de propostas, comissões e repasses.

    Sem controle, o correspondente pode enfrentar problemas como:

    • divergências nas comissões;
    • perda de propostas;
    • dificuldade para conciliar repasses;
    • atraso na emissão de notas fiscais;
    • falta de controle do faturamento;
    • mistura entre finanças pessoais e empresariais.

    Por isso, além de entender o que é crédito consignado, o Corban precisa organizar a própria operação.

    Leia também: 4 formas de vender mais como correspondente bancário

    Para consultar orientações oficiais sobre a modalidade, acesse a página do Banco Central sobre empréstimo consignado.

    Conclusão

    O crédito consignado é um empréstimo em que as parcelas são descontadas diretamente do salário, da aposentadoria ou da pensão.

    A modalidade pode oferecer juros menores e prazos mais longos, mas compromete parte da renda mensal e exige uma análise cuidadosa antes da contratação.

    Para os correspondentes bancários, conhecer as regras, explicar as condições e manter uma comunicação transparente é essencial.

    A Corbanzaí oferece contabilidade especializada para Corbans que precisam organizar comissões, repasses, notas fiscais, impostos e resultados.

    Seu Corban atua com crédito consignado? Fale com a Corbanzaí e organize sua operação para crescer com mais controle e segurança.

    Autor:

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: O que é crédito consignado e como funciona?
  • Margem consignável do INSS pode voltar a 45%?

    Margem consignável do INSS pode voltar a 45%?

    A margem consignável do INSS voltou ao centro das atenções após a redução do limite global de 45% para 40%, determinada pela Medida Provisória nº 1.355/2026.

    A mudança já afeta a capacidade de aposentados e pensionistas contratarem novos empréstimos, refinanciamentos e operações de portabilidade com liberação de recursos.

    Ao mesmo tempo, a medida provisória ainda depende de aprovação do Congresso Nacional para se transformar definitivamente em lei.

    Segundo o acompanhamento legislativo oficial, a medida está prorrogada, aguarda a instalação da comissão responsável por sua análise e tem prazo de deliberação até 31 de agosto de 2026.

    O que mudou na margem consignável do INSS?

    A MP nº 1.355/2026 alterou as regras do crédito consignado e reduziu o limite global das consignações de 45% para 40%.

    Pelas novas regras, o limite de 40% é distribuído da seguinte forma:

    • até 35% para empréstimos e financiamentos consignados;
    • até 5% para cartão de crédito consignado;
    • ou até 5% para cartão consignado de benefício.

    A norma também prevê reduções graduais nos próximos anos, até que o limite global alcance 30%.

    As novas contratações de cartões consignados também podem sofrer restrições progressivas.

    O que significa ficar com margem negativa?

    A margem negativa ocorre quando o total das parcelas já descontadas do benefício supera o novo limite permitido.

    Isso pode acontecer porque os contratos firmados antes da mudança continuam válidos nas condições originalmente contratadas.

    A redução da margem não diminui automaticamente as parcelas existentes.

    Na prática, o beneficiário pode continuar pagando normalmente seus contratos, mas ficar sem espaço para uma nova contratação.

    Exemplo de margem negativa

    Considere um aposentado que recebe R$ 3 mil por mês.

    Antes da MP:

    • margem global de 45%: R$ 1.350;
    • parcelas já comprometidas: R$ 1.350.

    Depois da redução:

    • margem global de 40%: R$ 1.200;
    • parcelas comprometidas: R$ 1.350;
    • margem negativa: R$ 150.

    Nesse exemplo, o valor das parcelas permanece o mesmo, mas o beneficiário fica R$ 150 acima do novo limite.

    Os contratos existentes serão alterados?

    Não automaticamente.

    Os contratos firmados antes das reduções permanecem válidos até a quitação, respeitando as condições originais.

    A principal consequência da nova regra está na capacidade de realizar operações futuras.

    Quem ficou com margem negativa ou totalmente comprometida pode encontrar dificuldade para:

    • contratar um novo empréstimo consignado;
    • fazer refinanciamento com liberação de recursos;
    • realizar portabilidade com troco;
    • contratar modalidades dependentes de margem disponível;
    • utilizar cartões consignados dentro dos novos limites.

    Portanto, a redução da margem não significa cancelamento ou revisão automática dos contratos anteriores.

    Por que a MP nº 1.355/2026 ainda gera incerteza?

    A medida provisória produz efeitos desde sua publicação, mas precisa ser aprovada pelo Congresso para ser convertida em lei.

    A MP foi publicada em 4 de maio de 2026 e teve seu prazo prorrogado.

    Na consulta oficial do Congresso, sua situação consta como “aguardando instalação da comissão”, com prazo de deliberação entre 4 de maio e 31 de agosto de 2026.

    Depois da comissão, a matéria ainda precisa passar pelas etapas de votação previstas no processo legislativo.

    Por isso, entidades ligadas ao mercado de correspondentes bancários avaliam que existe possibilidade de a medida perder a validade caso não seja votada dentro do prazo.

    No entanto, esse cenário não é definitivo. A tramitação pode avançar rapidamente caso exista articulação política para colocar a matéria em votação.

    A margem pode voltar a 45%?

    Existe essa possibilidade caso a medida provisória perca a validade sem que outra norma mantenha a redução.

    Nesse cenário, poderá haver discussão sobre o restabelecimento das regras anteriores.

    Entretanto, o resultado dependerá de fatores jurídicos, legislativos e administrativos.

    Por isso, não é correto afirmar neste momento que a margem certamente voltará a 45%.

    Os cenários possíveis incluem:

    1. aprovação integral da MP;
    2. aprovação com alterações;
    3. rejeição pelo Congresso;
    4. perda de validade por falta de votação;
    5. edição de uma nova norma sobre o tema.

    Correspondentes bancários devem acompanhar a tramitação oficial e evitar apresentar o retorno da margem como uma decisão já confirmada.

    Como a mudança afeta aposentados e pensionistas?

    Para os beneficiários, o impacto mais imediato é a redução do espaço disponível para novas operações.

    Mesmo quem mantém os pagamentos em dia pode ficar impedido de contratar novo crédito porque o percentual anteriormente comprometido passou a superar o novo limite.

    A margem pode voltar a ficar disponível com acontecimentos como:

    • quitação de um contrato;
    • redução das parcelas comprometidas;
    • encerramento de uma operação;
    • aumento do valor do benefício;
    • correção de informações inconsistentes;
    • mudança futura da legislação.

    Antes de buscar uma nova operação, o aposentado ou pensionista deve consultar sua margem disponível e conferir todos os contratos ativos.

    Como consultar a margem consignável?

    A margem pode ser consultada nos canais oficiais relacionados ao benefício.

    O extrato de empréstimos consignados disponível no Meu INSS permite verificar informações sobre contratos e descontos vinculados ao benefício.

    O beneficiário também deve analisar:

    • valor atual do benefício;
    • parcelas descontadas;
    • quantidade de contratos;
    • prazo restante;
    • taxa de juros;
    • Custo Efetivo Total;
    • margem disponível por modalidade.

    Essas informações ajudam a evitar contratações incompatíveis com a renda.

    Qual é o impacto para correspondentes bancários?

    A redução da margem consignável do INSS afeta diretamente a rotina comercial dos correspondentes que atuam com crédito consignado.

    Entre os principais efeitos estão:

    • redução do público com margem disponível;
    • menor volume de novas propostas;
    • paralisação de operações em andamento;
    • impacto sobre refinanciamentos e portabilidades;
    • aumento das dúvidas dos clientes;
    • necessidade de conferir a margem antes de iniciar a proposta;
    • maior cuidado com promessas comerciais.

    O correspondente bancário precisa comunicar que a aprovação da operação depende da margem disponível e das regras da instituição financeira.

    Também deve evitar afirmar que uma mudança legislativa futura já está garantida.

    Como o Corban deve orientar seus clientes?

    O primeiro passo é explicar a diferença entre contrato vigente e margem disponível.

    Um cliente pode continuar pagando normalmente seu empréstimo, mas não ter margem para uma nova operação.

    O atendimento deve incluir:

    • consulta atualizada da margem;
    • explicação clara sobre os percentuais;
    • conferência dos contratos ativos;
    • informação sobre os limites de cada modalidade;
    • orientação para utilização dos canais oficiais;
    • acompanhamento da tramitação sem promessas de resultado.

    Mensagens alarmistas podem gerar expectativa incorreta e prejudicar a confiança no atendimento.

    Evite prometer liberação imediata

    Mesmo que a MP perca a validade, o retorno das operações pode depender de atualizações nos sistemas, regulamentações e procedimentos das instituições financeiras.

    Por isso, o Corban não deve prometer:

    • retorno automático da margem;
    • liberação imediata de crédito;
    • aprovação garantida;
    • data certa para retomada das operações;
    • alteração automática dos contratos atuais.

    A comunicação deve ser informativa e baseada em fontes oficiais.

    O que o Corban pode fazer enquanto acompanha a tramitação?

    O período de incerteza pode ser utilizado para organizar a operação comercial.

    Algumas ações importantes são:

    • manter uma lista de clientes potencialmente afetados;
    • registrar o valor da margem disponível;
    • separar propostas paralisadas;
    • acompanhar atualizações das instituições parceiras;
    • revisar materiais de comunicação;
    • treinar a equipe para explicar a nova regra;
    • evitar campanhas que tratem o retorno da margem como certo;
    • acompanhar a página oficial da MP no Congresso Nacional.

    Fonte oficial: acompanhe a tramitação da MP nº 1.355/2026 no Congresso Nacional.

    Organização será importante em uma possível retomada

    Caso a margem seja ampliada novamente, os correspondentes podem enfrentar um aumento rápido no volume de contatos e propostas.

    Para aproveitar esse movimento com segurança, o Corban precisa organizar:

    • atendimento e distribuição de leads;
    • acompanhamento das propostas;
    • documentos dos clientes;
    • comissões e repasses;
    • emissão de notas fiscais;
    • metas da equipe;
    • fluxo financeiro;
    • resultados por produto.

    O crescimento comercial deve ser acompanhado por organização operacional, financeira e contábil.

    Leia também: 4 formas de vender mais como correspondente bancário

    Conclusão

    A redução da margem consignável do INSS para 40% já produz efeitos sobre aposentados, pensionistas e correspondentes bancários.

    Os contratos anteriores continuam válidos, mas muitos beneficiários podem ficar com margem negativa e sem capacidade para novas contratações.

    A MP nº 1.355/2026 ainda está em tramitação e, conforme o acompanhamento oficial, aguarda a instalação da comissão responsável por sua análise.

    Embora exista a possibilidade de a medida perder a validade, o retorno da margem para 45% não está confirmado.

    O momento exige acompanhamento das fontes oficiais, comunicação responsável com os clientes e preparação da operação para possíveis mudanças.

    A Corbanzaí oferece contabilidade especializada para correspondentes bancários que precisam organizar comissões, repasses, notas fiscais, impostos e resultados.

    Quer preparar seu Corban para as mudanças do mercado consignado? Fale com a Corbanzaí e organize sua operação com mais segurança e controle.

    Autor:

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: Margem consignável do INSS pode voltar a 45%?
  • 4 formas de vender mais como correspondente bancário

    4 formas de vender mais como correspondente bancário

    Publicado em: 22/07/2026

    Aplicar boas estratégias de vendas para correspondentes bancários pode ajudar o Corban a atrair mais clientes, melhorar o atendimento e aproveitar melhor as oportunidades comerciais.

    No entanto, vender produtos financeiros não depende apenas de divulgar taxas ou encaminhar propostas. O cliente precisa entender as condições, confiar no atendimento e perceber que a solução apresentada faz sentido para sua realidade.

    Por isso, o correspondente bancário precisa combinar relacionamento, organização comercial, produção de conteúdo e tecnologia.

    Neste artigo, você conhecerá quatro formas de vender mais e preparar o seu Corban para crescer com mais controle.

    1. Entenda a necessidade de cada cliente

    O primeiro passo para vender mais como correspondente bancário é compreender o que levou o cliente a procurar uma solução financeira.

    Antes de apresentar um produto, procure entender:

    • qual é a necessidade do cliente;
    • por que ele busca crédito naquele momento;
    • qual valor pretende contratar;
    • quanto consegue comprometer mensalmente;
    • quais são suas principais dúvidas;
    • qual prazo considera adequado.

    Essas informações ajudam o Corban a conduzir um atendimento mais relevante.

    Em vez de começar a conversa falando apenas sobre taxas, limites e condições, faça perguntas e escute com atenção.

    Evite atendimentos genéricos

    Cada cliente possui uma realidade financeira diferente.

    Uma mensagem padronizada pode ajudar no primeiro contato, mas não deve conduzir toda a negociação.

    Personalize a conversa de acordo com a situação apresentada. Explique as opções de maneira clara e evite pressionar o cliente a tomar uma decisão imediata.

    Mesmo quando a contratação não acontece naquele momento, um bom atendimento pode gerar confiança, recomendações e oportunidades futuras.

    Use uma linguagem simples

    Produtos financeiros podem envolver termos técnicos que nem todos os clientes conhecem.

    Por isso, explique com clareza:

    • como funciona a operação;
    • quais são os custos envolvidos;
    • quais documentos serão necessários;
    • quais são as etapas da análise;
    • quais condições dependem da instituição financeira;
    • como o cliente pode acompanhar a proposta.

    Quanto mais fácil for compreender o processo, maior será a segurança do cliente durante a negociação.

    2. Organize o processo comercial do Corban

    Uma das principais estratégias de vendas para correspondentes bancários é manter um processo comercial organizado.

    Sem um fluxo definido, contatos podem ser esquecidos, propostas podem ficar sem acompanhamento e documentos podem se perder.

    Uma operação comercial pode seguir estas etapas:

    1. entrada do contato;
    2. identificação da necessidade;
    3. registro das informações;
    4. apresentação das possibilidades;
    5. envio da relação de documentos;
    6. acompanhamento da proposta;
    7. retorno ao cliente;
    8. pós-atendimento.

    Definir essas etapas ajuda a equipe a saber o que deve acontecer em cada momento.

    Também permite identificar gargalos que prejudicam as vendas.

    Utilize um CRM

    Um sistema de CRM pode ajudar o correspondente bancário a acompanhar seus contatos e oportunidades.

    Entre as informações que podem ser registradas estão:

    • nome do cliente;
    • produto de interesse;
    • valor solicitado;
    • origem do contato;
    • etapa da negociação;
    • documentos pendentes;
    • data do último atendimento;
    • próximo contato programado;
    • motivo da não contratação.

    Com esses dados organizados, o Corban reduz o risco de perder oportunidades por falta de retorno.

    Acompanhe os contatos no momento certo

    Entrar em contato muitas vezes em um curto período pode incomodar o cliente. Por outro lado, deixar uma proposta sem acompanhamento pode fazer com que a oportunidade seja esquecida.

    Defina prazos para os retornos e registre cada interação.

    Por exemplo:

    • retorno após o envio de documentos;
    • confirmação do recebimento da proposta;
    • atualização sobre a etapa da análise;
    • contato após a conclusão do atendimento;
    • reativação de clientes que não avançaram.

    Esse acompanhamento deve ser útil e respeitoso, sem criar pressão desnecessária.

    3. Use conteúdo e prova social para gerar confiança

    O cliente pode ter dúvidas antes de contratar um produto financeiro.

    Criar conteúdos educativos ajuda o Corban a responder perguntas, demonstrar conhecimento e aumentar a confiança no atendimento.

    Os materiais podem abordar temas como:

    • documentos necessários;
    • etapas da contratação;
    • diferenças entre produtos financeiros;
    • cuidados antes de contratar crédito;
    • funcionamento da análise;
    • prazos do processo;
    • dúvidas frequentes dos clientes.

    Esses conteúdos podem ser publicados em diferentes formatos:

    • artigos no blog;
    • carrosséis nas redes sociais;
    • vídeos curtos;
    • página de perguntas frequentes;
    • materiais em PDF;
    • mensagens informativas no WhatsApp.

    Crie uma FAQ prática

    Uma FAQ reúne as perguntas mais comuns dos clientes em um único lugar.

    Ela pode explicar, por exemplo:

    • quais documentos devem ser enviados;
    • como funciona a análise da proposta;
    • quanto tempo o processo pode levar;
    • como acompanhar a solicitação;
    • quais informações precisam ser confirmadas;
    • quais são os canais oficiais do Corban.

    As respostas devem ser objetivas e fáceis de compreender.

    Evite textos excessivamente técnicos ou longos. Quando um termo financeiro for necessário, explique seu significado.

    Utilize materiais no momento adequado

    Não basta criar bons materiais. É preciso utilizá-los na etapa correta da negociação.

    Um vídeo introdutório pode ser útil no início do contato. Já uma lista de documentos deve ser enviada quando o cliente demonstrar interesse em avançar.

    Antes de compartilhar um conteúdo, avalie:

    • qual dúvida ele responde;
    • se faz sentido para aquele cliente;
    • se está atualizado;
    • se segue as orientações da instituição parceira;
    • se facilita a próxima etapa do atendimento.

    Evite enviar muitos arquivos ou mensagens de uma só vez.

    Transforme bons atendimentos em prova social

    Avaliações e depoimentos podem aumentar a credibilidade do Corban.

    A prova social pode aparecer por meio de:

    • avaliações no Google;
    • depoimentos em vídeo;
    • comentários autorizados;
    • mensagens de clientes;
    • indicações;
    • relatos sobre o atendimento;
    • estudos de caso.

    Esses conteúdos devem destacar aspectos reais da experiência, como clareza, atenção, organização e agilidade na comunicação.

    Nunca prometa aprovação garantida, liberação imediata ou resultados que dependam da análise da instituição financeira.

    Também é fundamental obter autorização antes de publicar nomes, imagens, áudios ou mensagens de clientes.

    4. Use tecnologia para ganhar produtividade

    A tecnologia pode ajudar o correspondente bancário a organizar o atendimento e economizar tempo em tarefas repetitivas.

    Algumas ferramentas úteis são:

    • CRM;
    • WhatsApp Business;
    • respostas rápidas;
    • agendas compartilhadas;
    • sistemas de gestão;
    • ferramentas de automação;
    • planilhas de acompanhamento;
    • inteligência artificial.

    O objetivo não é substituir o atendimento humano, mas tornar a rotina mais organizada.

    Aproveite os recursos do WhatsApp Business

    O WhatsApp Business pode ser usado para:

    • criar mensagens de saudação;
    • configurar respostas rápidas;
    • organizar contatos com etiquetas;
    • apresentar produtos em um catálogo;
    • informar horários de atendimento;
    • compartilhar materiais educativos.

    Esses recursos ajudam a reduzir o tempo gasto em tarefas repetitivas.

    Porém, respostas automáticas não devem substituir a análise de cada situação.

    Use a inteligência artificial como apoio

    A inteligência artificial pode apoiar diferentes atividades comerciais, como:

    • revisar mensagens;
    • melhorar textos;
    • criar roteiros de atendimento;
    • organizar ideias;
    • sugerir temas para conteúdo;
    • elaborar perguntas frequentes;
    • resumir materiais;
    • estruturar mensagens de acompanhamento;
    • preparar treinamentos internos.

    Por exemplo, o Corban pode utilizar uma ferramenta de IA para tornar uma explicação técnica mais simples e objetiva.

    Proteja as informações dos clientes

    O uso de tecnologia exige cuidado com dados pessoais e informações confidenciais.

    Não insira em ferramentas não autorizadas:

    • documentos pessoais;
    • dados bancários;
    • contratos;
    • senhas;
    • propostas;
    • informações internas;
    • dados sensíveis dos clientes.

    Todo conteúdo produzido por inteligência artificial também deve ser revisado.

    A ferramenta pode gerar informações incorretas, incompletas ou inadequadas ao contexto.

    Quais indicadores de vendas o Corban deve acompanhar?

    Além de colocar as estratégias em prática, o correspondente bancário precisa analisar os resultados.

    Alguns indicadores importantes são:

    • quantidade de novos contatos;
    • origem dos clientes;
    • número de propostas iniciadas;
    • número de propostas concluídas;
    • taxa de conversão;
    • tempo médio de atendimento;
    • valor médio das operações;
    • motivos de desistência;
    • quantidade de indicações;
    • produtos mais procurados.

    Esses dados ajudam a identificar quais canais e ações geram melhores resultados.

    Por exemplo, se muitos clientes entram em contato, mas poucos enviam os documentos, pode haver uma dificuldade na comunicação ou no processo de coleta das informações.

    Se a maioria dos clientes chega por indicação, o Corban pode investir mais em pós-atendimento e solicitação de avaliações.

    Vender mais também exige organização financeira

    O crescimento das vendas aumenta a movimentação da empresa.

    Mais contratos podem gerar mais comissões, repasses, notas fiscais, despesas e obrigações tributárias.

    Sem organização, o Corban pode enfrentar problemas como:

    • falta de controle das comissões;
    • divergências nos repasses;
    • atraso na emissão de notas fiscais;
    • mistura entre finanças pessoais e empresariais;
    • dificuldade para acompanhar impostos;
    • ausência de planejamento;
    • falta de dados para tomar decisões.

    Por isso, vender mais não deve ser analisado apenas pelo volume de propostas.

    O gestor também precisa saber quanto a empresa faturou, quais foram os custos e qual foi o resultado real da operação.

    Leia também: Margem consignável do INSS pode voltar a 45%?

    Como preparar o Corban para crescer

    O crescimento sustentável depende da integração entre três áreas.

    Área comercial

    Responsável pela atração, atendimento e acompanhamento dos clientes.

    Área operacional

    Responsável pelas propostas, documentos, processos e comunicação com as instituições parceiras.

    Área financeira e contábil

    Responsável pelo controle das receitas, comissões, repasses, notas fiscais, impostos, folha de pagamento e resultados.

    Quando essas áreas trabalham de forma organizada, o gestor consegue entender não apenas quanto o Corban vende, mas também quanto realmente ganha.

    Para consultar informações institucionais sobre a atividade, acesse as orientações do Banco Central sobre correspondentes.

    Conclusão

    As estratégias de vendas para correspondentes bancários envolvem entender o cliente, organizar o processo comercial, produzir conteúdos úteis e utilizar a tecnologia com responsabilidade.

    Essas ações podem melhorar o atendimento, aumentar a confiança do público e reduzir a perda de oportunidades.

    No entanto, o crescimento também precisa ser acompanhado por uma estrutura financeira, fiscal e contábil organizada.

    A Corbanzaí oferece contabilidade especializada para correspondentes bancários que desejam crescer com mais controle, segurança e visão dos resultados.

    Quer preparar seu Corban para crescer? Fale com a Corbanzaí e conheça uma contabilidade que entende a rotina dos correspondentes bancários.

    Continue lendo >>: 4 formas de vender mais como correspondente bancário
  • Como ser correspondente bancário em 4 fases

    Como ser correspondente bancário em 4 fases

    Saber como ser correspondente bancário é o primeiro passo para quem deseja atuar no mercado de crédito, representar instituições financeiras e construir uma empresa com potencial de crescimento.

    Mas começar nesse mercado exige mais do que vontade de vender crédito. É preciso entender a certificação, a formalização da empresa, o credenciamento com parceiros, a organização financeira e o posicionamento comercial.

    Neste artigo, você vai entender as principais fases para montar um correspondente bancário e quais cuidados ajudam a transformar a ideia em um negócio estruturado.

    O que é um correspondente bancário?

    O correspondente bancário é uma empresa ou profissional contratado por instituições financeiras para prestar atendimento a clientes e usuários em nome dessas instituições.

    Na prática, o correspondente pode atuar no encaminhamento de propostas, atendimento ao público, operações de crédito, recebimentos, pagamentos e outros serviços permitidos pela instituição contratante.

    De acordo com o Banco Central, empresas que atuam como correspondentes não precisam de autorização direta do BC para funcionar como correspondentes. Quem contrata e responde pela atuação do correspondente são os bancos e demais instituições autorizadas.

    Como ser correspondente bancário?

    Para entender como ser correspondente bancário, é importante visualizar a jornada em etapas.

    Embora cada negócio tenha seu próprio modelo, existem quatro fases principais que ajudam a organizar o caminho:

    • implementação;
    • ação;
    • estruturação do negócio;
    • posicionamento digital.

    Essas fases ajudam o futuro correspondente a sair da ideia inicial, formalizar a operação, buscar parceiros e criar estratégias para atrair clientes.

    1. Implementação: comece com organização

    A primeira fase é a implementação. É o momento de tirar a ideia do papel e preparar a base da operação.

    Nessa etapa, o objetivo é colocar a casa em ordem com rapidez, mas sem atropelar decisões importantes.

    Certificação de correspondente bancário

    Um dos primeiros pontos de atenção é a certificação.

    Quem deseja atuar com atendimento ligado a operações de crédito precisa observar as exigências de capacitação e certificação previstas nas normas do setor.

    A Resolução CMN nº 4.935/2021 trata da contratação de correspondentes no país pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central.

    Por isso, antes de iniciar a operação, é importante verificar qual certificação é exigida para o tipo de produto financeiro que você pretende trabalhar.

    Modelo de negócio

    Depois, é hora de definir o modelo de negócio.

    Você pretende atuar com crédito consignado, financiamento, crédito pessoal, produtos para empresas ou outra linha?

    Também é importante decidir se o atendimento será:

    • home office;
    • loja física;
    • escritório comercial;
    • operação digital;
    • modelo híbrido.

    Ferramentas como o Business Model Canvas podem ajudar a visualizar clientes, canais, parceiros, custos, receitas e proposta de valor em uma única página.

    Orçamento inicial

    Antes de alugar um imóvel, comprar móveis ou contratar sistemas, monte um orçamento.

    Esse planejamento deve incluir:

    • abertura da empresa;
    • aluguel ou estrutura home office;
    • internet e telefone;
    • móveis e equipamentos;
    • sistemas e ferramentas;
    • marketing inicial;
    • despesas contábeis;
    • capital de giro.

    Começar de forma enxuta pode ser mais seguro, especialmente enquanto o negócio ainda está validando sua capacidade de gerar clientes e receita.

    2. Ação: formalize e busque parceiros

    A segunda fase é a ação. Agora que a base inicial foi pensada, o correspondente precisa transformar o planejamento em operação.

    Formalização da empresa

    A formalização é uma das etapas mais importantes para quem pesquisa como ser correspondente bancário.

    Nesse momento, o apoio contábil faz diferença para definir o enquadramento correto da empresa, organizar o contrato social, escolher o CNAE adequado, analisar regime tributário e evitar erros que podem gerar problemas futuros.

    Para um correspondente bancário, a contabilidade não deve ser vista apenas como obrigação. Ela ajuda a estruturar o negócio desde o início.

    Registro de marca

    Outro ponto importante é o registro da marca.

    Muitos correspondentes começam com pressa de vender e deixam essa etapa para depois. Porém, à medida que a marca cresce, o nome passa a ter valor comercial.

    Registrar a marca no INPI pode proteger a identidade do negócio e evitar mudanças forçadas no futuro.

    Credenciamento com parceiros

    Sem parceiros financeiros, o correspondente não tem produtos para oferecer.

    Por isso, essa etapa envolve buscar bancos, financeiras, fintechs ou promotoras de crédito que aceitem o credenciamento conforme o perfil da operação.

    Após o credenciamento, o correspondente pode ter acesso a:

    • tabelas de comissão;
    • sistemas de propostas;
    • treinamento operacional;
    • políticas comerciais;
    • suporte de atendimento;
    • materiais de apoio;
    • regras de formalização.

    Essa fase marca o início real da atuação comercial.

    3. Negócio: valide processos e conquiste clientes

    Depois de formalizar a empresa e buscar parceiros, o correspondente entra na fase de validação do negócio.

    Aqui, o desafio deixa de ser apenas montar a estrutura. O foco passa a ser vender, atender bem e criar processos consistentes.

    Estratégias de prospecção

    Muitos correspondentes começam com prospecção ativa por telefone, listas de contatos e indicações.

    Essas estratégias podem funcionar, mas precisam ser usadas com cuidado, planejamento e respeito às regras de comunicação com clientes.

    Além disso, depender apenas de métodos tradicionais pode limitar o crescimento da operação.

    Processos internos

    Para crescer com segurança, o correspondente precisa organizar seus processos.

    Isso inclui:

    • atendimento ao cliente;
    • coleta de documentos;
    • envio de propostas;
    • acompanhamento de contratos;
    • controle de comissões;
    • conciliação de recebimentos;
    • fluxo de caixa;
    • emissão de notas fiscais;
    • obrigações contábeis e fiscais.

    Quanto mais cedo esses processos forem estruturados, menor será o risco de desorganização quando a produção aumentar.

    4. Posicionamento digital: prepare-se para escalar

    A quarta fase é o posicionamento digital.

    Quem quer entender como ser correspondente bancário hoje precisa considerar que o comportamento do consumidor mudou.

    Muitas pessoas pesquisam crédito, financiamento e soluções financeiras pela internet antes de falar com uma empresa.

    Por isso, construir presença digital pode ajudar o correspondente a atrair clientes de forma mais previsível.

    Correspondente bancário digital

    O correspondente bancário digital usa canais online para gerar autoridade, atrair oportunidades e melhorar o relacionamento com clientes.

    Isso pode envolver:

    • site institucional;
    • página no Google;
    • conteúdo para blog;
    • redes sociais;
    • anúncios;
    • WhatsApp comercial;
    • CRM;
    • automação de atendimento;
    • acompanhamento de métricas.

    O objetivo não é abandonar o atendimento humano, mas usar a internet para aumentar alcance, organizar contatos e melhorar a conversão.

    Autoridade e confiança

    No mercado de crédito, confiança é essencial.

    Um bom posicionamento digital ajuda a mostrar que a empresa é séria, organizada e preparada para orientar o cliente.

    Conteúdos educativos, depoimentos, presença local e comunicação clara podem diferenciar o correspondente em um mercado competitivo.

    Onde entra a contabilidade para correspondente bancário?

    A contabilidade especializada é importante em várias fases da jornada.

    Desde a abertura da empresa até o acompanhamento financeiro, o contador pode ajudar o correspondente bancário a operar com mais segurança.

    Entre os principais pontos estão:

    • abertura e regularização da empresa;
    • escolha do regime tributário;
    • definição de CNAE;
    • emissão de notas fiscais;
    • apuração de impostos;
    • organização de receitas e comissões;
    • controle financeiro;
    • planejamento para crescimento;
    • apoio na conformidade da operação.

    Por isso, ao buscar como ser correspondente bancário, também é importante pensar em como estruturar a empresa corretamente desde o início.

    Leia o nosso artigo sobre Diferença entre corban e fintech: entenda

    Para saber mais, acesse o FAQ do Banco Central sobre correspondentes bancários

    Conclusão

    Entender como ser correspondente bancário envolve mais do que conseguir uma certificação ou fechar parceria com bancos e promotoras.

    É preciso estruturar a empresa, organizar processos, cuidar da formalização, planejar o financeiro e construir uma presença comercial capaz de gerar clientes.

    Com uma base bem feita, o correspondente bancário pode crescer com mais segurança e profissionalismo.

    A Corbanzaí é uma contabilidade especializada em correspondente bancário e ajuda empresas do setor a organizarem sua operação desde a abertura até a rotina contábil, fiscal e financeira.

    Quer abrir ou estruturar sua empresa de correspondente bancário? Fale com a Corbanzaí e veja como uma contabilidade especializada pode ajudar você a começar do jeito certo.

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    Autor

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

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