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  • O que é CCB e como usar no crédito

    O que é CCB e como usar no crédito

    A CCB, ou Cédula de Crédito Bancário, é um dos principais instrumentos utilizados para formalizar operações de crédito no Brasil. Para quem atua como correspondente bancário, entender o que é CCB e como ela funciona ajuda a compreender melhor a estrutura das operações, a documentação e os cuidados envolvidos na contratação.

    Na prática, a CCB registra uma promessa de pagamento vinculada a uma operação de crédito. Ela pode ser utilizada em diferentes modalidades e também pode prever garantias, juros, encargos, prazos e condições de pagamento.

    Para o correspondente bancário, esse conhecimento é importante não apenas para entender o produto financeiro, mas também para organizar processos, orientar corretamente o cliente e manter uma operação mais segura.

    O que é CCB?

    Para entender o que é CCB, é importante começar pela definição legal.

    A Cédula de Crédito Bancário é um título de crédito emitido por pessoa física ou jurídica em favor de uma instituição financeira ou entidade equiparada. Ela representa uma promessa de pagamento em dinheiro decorrente de uma operação de crédito. Essa definição está prevista no artigo 26 da Lei nº 10.931/2004.

    Em outras palavras, quando uma pessoa ou empresa contrata crédito, a CCB pode ser usada para formalizar aquela obrigação financeira.

    Ela pode estar relacionada a diferentes modalidades, dependendo da operação estruturada pela instituição financeira.

    Como a CCB funciona em uma operação de crédito?

    A CCB funciona como o documento que formaliza as condições da operação.

    Nela podem constar informações como:

    • valor do crédito;
    • prazo de pagamento;
    • taxa de juros;
    • encargos;
    • datas de vencimento;
    • garantias;
    • situações de inadimplência;
    • condições para vencimento antecipado.

    A legislação permite que esses elementos sejam pactuados na própria CCB. Além disso, a Lei nº 10.931/2004 estabelece que ela é um título executivo extrajudicial, o que significa que representa uma dívida certa, líquida e exigível nos termos previstos na legislação.

    Essa característica dá maior segurança jurídica à operação de crédito.

    Como usar a CCB no crédito?

    Entender o que é CCB também exige compreender como ela aparece na prática.

    Em uma operação de crédito, o fluxo costuma envolver a análise do cliente, a aprovação das condições e a formalização do contrato ou título.

    A CCB entra justamente nessa etapa de formalização.

    Exemplo prático

    Imagine que uma empresa solicite R$ 100 mil de capital de giro em uma instituição financeira.

    Depois da análise de crédito, são definidas as condições da operação, como:

    • valor liberado;
    • prazo;
    • taxa de juros;
    • parcelas;
    • garantias;
    • eventuais encargos.

    Essas condições podem ser formalizadas por meio de uma Cédula de Crédito Bancário.

    A empresa emitente assume a obrigação de pagamento e a instituição financeira passa a ter um título que representa aquele crédito.

    Qual é a importância da CCB para o correspondente bancário?

    Para o correspondente bancário, a CCB faz parte do conhecimento necessário sobre o fluxo de crédito.

    Isso não significa que o correspondente seja responsável por elaborar juridicamente o documento. A emissão e a estrutura da operação dependem da instituição financeira e das regras aplicáveis.

    Mesmo assim, entender a CCB ajuda o correspondente a identificar melhor:

    • em qual etapa a operação está;
    • quais documentos precisam ser conferidos;
    • quais condições precisam ser explicadas ao cliente;
    • como garantias e encargos aparecem na operação;
    • quais informações devem estar alinhadas antes da assinatura.

    Esse conhecimento também reduz falhas operacionais.

    Quando a equipe entende o documento que está sendo formalizado, diminui o risco de erros no cadastro, na conferência ou na comunicação com o cliente.

    Quais informações uma CCB deve conter?

    A Lei nº 10.931/2004 estabelece requisitos essenciais para a Cédula de Crédito Bancário.

    Entre eles estão a denominação “Cédula de Crédito Bancário”, a promessa de pagamento, a identificação da instituição credora, a data e o local de emissão, as condições de pagamento e a assinatura do emitente.

    Em operações parceladas, também podem constar as datas e valores das prestações ou os critérios utilizados para determiná-los.

    Por isso, antes da formalização, é importante que todos os dados estejam coerentes com a proposta aprovada.

    A CCB pode ter garantia?

    Sim.

    A CCB pode ser emitida com ou sem garantia. A própria Lei nº 10.931/2004 prevê a possibilidade de garantia real ou fidejussória.

    Garantias reais

    São garantias vinculadas a determinados bens ou direitos.

    Dependendo da operação, podem envolver mecanismos como:

    • alienação fiduciária;
    • penhor;
    • cessão de determinados direitos.

    Garantias pessoais

    Também podem existir garantias pessoais, como aval ou outras formas de garantia assumidas por terceiros, conforme a estrutura jurídica da operação.

    A garantia utilizada depende do produto de crédito, da instituição financeira e da análise de risco.

    CCB pode ser digital?

    Sim.

    A legislação permite a emissão da CCB sob forma escritural. Nesse modelo, o título pode ser constituído e controlado eletronicamente em sistema de escrituração. A lei também prevê a emissão eletrônica de certidão de inteiro teor, observados requisitos de segurança relacionados à autenticidade e à integridade do documento.

    Na prática, a digitalização facilita a formalização e reduz a dependência de documentos físicos.

    Para correspondentes bancários, isso reforça a importância de processos digitais bem organizados, incluindo identificação, conferência de informações e armazenamento adequado dos documentos relacionados à operação.

    Qual a diferença entre CCB e contrato de empréstimo?

    A CCB é mais do que um nome diferente para um contrato comum.

    A legislação atribui à CCB natureza jurídica própria e a classifica expressamente como título de crédito e título executivo extrajudicial.

    Em uma operação financeira, outros documentos podem existir além da CCB.

    Por isso, o correspondente bancário deve observar o fluxo definido pela instituição contratante e não presumir que todas as operações utilizam exatamente a mesma documentação.

    CCB e análise de crédito são a mesma coisa?

    Não.

    A análise de crédito ocorre antes da formalização da operação.

    Nessa etapa, a instituição avalia fatores como capacidade de pagamento, histórico financeiro, risco e demais critérios internos.

    O Banco Central explica que o Sistema de Informações de Créditos, o SCR, reúne dados de operações de crédito e auxilia instituições na avaliação e gestão do risco, observadas as regras aplicáveis ao acesso às informações.

    A CCB aparece posteriormente como instrumento de formalização da obrigação aprovada.

    Portanto:

    análise de crédito avalia o risco;

    CCB formaliza a operação.

    Por que o correspondente precisa entender a CCB?

    O correspondente bancário ocupa uma posição importante entre a instituição financeira e o cliente.

    Quando a equipe conhece o que é CCB, fica mais preparada para entender o fluxo completo da operação.

    Esse conhecimento ajuda em pontos como:

    • organização documental;
    • conferência de dados;
    • comunicação com o cliente;
    • entendimento das condições aprovadas;
    • prevenção de inconsistências;
    • padronização dos processos internos.

    Além disso, uma operação bem organizada facilita o controle contábil e administrativo da própria empresa correspondente.

    CCB também pode impactar os controles internos do Corban

    Para uma empresa de correspondente bancário, não basta conhecer apenas a parte comercial da operação.

    O crescimento da carteira normalmente aumenta também a complexidade administrativa.

    É importante separar corretamente:

    • comissões recebidas;
    • repasses;
    • despesas comerciais;
    • valores de terceiros;
    • receitas da própria empresa;
    • documentos relacionados às operações intermediadas.

    A CCB faz parte do contexto operacional do crédito, enquanto a contabilidade precisa refletir corretamente a atividade econômica do correspondente.

    Essa separação evita que documentos da operação de crédito sejam confundidos com documentos financeiros da própria empresa.

    Link interno sugerido: inserir um link para um conteúdo da Corbanzaí sobre contabilidade para correspondente bancário ou como organizar a contabilidade de um Corban.

    Cuidados do correspondente ao lidar com operações com CCB

    O correspondente deve seguir os procedimentos e limites definidos pela instituição financeira contratante.

    Também é recomendável manter atenção especial à conferência dos dados antes da formalização.

    Erros em CPF ou CNPJ, valores, informações cadastrais, garantias ou condições da operação podem gerar retrabalho e atrasar a liberação.

    Outro cuidado é evitar apresentar ao cliente interpretações jurídicas que não fazem parte da atividade do correspondente.

    Quando houver dúvidas sobre cláusulas, garantias ou efeitos legais, a orientação deve partir da instituição responsável ou de profissional habilitado.

    Para consultar informações oficiais sobre instituições autorizadas ou supervisionadas, o Banco Central mantém uma ferramenta pública de consulta.

    CCB é parte importante da operação de crédito

    Entender o que é CCB ajuda o correspondente bancário a enxergar com mais clareza como uma operação de crédito sai da análise e chega à formalização.

    A Cédula de Crédito Bancário registra a obrigação financeira e pode reunir informações sobre valores, prazos, juros, garantias e demais condições da operação.

    Para o Corban, conhecer esse instrumento melhora a organização dos processos e reduz falhas na comunicação e na documentação.

    Mas o controle não termina quando o crédito é liberado.

    À medida que a operação do correspondente cresce, também aumenta a necessidade de manter uma contabilidade preparada para as particularidades do setor.

    A Corbanzaí é especializada em contabilidade para correspondentes bancários e pode ajudar sua empresa a organizar a operação, a gestão financeira e as obrigações contábeis com mais segurança. Entre em contato com a equipe e conheça nossas soluções para Corbans.

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  • O que é taxa de juros? Guia completo e impactos no seu negócio

    O que é taxa de juros? Guia completo e impactos no seu negócio

    Entender o que é taxa de juros é essencial para qualquer empresa que contrata crédito, financia equipamentos, parcela compras, antecipa recebíveis ou mantém recursos aplicados.

    A taxa de juros determina quanto custa utilizar dinheiro de terceiros ao longo do tempo e também influencia quanto um investimento pode render. No ambiente empresarial, ela afeta diretamente o fluxo de caixa, a margem de lucro, o endividamento e a capacidade de investir.

    Por isso, conhecer seu funcionamento ajuda a comparar propostas, calcular custos e tomar decisões financeiras mais seguras.

    Neste guia completo, você vai entender o que é taxa de juros, como ela funciona, quais são os principais tipos e como os juros podem impactar o seu negócio.

    O que é taxa de juros?

    A taxa de juros é um percentual aplicado sobre determinado valor durante um período.

    Ela pode representar duas situações diferentes:

    • custo, quando a empresa toma dinheiro emprestado;
    • remuneração, quando a empresa ou investidor aplica recursos.

    Em um empréstimo, por exemplo, a empresa recebe um valor e devolve uma quantia maior ao longo do tempo. Essa diferença representa os juros cobrados pelo uso daquele capital.

    No ambiente empresarial, juros estão presentes em operações como empréstimos, financiamento de equipamentos e parcelamentos com fornecedores.

    Qual é a diferença entre juros e taxa de juros?

    Os dois conceitos estão relacionados, mas não são iguais.

    Taxa de juros é o percentual aplicado sobre uma operação.

    Juros são o valor em dinheiro resultante da aplicação dessa taxa.

    Por exemplo:

    Uma empresa contrata um empréstimo de R$ 100.000, com taxa de 10% ao ano.

    A taxa é 10%.

    Se considerarmos um cálculo simples para um ano, os juros correspondem a R$ 10.000.

    Entender essa diferença ajuda a interpretar contratos e propostas de crédito com mais clareza.

    Como funciona a taxa de juros?

    Uma forma simples de compreender os juros é pensar neles como o preço pago pelo uso do dinheiro.

    Quem empresta recursos fica temporariamente sem aquele capital e assume o risco de não recebê-lo de volta.

    Por isso, cobra uma remuneração.

    Imagine que uma empresa tome R$ 10 mil emprestados, com juros simples de 15% ao ano, pelo período de um ano.

    Ao fim do período:

    Capital: R$ 10.000
    Juros: R$ 1.500
    Total a pagar: R$ 11.500

    Quanto maior a taxa ou o prazo, maior tende a ser o custo final da operação.

    Por que os bancos cobram juros?

    A cobrança de juros faz parte do funcionamento do sistema de crédito.

    As instituições financeiras precisam considerar fatores como:

    • custo para captar recursos;
    • risco de inadimplência;
    • prazo da operação;
    • despesas operacionais;
    • expectativa de retorno.

    Por isso, toda decisão de utilizar capital de terceiros deve considerar o custo do dinheiro ao longo do tempo.

    O que faz a taxa de juros subir ou cair?

    A taxa oferecida para uma empresa não depende de um único fator.

    Existem elementos ligados à própria empresa e outros relacionados ao ambiente econômico.

    Risco de crédito

    Quanto maior a percepção de risco de inadimplência, maior tende a ser a taxa cobrada.

    Instituições podem analisar:

    • histórico de pagamentos;
    • nível de endividamento;
    • capacidade de geração de caixa;
    • relacionamento financeiro;
    • garantias disponíveis.

    Empresas com fluxo de caixa estável podem transmitir maior segurança e conseguir melhores condições.

    Taxa Selic

    A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e funciona como referência para diversas operações financeiras.

    Quando a Selic sobe, o custo do dinheiro tende a aumentar.

    Com isso, empréstimos e financiamentos também podem ficar mais caros.

    Inflação

    Quando a inflação aumenta, as instituições podem ajustar suas taxas para compensar a perda do poder de compra do dinheiro.

    Oferta e demanda por crédito

    Se muitas empresas buscam crédito ao mesmo tempo e a disponibilidade de recursos é menor, as condições podem ficar mais caras.

    Cenário econômico

    Períodos de maior incerteza podem aumentar a percepção de risco e influenciar as taxas cobradas.

    Como a taxa de juros impacta uma empresa?

    O impacto vai muito além de um empréstimo.

    Os juros podem afetar diretamente a estrutura financeira do negócio.

    Fluxo de caixa

    Parcelas de empréstimos e financiamentos comprometem recursos futuros.

    Quanto maior o custo financeiro, maior a parcela do caixa que precisará ser destinada ao pagamento de dívidas.

    Margem de lucro

    Despesas financeiras reduzem o resultado da empresa.

    Se o custo do crédito aumenta e a empresa não consegue compensá-lo com maior produtividade ou receita, a margem pode ser pressionada.

    Capacidade de investimento

    Juros elevados tornam alguns projetos menos atrativos.

    Uma expansão que faria sentido com financiamento a 10% ao ano pode não ser viável se o custo subir significativamente.

    Formação de preços

    Dependendo da operação, o custo financeiro pode acabar incorporado ao preço dos produtos ou serviços.

    Competitividade

    Empresas com acesso a crédito mais barato podem financiar crescimento, estoque ou equipamentos com menor impacto sobre suas margens.

    Por isso, o custo financeiro também pode se transformar em vantagem competitiva.

    Principais tipos de taxa de juros

    Conhecer os diferentes tipos ajuda a interpretar melhor as operações financeiras.

    Juros simples

    Nos juros simples, a taxa incide apenas sobre o capital inicial.

    A fórmula é:

    J = C × i × t

    Onde:

    • J = juros;
    • C = capital;
    • i = taxa;
    • t = tempo.

    Exemplo de juros simples

    Uma empresa contrata R$ 18.000, a uma taxa de 2,8% ao mês, durante sete meses.

    O cálculo será:

    J = 18.000 × 0,028 × 7

    J = R$ 3.528

    Logo:

    Valor contratado: R$ 18.000
    Juros: R$ 3.528
    Total: R$ 21.528

    Esse é o exemplo apresentado no material-base utilizado para este conteúdo.

    O que são juros compostos?

    Nos juros compostos, os juros acumulados passam a integrar a base de cálculo dos períodos seguintes.

    É o chamado efeito de juros sobre juros.

    A fórmula é:

    M = C × (1 + i)ⁿ

    Em que:

    • M = montante;
    • C = capital inicial;
    • i = taxa;
    • n = número de períodos.

    Esse modelo aparece com frequência em financiamentos e investimentos.

    Juros simples ou compostos: qual pesa mais?

    Em prazos curtos, a diferença pode parecer pequena.

    Mas, em contratos longos, os juros compostos podem aumentar significativamente o valor final da operação.

    Por isso, prazo e taxa devem ser avaliados em conjunto.

    Taxa nominal e taxa real

    Outra distinção importante é entre taxa nominal e taxa real.

    A taxa nominal representa o percentual informado na operação sem descontar a inflação.

    Já a taxa real procura mostrar o ganho ou custo efetivo depois de considerar a inflação.

    Isso é especialmente importante em análises de longo prazo.

    O que são juros de mora?

    Os juros de mora aparecem quando existe atraso no pagamento.

    Podem incidir sobre:

    • empréstimos;
    • financiamentos;
    • contratos;
    • boletos;
    • tributos.

    Quanto maior o atraso, maior tende a ser o valor adicional devido.

    O que são juros rotativos?

    Os juros rotativos são comuns em produtos como cartão de crédito e cheque especial.

    Normalmente possuem custos elevados e podem comprometer rapidamente o caixa de uma empresa quando usados de forma recorrente.

    Como a Selic impacta os juros das empresas?

    A Selic influencia o custo do dinheiro em toda a economia.

    Quando ela aumenta, instituições financeiras costumam enfrentar custos maiores para captar recursos.

    Parte desse aumento pode ser repassada para empréstimos e financiamentos.

    Isso pode resultar em:

    • crédito empresarial mais caro;
    • parcelas maiores;
    • menor incentivo à expansão;
    • redução de investimentos;
    • maior custo de capital de giro.

    Quando a Selic cai, o crédito pode se tornar mais acessível, embora a taxa final continue dependendo do perfil de risco da empresa.

    Taxa de juros e CET são a mesma coisa?

    Não.

    Esse é um dos erros mais importantes a evitar na contratação de crédito.

    A taxa mostra o percentual de juros.

    Já o Custo Efetivo Total (CET) considera também outros encargos da operação.

    Pode incluir:

    • juros;
    • tarifas;
    • impostos;
    • seguros;
    • despesas obrigatórias.

    Por isso, uma proposta com taxa aparentemente menor pode acabar sendo mais cara.

    O CET oferece uma visão mais completa do custo total da operação.

    Como comparar propostas de crédito?

    Imagine duas opções:

    Proposta A

    Taxa de juros: 1,8% ao mês
    CET: 2,5% ao mês

    Proposta B

    Taxa de juros: 2% ao mês
    CET: 2,2% ao mês

    Se você analisar somente a taxa, a proposta A parece melhor.

    Mas, considerando todos os encargos, a proposta B apresenta CET menor.

    Por isso, antes de contratar, compare sempre:

    • taxa;
    • CET;
    • prazo;
    • valor das parcelas;
    • valor total pago;
    • garantias;
    • condições de amortização.

    Quando tomar crédito pode fazer sentido?

    Crédito não é necessariamente ruim.

    Ele pode ser estratégico quando o recurso financiado gera retorno superior ao custo da dívida.

    Uma empresa pode utilizar crédito para:

    • adquirir máquinas;
    • ampliar capacidade produtiva;
    • reforçar capital de giro;
    • aumentar estoque;
    • expandir unidades;
    • financiar novos projetos.

    A questão principal é comparar:

    retorno esperado do investimento x custo efetivo do dinheiro.

    Como os juros afetam o capital de giro?

    Capital de giro financiado com juros elevados merece atenção especial.

    Quando uma empresa utiliza crédito caro para cobrir problemas recorrentes de caixa, pode entrar em um ciclo difícil:

    falta de caixa → contratação de crédito → despesas financeiras maiores → nova falta de caixa.

    Por isso, acompanhar o fluxo financeiro e simular os impactos antes de contratar novos compromissos é essencial.

    Como reduzir o impacto dos juros no negócio?

    Algumas práticas ajudam a controlar os custos financeiros:

    • compare diferentes instituições;
    • analise o CET;
    • negocie taxas e prazos;
    • preserve um bom histórico de pagamento;
    • monitore o endividamento;
    • projete o fluxo de caixa;
    • evite linhas emergenciais recorrentes;
    • avalie antecipações ou amortizações quando fizer sentido;
    • simule diferentes cenários antes da contratação.

    Boa gestão financeira também fortalece a capacidade de negociação da empresa.

    Tudo sobre taxa de juros: o que analisar antes de contratar crédito?

    Antes de fechar qualquer operação, responda:

    1. Qual é a taxa de juros?
    2. Ela é mensal ou anual?
    3. Os juros são simples ou compostos?
    4. Qual é o CET?
    5. Quanto será pago ao final?
    6. Qual parcela do caixa será comprometida?
    7. O prazo faz sentido?
    8. Existem garantias?
    9. O investimento financiado terá retorno suficiente?
    10. Há uma alternativa mais barata?

    Essa análise ajuda a transformar a contratação de crédito em uma decisão estratégica, e não apenas em uma solução de curto prazo.

    Entenda a taxa de juros antes de decidir

    Saber o que é taxa de juros ajuda a empresa a entender o verdadeiro custo do dinheiro.

    Os juros influenciam empréstimos, financiamentos, investimentos, capital de giro, margens e decisões de crescimento.

    Por isso, uma boa gestão não deve olhar somente para o tamanho da parcela.

    É necessário analisar o custo total da operação, o prazo, os riscos e o retorno esperado.

    Quanto maior o domínio sobre esses fatores, maior a capacidade da empresa de utilizar crédito de maneira estratégica.

    A Corbanzaí acompanha os principais temas que impactam o mercado de crédito e a rotina dos correspondentes bancários. Continue acompanhando nossos conteúdos para entender melhor as mudanças do setor e tomar decisões mais seguras no seu corban.

    Leia também o nosso conteúdo sobre IN nº 213/2026 muda regras do crédito consignado: veja 5 pontos de atenção para correspondentes bancários

    Continue lendo >>: O que é taxa de juros? Guia completo e impactos no seu negócio
  • IN nº 213/2026 muda regras do crédito consignado: veja 5 pontos de atenção para correspondentes bancários

    IN nº 213/2026 muda regras do crédito consignado: veja 5 pontos de atenção para correspondentes bancários

    A Instrução Normativa PRES/INSS nº 213, de 17 de agosto de 2026, trouxe novas regras para operações de crédito consignado vinculadas a benefícios pagos pelo INSS.

    A norma altera a Instrução Normativa nº 138/2022 e passa a exigir mais atenção de instituições consignatárias e correspondentes bancários em pontos como portabilidade, autorização do beneficiário, envio de documentos, transmissão de dados e cumprimento de obrigações operacionais.

    Para quem atua como correspondente bancário, a mudança reforça a necessidade de revisar processos internos e garantir que os procedimentos estejam alinhados às novas exigências.

    1. Portabilidade passa a exigir autorização específica

    Um dos pontos destacados pela nova norma envolve as operações de portabilidade de crédito consignado.

    A autorização deverá ser realizada pelo beneficiário por meio do Meu INSS, com formalização por Termo de Autorização de Portabilidade.

    Após essa autorização, a instituição consignatária proponente terá até 20 dias para confirmar a operação. Caso isso não aconteça dentro do prazo, a portabilidade será cancelada.

    Para os correspondentes, isso significa maior atenção ao acompanhamento da proposta e aos prazos envolvidos em cada etapa.

    2. E quando o beneficiário não tiver biometria?

    A IN nº 213/2026 também trouxe uma alternativa para beneficiários que não possuem biometria facial disponível nas bases governamentais.

    Nesses casos, a autorização da operação poderá ser realizada por meio de validação de dados bancários para acesso ao Meu INSS, mantendo a exigência de manifestação expressa do beneficiário.

    Na prática, a mudança amplia as possibilidades de validação, mas também exige cuidado com a correta identificação do cliente e com os procedimentos utilizados na contratação.

    Para o correspondente bancário, esse ponto reforça a importância de conhecer exatamente quais meios de autenticação são permitidos e quais documentos precisam ser mantidos.

    3. Envio de documentos ganha ainda mais importância

    A norma também reforça as obrigações relacionadas ao envio de documentos e informações das operações.

    Entre os documentos mencionados pelo INSS estão:

    • contrato;
    • documento oficial de identificação com foto;
    • CPF;
    • autorização para desconto no benefício;
    • comprovações relacionadas à operação.

    O não envio das informações exigidas pode levar à interrupção dos descontos e retenção dos repasses até que a situação seja regularizada.

    Esse é um ponto especialmente relevante para correspondentes que participam diretamente da coleta, conferência e encaminhamento de documentos.

    Falhas aparentemente simples no processo documental podem gerar impactos operacionais relevantes para a instituição responsável pela operação.

    4. Dados da operação devem ser enviados em até 7 dias úteis

    Outro ponto importante diz respeito ao prazo para envio das informações relacionadas ao depósito dos valores da operação.

    Segundo o INSS, os comprovantes e dados exigidos devem ser encaminhados em até sete dias úteis após a contratação.

    Esse prazo exige organização operacional.

    Para os correspondentes bancários, pode ser necessário revisar fluxos internos relacionados a:

    • digitalização e armazenamento de documentos;
    • conferência das informações;
    • integração com sistemas;
    • acompanhamento das propostas;
    • comunicação com a instituição consignatária.

    Quanto maior o volume de operações, maior a importância de ter processos padronizados.

    5. Descumprimentos podem resultar em suspensão de novas averbações

    A regulamentação também prevê penalidades em caso de descumprimento das obrigações relacionadas às operações de crédito consignado.

    A própria IN nº 138, alterada pela nova norma, prevê sanções que podem incluir advertências e suspensão de novas averbações, dependendo da irregularidade identificada.

    O post da ANEC destaca que determinadas obrigações previstas na regulamentação podem resultar em suspensão temporária de novas averbações quando não forem cumpridas.

    Entre os pontos que exigem atenção estão procedimentos de atendimento ao beneficiário, conservação e envio de documentos, dados das operações, exclusão de contratos e devolução de valores eventualmente descontados de forma indevida.

    O que muda na rotina dos correspondentes bancários?

    Mais do que alterar uma etapa específica da contratação, a IN nº 213/2026 reforça uma tendência de maior controle sobre toda a jornada do crédito consignado.

    O correspondente bancário passa a precisar de ainda mais atenção em três frentes principais:

    Documentação: garantir que contratos, autorizações e demais registros estejam completos e corretamente armazenados.

    Prazos: acompanhar datas de confirmação, transmissão de dados e demais obrigações relacionadas às operações.

    Procedimentos: assegurar que a equipe conheça as novas regras e siga um fluxo padronizado de atendimento e formalização.

    Organização interna passa a ser ainda mais importante

    Em operações de grande volume, depender apenas de controles manuais pode aumentar o risco de perda de prazo ou envio incompleto de informações.

    Por isso, os correspondentes podem precisar revisar:

    • checklists de contratação;
    • procedimentos de portabilidade;
    • controles de documentos;
    • treinamentos da equipe;
    • responsabilidades de cada colaborador;
    • sistemas utilizados para acompanhamento das propostas.

    A regulamentação exige não apenas conhecimento técnico, mas também capacidade operacional para comprovar que os procedimentos foram cumpridos.

    Compliance não é responsabilidade apenas da instituição financeira

    Embora muitas obrigações formais estejam direcionadas às instituições consignatárias, parte relevante da operação passa pelo correspondente bancário.

    É o correspondente que frequentemente realiza o atendimento inicial, coleta documentos, auxilia na formalização e acompanha o cliente ao longo da contratação.

    Por isso, falhas nessa etapa podem repercutir em toda a operação.

    A atenção às regras deixa de ser apenas uma questão jurídica e passa a fazer parte da própria gestão do correspondente.

    O que fazer agora?

    Para os correspondentes bancários que atuam com crédito consignado do INSS, o momento é de revisar processos.

    Vale verificar se a operação está preparada para:

    • cumprir os novos prazos;
    • armazenar corretamente as autorizações;
    • identificar clientes sem biometria;
    • acompanhar portabilidades;
    • encaminhar documentos dentro do período exigido;
    • registrar evidências dos procedimentos realizados.

    A adaptação antecipada reduz o risco de erros e ajuda a tornar a operação mais segura.

    IN nº 213/2026 reforça necessidade de profissionalização

    A nova norma mostra que o mercado de crédito consignado está cada vez mais orientado por controle, rastreabilidade e segurança operacional.

    Para os correspondentes bancários, isso significa que vender crédito continua sendo importante, mas operar corretamente passa a ser igualmente decisivo.

    Empresas que estruturam processos, mantêm documentação organizada e acompanham as mudanças regulatórias tendem a reduzir riscos e operar com mais previsibilidade.

    A Corbanzaí acompanha as principais mudanças regulatórias que impactam os correspondentes bancários, trazendo conteúdos sobre crédito consignado, gestão, compliance e organização da operação. Continue acompanhando nossos conteúdos para entender o que muda e como preparar o seu correspondente.

    Autor

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: IN nº 213/2026 muda regras do crédito consignado: veja 5 pontos de atenção para correspondentes bancários
  • Presença capta R$ 300 milhões via FIDC e projeta R$ 1 bilhão em crédito

    Presença capta R$ 300 milhões via FIDC e projeta R$ 1 bilhão em crédito

    A fintech paulista Presença concluiu uma captação de R$ 300 milhões por meio da emissão de cotas em Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC).

    Os recursos serão destinados ao financiamento de operações de crédito, com foco no consignado privado e também em públicos atendidos pela empresa, como beneficiários do INSS, FGTS, SIAPE e convênios públicos.

    Com a nova estrutura de funding, a companhia projeta alcançar R$ 1 bilhão em desembolsos até o próximo ano.

    A estratégia também envolve investimentos em tecnologia e inteligência artificial para aumentar a eficiência operacional e fortalecer a atuação de correspondentes bancários e promotoras parceiras.

    FIDC amplia capacidade de funding da operação

    Os FIDCs são estruturas amplamente utilizadas no mercado de crédito para transformar direitos creditórios em ativos de investimento.

    Na prática, esse tipo de fundo pode funcionar como uma importante fonte de recursos para empresas que originam ou financiam operações de crédito.

    No caso da Presença, a captação de R$ 300 milhões amplia a capacidade da fintech de financiar novas operações e sustentar o crescimento da carteira.

    O movimento reforça a importância do funding estruturado em um mercado que exige cada vez mais escala, eficiência e controle de risco.

    Consignado privado está entre os focos da expansão

    Uma das principais frentes da empresa é o consignado privado, modalidade que ganhou espaço com a ampliação da digitalização das operações de crédito.

    A Presença avalia que o produto possui potencial relevante de crescimento, especialmente por combinar facilidade operacional, jornada digital e maior integração tecnológica.

    Além do consignado privado, a empresa também atua em produtos destinados a beneficiários do INSS, operações relacionadas ao FGTS, servidores atendidos pelo SIAPE e convênios públicos.

    A diversificação ajuda a ampliar a atuação da fintech em diferentes frentes do mercado de crédito consignado.

    Tecnologia e inteligência artificial entram na estratégia

    A expansão não está baseada apenas na disponibilidade de capital.

    Segundo a empresa, parte da estratégia também envolve o desenvolvimento de tecnologias voltadas à operação de correspondentes bancários.

    Entre os objetivos estão:

    • reduzir etapas nos processos;
    • aumentar a autonomia dos parceiros;
    • acelerar digitações e aprovações;
    • melhorar a eficiência das vendas;
    • apoiar a escalabilidade das operações.

    O uso de inteligência artificial pode contribuir para automatizar etapas, organizar fluxos e reduzir atividades manuais.

    Para os correspondentes bancários, esse tipo de avanço pode representar ganho de produtividade em um mercado cada vez mais competitivo.

    Corbans menores também entram no foco

    A Presença destaca ainda uma estratégia de proximidade com parceiros, incluindo correspondentes bancários de menor porte.

    A proposta é oferecer estrutura, tecnologia e relacionamento que permitam a esses parceiros aumentar sua capacidade de venda.

    Esse tipo de movimento pode ser relevante para o setor porque muitos corbans enfrentam dificuldades relacionadas a funding, tecnologia, acesso a produtos e eficiência operacional.

    Com plataformas mais estruturadas e processos mais automatizados, esses parceiros podem ganhar escala sem necessariamente aumentar a complexidade interna na mesma proporção.

    Mercado de consignado passa por mudanças

    O mercado de crédito consignado vem enfrentando alterações importantes.

    Mudanças nas regras do FGTS, por exemplo, reduziram significativamente as operações de antecipação do saque-aniversário, impactando parte relevante do mercado que atuava nesse produto.

    Ao mesmo tempo, o consignado privado passou a ganhar mais atenção como uma nova frente de crescimento.

    Esse cenário obriga empresas do setor a diversificar produtos, revisar estratégias e buscar novas fontes de funding.

    Crescimento exige controle de risco

    O avanço do mercado também ocorre em um ambiente de maior preocupação com inadimplência e qualidade da concessão.

    A própria Presença destaca uma postura mais conservadora na originação do crédito, defendendo crescimento acompanhado de segurança e qualidade das operações.

    Esse ponto ganha importância em um contexto no qual modelos de concessão mais agressivos podem aumentar o risco de inadimplência e comprometer a sustentabilidade das carteiras.

    Para operações de crédito estruturadas, crescer não significa apenas originar mais.

    Também é necessário manter:

    • critérios de análise adequados;
    • controle de inadimplência;
    • qualidade dos recebíveis;
    • eficiência operacional;
    • governança;
    • acompanhamento da carteira.

    Funding e back-office ganham importância

    A estratégia da Presença também reforça dois pontos cada vez mais relevantes para empresas de crédito: capacidade de funding e estrutura de back-office.

    O funding é o que permite ampliar o volume de concessão.

    Já o back-office sustenta a operação depois da venda, envolvendo processos como formalização, controle, conciliação, acompanhamento de carteira e gestão de riscos.

    Quanto maior o volume originado, maior também a necessidade de sistemas e processos capazes de suportar essa expansão.

    Por isso, a combinação entre capital, tecnologia e operação pode ser determinante para a sustentabilidade do crescimento.

    O que esse movimento representa para correspondentes bancários?

    Para os correspondentes bancários, operações como essa indicam uma possível ampliação da oferta de produtos e do volume disponível para originação.

    Mais funding pode significar mais capacidade de concessão por parte das instituições parceiras.

    Além disso, os investimentos em tecnologia podem trazer jornadas mais rápidas e simplificadas para os corbans.

    Por outro lado, a expansão também aumenta a necessidade de atenção à qualidade das vendas, documentação, conformidade e acompanhamento das regras de cada produto.

    O crescimento do consignado privado tende a exigir correspondentes cada vez mais preparados para operar de forma eficiente e segura.

    Leia também o nosso artigo sobre Nova regra do Pix amplia prazo para contestar devoluções do MED; entenda o que muda

    FIDCs continuam ganhando espaço no mercado de crédito

    A captação da Presença também reforça a importância dos FIDCs como instrumento de financiamento para empresas do mercado de crédito.

    Esses fundos permitem conectar investidores a carteiras de recebíveis, criando alternativas de funding fora das estruturas bancárias tradicionais.

    Para fintechs, financeiras, securitizadoras e empresas de crédito, esse modelo pode ser uma ferramenta importante para ampliar a capacidade de originação.

    Ao mesmo tempo, o crescimento dessas estruturas aumenta a necessidade de controles contábeis, financeiros e regulatórios adequados.

    Mercado caminha para mais tecnologia e estruturação

    O movimento da Presença reúne algumas das principais tendências atuais do mercado de crédito:

    funding estruturado, expansão do consignado privado, uso de inteligência artificial e fortalecimento dos correspondentes bancários.

    A expectativa é de que empresas capazes de combinar acesso a capital, tecnologia, controle de risco e uma rede eficiente de distribuição ganhem espaço nos próximos anos.

    Para correspondentes bancários e empresas do mercado financeiro, acompanhar essas mudanças será importante para identificar novas oportunidades e também para se adaptar a um ambiente cada vez mais tecnológico e estruturado.

    A ContabilizaíBank acompanha os principais movimentos do mercado de FIDCs, enquanto a Corbanzaí acompanha de perto as mudanças no crédito consignado, tecnologia e operação dos correspondentes bancários. Continue acompanhando nossos conteúdos para entender as tendências, oportunidades e impactos que movimentam o setor de crédito.

    Autor:

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: Presença capta R$ 300 milhões via FIDC e projeta R$ 1 bilhão em crédito
  • Fraudes digitais avançam e acendem alerta para correspondentes bancários

    Fraudes digitais avançam e acendem alerta para correspondentes bancários

    A digitalização mudou a forma como empresas atendem, vendem e se relacionam com clientes. Para os correspondentes bancários, essa transformação trouxe mais agilidade para operações de crédito, atendimento remoto, envio de documentos e fechamento de propostas.

    Ao mesmo tempo, ampliou a exposição a um problema que cresce em sofisticação: as fraudes digitais.

    Golpes que antes eram identificados por mensagens mal escritas, páginas pouco profissionais ou abordagens genéricas agora podem utilizar inteligência artificial, sites visualmente semelhantes aos oficiais, perfis falsos, documentos manipulados e comunicações cada vez mais convincentes.

    Nesse cenário, combater a fraude não começa somente quando uma tentativa de golpe é identificada. A proteção precisa acontecer muito antes, com processos internos, orientação da equipe e controle sobre os canais utilizados no atendimento.

    Fraudes digitais estão cada vez mais sofisticadas

    Relatórios internacionais sobre pagamentos e comércio digital mostram que as empresas continuam expostas a diferentes modalidades de fraude simultaneamente.

    Entre as ocorrências mais comuns estão:

    • phishing;
    • roubo de credenciais;
    • engenharia social;
    • fraude de identidade;
    • abuso de contas;
    • golpes envolvendo pagamentos instantâneos;
    • páginas e perfis falsos.

    O avanço da inteligência artificial tornou esse cenário ainda mais complexo.

    Criminosos conseguem criar mensagens personalizadas, reproduzir identidades visuais, desenvolver páginas muito semelhantes às de empresas legítimas e até gerar conteúdos falsos utilizando voz e imagem.

    Para quem trabalha com crédito e atendimento financeiro, isso exige atenção redobrada.

    Por que os correspondentes bancários são alvos relevantes?

    O correspondente bancário ocupa uma posição especialmente sensível dentro da cadeia financeira.

    Durante o atendimento, é comum lidar com informações como:

    • CPF;
    • documentos de identificação;
    • comprovantes;
    • dados bancários;
    • informações de renda;
    • propostas de crédito;
    • acessos a plataformas;
    • informações relacionadas a benefícios e empréstimos.

    Esses dados possuem alto valor para fraudadores.

    Além disso, o relacionamento próximo com o cliente pode ser explorado por criminosos que tentam se passar pelo próprio correspondente, por funcionários, bancos ou instituições parceiras.

    Golpes com falsas liberações de crédito, pedidos de pagamento antecipado, links fraudulentos e contatos falsos por WhatsApp são exemplos de situações capazes de comprometer tanto o consumidor quanto a reputação do correspondente.

    Inteligência artificial dificulta a identificação dos golpes

    Durante muito tempo, uma das principais recomendações de segurança era observar erros de português, mensagens estranhas ou páginas de baixa qualidade.

    Hoje, esses sinais já não são suficientes.

    Ferramentas de inteligência artificial permitem produzir comunicações extremamente convincentes em poucos segundos.

    Um fraudador pode, por exemplo, criar uma mensagem simulando a comunicação de uma financeira, adaptar o texto para um cliente específico ou reproduzir uma promoção real de uma empresa.

    Também podem ser utilizados recursos para manipulação de imagens, documentos e até vozes.

    O resultado é um ambiente em que o consumidor, e até colaboradores de empresas, pode ter mais dificuldade para distinguir uma comunicação verdadeira de uma tentativa de fraude.

    Engenharia social continua sendo uma das principais ameaças

    Mesmo com tecnologias mais sofisticadas, muitos golpes continuam dependendo de um fator bastante antigo: o comportamento humano.

    A engenharia social utiliza gatilhos emocionais para induzir uma pessoa a tomar uma decisão rapidamente.

    Entre os mais comuns estão:

    Urgência: “Sua proposta será cancelada se você não confirmar agora.”

    Oportunidade: “Crédito pré-aprovado disponível somente hoje.”

    Medo: “Seu benefício foi bloqueado.”

    Autoridade: “Estamos entrando em contato em nome do banco.”

    Exclusividade: “Você foi selecionado para uma condição especial.”

    Quanto maior a pressão para que uma pessoa tome uma decisão imediata, maior deve ser o cuidado.

    Para os correspondentes bancários, essa lógica vale tanto para orientar clientes quanto para treinar as próprias equipes.

    O problema não termina no prejuízo financeiro

    Quando um criminoso utiliza o nome de uma empresa, copia sua identidade visual ou cria um perfil falso para aplicar golpes, o impacto pode ultrapassar a perda financeira da vítima.

    A reputação do correspondente também pode ser afetada.

    Mesmo que a empresa não tenha participação direta na fraude, o cliente pode associar aquela experiência negativa à marca utilizada no golpe.

    Por isso, segurança digital também se tornou uma questão de confiança e relacionamento com o cliente.

    Manter canais oficiais bem identificados e explicar claramente como a empresa realiza seus atendimentos pode reduzir dúvidas e dificultar a atuação de fraudadores.

    Perfis falsos e WhatsApp exigem atenção

    O WhatsApp se tornou uma das principais ferramentas de atendimento para correspondentes bancários.

    Justamente por isso, também é um dos ambientes explorados por fraudadores.

    Criminosos podem utilizar:

    • números semelhantes aos da empresa;
    • fotos de perfil copiadas;
    • logotipos;
    • nomes de funcionários;
    • informações públicas disponíveis nas redes sociais.

    A partir disso, entram em contato com clientes oferecendo crédito ou solicitando informações.

    Uma prática importante é manter os canais oficiais claramente divulgados no site, redes sociais e materiais institucionais.

    Também é recomendável orientar os clientes sobre quais tipos de informação a empresa nunca solicita por mensagem.

    Nunca solicite pagamento antecipado para liberar empréstimo

    Um dos golpes mais conhecidos no mercado de crédito envolve a cobrança antecipada para supostamente liberar um empréstimo.

    O fraudador afirma que o cliente possui crédito aprovado, mas precisa pagar uma tarifa, seguro, imposto ou algum tipo de taxa antes da liberação.

    Esse tipo de abordagem deve ser tratado com atenção.

    Os correspondentes podem ajudar na prevenção deixando claro em seus canais de comunicação quais são os procedimentos corretos para contratação e quais solicitações não fazem parte do processo.

    Quanto mais informado estiver o consumidor, menor o espaço para que criminosos utilizem o nome da empresa de maneira fraudulenta.

    Segurança também precisa começar dentro do correspondente

    A proteção dos clientes depende diretamente dos processos internos da operação.

    Contas compartilhadas, senhas fracas, acessos desnecessários e falta de controle sobre colaboradores aumentam a exposição da empresa.

    Algumas medidas podem reduzir riscos:

    • utilizar autenticação em dois fatores;
    • evitar compartilhamento de senhas;
    • revisar periodicamente os acessos às plataformas;
    • remover imediatamente acessos de ex-colaboradores;
    • limitar permissões de acordo com a função de cada pessoa;
    • orientar a equipe sobre phishing;
    • confirmar solicitações incomuns antes de executá-las;
    • manter equipamentos e sistemas atualizados.

    Também é importante estabelecer procedimentos para situações suspeitas.

    Um colaborador precisa saber exatamente quem deve ser comunicado quando identificar uma possível fraude ou comprometimento de conta.

    Proteção de dados também faz parte da prevenção

    Correspondentes bancários lidam diariamente com dados pessoais e financeiros.

    Isso torna a organização e o armazenamento dessas informações uma parte importante da segurança operacional.

    Documentos enviados por clientes não devem circular de maneira descontrolada entre dispositivos pessoais, aplicativos e contas sem proteção.

    A exposição desnecessária de informações amplia as possibilidades de vazamento e uso indevido.

    Criar regras internas claras sobre coleta, compartilhamento, armazenamento e descarte de documentos ajuda a reduzir esses riscos.

    Treinamento da equipe é tão importante quanto tecnologia

    Investir em sistemas de segurança é fundamental, mas não resolve tudo.

    Um colaborador que abre um link falso, compartilha uma senha ou envia informações para uma pessoa não autorizada pode comprometer uma operação mesmo em uma empresa que utiliza boas ferramentas de proteção.

    Por isso, treinamento não deve acontecer apenas na contratação.

    As equipes precisam receber orientações periódicas sobre:

    • golpes recentes;
    • segurança de senhas;
    • identificação de mensagens suspeitas;
    • tratamento de dados;
    • validação de identidade;
    • procedimentos de atendimento;
    • comunicação com clientes.

    Fraudes evoluem rapidamente. A conscientização precisa acompanhar essa evolução.

    Para mais informações acesse o canal de denúncias do Gov.br

    Prevenir é mais eficiente do que reagir

    Quando uma fraude já aconteceu, a empresa entra em um processo de contenção.

    Pode ser necessário bloquear acessos, comunicar parceiros, orientar clientes, investigar o incidente e tentar minimizar danos financeiros e reputacionais.

    A prevenção reduz a chance de chegar a esse estágio.

    Para correspondentes bancários, construir uma operação segura significa integrar tecnologia, processos, treinamento e comunicação.

    Em um mercado no qual confiança é um dos principais ativos, segurança não deve ser tratada apenas como responsabilidade da área de tecnologia.

    Ela faz parte da própria gestão do negócio.

    A Corbanzaí acompanha as principais mudanças e desafios que impactam a rotina dos correspondentes bancários. Continue acompanhando nossos conteúdos para encontrar informações sobre gestão, contabilidade, crédito, segurança e o mercado de correspondentes.

    Autor:

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

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  • Financiamento de veículos bate recorde em 2026 mesmo com juros elevados

    Financiamento de veículos bate recorde em 2026 mesmo com juros elevados

    O mercado de financiamento de veículos segue aquecido no Brasil em 2026. Mesmo diante de taxas de juros elevadas, o país registrou 3,78 milhões de veículos financiados no primeiro semestre, alcançando o maior volume para o período desde 2008.

    Na comparação com o primeiro semestre de 2025, o número de financiamentos apresentou crescimento de 10,9%, considerando automóveis, comerciais leves, motocicletas, caminhões e ônibus, entre veículos novos e usados.

    Os dados mostram que, apesar do custo mais elevado do crédito, o financiamento continua sendo uma das principais alternativas utilizadas pelos brasileiros para a compra de veículos.

    Veículos usados lideram os financiamentos

    Os veículos usados concentraram a maior parte das operações realizadas entre janeiro e junho de 2026.

    Foram aproximadamente 2,38 milhões de veículos usados financiados, enquanto os veículos novos responderam por cerca de 1,39 milhão de operações.

    O desempenho reforça a importância do mercado de seminovos e usados dentro do setor automotivo e também na concessão de crédito.

    Com preços geralmente mais acessíveis em comparação aos veículos zero quilômetro, os usados continuam atraindo consumidores que buscam equilibrar o valor da entrada, das parcelas e do financiamento.

    Juros elevados não impediram avanço do crédito

    O crescimento acontece em um cenário no qual as taxas anuais para financiamento de veículos permanecem próximas de 25% a 30% ao ano.

    Para reduzir o impacto das prestações no orçamento mensal, consumidores também estão recorrendo a contratos mais longos.

    Entre automóveis e comerciais leves, o prazo médio das operações passou de 46,3 meses para 47,2 meses.

    No caso de veículos com até três anos de uso, o prazo médio chegou a 51,6 meses, mostrando uma tendência de alongamento dos contratos.

    Embora parcelas distribuídas em um período maior possam reduzir o valor mensal do financiamento, prazos mais extensos também aumentam a importância da análise das condições da operação e do custo total do crédito.

    Financiamento de veículos cresce em todas as regiões do Brasil

    O avanço nas operações de crédito para compra de veículos não ficou concentrado em uma única parte do país. Todas as regiões brasileiras apresentaram crescimento no primeiro semestre de 2026.

    O Centro-Oeste apresentou a maior expansão, com alta de 13,1%, seguido pelo Nordeste, com crescimento de 12,6%.

    Na sequência aparecem:

    • Sul: +11,2%
    • Sudeste: +10,6%
    • Norte: +4,4%

    Apesar do avanço registrado em todo o território nacional, o Sudeste continua concentrando a maior parcela das operações, respondendo por aproximadamente 42,1% dos financiamentos realizados no país.

    Mercado aquecido também chama atenção dos correspondentes bancários

    O crescimento do financiamento de veículos é um indicador importante para empresas e profissionais que atuam na intermediação e distribuição de produtos financeiros.

    Para os correspondentes bancários, o aumento do número de operações evidencia um mercado com demanda relevante por crédito, especialmente em segmentos ligados ao financiamento de veículos usados e seminovos.

    Ao mesmo tempo, o cenário de juros elevados e contratos mais longos aumenta a necessidade de atenção à qualidade das operações, aos processos internos, à documentação, à conformidade e à gestão financeira do negócio.

    O correspondente bancário atua em um mercado diretamente influenciado pelo comportamento do crédito no país. Por isso, acompanhar indicadores de financiamento, inadimplência, taxas de juros e mudanças nas políticas das instituições financeiras pode ajudar na tomada de decisões e no planejamento da operação.

    Crédito para veículos segue relevante em 2026

    Os números do primeiro semestre mostram que o financiamento permanece como uma importante ferramenta para movimentar o mercado automotivo brasileiro.

    Mesmo com taxas elevadas, os consumidores continuam recorrendo ao crédito para adquirir veículos, enquanto o mercado se adapta por meio de prazos mais longos e maior participação dos usados.

    Para o setor de correspondentes bancários, acompanhar esse movimento é fundamental para entender novas oportunidades, mudanças no comportamento dos consumidores e os rumos do mercado de crédito ao longo de 2026.

    A Corbanzaí atua com contabilidade especializada para correspondentes bancários, ajudando na organização de comissões, impostos, notas fiscais e resultados.

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