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  • Duplicata escritural: o avanço que está modernizando o crédito no Brasil

    Duplicata escritural: o avanço que está modernizando o crédito no Brasil

    A duplicata escritural deixou de ser apenas uma previsão em lei para se tornar, de fato, um pilar da modernização do crédito empresarial no Brasil. Depois dos primeiros movimentos regulatórios, o mercado já vive uma fase de implementação prática, com escrituradoras se estruturando, sistemas sendo homologados e mais transparência nas operações com recebíveis.

    Neste artigo, mostramos como a duplicata escritural evoluiu, quais são os avanços mais relevantes e por que esse modelo eletrônico tende a se tornar padrão nas operações de crédito corporativo.

    O que é duplicata escritural e o que mudou desde a sua criação

    A duplicata escritural é a versão eletrônica da tradicional duplicata mercantil, representando uma promessa de pagamento decorrente de venda de produtos ou prestação de serviços. Regulamentada pela Lei nº 13.775/2018, ela substitui o documento em papel pelo registro eletrônico, mantendo a mesma natureza jurídica, mas com ganhos importantes em segurança e eficiência.

    Nos primeiros anos após a lei, o tema ainda estava em fase de estruturação. Hoje, o cenário é diferente: o Banco Central detalhou regras, as escrituradoras avançaram na adequação de seus sistemas e o mercado começa a se adaptar à realidade de títulos totalmente digitais.

    Resolução BCB 339/2023: mais clareza e segurança operacional

    Além da lei, um passo decisivo foi a publicação da Resolução BCB 339/2023, em 2023. Ela estabeleceu regras mais detalhadas para:

    • escrituração da duplicata escritural;
    • registro e depósito centralizado;
    • negociação e transferência de titularidade;
    • funcionamento dos sistemas eletrônicos de escrituração.

    Com isso, o ambiente regulatório ficou mais claro, dando segurança para que as instituições interessadas buscassem autorização para atuar como escrituradoras de duplicata escritural.

    Como funciona o sistema eletrônico da duplicata escritural

    De acordo com a Resolução BCB 339/2023, o sistema eletrônico de escrituração precisa oferecer um conjunto mínimo de serviços, garantindo o controle e a rastreabilidade de cada duplicata escritural.

    Serviços mínimos exigidos pelo regulador

    • Emitir a duplicata escritural por ordem do sacador;
    • Controlar a transferência de titularidade da duplicata escritural;
    • Emitir extratos e disponibilizar informações armazenadas sobre as duplicatas escrituradas;
    • Receber e tratar contestações, inclusive no contexto de interoperabilidade;
    • Permitir a inserção de informações, indicações e declarações referentes às operações realizadas com duplicatas escriturais.

    Além disso, o escriturador deve obrigatoriamente associar a duplicata escritural à Nota Fiscal eletrônica ou a outro documento fiscal eletrônico correspondente, notificar o sacado sobre mudanças de titularidade e realizar conciliações constantes de dados.

    Essas exigências trazem maior transparência ao processo e reduzem significativamente o risco de fraudes, conflitos de informação e oscilações indevidas de risco de crédito.

    Etapas para autorização das escrituradoras

    Para atuar como escrituradora de duplicata escritural, a instituição precisa passar por um processo de autorização junto ao Banco Central. Esse fluxo inclui etapas regulatórias e tecnológicas.

    Principais fases do processo

    1. Registro e análise regulatória: a instituição apresenta regulamentos e manuais comprovando alinhamento às normas.
    2. Homologação técnica: é necessário demonstrar que o sistema de escrituração está em funcionamento adequado, incluindo testes de segurança, capacidade e confiabilidade.
    3. Interoperabilidade: pelo menos duas instituições precisam estar na etapa de homologação para validar a comunicação entre sistemas.
    4. Ciclos de homologação: o Banco Central conduz rodadas sucessivas de testes; se apenas uma instituição for aprovada, o sistema não entra em operação.

    Esse modelo garante que o ecossistema de duplicata escritural seja sólido, padronizado e capaz de suportar o grande volume de títulos emitidos mensalmente no mercado brasileiro.

    Por que a duplicata escritural representa um avanço para o crédito

    Na prática, a duplicata escritural traz benefícios concretos para empresas como por exemplo securitizadoras e plataformas de antecipação de recebíveis.

    Principais benefícios do modelo eletrônico

    • Mais transparência nas cadeias de recebíveis;
    • Redução de fraudes e de duplicidade de títulos;
    • Segurança jurídica reforçada, com regras claras para registro e transferência de titularidade;
    • Integração facilitada com sistemas de crédito e plataformas digitais de antecipação;
    • Eficiência operacional, com menos papel, menos retrabalho e processos mais rápidos.

    Em um mercado que lida com bilhões de reais em recebíveis, a confiabilidade das informações é fundamental para precificação correta do risco, expansão de limites de crédito e atração de novos investidores para o segmento.

    Para quem atua diretamente com compra, cessão ou securitização de duplicatas, o avanço da duplicata escritural representa uma mudança estrutural positiva. Com registros eletrônicos mais confiáveis, as análises de risco se tornam mais precisas e a estruturação de operações fica mais segura.

    Perspectivas: o futuro da duplicata escritural no Brasil

    À medida que mais instituições concluem o processo de autorização e homologação, a duplicata escritural tende a ganhar escala. O próximo passo natural é que ela se consolide como modelo dominante para operações de crédito lastreadas em recebíveis mercantis.

    A combinação entre tecnologia, compliance e segurança jurídica abre espaço para produtos financeiros mais sofisticados, maior competição entre ofertantes de crédito e, ao mesmo tempo, mais proteção para sacadores e sacados.

    Para acompanhar a evolução normativa e técnica da duplicata escritural diretamente na fonte, consulte o site oficial do Banco Central do Brasil .

    Conclusão: como se preparar para o novo padrão de recebíveis

    A duplicata escritural deixou de ser apenas um projeto e já é uma realidade em fase de consolidação. Ela traz mais transparência, segurança e eficiência para o mercado de crédito, alinhando o Brasil às tendências internacionais de digitalização financeira.

    Quer entender como organizar sua operação para a era da duplicata escritural e de outros recebíveis digitais?Contabilizaí Bank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

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  • Pequenos negócios lucrativos: por que a ESC se tornou uma grande oportunidade

    Pequenos negócios lucrativos: por que a ESC se tornou uma grande oportunidade

    A busca por pequenos negócios lucrativos tem crescido no Brasil, especialmente entre quem deseja complementar a renda ou iniciar um empreendimento próprio com baixo risco. Dentro desse cenário, a Empresa Simples de Crédito (ESC) se destaca como uma das alternativas mais acessíveis, seguras e rentáveis, e tem ganhado força desde sua criação pela Lei Complementar nº 167/2019.

    Neste artigo, você vai entender por que a ESC está entre os modelos mais promissores do país, como ela funciona na prática e o que é necessário para abrir uma.

    O que é uma Empresa Simples de Crédito (ESC)?

    A ESC é um modelo criado para permitir que pessoas físicas emprestem capital próprio para Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. Diferente de bancos, ela não utiliza recursos de terceiros: toda operação vem do capital social integralizado pelo próprio empreendedor.

    Ou seja, a ESC funciona como um pequeno negócio de crédito local, mas dentro de regras claras, legais e com forte potencial de retorno financeiro, tornando-se uma das principais referências quando falamos em pequenos negócios lucrativos ESC.

    Por que a ESC está entre os pequenos negócios lucrativos no Brasil?

    1. Rentabilidade muito acima da média

    A receita da ESC vem dos juros cobrados em operações de:

    • empréstimos;
    • financiamentos;
    • antecipação de recebíveis;
    • desconto de títulos.

    Em mercados locais com escassez de crédito, as taxas são competitivas e podem trazer ganhos previsíveis e constantes, o que posiciona a ESC entre os pequenos negócios lucrativos ESC mais atrativos.

    2. Mercado gigante e pouco explorado

    Desde a criação da lei, mais de mil ESCs foram abertas no Brasil. Pode parecer muito, mas esse número representa menos de 0,5% da demanda total de crédito das micro e pequenas empresas.

    Em muitas cidades, não há sequer uma ESC operando, um cenário ideal para quem deseja se posicionar com vantagem em um negócio local, recorrente e de alta demanda.

    3. Baixo custo de operação

    A ESC:

    • pode funcionar totalmente de forma digital;
    • exige equipe mínima ou nenhuma;
    • não precisa de estrutura física robusta;
    • permite operar do próprio home office.

    Isso a coloca entre os pequenos negócios lucrativos mais acessíveis para quem quer começar no mercado financeiro sem montar um banco ou uma instituição complexa.

    4. Autonomia total nas operações

    Quem abre uma ESC tem autonomia para:

    • definir taxas de juros conforme o risco e o mercado;
    • estabelecer prazos e condições de pagamento;
    • estruturar diferentes tipos de contratos;
    • exigir garantias reais, como imóveis e veículos;
    • incluir avalistas para aumentar a segurança jurídica.

    Essa flexibilidade permite controlar o risco, rentabilidade e perfil da carteira de clientes com bastante precisão.

    Requisitos para abrir uma ESC

    Para que sua empresa se enquadre como Empresa Simples de Crédito, é preciso seguir alguns pontos previstos em lei:

    • oferecer empréstimos, financiamentos e desconto de títulos apenas para MEIs, micro e pequenas empresas;
    • atuar exclusivamente com capital próprio;
    • não usar a palavra “banco” ou termos que remetam a instituições financeiras no nome empresarial;
    • operar somente no município de origem e municípios limítrofes;
    • ter receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões;
    • não contrair empréstimos para emprestar mais;
    • ter sócios apenas pessoas físicas, que não participem de outra ESC;
    • integralizar o capital social em moeda corrente nacional;
    • atuar como empresário individual ou sociedade limitada (podendo ser ME ou EPP);
    • não optar pelo Simples Nacional.

    Essas regras garantem que a ESC atue de forma transparente, organizada e em conformidade com o marco legal.

    Por que investir no setor de crédito rende tanto?

    O setor financeiro é historicamente um dos mais lucrativos do mundo. Não à toa, bancos e instituições financeiras lucram bilhões todos os anos com operações de crédito.

    Ao abrir uma Empresa Simples de Crédito, o empreendedor replica, em pequena escala e com capital próprio, um modelo que há décadas gera resultados consistentes, com a vantagem de atuar de forma mais próxima, regional e personalizada.

    Dentro do universo dos pequenos negócios lucrativos ESC, a ESC se destaca justamente por unir:

    • alta demanda por crédito;
    • modelo regulado em lei;
    • operações locais com relacionamento direto;
    • potencial de retorno bem acima de aplicações tradicionais.

    Como começar com segurança

    Para abrir e operar uma ESC com segurança, é fundamental:

    • formalizar corretamente o CNPJ e o contrato social;
    • seguir os requisitos da Lei Complementar nº 167/2019;
    • contar com assessoria contábil especializada em ESC;
    • adotar boas práticas de análise de crédito e cobrança.

    Leia também: Segunda fonte de renda com ESC: como começar com segurança

    Conclusão

    A Empresa Simples de Crédito reúne tudo o que caracteriza pequenos negócios lucrativos ESC: baixa complexidade operacional, alta rentabilidade, autonomia e um mercado enorme ainda pouco explorado. Para quem deseja transformar capital próprio em uma fonte de renda constante e segura, a ESC é uma das melhores oportunidades dos últimos anos.

    Se você quer começar nesse mercado com orientação profissional e segurança jurídica, a ContabilizaíBank está preparada para ajudar a tirar esse projeto do papel.

    Contabilizaí Bank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

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  • As principais mudanças no imposto de renda 2026: o que muda com a nova Lei 15.270/2025

    As principais mudanças no imposto de renda 2026: o que muda com a nova Lei 15.270/2025

    A nova Lei 15.270/2025, sancionada sem vetos e publicada no Diário Oficial da União em 27/11/2025, altera profundamente o sistema do Imposto de Renda no Brasil. A partir de janeiro de 2026, entram em vigor novas faixas do IRPF, regras de tributação para lucros e dividendos e a criação da tributação mínima para altas rendas. Neste artigo, você entenderá todas as mudanças no imposto de renda 2026 e como elas afetam pessoas físicas, empresários e investidores.

    1. Nova redução no imposto mensal a partir de janeiro de 2026

    O artigo 3º-A da Lei 9.250/1995 recebeu nova redação e passa a conceder redução no IR mensal para contribuintes com rendimentos de até R$ 7.350,00. A regra cria uma espécie de “desconto automático” que diminui o imposto retido na fonte.

    Como funciona a redução?

    • Até R$ 5.000,00: redução de até R$ 312,89, zerando o imposto devido.
    • Entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00: redução decrescente, calculada pela fórmula da lei.
    • Acima de R$ 7.350,00: não há redução no IR mensal.

    A redução também vale para o décimo terceiro salário.

    2. Lucros e dividendos acima de R$ 50 mil por mês terão retenção de 10%

    Uma das mudanças mais impactantes da nova legislação é a criação da tributação mensal de altas rendas.

    O que muda para quem recebe lucros e dividendos?

    • Pagamentos mensais acima de R$ 50.000,00 feitos por uma mesma pessoa jurídica a uma mesma pessoa física sofrerão retenção de 10% de IR na fonte.
    • Se houver mais de um pagamento no mês, o imposto deve ser recalculado somando todos os valores.

    O que permanece isento?

    Os seguintes lucros e dividendos permanecem fora da tributação:

    • Resultados apurados até 2025;
    • Distribuições aprovadas até 31/12/2025;
    • Pagamentos realizados conforme os termos originais de aprovação.

    3. Tributação anual mínima para altas rendas

    O novo Capítulo III-A cria a tributação mínima anual para pessoas físicas com renda anual superior a R$ 600.000,00.

    Como funciona a regra?

    • Entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão: alíquota cresce progressivamente de 0% a 10%.
    • Acima de R$ 1,2 milhão: alíquota fixa de 10%.

    O que entra na conta da tributação mínima?

    Entram:

    • renda tributável, exclusiva e definitiva;
    • rendimentos isentos;
    • rendimento rural;
    • lucros e dividendos (com exceções).

    São excluídos vários rendimentos específicos, como FIIs, Fiagro, LCI, LCA, poupança, CPR financeira, entre outros descritos na lei.

    4. Regras para distribuição de lucros acumulados em 2025

    Este é um ponto essencial para empresários e contadores. A lei garante que lucros apurados até o ano-calendário de 2025 podem permanecer isentos, desde que cumpram certos requisitos.

    Para manter a isenção:

    • A distribuição deve ser aprovada até 31/12/2025 pelo órgão societário competente.
    • O pagamento, crédito, emprego ou entrega deve acontecer em 2026, 2027 ou 2028.
    • A operação deve seguir exatamente os termos aprovados até o fim de 2025.

    Essa regra se aplica tanto ao IRPF quanto à tributação mínima de altas rendas.

    5. Remessas ao exterior também terão retenção de 10%

    A lei altera o artigo 10 da Lei 9.249/1995 e estabelece que lucros e dividendos remetidos ao exterior serão tributados com IRRF de 10%.

    Algumas exceções permanecem, como:

    • governos estrangeiros com reciprocidade;
    • fundos soberanos;
    • entidades administradoras de previdência no exterior.

    6. Outras mudanças relevantes do imposto de renda 2026

    • Nova faixa de dedução no IR anual, com redução para rendimentos de até R$ 88.200,00.
    • Regras atualizadas para cálculo do saldo a pagar ou restituir.
    • Poder Executivo terá um ano para propor atualização dos valores do IRPF.
    • Compensações entre União, Estados e Municípios devido à alteração das bases de cálculo.

    Para visualizar a publicação oficial, consulte o texto integral no Diário Oficial da União.

    Conclusão: prepare-se para as mudanças no imposto de renda 2026

    A Lei 15.270/2025 inaugura uma nova fase na tributação brasileira. As mudanças no imposto de renda 2026 afetam desde trabalhadores com salário mensal até investidores que recebem altos volumes de lucros e dividendos.

    Quem se antecipa reduz riscos, evita autuações e aproveita oportunidades de estruturação tributária ainda válidas em 2025, especialmente no tema dos lucros acumulados.

    Fique atento às regras, faça um bom planejamento e busque orientação especializada para não ser pego de surpresa.

    Quer receber mais análises sobre as mudanças tributárias? Contabilizaí Bank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

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  • Copom mantém Selic em 15%: entenda impacto para o mercado de crédito

    Copom mantém Selic em 15%: entenda impacto para o mercado de crédito

    O Copom mantém a Selic em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas. A decisão reforça a preocupação do Banco Central com a inflação, as incertezas fiscais e o cenário internacional, fatores que exigem cautela e justificam uma taxa de juros elevada por mais tempo.

    Neste artigo, você entende por que a Selic foi mantida, como isso afeta o crédito no Brasil e quais são os impactos diretos para correspondentes bancários e empresas que atuam no mercado financeiro.

    Por que o Copom manteve a Selic em 15% ao ano

    A decisão foi anunciada após a reunião de 17 de janeiro e está alinhada ao que o BC já havia sinalizado: manter a taxa em um nível alto por um “período bastante prolongado”.

    Os principais motivos foram:

    1. Inflação ainda acima da meta

    • serviços com preços rígidos;
    • mercado de trabalho aquecido;
    • repasses de custos;
    • incertezas fiscais.

    2. Cenário internacional turbulento

    A instabilidade global influencia o câmbio e aumenta a necessidade de cautela da autoridade monetária.

    3. Risco fiscal no Brasil

    Dúvidas sobre metas, gastos públicos e arrecadação ampliam a percepção de risco, prejudicando a confiança dos investidores.

    4. Economia desacelerando, mas não o suficiente

    O Copom reconhece perda de ritmo na atividade econômica, porém considera que o processo ainda não garante ambiente seguro para iniciar cortes de juros.

    Contexto histórico: maior patamar em quase 20 anos

    A Selic não atingia um valor tão alto desde 2006, quando alcançou 15,25%.

    A taxa atual foi alcançada em junho de 2025, após:

    • um ciclo de altas iniciado em setembro de 2024;
    • elevação de 14,75% para 15% em junho;
    • interrupção do ciclo em julho.

    Analistas projetam que os primeiros cortes só devem ocorrer no fim de janeiro de 2026, caso o cenário inflacionário permita.

    Impacto da decisão no mercado de crédito

    Na prática, quando o Copom mantém a Selic, o custo do crédito permanece elevado, afetando consumidores e empresas.

    1. Pessoas físicas

    • Empréstimos mais caros;
    • Acesso mais limitado ao crédito;
    • Endividamento mais sensível à renda.

    2. Empresas

    • Redução de investimentos;
    • Custo mais alto para capital de giro;
    • Pressão sobre o fluxo de caixa.

    3. Correspondentes bancários (Corban)

    • Maior desafio para aprovar crédito;
    • Operações mais rígidas e conservadoras;
    • Redução da demanda em algumas linhas;
    • Necessidade de orientação técnica mais forte ao cliente.

    Reação dos mercados

    A decisão coincidiu com o corte dos juros pelo Federal Reserve (Fed), que reduziu a taxa dos EUA para 4% a 4,25%.

    • Ibovespa: alta de 0,93%, renovando recorde de fechamento;
    • Dólar: fechou em leve alta de 0,06%, a R$ 5,30;
    • Mercado financeiro: sinal positivo para ações, mas câmbio pressionado.

    O que esperar para os próximos meses

    O Copom não descarta cortes no futuro, mas indica que a Selic deve permanecer estável por mais tempo.

    • Inflação mais próxima da meta;
    • Melhora do cenário fiscal;
    • Desaceleração mais clara da economia;
    • Maior previsibilidade internacional.

    Conclusão: Selic estável exige atenção no mercado de crédito

    Com o Copom mantendo a Selic em 15%, o mercado de crédito permanece pressionado. Correspondentes bancários e empresas precisam ajustar suas estratégias, orientar clientes com precisão e atuar com estrutura financeira sólida.

    A Corbanzaí oferece contabilidade especializada para Corban, garantindo segurança, organização e suporte para atuar de forma profissional no mercado de crédito.

    Continue acompanhando o blog da Corbanzaí para saber mais.

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  • FIDC no mercado esportivo: expansão e novas estratégias

    FIDC no mercado esportivo: expansão e novas estratégias

    O interesse por FIDC no mercado esportivo cresce rapidamente à medida que clubes, investidores e gestoras buscam novas formas de financiar operações, antecipar receitas e estruturar ativos ligados ao futebol. Um dos principais destaques desse movimento é a OutField, casa especializada exclusivamente no esporte e que vem ampliando sua atuação em crédito, equity e SAFs.

    Neste artigo, você vai entender como os FIDCs estão se consolidando no setor, quais produtos vêm sendo estruturados e qual o papel da OutField na evolução do mercado esportivo brasileiro e internacional.

    O crescimento do FIDC no mercado esportivo

    A OutField já soma dez anos de atuação e se tornou referência ao criar estruturas financeiras voltadas exclusivamente para o esporte. Hoje, conta com:

    • três FIDCs operando;
    • um novo FIDC focado em ativos da CNRD em estruturação;
    • investimentos em clubes no Brasil e no exterior;
    • aportes em ligas, startups e empresas de mídia esportiva.

    A gestora participou da criação do primeiro FIDC de um clube de futebol no Brasil, estruturado para o São Paulo em 2019, e segue ampliando sua operação em diferentes ligas.

    Planos de expansão e metas para os próximos anos

    Atualmente, a OutField administra cerca de R$ 700 milhões em ativos. A meta é chegar a R$ 2,5 bilhões sob gestão até 2030.
    O crescimento virá de forma equilibrada entre os dois pilares principais:

    • Equity (participações em clubes, ligas e empresas)
    • Dívida (FIDCs, SAFs e antecipação de receitas)

    Segundo Pedro Oliveira, fundador da OutField, o setor esportivo brasileiro “existe há mais de 120 anos, mas como indústria estruturada tem apenas seis ou sete”. Por isso, há enorme espaço para desenvolver soluções de crédito e financiamento.

    Novos FIDCs e operações recentes

    FIDC Futebol (lançado em 2025)

    No primeiro semestre, a gestora lançou o FIDC Futebol, que captou R$ 100 milhões junto a family offices e investidores institucionais. O fundo:

    • antecipa recebíveis de clubes;
    • é multicedente e multisacado;
    • opera com um pool de garantias diversificado;
    • já realizou operações com clubes das Séries A, B e C.

    Há ainda cinco novas operações em avaliação.

    Outros FIDCs em operação

    A OutField também administra:

    • FIDC São Paulo – R$ 400 milhões em PL;
    • FIDC OutField (CNRD) – R$ 50 milhões focados em adquirir créditos de litígios na Câmara Nacional de Resolução de Disputas;
    • Novo FIDC em estruturação – direcionado a direitos creditórios originados na CNRD.

    Esse avanço reforça o papel do FIDC no mercado esportivo como instrumento eficiente para financiar clubes e resolver disputas contratuais.

    OutField: presença do Brasil à Europa

    Em 2025, a OutField deu um grande passo internacional ao adquirir participação minoritária no Le Mans Football Club, da Ligue 2 francesa, com opção de assumir o controle no futuro.

    No Brasil, segue atuando como investidora em SAFs:

    • Coritiba (congestão com a Treecorp);
    • Maringá (evento de saída bem-sucedido com venda aos acionistas).

    Na área de equity, os investimentos incluem:

    • Religion of Sports (EUA) – empresa de conteúdo esportivo cofundada por Tom Brady;
    • Hexagon Cup (Espanha) – liga global de padel em rápido crescimento.

    Por que o FIDC se tornou essencial no setor esportivo?

    • Antecipação de receitas: clubes convertem contratos futuros em liquidez imediata.
    • Diversificação de garantias: estruturas multicedentes reduzem risco para investidores.
    • Atração de capital institucional: family offices e fundos buscam oportunidades no esporte.
    • Governança e compliance: operações seguem padrões regulatórios mais rígidos.

    Leia também: O futebol entra no mercado de capitais: o boom da antecipação de recebíveis

    Conclusão

    O uso de FIDC no mercado esportivo está redefinindo a forma como clubes e empresas do setor acessam crédito, estruturam dívidas e aceleram seu crescimento. A OutField se destaca como uma das casas mais especializadas do país, combinando experiência em crédito, equity e gestão esportiva com visão global.

    À medida que a indústria do esporte se profissionaliza, instrumentos como FIDCs, SAFs e fundos de participação devem se tornar pilares do financiamento esportivo no Brasil e no exterior.

    A ContabilizaíBank apoia o crescimento do setor e acredita no potencial do esporte como ativo financeiro. É uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

    Continue acompanhando o blog e descubra como a contabilidade estratégica pode impulsionar negócios no mercado esportivo e financeiro.

    Continue lendo >>: FIDC no mercado esportivo: expansão e novas estratégias
  • Ocultação patrimonial lícita: entenda o que é e quando se aplica

    Ocultação patrimonial lícita: entenda o que é e quando se aplica

    O avanço da inadimplência no Brasil tem levado muitos devedores a buscar formas de proteger seus bens. Nesse cenário, cresce o interesse sobre ocultação patrimonial lícita, um conceito que desperta dúvidas tanto entre credores quanto entre pessoas que enfrentam dificuldades financeiras. Afinal, existe uma forma legal de proteger patrimônio sem cometer fraude?

    Neste artigo, você entenderá como funciona a proteção patrimonial permitida pela lei, como esse movimento impacta credores e o sistema judiciário, e qual o papel de instrumentos de busca de ativos nesse contexto.

    Crescimento da inadimplência e busca por proteção patrimonial

    O número de inadimplentes no Brasil segue em alta. Segundo o Serasa, em setembro de 2025:

    • 79,1 milhões de brasileiros estavam inadimplentes;
    • o dado representa alta de 0,4% em relação ao mês anterior;
    • famílias que afirmam não ter condições de pagar dívidas em atraso chegaram a 13,2%.

    O cenário também afeta empresas: em agosto de 2025, 8,1 milhões de CNPJs estavam inadimplentes, com dívida média acima de R$ 24 mil, o maior patamar da série histórica.

    Diante disso, devedores buscam maneiras de proteger bens e reorganizar finanças. Parte dessas estratégias envolve mecanismos considerados lícitos, desde que não configurem fraude, abuso ou intenção de impedir a satisfação de credores.

    O que é ocultação patrimonial lícita?

    A expressão se refere a práticas de proteção patrimonial permitidas pela legislação, que não visam burlar credores, mas sim estruturar, custodiar ou garantir valores com finalidade legítima.

    Proteção patrimonial lícita não é fraude à execução

    A ocultação lícita ocorre quando:

    • o devedor organiza o patrimônio dentro das normas;
    • utiliza mecanismos legítimos, como custódia, garantias ou contas específicas;
    • não tenta impedir o acesso do credor a bens penhoráveis.

    Quando existe intenção de dificultar a execução, aí sim configura fraude, algo que o Judiciário coíbe com rigor.

    Exemplo: a conta escrow

    Um mecanismo comum citado por especialistas é a conta escrow, muito usada em:

    • operações imobiliárias;
    • financiamentos;
    • garantias contratuais;
    • transações complexas entre empresas.

    Como funciona?

    A conta escrow é administrada por um terceiro (agente), que só libera os valores quando as obrigações são cumpridas.

    A conta escrow torna o valor impenhorável?

    Não. Segundo profissionais do mercado e decisões judiciais recentes:

    • a conta escrow não garante impenhorabilidade absoluta;
    • o devedor deve comprovar a finalidade econômica da operação;
    • o credor pode demonstrar abuso ou fraude para permitir a penhora.

    O Judiciário já reconhece, em alguns casos, a possibilidade de penhorar valores em escrow quando há inconsistências entre a finalidade declarada e o uso real da conta.

    Impacto no Judiciário e nos mecanismos de busca de bens

    O aumento da inadimplência pressiona também o Judiciário:

    • pedidos de recuperação judicial e falência crescem;
    • processos de superendividamento aumentaram 8.530% desde a Lei 14.181/21;
    • cobranças fiscais e bancárias estão entre os temas mais litigados.

    Para apoiar credores na localização de bens, o Judiciário e entidades públicas utilizam sistemas como:

    • Sisbajud;
    • Renajud;
    • Infojud;
    • SREI;
    • consultas a bases públicas e cartórios.

    Esses instrumentos aumentam a eficiência das execuções e dificultam que a ocultação patrimonial lícita seja usada de forma distorcida como blindagem indevida.

    Conclusão

    A ocultação patrimonial lícita existe e pode ser aplicada dentro das normas legais, especialmente em situações que exigem garantias, estruturação de operações ou proteção legítima de valores. No entanto, o uso indevido desses mecanismos configura fraude e pode abrir espaço para penhora, responsabilização e sanções.

    Para credores, conhecer esses instrumentos e utilizar ferramentas modernas de busca de ativos é essencial. Para empresas endividadas, compreender o que é permitido evita riscos jurídicos e facilita a organização financeira.

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