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  • Captação de FIDCs cresce e Solis levanta R$ 1,4 bi

    Captação de FIDCs cresce e Solis levanta R$ 1,4 bi

    A captação de FIDCs foi um dos destaques da indústria de fundos em 2025. A Solis Investimentos encerrou o ano com captação líquida de R$ 1,39 bilhão, reforçando o amadurecimento do mercado de fundos de investimento em direitos creditórios.

    O movimento acompanha o desempenho geral do setor. Segundo dados da Anbima, a captação líquida total dos FIDCs atingiu R$ 57,6 bilhões em 2025, consolidando o segmento como uma das principais alternativas de crédito privado no país.

    Neste artigo, analisamos o que explica esse crescimento e quais as perspectivas para 2026.

    Captação de FIDCs acompanha amadurecimento do mercado

    A captação de FIDCs reflete um cenário de maior sofisticação do crédito privado no Brasil. Em um ambiente de juros elevados e crédito bancário mais restritivo, empresas passaram a buscar alternativas estruturadas de funding.

    Os FIDCs se destacam por:

    • Permitir antecipação de recebíveis
    • Estruturar operações com diferentes níveis de risco
    • Oferecer diversificação de lastros
    • Atrair investidores em busca de rentabilidade atrelada ao CDI

    Esse conjunto fortalece o papel dos FIDCs como instrumento relevante de financiamento corporativo.

    Destaques da Solis em 2025

    Entre os FIDCs da Solis, dois fundos chamaram atenção em 2025, tanto por captação quanto por desempenho relativo ao CDI.

    Solis Pioneiro

    • Fundo voltado ao varejo, segundo a gestora
    • Captação líquida superior a R$ 500 milhões no ano
    • Rentabilidade de 110,55% do CDI
    • Crescimento expressivo no número de cotistas

    Solis Capital Antares

    • Retorno de 114,96% do CDI
    • Foco em estruturação e originação de operações

    Com R$ 28 bilhões sob gestão, a Solis consolidou sua posição no mercado. Em novembro de 2025, a Patria Investimentos comprou 51% da gestora.

    Por que a captação de FIDCs cresceu mesmo com juros altos?

    Ao contrário do que muitos esperavam, o ambiente de juros elevados não prejudicou a captação de FIDCs. Pelo contrário: com o crédito bancário mais restritivo, empresas buscaram FIDCs como alternativa de funding estruturado.

    Entre os fatores que impulsionaram o crescimento:

    • Maior diversificação de ativos-lastros
    • Busca por rentabilidade superior ao CDI
    • Estruturação sob medida para empresas
    • Expansão do mercado de crédito privado

    Dados oficiais da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) confirmam a força do segmento: https://www.anbima.com.br

    O papel dos FIDCs no financiamento corporativo

    Os FIDCs são instrumentos utilizados para financiar empresas por meio da cessão de direitos creditórios. Na prática, o modelo funciona assim:

    1. A empresa cede seus recebíveis ao fundo
    2. O fundo capta recursos com investidores
    3. A empresa antecipa o fluxo de caixa
    4. Os investidores recebem remuneração atrelada aos ativos do fundo

    Esse modelo amplia alternativas de financiamento e reduz dependência do crédito bancário tradicional. Por isso, a captação de FIDCs está diretamente ligada à dinâmica do crédito privado e das operações estruturadas no Brasil.

    Leia também: FIDC em 2026: crescimento e novo ciclo

    Perspectivas para 2026

    Para 2026, uma possível redução da Selic pode contribuir para:

    • Redução da inadimplência
    • Melhora na qualidade dos ativos
    • Maior previsibilidade nas operações
    • Continuidade da expansão da captação de FIDCs

    Segundo executivos do setor, a categoria já demonstrou resiliência em cenários de juros elevados, beneficiando-se da baixa volatilidade e da alta rentabilidade relativa para atrair investidores.

    Conclusão

    A forte captação de FIDCs em 2025 confirma o amadurecimento do crédito privado no Brasil. O desempenho da Solis é um exemplo de como o mercado tem evoluído, combinando estruturação eficiente, diversificação de lastros e busca por rentabilidade.

    Com perspectivas favoráveis para 2026, os FIDCs tendem a permanecer como peça central no financiamento corporativo e nas operações estruturadas.

    Se sua empresa atua com securitização ou crédito estruturado, contar com uma estrutura contábil especializada é essencial para acompanhar o crescimento do setor. A Contabilizaí Bank apoia estruturas de crédito privado e mercado de capitais com visão contábil e estratégica.

    Continue lendo >>: Captação de FIDCs cresce e Solis levanta R$ 1,4 bi
  • Crédito para médias empresas deve crescer em 2026, aponta IOX

    Crédito para médias empresas deve crescer em 2026, aponta IOX

    O crédito para médias empresas deve liderar a demanda no mercado financeiro brasileiro em 2026. A projeção é da IOX, especializada em originação e estruturação de crédito high yield, que identifica mudanças simultâneas na oferta e na procura por financiamento empresarial.

    Segundo a empresa, a combinação entre digitalização operacional, maior organização financeira e necessidade de expansão reposiciona as médias empresas como protagonistas do crédito privado no próximo ciclo econômico.

    Neste artigo, analisamos os fatores por trás dessa tendência e o que ela representa para o mercado estruturado.

    IOX projeta protagonismo das médias empresas

    De acordo com a IOX, médias empresas passaram por uma transformação relevante nos últimos anos. A adoção de processos e tecnologias financeiras reduziu a assimetria de informações entre empresas e financiadores, ampliando o acesso ao crédito para médias empresas, especialmente em estruturas privadas.

    Entre os avanços mais comuns estão:

    • ERPs integrados
    • Conciliações automatizadas
    • Plataformas digitais de recebíveis
    • Ferramentas de análise de risco

    Digitalização altera a leitura de risco

    Para instituições financeiras e estruturadoras, maior disponibilidade de dados significa melhor capacidade de acompanhar operações e mensurar risco. Na prática, isso tende a destravar condições mais claras de financiamento.

    Esse avanço se traduz em:

    • Maior previsibilidade de fluxo de caixa
    • Monitoramento mais eficiente das operações
    • Estruturação com menor risco percebido
    • Condições mais adequadas ao perfil da empresa

    O cenário favorece a expansão do mercado de crédito privado e fortalece o crédito para médias empresas.

    Contexto macroeconômico favorece o crédito privado

    O ambiente macroeconômico também contribui para a expansão do crédito para médias empresas. Em um contexto em que os juros não estimulam uma postura puramente defensiva e, ao mesmo tempo, não favorecem ciclos intensos de captação via equity, o crédito privado ganha espaço como alternativa de financiamento para crescimento.

    Médias empresas, por sua vez, dependem de crédito para:

    • Abrir novas unidades
    • Financiar estoques
    • Investir em tecnologia
    • Modernizar processos
    • Ampliar atuação regional

    Recebíveis e garantias ganham espaço

    Um dos pilares desse movimento é o uso de recebíveis como base de estruturação de garantias, ampliando alternativas de funding fora do crédito bancário tradicional.

    PIX Automático e previsibilidade

    A ampliação do PIX Automático tende a melhorar a gestão de recebíveis em setores com alta recorrência, como educação, saúde e serviços. Pagamentos liquidados em datas definidas reduzem atrasos e aumentam previsibilidade, fator relevante na análise de crédito.

    Para acompanhar evoluções regulatórias e instrumentos financeiros, consulte o Banco Central do Brasil: https://www.bcb.gov.br

    FIDC e crédito estruturado

    A IOX também observa aumento na procura por soluções de antecipação de recebíveis e crédito para médias empresas estruturado sob medida. Nesse contexto, ganham relevância:

    • Antecipação de recebíveis
    • Estruturas via FIDC
    • Operações lastreadas em ativos reais
    • Garantias imobiliárias

    Essas estruturas permitem adaptar o financiamento ao perfil de risco e ao ciclo de crescimento de cada companhia, fortalecendo o mercado de crédito privado.

    O papel das securitizações no novo ciclo

    O avanço do crédito privado tende a impulsionar operações estruturadas, com destaque para:

    • Cessão de direitos creditórios
    • Estruturas com patrimônio separado
    • Fundos e veículos lastreados em recebíveis
    • Garantias reais vinculadas a ativos

    Isso amplia alternativas de financiamento e reforça a importância da organização contábil e da governança nas operações.

    Leia também: CVM 60 no crowdfunding: impactos para fintechs

    2026 pode marcar retomada consistente

    A projeção da IOX indica que 2026 pode representar uma retomada mais consistente do crédito empresarial, sustentada por:

    • Juros mais previsíveis
    • Melhor qualidade das informações financeiras
    • Uso intensivo de tecnologia
    • Evolução das garantias

    Esse conjunto posiciona o crédito para médias empresas como motor relevante do mercado de crédito privado ao longo do próximo ano.

    Conclusão

    A análise da IOX reforça uma transformação estrutural: médias empresas mais organizadas e digitalizadas ampliam sua capacidade de acesso ao crédito estruturado.

    O crescimento do crédito para médias empresas tende a impulsionar FIDCs, securitizações e operações lastreadas em recebíveis, fortalecendo o mercado privado.

    A Contabilizaí Bank acompanha de perto os movimentos do mercado financeiro e apoia empresas na organização contábil e estratégica para operações de crédito estruturado, securitização e FIDC.

    Quer preparar sua estrutura para operar com crédito privado e operações estruturadas? Fale com a Contabilizaí Bank e organize sua base contábil para crescer com segurança.

    Continue lendo >>: Crédito para médias empresas deve crescer em 2026, aponta IOX
  • CVM 60 no crowdfunding: impactos para fintechs

    CVM 60 no crowdfunding: impactos para fintechs

    A possível aplicação da CVM 60 no crowdfunding tem gerado forte preocupação no mercado de capitais. A proposta de revisão da Resolução 88 pela Comissão de Valores Mobiliários pode alterar significativamente o ambiente regulatório das ofertas realizadas por plataformas de investimento coletivo.

    O principal ponto de debate é a obrigatoriedade de registro das securitizadoras na CVM, o que pode sujeitar essas operações ao regime completo da Resolução CVM 60, elevando custos, exigências operacionais e impactos estruturais para fintechs e tokenizadoras.

    O que é a Resolução CVM 60?

    A Resolução CVM 60 disciplina as ofertas públicas realizadas por companhias securitizadoras, estabelecendo regras sobre registro, governança, patrimônio separado e deveres informacionais.

    • Registro obrigatório na CVM
    • Constituição de patrimônio separado
    • Regras de compliance e governança
    • Exigência de agente fiduciário
    • Limites para distribuição própria

    O objetivo da norma é ampliar a proteção ao investidor no mercado tradicional. A discussão atual envolve a aplicação desse mesmo regime ao ambiente de crowdfunding.

    Revisão da Resolução 88 e seus efeitos

    A Resolução CVM 88 regula o crowdfunding de investimento no Brasil. Com a Consulta Pública SDM nº 05/25, foi proposta a exigência de registro das securitizadoras que atuem nesse ambiente.

    Na prática, a aplicação da CVM 60 no crowdfunding pode resultar em:

    • Submissão automática ao regime completo da CVM 60
    • Aumento relevante de custos fixos
    • Maior complexidade estrutural
    • Redução da viabilidade de emissões menores

    Crescimento do setor e tokenização

    O crowdfunding passou por expansão significativa nos últimos anos, especialmente com a entrada de tokenizadoras e modelos digitais de captação.

    Esse crescimento foi impulsionado por estruturas mais flexíveis, muitas vezes operadas por securitizadoras não registradas. A aplicação da CVM 60 no crowdfunding pode alterar esse modelo de expansão.

    Principais impactos regulatórios

    1. Emissões de menor porte

    O aumento das exigências pode tornar economicamente inviáveis ofertas menores, afetando pequenas e médias empresas que utilizam o crowdfunding como alternativa de funding.

    2. Limitações operacionais

    Práticas como o warehousing, aquisição prévia de direitos creditórios para futura securitização, podem sofrer restrições, reduzindo eficiência operacional.

    3. Estrutura adicional obrigatória

    • Agente fiduciário
    • Classificação de risco para ofertas ao varejo
    • Auditoria de patrimônios separados
    • Limites por devedor

    Essas exigências aproximam o crowdfunding do modelo tradicional de mercado de capitais.

    O desafio: proteção versus inovação

    O debate sobre a CVM 60 no crowdfunding revela um ponto central: como equilibrar proteção ao investidor e estímulo à inovação financeira?

    O crowdfunding surgiu como instrumento de democratização do acesso a capital e estímulo ao financiamento de pequenas e médias empresas. Mudanças regulatórias precisam considerar esse equilíbrio.

    Planejamento contábil e regulatório

    Independentemente do desfecho da consulta pública, fintechs, securitizadoras e tokenizadoras devem revisar:

    • Estrutura societária
    • Modelo contábil
    • Custos regulatórios projetados
    • Estratégia de governança

    Antecipar cenários é fundamental para manter competitividade e conformidade regulatória.

    Para acompanhar as atualizações oficiais, consulte o site da CVM: https://www.gov.br/cvm

    Conclusão

    A possível aplicação da CVM 60 no crowdfunding pode representar uma mudança relevante no ambiente regulatório do mercado financeiro digital.

    Empresas que atuam com securitização, tokenização e captação via plataformas devem acompanhar atentamente os desdobramentos e revisar suas estruturas para garantir segurança jurídica e eficiência operacional.

    A Contabilizaí Bank acompanha de perto os impactos regulatórios no mercado financeiro e auxilia empresas na adequação contábil e estratégica frente às mudanças normativas.

    Continue acompanhando o blog da Contabilizaí Bank para análises técnicas e conteúdos especializados sobre securitização e mercado de capitais

    Continue lendo >>: CVM 60 no crowdfunding: impactos para fintechs
  • Novas regras para Empresa Simples de Crédito

    Novas regras para Empresa Simples de Crédito

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou mudanças relevantes na Lei Complementar 167/19, que instituiu a Empresa Simples de Crédito (ESC). As novas regras para Empresa Simples de Crédito reforçam limites societários e autorizam a venda de carteira para securitizadoras, ampliando a liquidez do modelo.

    A proposta ainda seguirá para outras comissões antes de ir ao Plenário, mas já sinaliza um avanço importante para o setor.

    O que muda com as novas regras para Empresa Simples de Crédito?

    O texto aprovado traz duas alterações centrais que impactam diretamente a estrutura operacional das ESCs.

    1. Proibição de participação em mais de uma ESC

    O substitutivo aprovado deixa explícito que:

    • Uma mesma pessoa não poderá participar da constituição de mais de uma ESC
    • A regra vale independentemente do tipo societário
    • Também se aplica independentemente da localização

    A medida busca evitar a formação de conglomerados e reforçar o caráter local e limitado dessas empresas.

    2. Venda de carteira para securitizadoras

    O ponto mais relevante das novas regras para Empresa Simples de Crédito é a autorização para que a ESC venda seus contratos de empréstimo a companhias securitizadoras.

    Na prática, isso significa:

    • Possibilidade de antecipação de recebíveis
    • Maior liquidez para continuar emprestando
    • Redução da necessidade de aguardar o vencimento dos contratos
    • Integração com o mercado de capitais

    Essa mudança aproxima a ESC das estruturas de crédito estruturado e securitização.

    Impacto no acesso ao crédito

    As Empresas Simples de Crédito foram criadas para ampliar o acesso ao crédito para:

    • Microempreendedores individuais (MEIs)
    • Microempresas
    • Empresas de pequeno porte

    Com a possibilidade de venda de carteira, as ESCs ganham fôlego operacional para ampliar o volume de operações, mantendo atuação com capital próprio.

    Registro obrigatório das operações

    O relator manteve a exigência de que as operações da ESC sejam registradas em entidade autorizada pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

    Essa exigência:

    • Aumenta a transparência
    • Reforça a rastreabilidade das operações
    • Alinha a ESC a práticas regulatórias mais rígidas

    Para acompanhar a tramitação oficial da proposta, consulte o portal da Câmara dos Deputados:
    https://www.camara.leg.br/noticias/1238681-comissao-aprova-novas-regras-para-empresa-simples-de-credito

    Relação com securitização e mercado de capitais

    Ao permitir a venda de carteira, as novas regras para Empresa Simples de Crédito criam uma ponte direta com:

    • Securitizadoras
    • Mercado de recebíveis
    • Estruturas de antecipação de crédito

    Esse movimento pode estimular novas operações estruturadas e ampliar o papel da ESC no ecossistema financeiro.

    Leia também: CRI pulverizado: nova aposta da securitização imobiliária

    Próximos passos

    A proposta ainda será analisada:

    • Pela Comissão de Finanças e Tributação
    • Pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania
    • Posteriormente pelo Plenário da Câmara

    Somente após aprovação final e sanção é que as mudanças entrarão em vigor.

    Conclusão

    As novas regras para Empresa Simples de Crédito representam um avanço relevante para o setor. Ao permitir a venda de carteira e reforçar limites societários, o projeto amplia a liquidez das ESCs e fortalece sua integração com o mercado de capitais.

    Para empresários, contadores e estruturadores, acompanhar essas mudanças é essencial para planejamento estratégico.

    Continue acompanhando o blog da Contabilizaí Bank para análises técnicas e atualizações regulatórias sobre ESC, securitização e crédito estruturado.

    Continue lendo >>: Novas regras para Empresa Simples de Crédito
  • CRI pulverizado: nova aposta da Bold

    CRI pulverizado: nova aposta da Bold

    O mercado de securitização imobiliária ganhou um novo competidor em 2026 com a estreia da Bold. A securitizadora, registrada na CVM em setembro de 2025, realizou sua primeira emissão estruturando um CRI pulverizado com perfil de lastro pouco convencional no setor.

    A operação marca uma abordagem diferente das grandes emissões corporativas tradicionais e reforça a diversificação das estruturas de crédito imobiliário.

    O que é um CRI pulverizado?

    Um CRI pulverizado é um Certificado de Recebíveis Imobiliários cujo lastro é composto por múltiplos contratos de menor valor, distribuindo o risco entre diversos devedores.

    Diferentemente de operações concentradas em grandes empresas ou empreendimentos específicos, esse modelo se baseia em:

    • Diversificação da base de cedentes
    • Múltiplos contratos de locação
    • Risco distribuído entre pessoas físicas
    • Menor concentração em um único fluxo

    Essa pulverização reduz o risco de dependência de um único devedor, embora exija controle rigoroso da carteira.

    Como foi estruturada a primeira emissão da Bold?

    A operação inaugural captou R$ 2 milhões em série única. O diferencial do CRI pulverizado da Bold está na composição do lastro:

    • Contratos de locação cedidos
    • Cedentes majoritariamente pessoas físicas
    • Locatários também predominantemente pessoas físicas

    A estrutura permite que proprietários de imóveis antecipem o fluxo de aluguéis futuros por meio da securitização.

    Ausência de garantias tradicionais

    Um ponto que chama atenção é que o CRI pulverizado não conta com:

    • Alienação fiduciária de imóvel
    • Fundo de reserva vinculado ao lastro

    Essa característica foge do padrão de muitas operações imobiliárias, que costumam incluir garantias reais ou mecanismos adicionais de proteção.

    A remuneração do título foi fixada em 18,29% ao ano, refletindo o perfil de risco e a ausência de garantias adicionais.

    Papel da governança na estrutura

    Em operações pulverizadas, o controle operacional é determinante. A atuação de:

    • Agente fiduciário
    • Custodiante
    • Monitoramento da carteira

    é fundamental para assegurar transparência e previsibilidade de fluxo.

    Na operação da Bold, a Planner exerce as funções de agente fiduciário e custodiante.

    Para acompanhar as regras aplicáveis aos CRIs e às securitizadoras, consulte o portal oficial da CVM: https://www.gov.br/cvm

    O que o CRI pulverizado indica para o mercado?

    A estreia da Bold sinaliza tendências relevantes:

    • Ampliação do perfil de lastros imobiliários
    • Maior uso da antecipação de aluguéis
    • Estruturas com risco pulverizado
    • Expansão de securitizadoras independentes

    O modelo pode abrir espaço para novas estruturas híbridas entre mercado de capitais e financiamento imobiliário descentralizado.

    Leia também: Crowdfunding CVM 88: crescimento e reforma

    Pontos de atenção na análise

    Apesar da diversificação, o CRI pulverizado exige análise criteriosa de:

    • Qualidade dos contratos de locação
    • Histórico de inadimplência
    • Capacidade de gestão da carteira
    • Estrutura de cobrança
    • Adequação da remuneração ao risco

    A pulverização reduz concentração, mas aumenta complexidade operacional.

    Conclusão

    O lançamento do CRI pulverizado da Bold representa uma nova dinâmica na securitização imobiliária brasileira. Ao estruturar recebíveis de aluguel com risco distribuído, a operação amplia as possibilidades do mercado de CRI.

    Para securitizadoras, investidores e estruturadores, acompanhar essa evolução é estratégico.

    Continue acompanhando o blog da Contabilizaí Bank para análises técnicas e conteúdos especializados sobre securitização e mercado de capitais.

    Continue lendo >>: CRI pulverizado: nova aposta da Bold
  • FIDC em 2026: crescimento e novo ciclo

    FIDC em 2026: crescimento e novo ciclo

    O FIDC em 2026 entra no radar dos investidores como uma das estruturas mais promissoras do crédito privado brasileiro. Após dois anos de forte expansão, a indústria pode atingir a marca simbólica de R$ 1 trilhão em patrimônio, impulsionada por maior maturidade do mercado e possível queda da Selic.

    A combinação entre cenário macroeconômico, governança mais robusta e entrada gradual do varejo pode redefinir o papel dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios nas carteiras.

    O que sustenta o avanço do FIDC em 2026?

    O crescimento recente dos FIDCs ocorreu mesmo em um ambiente de juros elevados. Segundo gestores do setor, a Selic alta funcionou como motor de expansão ao permitir retorno elevado com diluição de risco por meio de múltiplos recebíveis.

    Agora, a expectativa é que o FIDC em 2026 se beneficie também de um cenário de juros mais baixos.

    Impacto da queda da Selic

    Com eventuais cortes na taxa básica:

    • Tesouro Selic, CDBs e fundos DI tendem a render menos
    • Estruturas de crédito privado ganham competitividade
    • O custo de originação pode cair
    • Mais empresas passam a acessar financiamento via fundo

    O produto deixa de ser apenas alternativa de retorno elevado e passa a ocupar espaço estrutural nas carteiras.

    Maturidade e qualidade na indústria

    Após um ciclo de forte expansão quantitativa, o FIDC em 2026 tende a entrar em fase de consolidação qualitativa.

    Especialistas apontam que a captação deve se concentrar em fundos com:

    • Governança clara
    • Histórico consistente
    • Controle efetivo da inadimplência
    • Estrutura adequada de subordinação

    A decisão do investidor passa a considerar não apenas “quanto rende”, mas “como o fundo se comporta em momentos de estresse”.

    Estrutura de proteção: o papel da subordinação

    Um dos diferenciais do FIDC em 2026 continua sendo a engenharia de proteção das cotas.

    Cotas sêniores

    • Menor risco
    • Remuneração predefinida
    • Sem volatilidade diária

    Cotas subordinadas

    • Assumem primeiras perdas
    • Funcionam como “colchão de segurança”
    • Oferecem retorno potencialmente maior

    Essa estrutura é um dos motivos pelos quais os FIDCs são vistos como instrumento de proteção em ambientes voláteis, inclusive em anos eleitorais.

    Entrada do investidor pessoa física

    Historicamente restrito a investidores institucionais, o acesso ao FIDC foi ampliado após ajustes regulatórios da CVM.

    Ainda assim, a complexidade estrutural pode ser uma barreira.

    Uma alternativa crescente é o FIC FIDC — fundo que investe em uma cesta de FIDCs, oferecendo:

    • Diversificação
    • Diluição de risco setorial
    • Gestão profissional especializada

    Para acompanhar as normas aplicáveis aos fundos estruturados, consulte o portal oficial da CVM: https://www.gov.br/cvm

    O que esperar do FIDC em 2026?

    As projeções indicam crescimento entre 25% e 30% no patrimônio da indústria.

    Os vetores principais são:

    • Dinâmica dos ativos pós-fixados atrelados ao CDI
    • Retomada de captações
    • Crédito mais acessível
    • Expansão para novos setores

    O consenso entre gestores é que o mercado não tende a enfraquecer com juros menores — tende a se tornar mais saudável.

    Leia também: FIDC em dólar: inovação no agronegócio brasileiro

    Conclusão

    O FIDC em 2026 desponta como instrumento consolidado dentro do crédito estruturado brasileiro. Com maior governança, amadurecimento da indústria e possível transição para juros mais baixos, o fundo tende a assumir papel definitivo nas carteiras.

    Para gestores, securitizadoras e investidores qualificados, entender essa evolução é essencial para decisões estratégicas.

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