Arranha-céus corporativos vistos de baixo para cima em preto e branco, com linhas verticais centrais em azul #1800ad destacando crescimento estrutural e expansão do mercado financeiro.

Captação de FIDCs cresce e Solis levanta R$ 1,4 bi

A captação de FIDCs foi um dos destaques da indústria de fundos em 2025. A Solis Investimentos encerrou o ano com captação líquida de R$ 1,39 bilhão, reforçando o amadurecimento do mercado de fundos de investimento em direitos creditórios.

O movimento acompanha o desempenho geral do setor. Segundo dados da Anbima, a captação líquida total dos FIDCs atingiu R$ 57,6 bilhões em 2025, consolidando o segmento como uma das principais alternativas de crédito privado no país.

Neste artigo, analisamos o que explica esse crescimento e quais as perspectivas para 2026.

Captação de FIDCs acompanha amadurecimento do mercado

A captação de FIDCs reflete um cenário de maior sofisticação do crédito privado no Brasil. Em um ambiente de juros elevados e crédito bancário mais restritivo, empresas passaram a buscar alternativas estruturadas de funding.

Os FIDCs se destacam por:

  • Permitir antecipação de recebíveis
  • Estruturar operações com diferentes níveis de risco
  • Oferecer diversificação de lastros
  • Atrair investidores em busca de rentabilidade atrelada ao CDI

Esse conjunto fortalece o papel dos FIDCs como instrumento relevante de financiamento corporativo.

Destaques da Solis em 2025

Entre os FIDCs da Solis, dois fundos chamaram atenção em 2025, tanto por captação quanto por desempenho relativo ao CDI.

Solis Pioneiro

  • Fundo voltado ao varejo, segundo a gestora
  • Captação líquida superior a R$ 500 milhões no ano
  • Rentabilidade de 110,55% do CDI
  • Crescimento expressivo no número de cotistas

Solis Capital Antares

  • Retorno de 114,96% do CDI
  • Foco em estruturação e originação de operações

Com R$ 28 bilhões sob gestão, a Solis consolidou sua posição no mercado. Em novembro de 2025, a Patria Investimentos comprou 51% da gestora.

Por que a captação de FIDCs cresceu mesmo com juros altos?

Ao contrário do que muitos esperavam, o ambiente de juros elevados não prejudicou a captação de FIDCs. Pelo contrário: com o crédito bancário mais restritivo, empresas buscaram FIDCs como alternativa de funding estruturado.

Entre os fatores que impulsionaram o crescimento:

  • Maior diversificação de ativos-lastros
  • Busca por rentabilidade superior ao CDI
  • Estruturação sob medida para empresas
  • Expansão do mercado de crédito privado

Dados oficiais da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) confirmam a força do segmento: https://www.anbima.com.br

O papel dos FIDCs no financiamento corporativo

Os FIDCs são instrumentos utilizados para financiar empresas por meio da cessão de direitos creditórios. Na prática, o modelo funciona assim:

  1. A empresa cede seus recebíveis ao fundo
  2. O fundo capta recursos com investidores
  3. A empresa antecipa o fluxo de caixa
  4. Os investidores recebem remuneração atrelada aos ativos do fundo

Esse modelo amplia alternativas de financiamento e reduz dependência do crédito bancário tradicional. Por isso, a captação de FIDCs está diretamente ligada à dinâmica do crédito privado e das operações estruturadas no Brasil.

Leia também: FIDC em 2026: crescimento e novo ciclo

Perspectivas para 2026

Para 2026, uma possível redução da Selic pode contribuir para:

  • Redução da inadimplência
  • Melhora na qualidade dos ativos
  • Maior previsibilidade nas operações
  • Continuidade da expansão da captação de FIDCs

Segundo executivos do setor, a categoria já demonstrou resiliência em cenários de juros elevados, beneficiando-se da baixa volatilidade e da alta rentabilidade relativa para atrair investidores.

Conclusão

A forte captação de FIDCs em 2025 confirma o amadurecimento do crédito privado no Brasil. O desempenho da Solis é um exemplo de como o mercado tem evoluído, combinando estruturação eficiente, diversificação de lastros e busca por rentabilidade.

Com perspectivas favoráveis para 2026, os FIDCs tendem a permanecer como peça central no financiamento corporativo e nas operações estruturadas.

Se sua empresa atua com securitização ou crédito estruturado, contar com uma estrutura contábil especializada é essencial para acompanhar o crescimento do setor. A Contabilizaí Bank apoia estruturas de crédito privado e mercado de capitais com visão contábil e estratégica.

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