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  • Como Calcular o IOF para Factoring e ESC

    Como Calcular o IOF para Factoring e ESC

    O IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários) é um tributo federal previsto na Constituição de 1988 e implementado em sua forma atual em 1994. Este imposto é pago por pessoas físicas e jurídicas em várias operações financeiras, incluindo crédito, câmbio de moedas, contratos de seguro, aplicações em valores mobiliários, ativos de renda fixa e alguns fundos de investimento. Além de sua função arrecadatória, o IOF serve como um indicador da atividade econômica: quanto maior a arrecadação, mais aquecida está a economia. Acompanhe este artigo para entender como é feito o cálculo deste tributo para factoring e ESC.

    Como Calcular o IOF

    O cálculo do IOF baseia-se no valor total da operação de crédito, conforme os exemplos abaixo:

    1. Valor Fixo e Prazo Determinado
      Para operações com valor fixo e prazo determinado, o cálculo é simples. Veja o exemplo:

    Exemplo A

    Montante: R$ 10.000,00
    Prazo: 90 dias
    Cálculo: (10.000 x 0,0041% x 90) + (10.000 x 0,38%)

    1. Valor Fixo e Prazo Indeterminado
      Para operações com valor fixo e prazo indeterminado, o cálculo se ajusta para um ano completo. Confira:

    Exemplo B

    Montante: R$ 10.000,00
    Prazo: Indeterminado
    Cálculo: (10.000 x 0,0041% x 365) + (10.000 x 0,38%)

    1. Valor Indeterminado
      Para operações de crédito onde o valor não é fixado, a base de cálculo muda. Utiliza-se o somatório do saldo devedor diário e os valores disponibilizados ao mutuário.

    Exemplo C

    Dia Disponibilização Retorno Saldo devedor diário

    • 01 R$ 10.000,00 R$ 0,00 R$ 10.000,00
    • 02 R$ 0,00 R$ 2.000,00 R$ 8.000,00
    • 03 R$ 1.000,00 R$ 0,00 R$ 9.000,00
    • 04 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 9.000,00
    • 05 R$ 0,00 R$ 3.000,00 R$ 6.000,00


    Somatório:

    Disponibilização: R$ 11.000,00
    Saldo devedor diário: R$ 42.000,00


    Para a alíquota:

    Alíquota = 42.000,00 x 0,0041% = R$ 1,72

    Para o adicional:
    Adicional = 11.000,00 x 0,38% = R$ 41,80
    Total do IOF: R$ 43,52


    Nessa modalidade, o IOF é apurado mensalmente no último dia do mês, e o pagamento deve ser feito pelo mutuante até o terceiro dia útil do mês seguinte via DARF.

    IOF: Códigos de Receita

    O código de receita para o recolhimento do IOF depende da qualificação do mutuário:

    • Mutuário Operação Código de Receita
    • Pessoa Jurídica Operações de Crédito 1150
    • Pessoa Jurídica Operações de Factoring 6895
    • Optantes pelo Simples Nacional – Para mutuários optantes pelo Simples Nacional, há uma redução na alíquota do IOF se o valor do crédito for igual ou inferior a R$ 30.000,00.

    Exemplo D

    Dia Disponibilização Retorno Saldo devedor diário

    • 01 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
    • 02 R$ 0,00 R$ 2.000,00 R$ 3.000,00
    • 03 R$ 1.000,00 R$ 0,00 R$ 4.000,00
    • 04 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 4.000,00
    • 05 R$ 0,00 R$ 3.000,00 R$ 1.000,00

    Somatório:

    Disponibilização: R$ 6.000,00
    Saldo devedor diário: R$ 17.000,00


    Para a alíquota:

    Alíquota = 17.000,00 x 0,00137% = R$ 0,23


    Para o adicional:


    Adicional = 6.000,00 x 0,38% = R$ 22,80
    Total do IOF: R$ 23,03


    Cálculo correto evita problemas fiscais


    É essencial calcular corretamente o IOF para evitar problemas fiscais. As operações realizadas com pessoas físicas têm uma alíquota diária de 0,0082%. Calcule com precisão para manter sua factoring ou ESC em conformidade tributária.

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  • Compreendendo a Extinção Tributária da Decadência e Prescrição:

    Compreendendo a Extinção Tributária da Decadência e Prescrição:

    A decadência e a prescrição são conceitos cruciais para a compreensão da extinção do direito de exigir créditos tributários. Embora ambos tratem da perda de direitos, eles se aplicam a situações distintas e possuem implicações diferentes para a Fazenda Pública nas esferas federal, estadual e municipal.

    O Que é Decadência?

    A decadência refere-se à perda do direito da Fazenda Pública de constituir o crédito tributário por meio do lançamento tributário após um certo período. Este período é de cinco anos e começa a ser contado a partir de:

    Primeiro dia do exercício seguinte ao que o lançamento poderia ter sido realizado.

    Data da decisão definitiva que anulou o lançamento anterior por vício formal.

    É importante destacar que o prazo decadencial é contínuo, não sendo interrompido ou suspenso.

    O Que é Prescrição?

    Por outro lado, a prescrição envolve a perda do direito da Fazenda Pública de cobrar um crédito tributário já constituído. Também com um prazo de cinco anos, este começa a contar a partir da data de constituição definitiva do crédito tributário.

    A contagem do prazo prescricional pode ser interrompida em algumas situações específicas:

    • Pela citação pessoal do devedor.
    • Pelo protesto judicial.
    • Por qualquer ato judicial que configure a mora do devedor.
    • Por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que reconheça o débito pelo devedor.

    Diferenças Fundamentais

    Em resumo, enquanto a decadência impede a constituição do crédito tributário após o decurso de cinco anos, a prescrição impede a cobrança do crédito já constituído após o mesmo período. Ambas as situações resultam na extinção do direito da Fazenda Pública, mas em momentos e condições diferentes do processo tributário.

    Regulamentação Legal

    Essas normas estão estabelecidas no Código Tributário Nacional (CTN) e detalhadas no Regulamento do Imposto de Renda de 2018 (Lei 9.580/2018). No CTN, os artigos 173 e 174 tratam respectivamente da decadência e da prescrição, delineando os prazos e as condições para cada um desses processos.

    Decadência (Art. 946 do RIR/2018)

    A decadência extingue o direito de constituir o crédito tributário após cinco anos, contados de:

    • A ocorrência do fato gerador, se o imposto sobre a renda foi antecipado.
    • O primeiro dia do exercício seguinte ao que o lançamento poderia ter sido efetuado.
    • A data da decisão definitiva que anulou o lançamento anterior por vício formal.

    Prescrição (Art. 947 do RIR/2018)

    A ação para cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data de sua constituição definitiva, com a possibilidade de interrupção do prazo em casos como:

    • Despacho do juiz ordenando a citação em execução fiscal.
    • Protesto judicial.
    • Qualquer ato judicial que coloque o devedor em mora.
    • Qualquer reconhecimento inequívoco do débito, mesmo que extrajudicial.

    Compreender a decadência e a prescrição é essencial para quem lida com questões tributárias, pois determina os limites temporais para a constituição e cobrança de créditos tributários pela Fazenda Pública. Esses conceitos garantem a segurança jurídica tanto para a administração tributária quanto para os contribuintes, estabelecendo prazos claros e procedimentos definidos pela legislação vigente.

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  • Tokenização de Ativos: Inovação no Mercado Financeiro

    Tokenização de Ativos: Inovação no Mercado Financeiro

    Nos últimos anos, um tema tem ganhado destaque e revolucionando o mercado financeiro: a tokenização de ativos, conhecida como RWA (Real World Assets). Este processo transforma ativos tradicionais em tokens negociáveis na blockchain, oferecendo novas oportunidades de investimento. Continue lendo este artigo para saber mais. 

    O Que é RWA?

    A sigla RWA refere-se à tokenização de ativos do mundo real, sejam eles tangíveis, como imóveis e automóveis, ou intangíveis, como ações e títulos do governo. Através da blockchain, esses ativos se tornam divisíveis, transferíveis e negociáveis, proporcionando diversas vantagens tanto para emissores quanto para investidores.

    Exemplos de Ativos de Tokenização:

    A tokenização abrange uma ampla gama de ativos, incluindo:

    • Ações de empresas
    • Imóveis
    • Commodities
    • Títulos governamentais
    • Obras de arte
    • Automóveis

    Essa diversidade atrai cada vez mais a atenção de empresas e investidores, transformando ativos tradicionais em oportunidades acessíveis e flexíveis de investimento.

    Segurança e Transparência com Contratos Inteligentes

    Os tokens não são meras representações; eles utilizam contratos inteligentes para realizar operações financeiras complexas de forma segura e transparente. Os contratos inteligentes contêm todas as regras de uma transação, enquanto a blockchain assegura que todas as informações sejam verificáveis e imutáveis.

    Por exemplo, ao comprar tokens de um imóvel, você adquire frações deste ativo com regras claras sobre distribuição de lucros e direitos de voto, tudo garantido pelos contratos inteligentes.

    Avaliando a Viabilidade da Tokenização

    Apesar da possibilidade de tokenizar uma variedade de ativos, é crucial avaliar se faz sentido tokenizar cada ativo específico. Uma análise rigorosa deve ser feita para garantir que a tokenização seja realmente vantajosa.

    Desafios da Fragmentação das Blockchains na Tokenização

    Um dos desafios atuais da tokenização é a fragmentação das blockchains. Com diversas blockchains operando com características e protocolos próprios, os investidores podem se ver limitados em suas opções. A interoperabilidade entre blockchains é essencial para permitir a comunicação e o compartilhamento eficaz de informações, facilitando o funcionamento do mercado financeiro em uma economia tokenizada.

    Benefícios da Interoperabilidade

    A interoperabilidade das blockchains oferece vários benefícios:

    • Acesso Ampliado: Investidores podem acessar múltiplos ativos e diversificar seus portfólios.
    • Criação de Produtos Financeiros: Facilita a combinação de ativos tradicionais e tokenizados.
    • Aumento da Liquidez: Conecta diferentes pools de liquidez, melhorando a capacidade de negociação.
    • Cumprimento da Regulamentação: Contratos inteligentes programados para garantir o cumprimento das regras regulamentares.

    Soluções como Polkadot, Cosmos e as pontes entre blockchains estão emergindo para enfrentar esses desafios, promovendo a interoperabilidade necessária para um mercado financeiro tokenizado.

    O Futuro da Tokenização

    Apesar dos desafios, a tokenização de ativos está crescendo rapidamente. À medida que a tecnologia avança e mais soluções de interoperabilidade são desenvolvidas, é provável que o mercado se mova cada vez mais em direção a uma economia tokenizada, oferecendo novas e emocionantes oportunidades para investidores e empresas.

    A tokenização de ativos é, sem dúvida, uma das inovações mais promissoras no horizonte financeiro, e estamos apenas começando a ver seu impacto transformador.

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  • Investir no Agro? Tokenização Rurais com AmFi e E-ctare

    Investir no Agro? Tokenização Rurais com AmFi e E-ctare

    Tokenização impulsiona R$ 10 milhões para o agronegócio mineiro: AmFi e E-ctare inovam no financiamento rural. A tokenização de ativos está abrindo novas fronteiras no agronegócio mineiro. A AmFi, startup referência em tokenização, e a plataforma E-ctare uniram forças para impulsionar R$ 10 milhões em crédito para o setor, oferecendo uma alternativa inovadora ao tradicional Crédito de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

    Por dentro da nova operação da tokenização de recebíveis no agronegócio

    Esta operação, com prazo de 36 meses e taxa de CDI mais 5,5%, é garantida por debêntures simples, sem os benefícios fiscais normalmente associados aos CRAs. Paulo David, CEO da AmFi, destaca que, apesar da ausência da isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, a tokenização dos recebíveis reduziu em 17% o custo de capital para os produtores e em 35% os custos de estruturação.

    A AmFi, que conecta originadores e investidores através da tecnologia blockchain, vinha considerando sua entrada no agronegócio há algum tempo. Com as novas regulamentações para operações envolvendo CRAs, a empresa vê uma oportunidade de atrair mais clientes, especialmente aqueles que buscam soluções mais rápidas e eficientes do que as oferecidas pelo mercado financeiro tradicional.

    Paulo Viola, CFO da E-ctare, ressaltou em entrevistas que a parceria com a AmFi permite uma flexibilidade incomparável. Enquanto a distribuição dos CRAs é demorada, a tokenização possibilita realizar tudo em poucas semanas e escalar a operação conforme necessário. Viola também observa que há um grande interesse dos investidores em investir diretamente no agronegócio, e a tokenização é a melhor forma de viabilizar isso.

    Nova parceria

    Fundada em 2015, a E-ctare é uma plataforma digital focada no agronegócio, oferecendo soluções de financiamento para agricultores, especialmente nas indústrias de grãos, leite e café. Com uma carteira de mais de R$ 1 bilhão em antecipações para milhares de clientes e mais de R$ 100 milhões captados no mercado de capitais, a empresa está bem posicionada no setor.

    A AmFi espera que esta operação seja apenas o início de uma parceria duradoura, com a previsão de estruturar e distribuir mais de R$ 150 milhões em 10 operações de ativos tokenizados ainda este ano, envolvendo CPRs e duplicatas do agronegócio. “O agronegócio é a força motriz da nossa economia e cresce a dois dígitos nos últimos anos. Precisamos desenvolver formas cada vez mais inteligentes e eficientes de financiar esse setor, já que o sistema bancário tradicional não consegue acompanhar a demanda,” afirma Paulo David.

    Com essa inovação, a AmFi e a E-ctare estão posicionadas para transformar o financiamento agrícola, proporcionando mais agilidade e eficiência ao setor.

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    Ofício do CVM acende debate sobre tokenização de ativos

    Banco BV faz testes para tokenizar financiamento de veículos

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  • Banco BV inova: testes para tokenizar financiamento de veículos

    Banco BV inova: testes para tokenizar financiamento de veículos

    O Banco BV, líder em empréstimos para veículos, está pioneiramente realizando testes para “tokenizar” o processo de financiamento de veículos no Brasil. O objetivo é aprimorar a segurança e eficiência na transferência de propriedade e pagamentos. Este artigo explora mais sobre essa inovação.

    Por dentro dos testes de Tokenização

    Os testes de tokenização e digitalização de financiamento estão sendo conduzidos em um ambiente digital simulado, em colaboração com a Consensus, especialista em blockchain. A tecnologia visa digitalizar os documentos dos veículos e está alinhada com o cronograma do Drex, a moeda digital do Banco Central. O BV também participa ativamente dos consórcios que desenvolvem o piloto do real digital.

    Na fase inicial, os testes incluíram uma operação C2C (customer-to-customer), onde os participantes negociam a compra e venda de veículos, usando a troca instantânea DvP (entrega versus pagamento) com dinheiro tokenizado e posse digitalizada, em ambiente simulado. Com o real digital no futuro, a liquidação financeira de transações poderá ser instantânea e segura, com a posse do veículo também tokenizada.

    Segurança e privacidade garantidas

    Essa transformação trará inúmeros benefícios à experiência do cliente, incluindo a possibilidade de liquidação imediata do pagamento e a simplificação operacional para todas as partes envolvidas. Além da redução de riscos operacionais e financeiros, uma das principais vantagens é a visibilidade completa do processo de transferência”, concluiu.

    A Parfin, parceira do BV no piloto do Drex, auxilia na estruturação de contratos inteligentes para simular a tokenização e transferência de financiamentos de valores e veículos usando a moeda digital. ‘Asseguramos privacidade, segurança e escalabilidade simultaneamente, elementos essenciais para o banco BV oferecer um serviço de alta qualidade’, afirmou um representante

    Vantagens da tokenização dos financiamentos para os Consumidores :

    1. Redução de Custos:
      • Com a redução dos custos operacionais do banco, é possível que esses benefícios sejam repassados aos consumidores na forma de taxas de juros mais baixas ou condições de financiamento mais favoráveis.
    2. Acesso a Novos Produtos Financeiros:
      • A tokenização pode permitir o desenvolvimento de novos produtos financeiros personalizados, oferecendo mais opções aos consumidores.
    3. Transparência:
      • Os consumidores podem ter acesso a um histórico de transações imutável e transparente, aumentando a confiança no processo de financiamento.
    4. Segurança:
      • A utilização de blockchain proporciona um alto nível de segurança contra fraudes e manipulações de dados.
    5. Facilidade de Acesso:
      • A digitalização dos processos pode facilitar o acesso ao financiamento, permitindo que mais pessoas possam se qualificar e obter empréstimos de maneira mais rápida e simples.
    6. Flexibilidade:
      • Os consumidores podem ter a oportunidade de fracionar suas dívidas e negociá-las no mercado secundário, proporcionando maior flexibilidade financeira

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  • Netspaces Revoluciona o Mercado com Tokenização de Imóveis

    Netspaces Revoluciona o Mercado com Tokenização de Imóveis

    A Netspaces, uma inovadora startup no setor imobiliário, anunciou recentemente o lançamento de um novo modelo de tokenização de imóveis através de um programa de licenciamento. Este avanço permitirá que incorporadoras, empresários e outros profissionais do setor acessem uma plataforma que facilita a entrada no universo das transações imobiliárias digitais. Continue lendo este artigo para saber mais!

    Meta ousada

    A meta ambiciosa da Netspaces é comercializar até 100 licenças de imóveis tokenizados em 2024, abrangendo 100 diferentes municípios brasileiros. Essas licenças permitirão a criação de tokens vinculados aos imóveis, ampliando essa opção de investimento antes da introdução do Drex, a futura moeda digital brasileira projetada para suportar contratos inteligentes.

    Até o momento, a empresa já garantiu licenças em 50 cidades pelo país, sendo que 30 foram adquiridas nas últimas semanas. Entre as cidades participantes estão Barueri (SP), São José dos Campos (SP), Florianópolis (SC), Balneário Camboriú (SC), Itapema (SC), Gramado (RS), Londrina (PR), Cascavel (PR), Maringá (PR), Santarém (PA) e Lauro de Freitas (BA).

    A iniciativa de lançar este modelo de licenciamento surgiu de uma demanda do próprio setor imobiliário, que buscava evitar a concentração da propriedade digital em uma única incorporadora por município. Essa abordagem inovadora segue três anos após a criação e patenteamento do conceito de Propriedade Digital pela Netspaces.

    Vinícius Dambros, diretor de crescimento da Netspaces, comenta sobre o sucesso inicial do projeto: “Nosso primeiro lote de licenciamento, lançado em janeiro com uma meta de atingir vinte municípios em três meses, superou nossas expectativas, alcançando essa marca em apenas trinta dias”.

    Projeto em expansão

    Com a crescente procura, a Netspaces está avaliando a expansão do projeto. “Compartilhar nossa tecnologia e o arranjo jurídico da tokenização imobiliária é crucial para democratizar o acesso à propriedade privada digital no Brasil”, destaca Dambros.

    O CEO e fundador da Netspaces, Andreas Blazoudakis, enfatiza que abrir o padrão de tokenização para empresários em diversas localidades ajudará a popularizar essa tecnologia no Brasil. Ele acredita que essa expansão será essencial com a chegada do Drex, que promete transformar o mercado com a funcionalidade ‘entrega versus pagamento’ (DVP).

    Blazoudakis explicou em entrevistas recentes que a empresa está criando um ambiente propício para essa tecnologia.

    Além disso, a Netspaces planeja distribuir mais de mil NFTs gratuitos de imóveis reais aos consumidores de cada município participante do programa de Propriedade Digital. Com essa ação, a empresa espera aumentar o número de consumidores com carteiras digitais de imóveis, de 30 mil registrados em 2023, para 100 mil até o final deste ano.

    A Netspaces está na vanguarda da transformação digital do mercado imobiliário, oferecendo novas oportunidades e revolucionando a forma como imóveis são comprados e vendidos no Brasil.

    Sobre os NFTs:

    NFTs, ou Tokens Não Fungíveis (Non-Fungible Tokens, em inglês), são um tipo especial de ativo digital que representa a propriedade ou prova de autenticidade de um item único ou raro, utilizando a tecnologia blockchain. Ao contrário das criptomoedas como o Bitcoin ou o Ethereum, que são fungíveis (ou seja, cada unidade é intercambiável e tem o mesmo valor), os NFTs são únicos e não podem ser trocados por algo igual.

    Características Principais dos NFTs

    1. Unicidade: Cada NFT é único e possui informações específicas que o diferenciam de outros tokens.
    2. Indivisibilidade: Diferente das criptomoedas, os NFTs não podem ser divididos em partes menores. Eles existem apenas como unidades inteiras.
    3. Propriedade Digital: Os NFTs fornecem uma maneira de provar a propriedade de itens digitais, como obras de arte, músicas, vídeos, colecionáveis, imóveis virtuais, entre outros.
    4. Autenticidade: A informação sobre a autenticidade e a propriedade de um NFT é armazenada na blockchain, tornando-a segura e transparente.

    Exemplos de Uso de NFTs

    1. Arte Digital: Artistas podem vender suas obras digitais como NFTs, garantindo a autenticidade e a propriedade da peça.
    2. Colecionáveis: Itens colecionáveis digitais, como cards de esportes, podem ser comprados, vendidos e trocados como NFTs.
    3. Jogos: Jogos online utilizam NFTs para representar itens únicos no jogo, como skins, personagens, ou terrenos virtuais.
    4. Música e Entretenimento: Músicos e criadores de conteúdo podem vender músicas, vídeos e outros conteúdos como NFTs, permitindo que fãs adquiram edições exclusivas ou limitadas.

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    Tokens de Investimento em Direitos Creditórios (TIDC) e a Importância das Securitizadoras

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