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  • Feriados bancários 2026: como o Corban deve se planejar

    Feriados bancários 2026: como o Corban deve se planejar

    Quem atua como correspondente bancário já sabe: feriado bancário não é apenas folga. Ele impacta diretamente a produção, o andamento das propostas, a liberação de crédito e, no fim do mês, as comissões.

    Em 2026, o calendário traz datas que exigem atenção redobrada. Neste artigo, reunimos os principais feriados bancários de 2026 e dicas práticas para o Corban se organizar melhor e evitar surpresas na operação.

    O que são feriados bancários e por que eles impactam o Corban

    Nos feriados bancários, as agências não funcionam e diversos sistemas operam de forma limitada ou ficam indisponíveis. Isso afeta diretamente:

    • averbações de consignado;
    • liberação de crédito;
    • processos do INSS e Dataprev;
    • liquidação financeira das operações.

    Na prática, crédito aprovado não significa crédito pago em feriado. Por isso, o planejamento é essencial para manter o fluxo de produção.

    Calendário de feriados bancários 2026

    A seguir, confira os principais feriados nacionais de 2026 e alguns facultativos que impactam o funcionamento do sistema bancário, com base em calendários oficiais do mercado financeiro.

    DataCalendário de Feriados 2026Dia da Semana
    01/01/2026Confraternização UniversalQuinta-feira
    16/02/2026Carnaval (ponto facultativo)Segunda-feira
    17/02/2026Carnaval (ponto facultativo)Terça-feira
    18/02/2026Quarta-feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14h)Quarta-feira
    03/04/2026Sexta-feira Santa (Paixão de Cristo)Sexta-feira
    20/04/2026– (ponto facultativo)segunda-feira
    21/04/2026TiradentesTerça-feira
    01/05/2026Dia do TrabalhoSexta-feira
    04/06/2026Corpus Christi (ponto facultativo)Quinta-feira
    05/06/2026 – (ponto facultativo)Sexta-feira
    11/06 – 19/07 /2026Copa do mundo (não é feriado) –
    07/09/2026Independência do BrasilSegunda-feira
    12/10/2026Nossa Senhora AparecidaSegunda-feira
    02/11/2026FinadosSegunda-feira
    15/11/2026Proclamação da RepúblicaDomingo
    20/11/2026Dia Nacional de Zumbi e da Consciência NegraSexta-feira
    24/12/2026Véspera de Natal (ponto facultativo após as 13h)Quinta-feira
    25/12/2026NatalSexta-feira
    31/12/2026Véspera de Natal (ponto facultativo após as 13h)Quinta-feira

    Feriados que mais exigem atenção do Corban

    Alguns feriados costumam impactar mais a produção, especialmente quando:

    • caem em segunda ou sexta-feira, formando feriados prolongados;
    • ocorrem próximos ao fechamento do mês;
    • coincidem com períodos de alta demanda por crédito.

    Nesses casos, quem não se antecipa acaba acumulando propostas paradas e pressão nos dias seguintes.

    Como o Corban pode se planejar melhor em 2026

    O calendário pode ser um aliado da produção. Algumas boas práticas ajudam a reduzir impactos:

    • antecipar propostas antes de feriados bancários;
    • alinhar expectativas de prazo com os clientes;
    • reforçar o contato comercial na semana anterior;
    • organizar metas considerando semanas mais curtas.

    Planejamento não elimina o feriado, mas evita que ele vire gargalo.

    Planejamento é estratégia, não burocracia

    Quem vive de comissão sabe: previsibilidade faz diferença no resultado. Usar o calendário bancário como ferramenta de gestão ajuda o Corban a manter constância de produção ao longo do ano.

    Na Corbanzaí, acreditamos que organização, informação e estratégia caminham juntas para o crescimento sustentável da operação.

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  • Lucro dos maiores bancos no 3º trimestre soma R$ 29 bi

    Lucro dos maiores bancos no 3º trimestre soma R$ 29 bi

    O lucro dos maiores bancos no 3º trimestre de 2025 confirmou a força do setor financeiro brasileiro, mesmo em um cenário de desaceleração pontual. Itaú Unibanco, Bradesco, BTG Pactual, Santander e Banco do Brasil registraram, juntos, lucro líquido de aproximadamente R$ 29 bilhões no período.

    Apesar do resultado robusto, o valor ficou 6,1% abaixo do registrado no mesmo trimestre do ano anterior, quando o lucro consolidado havia alcançado R$ 30,9 bilhões, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.

    Desempenho dos maiores bancos no 3º trimestre

    O principal fator de pressão sobre o resultado consolidado foi o desempenho do Banco do Brasil, que apresentou queda expressiva no lucro trimestral. As demais instituições registraram crescimento ou estabilidade nos resultados.

    Lucros por instituição

    • Itaú Unibanco: R$ 11,9 bilhões, novo recorde histórico
    • Bradesco: resultado estável, ligeiramente abaixo do consenso
    • BTG Pactual: crescimento acima das expectativas do mercado
    • Santander Brasil: lucro cerca de 8% acima das projeções
    • Banco do Brasil: lucro de R$ 3,02 bilhões, queda de 66,1%

    Resultados acima das expectativas do mercado

    Com apoio da plataforma de consenso Aleeph, o estudo da Elos Ayta mostrou que o lucro agregado dos maiores bancos superou as expectativas do mercado em até 14%, com destaque para o BTG Pactual.

    O banco apresentou desempenho acima do esperado graças à diversificação de receitas e ao bom desempenho de áreas como:

    • Corporate and SME Lending
    • Sales & Trading
    • Wealth Management

    Esse conjunto reforçou a estratégia de crescimento sustentado e alavancagem operacional da instituição.

    Itaú mantém liderança em rentabilidade

    O Itaú Unibanco foi novamente o destaque da temporada de balanços. O lucro recorde no trimestre foi impulsionado por:

    • Expansão da margem financeira
    • Controle rigoroso das provisões
    • Redução da inadimplência

    Para o 4º trimestre, o consenso de mercado projeta novo recorde, em torno de R$ 12,4 bilhões, consolidando o Itaú como o banco mais rentável entre os grandes.

    Bradesco e Santander mostram sinais distintos

    O Bradesco apresentou desempenho considerado estável. A margem financeira com clientes foi o principal ponto positivo, mas o aumento no custo de risco acendeu um alerta para os próximos trimestres.

    Já o Santander Brasil surpreendeu positivamente ao reverter um período de resultados pressionados. A combinação de expansão da margem financeira e queda da inadimplência indicou melhora na rentabilidade no curto prazo.

    Banco do Brasil revisa projeções para 2025

    O Banco do Brasil encerrou a temporada com lucro levemente acima das expectativas, que já eram conservadoras. No entanto, o aumento das provisões e da inadimplência, especialmente na carteira ligada ao agronegócio, levou o banco a revisar para baixo o guidance de lucro para 2025, agora entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões.

    Desempenho das ações dos bancos em 2025

    No mercado acionário, o BTG Pactual lidera os ganhos no acumulado do ano, com valorização superior a 100%, seguido pelo Bradesco. O desempenho reflete a confiança dos investidores na estratégia de crescimento e na geração consistente de resultados.

    Leia também: BC restringe uso do termo “banco” e amplia regras no Open Finance

    O que esperar para o 4º trimestre

    As projeções para o último trimestre do ano indicam otimismo moderado. Enquanto o Itaú deve alcançar novo recorde de lucro, o Banco do Brasil tende a enfrentar um período de maior ajuste.

    O levantamento da Elos Ayta aponta que o 4º trimestre ainda pode trazer surpresas, positivas ou negativas, conforme o comportamento da inadimplência, das margens financeiras e do cenário macroeconômico.

    Conclusão

    O lucro dos maiores bancos no 3º trimestre reforça a resiliência do sistema financeiro brasileiro, mesmo diante de desafios pontuais. A temporada de balanços mostrou diferenças claras entre as estratégias das instituições e sinalizou os principais pontos de atenção para o encerramento de 2025.

    Acompanhar os resultados dos grandes bancos é essencial para compreender os movimentos do mercado financeiro e seus reflexos no crédito, nos investimentos e na economia como um todo.

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  • Evento da Febraban debate rumos do sistema financeiro

    Evento da Febraban debate rumos do sistema financeiro

    O evento da Febraban sobre o sistema financeiro, realizado durante o tradicional Almoço Anual dos Dirigentes de Bancos 2025, reuniu ministros, autoridades econômicas e executivos do setor para discutir regulação, taxa de juros, inovação e crescimento econômico no Brasil.

    O encontro trouxe um balanço de 2025 e apontou perspectivas para 2026, reforçando o papel do sistema financeiro na estabilidade econômica e no desenvolvimento sustentável do país.

    Autoridades presentes no evento da Febraban

    O evento contou com a participação de representantes do governo e do setor financeiro, entre eles:

    • Dario Durigan, ministro interino da Fazenda
    • Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento
    • Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos
    • Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social
    • Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central
    • Luiz Carlos Trabuco, presidente do Conselho Diretor da Febraban
    • Isaac Sidney, presidente da Febraban

    A presença de autoridades de diferentes áreas reforçou o caráter estratégico do debate sobre o futuro do sistema financeiro brasileiro.

    Regulação e supervisão do sistema financeiro

    Durante o evento da Febraban sobre o sistema financeiro, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu a ampliação da supervisão sobre novas áreas do setor financeiro.

    Segundo ele, após a crise de 2008, houve um aumento do rigor regulatório, mas a evolução do mercado exige que o perímetro de supervisão continue sendo ampliado. Galípolo destacou ainda a importância de um arcabouço legal que fortaleça a atuação do Banco Central e permita investimentos em tecnologia.

    Uso de tecnologia e inteligência artificial

    O presidente do Banco Central ressaltou que a inteligência artificial pode trazer ganhos significativos para a supervisão financeira, permitindo:

    • Automação de processos de fiscalização
    • Monitoramento mais amplo, sem depender apenas de amostragens
    • Maior eficiência na identificação de riscos

    Autonomia do Banco Central e política monetária

    Outro ponto abordado foi a autonomia do Banco Central. Galípolo afirmou que o calendário eleitoral de 2026 não influenciará a condução da política monetária.

    Segundo ele, o descasamento entre os mandatos do governo federal e do Banco Central garante que as decisões sejam tomadas com foco no horizonte relevante da inflação e das expectativas econômicas, independentemente do cenário político.

    Pilares do sistema financeiro: solidez, inovação e integridade

    O presidente da Febraban, Isaac Sidney, destacou que o setor bancário brasileiro se mantém firme em três pilares fundamentais:

    • Solidez, para garantir estabilidade ao sistema
    • Inovação, como motor de eficiência e competitividade
    • Integridade, como base para a confiança da sociedade

    Sidney elogiou o trabalho do Banco Central e defendeu rigor regulatório para preservar a qualidade e a credibilidade do sistema financeiro.

    Crescimento econômico e responsabilidade fiscal

    O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, abordou a necessidade de reduzir a rigidez orçamentária e ampliar o espaço para investimentos públicos, além de incentivar a poupança privada.

    Ele também destacou a importância de avançar na simplificação do sistema tributário e na revisão de benefícios fiscais, além de mencionar a agenda de inovação, como políticas para data centers e a nova legislação de inteligência artificial.

    Crescimento sustentável e papel do Estado

    Simone Tebet reforçou a necessidade de equilibrar crescimento econômico e controle fiscal. Segundo a ministra, o desafio é promover um crescimento justo e sustentável, com responsabilidade fiscal e revisão de gastos ineficientes.

    Já Esther Dweck ressaltou que fortalecer a capacidade do Estado é essencial para garantir eficiência, segurança jurídica e redução de custos para o setor produtivo, especialmente por meio da digitalização dos serviços públicos.

    Importância do sistema financeiro para a sociedade

    O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacou o papel do setor bancário no pagamento de milhões de benefícios previdenciários, reforçando a importância da inovação contínua para garantir segurança e eficiência aos cidadãos.

    Leia também: BC restringe uso do termo “banco” e amplia regras no Open Finance

    O que o evento sinaliza

    O evento da Febraban sobre o sistema financeiro evidenciou a centralidade do setor bancário nas discussões sobre regulação, inovação e crescimento econômico. As falas das autoridades reforçaram a importância de um sistema sólido, íntegro e preparado para os desafios tecnológicos e regulatórios dos próximos anos.

    Acompanhar debates institucionais como os promovidos pela Febraban é fundamental para profissionais e empresas que desejam compreender os rumos do sistema financeiro e se preparar para as mudanças regulatórias e econômicas em curso.

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  • Punições a correspondentes no crédito consignado já somam 1.385

    Punições a correspondentes no crédito consignado já somam 1.385

    As punições a correspondentes no crédito consignado já impactam o início de 2025. Desde que as regras da Autorregulação do Consignado entraram em vigor, em 2020, as entidades autorreguladoras aplicaram 1.385 medidas administrativas a empresas que cometeram irregularidades na oferta dessa modalidade de crédito ao consumidor.

    Esse volume evidencia a atuação contínua das instituições financeiras e das entidades de autorregulação para coibir práticas abusivas, ampliar a transparência e proteger públicos mais vulneráveis, como aposentados e pensionistas.

    O que é a Autorregulação do Crédito Consignado

    A Autorregulação do Consignado é um conjunto de regras e mecanismos adotados voluntariamente por instituições financeiras que representam cerca de 99% da carteira de crédito consignado no Brasil.

    Essas regras se aplicam tanto ao empréstimo consignado quanto ao cartão consignado e têm como objetivo:

    • Garantir boas práticas na oferta de crédito
    • Proteger os direitos do consumidor
    • Reduzir assédio comercial
    • Aumentar a confiança no mercado de consignado

    Medidas administrativas aplicadas a correspondentes

    Desde 2020, as punições a correspondentes no crédito consignado incluem diferentes níveis de sanção, conforme a gravidade da infração.

    Entre as principais consequências estão:

    • Advertências formais
    • Suspensão temporária da atuação
    • Suspensão definitiva para novas operações
    • Multas às instituições financeiras, que podem variar de R$ 45 mil a R$ 1 milhão

    Atualmente, 53 empresas estão impedidas de atuar em nome das instituições financeiras autorreguladas.

    Pontuação negativa de agentes de crédito

    Além das punições às empresas, o sistema de monitoramento também acompanha a conduta individual dos agentes de crédito.

    Situação atual dos agentes monitorados

    Desde julho de 2023, 255 agentes de crédito receberam pontuação negativa por reclamações procedentes de consumidores:

    • 202 agentes com 5 pontos
    • 36 agentes com 10 pontos
    • 11 agentes com 15 pontos
    • 6 agentes com 20 pontos, resultando em suspensão por 12 meses

    Esse sistema de pontuação busca corrigir condutas e impedir a reincidência de práticas irregulares.

    Como as irregularidades são identificadas

    O acompanhamento das infrações é feito a partir de múltiplas fontes, incluindo:

    • Reclamações nos canais internos dos bancos
    • Registros nos Procons
    • Demandas encaminhadas ao Banco Central
    • Plataforma Consumidor.gov.br
    • Ações judiciais
    • Indicadores de conformidade avaliados por consultoria independente

    Também são analisados critérios como governança, relacionamento com o consumidor e gestão de dados.

    O papel do “Não me Perturbe” no combate ao assédio

    Entre janeiro de 2020 e novembro de 2024, a plataforma Não me Perturbe registrou mais de 5 milhões de pedidos de bloqueio de ligações relacionadas à oferta de crédito consignado.

    Destaques dos bloqueios

    • 93,3% dos bloqueios foram para telefone móvel
    • A região Sudeste concentrou 53,37% dos pedidos
    • São Paulo lidera com mais de 1,5 milhão de bloqueios

    As regras da Autorregulação determinam que correspondentes não sejam remunerados por novas operações envolvendo consumidores inscritos no Não me Perturbe há menos de 180 dias.

    Apoio de normas oficiais ao sistema de autorregulação

    O fortalecimento da Autorregulação do Consignado conta com o respaldo de normas estatais, como a Instrução Normativa nº 138 do INSS, que obriga as instituições conveniadas a respeitarem as regras do Não me Perturbe.

    Esse alinhamento entre autorregulação e normas oficiais amplia a eficácia do controle e a proteção do consumidor.

    Transparência para o consumidor

    O consumidor pode verificar se um correspondente está apto a operar consultando o CPF do profissional na Central de Registros de Certificados Profissionais, garantindo maior segurança na contratação do crédito consignado.

    Leia também: Atuação do Correspondente Bancário: Guia Atual e Completo

    Conclusão

    O aumento das punições a correspondentes no crédito consignado evidencia um mercado mais atento à conformidade, à ética e à proteção do consumidor. O monitoramento contínuo, a aplicação de sanções e o uso de ferramentas como o Não me Perturbe são fundamentais para coibir abusos e elevar os padrões de qualidade do setor.

    Atuar no mercado de crédito consignado exige conformidade, organização e atenção às regras da autorregulação. A Corbanzaí, empresa do Grupo Contabilizaí, é especializada em contabilidade para correspondentes bancários e pode apoiar na estruturação do negócio, no acompanhamento regulatório e na gestão segura das operações.

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  • Registro de distribuição de dividendos na Jucesp e sua importância

    Registro de distribuição de dividendos na Jucesp e sua importância

    O registro de distribuição de dividendos na Jucesp passou a gerar dúvidas após a publicação da Lei nº 15.270/2025, que alterou a tributação de lucros e dividendos no Brasil. A principal preocupação de empresas, contadores e advogados foi entender se informações sensíveis passariam a ser públicas nos registros da Junta Comercial.

    Diante desse cenário, a Jucesp emitiu orientações para dar segurança jurídica ao procedimento e proteger dados confidenciais, especialmente em sociedades limitadas.

    O que mudou com a Lei 15.270/2025

    A Lei nº 15.270/2025, conhecida como lei da tributação das altas rendas, instituiu uma nova sistemática para a tributação de lucros e dividendos. Entre os pontos mais relevantes está a necessidade de comprovação formal da distribuição de lucros acumulados até 31 de dezembro de 2025, para fins de isenção.

    Com isso, empresas passaram a buscar o registro das deliberações societárias na junta comercial como forma de resguardar seus direitos.

    Orientação da Jucesp sobre o registro de dividendos

    Em comunicado oficial, a Jucesp esclareceu que as empresas obrigadas a cumprir a nova legislação devem protocolar atas de assembleia ou reunião de sócios que deliberem sobre a distribuição de lucros.

    No entanto, a própria junta reconhece que esses documentos podem conter:

    • Informações financeiras sensíveis
    • Dados estratégicos do negócio
    • Detalhamento da política interna de distribuição de lucros
    • Valores individualizados por sócio

    Para lidar com essa situação, a Jucesp apresentou uma solução prática.

    Ata e anexo: como funciona a separação dos documentos

    Ata pública

    A ata principal, que será registrada na junta comercial, deve conter apenas o resumo da deliberação, sem detalhamento sensível. Esse é o documento que ficará acessível ao público.

    Anexo de uso restrito

    As informações sensíveis podem ser inseridas em um anexo, classificado como documento de uso interno restrito, com as seguintes finalidades:

    • Resguardar dados confidenciais da empresa
    • Limitar a publicidade perante terceiros
    • Permitir acesso apenas a órgãos da administração pública, quando necessário

    Esse modelo busca equilibrar transparência registral e proteção de dados empresariais.

    Por que o tema gerou tanta preocupação

    Especialistas apontam que a exigência de detalhamento individualizado dos dividendos poderia expor informações estratégicas, como:

    • Saldo de lucros acumulados
    • Reservas de lucro
    • Valores recebidos por cada sócio

    Como os registros na junta comercial são, via de regra, públicos, havia receio quanto à exposição dessas informações a concorrentes, fornecedores e até riscos de segurança pessoal.

    Com a orientação da Jucesp, o entendimento é de que apenas o resumo da deliberação será público, enquanto os dados sensíveis permanecem protegidos.

    Aumento nos registros e fase de transição

    Segundo representantes da Jucesp e de entidades empresariais, houve um aumento significativo no volume de registros relacionados à distribuição de resultados. Muitas empresas optaram por registrar as deliberações como forma de:

    • Garantir a não tributação dos dividendos distribuídos até o fim de 2025
    • Reduzir riscos fiscais futuros
    • Ganhar segurança jurídica diante da nova legislação

    Esse movimento reflete o caráter transitório e sensível do atual momento regulatório.

    Onde consultar a orientação oficial

    As diretrizes sobre o registro de distribuição de dividendos na Jucesp estão disponíveis nos canais oficiais da Junta Comercial do Estado de São Paulo.

    Leia também: As principais mudanças no imposto de renda 2026: o que muda com a nova Lei 15.270/2025

    Conclusão

    O registro de distribuição de dividendos na Jucesp ganhou relevância com a Lei 15.270/2025 e exige atenção redobrada das empresas. A possibilidade de separar a ata em documento público e anexo restrito trouxe maior segurança jurídica e proteção de dados sensíveis.

    Em um ambiente de transição tributária, compreender corretamente os procedimentos societários e registrários é fundamental para evitar riscos fiscais e exposição indevida de informações estratégicas.

    Acompanhar orientações oficiais e manter os registros societários atualizados é uma medida essencial para empresas que desejam atravessar esse período de mudanças com segurança e previsibilidade.

    A ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras como Securitizadoras, Factoring e ESC.

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  • Adesão à NFS-e na reforma tributária entra em fase crítica

    Adesão à NFS-e na reforma tributária entra em fase crítica

    A adesão à NFS-e na reforma tributária entrou em um momento decisivo. A poucos dias do início da fase de testes do novo sistema tributário do consumo, centenas de municípios brasileiros ainda não estão adequados ao padrão nacional da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica.

    A falta de adesão pode gerar impactos diretos para prefeituras, empresas e contribuintes, incluindo suspensão de repasses de recursos e dificuldades na emissão de notas fiscais a partir de 2026.

    O que é a NFS-e padrão nacional na reforma tributária

    A NFS-e padrão nacional é o modelo unificado de Nota Fiscal de Serviços Eletrônica, criado para integrar os dados fiscais dos municípios ao novo sistema tributário do consumo.

    A adesão tornou-se obrigatória com a Lei Complementar nº 214/2025, que regulamenta a reforma tributária e estabelece as bases para a cobrança do:

    • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)
    • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)

    O objetivo é padronizar informações, garantir transparência e permitir a correta distribuição das receitas entre os entes federativos.

    Municípios sem adesão à NFS-e: cenário atual

    Segundo dados da Receita Federal, 501 municípios ainda não aderiram ao sistema nacional da NFS-e. Além disso:

    • Apenas cerca de 1.800 prefeituras estão com o sistema totalmente ativo
    • Mais de 3.200 municípios aderiram, mas não concluíram a configuração
    • A maioria dos municípios pendentes é de pequeno porte

    Estados como Bahia, Maranhão e Minas Gerais concentram o maior número de cidades ainda não adequadas ao sistema.

    Quais os riscos da não adesão à NFS-e

    Suspensão de repasses e impactos orçamentários

    Prefeituras que não concluírem a adesão à NFS-e na reforma tributária até 1º de janeiro de 2026 poderão sofrer sanções, como:

    • Suspensão de transferências voluntárias
    • Bloqueio de emendas parlamentares
    • Risco de perda de arrecadação futura

    Em um cenário eleitoral, esse impacto pode comprometer seriamente o orçamento municipal.

    Problemas para empresas e contribuintes

    Empresas localizadas em municípios não adequados ao sistema podem enfrentar:

    • Dificuldade ou impossibilidade de emitir nota fiscal
    • Risco de recolhimento incorreto do IBS e da CBS
    • Exposição a penalidades fiscais

    Em 2026, contribuintes que não destacarem corretamente os tributos na nota poderão ser obrigados a recolher a alíquota teste de 1%.

    Por que muitos municípios ainda não aderiram

    Especialistas apontam alguns fatores principais para a baixa adesão ou atraso na implementação:

    • Falta de estrutura técnica
    • Desconhecimento das exigências
    • Desinteresse por dependerem majoritariamente de repasses
    • Expectativa de prorrogação dos prazos

    Apesar disso, entidades como a CNM e a FNP alertam que ficar fora da fase de transição pode gerar distorções na arrecadação pelos próximos anos.

    A importância da fase de transição da reforma tributária

    A fase de testes da reforma tributária é fundamental para:

    • Registrar corretamente a arrecadação histórica de ISS e ICMS
    • Garantir acesso ao Seguro Receita, que compensará perdas por até 50 anos
    • Ajustar sistemas e processos antes da implementação definitiva

    Municípios que não participarem dessa etapa podem comprometer seu próprio equilíbrio fiscal no longo prazo.

    Onde acompanhar informações oficiais sobre a NFS-e

    Os dados atualizados sobre a adesão dos municípios estão disponíveis nos canais oficiais da Receita Federal.

    A adesão à NFS-e na reforma tributária não é apenas uma exigência legal, mas um passo essencial para garantir segurança jurídica, arrecadação correta e transição eficiente para o novo modelo tributário.

    Municípios que atrasarem esse processo colocam em risco seus próprios orçamentos e criam dificuldades para empresas e contribuintes locais.

    Leia também: As principais mudanças no imposto de renda 2026: o que muda com a nova Lei 15.270/2025

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