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  • Selic mantida em 15%: o que a decisão do Banco Central indica para o crédito

    Selic mantida em 15%: o que a decisão do Banco Central indica para o crédito

    A Selic mantida em 15% pelo Banco Central confirma a continuidade de uma política monetária restritiva no Brasil. A decisão do Copom, amplamente esperada pelo mercado, reforça o tom cauteloso da autoridade monetária e afasta, ao menos por enquanto, a expectativa de cortes nos juros no curto prazo.

    Neste artigo, você entende por que a Selic segue nesse patamar elevado, quais fatores influenciaram a decisão e quais são os impactos diretos no crédito, na economia e na atuação dos correspondentes bancários.

    Banco Central mantém Selic em 15% pela quarta vez seguida

    Na reunião mais recente, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, marcando o quarto encontro consecutivo sem alterações. Esse é o maior nível da taxa básica de juros desde julho de 2006.

    Segundo o Banco Central, a decisão reflete a necessidade de:

    • Conter pressões inflacionárias internas, como energia e alimentos
    • Lidar com um cenário externo ainda incerto
    • Garantir a convergência da inflação para o centro da meta de 3%

    O comunicado manteve um tom duro, sem sinalizar o início de um ciclo de cortes, o que reforçou a leitura de que os juros devem permanecer altos por um período prolongado.

    O juro real do Brasil e o cenário internacional

    Com a Selic mantida em 15%, o juro real brasileiro, que desconta a inflação, alcançou cerca de 9,44%, colocando o Brasil na segunda posição mundial, atrás apenas da Turquia.

    O que isso significa na prática?

    • O crédito fica mais caro para consumidores e empresas
    • Investimentos em renda fixa se tornam mais atrativos
    • O consumo tende a desacelerar
    • A atividade econômica sente os efeitos do aperto monetário

    Esse cenário reforça o papel do Banco Central em priorizar o controle inflacionário, mesmo com impactos relevantes sobre o crescimento econômico.

    Há expectativa de corte da Selic em 2026?

    Apesar da manutenção da taxa, economistas acompanham com atenção os próximos dados de inflação. Projeções indicam inflação em torno de 3,2% no segundo trimestre de 2027, o que poderia abrir espaço para cortes graduais no futuro.

    No entanto, a comunicação atual do Copom indica que:

    • Não há compromisso com cortes no curto prazo
    • A política monetária seguirá contracionista enquanto houver risco inflacionário
    • O mercado deve ajustar expectativas apenas a partir dos próximos trimestres

    Ou seja, a chance de redução da Selic em janeiro é vista como remota por boa parte dos analistas.

    Impactos da Selic alta no crédito e nos correspondentes bancários

    A Selic mantida em 15% afeta diretamente o mercado de crédito, especialmente para quem atua como correspondente bancário.

    Entre os principais impactos, destacam-se:

    • Juros mais elevados em crédito pessoal, financiamento e CDC
    • Maior cautela dos consumidores na tomada de crédito
    • Aumento da importância do crédito consignado, por ter taxas menores
    • Necessidade de maior organização financeira e tributária dos correspondentes

    Nesse contexto, atuar com planejamento e conformidade fiscal deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade.

    Leia também: Salário mínimo 2026: governo reduz estimativa e ajusta projeções fiscais

    Onde acompanhar as decisões do Copom

    As decisões oficiais sobre a taxa Selic e os comunicados do Copom são divulgados diretamente pelo Banco Central do Brasil.

    Conclusão

    A Selic mantida em 15% reforça um cenário de juros elevados e crédito mais restrito no Brasil. Para quem atua no mercado financeiro, especialmente como correspondente bancário, entender esse ambiente é fundamental para ajustar estratégias, focar nos produtos mais adequados e manter a saúde financeira do negócio.

    Se você já atua como correspondente ou pretende entrar no mercado de crédito, contar com uma contabilidade especializada em Corban faz toda a diferença para atravessar períodos de juros altos com segurança e organização.

    Fale com a Corbanzaí, uma empresa do Grupo Contabilizaí, e mantenha sua atuação regular, estratégica e preparada para qualquer cenário econômico. Continue acompanhando o blog da Corbanzaí para mais análises sobre crédito, juros e mercado financeiro.

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  • BC restringe uso do termo “banco” e amplia regras no Open Finance

    BC restringe uso do termo “banco” e amplia regras no Open Finance

    A restrição ao uso do termo banco pelo Banco Central passou a valer após a publicação de uma nova resolução do BCB e do CMN. A norma determina que apenas instituições autorizadas poderão usar termos como “banco” ou “bank” em suas marcas e comunicações.

    Além disso, outra resolução amplia o escopo do Open Finance ao incluir o compartilhamento da portabilidade de crédito, reforçando a modernização do sistema financeiro.

    O que muda com a restrição ao uso do termo “banco”

    A nova regra proíbe que instituições financeiras e de pagamento utilizem denominações que sugiram uma atividade para a qual não possuem autorização de funcionamento. Isso vale tanto para termos em português quanto em inglês.

    Por que essa regra foi criada?

    Segundo o Banco Central, o objetivo é garantir clareza ao consumidor, evitar confusão sobre o tipo de instituição contratada e fortalecer a segurança jurídica na prestação de serviços financeiros.

    Como as instituições devem se adequar

    As instituições que estiverem em desacordo com as novas regras deverão:

    • Apresentar um plano de adequação em até 120 dias;
    • Concluir a adaptação em, no máximo, um ano;
    • Utilizar denominações que deixem clara a modalidade da instituição (por exemplo: instituição de pagamento, SCD, SEP).

    Essa exigência reduz assimetrias de informação e reforça a transparência no relacionamento com clientes.

    Portabilidade de crédito entra no Open Finance

    A segunda resolução publicada pelo BC e CMN inclui a portabilidade de operações de crédito no escopo do Open Finance. O movimento amplia a concorrência e reduz barreiras operacionais entre instituições.

    Quando a novidade entra em vigor?

    Crédito pessoal sem garantia e sem consignação:

    • Piloto restrito: novembro de 2025;
    • Disponível ao público geral: fevereiro de 2026.

    Crédito consignado:

    • Piloto restrito para servidores públicos federais: agosto de 2026;
    • Disponível ao público geral: novembro de 2026.

    Benefícios para o consumidor

    Com a integração da portabilidade ao Open Finance, o processo passa a ser:

    • Mais rápido: prazo reduzido de até 5 dias úteis para até 3 dias úteis;
    • Mais eficiente: informações padronizadas e compartilhadas de forma segura;
    • Mais competitivo: mais instituições podem oferecer melhores condições;
    • Mais digital: jornada totalmente online ao longo de todo o ciclo da portabilidade.

    Impactos para o mercado financeiro

    Tanto a restrição ao uso do termo banco pelo Banco Central quanto a inclusão da portabilidade de crédito no Open Finance têm como objetivos principais:

    • Reduzir riscos regulatórios;
    • Garantir transparência na relação com o cliente;
    • Aumentar a segurança jurídica para instituições e usuários;
    • Padronizar a experiência do usuário em canais digitais;
    • Estimular inovação e concorrência no sistema financeiro.

    Essas medidas aproximam o Brasil de boas práticas internacionais em supervisão financeira e infraestrutura de dados abertos.

    Conclusão

    A restrição ao uso do termo banco pelo Banco Central reforça transparência e segurança para consumidores, ao exigir que cada instituição deixe clara sua natureza e limites de atuação. Ao mesmo tempo, a inclusão da portabilidade de crédito no Open Finance moderniza o processo, reduz prazos e amplia a concorrência entre instituições.

    Juntas, as medidas mostram o esforço contínuo do BC e do CMN para equilibrar inovação, competitividade e proteção ao usuário no sistema financeiro brasileiro.

    Se você atua no mercado financeiro ou lida com instituições reguladas, acompanhar as mudanças impostas pelo Banco Central é essencial para manter conformidade e competitividade.

    Continue acompanhando o blog da ContabilizaíBank  para receber análises claras, práticas e atualizadas sobre normas, tendências e impactos regulatórios no sistema financeiro brasileiro.

    A Contabilizaí Bank é uma contabilidade especializada em atividades financeiras, como Securitizadoras, Factorings e ESC.

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  • Inadimplência no Consignado CLT cresce e acende alerta nas empresas

    Inadimplência no Consignado CLT cresce e acende alerta nas empresas

    O consignado CLT passou por uma das maiores transformações recentes com o lançamento do programa Crédito do Trabalhador. Porém, um estudo da Serasa Experian mostra que a nova modalidade ainda enfrenta desafios operacionais significativos: um terço das empresas que aderiram ao sistema registrou episódios de inadimplência desde março.

    A maioria dos casos, segundo o levantamento, não está ligada à incapacidade de pagamento dos funcionários, mas a falhas tecnológicas e de integração entre empresas, RH e instituições financeiras. Neste artigo, você vai entender o que está acontecendo, por que o problema se espalhou e como as empresas podem se preparar.

    O que mostra o estudo sobre o consignado CLT

    Entre 550 empresas analisadas, muitas ainda não compreendem totalmente o funcionamento do consignado privado. Cerca de 46% afirmam conhecer pouco, ou nada, da modalidade. E mesmo entre as que utilizam o sistema, apenas 25,8% dizem entendê-lo bem.

    Os dados revelam ainda que a inadimplência é maior em determinados segmentos e regiões:

    • Nordeste: 42,1%
    • Sudeste: 33,3%
    • Indústria: 38,6%
    • Varejo: 48%

    Mas o ponto mais preocupante é a causa desses números.

    65% dos problemas vêm de erros sistêmicos

    Segundo a Serasa, grande parte da inadimplência no consignado CLT não acontece por falta de pagamento, mas por falhas no processo operacional. Entre os principais fatores estão:

    • 30%: atrasos de informação entre RH e banco;
    • 22%: falhas de integração com eSocial/Dataprev;
    • 13%: erros no desconto em folha;
    • 33%: dificuldades reais de pagamento por parte dos trabalhadores.

    Por que isso acontece?

    Antes do novo sistema, o consignado dependia de convênios diretos entre empresas e bancos, um processo mais controlado. Agora, qualquer instituição financeira pode ofertar crédito a qualquer empresa, aumentando o volume de transações e a complexidade operacional.

    Segundo a Serasa, 67% dos novos empréstimos foram concedidos por bancos que nunca haviam tido relação com a empresa contratante. Isso gera assimetria de informação e aumenta o risco.

    Impactos para o RH e para a rotina da empresa

    Com o novo modelo, o RH passou a ter responsabilidades adicionais, como:

    • controlar datas de corte;
    • realizar conciliações;
    • pagar guias do consignado;
    • manter dados atualizados no Emprega Brasil e no eSocial.

    Délber Lage, CEO da Salaryfits, resume a situação:

    “O RH passa a ter um conjunto de obrigações gigantesco, com muitas rotinas operacionais. Muda muito a rotina do departamento.”

    Score baixo e juros maiores: um desafio adicional

    Com a ampliação do acesso, muitos trabalhadores passaram a contratar crédito consignado pela primeira vez. Uma pesquisa indica que 44% dos novos tomadores têm score 400 ou inferior, o que aumenta o risco percebido pelos bancos.

    Sem histórico das empresas e dos colaboradores, muitas instituições estão elevando os juros como forma de proteção. O cenário atual combina:

    • riscos operacionais elevados;
    • distorções de informação;
    • inadimplência por falha de sistema;
    • entrada de tomadores com score baixo.

    A expectativa, segundo especialistas, é que o mercado se estabilize entre 12 e 18 meses, conforme bancos entendam melhor os perfis das empresas e a integração tecnológica se consolide.

    O papel da contabilidade especializada nesse cenário

    Para evitar problemas, as empresas precisam ter processos muito bem alinhados entre folha, eSocial, Dataprev e bancos participantes do sistema. Uma falha mínima pode gerar inadimplência artificial, prejuízos e inconsistências.

    Por isso, contar com uma contabilidade especializada se tornou essencial para:

    • reduzir erros de integração;
    • garantir conformidade com os sistemas oficiais;
    • evitar inadimplência por falha operacional;
    • oferecer segurança ao trabalhador e à empresa.

    Conclusão

    O consignado CLT tem potencial para ampliar o acesso ao crédito de forma democrática, mas o sistema ainda passa por um período de adaptação marcado por erros operacionais, juros maiores e desafios de integração. Para as empresas, o caminho é fortalecer processos, entender a dinâmica da nova modalidade e contar com suporte especializado para evitar prejuízos.

    A Corbanzaí é uma contabilidade digital especializada em Correspondentes Bancários.

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  • Regulamentação do BaaS pelo Banco Central: o que muda no setor

    Regulamentação do BaaS pelo Banco Central: o que muda no setor

    A regulamentação do BaaS pelo Banco Central marca um novo capítulo para empresas que oferecem serviços financeiros por meio de parcerias com instituições autorizadas. A norma recém-publicada estabelece regras claras para governança, segurança, riscos e transparência, trazendo mais previsibilidade ao modelo de Banking as a Service.

    Neste artigo, você entenderá o que muda com a nova regulamentação, quais são as responsabilidades das partes envolvidas e como o mercado deve se adaptar até 2026.

    O que é BaaS e por que o BC decidiu regulamentar?

    O Banking as a Service (BaaS) permite que empresas, inclusive não financeiras, ofereçam produtos como contas de pagamento, cartões e serviços bancários digitais por meio de uma instituição regulada pelo BC.

    A expansão acelerada do modelo e o aumento do número de parcerias criaram a necessidade de padronizar regras, mitigar riscos e garantir maior proteção ao consumidor.

    Segundo o BC, o objetivo da norma é:

    • Reduzir riscos operacionais e jurídicos;
    • Proteger clientes e instituições envolvidas;
    • Promover eficiência e competitividade no sistema financeiro;
    • Ampliar o acesso a serviços bancários estruturados com segurança.

    Principais pontos da regulamentação

    A norma publicada define responsabilidades, limitações e requisitos mínimos para as instituições que ofertam ou contratam serviços de BaaS.

    1. Governança corporativa e controles internos

    As prestadoras de BaaS devem implementar estruturas robustas de:

    • Governança;
    • Gerenciamento de riscos;
    • Controles internos;
    • Procedimentos de conduta e segurança operacional.

    2. Responsabilidade e transparência

    A regulamentação exige que:

    • A prestadora de BaaS seja claramente identificada ao cliente;
    • Informações estejam visíveis em canais digitais, documentos e instrumentos de pagamento;
    • Dados e relatórios fiquem à disposição do Banco Central.

    3. Regras para contratação de múltiplas prestadoras

    O texto final flexibilizou uma preocupação inicial: a proibição de contratar mais de uma prestadora de BaaS.

    Não é permitido que uma tomadora tenha duas prestadoras diferentes para oferecer:

    • Abertura, manutenção e encerramento de contas (depósitos, poupança, pré e pós-pagas);
    • Serviços de pagamento vinculados às contas.

    Exceção: quando tomadora e prestadora pertencem ao mesmo conglomerado prudencial.

    4. Prazos de adaptação

    A regra vale imediatamente, mas os contratos vigentes podem ser ajustados até:

    31 de dezembro de 2026.

    Impactos esperados no mercado de BaaS

    A regulamentação tende a gerar efeitos significativos no setor:

    • Mais segurança jurídica para empresas que desejam operar com BaaS;
    • Ambiente competitivo mais equilibrado com regras claras;
    • Proteção ao usuário final com identificação obrigatória da instituição responsável;
    • Expansão sustentável da inovação financeira.

    Conclusão

    A regulamentação do BaaS pelo Banco Central representa um avanço importante para o ecossistema financeiro digital no Brasil. Ao definir limites, responsabilidades e exigências de transparência, a norma cria um ambiente mais seguro, competitivo e preparado para novas soluções financeiras.

    Com prazo de adaptação até 2026, empresas terão tempo para ajustar seus modelos e reforçar a governança de seus serviços.

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  • IA a Serviço do Trabalhador: Como a Blipay Usa Inteligência Artificial no Crédito

    IA a Serviço do Trabalhador: Como a Blipay Usa Inteligência Artificial no Crédito

    A Inteligência Artificial no crédito está redefinindo a forma como milhões de trabalhadores brasileiros acessam serviços financeiros. E poucos exemplos ilustram esse movimento tão bem quanto a jornada da Blipay, uma startup que nasceu da combinação entre tecnologia, propósito e eficiência operacional.

    Neste artigo, você vai entender como três empreendedores transformaram um problema estrutural do mercado em uma solução inovadora para o trabalhador CLT, usando IA, dados transacionais e Open Finance.

    A origem da Blipay e o desafio de democratizar o crédito

    A história da Blipay começa com Felipe Ziliotti, economista e cientista da computação com anos de experiência no mercado financeiro global. Mesmo atuando no maior banco do mundo, no Vale do Silício, ele enxergava um problema claro: a tecnologia avançava, mas os trabalhadores comuns continuavam invisíveis para o sistema bancário tradicional.

    Decidido a mudar esse cenário, Felipe retornou ao Brasil para empreender. Mas o início não foi simples. Ele chegou ao país semanas antes da pandemia, um período em que a economia global praticamente congelou.

    Foi nesse contexto que nasceu a Blipay, com a missão de resolver um paradoxo: milhões de trabalhadores CLT com renda comprovada eram considerados “alto risco” pelos bancos, mesmo com histórico de pagamento e vínculo formal.

    “Nosso sonho audacioso é criar valor para todo trabalhador brasileiro. Queremos estar no bolso das pessoas, fazendo diferença real”, afirma Felipe Ziliotti, CEO da Blipay.

    O momento crítico: capital escasso e a necessidade de eficiência

    Os cofundadores Rodrigo Nakaura (COO) e Carlos Rodolfo Scarin Nascimento (CTO) sabiam que o caminho tradicional das startups, captar investimentos e escalar rapidamente, não seria possível. A retração global afastou investidores e impôs um novo desafio: operar com extrema eficiência.

    Com um time reduzido e recursos escassos, a cultura da empresa foi moldada em torno de três pilares:

    • Eficiência operacional
    • Autossuficiência financeira
    • Obssessão por tecnologia própria

    Esse cenário desafiador se tornou uma vantagem competitiva.

    Como a Inteligência Artificial no crédito virou o ponto de virada

    Para atender um público ignorado pelos bancos, a Blipay precisava de algo inédito: um modelo capaz de calcular o risco real do trabalhador de forma mais justa.

    A solução foi construir um motor de crédito autoral, baseado em:

    • Open Finance
    • Dados transacionais
    • Inteligência Artificial no crédito

    Esse motor analisa o comportamento financeiro real do cliente, sem depender de birôs tradicionais e sem reproduzir seus vieses.

    O processo exigiu coragem: para treinar o modelo, a empresa precisou assumir perdas iniciais e operar com ciclos curtos de aprendizado.

    Até que veio o ponto de inflexão:

    “Foi um clique: ver o modelo performando em produção e perceber que era muito superior ao status quo.”

    Escala, impacto social e antecipação salarial

    A eficiência do motor permitiu à Blipay crescer com segurança. Enquanto o mercado exclui, a startup inclui, analisando a verdadeira capacidade de pagamento do trabalhador.

    Com isso, tornou-se pioneira na antecipação salarial 100% digital e imediata via Pix, alcançando quase todos os municípios do país.

    O impacto é evidente: uma pesquisa interna revelou que mais de 50% dos usuários receberam seu primeiro crédito formal por meio da empresa.

    O reconhecimento veio também do ecossistema de inovação: os três fundadores foram selecionados como Empreendedores Endeavor, reforçando a qualidade da operação.

    A eficiência como motor de crescimento

    Com tecnologia proprietária e um time altamente enxuto, a empresa projeta encerrar 2025 com uma originação anualizada próxima de R$ 1 bilhão em antecipação salarial.

    Segundo a Endeavor, esse é o tipo de negócio que transforma economias: sonha grande, escala rápido e inspira a próxima geração de empreendedores.

    O futuro: multiplicar impacto

    No longo prazo, a Blipay enxerga sua maior missão como devolver ao ecossistema aquilo que recebeu, inspirando novos empreendedores e ampliando o acesso ao crédito para quem historicamente ficou à margem.

    “O que realmente fica é a capacidade de multiplicar impacto”, reforça Felipe.

    Por que este case importa para o setor financeiro?

    A transformação liderada pela Blipay mostra como a Inteligência Artificial no crédito pode corrigir distorções antigas do sistema e gerar inclusão financeira real.

    Esse movimento reforça tendências que impactam todo o mercado:

    • Uso de dados reais no lugar de modelos tradicionais
    • Personalização do risco individual
    • Produtos financeiros instantâneos e digitais
    • Expansão de crédito para públicos antes invisíveis

    Leia também: Portabilidade de consignado INSS: como a iCred amplia crédito e acelera a modernização do setor

    Conclusão

    A jornada da Blipay revela como tecnologia, propósito e eficiência podem criar soluções transformadoras. Usar Inteligência Artificial no crédito não é apenas uma inovação técnica, mas uma maneira de gerar impacto social real para milhões de trabalhadores CLT.

    Se você atua no mercado financeiro ou trabalha com produtos de crédito, acompanhar movimentos como este é essencial para entender o futuro do setor.

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  • Salário mínimo 2026: governo reduz estimativa e ajusta projeções fiscais

    Salário mínimo 2026: governo reduz estimativa e ajusta projeções fiscais

    O governo federal revisou a previsão do salário mínimo 2026, reduzindo o valor estimado de R$ 1.631 para R$ 1.627. A atualização aparece nos documentos enviados recentemente ao Congresso pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e serve de base para as discussões do PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias).

    Neste artigo, você entende por que houve a revisão, como funciona o cálculo do salário mínimo e quais impactos essa mudança gera nas contas públicas.

    Por que o salário mínimo 2026 foi reduzido?

    A nova estimativa consta da atualização técnica entregue ao Legislativo para orientar a análise das regras fiscais do próximo ano. A discussão do PLDO deve ocorrer na CMO (Comissão Mista de Orçamento), que avalia os parâmetros usados pelo Executivo.

    Com a alteração, o salário mínimo 2026 passa a considerar:

    • Revisão da inflação prevista para 2025;
    • ajustes nas projeções do INPC acumulado em 12 meses;
    • expectativas mais precisas sobre o PIB usado como referência para cálculo.

    Se a proposta for aprovada e constar na LOA (Lei Orçamentária Anual), o reajuste representará aumento de 7,18% sobre o valor atual (R$ 1.518).

    Como é calculado o salário mínimo 2026?

    O cálculo segue duas variáveis principais estabelecidas pela política de valorização do mínimo:

    1. INPC dos últimos 12 meses

    O índice corrige o valor pela inflação acumulada. Nos últimos meses, a prévia do indicador mostrou desaceleração e permanência dentro da meta, reduzindo a estimativa inicial do governo.

    2. Crescimento real do PIB

    Considera o PIB de dois anos anteriores ao vigente. Desde 2024, a regra limita o crescimento real a uma banda entre 0,6% e 2,5%.

    A combinação desses fatores explica a diferença entre a previsão original (R$ 1.631) e o valor atualizado (R$ 1.627) para o salário mínimo 2026.

    Impacto do salário mínimo 2026 nas contas públicas

    A revisão do mínimo tem efeito direto sobre o orçamento federal, principalmente porque:

    • corrige benefícios previdenciários;
    • atualiza valores assistenciais (como BPC);
    • impacta despesas obrigatórias e projeções fiscais;
    • influencia o cálculo da meta fiscal.

    Por isso, o salário mínimo é um dos elementos centrais das discussões no Congresso ao longo da tramitação do PLDO e da LOA.

    Consulte o andamento do PLDO no Portal da Câmara dos Deputados .

    O que muda para trabalhadores e empresas?

    Se confirmado pelo Congresso, o novo valor:

    • ajusta o poder de compra dos trabalhadores;
    • aumenta a base de cálculo de encargos trabalhistas;
    • altera pisos de contribuições e benefícios;
    • exige atenção de empreendedores e escritórios contábeis ao atualizar suas folhas e projeções.

    Para empresas e correspondentes bancários, manter previsões atualizadas é essencial para evitar falhas em cálculos trabalhistas e impactos inesperados no fluxo de caixa.

    Leia também: Copom mantém Selic em 15%: entenda impacto para o mercado de crédito

    Conclusão: acompanhe as atualizações do salário mínimo 2026

    A redução na estimativa do salário mínimo 2026 reflete mudanças nas projeções de inflação e no comportamento da economia. Como o valor afeta diretamente o orçamento público e as rotinas trabalhistas, acompanhar essas atualizações é fundamental, especialmente para negócios que precisam manter previsões financeiras precisas.

    Se você quer organizar sua operação com segurança e ter apoio especializado para lidar com mudanças legais e tributárias, conte com a Corbanzaí, a contabilidade do Correspondente Bancário.

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