Captação via CDB: o caso MagaluPay
A captação de recursos via CDB voltou ao centro das estratégias no mercado financeiro, e o movimento recente do MagaluPay reforça essa tendência.
Ao emitir seu primeiro CDB, a financeira do Magazine Luiza deu um passo importante para estruturar seu próprio funding, reduzir o custo de capital e sustentar o crescimento da sua operação de crédito.
Mais do que um movimento isolado, esse caso revela uma mudança relevante: empresas estão cada vez mais buscando independência financeira dentro do mercado regulado.
O que aconteceu com o MagaluPay?
O MagaluPay iniciou a emissão do seu primeiro Certificado de Depósito Bancário (CDB), com taxas que chegam a mais de 100% do CDI, disponibilizando o produto inicialmente em plataformas como a XP Investimentos.
O objetivo é claro: captar recursos diretamente com investidores para financiar a expansão do crédito concedido aos clientes do varejo.
Esse movimento acontece após uma evolução estrutural da empresa, que incluiu:
- aquisição de infraestrutura financeira;
- obtenção de licença junto ao Banco Central;
- estruturação interna da operação de crédito;
- escala na concessão de CDC (Crédito Direto ao Consumidor).
Por que a captação via CDB foi necessária?
Com o crescimento acelerado da carteira de crédito, o MagaluPay passou a enfrentar um desafio comum no mercado: equilibrar o aumento dos ativos (empréstimos concedidos) com uma fonte sustentável de recursos.
É exatamente nesse ponto que entra a captação de recursos via CDB.
Ao captar diretamente com investidores, a financeira consegue:
- sustentar o crescimento da carteira de crédito;
- reduzir a dependência de funding externo;
- equilibrar seu balanço;
- ganhar previsibilidade financeira.
Como o CDB ajuda a baratear o crédito?
Um dos principais objetivos do MagaluPay com essa estratégia é reduzir o custo do crédito na ponta final, ou seja, para o consumidor.
Isso acontece porque a captação de recursos via CDB pode oferecer um custo de funding mais competitivo em comparação com outras fontes tradicionais.
Na prática, isso permite:
- reduzir taxas de juros;
- melhorar a competitividade;
- aumentar o acesso ao crédito;
- ampliar o volume de operações.
O papel dos dados na estratégia
Outro ponto relevante do modelo do MagaluPay é o uso intensivo de dados para precificação de crédito.
Com uma base de milhões de clientes, a empresa busca ajustar as taxas de forma mais dinâmica, considerando comportamento de consumo, histórico e perfil de risco.
Essa abordagem tende a aumentar a eficiência da operação e reduzir inadimplência, reforçando a sustentabilidade do modelo.
O que esse movimento indica para o mercado?
O caso MagaluPay não é isolado, ele reflete uma tendência clara no mercado de crédito:
- empresas buscando funding próprio;
- maior acesso ao investidor pessoa física;
- crescimento de operações dentro do mercado regulado;
- redução da dependência de bancos tradicionais.
Esse movimento também aproxima empresas do mercado de capitais, tornando suas operações mais estruturadas e escaláveis.
Leia também: O que é securitização e como funciona
Conclusão
A captação de recursos via CDB, como demonstrado pelo caso do MagaluPay, se consolida como uma estratégia relevante para financiar operações de crédito com mais eficiência.
Ao estruturar seu próprio funding, a empresa ganha autonomia, reduz custos e cria condições para escalar sua operação de forma sustentável.
Esse movimento tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente entre empresas que buscam operar crédito com mais controle e competitividade.
A ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como Securitizadoras, Factorings e ESC.
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