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  • Importância das Holdings na Visão Bancária: O Caso do Itaú e o Programa Next Gen

    Importância das Holdings na Visão Bancária: O Caso do Itaú e o Programa Next Gen

    As holdings têm desempenhado um papel fundamental na gestão de patrimônio de famílias milionárias, tornando-se peças-chave na preservação e transmissão de fortunas ao longo das gerações. Nesse contexto, os bancos desempenham um papel crucial ao oferecerem serviços especializados, como exemplificado pelo Itaú Private e seu inovador programa “Next Gen”. Este artigo explora a crescente importância das holdings na perspectiva bancária, destacando o compromisso do Itaú em educar as novas gerações de herdeiros por meio de iniciativas como o “Next Gen”.

    Por dentro da gestão de patrimônio bancária

    O Itaú Private, segmento do banco dedicado à gestão de patrimônio de famílias milionárias, tem ampliado seus programas de formação de herdeiros como parte de uma estratégia para se conectar mais profundamente com as novas gerações de clientes. O programa “Next Gen” é um exemplo proeminente dessa abordagem inovadora, direcionando-se a um público a partir de 14 anos. Segundo o banco, o principal objetivo é “compartilhar conhecimento e contribuir com a preservação de patrimônio dos grupos familiares“.

    No âmbito do “Next Gen”, o Itaú estruturou novos formatos de cursos, concentrando-se na educação para investimentos, constituição e preservação de patrimônio. Estas iniciativas complementam o “Finance Academy”, visando contribuir para as decisões financeiras das famílias, garantindo a durabilidade do seu patrimônio ao longo das gerações.

    Um dos módulos notáveis do “Next Gen” é o “Teens Academy”, voltado para adolescentes de 14 a 18 anos, que estreou em setembro. Realizado em parceria com uma consultoria especializada em educação financeira, o programa inclui palestras e dinâmicas sobre planejamento financeiro, organização de orçamento e seleção de investimentos. A primeira edição, realizada presencialmente em São Paulo, proporcionou uma experiência valiosa para pais e filhos.

    Outro módulo, o “Trading Game”, destina-se a jovens entre 18 e 25 anos e combina exposições conceituais sobre o mercado financeiro com um jogo simulado em uma plataforma web. O objetivo é proporcionar uma compreensão prática da dinâmica de funcionamento dos mercados, utilizando ativos fictícios e cenários compreensíveis, como resultados de jogos de futebol ou previsões meteorológicas.

    Proximidade com o universo financeiro

    Além dos cursos, o Itaú organiza visitas à Itaú Corretora, Itaú Asset e Itaú Tesouraria, oferecendo aos participantes a oportunidade de entender e visualizar a aplicação prática dos conceitos aprendidos. Essa abordagem proporciona uma perspectiva única aos interessados, aproximando-os do universo financeiro de forma tangível.

    A instituição planeja realizar edições semestrais do “Teens Academy” e do “Trading Game”, com encontros remotos e presenciais em diferentes regiões do país. Essa frequência demonstra o compromisso contínuo do Itaú em educar e preparar as próximas gerações para enfrentar os desafios e oportunidades financeiras de maneira informada e responsável.

    Em resumo, a iniciativa do Itaú Private, por meio do programa “Next Gen”, ilustra como as holdings desempenham um papel vital na visão bancária, não apenas na gestão de patrimônio, mas também na formação educacional das futuras gerações de herdeiros. Essa abordagem inovadora destaca a importância crescente das holdings como facilitadoras da continuidade e sucesso das famílias milionárias ao longo do tempo.

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    Contabilizaí Bank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

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  • Bilionários que Prosperam Mais com Heranças do que Investimentos em 2023

    Bilionários que Prosperam Mais com Heranças do que Investimentos em 2023

    Um estudo recente do banco suíço UBS revelou um ponto intrigante que aconteceu em 2023: mais bilionários estão alcançando a marca dos dez dígitos por meio de heranças do que por investimentos ou empreendedorismo. Este fenômeno surpreendente está lançando luz sobre uma mudança significativa na formação de patrimônio. Continue lendo este artigo para entender como isso acontece.

    Heranças Superam Investimentos

    O relatório do UBS, que analisou 137 novos bilionários em 2023, destaca que 53 alcançaram esse status por meio de heranças, enquanto 84 o conseguiram por meio de investimentos ou negócios. No entanto, o dado mais notável é que, coletivamente, os herdeiros receberam mais dinheiro do que seus pares empreendedores: US$ 150,8 bilhões em transferências patrimoniais em comparação com os US$ 140,7 bilhões de crescimento das fortunas do outro grupo.

    Previsões e Desafios

    Pela primeira vez desde que o UBS começou a realizar o Relatório de Ambições Bilionárias em 2014, as heranças superaram o empreendedorismo na formação de patrimônio. E, de acordo com o banco, esta mudança não será uma ocorrência isolada. A expectativa é que mil bilionários idosos transfiram cerca de US$ 5,2 trilhões para seus herdeiros nas próximas duas a três décadas. Isso levanta questões sobre a preparação desses herdeiros para lidar com suas novas responsabilidades financeiras.

    Entrevistas com 79 clientes bilionários revelaram que 58% consideram a preparação dos herdeiros como “um de seus maiores desafios”. Mais da metade dos herdeiros bilionários expressaram a intenção de se afastar dos negócios familiares para seguir “suas próprias ambições”, enquanto apenas 43% planejam assumir posições de destaque nas empresas familiares.

    Desafios para manter Heranças e Menos Filantropia

    A pesquisa também apontou que a geração herdeira é menos propensa à filantropia. Enquanto 68% dos bilionários de primeira geração consideram a filantropia uma parte importante de seu legado, esse percentual cai para 32% entre os herdeiros. Esse fenômeno levanta preocupações sobre o papel da nova geração na contribuição para o bem social.

    Grande Transferência de Riqueza

    O UBS destaca que a transferência de riqueza está ganhando impulso, especialmente entre os “Baby Boomers”, a geração nascida entre 1945 e 1964, que detém a maior parte da riqueza. Prevê-se que os Baby Boomers transfiram cerca de US$ 72,6 trilhões aos herdeiros até 2045, marcando uma “grande transferência de riqueza”.

    No entanto, surge a questão crítica da preparação financeira das gerações herdeiras. Um estudo de 2018 do TIAA Institute revelou que apenas 11% dos millennials apresentam um nível “relativamente elevado” de literacia financeira, enquanto 28% têm um nível “muito baixo”. Os desafios financeiros também se estendem à Geração X.

    Contrapontos e o Futuro

    Embora a transferência de riqueza seja monumental, alguns especialistas argumentam que nem todo o montante será preservado. Uma parte significativa dessa riqueza será gasta em despesas diárias, férias, atividades de lazer e contas médicas. Um estudo da Gransnet.com revela que aproximadamente 19% dos Baby Boomers não planejam deixar nenhuma herança para seus filhos, indicando uma abordagem menos tradicional em relação à preservação da riqueza.

    A ascensão dos bilionários que prosperam mais com heranças do que com investimentos destaca uma mudança marcante na dinâmica financeira global. À medida que a “grande transferência de riqueza” se desenrola, a preparação financeira das gerações herdeiras emerge como um desafio crucial. Enquanto o mundo observa essa transformação, resta saber como a nova geração de bilionários moldará seu legado e contribuirá para o futuro econômico e social.

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  • Cédula de Crédito Bancário e sistema da GRAFENO para potencializar negócios

    Cédula de Crédito Bancário e sistema da GRAFENO para potencializar negócios

    Você já ouviu falar na Cédula de Crédito Bancário (CCB)? Este título de crédito oferecido pelo sistema da GRAFENO pode ser a peça-chave para impulsionar a sua empresa, proporcionando inúmeras vantagens que podem fazer toda a diferença no cenário financeiro. Neste artigo, exploraremos algumas razões convincentes para considerar a CCB em suas operações de crédito.

    1. Segurança Jurídica ao Credor:

    Um dos principais benefícios da Cédula de Crédito Bancário é a segurança jurídica que ela proporciona ao credor. Ao utilizar esse instrumento, os interesses do credor são protegidos de maneira eficaz, oferecendo uma base sólida para as transações financeiras.

    2. Simulador Online para Facilitar as Operações:

    Com o sistema GRAFENO, a CCB se destaca ao oferecer um simulador online, permitindo que você simule todo o fluxo da sua operação de forma 100% digital. Essa ferramenta possibilita definir parâmetros essenciais, como o tipo de alíquota, número de parcelas, amortização, entre outros, com precisão total. Dessa forma, é possível evitar cálculos imprecisos e morosos realizados manualmente.

    3. Prazos Flexíveis Adequados às Necessidades Empresariais:

    A CCB oferece prazos de pagamento e taxas flexíveis, adaptando-se de maneira personalizada às necessidades específicas da sua empresa. Essa flexibilidade é crucial para garantir que as condições financeiras estejam alinhadas com a realidade e o ciclo de negócios da sua organização.

    4. Múltiplas Opções de Garantia para Aumentar a Confiança:

    Outro diferencial da Cédula de Crédito Bancário é a possibilidade de associar várias opções de garantia às operações. Essa flexibilidade aumenta a confiança do credor, proporcionando alternativas para garantir que a transação seja segura e respaldada por ativos tangíveis.

    5. Contratação 100% Digital para Simplificar Processos:

    A modernidade está presente na CCB oferecida pelo sistema GRAFENO, uma vez que a contratação e assinatura são realizadas de forma totalmente digital. Essa abordagem simplifica o processo, economiza tempo e elimina a necessidade de burocracias tradicionais, permitindo que as operações sejam conduzidas de maneira mais eficiente.

    Em conclusão, a Cédula de Crédito Bancário é uma ferramenta poderosa para empresas que buscam soluções inovadoras e eficientes em suas operações de crédito. A combinação da segurança jurídica, flexibilidade de prazos, simulador online, opções de garantia e a praticidade da contratação digital fazem da CCB uma escolha estratégica para impulsionar o sucesso financeiro do seu negócio. Ao considerar a CCB com o respaldo do sistema GRAFENO, você estará adotando uma abordagem moderna e eficaz para otimizar suas operações de crédito.

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    Contrato de Securitização como Título Executivo Extrajudicial: saiba mais

    Direito de Regresso em Duplicatas Descontadas e o Papel das Instituições no Fomento Comercial

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  • Regulamentação da CVM: Tokens de Recebíveis e Renda Fixa

    Regulamentação da CVM: Tokens de Recebíveis e Renda Fixa

    A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por meio da Superintendência de Supervisão de Securitização (SSE), divulgou recentemente o Ofício Circular CVM/SSE 6/2023 (OC 6/23), que complementa informações sobre a caracterização de tokens de recebíveis e de tokens de renda fixa como valores mobiliários. Neste artigo, vamos esclarecer dúvidas sobre a regulamentação.

    Contextualizando os Ofícios Circulares 4/23 e 6/23

    Ambos os Ofícios Circulares, 4/23 e 6/23, têm o propósito de divulgar interpretações da SSE sobre a possibilidade de enquadrar tokens de recebíveis (TR) como valores mobiliários. Importante ressaltar que não se trata de regulamentações, mas de orientações resultantes de amplo debate com o mercado.

    O Superintendente de Supervisão de Securitização da CVM, Bruno Gomes, esclarece que o objetivo é orientar e não regulamentar, destacando que as consultas recebidas evidenciaram dúvidas do mercado sobre a caracterização desses investimentos como valores mobiliários.

    Esclarecimentos do Ofício Circular CVM/SSE 4/2023

    O OC 4/23 busca trazer clareza sobre a caracterização de investimentos em direitos creditórios como valores mobiliários quando ofertados publicamente. O documento destaca características essenciais para o enquadramento de determinadas modalidades de TR como valores mobiliários, baseando-se no Parecer de Orientação 40, que consolidou o entendimento da CVM sobre a regulação de criptoativos.

    Gomes enfatiza que cabe aos ofertantes avaliar a aderência de suas ofertas às orientações dos ofícios circulares, concluindo pela necessidade ou não de se submeterem à regulação da CVM.

    Diferenças entre Securitização e Contrato de Investimento Coletivo

    O OC 4/23 não especifica quando as modalidades de TR se caracterizam como operação de securitização, contrato de investimento coletivo, ou ambos. No entanto, destaca que o atendimento às normas da CVM é igualmente requerido, independentemente da distinção, ressaltando a necessidade de avaliação pelos ofertantes.

    A SSE considera a “tokenização” como o processo de representar digitalmente um ativo, indicando que tokens representando contrato de investimento coletivo em recebíveis ou uma operação de securitização podem ser considerados valores mobiliários lastreados no crédito ou no direito creditório.

    Tokens de Recebíveis e Renda Fixa como Valores Mobiliários: Considerações Importantes

    Apesar de alguns tokens se enquadrarem como valores mobiliários, podem não caracterizar operações de securitização se atenderem a critérios como oferta pública de um único direito creditório, fluxo de caixa direto para investidores, ausência de mecanismos predeterminados para substituição do direito creditório, entre outros.

    Exclusões de Títulos Cambiais e Utilização da Resolução CVM 88

    O entendimento expresso nos ofícios não se aplica a ofertas públicas de Cédula de Crédito Bancário (CCB), Certificado de Cédula de Crédito Bancário (CCCB) ou Cédula de Crédito Imobiliário (CCI), desde que atendidos os requisitos legais.

    O OC 6/23 complementa informações sobre a utilização da Resolução CVM 88 para ofertas de TR por meio de plataformas de crowdfunding. O emissor pode ser considerado patrimônio separado, sujeito a limites e regras estabelecidas pela resolução.

    Em resumo, os Ofícios Circulares da CVM fornecem diretrizes essenciais para a compreensão do tratamento de tokens de recebíveis e renda fixa como valores mobiliários, promovendo transparência e orientando os participantes do mercado em suas operações. Importa aos ofertantes avaliar minuciosamente a aderência de suas ofertas às orientações da CVM para garantir a conformidade regulatória.

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    Direito de Regresso em Duplicatas Descontadas e o Papel das Instituições no Fomento Comercial

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  • Nota Comercial:Alternativa de Empréstimo

    Nota Comercial:Alternativa de Empréstimo

    No universo complexo das transações financeiras e operações empresariais, a nota comercial emerge como uma alternativa sólida e legalmente amparada para captação de recursos. Este artigo pretende explorar a natureza da nota comercial, esclarecendo sua função como uma modalidade de empréstimo, substituindo práticas mais arriscadas e oferecendo uma perspectiva inovadora de financiamento.

    O Mútuo Feneratício e a Cessão de Crédito

    Iniciemos nossa reflexão compreendendo o contexto do mútuo feneratício, uma operação prevista no Código Civil. Nesse cenário, a duplicata comissária é apresentada como uma forma de mútuo feneratício, uma transação na qual entregamos “dinheiro” ao cedente, e, se tudo transcorrer conforme o esperado, recebemos “dinheiro” em retorno. No entanto, essa operação é disfarçada de cessão de crédito, embora não se concretize completamente, pois o devedor da obrigação não é notificado de forma efetiva.

    A Nota Comercial como Modalidade de Empréstimo

    Ao abordarmos a nota comercial, vislumbramos uma maneira eficaz para o emitente captar recursos, comprometendo-se a efetuar o pagamento em um período determinado ou em parcelas, mediante uma remuneração acordada. Diversos investidores, tais como factoring, securitizadoras ou fundos de investimentos, podem participar, dependendo de seu apetite pelo investimento em renda fixa.

    A operação se respalda no lastro, que representa as operações da empresa emissora e pode envolver garantias reais, pessoais e até mesmo a alienação fiduciária. Assim, podemos interpretar a nota comercial como uma forma de desintermediação financeira, substituindo práticas arriscadas, como as operações comissárias, operações intercompany e o fomento à produção.

    É crucial salientar que a nota comercial encontra seu lastro legal na Lei 14.195/21. Isso significa que a operação está claramente e legalmente prevista, proporcionando segurança jurídica aos envolvidos. Portanto, não há razão para receios. Substituir carteiras de operações duvidosas, tanto do ponto de vista legal quanto de crédito, torna-se uma escolha fundamentada, respaldada por uma base legal sólida e cristalina.

    Em síntese, a nota comercial representa mais do que uma simples transação financeira; é uma estratégia inteligente para empresas captarem recursos de maneira segura e legalmente respaldada. A substituição de práticas menos seguras por essa modalidade de empréstimo revela-se não apenas como uma inovação nos métodos de financiamento, mas também como um passo sólido em direção à sustentabilidade e estabilidade financeira. Ao compreendermos a essência da nota comercial, abrimos as portas para novas possibilidades no universo empresarial e financeiro.

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  • Crowdfunding no Agronegócio: Alternativa aos Produtores Rurais

    Crowdfunding no Agronegócio: Alternativa aos Produtores Rurais

    O setor agropecuário do Brasil, conhecido como uma das forças motrizes fundamentais de nossa economia, enfrenta desafios significativos, especialmente no acesso ao crédito para modernizar suas atividades. A falta de opções de financiamento tem sido uma barreira persistente para os produtores rurais, mas uma solução inovadora está surgindo como uma possível resposta: o crowdfunding, também chamado de financiamento coletivo. Continue lendo este artigo para saber mais.

    O Potencial do Crowdfunding no Agronegócio Brasileiro

    O crowdfunding permite que um grande número de investidores contribua com pequenas quantias de dinheiro para apoiar projetos ou empresas específicas. Esse modelo, regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), está ganhando reconhecimento no mercado e se tornando uma fonte valiosa de financiamento para o setor agropecuário brasileiro. A diretora executiva da ABFintechs, Mariana Bonora, destaca que, embora o crowdfunding já seja possível para produtores rurais pessoas jurídicas com faturamento de até R$ 40 milhões anuais, a expansão dessa possibilidade para produtores rurais pessoas físicas pode atingir nichos ainda mais carentes de opções de financiamento.

    Casos de Sucesso: SciCrop e o Potencial do Investimento Rápido

    Um exemplo notável é a SciCrop, uma empresa especializada em tecnologia para auxiliar o produtor rural. No final de 2021, a SciCrop adotou o crowdfunding como uma alternativa de financiamento, conseguindo levantar mais de R$ 2 milhões com o apoio de mais de 130 investidores. O sócio da agtech, Renato Ferraz, destaca a rapidez no investimento como uma vantagem do crowdfunding, mencionando uma diligência mais simplificada.

    Ferraz também ressalta outra vantagem importante: a possibilidade de atrair investidores qualificados, que possuem um conhecimento mais aprofundado sobre a área. Ele destaca que investimentos no setor agropecuário geralmente têm um horizonte de retorno mais longo, sendo necessário pelo menos uma safra ou um ano para ver os resultados. O crowdfunding permite acesso a investidores que compreendem essa realidade e estão dispostos a participar de projetos de longo prazo.

    Desafios Pós-Captação: Prestação de Contas e Governança

    Apesar dos benefícios, Renato Ferraz alerta sobre os desafios que podem surgir para os produtores após a captação de recursos. A prestação de contas torna-se crucial, já que é recomendável que o produtor informe aos investidores como o dinheiro está sendo utilizado. A agtech, ao utilizar o crowdfunding, teve que lidar com mais de 100 investidores, evidenciando a complexidade da governança após a captação.

    A diretora executiva da ABFintechs, Mariana Bonora, reconhece que a prestação de contas é um desafio, mas enfatiza que, apesar de difícil de quantificar, o potencial desse mercado é significativo, considerando os milhões de produtores rurais no Brasil, a maioria atuando como pessoa física.

    O crowdfunding emerge como uma saída promissora para os produtores rurais brasileiros, oferecendo uma alternativa viável de financiamento. No entanto, a gestão pós-campanha torna-se um aspecto crítico a ser endereçado. À medida que mais produtores exploram essa modalidade, é essencial desenvolver práticas eficazes de governança e prestação de contas para garantir o sucesso a longo prazo. O potencial é enorme, e o crowdfunding pode desempenhar um papel crucial na modernização e sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

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