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  • FIDC no agronegócio ganha força em 2026

    FIDC no agronegócio ganha força em 2026

    O FIDC no agronegócio está ganhando espaço como alternativa para empresas que precisam financiar produção, vendas a prazo e capital de giro.

    O movimento ocorre em um cenário de juros elevados, maior seletividade bancária e crescimento da procura por estruturas financeiras ligadas aos próprios recebíveis das empresas.

    Entre janeiro e maio de 2026, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios captaram R$ 41,7 bilhões no mercado de capitais, segundo dados divulgados pela ANBIMA.

    O volume representa uma alta de 36,5% em relação ao mesmo período de 2025. Embora os números contemplem toda a indústria de FIDCs, eles ajudam a mostrar o avanço desse instrumento no financiamento empresarial brasileiro.

    Por que o FIDC no agronegócio está crescendo?

    Empresas do agronegócio costumam operar com ciclos financeiros longos.

    Muitas compram insumos, financiam clientes, produzem e comercializam mercadorias antes de receber integralmente pelas vendas realizadas.

    Essa diferença entre pagar e receber aumenta a necessidade de capital de giro.

    Nesse contexto, o FIDC permite transformar direitos creditórios futuros em recursos disponíveis para financiar a operação.

    Entre os recebíveis que podem integrar uma estrutura estão:

    • duplicatas de vendas a prazo;
    • contratos comerciais;
    • parcelas de financiamento;
    • recebíveis de distribuidores;
    • créditos contra compradores;
    • outros direitos originados na cadeia agroindustrial.

    A empresa pode ceder esses ativos ao fundo, que passa a financiar a antecipação dos recursos conforme as condições definidas na operação.

    Crédito oficial cresce pouco em termos nominais

    O Plano Safra 2026/2027 destinou R$ 525,1 bilhões à agricultura empresarial.

    Desse total, R$ 384,9 bilhões foram direcionados a custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões ficaram destinados a investimentos.

    Embora o volume seja elevado, o crescimento nominal limitado pode não acompanhar integralmente o aumento dos custos de produção e das necessidades financeiras do setor.

    Isso ajuda a explicar por que empresas do agro buscam alternativas no mercado de capitais.

    O FIDC não substitui necessariamente o crédito rural oficial. Ele pode funcionar como uma fonte complementar para operações que exigem:

    • prazos personalizados;
    • maior volume de recursos;
    • financiamento recorrente;
    • antecipação de vendas;
    • estruturação baseada na carteira de recebíveis;
    • menor dependência de uma única instituição bancária.

    O que é um FIDC próprio?

    Um FIDC próprio é estruturado para adquirir direitos creditórios originados por uma empresa ou por um grupo económico específico.

    No agronegócio, esse modelo pode ser utilizado por companhias que vendem produtos, máquinas, insumos ou serviços a prazo.

    Em vez de esperar os pagamentos dos clientes, a empresa transfere determinados recebíveis ao fundo e recebe os recursos conforme as regras da operação.

    Na prática, o FIDC passa a funcionar como um braço financeiro estruturado da companhia.

    Quais são as possíveis vantagens?

    Quando bem estruturado, o modelo pode oferecer:

    • maior previsibilidade de caixa;
    • antecipação recorrente de receitas;
    • diversificação das fontes de financiamento;
    • condições adaptadas ao ciclo do negócio;
    • redução da dependência bancária;
    • acompanhamento mais detalhado da carteira;
    • acesso ao mercado de capitais.

    No entanto, a criação de um fundo não elimina os riscos da operação.

    A qualidade dos recebíveis, a inadimplência, a concentração por devedor, as garantias e os controles internos continuam sendo fatores essenciais.

    FIDC próprio não é apenas uma antecipação isolada

    Uma antecipação pontual resolve uma necessidade específica de caixa.

    Já um FIDC próprio pode ser estruturado como uma fonte recorrente de financiamento.

    A empresa passa a organizar continuamente a originação, a cessão e o acompanhamento dos direitos creditórios.

    Isso exige processos claros para:

    • cadastrar clientes e devedores;
    • comprovar a origem dos créditos;
    • acompanhar vencimentos;
    • controlar pagamentos;
    • identificar atrasos;
    • substituir recebíveis inelegíveis;
    • conciliar os valores cedidos;
    • prestar informações aos participantes da estrutura.

    Por isso, a adoção de um FIDC representa uma mudança na forma como a empresa administra seu crédito comercial.

    Centro-Oeste ganha destaque no crédito estruturado

    O Centro-Oeste concentra uma parcela relevante da produção brasileira de grãos, da distribuição de insumos e das empresas ligadas às cadeias agropecuárias.

    A distância dos principais centros financeiros deixou de ser uma barreira tão significativa devido à digitalização dos processos.

    Hoje, diversas etapas podem ser realizadas por meio de plataformas integradas, como:

    • envio de documentos;
    • análise de recebíveis;
    • acompanhamento de carteiras;
    • monitoramento de garantias;
    • conciliação financeira;
    • geração de relatórios;
    • comunicação com gestores e prestadores de serviços.

    A combinação entre produção em grande escala, necessidade de capital e digitalização favorece o desenvolvimento de estruturas locais de crédito.

    Caso da Audax reforça avanço no interior

    A Audax Capital é um exemplo de gestora localizada no Centro-Oeste que expandiu sua atuação com crédito estruturado.

    Informações divulgadas sobre a empresa apontam crescimento de 115% nos recursos administrados entre 2024 e 2025, chegando a aproximadamente R$ 650 milhões.

    O grupo também atua com FIDCs e securitização, com parte relevante das operações ligada ao agronegócio.

    O caso mostra como estruturas de crédito estão se desenvolvendo fora dos centros financeiros tradicionais.

    Qual é a relação entre FIDC e Fiagro?

    FIDC e Fiagro não são sinónimos.

    O FIDC é uma categoria de fundo voltada principalmente à aquisição de direitos creditórios.

    O Fiagro, por sua vez, é um veículo destinado ao investimento nas cadeias produtivas agroindustriais e pode assumir diferentes formatos.

    Um Fiagro pode, por exemplo, adotar uma estrutura relacionada a direitos creditórios, respeitando as regras aplicáveis à sua política de investimentos.

    A indústria de Fiagros também cresceu de forma significativa. Segundo dados divulgados pela CVM, o património líquido do setor avançou de forma expressiva nos últimos anos.

    Por que os investidores observam esses fundos?

    Para o investidor, o interesse está na exposição a operações de crédito ligadas à economia real.

    Os recursos podem financiar empresas que produzem, distribuem ou comercializam bens e serviços no agronegócio.

    Entre os fatores analisados estão:

    • qualidade dos recebíveis;
    • perfil dos devedores;
    • histórico de pagamento;
    • garantias;
    • concentração da carteira;
    • subordinação das cotas;
    • prazo das operações;
    • capacidade do gestor;
    • critérios de elegibilidade.

    O facto de um fundo possuir recebíveis como lastro não significa ausência de risco.

    Problemas climáticos, variações de preços, dificuldades dos compradores, concentração regional e falhas operacionais podem afetar o desempenho da carteira.

    Quais empresas podem utilizar um FIDC no agro?

    O modelo pode fazer sentido para empresas que originam um volume recorrente de recebíveis.

    Entre elas estão:

    • distribuidoras de insumos;
    • concessionárias de máquinas agrícolas;
    • cooperativas;
    • cerealistas;
    • tradings;
    • empresas de armazenagem;
    • indústrias de alimentos;
    • fornecedores de equipamentos;
    • companhias de logística;
    • empresas que financiam sua rede de clientes.

    A viabilidade depende do volume, da qualidade e da previsibilidade dos créditos originados.

    Empresas com poucos recebíveis, baixa padronização documental ou elevada concentração podem ter mais dificuldade para justificar a estrutura.

    Quais controles uma empresa precisa manter?

    Antes de estruturar um fundo, a empresa precisa demonstrar que os direitos creditórios existem e podem ser acompanhados.

    Originação dos recebíveis

    A empresa deve comprovar como cada crédito foi gerado, incluindo contrato, nota fiscal, pedido, entrega ou outro documento de suporte.

    Elegibilidade

    Nem todo recebível precisa ser aceite pelo fundo.

    A operação pode estabelecer critérios relacionados a prazo, valor, devedor, concentração e histórico de pagamento.

    Conciliação

    Os valores cedidos, pagos, vencidos e em atraso precisam ser conciliados com frequência.

    Inadimplência

    A empresa e os prestadores do fundo devem acompanhar atrasos e definir os procedimentos de cobrança.

    Informações contábeis

    A cessão dos direitos creditórios e os custos da operação precisam ser registados de maneira compatível com sua natureza.

    Crescimento aumenta a responsabilidade operacional

    O avanço dos FIDCs no agronegócio cria oportunidades, mas também aumenta as exigências de governança.

    Uma estrutura recorrente envolve diferentes participantes, como:

    • originador;
    • cedente;
    • gestor;
    • administrador;
    • custodiante, quando aplicável;
    • registradora;
    • auditoria;
    • investidores;
    • assessores jurídicos;
    • prestadores de serviços.

    A qualidade das informações partilhadas entre esses agentes influencia o funcionamento da operação.

    Falhas em documentos, cadastros ou conciliações podem provocar atrasos, divergências e dificuldades na prestação de informações.

    Contabilidade precisa acompanhar a estrutura

    A utilização de um FIDC no agronegócio afeta a rotina contábil e financeira da empresa originadora.

    É necessário avaliar corretamente:

    • reconhecimento das receitas;
    • baixa ou manutenção dos recebíveis;
    • natureza da cessão;
    • custos financeiros;
    • retenção de riscos;
    • conciliação das operações;
    • prestação de informações;
    • efeitos tributários;
    • impacto no fluxo de caixa.

    O tratamento pode variar conforme as condições contratuais e a transferência efetiva dos riscos e benefícios.

    Por isso, não basta observar apenas a entrada de recursos no caixa.

    A empresa precisa entender como a operação afeta seu resultado, seus ativos e suas obrigações.

    Leia também: MAG amplia atuação em FIDCs com aquisição bilionária

    O que esperar para os próximos meses?

    O mercado deve acompanhar se o ritmo de captação dos FIDCs continuará no segundo semestre de 2026.

    Também será importante observar:

    • lançamento de novos fundos voltados ao agro;
    • crescimento dos FIDCs próprios;
    • evolução da inadimplência;
    • comportamento dos juros;
    • disponibilidade do crédito rural;
    • procura dos investidores;
    • avanço dos Fiagros;
    • uso de tecnologia no monitoramento das carteiras.

    O cenário indica que o crédito estruturado está se tornando uma alternativa mais recorrente, e não apenas uma solução temporária em períodos de restrição bancária.

    Para acompanhar dados oficiais sobre veículos ligados ao agronegócio, consulte os conteúdos da CVM sobre Fiagro e mercado de capitais.

    Conclusão

    O FIDC no agronegócio ganhou relevância como uma ferramenta para financiar empresas, antecipar recebíveis e diversificar as fontes de recursos.

    A expansão ocorre num ambiente de crédito bancário seletivo, juros elevados e necessidade crescente de capital de giro.

    Entretanto, estruturar um fundo exige mais do que reunir recebíveis. A empresa precisa manter documentação, controles, conciliações, governança e informações contábeis consistentes.

    A ContabilizaíBank atua com contabilidade para empresas do mercado de capitais e crédito, apoiando organizações que precisam estruturar suas rotinas contábeis, fiscais e financeiras.

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    Autor: Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

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  • Margem consignável do INSS pode voltar a 45%?

    Margem consignável do INSS pode voltar a 45%?

    A margem consignável do INSS voltou ao centro das atenções após a redução do limite global de 45% para 40%, determinada pela Medida Provisória nº 1.355/2026.

    A mudança já afeta a capacidade de aposentados e pensionistas contratarem novos empréstimos, refinanciamentos e operações de portabilidade com liberação de recursos.

    Ao mesmo tempo, a medida provisória ainda depende de aprovação do Congresso Nacional para se transformar definitivamente em lei.

    Segundo o acompanhamento legislativo oficial, a medida está prorrogada, aguarda a instalação da comissão responsável por sua análise e tem prazo de deliberação até 31 de agosto de 2026.

    O que mudou na margem consignável do INSS?

    A MP nº 1.355/2026 alterou as regras do crédito consignado e reduziu o limite global das consignações de 45% para 40%.

    Pelas novas regras, o limite de 40% é distribuído da seguinte forma:

    • até 35% para empréstimos e financiamentos consignados;
    • até 5% para cartão de crédito consignado;
    • ou até 5% para cartão consignado de benefício.

    A norma também prevê reduções graduais nos próximos anos, até que o limite global alcance 30%.

    As novas contratações de cartões consignados também podem sofrer restrições progressivas.

    O que significa ficar com margem negativa?

    A margem negativa ocorre quando o total das parcelas já descontadas do benefício supera o novo limite permitido.

    Isso pode acontecer porque os contratos firmados antes da mudança continuam válidos nas condições originalmente contratadas.

    A redução da margem não diminui automaticamente as parcelas existentes.

    Na prática, o beneficiário pode continuar pagando normalmente seus contratos, mas ficar sem espaço para uma nova contratação.

    Exemplo de margem negativa

    Considere um aposentado que recebe R$ 3 mil por mês.

    Antes da MP:

    • margem global de 45%: R$ 1.350;
    • parcelas já comprometidas: R$ 1.350.

    Depois da redução:

    • margem global de 40%: R$ 1.200;
    • parcelas comprometidas: R$ 1.350;
    • margem negativa: R$ 150.

    Nesse exemplo, o valor das parcelas permanece o mesmo, mas o beneficiário fica R$ 150 acima do novo limite.

    Os contratos existentes serão alterados?

    Não automaticamente.

    Os contratos firmados antes das reduções permanecem válidos até a quitação, respeitando as condições originais.

    A principal consequência da nova regra está na capacidade de realizar operações futuras.

    Quem ficou com margem negativa ou totalmente comprometida pode encontrar dificuldade para:

    • contratar um novo empréstimo consignado;
    • fazer refinanciamento com liberação de recursos;
    • realizar portabilidade com troco;
    • contratar modalidades dependentes de margem disponível;
    • utilizar cartões consignados dentro dos novos limites.

    Portanto, a redução da margem não significa cancelamento ou revisão automática dos contratos anteriores.

    Por que a MP nº 1.355/2026 ainda gera incerteza?

    A medida provisória produz efeitos desde sua publicação, mas precisa ser aprovada pelo Congresso para ser convertida em lei.

    A MP foi publicada em 4 de maio de 2026 e teve seu prazo prorrogado.

    Na consulta oficial do Congresso, sua situação consta como “aguardando instalação da comissão”, com prazo de deliberação entre 4 de maio e 31 de agosto de 2026.

    Depois da comissão, a matéria ainda precisa passar pelas etapas de votação previstas no processo legislativo.

    Por isso, entidades ligadas ao mercado de correspondentes bancários avaliam que existe possibilidade de a medida perder a validade caso não seja votada dentro do prazo.

    No entanto, esse cenário não é definitivo. A tramitação pode avançar rapidamente caso exista articulação política para colocar a matéria em votação.

    A margem pode voltar a 45%?

    Existe essa possibilidade caso a medida provisória perca a validade sem que outra norma mantenha a redução.

    Nesse cenário, poderá haver discussão sobre o restabelecimento das regras anteriores.

    Entretanto, o resultado dependerá de fatores jurídicos, legislativos e administrativos.

    Por isso, não é correto afirmar neste momento que a margem certamente voltará a 45%.

    Os cenários possíveis incluem:

    1. aprovação integral da MP;
    2. aprovação com alterações;
    3. rejeição pelo Congresso;
    4. perda de validade por falta de votação;
    5. edição de uma nova norma sobre o tema.

    Correspondentes bancários devem acompanhar a tramitação oficial e evitar apresentar o retorno da margem como uma decisão já confirmada.

    Como a mudança afeta aposentados e pensionistas?

    Para os beneficiários, o impacto mais imediato é a redução do espaço disponível para novas operações.

    Mesmo quem mantém os pagamentos em dia pode ficar impedido de contratar novo crédito porque o percentual anteriormente comprometido passou a superar o novo limite.

    A margem pode voltar a ficar disponível com acontecimentos como:

    • quitação de um contrato;
    • redução das parcelas comprometidas;
    • encerramento de uma operação;
    • aumento do valor do benefício;
    • correção de informações inconsistentes;
    • mudança futura da legislação.

    Antes de buscar uma nova operação, o aposentado ou pensionista deve consultar sua margem disponível e conferir todos os contratos ativos.

    Como consultar a margem consignável?

    A margem pode ser consultada nos canais oficiais relacionados ao benefício.

    O extrato de empréstimos consignados disponível no Meu INSS permite verificar informações sobre contratos e descontos vinculados ao benefício.

    O beneficiário também deve analisar:

    • valor atual do benefício;
    • parcelas descontadas;
    • quantidade de contratos;
    • prazo restante;
    • taxa de juros;
    • Custo Efetivo Total;
    • margem disponível por modalidade.

    Essas informações ajudam a evitar contratações incompatíveis com a renda.

    Qual é o impacto para correspondentes bancários?

    A redução da margem consignável do INSS afeta diretamente a rotina comercial dos correspondentes que atuam com crédito consignado.

    Entre os principais efeitos estão:

    • redução do público com margem disponível;
    • menor volume de novas propostas;
    • paralisação de operações em andamento;
    • impacto sobre refinanciamentos e portabilidades;
    • aumento das dúvidas dos clientes;
    • necessidade de conferir a margem antes de iniciar a proposta;
    • maior cuidado com promessas comerciais.

    O correspondente bancário precisa comunicar que a aprovação da operação depende da margem disponível e das regras da instituição financeira.

    Também deve evitar afirmar que uma mudança legislativa futura já está garantida.

    Como o Corban deve orientar seus clientes?

    O primeiro passo é explicar a diferença entre contrato vigente e margem disponível.

    Um cliente pode continuar pagando normalmente seu empréstimo, mas não ter margem para uma nova operação.

    O atendimento deve incluir:

    • consulta atualizada da margem;
    • explicação clara sobre os percentuais;
    • conferência dos contratos ativos;
    • informação sobre os limites de cada modalidade;
    • orientação para utilização dos canais oficiais;
    • acompanhamento da tramitação sem promessas de resultado.

    Mensagens alarmistas podem gerar expectativa incorreta e prejudicar a confiança no atendimento.

    Evite prometer liberação imediata

    Mesmo que a MP perca a validade, o retorno das operações pode depender de atualizações nos sistemas, regulamentações e procedimentos das instituições financeiras.

    Por isso, o Corban não deve prometer:

    • retorno automático da margem;
    • liberação imediata de crédito;
    • aprovação garantida;
    • data certa para retomada das operações;
    • alteração automática dos contratos atuais.

    A comunicação deve ser informativa e baseada em fontes oficiais.

    O que o Corban pode fazer enquanto acompanha a tramitação?

    O período de incerteza pode ser utilizado para organizar a operação comercial.

    Algumas ações importantes são:

    • manter uma lista de clientes potencialmente afetados;
    • registrar o valor da margem disponível;
    • separar propostas paralisadas;
    • acompanhar atualizações das instituições parceiras;
    • revisar materiais de comunicação;
    • treinar a equipe para explicar a nova regra;
    • evitar campanhas que tratem o retorno da margem como certo;
    • acompanhar a página oficial da MP no Congresso Nacional.

    Fonte oficial: acompanhe a tramitação da MP nº 1.355/2026 no Congresso Nacional.

    Organização será importante em uma possível retomada

    Caso a margem seja ampliada novamente, os correspondentes podem enfrentar um aumento rápido no volume de contatos e propostas.

    Para aproveitar esse movimento com segurança, o Corban precisa organizar:

    • atendimento e distribuição de leads;
    • acompanhamento das propostas;
    • documentos dos clientes;
    • comissões e repasses;
    • emissão de notas fiscais;
    • metas da equipe;
    • fluxo financeiro;
    • resultados por produto.

    O crescimento comercial deve ser acompanhado por organização operacional, financeira e contábil.

    Leia também: 4 formas de vender mais como correspondente bancário

    Conclusão

    A redução da margem consignável do INSS para 40% já produz efeitos sobre aposentados, pensionistas e correspondentes bancários.

    Os contratos anteriores continuam válidos, mas muitos beneficiários podem ficar com margem negativa e sem capacidade para novas contratações.

    A MP nº 1.355/2026 ainda está em tramitação e, conforme o acompanhamento oficial, aguarda a instalação da comissão responsável por sua análise.

    Embora exista a possibilidade de a medida perder a validade, o retorno da margem para 45% não está confirmado.

    O momento exige acompanhamento das fontes oficiais, comunicação responsável com os clientes e preparação da operação para possíveis mudanças.

    A Corbanzaí oferece contabilidade especializada para correspondentes bancários que precisam organizar comissões, repasses, notas fiscais, impostos e resultados.

    Quer preparar seu Corban para as mudanças do mercado consignado? Fale com a Corbanzaí e organize sua operação com mais segurança e controle.

    Autor:

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: Margem consignável do INSS pode voltar a 45%?
  • Só 17% das PMEs antecipam recebíveis com frequência

    Só 17% das PMEs antecipam recebíveis com frequência

    Apenas 17% das pequenas e médias empresas utilizam a antecipação de recebíveis com frequência, apesar de muitos empreendedores reconhecerem as taxas mais baixas como uma das principais vantagens da modalidade.

    O dado faz parte de uma pesquisa da Serasa Experian com 1.532 PMEs brasileiras. Para ampliar o acesso a esse tipo de crédito, a empresa firmou uma parceria com a CERC e incorporou a antecipação de recebíveis de cartão ao Serasa Descomplica, sua plataforma de gestão financeira empresarial.

    A iniciativa aproxima duas etapas importantes da gestão de uma empresa: identificar a necessidade de caixa e contratar recursos lastreados em vendas já realizadas.

    O que mostra a pesquisa da Serasa Experian?

    O levantamento indica que os juros menores são o principal atrativo da antecipação de recebíveis para 45,1% dos empreendedores.

    Mesmo assim, menos de uma em cada cinco PMEs consultadas afirmou recorrer à modalidade com frequência.

    Outros fatores relevantes para a contratação são:

    • clareza das condições, mencionada por 33%;
    • rapidez na liberação dos recursos, citada por 28,5%;
    • facilidade para acompanhar a operação;
    • possibilidade de utilizar vendas já realizadas como lastro.

    A pesquisa foi realizada por meio de questionário on-line durante abril e maio de 2026, com participantes de diferentes regiões, setores e portes empresariais.

    Os números mostram que existe interesse por crédito mais competitivo, mas ainda há espaço para ampliar o conhecimento e facilitar o acesso das PMEs à antecipação.

    O que é antecipação de recebíveis?

    A antecipação de recebíveis para PMEs é uma operação por meio da qual a empresa recebe antes do prazo valores referentes a vendas que já foram realizadas.

    Isso pode envolver recebíveis provenientes de:

    • vendas com cartão;
    • boletos;
    • duplicatas;
    • notas fiscais;
    • contratos com pagamento futuro;
    • outras operações comerciais a prazo.

    Na prática, a empresa transforma parte de seus valores a receber em recursos disponíveis no presente.

    Como existe um ativo vinculado à operação, essa modalidade pode apresentar condições mais competitivas do que linhas de crédito sem garantia.

    Por que as PMEs antecipam recebíveis?

    De acordo com a pesquisa, o capital de giro é a principal finalidade dos recursos antecipados, citada por 22,5% dos participantes.

    Em seguida aparecem:

    • pagamento de despesas operacionais, com 19,2%;
    • organização do fluxo de caixa, com 14%;
    • pagamento de fornecedores;
    • manutenção das atividades;
    • cobertura de descasamentos financeiros.

    A antecipação pode ser útil quando existe uma diferença entre os prazos de recebimento das vendas e os vencimentos das obrigações.

    Uma empresa pode vender de forma parcelada, por exemplo, mas precisar pagar salários, impostos, fornecedores e despesas fixas antes de receber o valor integral dessas vendas.

    Nesse cenário, antecipar parte dos recebíveis pode ajudar a equilibrar o caixa.

    Como funciona a parceria entre Serasa Experian e CERC?

    Com a parceria, a antecipação de recebíveis de cartão passa a fazer parte do Serasa Descomplica.

    A plataforma já oferece recursos relacionados à gestão financeira, como:

    • centralização de extratos;
    • conciliação de contas;
    • acompanhamento de entradas e saídas;
    • controle do fluxo de caixa;
    • organização dos recebíveis;
    • alertas e relatórios apoiados por inteligência artificial.

    A integração pretende permitir que o empreendedor identifique uma possível falta de recursos e encontre uma alternativa de antecipação dentro do mesmo ambiente.

    Isso reduz a necessidade de consultar diferentes sistemas para analisar o caixa, acompanhar valores futuros e buscar crédito.

    Qual é o papel da CERC na operação?

    A CERC ficará responsável pela infraestrutura relacionada aos ativos utilizados nas operações.

    Entre suas atribuições estão:

    • captura das informações;
    • registro dos recebíveis;
    • validação dos ativos;
    • monitoramento das operações;
    • apoio à transparência dos dados;
    • disponibilização de informações para potenciais credores.

    A proposta é oferecer dados mais qualificados sobre os recebíveis e sobre o perfil das empresas.

    Com mais informações disponíveis, financiadores podem avaliar as operações com maior segurança, enquanto as PMEs podem ter acesso a ofertas mais alinhadas ao fluxo real de suas vendas.

    Antecipação de recebíveis é o mesmo que empréstimo?

    Embora a antecipação gere entrada imediata de recursos, ela não funciona exatamente como um empréstimo empresarial tradicional.

    No empréstimo, a empresa recebe recursos que deverão ser pagos posteriormente conforme o contrato, acrescidos dos encargos estabelecidos.

    Na antecipação, a operação está ligada a valores que a empresa já tem a receber por vendas realizadas. A instituição antecipa o pagamento e aplica uma taxa sobre a transação.

    Por essa razão, a análise pode considerar fatores como:

    • valor dos recebíveis;
    • prazo previsto para pagamento;
    • perfil dos pagadores;
    • histórico das vendas;
    • risco da operação;
    • concentração dos recebíveis;
    • condições apresentadas pela instituição.

    A existência de lastro, porém, não significa que a antecipação será sempre a melhor alternativa.

    Quais cuidados a empresa deve tomar?

    Antes de contratar uma antecipação, a PME deve comparar as condições e entender o efeito da operação no caixa futuro.

    Custo efetivo da operação

    A empresa deve verificar taxas, tarifas e eventuais despesas adicionais.

    Uma taxa aparentemente baixa pode não representar o custo total da antecipação.

    Prazo dos recebíveis

    Quanto maior o prazo entre a antecipação e o pagamento original, maior pode ser o desconto aplicado.

    Necessidade real de caixa

    Antecipar recebíveis sem planejamento pode resolver um problema imediato, mas reduzir os recursos disponíveis nos períodos seguintes.

    Origem do desequilíbrio financeiro

    É importante saber se a necessidade de capital é pontual ou recorrente.

    Quando a empresa depende frequentemente da antecipação para pagar despesas básicas, pode haver problemas na formação de preços, nos custos, nos prazos comerciais ou no planejamento financeiro.

    Condições contratuais

    A PME deve entender quem assume os riscos, como ocorre a liquidação e quais são as responsabilidades em caso de inadimplência ou contestação da venda.

    Antecipar recebíveis pode melhorar o fluxo de caixa?

    A modalidade pode ajudar a empresa a reduzir um descasamento temporário entre pagamentos e recebimentos.

    No entanto, a antecipação não aumenta automaticamente a rentabilidade do negócio. Ela apenas altera o momento em que parte da receita entra no caixa, mediante o pagamento de uma taxa.

    Por isso, a decisão deve considerar:

    • saldo disponível;
    • contas a pagar;
    • agenda de recebimentos;
    • margem das vendas;
    • custo da antecipação;
    • necessidade de capital de giro;
    • impacto nos meses seguintes.

    Uma boa gestão financeira permite comparar o custo da antecipação com outras alternativas e avaliar se a operação preserva a margem da empresa.

    Integração aproxima crédito e gestão financeira

    Um dos aspectos mais relevantes da parceria é a possibilidade de conectar a análise do fluxo de caixa à contratação de crédito.

    Ao acompanhar contas e recebíveis, a plataforma pode identificar períodos em que as saídas previstas serão maiores do que as entradas.

    A partir desse diagnóstico, a empresa pode avaliar alternativas para equilibrar as finanças.

    Esse modelo tende a tornar a decisão menos reativa. Em vez de procurar recursos apenas quando o caixa já está comprometido, o empreendedor pode visualizar antecipadamente um possível descasamento.

    A integração também reflete uma tendência de uso de dados e inteligência artificial em soluções financeiras voltadas às PMEs.

    O que o baixo uso da antecipação revela?

    O fato de somente 17% das PMEs usarem a modalidade com frequência pode estar relacionado a diferentes fatores.

    Entre eles estão:

    • falta de conhecimento sobre o funcionamento;
    • dificuldade para comparar propostas;
    • dúvidas sobre taxas e contratos;
    • baixa organização financeira;
    • receio de comprometer receitas futuras;
    • ausência de ferramentas integradas;
    • acesso limitado a ofertas adequadas.

    Também é possível que parte das empresas utilize outras formas de crédito ou prefira não antecipar os recebimentos regularmente.

    Portanto, o índice não deve ser interpretado apenas como falta de interesse. Ele também indica a necessidade de mais transparência, educação financeira e facilidade operacional.

    Organização contábil ajuda na decisão

    A antecipação de recebíveis afeta o fluxo financeiro e precisa ser registrada corretamente na contabilidade da empresa.

    Também é necessário diferenciar:

    • receita da venda;
    • valor efetivamente antecipado;
    • taxa cobrada na operação;
    • saldo dos recebíveis;
    • data da liquidação;
    • impacto no resultado;
    • movimentação do caixa.

    Sem esses controles, o empreendedor pode confundir aumento de saldo bancário com crescimento real do faturamento.

    A contabilidade também ajuda a identificar se a antecipação está sendo utilizada de maneira pontual ou se passou a financiar continuamente a operação.

    Leia também: Securitização sem debêntures pode parecer factoring?

    Conclusão

    A pesquisa da Serasa Experian mostra que a antecipação de recebíveis ainda é pouco utilizada com frequência pelas PMEs, embora os empresários reconheçam vantagens como taxas mais baixas e liberação rápida.

    A integração entre Serasa Descomplica e CERC pretende reduzir etapas, ampliar a transparência e aproximar a gestão do fluxo de caixa das alternativas de crédito baseadas em recebíveis.

    Para as empresas, porém, a facilidade de contratação deve vir acompanhada de planejamento.

    Antes de antecipar vendas futuras, é fundamental avaliar o custo, a necessidade dos recursos e os efeitos da operação sobre o caixa e o resultado da empresa.

    A ContabilizaíBank oferece contabilidade para mercado de capitais e crédito e negócios que precisam organizar suas rotinas financeiras, fiscais e contábeis. Atuamos com Factoring e outras empresas.

    Sua empresa precisa ter mais clareza sobre fluxo de caixa, crédito e recebíveis? Fale com a ContabilizaíBank e organize suas decisões financeiras com informações confiáveis.

    Autor: Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: Só 17% das PMEs antecipam recebíveis com frequência
  • MAG amplia atuação em FIDCs com aquisição bilionária

    MAG amplia atuação em FIDCs com aquisição bilionária

    A MAG Investimentos avançou no mercado de crédito estruturado ao adquirir a operação de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios da More Invest.

    A transação envolve aproximadamente R$ 4,5 bilhões em ativos, distribuídos em dez fundos, e eleva o patrimônio administrado pela gestora para perto de R$ 25 bilhões.

    O movimento também inclui a incorporação de parte da equipe responsável pela estratégia de FIDCs da More Invest.

    Mais do que uma aquisição de ativos, a operação reforça o crescimento dos FIDCs no mercado financeiro brasileiro e mostra como grandes gestoras estão ampliando sua exposição ao crédito estruturado.

    O que muda com a aquisição dos FIDCs da More Invest?

    Com a operação, a MAG Investimentos passa a oferecer uma estratégia que ainda não fazia parte de seu portfólio.

    A gestora já atuava em segmentos como renda fixa tradicional e crédito privado, mas ainda não possuía uma frente dedicada ao crédito estruturado por meio de FIDCs.

    A aquisição permite ampliar a oferta de produtos para públicos como:

    • plataformas de investimento;
    • family offices;
    • fundos de pensão;
    • investidores institucionais;
    • distribuidores de produtos financeiros.

    A More Invest, por sua vez, continua operando em outras classes de ativos.

    A MAG manterá a estratégia de FIC-FIDCs

    A operação adquirida continuará utilizando o modelo de fundos de cotas de FIDCs, conhecidos como FIC-FIDCs.

    Nesse formato, o fundo não investe diretamente nos direitos creditórios. Ele aplica seus recursos em cotas de diferentes FIDCs.

    Na prática, isso permite montar uma carteira composta por fundos administrados ou geridos por diferentes instituições e expostos a variados tipos de recebíveis.

    Por que investir por meio de fundos de cotas?

    Segundo as informações divulgadas sobre a transação, a MAG considera que o modelo reduz potenciais conflitos de interesse.

    Isso ocorre porque a gestora não participa diretamente da originação do crédito nem da estruturação dos veículos investidos.

    Sua atuação fica concentrada na análise, na seleção e no acompanhamento dos gestores e das carteiras.

    O modelo também pode ampliar a diversificação, já que o patrimônio pode ser distribuído entre diferentes fundos, operações, gestores e tipos de direitos creditórios.

    Ainda assim, a diversificação não elimina os riscos.

    A qualidade dos recebíveis, as garantias, a subordinação, a concentração da carteira e a capacidade dos devedores continuam sendo elementos relevantes para a avaliação de um FIDC.

    O que são FIDCs?

    Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios reúnem recursos de investidores para aplicação em recebíveis originados por empresas e outras organizações.

    Esses recebíveis podem surgir de atividades:

    • comerciais;
    • industriais;
    • imobiliárias;
    • financeiras;
    • de prestação de serviços;
    • de diferentes cadeias produtivas.

    Entre os ativos que podem compor essas estruturas estão duplicatas, parcelas de contratos, recebíveis comerciais e outros créditos que uma empresa tem a receber.

    Tecnologia será usada no monitoramento dos fundos

    A equipe incorporada pela MAG possui experiência de aproximadamente uma década na estratégia.

    Outro destaque é o uso de uma plataforma própria apoiada por inteligência artificial para acompanhar os fundos investidos.

    Segundo as informações divulgadas, o monitoramento pode alcançar inclusive as garantias relacionadas às operações que compõem as carteiras.

    O uso de tecnologia nesse segmento é relevante porque os FIDCs podem envolver grande volume de dados, como:

    • quantidade de recebíveis;
    • perfil dos devedores;
    • índices de atraso;
    • níveis de inadimplência;
    • concentração por cedente;
    • cobertura das garantias;
    • evolução das cotas;
    • comportamento das carteiras.

    Ferramentas de análise e automação podem ajudar a identificar alterações de risco com mais rapidez.

    Porém, a tecnologia não substitui a avaliação técnica, a governança e os controles internos da gestora.

    Juros elevados favorecem o crédito estruturado?

    A MAG avalia que o ambiente de juros elevados e a busca das empresas por novas formas de financiamento podem continuar impulsionando o mercado de FIDCs.

    Para as empresas, essas estruturas podem representar uma alternativa ao crédito bancário tradicional.

    Por meio da antecipação ou cessão de recebíveis, uma organização pode acessar recursos com base em valores que tem a receber no futuro.

    Para os investidores, os fundos podem oferecer exposição ao crédito privado e diferentes possibilidades de retorno.

    Entretanto, o potencial de remuneração deve ser analisado em conjunto com os riscos da carteira, a liquidez, os prazos e as características das cotas.

    Na estratégia adquirida, os principais fundos possuem prazos de resgate de 30 e 60 dias e apresentam retornos divulgados na faixa de CDI mais 2% a CDI mais 3%.

    Esses números se referem aos fundos mencionados na operação e não representam garantia de rentabilidade futura.

    Aquisição reforça consolidação do mercado de FIDCs

    A compra da operação da More Invest é a maior incorporação realizada pela MAG desde 2022.

    Antes dela, a gestora havia absorvido o Cash Renda Fixa e um fundo de ações da Somma Asset.

    Com a nova transação, a empresa reforça uma estratégia de crescimento que combina expansão orgânica e aquisições.

    O movimento também demonstra que o mercado de FIDCs está atraindo gestoras que antes concentravam suas operações em produtos mais tradicionais.

    Esse processo pode resultar em:

    • maior competição entre gestoras;
    • desenvolvimento de novas estratégias;
    • aumento da demanda por profissionais especializados;
    • maior uso de tecnologia no monitoramento de carteiras;
    • expansão da distribuição dos fundos;
    • fortalecimento da governança e dos controles.

    Ao mesmo tempo, a entrada de instituições maiores tende a elevar o nível de exigência sobre transparência, análise de risco, prestação de informações e acompanhamento dos ativos.

    O que esse movimento representa para o mercado?

    A aquisição mostra que os FIDCs estão deixando de ocupar uma posição restrita dentro do mercado de capitais e ganhando espaço no portfólio de grandes gestoras.

    Para empresas que atuam na estruturação, administração, gestão, custódia, controladoria ou distribuição desses fundos, esse crescimento traz novas oportunidades e responsabilidades.

    Quanto maior o volume administrado, maior também a necessidade de atenção a temas como:

    • regras da CVM;
    • controles internos;
    • demonstrações financeiras;
    • classificação dos direitos creditórios;
    • conciliação das operações;
    • prestação de informações;
    • acompanhamento de riscos;
    • obrigações fiscais e contábeis.

    Para consultar a regulamentação aplicável aos fundos, acesse o Anexo Normativo II da Resolução CVM 175.

    Contabilidade especializada acompanha a expansão dos FIDCs

    O crescimento do crédito estruturado aumenta a complexidade operacional das empresas que fazem parte desse mercado.

    Gestoras, securitizadoras e outras instituições financeiras precisam manter processos contábeis e regulatórios alinhados às características de suas operações.

    A ContabilizaíBank atua com contabilidade especializada para mercado de capitais e crédito, apoiando a organização de rotinas contábeis, fiscais e financeiras.

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    Autor: Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

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  • 4 formas de vender mais como correspondente bancário

    4 formas de vender mais como correspondente bancário

    Publicado em: 22/07/2026

    Aplicar boas estratégias de vendas para correspondentes bancários pode ajudar o Corban a atrair mais clientes, melhorar o atendimento e aproveitar melhor as oportunidades comerciais.

    No entanto, vender produtos financeiros não depende apenas de divulgar taxas ou encaminhar propostas. O cliente precisa entender as condições, confiar no atendimento e perceber que a solução apresentada faz sentido para sua realidade.

    Por isso, o correspondente bancário precisa combinar relacionamento, organização comercial, produção de conteúdo e tecnologia.

    Neste artigo, você conhecerá quatro formas de vender mais e preparar o seu Corban para crescer com mais controle.

    1. Entenda a necessidade de cada cliente

    O primeiro passo para vender mais como correspondente bancário é compreender o que levou o cliente a procurar uma solução financeira.

    Antes de apresentar um produto, procure entender:

    • qual é a necessidade do cliente;
    • por que ele busca crédito naquele momento;
    • qual valor pretende contratar;
    • quanto consegue comprometer mensalmente;
    • quais são suas principais dúvidas;
    • qual prazo considera adequado.

    Essas informações ajudam o Corban a conduzir um atendimento mais relevante.

    Em vez de começar a conversa falando apenas sobre taxas, limites e condições, faça perguntas e escute com atenção.

    Evite atendimentos genéricos

    Cada cliente possui uma realidade financeira diferente.

    Uma mensagem padronizada pode ajudar no primeiro contato, mas não deve conduzir toda a negociação.

    Personalize a conversa de acordo com a situação apresentada. Explique as opções de maneira clara e evite pressionar o cliente a tomar uma decisão imediata.

    Mesmo quando a contratação não acontece naquele momento, um bom atendimento pode gerar confiança, recomendações e oportunidades futuras.

    Use uma linguagem simples

    Produtos financeiros podem envolver termos técnicos que nem todos os clientes conhecem.

    Por isso, explique com clareza:

    • como funciona a operação;
    • quais são os custos envolvidos;
    • quais documentos serão necessários;
    • quais são as etapas da análise;
    • quais condições dependem da instituição financeira;
    • como o cliente pode acompanhar a proposta.

    Quanto mais fácil for compreender o processo, maior será a segurança do cliente durante a negociação.

    2. Organize o processo comercial do Corban

    Uma das principais estratégias de vendas para correspondentes bancários é manter um processo comercial organizado.

    Sem um fluxo definido, contatos podem ser esquecidos, propostas podem ficar sem acompanhamento e documentos podem se perder.

    Uma operação comercial pode seguir estas etapas:

    1. entrada do contato;
    2. identificação da necessidade;
    3. registro das informações;
    4. apresentação das possibilidades;
    5. envio da relação de documentos;
    6. acompanhamento da proposta;
    7. retorno ao cliente;
    8. pós-atendimento.

    Definir essas etapas ajuda a equipe a saber o que deve acontecer em cada momento.

    Também permite identificar gargalos que prejudicam as vendas.

    Utilize um CRM

    Um sistema de CRM pode ajudar o correspondente bancário a acompanhar seus contatos e oportunidades.

    Entre as informações que podem ser registradas estão:

    • nome do cliente;
    • produto de interesse;
    • valor solicitado;
    • origem do contato;
    • etapa da negociação;
    • documentos pendentes;
    • data do último atendimento;
    • próximo contato programado;
    • motivo da não contratação.

    Com esses dados organizados, o Corban reduz o risco de perder oportunidades por falta de retorno.

    Acompanhe os contatos no momento certo

    Entrar em contato muitas vezes em um curto período pode incomodar o cliente. Por outro lado, deixar uma proposta sem acompanhamento pode fazer com que a oportunidade seja esquecida.

    Defina prazos para os retornos e registre cada interação.

    Por exemplo:

    • retorno após o envio de documentos;
    • confirmação do recebimento da proposta;
    • atualização sobre a etapa da análise;
    • contato após a conclusão do atendimento;
    • reativação de clientes que não avançaram.

    Esse acompanhamento deve ser útil e respeitoso, sem criar pressão desnecessária.

    3. Use conteúdo e prova social para gerar confiança

    O cliente pode ter dúvidas antes de contratar um produto financeiro.

    Criar conteúdos educativos ajuda o Corban a responder perguntas, demonstrar conhecimento e aumentar a confiança no atendimento.

    Os materiais podem abordar temas como:

    • documentos necessários;
    • etapas da contratação;
    • diferenças entre produtos financeiros;
    • cuidados antes de contratar crédito;
    • funcionamento da análise;
    • prazos do processo;
    • dúvidas frequentes dos clientes.

    Esses conteúdos podem ser publicados em diferentes formatos:

    • artigos no blog;
    • carrosséis nas redes sociais;
    • vídeos curtos;
    • página de perguntas frequentes;
    • materiais em PDF;
    • mensagens informativas no WhatsApp.

    Crie uma FAQ prática

    Uma FAQ reúne as perguntas mais comuns dos clientes em um único lugar.

    Ela pode explicar, por exemplo:

    • quais documentos devem ser enviados;
    • como funciona a análise da proposta;
    • quanto tempo o processo pode levar;
    • como acompanhar a solicitação;
    • quais informações precisam ser confirmadas;
    • quais são os canais oficiais do Corban.

    As respostas devem ser objetivas e fáceis de compreender.

    Evite textos excessivamente técnicos ou longos. Quando um termo financeiro for necessário, explique seu significado.

    Utilize materiais no momento adequado

    Não basta criar bons materiais. É preciso utilizá-los na etapa correta da negociação.

    Um vídeo introdutório pode ser útil no início do contato. Já uma lista de documentos deve ser enviada quando o cliente demonstrar interesse em avançar.

    Antes de compartilhar um conteúdo, avalie:

    • qual dúvida ele responde;
    • se faz sentido para aquele cliente;
    • se está atualizado;
    • se segue as orientações da instituição parceira;
    • se facilita a próxima etapa do atendimento.

    Evite enviar muitos arquivos ou mensagens de uma só vez.

    Transforme bons atendimentos em prova social

    Avaliações e depoimentos podem aumentar a credibilidade do Corban.

    A prova social pode aparecer por meio de:

    • avaliações no Google;
    • depoimentos em vídeo;
    • comentários autorizados;
    • mensagens de clientes;
    • indicações;
    • relatos sobre o atendimento;
    • estudos de caso.

    Esses conteúdos devem destacar aspectos reais da experiência, como clareza, atenção, organização e agilidade na comunicação.

    Nunca prometa aprovação garantida, liberação imediata ou resultados que dependam da análise da instituição financeira.

    Também é fundamental obter autorização antes de publicar nomes, imagens, áudios ou mensagens de clientes.

    4. Use tecnologia para ganhar produtividade

    A tecnologia pode ajudar o correspondente bancário a organizar o atendimento e economizar tempo em tarefas repetitivas.

    Algumas ferramentas úteis são:

    • CRM;
    • WhatsApp Business;
    • respostas rápidas;
    • agendas compartilhadas;
    • sistemas de gestão;
    • ferramentas de automação;
    • planilhas de acompanhamento;
    • inteligência artificial.

    O objetivo não é substituir o atendimento humano, mas tornar a rotina mais organizada.

    Aproveite os recursos do WhatsApp Business

    O WhatsApp Business pode ser usado para:

    • criar mensagens de saudação;
    • configurar respostas rápidas;
    • organizar contatos com etiquetas;
    • apresentar produtos em um catálogo;
    • informar horários de atendimento;
    • compartilhar materiais educativos.

    Esses recursos ajudam a reduzir o tempo gasto em tarefas repetitivas.

    Porém, respostas automáticas não devem substituir a análise de cada situação.

    Use a inteligência artificial como apoio

    A inteligência artificial pode apoiar diferentes atividades comerciais, como:

    • revisar mensagens;
    • melhorar textos;
    • criar roteiros de atendimento;
    • organizar ideias;
    • sugerir temas para conteúdo;
    • elaborar perguntas frequentes;
    • resumir materiais;
    • estruturar mensagens de acompanhamento;
    • preparar treinamentos internos.

    Por exemplo, o Corban pode utilizar uma ferramenta de IA para tornar uma explicação técnica mais simples e objetiva.

    Proteja as informações dos clientes

    O uso de tecnologia exige cuidado com dados pessoais e informações confidenciais.

    Não insira em ferramentas não autorizadas:

    • documentos pessoais;
    • dados bancários;
    • contratos;
    • senhas;
    • propostas;
    • informações internas;
    • dados sensíveis dos clientes.

    Todo conteúdo produzido por inteligência artificial também deve ser revisado.

    A ferramenta pode gerar informações incorretas, incompletas ou inadequadas ao contexto.

    Quais indicadores de vendas o Corban deve acompanhar?

    Além de colocar as estratégias em prática, o correspondente bancário precisa analisar os resultados.

    Alguns indicadores importantes são:

    • quantidade de novos contatos;
    • origem dos clientes;
    • número de propostas iniciadas;
    • número de propostas concluídas;
    • taxa de conversão;
    • tempo médio de atendimento;
    • valor médio das operações;
    • motivos de desistência;
    • quantidade de indicações;
    • produtos mais procurados.

    Esses dados ajudam a identificar quais canais e ações geram melhores resultados.

    Por exemplo, se muitos clientes entram em contato, mas poucos enviam os documentos, pode haver uma dificuldade na comunicação ou no processo de coleta das informações.

    Se a maioria dos clientes chega por indicação, o Corban pode investir mais em pós-atendimento e solicitação de avaliações.

    Vender mais também exige organização financeira

    O crescimento das vendas aumenta a movimentação da empresa.

    Mais contratos podem gerar mais comissões, repasses, notas fiscais, despesas e obrigações tributárias.

    Sem organização, o Corban pode enfrentar problemas como:

    • falta de controle das comissões;
    • divergências nos repasses;
    • atraso na emissão de notas fiscais;
    • mistura entre finanças pessoais e empresariais;
    • dificuldade para acompanhar impostos;
    • ausência de planejamento;
    • falta de dados para tomar decisões.

    Por isso, vender mais não deve ser analisado apenas pelo volume de propostas.

    O gestor também precisa saber quanto a empresa faturou, quais foram os custos e qual foi o resultado real da operação.

    Leia também: Margem consignável do INSS pode voltar a 45%?

    Como preparar o Corban para crescer

    O crescimento sustentável depende da integração entre três áreas.

    Área comercial

    Responsável pela atração, atendimento e acompanhamento dos clientes.

    Área operacional

    Responsável pelas propostas, documentos, processos e comunicação com as instituições parceiras.

    Área financeira e contábil

    Responsável pelo controle das receitas, comissões, repasses, notas fiscais, impostos, folha de pagamento e resultados.

    Quando essas áreas trabalham de forma organizada, o gestor consegue entender não apenas quanto o Corban vende, mas também quanto realmente ganha.

    Para consultar informações institucionais sobre a atividade, acesse as orientações do Banco Central sobre correspondentes.

    Conclusão

    As estratégias de vendas para correspondentes bancários envolvem entender o cliente, organizar o processo comercial, produzir conteúdos úteis e utilizar a tecnologia com responsabilidade.

    Essas ações podem melhorar o atendimento, aumentar a confiança do público e reduzir a perda de oportunidades.

    No entanto, o crescimento também precisa ser acompanhado por uma estrutura financeira, fiscal e contábil organizada.

    A Corbanzaí oferece contabilidade especializada para correspondentes bancários que desejam crescer com mais controle, segurança e visão dos resultados.

    Quer preparar seu Corban para crescer? Fale com a Corbanzaí e conheça uma contabilidade que entende a rotina dos correspondentes bancários.

    Continue lendo >>: 4 formas de vender mais como correspondente bancário
  • FIDCs no crédito privado ganham força com Selic alta

    FIDCs no crédito privado ganham força com Selic alta

    Os FIDCs no crédito privado estão ganhando mais atenção em um cenário de Selic elevada, spreads comprimidos e maior preocupação com risco corporativo.

    Com juros altos por mais tempo, investidores e gestores passaram a olhar menos apenas para rentabilidade e mais para proteção. Nesse contexto, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios aparecem como uma alternativa relevante dentro da renda fixa.

    A razão está na combinação entre retorno, diversificação de recebíveis e mecanismos estruturais de proteção.

    Por que os FIDCs no crédito privado estão em destaque?

    Os FIDCs no crédito privado ganharam espaço porque o mercado passou a exigir mais seletividade.

    Durante um período recente, muitos títulos de crédito privado, especialmente debêntures, tiveram forte compressão de spreads. Isso significa que o prêmio pago ao investidor caiu.

    O problema é que essa redução ocorreu em um momento em que os riscos corporativos aumentaram. Ou seja, o investidor passou a receber menos retorno adicional justamente quando o risco de crédito ficou mais relevante.

    Nesse ambiente, os FIDCs chamam atenção por oferecerem uma estrutura diferente.

    O que são FIDCs?

    FIDCs são Fundos de Investimento em Direitos Creditórios. Eles investem em recebíveis, que são valores a receber originados de vendas, financiamentos, parcelas, contratos ou outras operações de crédito.

    Na prática, um FIDC pode reunir diversos direitos creditórios em uma única estrutura.

    Esses recebíveis podem ter origem em segmentos como:

    • crédito consignado;
    • financiamento de veículos;
    • cartões;
    • duplicatas;
    • crédito ao consumidor;
    • recebíveis comerciais;
    • contratos empresariais.

    Essa diversificação pode ajudar a reduzir a dependência de um único devedor ou emissor.

    Selic alta muda a lógica do crédito privado

    A Selic elevada altera a forma como empresas, investidores e gestores avaliam o crédito privado.

    Quando os juros permanecem altos por mais tempo, as empresas tendem a enfrentar maior pressão financeira. O custo da dívida sobe, a cobertura de juros pode piorar e o risco de inadimplência ganha mais peso.

    Ao mesmo tempo, os títulos públicos passam a oferecer retornos elevados, sem risco corporativo direto.

    Por isso, para o crédito privado continuar atrativo, ele precisa entregar mais do que retorno. Ele precisa oferecer qualidade de estrutura, proteção e boa análise de risco.

    É nesse ponto que os FIDCs no crédito privado ganham relevância.

    Spreads baixos aumentam a busca por proteção

    O spread é o prêmio que um título de crédito privado paga acima de uma referência, como o CDI.

    Quando os spreads ficam muito baixos, o investidor recebe menos compensação pelo risco assumido.

    Esse movimento foi observado em debêntures de empresas de alta qualidade, que passaram a pagar prêmios menores em relação ao CDI. Para alguns gestores, esse retorno deixou de compensar o risco de determinadas operações.

    Com isso, parte dos investidores passou a buscar alternativas com melhor relação entre risco e retorno.

    Os FIDCs podem se destacar nesse cenário porque combinam remuneração competitiva com mecanismos de proteção próprios da estrutura do fundo.

    Por que os FIDCs podem oferecer mais proteção?

    Uma das principais diferenças entre FIDCs e debêntures está na estrutura de risco.

    Em uma debênture, o investidor depende diretamente da capacidade de pagamento de uma empresa emissora. Se essa companhia enfrentar dificuldades financeiras, o risco recai sobre o título.

    Já em muitos FIDCs, o risco está distribuído entre diversos recebíveis. Isso pode reduzir a concentração em um único devedor.

    Além disso, os FIDCs podem ter classes diferentes de cotas, como:

    • cotas seniores;
    • cotas mezanino;
    • cotas subordinadas.

    As cotas subordinadas funcionam como uma camada de proteção. Em caso de inadimplência ou perda na carteira, elas tendem a absorver os impactos antes das cotas seniores.

    Por isso, em um fundo bem estruturado, o investidor sênior pode contar com um “colchão” de proteção maior.

    FIDCs e debêntures: qual a diferença para o investidor?

    FIDCs e debêntures pertencem ao universo do crédito privado, mas funcionam de formas diferentes.

    Debêntures

    As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas. O investidor empresta dinheiro para uma companhia e recebe juros por isso.

    O risco está ligado à capacidade daquela empresa honrar seus compromissos.

    FIDCs

    Os FIDCs compram ou investem em direitos creditórios. O pagamento ao investidor depende da performance da carteira de recebíveis.

    Quando o fundo é pulverizado, o risco pode estar distribuído entre muitos devedores ou operações.

    Essa diferença ajuda a explicar por que os FIDCs no crédito privado podem ser considerados mais defensivos em determinados cenários.

    O papel da pulverização dos recebíveis

    A pulverização é um dos pontos mais importantes na análise de um FIDC.

    Um fundo com carteira concentrada em poucos devedores pode apresentar risco elevado. Já um fundo com centenas ou milhares de recebíveis pode diluir melhor os impactos de inadimplência pontual.

    Essa característica não elimina o risco, mas pode tornar a estrutura mais resiliente.

    Por isso, ao avaliar FIDCs, gestores costumam observar:

    • qualidade dos recebíveis;
    • nível de pulverização da carteira;
    • histórico de inadimplência;
    • critérios de elegibilidade;
    • subordinação;
    • garantias;
    • atuação do gestor;
    • qualidade dos prestadores de serviço.

    A proteção depende da combinação entre estrutura, documentação, gestão e acompanhamento contínuo.

    Crédito privado exige mais seletividade

    O cenário atual mostra que o crédito privado não deve ser analisado apenas pela taxa oferecida.

    Com Selic alta, spreads comprimidos e aumento dos riscos corporativos, a seleção dos ativos se torna mais importante.

    Investidores precisam entender que retornos maiores podem estar associados a riscos maiores. Por isso, a gestão profissional ganha relevância.

    No caso dos FIDCs, é essencial avaliar não apenas a rentabilidade, mas também a estrutura do fundo, a qualidade dos recebíveis e a capacidade de absorver perdas.

    Gestão profissional ganha importância

    A expansão do crédito privado levou mais investidores pessoa física a acessarem debêntures, CRIs, CRAs e fundos de crédito.

    No entanto, nem sempre o acesso à informação acompanha esse crescimento.

    Em momentos de estresse, reestruturação ou inadimplência, investidores que contam com acompanhamento especializado tendem a ter mais condições de avaliar riscos e tomar decisões.

    Por isso, a proteção no crédito privado não depende apenas de diversificação. Ela também envolve análise, monitoramento e gestão ativa.

    Essa é uma das razões pelas quais os FIDCs no crédito privado têm sido avaliados com mais atenção por gestores.

    FIDCs são uma boa alternativa em renda fixa?

    Os FIDCs podem ser uma alternativa interessante dentro da renda fixa, especialmente para investidores que buscam exposição ao crédito privado com estrutura mais protegida.

    No entanto, eles não são livres de risco.

    Antes de investir, é importante observar:

    • tipo de recebível que compõe a carteira;
    • nível de subordinação;
    • concentração por devedor;
    • histórico do gestor;
    • liquidez do fundo;
    • regras de resgate;
    • rating, quando houver;
    • documentação da operação;
    • cenário econômico.

    O ponto central é que os FIDCs podem fazer sentido quando a estrutura é bem montada e quando o risco é compatível com o perfil do investidor.

    O que essa tendência mostra para o mercado?

    A maior procura por FIDCs indica uma mudança na forma como o mercado olha para o crédito privado.

    Em vez de buscar apenas títulos que paguem CDI mais um prêmio, gestores passaram a considerar a qualidade da estrutura.

    Isso significa olhar para proteção, diversificação, governança e capacidade de atravessar períodos de maior inadimplência.

    Nesse novo cenário, os FIDCs podem ganhar mais espaço, principalmente quando oferecem uma carteira pulverizada e mecanismos eficientes de absorção de perdas.

    Leia também: Crescimento dos FIDCs: por que o mercado avança?

    Conclusão

    Os FIDCs no crédito privado vêm ganhando força porque oferecem uma combinação importante para o momento atual: rentabilidade, estrutura e proteção.

    Com Selic alta por mais tempo, spreads comprimidos e aumento dos riscos corporativos, o investidor passou a olhar com mais cuidado para a qualidade do risco assumido.

    Nesse ambiente, FIDCs bem estruturados podem se destacar em relação a outros instrumentos de crédito privado, especialmente por conta da pulverização dos recebíveis e da existência de cotas subordinadas.

    Ainda assim, a análise deve ser criteriosa. O fundo precisa ser bem estruturado, ter boa governança, carteira consistente e gestão profissional.

    Para empresas, gestoras, securitizadoras e participantes do mercado financeiro, o avanço dos FIDCs reforça a importância de uma operação organizada, transparente e preparada para um ciclo de crédito mais seletivo.

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    ContabilizaíBank é especialista em contabilidade para securitizadorasfactorings ESCs.
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    Autor

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

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