Blog

  • Novas regras da Antecipação do Saque-aniversário do FGTS: o que muda para o trabalhador e o Corban

    Novas regras da Antecipação do Saque-aniversário do FGTS: o que muda para o trabalhador e o Corban

    As novas regras da antecipação do saque-aniversário do FGTS entram em vigor em 1º de novembro. Elas mudam o cenário para trabalhadores e Correspondentes Bancários (Corbans). Com prazos mais rígidos e limites menores, a medida busca mais segurança. No entanto, levanta dúvidas sobre a perda de liquidez e a redução das oportunidades de crédito no mercado.

    O que muda com as novas regras da Antecipação do Saque-aniversário do FGTS

    O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) definiu novos parâmetros para as operações de antecipação do saque-aniversário. O objetivo é reduzir fraudes e o endividamento de quem utiliza o crédito via FGTS. Além disso, busca-se tornar o sistema mais controlado e transparente.

    • O trabalhador deverá aguardar 90 dias após aderir ao saque-aniversário para realizar a primeira antecipação.
    • Será permitida apenas uma operação por ano.
    • O limite é de até 5 antecipações (uma por ano) em 12 meses, caindo para 3 após esse prazo.
    • O valor antecipado deve ser R$ 100 no mínimo por parcela, com o máximo de R$ 500 , somando até R$ 2.500 como juros por contrato ou seja, 5 x 500.

    Essas restrições mudam o funcionamento de uma modalidade que era acessível e estratégica para Corbans especializados em FGTS. Desse modo, o produto se torna mais limitado e exigirá maior planejamento nas ofertas.

    Impactos para o Correspondente Bancário com as novas regras da Antecipação do FGTS

    Para muitos Corbans, o crédito com base no saque-aniversário do FGTS era um dos produtos mais procurados. Ele ajudava trabalhadores a obter liquidez com taxas mais baixas. Agora, com as novas regras, a margem de operação diminui. Há menos contratações, valores menores e prazos mais longos para novas operações. Portanto, o impacto será direto no volume de negócios.

    Na prática, isso representa:

    • Menor volume de operações por carteira de crédito FGTS;
    • Redução no giro mensal de crédito;
    • Necessidade de ampliar o mix de produtos.

    O mercado que cresceu com a antecipação do saque-aniversário entre 2020 e 2024 tende a se retrair. Assim, o Corban precisará se adaptar, investindo em produtos como o Crédito do Trabalhador e o consignado CLT para manter os resultados.

    Adiantamento do FGTS: um produto que perde força

    Com a limitação no número de operações e no valor máximo por contrato, o adiantamento do FGTS perde força como produto recorrente. Além disso, a burocracia tende a reduzir o interesse do público. O Correspondente Bancário deve ajustar suas estratégias e orientar os clientes sobre as novas condições, garantindo transparência e mantendo o relacionamento de confiança.

    O lado do trabalhador: menos liquidez e acesso limitado ao FGTS

    Para o trabalhador, a antecipação do saque-aniversário sempre foi uma alternativa de crédito rápida e segura. Com ela, era possível sacar parte do saldo do FGTS e usar o valor para despesas urgentes ou pagamento de dívidas. Entretanto, as mudanças recentes diminuem essa liberdade.

    Agora, com o limite de valor e a espera de 90 dias, a modalidade perde o principal atrativo: liquidez e agilidade. O acesso ao crédito via FGTS se torna mais restrito, especialmente em um momento de juros altos e crédito pessoal caro. Enquanto isso, o trabalhador tem menos autonomia para decidir como usar seu próprio saldo.

    Equilíbrio entre segurança e acesso ao crédito no Saque-aniversário

    As novas regras buscam reduzir fraudes e proteger consumidores vulneráveis. Por outro lado, o mercado teme um desincentivo à oferta formal de crédito via saque-aniversário do FGTS. Assim, o desafio é equilibrar segurança com acesso financeiro.

    Segundo o MTE, 70% dos trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário já realizaram operações de antecipação do FGTS. Desde 2020, o produto movimentou mais de R$ 236 bilhões. Entretanto, com as novas restrições, esse volume tende a cair. Portanto, haverá impacto tanto na receita dos Corbans quanto na circulação de dinheiro entre trabalhadores.

    As novas regras da antecipação do saque-aniversário do FGTS trazem mais controle e transparência. Por outro lado, reduzem a liquidez do trabalhador e a margem de operação dos Corbans. Desse modo, o setor entra em um novo ciclo de adaptação.

    O momento pede planejamento e estratégia. Os Corbans precisam diversificar suas operações e acompanhar de perto as mudanças. Já o trabalhador deve repensar o FGTS como fonte de crédito imediato. Por fim, é essencial manter-se informado e buscar orientações contábeis adequadas.

    Continue acompanhando o blog da Corbanzaí e aproveite conteúdos relevantes e atualizados.

    Corbanzaí – a contabilidade 100% especializada em Corban, uma empresa do Grupo Contabilizaí.

    Continue lendo >>: Novas regras da Antecipação do Saque-aniversário do FGTS: o que muda para o trabalhador e o Corban
  • Telemarketing sem 0303: nova oportunidade para Correspondentes Bancários

    Telemarketing sem 0303: nova oportunidade para Correspondentes Bancários

    A recente decisão da Anatel de revogar a obrigatoriedade do prefixo 0303 é uma excelente notícia para quem atua com telemarketing para Correspondentes Bancários.
    A mudança promete facilitar a comunicação com clientes, reduzir bloqueios e impulsionar as vendas de quem depende do contato telefônico para oferecer crédito consignado, portabilidade e outros serviços.

    Mas, mesmo com o fim da obrigatoriedade, ainda existem regras e boas práticas que os Corbans precisam seguir para manter suas operações seguras e dentro da lei.

    O que muda com o fim do prefixo 0303

    A partir de agora, o uso do código 0303 em ligações de telemarketing deixa de ser obrigatório.

    A Anatel reconheceu que o prefixo acabou “estigmatizando” as ligações comerciais, fazendo com que muitas pessoas deixassem de atender chamadas legítimas — inclusive de empresas sérias, como correspondentes bancários.

    Com a revogação, as ligações voltam a parecer mais naturais para o consumidor, aumentando as chances de atendimento e conversão.

    Por que isso é positivo para os Correspondentes Bancários

    Para os Corbans que utilizam o telefone como ferramenta de prospecção, essa mudança traz vantagens diretas:

    • Maior taxa de atendimento dos clientes;
    • Mais liberdade para usar discadores automáticos;
    • Possibilidade de integrar sistemas de ligação e WhatsApp para otimizar o contato;
    • Redução de bloqueios por parte dos consumidores que evitavam números 0303.

    Essa é uma oportunidade para repensar a estratégia comercial e investir novamente em campanhas de telemarketing mais humanizadas e segmentadas, gerando mais resultados.

    Mas atenção: algumas regras continuam valendo

    Mesmo com o fim da obrigatoriedade do prefixo, a Anatel manteve exigências técnicas e de segurança para empresas que fazem um grande volume de ligações:

    1. Autenticação obrigatória

    • Empresas que realizam mais de 500 mil chamadas por mês devem usar o sistema de autenticação de chamadas (“Origem Verificada”).
    • Essa ferramenta confirma se o número de quem liga é realmente o da empresa, evitando golpes e falsificações.

    2. Respeito às normas de consentimento

    • O telemarketing abusivo ou sem consentimento continua proibido.
    • É importante seguir as diretrizes da Senacon e do Banco Central, especialmente ao contatar aposentados e pensionistas do INSS, que exigem autorização prévia para oferta de crédito.

    Como os Corbans podem aproveitar a mudança

    A revogação do prefixo 0303 é o momento ideal para modernizar a operação de telemarketing:

    • Reestruture os scripts de atendimento com foco em consultoria e relacionamento;
    • Utilize discadores automáticos integrados ao CRM ou WhatsApp;
    • Treine a equipe para uma abordagem ética e assertiva;
    • Garanta que a contabilidade da operação esteja regularizada, especialmente quanto a comissões e registros de vendas.

    Veja também nosso artigo sobre os principais desafios do bancários autonômo.

    O fim do prefixo 0303 traz mais liberdade e oportunidades para o Telemarketing dos Correspondentes Bancários.
    Com as regras certas e uma boa gestão contábil, os Corbans podem aumentar resultados sem perder segurança e conformidade.

    Quer estruturar sua operação com mais segurança?
    Fale com a Corbanzaí, contabilidade especializada em correspondentes bancários.

    Continue acompanhando o nosso blog para mais conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: Telemarketing sem 0303: nova oportunidade para Correspondentes Bancários
  • Direito de propriedade na tokenização de ativos físicos

    Direito de propriedade na tokenização de ativos físicos

    O que é tokenização de ativos físicos?

    A tokenização de ativos físicos é uma inovação no mercado financeiro que permite representar digitalmente bens como imóveis, veículos ou obras de arte por meio da tecnologia blockchain. Essa representação ocorre através de tokens, que são códigos digitais vinculados ao ativo e que circulam em redes descentralizadas, garantindo segurança, rastreabilidade e redução de custos.

    Apesar das vantagens, um ponto central gera debate: a representação legal da propriedade do bem físico tokenizado. Afinal, o token garante de fato a posse ou apenas simboliza a existência desse ativo?

    O token representa uma reivindicação legal sobre o ativo?

    A doutrina jurídica reconhece os tokens como bens incorpóreos, sujeitos à posse e à propriedade. No entanto, o token em si não assegura direitos reais sobre o bem físico.

    Um token pode funcionar como um documento digital que descreve um ativo, mas, assim como uma simples folha de papel, essa descrição não garante automaticamente a propriedade do bem.

    Em alguns países existem instrumentos jurídicos equivalentes, como conhecimentos de embarque e warrants, que têm previsão legal para representar bens. No Brasil, essa previsão ainda não existe para tokens. Portanto, quem compra um token adquire apenas o token, não o bem físico.

    Transferência do token e propriedade do ativo

    Outro ponto de destaque é que a transferência do token não significa transferência da propriedade do ativo físico.

    Por exemplo: se uma bicicleta for tokenizada e vendida por meio de blockchain, mas o vendedor entregar o bem físico a outra pessoa de boa-fé, este último será considerado o legítimo proprietário. O comprador do token, nesse caso, será dono apenas do código digital e terá direito apenas a indenização.

    Isso ocorre porque, segundo o Código Civil, a propriedade de bens móveis só se transfere com a tradição (entrega do bem) e a de imóveis com o registro em cartório. Assim, a lei continua prevalecendo sobre qualquer regra estabelecida no token.

    Caminhos possíveis para segurança jurídica

    Para que a tokenização alcance segurança jurídica plena, seria necessário criar normas específicas que vinculem tokens a ativos reais. Algumas possibilidades:

    • Bloqueio do ativo físico para garantir que ele corresponda ao token emitido.
    • Validadores físicos, como em Liechtenstein, que atestam a existência e a vinculação entre bem e token.
    • Custodiantes, responsáveis por manter o ativo em nome das partes.
    • Integração de cartórios e registros públicos às redes de blockchain, especialmente no caso de imóveis.

    Esses mecanismos poderiam aproximar a tokenização do mesmo efeito legal de instrumentos já consolidados, como letras de câmbio.

    Hoje, a tokenização de ativos físicos ainda enfrenta limitações jurídicas relevantes. O token não garante a propriedade legal do bem, funcionando apenas como uma representação digital sem eficácia plena.

    Apesar de ser uma inovação promissora, os riscos e incertezas superam os benefícios enquanto não houver uma regulamentação específica que assegure a equivalência entre token e propriedade.

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

    Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: Direito de propriedade na tokenização de ativos físicos
  • Vert capta R$ 700 milhões em blockchain e avança no crédito estruturado

    Vert capta R$ 700 milhões em blockchain e avança no crédito estruturado

    Vert capta R$ 700 milhões em blockchain

    Conforme entrevista concedida pela CEO da Vert Capital, Fernanda Mello, à revista Capital Aberto, a empresa atingiu um marco relevante em sua trajetória. Vert capta R$ 700 milhões em sua primeira emissão utilizando blockchain, construída sobre o XRP Ledger (XRPL).

    A novidade reforça a posição da Vert como uma das principais casas do mercado de securitização, agora também explorando novas frentes digitais para ampliar a eficiência, segurança e transparência das operações.

    Quem é a Vert Capital?

    Fundada em 2016, a Vert Capital iniciou sua atuação focada em securitização no agronegócio e posteriormente expandiu para o setor imobiliário e financeiro. Hoje, soma mais de R$ 95 bilhões em operações já estruturadas.

    De acordo com Fernanda Mello, a Vert capta R$ 700 milhões em plataforma baseada em blockchain sem abandonar sua origem em securitização, mas ampliando o escopo de atuação com uma gestora de FIDCs e uma DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários).

    Esse movimento permitiu que a companhia alcançasse maior diversificação e gestão mais robusta, atendendo a diferentes perfis de investidores institucionais e ampliando sua participação no mercado de crédito estruturado.

    Blockchain no mercado de crédito

    A decisão estratégica de lançar uma plataforma no XRP Ledger representa um avanço para o setor. Segundo a executiva, a ideia é trazer maior transparência, rastreabilidade e eficiência para operações de crédito privado, incluindo CRA, CRI, debêntures e FIDCs.

    Ao mesmo tempo em que mantém os ativos tradicionais, a Vert abre espaço para atrair investidores estrangeiros e até mesmo de varejo. Assim, Vert capta R$ 700 milhões em plataforma baseada em blockchain e sinaliza uma nova fase para o mercado de securitização no Brasil.

    Crescimento da Vert Capital

    Nos últimos anos, a Vert vem apresentando resultados expressivos. O volume sob gestão de fundos, por exemplo, saltou de R$ 49,5 milhões em 2024 para R$ 6,3 bilhões em 2025.

    Já no braço de administração de fundos, o crescimento foi ainda mais acelerado, consolidando esse segmento como possível carro-chefe da casa para os próximos anos.

    Com a novidade de que a Vert capta R$ 700 milhões em plataforma baseada em blockchain, a empresa reforça sua estratégia de inovação, mantendo foco em ativos estruturados e soluções tecnológicas.

    Impactos para o mercado de securitização

    O uso de blockchain para gerir operações de crédito pode representar um divisor de águas. Entre os benefícios esperados estão:

    • Redução de custos de registro e auditoria.
    • Maior segurança contra fraudes.
    • Transparência para investidores nacionais e internacionais.
    • Expansão do acesso a diferentes perfis de público.

    Esse passo reforça a relevância da securitização como mecanismo de financiamento para o agronegócio, o imobiliário e o setor financeiro.

    A Vert capta R$ 700 milhões em plataforma baseada em blockchain e mostra que inovação tecnológica e mercado de capitais podem caminhar juntos. A adoção desse modelo pode impulsionar ainda mais a securitização no Brasil, ampliando oportunidades para investidores e trazendo mais eficiência para as operações.

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

    Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: Vert capta R$ 700 milhões em blockchain e avança no crédito estruturado
  • Seguro de Certificados de Recebíveis do Agronegócio: riscos e investigações em andamento

    Seguro de Certificados de Recebíveis do Agronegócio: riscos e investigações em andamento

    O que é o seguro de certificados de recebíveis do agronegócio

    O seguro de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) foi criado como uma camada adicional de proteção para investidores e empresas. A ideia era simples: em caso de inadimplência dos emissores, a seguradora entraria em ação, oferecendo maior segurança aos detentores desses títulos.

    Esse formato chamou atenção por ser uma inovação dentro do mercado de CRAs, que já são conhecidos como instrumentos importantes para captação de recursos no agronegócio, principalmente com investidores pessoas físicas.

    A crise no agronegócio e seus reflexos no seguro

    Nos últimos anos, a crise financeira que atingiu diversas empresas do agronegócio provocou um aumento na inadimplência. Com isso, surgiram dificuldades na liquidação dos certificados de recebíveis do agronegócio.

    O que deveria funcionar como proteção começou a gerar incertezas. Algumas seguradoras passaram a negar indenizações, alegando diferentes interpretações contratuais. Essa situação levou casos para a Justiça e até para inquéritos policiais, levantando dúvidas sobre a real eficácia dessa modalidade de seguro.

    O papel da Susep e as investigações

    A Superintendência de Seguros Privados (Susep) acompanha de perto o desenrolar desses conflitos. Em paralelo, já existem investigações policiais envolvendo contratos de seguro de certificados de recebíveis do agronegócio que não foram honrados.

    Essas apurações são fundamentais para esclarecer se houve falhas contratuais, más práticas de mercado ou até indícios de fraude.

    Riscos e cuidados para investidores

    Para quem investe em certificados de recebíveis do agronegócio, é essencial entender os riscos envolvidos. Embora o seguro possa parecer uma proteção, o histórico recente mostra que ele não garante automaticamente o pagamento em caso de inadimplência.

    Antes de investir, vale analisar:

    • A solidez da empresa emissora,
    • O histórico da seguradora,
    • As cláusulas do contrato de seguro,
    • E as garantias adicionais previstas na operação.

    Assim, o investidor reduz as chances de surpresas negativas.

    O seguro de certificados de recebíveis do agronegócio surgiu como uma inovação promissora, mas a crise recente mostrou que a prática ainda precisa de ajustes e maior clareza regulatória. Enquanto isso, investidores devem avaliar com cautela cada operação e acompanhar as investigações em andamento.

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

    Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: Seguro de Certificados de Recebíveis do Agronegócio: riscos e investigações em andamento
  • Tokenização de recebíveis Liqi de R$ 60 milhões com gestora Milenio

    Tokenização de recebíveis Liqi de R$ 60 milhões com gestora Milenio

    A tokenização de recebíveis vem se consolidando como uma das principais inovações no mercado financeiro brasileiro. Recentemente, a Liqi anunciou uma operação de R$ 60 milhões em parceria com a gestora Milenio, estruturada sobre a tecnologia blockchain e voltada a investidores profissionais.

    O que foi a operação da Liqi com a Milenio

    A Liqi, especializada em tokenização de recebíveis, lançou um TDIC – Token de Investimento em Direitos Creditórios – lastreado em Cédulas de Crédito Bancário (CCBs). Essas CCBs foram originadas pela fintech UME, utilizando recebíveis da venda de bens de consumo.

    A operação foi estruturada pela gestora Milenio e registrada na blockchain XDC Network, garantindo transparência, rastreabilidade e segurança em todas as etapas.

    Como funciona a tokenização de recebíveis na prática

    Na estrutura montada pela Liqi e Milenio, a tokenização de recebíveis serviu para automatizar e organizar os processos por meio de contratos inteligentes (smart contracts). Esses contratos aplicam regras de elegibilidade, condições de cessão e outros critérios definidos previamente.

    Com isso, todos os ativos e indicadores de gestão da securitização, como índice de subordinação e covenants, ficam registrados e monitorados em rede blockchain.

    Benefícios da tokenização de recebíveis

    • Transparência total no controle dos ativos
    • Redução de custos operacionais
    • Processos mais rápidos e seguros
    • Confiança para investidores profissionais

    Público-alvo da operação

    Essa emissão de tokenização de recebíveis foi direcionada a investidores profissionais, ou seja, pessoas ou instituições que possuem ao menos R$ 10 milhões em aplicações financeiras. A distribuição ocorreu dentro da própria plataforma da Liqi, mas em ambiente fechado e exclusivo aos participantes.

    A importância dessa operação para o mercado

    Com mais de 60 mil ativos registrados em blockchain, a operação da Liqi com a Milenio mostra a força e o potencial da tokenização de recebíveis no mercado financeiro. Além de ampliar as opções de investimento, ela reforça a tendência de digitalização e modernização da securitização no Brasil.

    A parceria entre Liqi e Milenio representa mais um passo rumo à consolidação da tokenização de recebíveis como uma alternativa sólida e eficiente no mercado de capitais. Essa tecnologia não apenas garante maior transparência e agilidade, mas também atrai investidores qualificados em busca de segurança e inovação.

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

    Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: Tokenização de recebíveis Liqi de R$ 60 milhões com gestora Milenio