A concentração do Sistema Financeiro Nacional (SFN) voltou a recuar em 2024, dando continuidade à tendência dos últimos anos. Os dados fazem parte do Relatório de Estabilidade Financeira (REF), divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira, com foco no segundo semestre do ano passado.
O levantamento mostra que as instituições bancárias tradicionais vêm perdendo espaço para cooperativas de crédito e instituições não bancárias — como fintechs e plataformas de investimento. A análise considera três grandes indicadores: total de ativos, depósitos e operações de crédito.
A participação dos “quatro grandes” está em queda
O REF utiliza um indicador chamado RC4, que mede a participação das quatro maiores instituições financeiras do país — Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú e Bradesco. Os dados mostram um declínio gradual da presença desses gigantes no mercado:
- Ativos totais:
- 2022: 56%
- 2023: 55,3%
- 2024: 54,7%
- 2022: 56%
- Depósitos totais:
- 2022: 58,4%
- 2023: 57,9%
- 2024: 57,1%
- 2022: 58,4%
- Operações de crédito:
- 2022: 58,6%
- 2023: 57,8%
- 2024: 57,9%
- 2022: 58,6%
O movimento pode parecer discreto em termos percentuais, mas revela uma mudança importante no comportamento dos usuários e na estrutura do mercado: o avanço de instituições menores, mais ágeis e, muitas vezes, mais alinhadas com as necessidades digitais dos clientes.
Mais concorrência também nos mercados de investimentos
Apesar da redução da concentração bancária, o relatório também aponta um aumento no nível de concentração em mercados específicos, como os de corretagem de ações, mercadorias e futuros, além do setor de distribuição de produtos de investimento.
Ainda assim, segundo os parâmetros do Guia de Análise de Atos de Concentração, esses mercados continuam com nível de concentração classificado como desconcentrado (no caso da corretagem) ou moderado (na distribuição de produtos de investimento), o que sinaliza um ambiente ainda competitivo.
O que isso significa na prática?
A queda da concentração do SFN pode ser vista como um avanço para o mercado financeiro brasileiro, com efeitos positivos como:
- Mais competição, o que tende a gerar melhores produtos e serviços;
- Maior inclusão financeira, com o crescimento de cooperativas e fintechs;
- Redução da dependência de grandes bancos, abrindo espaço para inovação.
Para investidores, empresários e consumidores, o cenário é favorável à diversificação de parcerias financeiras, e um sinal de que o ecossistema está se tornando mais dinâmico e menos concentrado.
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