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  • Multiplica quer triplicar FIDC de consignado privado

    Multiplica quer triplicar FIDC de consignado privado

    O mercado de FIDC de consignado privado vive um ciclo de expansão. A Multiplica Capital, boutique de crédito com 52 FIDCs em operação, planeja triplicar o volume do seu fundo de consignado privado e encerrar 2026 perto de R$ 600 milhões, após resolver ajustes operacionais iniciais nos repasses.

    FIDC de consignado privado: o que mudou

    A Lei 15.179/25 atualizou regras do crédito consignado privado e tornou a modalidade mais escalável. Entre os pontos:

    • Comprometimento de até 35% do salário nas parcelas;
    • Possibilidade de usar até 10% do FGTS como garantia;
    • Uso de 100% da multa rescisória em caso de demissão;
    • Perspectiva de redução de taxas e melhor relação risco-retorno para investidores.

    Segundo a gestora, a inadimplência histórica do produto variava entre 12% e 15%, e as novas regras tendem a melhorar a previsibilidade.

    Plano de crescimento e cronograma

    Após “testar” o novo sistema de repasses e corrigir atrasos do primeiro mês, a Multiplica prevê:

    • Acelerar captações a partir de janeiro de 2026;
    • Alcançar cerca de R$ 400 milhões até junho de 2026;
    • Fechar o ano com R$ 600 milhões sob gestão no FIDC de consignado privado.

    Diversificação: FIDC de infraestrutura

    Além do consignado, a casa avança em FIDC de infraestrutura, caso do Soldi, estruturado para financiar galpões logísticos (incluindo operações built to suit e locação fracionada). O primeiro ano levantou R$ 200 milhões, com securitização de contratos de aluguel já realizada.

    Oportunidades e atenção para quem acompanha o tema

    Para quem acompanha o ecossistema de crédito estruturado, o avanço do FIDC de consignado privado indica:

    1. Ambiente regulatório mais favorável à escala do produto;
    2. Profissionalização de originação e controles de risco;
    3. Integração entre funding estruturado e economia real.

    Perspectiva do mercado

    Com regras mais claras e apetite de captação, o FIDC de consignado privado tende a ganhar espaço na indústria de crédito estruturado. Para quem atua ao redor desse ecossistema, acompanhar governança, originadores e métricas de inadimplência segue essencial.

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

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  • Saque-aniversário FGTS: 9 milhões podem ficar sem crédito

    Saque-aniversário FGTS: 9 milhões podem ficar sem crédito

    As novas regras do saque-aniversário FGTS, que entram em vigor em 1º de novembro, devem restringir o acesso ao crédito para milhões de trabalhadores brasileiros. Segundo estimativa da Associação Brasileira dos Bancos (ABBC), cerca de 9 milhões de pessoas com saldo no FGTS, mas desempregadas, podem perder a possibilidade de contratar empréstimos com garantia do fundo.

    Essas mudanças fazem parte de um pacote de medidas que busca limitar o número de operações e o valor disponível para antecipação, alterando significativamente o cenário do crédito pessoal com garantia do FGTS, um dos produtos mais acessíveis do mercado.

    O que muda nas novas regras

    De acordo com as novas diretrizes, o governo implementará limites no valor e no número de antecipações possíveis pelo saque-aniversário, além de prazos mais rígidos entre as operações. A medida, segundo a ABBC, pode afetar diretamente cerca de 20 milhões de trabalhadores que atualmente utilizam essa modalidade de crédito.

    Principais mudanças do saque-aniversário FGTS

    • Carência: será necessário aguardar 90 dias após aderir ao saque-aniversário para realizar a primeira antecipação. Antes, o crédito podia ser contratado imediatamente.
    • Limite de operações simultâneas: apenas uma antecipação ativa por ano será permitida.
    • Limite de antecipações: o trabalhador poderá antecipar até cinco parcelas de saques futuros em um período de 12 meses.
    • Valor mínimo e máximo: cada operação deve respeitar o piso de R$100 e o teto de R$500 por saque. Assim, o máximo que poderá ser contratado em um ano será de R$2.500.

    Com as novas restrições, o governo busca reduzir o uso do FGTS como garantia de crédito e reforçar programas como o Crédito do Trabalhador, voltado ao setor privado.

    Impacto no mercado e para o Correspondente Bancário

    A antecipação do saque-aniversário era considerada uma das linhas de crédito mais baratas disponíveis, com taxas médias de 1,79% ao mês, abaixo do teto de outras modalidades como o consignado do INSS (1,85%).

    Com as novas limitações, o acesso a essa linha será mais restrito, impactando principalmente os trabalhadores desempregados e negativados, que dependiam dessa alternativa de crédito. A ABBC alerta que cerca de 74% dos tomadores dessa linha possuem restrições no nome.

    Para o Correspondente Bancário (Corban), a mudança representa um novo desafio, e também uma oportunidade de adaptação. Será necessário compreender as novas normas, orientar clientes e buscar novas opções de produtos financeiros, como o Crédito do Trabalhador com garantia de FGTS.

    Oportunidades para o Corban

    • Explorar novas linhas de crédito com garantia do FGTS;
    • Ampliar a atuação com crédito consignado privado;
    • Orientar clientes sobre as novas regras e evitar riscos de endividamento;
    • Buscar suporte contábil e regulatório para se manter atualizado.

    O conhecimento sobre essas mudanças pode diferenciar o Corban no mercado e fortalecer sua credibilidade junto aos clientes.

    Por que o governo alterou as regras

    Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o objetivo é proteger o trabalhador de possíveis armadilhas financeiras. O ministro Luiz Marinho afirmou que o saque-aniversário pode prejudicar quem é demitido, já que impede o saque integral do saldo do FGTS em caso de desligamento.

    O governo também aposta na retomada do Crédito do Trabalhador, um novo modelo de consignado para o setor privado, com taxas livres e competitivas. A expectativa é que a regulamentação do uso do FGTS como garantia reduza os juros médios e amplie a competição entre instituições financeiras.

    Em contrapartida, a ABBC alerta que a medida pode reduzir o acesso ao crédito e comprometer o equilíbrio do sistema, especialmente entre os trabalhadores mais vulneráveis.

    Para mais detalhes sobre as medidas e justificativas oficiais, acesse o site do Ministério do Trabalho e Emprego.

    Como o Corbanzaí apoia o Correspondente diante dessas mudanças

    A Corbanzaí, empresa do Grupo Contabilizaí, é a primeira contabilidade 100% especializada em Correspondentes Bancários. Oferecemos suporte técnico, gestão contábil e orientação estratégica para que o Corban possa se adaptar às mudanças do mercado com segurança e inteligência financeira.

    Com as novas regras do saque-aniversário FGTS, contar com uma contabilidade especializada faz a diferença, garantindo que o Correspondente continue atuando com eficiência e dentro das normas do setor.

    Leitura sugerida: iCred lidera o mercado de FIDC FGTS com originação própria

    As novas regras do saque-aniversário FGTS trazem restrições importantes e podem reduzir o acesso ao crédito para milhões de trabalhadores. No entanto, elas também abrem espaço para inovação e novos produtos financeiros, especialmente para quem atua com inteligência e respaldo técnico.

    Para o Correspondente Bancário, este é o momento de se atualizar e buscar apoio especializado. Com a Corbanzaí, é possível entender as mudanças, ajustar estratégias e continuar crescendo com segurança contábil e visão de futuro.

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  • CVM prevê expansão e modernização no mercado de crowdfunding

    CVM prevê expansão e modernização no mercado de crowdfunding

    O mercado de crowdfunding no Brasil está em plena ascensão e deve ultrapassar R$ 4 bilhões em 2025, segundo estimativas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A reforma da Resolução CVM 88, atualmente em consulta pública, promete transformar esse cenário ao permitir a entrada de securitizadoras registradas e estimular a tokenização de ativos mobiliários, ampliando o acesso ao crédito e fortalecendo o mercado de capitais.

    A evolução do mercado de crowdfunding

    Nos últimos anos, o crowdfunding de investimentos deixou de ser uma alternativa experimental e se consolidou como um instrumento relevante de captação. A CVM vem modernizando a regulação para integrar tecnologia, transparência e novos emissores, tornando o ecossistema mais seguro e atrativo para investidores e empresas.

    • Inclusão de securitizadoras registradas no ambiente de crowdfunding;
    • Fim do limite de faturamento de R$ 40 milhões para emissores;
    • Maior abrangência de ativos tokenizados, incluindo recebíveis e créditos privados;
    • Possibilidade de produtores rurais e cooperativas emitirem títulos;
    • Estímulo à tokenização no crédito privado, aproximando o emissor do investidor.

    Tokenização e inovação no crédito

    A tokenização de ativos, processo que converte recebíveis e outros direitos em tokens digitais, é um dos pontos mais inovadores da reforma. Essa tecnologia:

    • Aumenta a liquidez dos investimentos;
    • Facilita o acesso de pequenas e médias empresas ao mercado de capitais;
    • Reduz intermediários e diminui custos;
    • Garante transparência e rastreabilidade nas operações.

    Para o ex-presidente da CVM, João Pedro Nascimento, o avanço regulatório é essencial para conectar crowdfunding, crédito privado e criptoativos dentro de um ambiente seguro e supervisionado.

    Crescimento expressivo e perspectivas para 2025

    O mercado de crowdfunding brasileiro vem batendo recordes:

    • De R$ 200 milhões em 2023, saltou para R$ 2,2 bilhões em 2024;
    • A previsão é alcançar R$ 4 bilhões até o fim de 2025, segundo a CVM.

    Esse crescimento é impulsionado pela entrada das securitizadoras, pela digitalização dos investimentos e pelo avanço das plataformas de captação coletiva. A integração com o agronegócio também é destaque: produtores e cooperativas poderão tokenizar recebíveis, ampliando o financiamento rural.

    Novas oportunidades e desafios

    Com o avanço da regulação e da tecnologia, o mercado de crowdfunding tende a se tornar um dos principais instrumentos de democratização do investimento no país. Contudo, ainda há desafios a serem superados:

    • Adequação às novas regras da CVM;
    • Educação financeira de investidores;
    • Garantia de segurança jurídica e tecnológica nas plataformas.

    O futuro do crowdfunding no Brasil

    O novo marco regulatório do crowdfunding representa um passo decisivo para fortalecer o mercado de capitais brasileiro e ampliar o acesso ao crédito. Empresas e investidores terão mais oportunidades, transparência e eficiência.

    Quer preparar sua empresa para essa nova fase? Continue acompanhando o blog da ContabilizaiBank e aproveite conteúdos relevantes e atualizados.

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  • Empréstimo do Corinthians: clube avalia captação de R$ 100 milhões para quitar dívidas

    Empréstimo do Corinthians: clube avalia captação de R$ 100 milhões para quitar dívidas

    O Corinthians estuda novas alternativas para melhorar seu fluxo de caixa e amenizar a grave crise financeira. A diretoria avalia a possibilidade de obter um empréstimo de R$ 100 milhões. O recurso ajudaria o clube a regularizar pendências com a Fifa e equilibrar as finanças até o fim de 2025.

    Situação financeira e motivos da operação

    O clube enfrenta um cenário delicado. O passivo total, incluindo a Neo Química Arena, chega a R$ 2,7 bilhões. Entre as pendências mais urgentes está a dívida de cerca de R$ 40 milhões com o Santos Laguna, referente à compra do zagueiro Félix Torres.

    Essa inadimplência levou à punição da Fifa, que impede o registro de novos jogadores. Somadas a outras condenações, as dívidas do clube com a entidade já ultrapassam R$ 120 milhões.

    Para aliviar a situação, a diretoria discute a antecipação de receitas futuras da Liga Forte União (LFU). Essa operação, combinada ao empréstimo, totalizaria os R$ 100 milhões necessários. Parte do valor seria descontada das cotas de 2026. O plano prevê taxa de juros de CDI + 3%, cerca de 17,9% ao ano.

    Aprovação e planos da diretoria

    O tema foi apresentado ao Conselho de Orientação (Cori) no final de outubro. A proposta foi aprovada por unanimidade, garantindo à atual gestão a autorização para buscar o crédito, caso seja necessário.

    O presidente Osmar Stabile afirmou que a decisão ainda depende de análise financeira. Segundo ele, a diretoria trabalha para resolver as punições e restaurar a credibilidade junto ao mercado.

    “Estamos buscando recursos e já temos autorização para captar, se for necessário”, afirmou Stabile após reunião do conselho.

    Além da quitação imediata das pendências, o clube busca recompor o orçamento de 2025. A nova projeção aponta um déficit de R$ 83 milhões, revertendo o superávit de R$ 34 milhões projetado pela gestão anterior. A diferença de R$ 120 milhões reflete o impacto das dívidas e da queda nas receitas.

    Contexto do empréstimo e desafios futuros

    O empréstimo do Corinthians segue o modelo de operações comuns no ambiente esportivo, em que clubes antecipam parte de receitas futuras para manter suas atividades. O objetivo imediato é quitar as obrigações e evitar novas punições da Fifa.

    Mesmo com a autorização do Cori, a diretoria analisa se recorrer ao crédito será a melhor opção para o momento. O desafio principal continua sendo equilibrar as contas em um cenário de alta dívida e necessidade de investimento no elenco.

    Nos próximos meses, o Corinthians deve decidir se concretiza a operação ou busca alternativas para recompor o caixa sem ampliar o endividamento.

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  • iCred lidera o mercado de FIDC FGTS com originação própria

    iCred lidera o mercado de FIDC FGTS com originação própria

    A iCred acaba de alcançar um marco relevante no setor financeiro brasileiro. Segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), referentes a maio de 2025, o fundo ICRED FGTS FIDC RL atingiu a terceira posição entre os maiores Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) de crédito à pessoa física do país.

    Com patrimônio líquido superior a R$ 1,3 bilhão, a fintech se consolida como a maior operação com originação própria de FGTS na modalidade saque-aniversário, reforçando sua liderança em um mercado cada vez mais tecnológico e competitivo.

    FIDC FGTS: uma nova referência em crédito estruturado

    O destaque conquistado pela iCred reforça o avanço dos FIDCs como instrumentos de crédito estruturado e de acesso democrático ao mercado financeiro. A operação de FIDC FGTS permite que investidores participem de fundos lastreados em recebíveis de trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário, transformando o crédito pessoal em uma alternativa de investimento segura e rentável.

    Com isso, a fintech não apenas amplia o acesso a recursos para o público de baixa renda, mas também fortalece a integração entre tecnologia, crédito e mercado de capitais.

    Uma fintech feita por e para Corbans

    Muito além de uma plataforma digital de crédito, a iCred nasceu da realidade dos Correspondentes Bancários (Corbans). Fundada por profissionais que conhecem o dia a dia do setor, a empresa surgiu com o propósito de oferecer soluções sob medida e suporte técnico para quem atua na ponta da operação.

    “Sentíamos a necessidade de uma instituição que realmente entendesse as dores e os desafios do nosso segmento. Assim nasceu a iCred: feita por e para Corbans”, relata a equipe da fintech.

    Essa conexão direta com o mercado gerou uma operação baseada em proximidade, linguagem acessível e autonomia, pilares que a diferenciam no setor financeiro.

    Tecnologia e autonomia: os motores do FIDC FGTS da iCred

    O modelo de negócio da iCred é 100% digital, com sistemas integrados às plataformas dos parceiros. Essa estrutura tecnológica garante transparência, compliance e escalabilidade, permitindo que cada operação seja acompanhada em tempo real.

    Principais diferenciais do FIDC FGTS da iCred:

    • Originação própria com base em tecnologia de crédito;
    • Segurança operacional com monitoramento de dados e auditoria;
    • Integração digital com parceiros e plataformas;
    • Eficiência e agilidade no processamento das operações.

    A combinação entre inovação e controle de risco tem sido um dos fatores que impulsionam o crescimento sustentável da fintech, gerando confiança para investidores e correspondentes.

    Reconhecimento e consolidação no mercado

    O resultado alcançado pela iCred no ranking da CVM é reflexo de um trabalho estratégico e contínuo. Mais do que números, o reconhecimento da operação FIDC FGTS confirma a solidez do modelo de negócio e a consistência dos resultados entregues.

    Com mais de R$ 1,3 bilhão em patrimônio líquido, a fintech figura ao lado dos principais nomes do crédito consignado e estudantil no Brasil, um feito expressivo para uma empresa que nasceu dentro da comunidade Corban.

    O impacto do FIDC FGTS na transformação do crédito

    O avanço da iCred reflete uma tendência mais ampla: a transformação do crédito no Brasil. Por meio do FIDC FGTS, a fintech conecta tecnologia, dados e investimento de forma sustentável, criando oportunidades para trabalhadores, investidores e parceiros.

    O modelo de originação própria fortalece o ecossistema financeiro e demonstra como inovação e governança podem caminhar juntas na expansão do crédito estruturado.

    A liderança da iCred no mercado de FIDC FGTS é resultado de um modelo de negócio sólido, inovador e centrado em tecnologia. Com um olhar voltado aos Corbans, aos investidores e à inclusão financeira, a fintech reafirma seu papel como protagonista na modernização do crédito no Brasil.

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  • Descentralização do crédito estruturado impulsiona FIDCs no interior

    Descentralização do crédito estruturado impulsiona FIDCs no interior

    A descentralização do crédito estruturado vem transformando o mapa do mercado financeiro brasileiro. Gestoras de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) estão levando tecnologia e capital para além da Faria Lima, conectando o sistema financeiro à economia real e fortalecendo o interior do país.

    Um exemplo marcante dessa nova fase é a Audax Capital, que instalou em Goiás um laboratório de Inteligência Artificial (IA) para aprimorar processos de crédito e formação de talentos locais, uma iniciativa inédita entre gestoras de FIDC no Brasil.

    A nova geografia do crédito estruturado

    O eixo financeiro da Faria Lima, tradicional centro das inovações do mercado de capitais, começa a dividir protagonismo com novas praças financeiras regionais. Essa descentralização do crédito estruturado está aproximando o capital de setores produtivos e impulsionando investimentos sustentáveis fora dos grandes centros urbanos.

    Segundo dados de mercado, o estoque de FIDCs ultrapassou R$ 500 bilhões em 2024, crescimento de 26% sobre o ano anterior. O número de fundos ativos também aumentou, atingindo 2.200 veículos, resultado da busca por alternativas mais rentáveis e da expansão do crédito privado no interior.

    Audax Capital e a inovação no coração do país

    Fundada em 2015, a Audax Capital soma R$ 410 milhões em ativos sob gestão, possui rating A pela Liberium Ratings e já originou mais de R$ 6 bilhões em operações de crédito. Com sede em Goiás e foco nos setores industrial e agroindustrial, a gestora mantém PDD de apenas 0,6%, um dos menores índices do mercado.

    Laboratório de IA e o modelo de fundo sustentável

    O Laboratório Audax de Inovação, inaugurado em Goiás, simboliza a integração entre tecnologia, crédito estruturado e desenvolvimento regional. No local, são desenvolvidas soluções baseadas em Inteligência Artificial para aprimorar a originação e a análise de crédito, elevando a eficiência operacional e a precisão nas decisões de investimento.

    “O Laboratório Audax é o nosso coração de inovação. Aqui, ideias crescem rápido e viram soluções que elevam a eficiência do nosso negócio e do mercado ao nosso redor”, destacou Pedro Da Matta, CEO da gestora.

    Por que descentralizar o crédito estruturado é estratégico

    A descentralização do crédito estruturado não é apenas uma tendência, mas uma estratégia de fortalecimento do ecossistema financeiro nacional. Entre os benefícios desse movimento estão:

    • Geração de empregos qualificados fora dos grandes centros.
    • Desenvolvimento tecnológico regional, com foco em IA e automação.
    • Aproximação entre capital e economia real, facilitando o acesso ao crédito produtivo.
    • Sustentabilidade e governança, integrando critérios ESG à estrutura dos fundos.

    Essa visão conecta o mercado financeiro às vocações regionais do país, como o agronegócio, promovendo eficiência e inclusão.

    Governança e maturidade no crédito estruturado

    Os FIDCs evoluíram muito desde sua criação. Hoje, o foco não está apenas no volume de captação, mas também na gestão técnica, controle de risco e diversificação de lastros. A digitalização e o uso de IA têm modernizado a análise de crédito e ampliado o acesso de pequenas e médias empresas a novas formas de financiamento.

    Esse avanço coloca o Brasil em linha com as tendências internacionais de fundos sustentáveis e veículos analíticos, que combinam rentabilidade e previsibilidade com responsabilidade social.

    O futuro dos FIDCs regionais

    A integração entre tecnologia, sustentabilidade e crédito estruturado inaugura uma nova fase para o mercado. O modelo proposto pela Audax demonstra que é possível gerar retorno consistente, promover inovação financeira e desenvolver economias locais simultaneamente.

    “O interior do Brasil tem potencial para ser protagonista em inovação e sustentabilidade”, afirmou Pedro Da Matta, CEO da Audax Capital.

    A descentralização do crédito estruturado está redefinindo o papel dos FIDCs no Brasil. Com gestoras inovadoras, tecnologia de ponta e um olhar voltado à sustentabilidade, o interior se consolida como novo eixo de desenvolvimento financeiro.

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