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  • Crédito consignado CLT: concessões disparam e juros se aproximam de 60% ao ano

    Crédito consignado CLT: concessões disparam e juros se aproximam de 60% ao ano

    O Crédito consignado CLT vive a maior alta desde a criação do programa. Desde março, quando entrou em vigor pelo governo, a modalidade triplicou em volume de concessões e passou a movimentar milhares de contratações por mês. Ao mesmo tempo, os juros médios subiram rapidamente e já se aproximam de 58,4% ao ano, segundo dados do Banco Central.

    Neste artigo, você vai entender o que está por trás desse crescimento, por que os juros aumentaram e quais são os riscos para os trabalhadores, principalmente aqueles que contratam crédito sem avaliar o impacto no holerite.

    Explosão das concessões de crédito consignado CLT

    O programa Crédito ao Trabalhador simplificou totalmente a forma de contratar empréstimos com desconto em folha. Antes, as empresas precisavam ter convênio com um banco; agora, o trabalhador solicita tudo pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, e a empresa só é notificada quando a parcela chega para desconto.

    Essa facilidade levou a um salto histórico:

    • Março/2025: 2.250 concessões
    • Setembro/2025: 6.399 concessões

    Alta de 184% em apenas 7 meses.

    A base de concessões, que girava em torno de 1.500 contratos mensais em 2023 e 2024, praticamente quadruplicou em 2025.

    Especialistas avaliam que o governo apenas “destravou” uma demanda que já existia, tornando o acesso mais rápido e menos burocrático. Isso aumentou significativamente o número de tomadores e, por consequência, reduziu artificialmente a inadimplência, já que há mais novos contratos entrando na base.

    Juros sobem mesmo com maior demanda

    Apesar da garantia de pagamento em folha, os juros do Crédito consignado CLT subiram de forma expressiva:

    • Março: 44% ao ano
    • Setembro: 58,4% ao ano

    Aumento de 14,4 pontos percentuais em pouco tempo.

    O BC também mostra que as taxas variam muito entre as instituições:

    • Menores taxas: 19,10% ao ano
    • Maiores taxas: até 185% ao ano

    Comparativo com outras modalidades:

    • Consignado INSS: 24% ao ano
    • Consignado servidores públicos: 24,4%
    • Crédito pessoal não consignado: 101,2%
    • Cheque especial: 141%

    Ou seja: o consignado CLT é mais barato que o crédito comum, mas muito mais caro que outras categorias de consignado.

    Por que os juros são tão altos no consignado CLT?

    Mesmo com garantia de desconto em folha, os bancos consideram o trabalhador do setor privado mais arriscado que servidores e aposentados, que possuem estabilidade ou renda fixa garantida.

    Além disso, o FGTS entra automaticamente como garantia. Em caso de demissão:

    • O fundo é usado para quitar parte da dívida;
    • Se não cobrir tudo, a dívida segue para a próxima contratação CLT, com juros e correção.

    Isso coloca o trabalhador em situação frágil: perde sua reserva de segurança e continua devendo.

    Riscos do crédito fácil

    Pesquisas mostram que grande parte dos tomadores não tem clareza sobre o que está contratando:

    • 69% não calcularam o impacto da parcela no orçamento
    • 83% não sabiam quanto pagariam de juros
    • 47% desconheciam o uso do FGTS como garantia

    Com o limite de até 35% do salário para desconto, muitos trabalhadores podem receber bem menos no fim do mês, somando IR, Previdência e outras retenções. Trabalhadores com renda variável, como MEIs e motoristas de aplicativo, ficam ainda mais expostos.

    Para que os trabalhadores usam o consignado CLT?

    Os principais motivos de contratação são:

    • 36% — pagar dívidas caras (como rotativo do cartão)
    • 29% — despesas de saúde
    • 26% — reformas
    • 19% — compras de eletrodomésticos ou veículos

    Embora pareça vantajoso trocar dívidas caras por juros menores, especialistas alertam: o consignado não entra na Lei do Superendividamento, ou seja, não pode ser renegociado como cartão ou cheque especial.

    Como avaliar se o crédito consignado CLT vale a pena

    Antes de contratar, o trabalhador deve:

    1. Mapear suas despesas fixas e variáveis

    Some aluguel, alimentação, transporte, saúde, escola e demais custos. Isso dá clareza do quanto cabe no orçamento.

    2. Calcular o impacto da parcela no salário líquido

    Se comprometer mais que 20% da renda, o risco de aperto financeiro aumenta muito.

    3. Considerar o prazo médio das operações

    O prazo médio do consignado CLT no setor privado é de 34,4 meses. Ou seja, quase 3 anos de salário reduzido.

    4. Avaliar alternativas mais seguras

    Muitas vezes, renegociar dívidas caras pode gerar descontos expressivos e ser mais saudável do que trocar uma dívida por outra não renegociável.

    Conclusão: crédito consignado CLT exige planejamento e orientação

    O Crédito consignado CLT pode ser útil, especialmente para quem precisa substituir dívidas muito caras. Porém, o crescimento acelerado das concessões, somado ao aumento constante dos juros, mostra que muitos trabalhadores estão contratando crédito sem entender o impacto no orçamento.

    Como o desconto é automático e o FGTS entra como garantia, a falta de planejamento pode levar ao superendividamento, e o trabalhador perde não apenas renda, mas proteção financeira.

    Se você é correspondente bancário ou atua no mercado de crédito, é fundamental orientar clientes e estruturar sua operação com clareza, compliance e organização contábil.

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  • Agente fiduciário precisa de certificação? Entenda as regras

    Agente fiduciário precisa de certificação? Entenda as regras

    A dúvida agente fiduciário precisa de certificação aparece com frequência entre profissionais e empresas do mercado de capitais. Embora muitas atividades financeiras exijam certificações específicas, o papel do agente fiduciário segue uma lógica diferente, pois está diretamente ligado à regulação da CVM e ao funcionamento de instituições financeiras autorizadas.

    Neste artigo, você vai entender quem pode exercer essa função, quem regulamenta a atividade e quais requisitos são realmente obrigatórios.

    O agente fiduciário precisa de certificação?

    Mesmo com a expectativa de uma certificação técnica como ANBIMA ou ANCORD, a lei não exige certificação obrigatória para pessoa física atuar como agente fiduciário.

    Instituições financeiras desempenham essa atividade, desde que estejam autorizadas pelos órgãos reguladores.

    Em outras palavras:

    • a lei não obriga certificação específica para indivíduos
    • a instituição financeira precisa obter autorização e seguir regulação;
    • a responsabilidade envolve estrutura, controles internos e capacidade técnica comprovada.

    Quem regulamenta o agente fiduciário?

    1. CVM – Comissão de Valores Mobiliários (principal reguladora)

    A CVM é o órgão que:

    • define regras e normas da atividade;
    • acompanha e fiscaliza o agente fiduciário;
    • pode aplicar penalidades e suspender instituições;
    • estabelece diretrizes por meio de normas como a Resolução CVM nº 17.

    A supervisão da CVM é fundamental para garantir a proteção dos investidores e a transparência das operações de debêntures, CRIs, CRAs e outros valores mobiliários.

    2. Banco Central do Brasil (BACEN)

    Embora a CVM seja a principal reguladora, o Banco Central também participa ao exigir que:

    • o agente fiduciário seja uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo BACEN;
    • a instituição tenha como objeto social atividades como administração ou custódia de bens de terceiros.

    Quais instituições podem exercer a função?

    Para que uma empresa possa ser nomeada agente fiduciário, ela deve:

    • ser instituição financeira autorizada pelo BACEN;
    • atender às normas da CVM;
    • comprovar estrutura, equipe qualificada e controles internos robustos;
    • demonstrar capacidade técnica para proteger os direitos dos investidores.

    Certificações são úteis, mas não obrigatórias

    Mesmo que a legislação não exija uma certificação, muitos profissionais da área buscam formações complementares em:

    • mercado de capitais;
    • regulação financeira;
    • governança e compliance;
    • análise de valores mobiliários.

    Essas formações agregam qualidade ao trabalho, mas não substituem a exigência principal: a instituição deve ser autorizada e supervisionada pelos órgãos reguladores.

    Leia também: CVM reforça exigência de agente fiduciário nas ofertas públicas de securitização

    Conclusão

    A resposta para agente fiduciário precisa de certificação é clara: não existe uma certificação individual obrigatória, pois a atividade é exercida por instituições financeiras e não por profissionais autônomos.

    A CVM e o BACEN são os responsáveis por autorizar, regular e fiscalizar essas instituições, garantindo que possuam estrutura adequada, equipe qualificada e controles internos sólidos para proteger os investidores.

    Se você atua no mercado de capitais ou pretende estruturar uma operação regulada, contar com assessoria contábil especializada é essencial para cumprir todas as exigências legais com segurança e eficiência.

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  • Segunda fonte de renda com ESC: como começar com segurança

    Segunda fonte de renda com ESC: como começar com segurança

    A busca por uma segunda fonte de renda com ESC tem crescido no Brasil, especialmente entre pessoas que desejam aumentar os ganhos mensais sem depender apenas de salário ou aposentadoria. A Empresa Simples de Crédito surgiu como uma alternativa legal, flexível e acessível para gerar retorno financeiro com autonomia e baixo custo.

    Se você deseja entender como funciona esse modelo e por que ele pode ser uma ótima oportunidade, este artigo é para você.

    O que é uma Empresa Simples de Crédito (ESC)?

    Criada pela Lei Complementar nº 167/2019, a Empresa Simples de Crédito (ESC) permite que pessoas físicas emprestem o próprio capital para microempreendedores, microempresas e empresas de pequeno porte.

    Diferente de bancos e financeiras, a ESC opera de forma regional, com regras claras e menos burocracia. Isso possibilita oferecer crédito direto a quem realmente precisa, com juros competitivos e contratos transparentes.

    Por que a ESC é ideal para gerar segunda renda?

    1. Flexibilidade total de operação

    Com uma ESC, você pode decidir:

    • quanto emprestar;
    • para quem emprestar;
    • quais taxas de juros cobrar;
    • quando operar.

    Não é necessário ter ponto comercial nem equipe. O modelo permite trabalhar de casa, usando apenas computador e celular.

    2. Rentabilidade acima de investimentos tradicionais

    Enquanto produtos financeiros comuns oferecem rendimentos limitados, a ESC possibilita juros mensais que podem variar entre 4% e 6%, dependendo do risco e das garantias.

    Isso torna o modelo uma excelente opção de segunda fonte de renda com ESC, principalmente para quem busca retorno consistente e escalável.

    3. Baixo custo para começar

    Não é preciso comprar franquias ou investir em estrutura física. A ESC é simples, acessível e pode ser aberta com capital próprio e documentação básica.

    4. Nicho real e pouco atendido

    Muitas pequenas empresas têm dificuldade para obter crédito em bancos. Oferecendo atendimento humanizado e juros justos, você conquista clientes com facilidade e cria uma operação sustentável.

    Quais são os riscos e como reduzi-los?

    Emprestar dinheiro sempre envolve riscos, principalmente de inadimplência. Para operar com segurança, é essencial:

    • realizar análise de crédito detalhada;
    • exigir garantias reais, como imóveis ou veículos;
    • utilizar contratos jurídicos bem estruturados;
    • contar com sistema de gestão para acompanhar operações;
    • evitar concentração de crédito em poucos tomadores.

    Com esses cuidados, a ESC se torna um negócio seguro e previsível.

    Como começar sua ESC com apoio profissional

    Para abrir e operar uma Empresa Simples de Crédito, você precisará:

    • formalizar a empresa com CNAE correto;
    • seguir obrigações contábeis e fiscais específicas;
    • conhecer técnicas básicas de análise de crédito;
    • utilizar um sistema de gestão para contratos e garantias.

    Contar com uma contabilidade especializada em ESC, como a Contabilizaí Bank, garante segurança jurídica, conformidade e suporte estratégico desde a abertura até a operação diária.

    Conheça também nosso conteúdo sobre Empresa Simples de Crédito ou Franquia de Crédito: Qual Modelo Vale Mais a Pena?

    Conclusão

    Se você busca uma forma inteligente, lucrativa e segura de aumentar seus ganhos, a segunda fonte de renda com ESC é uma das melhores alternativas do mercado. Com autonomia, baixa burocracia e alta rentabilidade, esse modelo permite empreender ajudando empresas da sua região a crescer.

    Quer abrir sua ESC ou operar com segurança?
    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

    Continue acompanhando nosso blog para conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: Segunda fonte de renda com ESC: como começar com segurança
  • Empresa Simples de Crédito ou Franquia de Crédito: Qual Modelo Vale Mais a Pena?

    Empresa Simples de Crédito ou Franquia de Crédito: Qual Modelo Vale Mais a Pena?

    Muita gente que deseja empreender no setor financeiro começa pesquisando sobre franquias de crédito ou sobre como virar correspondente bancário. Mas existe uma alternativa mais simples, lucrativa e independente: a empresa simples de crédito (ESC).

    Se você está avaliando qual é o melhor modelo para ganhar dinheiro no mercado financeiro, este artigo explica de forma objetiva as diferenças, e por que a empresa simples de crédito pode ser a opção mais vantajosa.

    Franquia de Crédito x Empresa Simples de Crédito: O que realmente muda?

    Franquias e ESC são modelos completamente diferentes, principalmente no que diz respeito a autonomia, lucratividade e regras operacionais.

    A seguir, você verá uma comparação clara entre eles.

    1. Lucratividade: comissão x lucro dos juros

    Franquia de crédito

    O franqueado recebe comissões pelas operações feitas para bancos e financeiras parceiras. Seu ganho depende do volume de contratos, regras da franqueadora e aprovação das instituições.

    Empresa simples de crédito

    Na ESC, você empresta seu próprio capital e recebe 100% do lucro dos juros, após impostos. Você é dono do resultado financeiro, algo impossível em franquias.

    ✔ Vantagem para a ESC

    2. Autonomia e liberdade para operar

    Franquia de crédito

    Regras comuns incluem:

    • pagamento de royalties;
    • padrões de identidade visual;
    • processos obrigatórios;
    • limitações de atuação;
    • uso da marca mediante contrato.

    Ou seja: você trabalha sob o modelo de outra empresa.

    Empresa simples de crédito

    A ESC é totalmente sua:

    • sem royalties;
    • sem regras de franquia;
    • sem padrões visuais obrigatórios;
    • total liberdade para decidir taxas, atendimento e formato de operação.

    Hoje, a maior parte das operações acontece online, não é preciso uma loja física.

    ✔ Vantagem para a ESC

    3. Controle sobre a carteira de clientes

    Franquia de crédito

    O cliente pertence à rede, não ao franqueado. Em muitos casos, você está limitado ao portfólio da franqueadora.

    Empresa simples de crédito

    A carteira é inteiramente sua. Você decide:

    • quem pode receber crédito;
    • qual taxa aplicar;
    • como expandir sua operação.

    Esse é um dos maiores diferenciais competitivos do modelo.

    ✔ Vantagem para a ESC

    4. Já atua como correspondente bancário? A ESC amplia sua rentabilidade

    Correspondentes bancários dependem de:

    • regras de bancos;
    • aprovações externas;
    • comissões fixas.

    Para quem já trabalha com crédito, abrir uma ESC é um avanço natural, pois permite:

    • atender clientes que o banco não aprova;
    • diversificar produtos;
    • aumentar margens;
    • conquistar autonomia.

    A ESC não substitui o correspondente, ela potencializa.

    ✔ Vantagem para a ESC

    5. Custos para começar

    Franquia de crédito

    Custos típicos incluem:

    • taxa de franquia;
    • royalties mensais;
    • investimento em estrutura;
    • treinamentos pagos ou obrigatórios.

    Empresa simples de crédito

    A ESC tem baixo custo de entrada, pois não envolve compra de marca nem pagamento recorrente de taxas.

    ✔ Vantagem para a ESC

    Quando uma franquia pode fazer sentido?

    Franquias podem interessar quem:

    • prefere seguir um modelo pronto;
    • busca suporte inicial de marca;
    • deseja usar um nome já reconhecido.

    Mas ainda assim, os ganhos continuam limitados às comissões.

    Por que tantas pessoas migram para a Empresa Simples de Crédito?

    Porque é o único modelo que oferece simultaneamente:

    • autonomia total;
    • operação digital;
    • baixo custo de entrada;
    • retorno direto sobre o capital investido;
    • liberdade para escalar o negócio;
    • flexibilidade para atender diferentes perfis de clientes.

    Como estruturar sua Empresa Simples de Crédito com segurança

    Apesar da simplicidade, a ESC exige:

    • constituição societária específica;
    • cuidados contábeis;
    • registros formais de operações;
    • compliance financeiro.

    É por isso que uma contabilidade especializada em ESC, como a Contabilizaí Bank, é essencial para garantir uma operação segura e dentro da lei desde o primeiro dia.

    Conclusão: ESC ou franquia de crédito? Qual vale mais?

    Se o seu objetivo é construir um negócio próprio, com liberdade, alta rentabilidade e poder de decisão, a empresa simples de crédito se destaca como o modelo mais vantajoso.

    Franquias e correspondentes podem ser caminhos válidos, mas nenhum oferece o nível de autonomia, margem de lucro e expansão que a ESC proporciona.

    Quer estruturar sua ESC com segurança contábil e começar do jeito certo?ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

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    Continue lendo >>: Empresa Simples de Crédito ou Franquia de Crédito: Qual Modelo Vale Mais a Pena?
  • Split payment 2027: como será a implementação faseada do novo modelo

    Split payment 2027: como será a implementação faseada do novo modelo

    O split payment 2027 marcará o início do novo sistema de recolhimento automático de tributos previsto na reforma tributária. A implementação será opcional no começo e ocorrerá por etapas, começando pelas operações entre empresas (B2B) antes de avançar para outros tipos de transações.

    Como funcionará o split payment a partir de 2027

    O governo definiu que o split payment será introduzido de forma gradual. Em 2027, o sistema estará disponível apenas de maneira facultativa para vendas B2B, permitindo que empresas e instituições financeiras tenham tempo para adaptar seus sistemas e processos.

    Etapas previstas

    • Fase 1 (2027): split payment opcional em transações B2B.
    • Fase 2: sistema se torna obrigatório no B2B quando o mercado demonstrar maturidade tecnológica.
    • Fase 3: expansão para vendas ao consumidor final (B2C).

    Segundo a Receita Federal, não há datas definidas para as fases 2 e 3. A obrigatoriedade dependerá do nível de adoção e estabilidade observados no mercado após o início da operação opcional.

    Por que a implantação será gradual

    A principal razão para a adoção faseada do sistema é a complexidade tecnológica envolvida. O split payment exigirá que instituições financeiras e provedores de pagamento adaptem suas plataformas para recolher automaticamente os novos tributos CBS e IBS no momento da liquidação financeira.

    A Receita Federal reforça que cada instituição avança em velocidades diferentes, por isso o mecanismo entrará em operação apenas quando a maioria dos prestadores estiver preparada para suportar o novo modelo.

    Desafios esperados na transição

    • Integração com meios de pagamento como boleto, Pix, TED e cartões;
    • Adequação de sistemas fiscais e contábeis ao novo fluxo;
    • Necessidade de testes operacionais extensivos ao longo de 2026;
    • Avaliação de riscos e ajustes regulatórios contínuos.

    Percepção do mercado sobre o split payment 2027

    Especialistas veem a estratégia de implementação gradual como prudente. O faseamento permite testar o sistema com segurança, corrigir falhas e aumentar a confiança do mercado antes da obrigatoriedade.

    Para empresas que operam no B2B, o split tende a ser atrativo, já que o creditamento do CBS e IBS estará garantido tão logo o pagamento seja efetuado pelo adquirente, aumentando previsibilidade e segurança jurídica.

    No entanto, o setor privado alerta que ainda existem muitas variáveis em aberto, incluindo definições regulatórias, parâmetros técnicos e a maturidade tecnológica das empresas. A previsão é que o modelo leve alguns anos para atingir pleno funcionamento.

    O que esperar até 2027

    O ano de 2026 será marcado por testes, ajustes e homologações, mas sem cobrança de CBS e IBS. A partir de 2027, empresas poderão escolher aderir ao split payment, iniciando um ciclo de adaptação que deverá orientar a migração do sistema tributário brasileiro para uma lógica de recolhimento automático.

    Leia também: Securitização e Reforma Tributária: entenda os impactos no mercado

    Conclusão

    O split payment 2027 representa uma mudança estrutural no modelo de arrecadação tributária do país. A implementação faseada permitirá que empresas, instituições financeiras e o próprio Fisco ajustem seus sistemas aos poucos, reduzindo riscos e garantindo maior estabilidade.

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

    Para acompanhar essas mudanças e se preparar para o novo cenário tributário, continue acompanhando nossos conteúdos no blog.

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  • Os desafios operacionais dos FIDCs diante das novas exigências do mercado

    Os desafios operacionais dos FIDCs diante das novas exigências do mercado

    Os desafios operacionais dos FIDCs se intensificaram em um momento de rápido crescimento do setor. Com quase R$ 1 trilhão em ativos e papel fundamental no financiamento de fintechs, PMEs e operações pulverizadas, os fundos avançam em relevância, mas também enfrentam uma transição tecnológica e regulatória que expõe fragilidades históricas.

    O avanço acelerado dos FIDCs no mercado de crédito

    A indústria de FIDCs atingiu R$ 906 bilhões em ativos e se tornou uma alternativa essencial ao crédito bancário tradicional. Selic elevada, concentração bancária e o surgimento de fintechs impulsionaram a migração para estruturas de crédito estruturado, tornando os fundos protagonistas no financiamento de empresas.

    Hoje, mais de 80% dos recursos estão concentrados em quatro setores: financeiro, comércio, indústria e crédito e o setor financeiro cresceu 48% em 12 meses. O ritmo de expansão, porém, contrasta com a maturidade operacional de parte dos participantes.

    Desafios operacionais dos FIDCs: um descompasso em evidência

    Grande parte dos processos ainda depende de sistemas legados, especialmente arquivos CNAB, que não foram concebidos para lidar com os requisitos da duplicata escritural e seus eventos associados. Além disso, assimetrias de informação entre gestores e administradores dificultam a conciliação de lastros em tempo real.

    A transição tecnológica necessária

    Os especialistas apontam que o setor ainda opera com camadas antigas de tecnologia, enquanto a nova realidade exige:

    • Integração via APIs;
    • Conciliações instantâneas;
    • Monitoramento diário de eventos e tokens;
    • Auditoria contínua de recebíveis;
    • Governança mais robusta entre gestor, administrador e custodiante.

    Segundo especialistas do setor, quem não modernizar sistemas e governança tende a enfrentar dificuldades em um ambiente de competição crescente e margens mais pressionadas.

    Duplicata escritural: o novo epicentro das mudanças

    A duplicata escritural expôs a fragilidade operacional dos FIDCs. Além de exigir a verificação da unicidade do título nas registradoras, o modelo traz eventos de aceite, rejeição e contestação que precisam ser acompanhados em tempo real, algo que poucos players conseguem fazer hoje.

    Outro desafio é a falta de padronização entre registradoras, o que eleva custos e complexidade e torna o acompanhamento mais lento e suscetível a divergências entre agentes da cadeia.

    Split payment: uma nova camada de complexidade

    Com a retenção automática de tributos na liquidação financeira, o valor recebido pelos fundos passa a ser líquido de impostos. Isso altera:

    • A base de precificação das cessões;
    • A lógica dos deságios;
    • O fluxo de caixa das operações;
    • A previsibilidade em setores com prazos longos de recebimento.

    O modelo conecta nota fiscal, evento de pagamento e tributo devido, criando uma estrutura que não faz parte do fluxo tradicional dos FIDCs. A entrada plena deste regime em 2028 exigirá ajustes de todos os participantes, grandes ou pequenos.

    Um mercado mais sofisticado e mais exigente

    O conjunto dessas mudanças mostra que o mercado de FIDCs está mais sofisticado, digitalizado e relevante. Mas isso também o torna mais dependente de processos eficientes, visão consolidada de carteira e integração tecnológica.

    Para gestores, administradores, securitizadoras e bancos, o desafio é modernizar operações sem perder eficiência ou elevar demais os custos em um cenário competitivo.

    Como o setor tem se preparado para esse novo ciclo

    A adaptação às demandas da duplicata escritural, do split payment e da digitalização dos fluxos operacionais tem incentivado gestores, administradores, securitizadoras e registradoras a revisarem processos internos. O foco está em conciliações mais precisas, integração tecnológica, maior padronização entre agentes e fortalecimento das rotinas de governança.
    Com o mercado de crédito estruturado crescendo rapidamente, a modernização das operações se tornou um pilar central para garantir segurança, eficiência e escalabilidade.

    Leia também: Manchester reforça FIDCs proprietários após fusão

    O avanço dos FIDCs reforça seu papel estratégico no crédito brasileiro, mas também evidencia um ponto crucial: o crescimento só será sustentável se vier acompanhado de eficiência operacional, tecnologia e governança.

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    A ContabilizaíBank é uma contabilidade especializada em atividades financeiras, como Securitizadoras, Factorings e ESC.

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