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  • Emissão de notas fiscais com IBS e CBS avança na fase de testes

    Emissão de notas fiscais com IBS e CBS avança na fase de testes

    A emissão de notas fiscais com IBS e CBS já é uma realidade no início da fase de testes do novo sistema tributário. Embora o volume de documentos adaptados ainda seja pequeno em relação ao total de notas emitidas, os dados iniciais mostram que as empresas já avançam no processo de transição e precisam dedicar atenção à adequação de sistemas, cadastros e rotinas fiscais ao longo de 2026.

    O que muda na emissão de notas fiscais com IBS e CBS

    Com o início da fase de testes, as empresas devem passar a destacar, de forma informativa, os novos tributos sobre o consumo:

    • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)
    • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)

    Nesse período, as empresas não recolhem os tributos, mas utilizam os valores informados como base para definir a alíquota-padrão que entrará em vigor a partir de 2027.

    Números iniciais da fase de testes

    Nos primeiros dias do ano, a Receita Federal registrou cerca de 1,7 milhão de notas fiscais emitidas com CBS e IBS destacados. O número é reduzido quando comparado ao total de aproximadamente 94,7 milhões de notas fiscais emitidas no mesmo período.

    Segundo a administração tributária, esse cenário já era esperado, principalmente em razão:

    • do atraso na aprovação da regulamentação da reforma tributária;
    • da fase de testes ainda ser facultativa em alguns casos;
    • da necessidade de adaptação gradual dos sistemas das empresas e dos entes federativos.

    Emissão da NFS-e e desafios dos municípios

    Adesão ao modelo nacional da NFS-e

    Entre os principais pontos de atenção está a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e). Embora a maioria dos municípios já tenha aderido ao ambiente nacional de dados, parte deles ainda enfrenta dificuldades para:

    • adequar seus leiautes próprios;
    • configurar corretamente o emissor nacional da NFS-e;
    • integrar sistemas locais ao novo modelo.

    Dados oficiais indicam que pouco mais de uma centena de municípios ainda não havia aderido plenamente à emissão da NFS-e no início do ano.

    Destaque facultativo no início

    No caso específico da NFS-e, o destaque do IBS e da CBS será inicialmente facultativo, permitindo:

    • adaptação progressiva dos sistemas;
    • treinamento das equipes envolvidas;
    • geração de bases de dados mais consistentes.

    Obrigações acessórias e ausência de penalidades

    Durante a fase de testes, ficou definido que:

    • não haverá punições para contribuintes que ainda não emitirem notas com IBS e CBS destacados;
    • as sanções só poderão ser aplicadas após o prazo legal contado da publicação dos regulamentos;
    • a multa futura por descumprimento de obrigação acessória poderá chegar a 1% do valor da operação.

    Esse período de transição busca evitar penalidades prematuras e permitir ajustes técnicos e operacionais.

    Por que a emissão de notas fiscais com IBS e CBS é estratégica

    Apesar de não haver recolhimento imediato, a correta emissão de notas fiscais com IBS e CBS é fundamental para:

    • testar sistemas e ERPs;
    • identificar falhas de parametrização;
    • revisar cadastros fiscais e códigos (NCM, NBS, cClasTrib);
    • simular impactos financeiros e operacionais;
    • preparar a empresa para 2027, quando a cobrança terá início.

    Empresas que não utilizarem 2026 para realizar esses testes correm o risco de enfrentar dificuldades operacionais e perda de previsibilidade tributária no futuro.

    Importância do acompanhamento contábil especializado

    A adaptação ao novo sistema tributário vai além da emissão de documentos fiscais. Ela envolve análise de processos, contratos, cadeia de fornecedores e controle de informações que impactarão diretamente o aproveitamento de créditos e o fluxo de caixa das empresas.

    Leia também: Suspensão de multas do IBS e CBS até abril marca transição da reforma

    A emissão de notas fiscais com IBS e CBS marca o início prático da transição para o novo sistema tributário. Mesmo em fase de testes, esse processo exige atenção, planejamento e ajustes técnicos por parte das empresas. Utilizar 2026 como ano de preparação será decisivo para reduzir riscos e garantir conformidade quando a cobrança efetiva começar.

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

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  • Fase de testes da reforma tributária: o que muda em 2026

    Fase de testes da reforma tributária: o que muda em 2026

    A fase de testes da reforma tributária já começou e marcará todo o ano de 2026 como um período decisivo de adaptação para as empresas. Mesmo sem recolhimento imediato, a exigência de emissão de notas fiscais com IBS e CBS destacados inaugura uma etapa fundamental para ajustes operacionais, revisão de contratos e reavaliação de modelos de negócio antes da cobrança efetiva dos novos tributos.

    O que é a fase de testes da reforma tributária

    A fase de testes corresponde ao período em que as empresas deverão emitir documentos fiscais com destaque dos novos tributos, gerar dados para calibragem do sistema e preparar processos internos para a transição tributária.

    Na prática, em 2026 as empresas precisam:

    • emitir documentos fiscais com a CBS (0,9%) e o IBS (0,1%) destacados;
    • adaptar sistemas, ERPs e rotinas fiscais;
    • produzir informações que apoiarão a definição da alíquota-padrão a partir de 2027.

    Embora os novos tributos não precisem ser recolhidos em 2026, os dados declarados terão papel relevante na implementação do novo modelo.

    — Foto: Arte/Valor

    Emissão de notas fiscais com IBS e CBS

    O principal desafio operacional da fase de testes da reforma tributária será adequar sistemas e processos para emitir notas fiscais com os novos campos e destaques de forma correta.

    Quem deve se adequar em 2026

    Em 2026, a adequação tende a ser mais relevante para empresas que apuram tributos fora do Simples Nacional, como:

    • empresas do Lucro Real;
    • empresas do Lucro Presumido.

    As empresas do Simples Nacional, em regra, deverão entrar na rotina de adaptação a partir de 2027.

    Pontos técnicos de atenção

    Além do destaque de IBS e CBS, é importante revisar cadastros e parametrizações, principalmente:

    • classificações fiscais e cadastros de produtos e serviços;
    • códigos como NCM, NBS e cClasTrib;
    • regras internas de cálculo e validação das notas emitidas e recebidas.

    Inconsistências nessa etapa podem prejudicar simulações e decisões de preço, contrato e regime tributário.

    Revisão de contratos na fase de testes da reforma tributária

    Um dos impactos mais relevantes será a necessidade de revisar contratos com clientes e fornecedores. No novo sistema, IBS e CBS serão cobrados “por fora”, ou seja, destacados separadamente na nota fiscal.

    Se o contrato não indicar com clareza se o valor inclui tributos, pode haver:

    • desequilíbrio econômico-financeiro;
    • discussões sobre repasse de custo tributário;
    • necessidade de renegociação de preços e condições.

    A fase de testes é o momento adequado para mapear cláusulas sensíveis e ajustar contratos antes de 2027.

    Créditos tributários e impacto na cadeia de fornecedores

    O novo modelo fortalece a lógica de créditos, pois, em regra, tudo o que for pago de IBS e CBS na aquisição de bens e serviços pode gerar crédito para quem compra.

    Crédito condicionado ao pagamento

    Um ponto crítico é que o direito ao crédito pode depender do efetivo pagamento do tributo pelo fornecedor, e não apenas da emissão da nota fiscal. Isso pode gerar postergação do crédito e impacto no fluxo de caixa do adquirente.

    Por isso, além de revisar as notas emitidas, as empresas devem acompanhar também as notas recebidas e a regularidade dos parceiros.

    Avaliação estratégica de fornecedores

    Durante 2026, as empresas podem usar os testes para:

    • avaliar fornecedores que não repassam crédito (como alguns enquadrados no Simples Nacional);
    • decidir entre renegociar preços, substituir fornecedores ou revisar a estratégia de compras;
    • identificar riscos de crédito e conformidade na cadeia.

    Mudança de regime tributário em 2027

    Empresas no Lucro Presumido devem avaliar com cuidado como ficará o aproveitamento de créditos e o impacto na carga tributária total. Em alguns casos, pode haver incentivo para reavaliar o regime de tributação a partir de 2027.

    Para apoiar essa decisão, 2026 deve ser utilizado para:

    • fazer simulações do resultado com IBS e CBS;
    • comparar cenários de carga tributária por regime;
    • avaliar impacto em preços, margens e competitividade.

    Penalidades e obrigações acessórias

    Embora a fase de testes não preveja punições imediatas, as obrigações acessórias ganharão relevância. Quando as penalidades passarem a ser aplicadas, a multa por descumprimento pode chegar a 1% do valor da operação, conforme alertas de especialistas sobre o tema.

    Também é importante acompanhar a evolução das regras e modelos de documentos fiscais, pois alguns setores podem depender de modelos específicos que ainda serão disponibilizados.

    Por que a fase de testes é estratégica para as empresas

    Especialistas apontam 2026 como o ano de simulações, ajustes e reorganização. Empresas que deixarem a adaptação para a última hora podem enfrentar:

    • perda de competitividade a partir de 2027;
    • erros operacionais em emissão e recebimento de notas;
    • dificuldade de renegociar contratos e preços em tempo hábil.

    Quanto antes a empresa mapear riscos e oportunidades, mais preparada estará para a transição completa, que se estende até 2033.

    Importância do suporte contábil especializado

    A fase de testes da reforma tributária não é apenas um ajuste de sistema. Ela envolve revisão de contratos, avaliação de fornecedores, parametrização fiscal e planejamento tributário para 2027. Um acompanhamento contábil e tributário especializado ajuda a reduzir riscos, organizar dados e tomar decisões com base em simulações realistas.

    Leia também: Suspensão de multas do IBS e CBS até abril marca transição da reforma

    Conclusão

    A fase de testes da reforma tributária é uma etapa estratégica de preparação para o novo sistema. Em 2026, as empresas devem adequar a emissão de documentos fiscais, revisar contratos, simular impactos e avaliar fornecedores para evitar surpresas quando a cobrança efetiva começar em 2027.

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  • Suspensão de multas do IBS e CBS até abril marca transição da reforma

    Suspensão de multas do IBS e CBS até abril marca transição da reforma

    A suspensão de multas do IBS e CBS até 1º de abril de 2026 integra o período inicial de transição da reforma tributária do consumo. A medida foi instituída por ato conjunto da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS, com o objetivo de permitir a adaptação gradual de empresas, entes federativos e da própria administração tributária ao novo sistema.

    A decisão está alinhada ao cronograma previsto na Lei Complementar nº 214/2025, que regulamenta a implantação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

    O que prevê a suspensão de multas do IBS e CBS

    O ato conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025 estabelece que não serão aplicadas multas até 1º de abril de 2026 relacionadas ao descumprimento das obrigações acessórias específicas do IBS e da CBS.

    A suspensão alcança, principalmente, eventuais falhas no preenchimento ou no registro dos campos destinados aos novos tributos nos documentos fiscais eletrônicos, desde que o contribuinte continue cumprindo as demais obrigações previstas na legislação.

    Apuração do IBS e da CBS será apenas informativa em 2026

    É importante distinguir a suspensão das multas do regime de apuração dos tributos. Embora as penalidades estejam suspensas somente até 1º de abril de 2026, a norma também determina que, ao longo de todo o ano de 2026, a apuração do IBS e da CBS ocorrerá exclusivamente em caráter informativo.

    Na prática, isso significa que:

    • não haverá geração de débito tributário de IBS e CBS em 2026;
    • os dados declarados servirão para testes operacionais e validação de sistemas;
    • a apuração terá finalidade de ajuste e adaptação ao novo modelo.

    A apuração informativa não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias nem a correta emissão dos documentos fiscais.

    Emissão de documentos fiscais continua obrigatória

    Mesmo durante o período de transição e com a suspensão temporária das multas, os contribuintes permanecem obrigados a emitir documentos fiscais eletrônicos nas operações com bens e serviços, inclusive nas importações e exportações.

    Os regulamentos do IBS e da CBS irão recepcionar documentos já existentes, como:

    • NF-e;
    • NFC-e;
    • NFS-e;
    • CT-e;
    • BP-e;
    • MDF-e.

    Além disso, a legislação prevê a criação de modelos específicos para determinados setores, como saneamento, gás e alienação de bens imóveis.

    Objetivo da medida: transição gradual e segura

    Segundo o ato conjunto, a suspensão temporária das penalidades até 1º de abril de 2026 busca assegurar uma transição gradual, segura e tecnicamente consistente para o novo sistema tributário, evitando autuações durante a fase inicial de adaptação tecnológica e operacional.

    A norma também esclarece que a dispensa de penalidades não afasta a exigência dos documentos fiscais relativos aos tributos atualmente vigentes, nem impede a edição de regras específicas para operações de comércio exterior.

    Pontos de atenção para empresas e profissionais

    Mesmo com a suspensão temporária das multas, é recomendável que empresas e profissionais utilizem o período de transição para:

    • adequar gradualmente seus sistemas fiscais;
    • treinar equipes envolvidas nos processos;
    • acompanhar a publicação dos regulamentos do IBS e da CBS;
    • revisar rotinas de emissão e validação de documentos fiscais.

    Conclusão

    A suspensão de multas do IBS e CBS até 1º de abril de 2026 representa uma medida relevante para viabilizar a adaptação inicial à reforma tributária do consumo. Paralelamente, a apuração informativa ao longo de todo o ano de 2026 permite testes e ajustes antes do início da cobrança efetiva dos novos tributos.

    Embora as penalidades estejam temporariamente afastadas, o cumprimento das obrigações acessórias e a correta emissão dos documentos fiscais permanecem essenciais para evitar riscos futuros.

    Como a reforma tributária ainda está em fase de implementação, novas regras e esclarecimentos continuarão sendo publicados. O acompanhamento permanente da legislação é indispensável para evitar interpretações equivocadas e impactos futuros.

    Fonte

    Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025 – Receita Federal do Brasil e Comitê Gestor do IBS. Publicado no Diário Oficial da União e divulgado pelo Migalhas.

    Acesse a íntegra do ato conjunto

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  • Feriados bancários 2026: como o Corban deve se planejar

    Feriados bancários 2026: como o Corban deve se planejar

    Quem atua como correspondente bancário já sabe: feriado bancário não é apenas folga. Ele impacta diretamente a produção, o andamento das propostas, a liberação de crédito e, no fim do mês, as comissões.

    Em 2026, o calendário traz datas que exigem atenção redobrada. Neste artigo, reunimos os principais feriados bancários de 2026 e dicas práticas para o Corban se organizar melhor e evitar surpresas na operação.

    O que são feriados bancários e por que eles impactam o Corban

    Nos feriados bancários, as agências não funcionam e diversos sistemas operam de forma limitada ou ficam indisponíveis. Isso afeta diretamente:

    • averbações de consignado;
    • liberação de crédito;
    • processos do INSS e Dataprev;
    • liquidação financeira das operações.

    Na prática, crédito aprovado não significa crédito pago em feriado. Por isso, o planejamento é essencial para manter o fluxo de produção.

    Calendário de feriados bancários 2026

    A seguir, confira os principais feriados nacionais de 2026 e alguns facultativos que impactam o funcionamento do sistema bancário, com base em calendários oficiais do mercado financeiro.

    DataCalendário de Feriados 2026Dia da Semana
    01/01/2026Confraternização UniversalQuinta-feira
    16/02/2026Carnaval (ponto facultativo)Segunda-feira
    17/02/2026Carnaval (ponto facultativo)Terça-feira
    18/02/2026Quarta-feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14h)Quarta-feira
    03/04/2026Sexta-feira Santa (Paixão de Cristo)Sexta-feira
    20/04/2026– (ponto facultativo)segunda-feira
    21/04/2026TiradentesTerça-feira
    01/05/2026Dia do TrabalhoSexta-feira
    04/06/2026Corpus Christi (ponto facultativo)Quinta-feira
    05/06/2026 – (ponto facultativo)Sexta-feira
    11/06 – 19/07 /2026Copa do mundo (não é feriado)
    07/09/2026Independência do BrasilSegunda-feira
    12/10/2026Nossa Senhora AparecidaSegunda-feira
    02/11/2026FinadosSegunda-feira
    15/11/2026Proclamação da RepúblicaDomingo
    20/11/2026Dia Nacional de Zumbi e da Consciência NegraSexta-feira
    24/12/2026Véspera de Natal (ponto facultativo após as 13h)Quinta-feira
    25/12/2026NatalSexta-feira
    31/12/2026Véspera de Natal (ponto facultativo após as 13h)Quinta-feira

    Feriados que mais exigem atenção do Corban

    Alguns feriados costumam impactar mais a produção, especialmente quando:

    • caem em segunda ou sexta-feira, formando feriados prolongados;
    • ocorrem próximos ao fechamento do mês;
    • coincidem com períodos de alta demanda por crédito.

    Nesses casos, quem não se antecipa acaba acumulando propostas paradas e pressão nos dias seguintes.

    Como o Corban pode se planejar melhor em 2026

    O calendário pode ser um aliado da produção. Algumas boas práticas ajudam a reduzir impactos:

    • antecipar propostas antes de feriados bancários;
    • alinhar expectativas de prazo com os clientes;
    • reforçar o contato comercial na semana anterior;
    • organizar metas considerando semanas mais curtas.

    Planejamento não elimina o feriado, mas evita que ele vire gargalo.

    Planejamento é estratégia, não burocracia

    Quem vive de comissão sabe: previsibilidade faz diferença no resultado. Usar o calendário bancário como ferramenta de gestão ajuda o Corban a manter constância de produção ao longo do ano.

    Na Corbanzaí, acreditamos que organização, informação e estratégia caminham juntas para o crescimento sustentável da operação.

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    Continue lendo >>: Feriados bancários 2026: como o Corban deve se planejar
  • Lucro dos maiores bancos no 3º trimestre soma R$ 29 bi

    Lucro dos maiores bancos no 3º trimestre soma R$ 29 bi

    O lucro dos maiores bancos no 3º trimestre de 2025 confirmou a força do setor financeiro brasileiro, mesmo em um cenário de desaceleração pontual. Itaú Unibanco, Bradesco, BTG Pactual, Santander e Banco do Brasil registraram, juntos, lucro líquido de aproximadamente R$ 29 bilhões no período.

    Apesar do resultado robusto, o valor ficou 6,1% abaixo do registrado no mesmo trimestre do ano anterior, quando o lucro consolidado havia alcançado R$ 30,9 bilhões, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.

    Desempenho dos maiores bancos no 3º trimestre

    O principal fator de pressão sobre o resultado consolidado foi o desempenho do Banco do Brasil, que apresentou queda expressiva no lucro trimestral. As demais instituições registraram crescimento ou estabilidade nos resultados.

    Lucros por instituição

    • Itaú Unibanco: R$ 11,9 bilhões, novo recorde histórico
    • Bradesco: resultado estável, ligeiramente abaixo do consenso
    • BTG Pactual: crescimento acima das expectativas do mercado
    • Santander Brasil: lucro cerca de 8% acima das projeções
    • Banco do Brasil: lucro de R$ 3,02 bilhões, queda de 66,1%

    Resultados acima das expectativas do mercado

    Com apoio da plataforma de consenso Aleeph, o estudo da Elos Ayta mostrou que o lucro agregado dos maiores bancos superou as expectativas do mercado em até 14%, com destaque para o BTG Pactual.

    O banco apresentou desempenho acima do esperado graças à diversificação de receitas e ao bom desempenho de áreas como:

    • Corporate and SME Lending
    • Sales & Trading
    • Wealth Management

    Esse conjunto reforçou a estratégia de crescimento sustentado e alavancagem operacional da instituição.

    Itaú mantém liderança em rentabilidade

    O Itaú Unibanco foi novamente o destaque da temporada de balanços. O lucro recorde no trimestre foi impulsionado por:

    • Expansão da margem financeira
    • Controle rigoroso das provisões
    • Redução da inadimplência

    Para o 4º trimestre, o consenso de mercado projeta novo recorde, em torno de R$ 12,4 bilhões, consolidando o Itaú como o banco mais rentável entre os grandes.

    Bradesco e Santander mostram sinais distintos

    O Bradesco apresentou desempenho considerado estável. A margem financeira com clientes foi o principal ponto positivo, mas o aumento no custo de risco acendeu um alerta para os próximos trimestres.

    Já o Santander Brasil surpreendeu positivamente ao reverter um período de resultados pressionados. A combinação de expansão da margem financeira e queda da inadimplência indicou melhora na rentabilidade no curto prazo.

    Banco do Brasil revisa projeções para 2025

    O Banco do Brasil encerrou a temporada com lucro levemente acima das expectativas, que já eram conservadoras. No entanto, o aumento das provisões e da inadimplência, especialmente na carteira ligada ao agronegócio, levou o banco a revisar para baixo o guidance de lucro para 2025, agora entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões.

    Desempenho das ações dos bancos em 2025

    No mercado acionário, o BTG Pactual lidera os ganhos no acumulado do ano, com valorização superior a 100%, seguido pelo Bradesco. O desempenho reflete a confiança dos investidores na estratégia de crescimento e na geração consistente de resultados.

    Leia também: BC restringe uso do termo “banco” e amplia regras no Open Finance

    O que esperar para o 4º trimestre

    As projeções para o último trimestre do ano indicam otimismo moderado. Enquanto o Itaú deve alcançar novo recorde de lucro, o Banco do Brasil tende a enfrentar um período de maior ajuste.

    O levantamento da Elos Ayta aponta que o 4º trimestre ainda pode trazer surpresas, positivas ou negativas, conforme o comportamento da inadimplência, das margens financeiras e do cenário macroeconômico.

    Conclusão

    O lucro dos maiores bancos no 3º trimestre reforça a resiliência do sistema financeiro brasileiro, mesmo diante de desafios pontuais. A temporada de balanços mostrou diferenças claras entre as estratégias das instituições e sinalizou os principais pontos de atenção para o encerramento de 2025.

    Acompanhar os resultados dos grandes bancos é essencial para compreender os movimentos do mercado financeiro e seus reflexos no crédito, nos investimentos e na economia como um todo.

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  • Evento da Febraban debate rumos do sistema financeiro

    Evento da Febraban debate rumos do sistema financeiro

    O evento da Febraban sobre o sistema financeiro, realizado durante o tradicional Almoço Anual dos Dirigentes de Bancos 2025, reuniu ministros, autoridades econômicas e executivos do setor para discutir regulação, taxa de juros, inovação e crescimento econômico no Brasil.

    O encontro trouxe um balanço de 2025 e apontou perspectivas para 2026, reforçando o papel do sistema financeiro na estabilidade econômica e no desenvolvimento sustentável do país.

    Autoridades presentes no evento da Febraban

    O evento contou com a participação de representantes do governo e do setor financeiro, entre eles:

    • Dario Durigan, ministro interino da Fazenda
    • Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento
    • Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos
    • Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social
    • Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central
    • Luiz Carlos Trabuco, presidente do Conselho Diretor da Febraban
    • Isaac Sidney, presidente da Febraban

    A presença de autoridades de diferentes áreas reforçou o caráter estratégico do debate sobre o futuro do sistema financeiro brasileiro.

    Regulação e supervisão do sistema financeiro

    Durante o evento da Febraban sobre o sistema financeiro, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu a ampliação da supervisão sobre novas áreas do setor financeiro.

    Segundo ele, após a crise de 2008, houve um aumento do rigor regulatório, mas a evolução do mercado exige que o perímetro de supervisão continue sendo ampliado. Galípolo destacou ainda a importância de um arcabouço legal que fortaleça a atuação do Banco Central e permita investimentos em tecnologia.

    Uso de tecnologia e inteligência artificial

    O presidente do Banco Central ressaltou que a inteligência artificial pode trazer ganhos significativos para a supervisão financeira, permitindo:

    • Automação de processos de fiscalização
    • Monitoramento mais amplo, sem depender apenas de amostragens
    • Maior eficiência na identificação de riscos

    Autonomia do Banco Central e política monetária

    Outro ponto abordado foi a autonomia do Banco Central. Galípolo afirmou que o calendário eleitoral de 2026 não influenciará a condução da política monetária.

    Segundo ele, o descasamento entre os mandatos do governo federal e do Banco Central garante que as decisões sejam tomadas com foco no horizonte relevante da inflação e das expectativas econômicas, independentemente do cenário político.

    Pilares do sistema financeiro: solidez, inovação e integridade

    O presidente da Febraban, Isaac Sidney, destacou que o setor bancário brasileiro se mantém firme em três pilares fundamentais:

    • Solidez, para garantir estabilidade ao sistema
    • Inovação, como motor de eficiência e competitividade
    • Integridade, como base para a confiança da sociedade

    Sidney elogiou o trabalho do Banco Central e defendeu rigor regulatório para preservar a qualidade e a credibilidade do sistema financeiro.

    Crescimento econômico e responsabilidade fiscal

    O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, abordou a necessidade de reduzir a rigidez orçamentária e ampliar o espaço para investimentos públicos, além de incentivar a poupança privada.

    Ele também destacou a importância de avançar na simplificação do sistema tributário e na revisão de benefícios fiscais, além de mencionar a agenda de inovação, como políticas para data centers e a nova legislação de inteligência artificial.

    Crescimento sustentável e papel do Estado

    Simone Tebet reforçou a necessidade de equilibrar crescimento econômico e controle fiscal. Segundo a ministra, o desafio é promover um crescimento justo e sustentável, com responsabilidade fiscal e revisão de gastos ineficientes.

    Já Esther Dweck ressaltou que fortalecer a capacidade do Estado é essencial para garantir eficiência, segurança jurídica e redução de custos para o setor produtivo, especialmente por meio da digitalização dos serviços públicos.

    Importância do sistema financeiro para a sociedade

    O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacou o papel do setor bancário no pagamento de milhões de benefícios previdenciários, reforçando a importância da inovação contínua para garantir segurança e eficiência aos cidadãos.

    Leia também: BC restringe uso do termo “banco” e amplia regras no Open Finance

    O que o evento sinaliza

    O evento da Febraban sobre o sistema financeiro evidenciou a centralidade do setor bancário nas discussões sobre regulação, inovação e crescimento econômico. As falas das autoridades reforçaram a importância de um sistema sólido, íntegro e preparado para os desafios tecnológicos e regulatórios dos próximos anos.

    Acompanhar debates institucionais como os promovidos pela Febraban é fundamental para profissionais e empresas que desejam compreender os rumos do sistema financeiro e se preparar para as mudanças regulatórias e econômicas em curso.

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