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  • Regulamentação do BaaS pelo Banco Central: o que muda no setor

    Regulamentação do BaaS pelo Banco Central: o que muda no setor

    A regulamentação do BaaS pelo Banco Central marca um novo capítulo para empresas que oferecem serviços financeiros por meio de parcerias com instituições autorizadas. A norma recém-publicada estabelece regras claras para governança, segurança, riscos e transparência, trazendo mais previsibilidade ao modelo de Banking as a Service.

    Neste artigo, você entenderá o que muda com a nova regulamentação, quais são as responsabilidades das partes envolvidas e como o mercado deve se adaptar até 2026.

    O que é BaaS e por que o BC decidiu regulamentar?

    O Banking as a Service (BaaS) permite que empresas, inclusive não financeiras, ofereçam produtos como contas de pagamento, cartões e serviços bancários digitais por meio de uma instituição regulada pelo BC.

    A expansão acelerada do modelo e o aumento do número de parcerias criaram a necessidade de padronizar regras, mitigar riscos e garantir maior proteção ao consumidor.

    Segundo o BC, o objetivo da norma é:

    • Reduzir riscos operacionais e jurídicos;
    • Proteger clientes e instituições envolvidas;
    • Promover eficiência e competitividade no sistema financeiro;
    • Ampliar o acesso a serviços bancários estruturados com segurança.

    Principais pontos da regulamentação

    A norma publicada define responsabilidades, limitações e requisitos mínimos para as instituições que ofertam ou contratam serviços de BaaS.

    1. Governança corporativa e controles internos

    As prestadoras de BaaS devem implementar estruturas robustas de:

    • Governança;
    • Gerenciamento de riscos;
    • Controles internos;
    • Procedimentos de conduta e segurança operacional.

    2. Responsabilidade e transparência

    A regulamentação exige que:

    • A prestadora de BaaS seja claramente identificada ao cliente;
    • Informações estejam visíveis em canais digitais, documentos e instrumentos de pagamento;
    • Dados e relatórios fiquem à disposição do Banco Central.

    3. Regras para contratação de múltiplas prestadoras

    O texto final flexibilizou uma preocupação inicial: a proibição de contratar mais de uma prestadora de BaaS.

    Não é permitido que uma tomadora tenha duas prestadoras diferentes para oferecer:

    • Abertura, manutenção e encerramento de contas (depósitos, poupança, pré e pós-pagas);
    • Serviços de pagamento vinculados às contas.

    Exceção: quando tomadora e prestadora pertencem ao mesmo conglomerado prudencial.

    4. Prazos de adaptação

    A regra vale imediatamente, mas os contratos vigentes podem ser ajustados até:

    31 de dezembro de 2026.

    Impactos esperados no mercado de BaaS

    A regulamentação tende a gerar efeitos significativos no setor:

    • Mais segurança jurídica para empresas que desejam operar com BaaS;
    • Ambiente competitivo mais equilibrado com regras claras;
    • Proteção ao usuário final com identificação obrigatória da instituição responsável;
    • Expansão sustentável da inovação financeira.

    Conclusão

    A regulamentação do BaaS pelo Banco Central representa um avanço importante para o ecossistema financeiro digital no Brasil. Ao definir limites, responsabilidades e exigências de transparência, a norma cria um ambiente mais seguro, competitivo e preparado para novas soluções financeiras.

    Com prazo de adaptação até 2026, empresas terão tempo para ajustar seus modelos e reforçar a governança de seus serviços.

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    A ContabilizaíBank é uma contabilidade especializada em atividades financeiras, como Securitizadoras, Factorings e ESC.

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  • IA a Serviço do Trabalhador: Como a Blipay Usa Inteligência Artificial no Crédito

    IA a Serviço do Trabalhador: Como a Blipay Usa Inteligência Artificial no Crédito

    A Inteligência Artificial no crédito está redefinindo a forma como milhões de trabalhadores brasileiros acessam serviços financeiros. E poucos exemplos ilustram esse movimento tão bem quanto a jornada da Blipay, uma startup que nasceu da combinação entre tecnologia, propósito e eficiência operacional.

    Neste artigo, você vai entender como três empreendedores transformaram um problema estrutural do mercado em uma solução inovadora para o trabalhador CLT, usando IA, dados transacionais e Open Finance.

    A origem da Blipay e o desafio de democratizar o crédito

    A história da Blipay começa com Felipe Ziliotti, economista e cientista da computação com anos de experiência no mercado financeiro global. Mesmo atuando no maior banco do mundo, no Vale do Silício, ele enxergava um problema claro: a tecnologia avançava, mas os trabalhadores comuns continuavam invisíveis para o sistema bancário tradicional.

    Decidido a mudar esse cenário, Felipe retornou ao Brasil para empreender. Mas o início não foi simples. Ele chegou ao país semanas antes da pandemia, um período em que a economia global praticamente congelou.

    Foi nesse contexto que nasceu a Blipay, com a missão de resolver um paradoxo: milhões de trabalhadores CLT com renda comprovada eram considerados “alto risco” pelos bancos, mesmo com histórico de pagamento e vínculo formal.

    “Nosso sonho audacioso é criar valor para todo trabalhador brasileiro. Queremos estar no bolso das pessoas, fazendo diferença real”, afirma Felipe Ziliotti, CEO da Blipay.

    O momento crítico: capital escasso e a necessidade de eficiência

    Os cofundadores Rodrigo Nakaura (COO) e Carlos Rodolfo Scarin Nascimento (CTO) sabiam que o caminho tradicional das startups, captar investimentos e escalar rapidamente, não seria possível. A retração global afastou investidores e impôs um novo desafio: operar com extrema eficiência.

    Com um time reduzido e recursos escassos, a cultura da empresa foi moldada em torno de três pilares:

    • Eficiência operacional
    • Autossuficiência financeira
    • Obssessão por tecnologia própria

    Esse cenário desafiador se tornou uma vantagem competitiva.

    Como a Inteligência Artificial no crédito virou o ponto de virada

    Para atender um público ignorado pelos bancos, a Blipay precisava de algo inédito: um modelo capaz de calcular o risco real do trabalhador de forma mais justa.

    A solução foi construir um motor de crédito autoral, baseado em:

    • Open Finance
    • Dados transacionais
    • Inteligência Artificial no crédito

    Esse motor analisa o comportamento financeiro real do cliente, sem depender de birôs tradicionais e sem reproduzir seus vieses.

    O processo exigiu coragem: para treinar o modelo, a empresa precisou assumir perdas iniciais e operar com ciclos curtos de aprendizado.

    Até que veio o ponto de inflexão:

    “Foi um clique: ver o modelo performando em produção e perceber que era muito superior ao status quo.”

    Escala, impacto social e antecipação salarial

    A eficiência do motor permitiu à Blipay crescer com segurança. Enquanto o mercado exclui, a startup inclui, analisando a verdadeira capacidade de pagamento do trabalhador.

    Com isso, tornou-se pioneira na antecipação salarial 100% digital e imediata via Pix, alcançando quase todos os municípios do país.

    O impacto é evidente: uma pesquisa interna revelou que mais de 50% dos usuários receberam seu primeiro crédito formal por meio da empresa.

    O reconhecimento veio também do ecossistema de inovação: os três fundadores foram selecionados como Empreendedores Endeavor, reforçando a qualidade da operação.

    A eficiência como motor de crescimento

    Com tecnologia proprietária e um time altamente enxuto, a empresa projeta encerrar 2025 com uma originação anualizada próxima de R$ 1 bilhão em antecipação salarial.

    Segundo a Endeavor, esse é o tipo de negócio que transforma economias: sonha grande, escala rápido e inspira a próxima geração de empreendedores.

    O futuro: multiplicar impacto

    No longo prazo, a Blipay enxerga sua maior missão como devolver ao ecossistema aquilo que recebeu, inspirando novos empreendedores e ampliando o acesso ao crédito para quem historicamente ficou à margem.

    “O que realmente fica é a capacidade de multiplicar impacto”, reforça Felipe.

    Por que este case importa para o setor financeiro?

    A transformação liderada pela Blipay mostra como a Inteligência Artificial no crédito pode corrigir distorções antigas do sistema e gerar inclusão financeira real.

    Esse movimento reforça tendências que impactam todo o mercado:

    • Uso de dados reais no lugar de modelos tradicionais
    • Personalização do risco individual
    • Produtos financeiros instantâneos e digitais
    • Expansão de crédito para públicos antes invisíveis

    Leia também: Portabilidade de consignado INSS: como a iCred amplia crédito e acelera a modernização do setor

    Conclusão

    A jornada da Blipay revela como tecnologia, propósito e eficiência podem criar soluções transformadoras. Usar Inteligência Artificial no crédito não é apenas uma inovação técnica, mas uma maneira de gerar impacto social real para milhões de trabalhadores CLT.

    Se você atua no mercado financeiro ou trabalha com produtos de crédito, acompanhar movimentos como este é essencial para entender o futuro do setor.

    A Corbanzaí é uma contabilidade digital especializada em correspondentes bancários.

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  • Salário mínimo 2026: governo reduz estimativa e ajusta projeções fiscais

    Salário mínimo 2026: governo reduz estimativa e ajusta projeções fiscais

    O governo federal revisou a previsão do salário mínimo 2026, reduzindo o valor estimado de R$ 1.631 para R$ 1.627. A atualização aparece nos documentos enviados recentemente ao Congresso pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e serve de base para as discussões do PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias).

    Neste artigo, você entende por que houve a revisão, como funciona o cálculo do salário mínimo e quais impactos essa mudança gera nas contas públicas.

    Por que o salário mínimo 2026 foi reduzido?

    A nova estimativa consta da atualização técnica entregue ao Legislativo para orientar a análise das regras fiscais do próximo ano. A discussão do PLDO deve ocorrer na CMO (Comissão Mista de Orçamento), que avalia os parâmetros usados pelo Executivo.

    Com a alteração, o salário mínimo 2026 passa a considerar:

    • Revisão da inflação prevista para 2025;
    • ajustes nas projeções do INPC acumulado em 12 meses;
    • expectativas mais precisas sobre o PIB usado como referência para cálculo.

    Se a proposta for aprovada e constar na LOA (Lei Orçamentária Anual), o reajuste representará aumento de 7,18% sobre o valor atual (R$ 1.518).

    Como é calculado o salário mínimo 2026?

    O cálculo segue duas variáveis principais estabelecidas pela política de valorização do mínimo:

    1. INPC dos últimos 12 meses

    O índice corrige o valor pela inflação acumulada. Nos últimos meses, a prévia do indicador mostrou desaceleração e permanência dentro da meta, reduzindo a estimativa inicial do governo.

    2. Crescimento real do PIB

    Considera o PIB de dois anos anteriores ao vigente. Desde 2024, a regra limita o crescimento real a uma banda entre 0,6% e 2,5%.

    A combinação desses fatores explica a diferença entre a previsão original (R$ 1.631) e o valor atualizado (R$ 1.627) para o salário mínimo 2026.

    Impacto do salário mínimo 2026 nas contas públicas

    A revisão do mínimo tem efeito direto sobre o orçamento federal, principalmente porque:

    • corrige benefícios previdenciários;
    • atualiza valores assistenciais (como BPC);
    • impacta despesas obrigatórias e projeções fiscais;
    • influencia o cálculo da meta fiscal.

    Por isso, o salário mínimo é um dos elementos centrais das discussões no Congresso ao longo da tramitação do PLDO e da LOA.

    Consulte o andamento do PLDO no Portal da Câmara dos Deputados .

    O que muda para trabalhadores e empresas?

    Se confirmado pelo Congresso, o novo valor:

    • ajusta o poder de compra dos trabalhadores;
    • aumenta a base de cálculo de encargos trabalhistas;
    • altera pisos de contribuições e benefícios;
    • exige atenção de empreendedores e escritórios contábeis ao atualizar suas folhas e projeções.

    Para empresas e correspondentes bancários, manter previsões atualizadas é essencial para evitar falhas em cálculos trabalhistas e impactos inesperados no fluxo de caixa.

    Leia também: Copom mantém Selic em 15%: entenda impacto para o mercado de crédito

    Conclusão: acompanhe as atualizações do salário mínimo 2026

    A redução na estimativa do salário mínimo 2026 reflete mudanças nas projeções de inflação e no comportamento da economia. Como o valor afeta diretamente o orçamento público e as rotinas trabalhistas, acompanhar essas atualizações é fundamental, especialmente para negócios que precisam manter previsões financeiras precisas.

    Se você quer organizar sua operação com segurança e ter apoio especializado para lidar com mudanças legais e tributárias, conte com a Corbanzaí, a contabilidade do Correspondente Bancário.

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    Continue lendo >>: Salário mínimo 2026: governo reduz estimativa e ajusta projeções fiscais
  • Portabilidade de consignado INSS: como a iCred amplia crédito e acelera a modernização do setor

    Portabilidade de consignado INSS: como a iCred amplia crédito e acelera a modernização do setor

    A portabilidade de consignado INSS ganhou novo impulso com o movimento recente da fintech iCred, que anunciou a ampliação de sua oferta de crédito para aposentados e pensionistas. A empresa, que já se destaca no mercado de consignado, prevê alcançar R$ 5 bilhões em carteira até 2026 e vem registrando cerca de R$ 30 milhões em concessões por semana.

    Com taxas menores, prazos estendidos e análise digital baseada em inteligência artificial, a iCred fortalece a competitividade do setor e amplia as oportunidades para beneficiários do INSS e Correspondentes Bancários.

    iCred amplia crédito e aposta na portabilidade digital

    A nova estratégia da iCred abre espaço para que mais de 40 milhões de beneficiários do INSS possam migrar seus contratos para a fintech com condições mais vantajosas de crédito. Entre as melhorias implementadas estão:

    • Taxa mínima reduzida de 1,76% para 1,53% ao mês;
    • Prazos ampliados para até 96 meses;
    • Processo 100% digital para análise e liberação;
    • Portabilidade orientada por inteligência artificial.

    Segundo Túlio Matos, CEO da fintech, o objetivo é crescer de forma sustentável: “A portabilidade boa é a que melhora a vida do cliente e sustenta o ecossistema”.

    Como funciona a portabilidade de consignado INSS na iCred

    A portabilidade de consignado INSS permite que o aposentado transfira seu contrato atual para outra instituição com condições melhores, sem nenhum custo adicional. A iCred digitalizou esse processo com uma plataforma própria que analisa automaticamente o extrato de consignação para verificar se existe ganho real para o cliente.

    Principais vantagens da portabilidade via iCred

    • Comparação automática entre propostas de crédito;
    • Liberação em poucos minutos;
    • Evita operações que não oferecem benefício financeiro ao cliente;
    • Atendimento com suporte especializado.

    Esse modelo reduz erros, melhora a experiência do beneficiário e aumenta a transparência no mercado.

    Inteligência artificial como aliada da segurança e da economia

    Um dos diferenciais da iCred é o uso de inteligência artificial para avaliar se a portabilidade realmente traz vantagem. O sistema só aprova operações em que há redução de juros ou diminuição da parcela.

    Isso protege o consumidor, fortalece o setor e cria uma relação mais confiável entre fintechs, correspondentes e beneficiários do INSS.

    Expansão e inclusão financeira: impacto para o mercado

    Com uma rede de 50 mil agentes distribuídos em mais de 5.400 municípios, a iCred se posiciona entre as principais fintechs de crédito consignado do país. Além do INSS, já atua com produtos como FGTS antecipado e consignado privado.

    Esse crescimento impulsiona a inclusão financeira ao:

    • Levar crédito a regiões sem acesso bancário;
    • Aumentar a competitividade entre instituições financeiras;
    • Oferecer alternativas mais baratas para aposentados;
    • Fortalecer o mercado de portabilidade digital.

    Oportunidades para Correspondentes Bancários

    Para quem atua no mercado de crédito, a expansão da iCred abre novas oportunidades de originação, especialmente em operações de portabilidade de consignado INSS. Com taxas menores e processos digitais, o Correspondente pode:

    • Aumentar volume de operações;
    • Reduzir etapas burocráticas;
    • Oferecer propostas mais competitivas aos clientes;
    • Atender um público amplo com demanda crescente;
    • Construir relacionamentos de longo prazo.

    Leia também: Desbloqueio de Benefício INSS: veja como liberar o consignado

    Conclusão

    A estratégia da iCred reforça a importância da portabilidade de consignado INSS como ferramenta de economia e reorganização financeira para aposentados. Com tecnologia avançada, análise via IA e processos digitais, o setor ganha velocidade e mais segurança.

    Para Correspondentes Bancários, esse movimento representa uma oportunidade valiosa de crescimento, desde que a operação seja estruturada com organização, compliance e apoio contábil especializado.

    Fale com a Corbanzaí e organize sua atuação no mercado de crédito com quem entende o dia a dia do Corban.
    Uma empresa do Grupo Contabilizaí.

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    Continue lendo >>: Portabilidade de consignado INSS: como a iCred amplia crédito e acelera a modernização do setor
  • As principais mudanças no imposto de renda 2026: o que muda com a nova Lei 15.270/2025

    As principais mudanças no imposto de renda 2026: o que muda com a nova Lei 15.270/2025

    A nova Lei 15.270/2025, sancionada sem vetos e publicada no Diário Oficial da União em 27/11/2025, altera profundamente o sistema do Imposto de Renda no Brasil. A partir de janeiro de 2026, entram em vigor novas faixas do IRPF, regras de tributação para lucros e dividendos e a criação da tributação mínima para altas rendas. Neste artigo, você entenderá todas as mudanças no imposto de renda 2026 e como elas afetam pessoas físicas, empresários e investidores.

    1. Nova redução no imposto mensal a partir de janeiro de 2026

    O artigo 3º-A da Lei 9.250/1995 recebeu nova redação e passa a conceder redução no IR mensal para contribuintes com rendimentos de até R$ 7.350,00. A regra cria uma espécie de “desconto automático” que diminui o imposto retido na fonte.

    Como funciona a redução?

    • Até R$ 5.000,00: redução de até R$ 312,89, zerando o imposto devido.
    • Entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00: redução decrescente, calculada pela fórmula da lei.
    • Acima de R$ 7.350,00: não há redução no IR mensal.

    A redução também vale para o décimo terceiro salário.

    2. Lucros e dividendos acima de R$ 50 mil por mês terão retenção de 10%

    Uma das mudanças mais impactantes da nova legislação é a criação da tributação mensal de altas rendas.

    O que muda para quem recebe lucros e dividendos?

    • Pagamentos mensais acima de R$ 50.000,00 feitos por uma mesma pessoa jurídica a uma mesma pessoa física sofrerão retenção de 10% de IR na fonte.
    • Se houver mais de um pagamento no mês, o imposto deve ser recalculado somando todos os valores.

    O que permanece isento?

    Os seguintes lucros e dividendos permanecem fora da tributação:

    • Resultados apurados até 2025;
    • Distribuições aprovadas até 31/12/2025;
    • Pagamentos realizados conforme os termos originais de aprovação.

    3. Tributação anual mínima para altas rendas

    O novo Capítulo III-A cria a tributação mínima anual para pessoas físicas com renda anual superior a R$ 600.000,00.

    Como funciona a regra?

    • Entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão: alíquota cresce progressivamente de 0% a 10%.
    • Acima de R$ 1,2 milhão: alíquota fixa de 10%.

    O que entra na conta da tributação mínima?

    Entram:

    • renda tributável, exclusiva e definitiva;
    • rendimentos isentos;
    • rendimento rural;
    • lucros e dividendos (com exceções).

    São excluídos vários rendimentos específicos, como FIIs, Fiagro, LCI, LCA, poupança, CPR financeira, entre outros descritos na lei.

    4. Regras para distribuição de lucros acumulados em 2025

    Este é um ponto essencial para empresários e contadores. A lei garante que lucros apurados até o ano-calendário de 2025 podem permanecer isentos, desde que cumpram certos requisitos.

    Para manter a isenção:

    • A distribuição deve ser aprovada até 31/12/2025 pelo órgão societário competente.
    • O pagamento, crédito, emprego ou entrega deve acontecer em 2026, 2027 ou 2028.
    • A operação deve seguir exatamente os termos aprovados até o fim de 2025.

    Essa regra se aplica tanto ao IRPF quanto à tributação mínima de altas rendas.

    5. Remessas ao exterior também terão retenção de 10%

    A lei altera o artigo 10 da Lei 9.249/1995 e estabelece que lucros e dividendos remetidos ao exterior serão tributados com IRRF de 10%.

    Algumas exceções permanecem, como:

    • governos estrangeiros com reciprocidade;
    • fundos soberanos;
    • entidades administradoras de previdência no exterior.

    6. Outras mudanças relevantes do imposto de renda 2026

    • Nova faixa de dedução no IR anual, com redução para rendimentos de até R$ 88.200,00.
    • Regras atualizadas para cálculo do saldo a pagar ou restituir.
    • Poder Executivo terá um ano para propor atualização dos valores do IRPF.
    • Compensações entre União, Estados e Municípios devido à alteração das bases de cálculo.

    Para visualizar a publicação oficial, consulte o texto integral no Diário Oficial da União.

    Conclusão: prepare-se para as mudanças no imposto de renda 2026

    A Lei 15.270/2025 inaugura uma nova fase na tributação brasileira. As mudanças no imposto de renda 2026 afetam desde trabalhadores com salário mensal até investidores que recebem altos volumes de lucros e dividendos.

    Quem se antecipa reduz riscos, evita autuações e aproveita oportunidades de estruturação tributária ainda válidas em 2025, especialmente no tema dos lucros acumulados.

    Fique atento às regras, faça um bom planejamento e busque orientação especializada para não ser pego de surpresa.

    Quer receber mais análises sobre as mudanças tributárias? Contabilizaí Bank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

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  • Copom mantém Selic em 15%: entenda impacto para o mercado de crédito

    Copom mantém Selic em 15%: entenda impacto para o mercado de crédito

    O Copom mantém a Selic em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas. A decisão reforça a preocupação do Banco Central com a inflação, as incertezas fiscais e o cenário internacional, fatores que exigem cautela e justificam uma taxa de juros elevada por mais tempo.

    Neste artigo, você entende por que a Selic foi mantida, como isso afeta o crédito no Brasil e quais são os impactos diretos para correspondentes bancários e empresas que atuam no mercado financeiro.

    Por que o Copom manteve a Selic em 15% ao ano

    A decisão foi anunciada após a reunião de 17 de janeiro e está alinhada ao que o BC já havia sinalizado: manter a taxa em um nível alto por um “período bastante prolongado”.

    Os principais motivos foram:

    1. Inflação ainda acima da meta

    • serviços com preços rígidos;
    • mercado de trabalho aquecido;
    • repasses de custos;
    • incertezas fiscais.

    2. Cenário internacional turbulento

    A instabilidade global influencia o câmbio e aumenta a necessidade de cautela da autoridade monetária.

    3. Risco fiscal no Brasil

    Dúvidas sobre metas, gastos públicos e arrecadação ampliam a percepção de risco, prejudicando a confiança dos investidores.

    4. Economia desacelerando, mas não o suficiente

    O Copom reconhece perda de ritmo na atividade econômica, porém considera que o processo ainda não garante ambiente seguro para iniciar cortes de juros.

    Contexto histórico: maior patamar em quase 20 anos

    A Selic não atingia um valor tão alto desde 2006, quando alcançou 15,25%.

    A taxa atual foi alcançada em junho de 2025, após:

    • um ciclo de altas iniciado em setembro de 2024;
    • elevação de 14,75% para 15% em junho;
    • interrupção do ciclo em julho.

    Analistas projetam que os primeiros cortes só devem ocorrer no fim de janeiro de 2026, caso o cenário inflacionário permita.

    Impacto da decisão no mercado de crédito

    Na prática, quando o Copom mantém a Selic, o custo do crédito permanece elevado, afetando consumidores e empresas.

    1. Pessoas físicas

    • Empréstimos mais caros;
    • Acesso mais limitado ao crédito;
    • Endividamento mais sensível à renda.

    2. Empresas

    • Redução de investimentos;
    • Custo mais alto para capital de giro;
    • Pressão sobre o fluxo de caixa.

    3. Correspondentes bancários (Corban)

    • Maior desafio para aprovar crédito;
    • Operações mais rígidas e conservadoras;
    • Redução da demanda em algumas linhas;
    • Necessidade de orientação técnica mais forte ao cliente.

    Reação dos mercados

    A decisão coincidiu com o corte dos juros pelo Federal Reserve (Fed), que reduziu a taxa dos EUA para 4% a 4,25%.

    • Ibovespa: alta de 0,93%, renovando recorde de fechamento;
    • Dólar: fechou em leve alta de 0,06%, a R$ 5,30;
    • Mercado financeiro: sinal positivo para ações, mas câmbio pressionado.

    O que esperar para os próximos meses

    O Copom não descarta cortes no futuro, mas indica que a Selic deve permanecer estável por mais tempo.

    • Inflação mais próxima da meta;
    • Melhora do cenário fiscal;
    • Desaceleração mais clara da economia;
    • Maior previsibilidade internacional.

    Conclusão: Selic estável exige atenção no mercado de crédito

    Com o Copom mantendo a Selic em 15%, o mercado de crédito permanece pressionado. Correspondentes bancários e empresas precisam ajustar suas estratégias, orientar clientes com precisão e atuar com estrutura financeira sólida.

    A Corbanzaí oferece contabilidade especializada para Corban, garantindo segurança, organização e suporte para atuar de forma profissional no mercado de crédito.

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