Holding

  • Pai faleceu? Como fazer uma holding familiar?

    Pai faleceu? Como fazer uma holding familiar?

    O falecimento de um ente querido é um momento difícil e doloroso para a família. Além das questões emocionais, há também questões práticas que precisam ser enfrentadas, especialmente quando se trata da organização do patrimônio deixado pelo falecido. No caso da perda de um pai, por exemplo, como o cônjuge sobrevivente e filhos podem criar uma holding familiar para garantir a segurança da gestão do patrimônio? Continue lendo este artigo para descobrir a resposta para esta e outras dúvidas comuns sobre o assunto.

    Antes de mais nada, o  que é uma holding familiar?

    Como você provavelmente já sabe, uma holding familiar é uma empresa constituída com o objetivo de gerir o patrimônio de uma família. 

    Então ela permite a centralização dos bens e ativos em uma única estrutura, oferecendo diversos benefícios, como proteção patrimonial, planejamento sucessório e facilidade na administração dos negócios familiares.

    Perdi meu pai. Como posso abrir uma holding?

    Após o falecimento do pai, a mãe e os filhos têm a possibilidade de criar uma holding familiar para organizar e administrar o patrimônio deixado. 

    No entanto, é importante ressaltar que a constituição de uma holding familiar requer um planejamento cuidadoso e a orientação de profissionais especializados, como advogados e contadores.

    Aspectos a serem considerados:

    • ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação): O ITCMD é um imposto estadual que incide sobre a transmissão de bens por herança. A alíquota e as regras variam de acordo com cada estado. Ao criar uma holding familiar, é importante verificar a legislação vigente no estado em que a família reside, para avaliar se haverá incidência do imposto nessa transferência patrimonial.
    • Planejamento sucessório: A criação da holding familiar pode ser uma excelente oportunidade para realizar um planejamento sucessório eficiente, garantindo a continuidade do patrimônio e evitando conflitos futuros entre os herdeiros. É possível estabelecer regras claras sobre a administração e distribuição dos bens, por meio de acordos de sócios ou pactos familiares.
    • Escolha do tipo societário: Existem diferentes tipos societários para a constituição de uma holding familiar, como sociedade limitada (Ltda.) ou sociedade por ações (S/A). É fundamental avaliar qual estrutura se adequa melhor aos objetivos e necessidades da família, considerando aspectos como governança, gestão e responsabilidades.

    Passo a passo para abrir a holding 

    O que é uma holding?

    Antes de explorar os passos para abrir uma holding, é importante entender o conceito por trás dessa estrutura empresarial. Uma holding é uma empresa que possui participações em outras empresas, chamadas de subsidiárias. Seu objetivo é gerenciar e controlar essas subsidiárias, facilitando a gestão do patrimônio e dos ativos da família.

    Pontos essenciais para abrir a holding

    Obtenha aconselhamento jurídico:

    Após o falecimento do seu pai, é crucial buscar a orientação de um especialista em sucessão patrimonial e direito empresarial. Esse profissional  irá ajudá-lo a entender a estrutura da holding e fornecer orientações específicas com base nas leis do seu país e nas disposições do testamento do seu pai, se houver.

    Identifique os ativos:

    Antes de iniciar o processo de abertura da holding, é importante identificar todos os ativos que fazem parte do patrimônio do seu pai. Isso pode incluir imóveis, investimentos financeiros, participações em empresas e outros bens de valor. Essa etapa é fundamental para determinar quais ativos serão transferidos para a holding.

    Avalie as opções de estrutura:

    Além disso, existem várias formas de estruturar uma holding, como uma sociedade por ações ou uma sociedade de responsabilidade limitada. O advogado especializado poderá ajudá-lo a avaliar as diferentes opções disponíveis e determinar a melhor estrutura para a holding com base nas suas necessidades e objetivos.

    Realize as transferências de ativos:

    Uma vez que a estrutura da holding tenha sido definida, será necessário realizar as transferências de ativos do patrimônio do seu pai para a holding. Esse processo pode envolver a criação de contratos de transferência, a atualização de registros de propriedade e a obtenção de autorizações legais necessárias.

    Cumpra com as obrigações legais:

    Uma holding é uma entidade jurídica, e como tal, estará sujeita a obrigações legais, como o registro na junta comercial, a obtenção de um CNPJ e o cumprimento das obrigações fiscais. Certifique-se de cumprir todas as exigências legais para garantir a conformidade e evitar problemas futuros.

    Tem dúvida sobre como colocar cada passo em prática? Fale com um de nossos especialistas. Podemos ajudá-lo!

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings, ESC. e Holdings

    Continue acompanhando nosso blog para conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: Pai faleceu? Como fazer uma holding familiar?
  • ITBI: decisão do STJ impacta na cobrança do imposto

    ITBI: decisão do STJ impacta na cobrança do imposto

    A 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu que o fato gerador do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) ocorre apenas com o registro da transferência da propriedade imobiliária no Cartório de Registro de Imóveis. Saiba como essa decisão impacta em assuntos relacionados à cobrança desse imposto.

    O que é o ITBI?

    O Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos (ITBI) é um tributo cobrado pela maioria dos municípios brasileiros sobre a transferência de propriedade de bens imóveis entre pessoas vivas, ou seja, em transações feitas durante a vida dos envolvidos. Ele incide quando ocorre a compra e venda, doação, permuta, cessão ou qualquer outra forma de transferência onerosa de imóveis, como casas, apartamentos, terrenos, entre outros.

    O ITBI é de competência municipal, o que significa que sua alíquota e regulamentação podem variar de acordo com cada cidade. As prefeituras determinam o valor do imposto, calculado sobre o valor venal do imóvel, ou seja, o valor de referência estabelecido pela administração municipal. A alíquota pode ser um valor fixo ou um percentual sobre o valor do imóvel, e ela também varia conforme a legislação local.

    Por que o ITBI é importante?

    Esse imposto é fundamental para as finanças dos municípios, pois contribui para a arrecadação de recursos utilizados em diversos setores, como saúde, educação, infraestrutura e outros serviços públicos. Geralmente, é responsabilidade do comprador ou do novo proprietário do imóvel efetuar o pagamento do ITBI antes de efetivar a transferência da propriedade no cartório.

    Vale ressaltar que, em alguns casos específicos, como a compra de imóveis financiados por programas habitacionais, há isenção do ITBI ou redução de suas alíquotas, dependendo das políticas municipais e das legislações vigentes. É importante verificar a legislação e regulamentação local para entender os detalhes e obrigações relacionadas ao Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos.

    O que determinou o STJ?

    A 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu que o fato gerador do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) ocorre apenas com o registro da transferência da propriedade imobiliária no Cartório de Registro de Imóveis.

    Essa interpretação foi aplicada em um caso específico envolvendo uma empresa agrícola, na qual o município de São Manuel (SP) foi obrigado a restituir parte do ITBI pago antecipadamente.

    O entendimento do Supremo Tribunal Federal, em 2021, estabeleceu que o fato gerador do ITBI ocorre somente com a efetiva transferência da propriedade, ou seja, no momento do registro. Essa decisão evidencia a necessidade de ajustes na forma de cobrança do imposto.

    Partido aponta inconstitucionalidade

    O PSDB entrou com uma ação de inconstitucionalidade no STF devido a diversos cartórios exigirem comprovante de pagamento do ITBI para o registro, mesmo após a definição da tese pelo Supremo.

    Além disso, algumas leis municipais possibilitam a cobrança antecipada do ITBI, ignorando o momento correto do fato gerador do tributo. Esse é o caso analisado pela 2ª Turma do STJ, em que a Lei Complementar Municipal 159/2002 de São Manuel (SP) determina o pagamento antecipado do ITBI antes da realização do ato ou da lavratura do instrumento público ou particular. O caso concreto envolve uma empresa agrícola que se dividiu em quatro, resultando na transferência de bens entre elas em 2012.

    O ITBI foi pago ao município antes mesmo do registro no cartório. No entanto, em 2014, constatou-se que uma das fazendas e parte de outra pertenciam ao município de Igaraçu do Tietê (SP), resultando em um pagamento equivocado do imposto. A empresa entrou com uma ação para reaver as parcelas correspondentes. As instâncias inferiores negaram o pedido com base na informação da matrícula dos imóveis na época da cobrança.

    Por dentro da decisão

    O relator do caso, ministro Herman Benjamin, ressaltou que o STF definiu o registro da transferência como fato gerador do ITBI. Ele destacou que a Corte local considerou erroneamente ocorrido o fato gerador em 2012, quando na verdade ocorreu em 2015, com o registro da transferência imobiliária.

    O ministro citou jurisprudência do STJ segundo a qual o registro no órgão competente é o fato gerador do ITBI, mesmo em casos de cisão empresarial, em conformidade com a lei civil. Assim, não se pode considerar como fato gerador do imposto a data de constituição das empresas pelo registro do Contrato Social na Junta Comercial em 2012.

    Contabilizaí Bank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings, ESC. e Holdings

    Continue acompanhando nosso blog para conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: ITBI: decisão do STJ impacta na cobrança do imposto
  • Pagamento de IPTU: dono de imóvel com usufruto é responsável, diz STJ

    Pagamento de IPTU: dono de imóvel com usufruto é responsável, diz STJ

    A responsabilidade solidária pelo pagamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) em imóveis com usufruto foi confirmada pelos ministros da 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por unanimidade, os magistrados acolheram o recurso do município de São José do Rio Preto, aplicando a jurisprudência consolidada no tribunal. Saiba mais sobre essa decisão.

    O que é usufruto?


    Antes de saber mais sobre a decisão, você sabe o que significa usufruto? Usufruto é um conceito jurídico que se refere ao direito de usar e desfrutar de algo, como propriedade ou ativos, sem ser o proprietário legal.

    Em outras palavras, é o direito de desfrutar dos benefícios e frutos de um bem, enquanto a propriedade legal permanece com outra pessoa ou entidade. O detentor do usufruto tem o direito de uso, gozo e obtenção de rendimentos da propriedade, mas não possui o direito de vender ou destruir o bem.

    Usufruto x Pagamento de IPTU


    Mas como fica o pagamento de IPTU quando um pessoa possui a propriedade do imóvel e outra (usufrutuário) detém o direito de posse, administração e benefícios advindos desse bem?

    Em segunda instância, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) entendeu que apenas o usufrutuário deveria ser responsabilizado pelo imposto

    No entanto, os ministros do STJ decidiram, com base no artigo 34 do Código Tributário Nacional (CTN), que o proprietário é igualmente responsável pelo pagamento do IPTU.

    Então, de acordo com o dispositivo mencionado, o contribuinte do IPTU pode ser “o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer título”.

    Dessa maneira, no julgamento, a 1ª Turma do STJ seguiu a jurisprudência já consolidada no tribunal. E ela estabelece que cabe à legislação municipal determinar quem é o responsável pelo pagamento do IPTU. Em um julgamento anterior, concluído em 2019, em um recurso repetitivo (Tema 122), o STJ estabeleceu a seguinte tese:

    “1- Tanto o promitente comprador (possuidor a qualquer título) do imóvel quanto seu proprietário/promitente vendedor (aquele que tem a propriedade registrada no Registro de Imóveis) são contribuintes responsáveis pelo pagamento do IPTU; 2- cabe à legislação municipal estabelecer o sujeito passivo do IPTU”.

    Contabilizaí Bank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings, ESC. e Holdings

    Continue acompanhando nosso blog para conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: Pagamento de IPTU: dono de imóvel com usufruto é responsável, diz STJ
  • Holding: proteção patrimonial em caso de erro médico

    Holding: proteção patrimonial em caso de erro médico

    A medicina é uma profissão de grande responsabilidade e risco, onde decisões erradas podem ter consequências profissionais e financeiras devastadoras. Continue lendo para saber como uma holding pode ser uma ferramenta essencial de proteção patrimonial em casos de erro médico. 

    Erros médicos no Brasil 

    O Anuário de Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil, da OMS (Organização Mundial de Saúde) , estima que cinco pessoas morrem a cada minuto no país devido a erros médicos. 

    E consequentemente esses dados se refletem em aumento de ações judiciais e processos ético-profissionais. Só em 2021, o Brasil registrou 500 mil demandas judicializadas relacionadas à saúde. Dessas, quase 35 mil foram novos processos por erro médico. Isso corresponde a 95,8 processos por dia, segundo o Relatório Justiça em Números, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). 

    Responsabilidade Profissional na Medicina

    Esses dados servem como um alerta urgente para os médicos sobre a importância da responsabilidade profissional. E também sobre as vantagens de se buscar ferramentas que possam garantir a proteção patrimonial dos médicos. 

    Afinal, erros médicos não apenas causam sofrimento aos pacientes e suas famílias, mas também podem levar a consequências legais e financeiras significativas para os profissionais de saúde envolvidos.

    Consequências Financeiras dos Erros Médicos

    Além das implicações emocionais e éticas dos erros médicos, os profissionais de saúde também podem enfrentar sérias consequências financeiras. 

    Dessa maneira, os processos judiciais resultantes de erros médicos podem levar a custos legais substanciais e ações de indenização. E esses processos podem se estender para além dos limites do seguro profissional. 

    Além disso, em alguns casos, médicos perdem parte ou até mesmo todo o seu patrimônio em razão de decisões negligentes.

    Holding pode proteger o patrimônio

    Em outras palavras, a holding é um mecanismo jurídico de proteção muito eficiente para evitar que o patrimônio pessoal do especialista sofra diante de algum processo. Quer saber mais sobre o assunto? Fale com um de nossos especialistas.

    Contabilizaí Bank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings, ESC. e Holdings

    Continue acompanhando nosso blog para conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: Holding: proteção patrimonial em caso de erro médico
  • Tributação no exterior para holdings de brasileiros

    Tributação no exterior para holdings de brasileiros

    No cenário econômico globalizado atual, cada vez mais brasileiros estão buscando oportunidades de investimento e expansão de seus negócios além das fronteiras nacionais. Nesse contexto, a criação de holdings no exterior é uma estratégia atraente para otimizar a gestão de patrimônio, diversificar investimentos e aproveitar vantagens fiscais.

    A recente Medida Provisória (MP) nº 1.171, de 30 de abril de 2023, traz importantes mudanças na tributação de holdings formadas por brasileiros no exterior. E isso impacta diretamente na utilização dessas estruturas. Continue lendo este artigo para saber mais!

    Contexto e objetivo da MP 1.171/2023

    A MP 1.171/2023 surge como uma resposta do governo brasileiro à necessidade de regulamentar a tributação de ativos e rendimentos de brasileiros em holdings no exterior. A medida busca garantir maior transparência e fiscalização sobre essas operações, evitando possíveis evasões fiscais e abusos.

    Aspectos que afetam a tributação no exterior

    • Definição de Holding e Sujeito Passivo: A MP define a holding como a pessoa jurídica no exterior cujo controle acontece direta ou indiretamente, por pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no Brasil. Dessa forma, a responsabilidade tributária recai sobre a pessoa física ou jurídica brasileira que detém o controle da holding.
    • Informações e Declarações: A MP estabelece a obrigação de os brasileiros detentores de participações em holdings no exterior fornecerem informações detalhadas sobre a estrutura societária, os ativos mantidos e os rendimentos auferidos. Atenção: passar essas informações regularmente às autoridades fiscais brasileiras.
    • Tributação dos Rendimentos: A medida provisória também define critérios para a tributação dos rendimentos auferidos pelas holdings no exterior. Os rendimentos se tornam parte da base de cálculo do Imposto de Renda (IR) brasileiro, sujeitos às alíquotas vigentes no país.
    • Créditos Tributários: A MP prevê a possibilidade de utilização de créditos tributários pagos no exterior para abater o valor devido de impostos no Brasil, evitando a bitributação.
    • Sanções e Penalidades: Aqueles que não cumprirem com as obrigações estabelecidas na MP 1.171/2023 estarão sujeitos a penalidades e multas, visando desestimular práticas ilícitas ou negligentes.

    Leia mais: Holding Familiar: o que é e qual é a importância

    Impactos da tributação no exterior

    A MP 1.171/2023 representa um marco significativo na regulamentação da tributação de holdings formadas por brasileiros no exterior. Enquanto por um lado, busca coibir a evasão fiscal e garantir maior transparência, por outro, pode também trazer desafios na gestão de ativos e no planejamento tributário.

    Dessa forma,detentores de holdings no exterior precisam se inteirar sobre obrigações estabelecidas na medida provisória, bem como das possíveis vantagens e desvantagens dessa estratégia.

    Então, neste contexto, a consultoria de profissionais especializados em direito tributário internacional se torna ainda mais crucial para garantir o cumprimento das exigências legais e a otimização dos recursos.

    Com as mudanças trazidas pela MP 1.171/2023, donos de holdings no exterior precisam se preparar para se adaptar a um cenário tributário em constante evolução.

    Afinal, buscar sempre a conformidade legal e o melhor aproveitamento das oportunidades oferecidas pelo mercado internacional é ideal.

    Continue navegando em nosso blog para saber mais!

    Contabilizaí Bank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings, ESC.

    Continue acompanhando nosso blog para conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: Tributação no exterior para holdings de brasileiros
  • Tributação de investimentos internacionais para PF (Pessoas Físicas)

    Tributação de investimentos internacionais para PF (Pessoas Físicas)

    Nos últimos tempos, tem sido frequente o debate em torno das mudanças na tributação de contas internacionais de pessoa física. Uma recente medida provisória gerou muitas dúvidas e preocupações em relação aos investimentos internacionais e à possibilidade de novos encargos tributários. No entanto, é importante entender que investir internacionalmente por meio de contas bancárias ainda mantém sua viabilidade e não está diretamente afetado por essa nova forma de tributação. Continue lendo para saber mais!

    Como fica a tributação internacional dos investimentos

    A princípio, a medida provisória MP 1.171, de 30 de abril, trouxe alterações significativas no cenário tributário, mas é fundamental ressaltar que suas implicações não se estendem automaticamente aos investimentos internacionais em contas bancárias de pessoas físicas. Vamos explorar alguns pontos essenciais que evidenciam essa separação:

    1. Natureza dos Investimentos: A tributação abordada na medida provisória está mais direcionada a determinadas atividades financeiras e movimentações, como operações cambiais especulativas e variações patrimoniais relevantes. Investimentos tradicionais em contas bancárias no exterior, como poupanças, certificados de depósito e investimentos de renda fixa, não são alvo direto dessa tributação.

    2. Estrutura de Tributação: As mudanças tributárias dizem respeito principalmente a operações de maior complexidade, como transações cambiais de curto prazo e movimentações financeiras de maior volume. Para investidores que possuem contas bancárias internacionais voltadas para fins de diversificação de ativos e planejamento financeiro, há alteração nas taxas de tributação.

    Regras e solução de dúvidas

    3. Regras de Transparência: Muitos países têm adotado acordos de troca automática de informações financeiras para combater a evasão fiscal e promover a transparência. No entanto, investidores que operam dentro dos limites da legalidade e declaram corretamente seus investimentos internacionais em conformidade com esses acordos podem respirar aliviados. Eles não sofrerão com um impacto negativo dessa mp.

    4. Assessoria Especializada: Para lidar com investimentos internacionais, especialmente em contas bancárias, busque sempre a orientação profissional especializada, como consultores financeiros e tributários. Eles podem ajudar a compreender as mudanças tributárias, avaliar os impactos específicos para cada caso e oferecer estratégias para otimizar a gestão de ativos no cenário internacional.

    5. Diversificação e Planejamento Financeiro: Investir internacionalmente continua sendo uma estratégia sólida para diversificação de portfólio e proteção contra riscos específicos de um país. As mudanças na tributação não devem eclipsar os benefícios potenciais de um planejamento financeiro bem elaborado, que considere os aspectos legais e tributários de maneira abrangente.

    De olho nas mudanças

    Em resumo, a nova forma de tributação mencionada na medida provisória não é automaticamente associada a todos os tipos de investimentos internacionais em contas bancárias.

    Então, os investidores que atuam de forma legal e transparente, buscando diversificação e proteção patrimonial, podem continuar a aproveitar os benefícios dessa estratégia.

    Em resumo: a chave para um investimento bem-sucedido reside em entender a regulamentação vigente, buscar aconselhamento especializado e manter-se atualizado sobre possíveis alterações no cenário financeiro internacional.

    Contabilizaí Bank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings, ESC.

    Continue acompanhando nosso blog para conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: Tributação de investimentos internacionais para PF (Pessoas Físicas)