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  • A duplicata escritural entrou em uma nova etapa no Brasil

    A duplicata escritural entrou em uma nova etapa no Brasil

    A nova infraestrutura promete modernizar um dos principais instrumentos de crédito empresarial do país, reduzindo fraudes, ampliando a concorrência entre financiadores e facilitando o acesso ao crédito, especialmente para pequenas e médias empresas.

    Apesar do nome técnico, a mudança pode ter impacto direto em um mercado estimado em trilhões de reais.

    Banco Central lança novo ecossistema de duplicata escritural

    O Banco Central lançou oficialmente o ecossistema das duplicatas escriturais, uma estrutura digital criada para registrar, organizar e dar mais segurança às operações com recebíveis empresariais.

    A medida representa uma das principais iniciativas de modernização do mercado de crédito corporativo no Brasil.

    Com o novo modelo, a duplicata escritural deixa de funcionar em uma lógica fragmentada e passa a ser registrada em ambiente autorizado, com mais rastreabilidade e controle.

    A entrada em operação ocorre de forma gradual. O sistema avança agora para a fase de produção assistida, etapa que antecede a implementação definitiva.

    O que muda com a duplicata escritural?

    A duplicata escritural é a versão eletrônica da duplicata tradicional, título usado para representar uma venda mercantil ou prestação de serviço com pagamento a prazo.

    Na prática, quando uma empresa vende para outra e concede prazo de pagamento, esse valor futuro pode ser formalizado por meio de uma duplicata.

    A diferença é que, no novo modelo, esse título passa a ser:

    • emitido em formato eletrônico;
    • escriturado em entidade autorizada;
    • registrado em ambiente digital;
    • vinculado à operação comercial real;
    • consultável por financiadores autorizados;
    • mais seguro contra duplicidade e fraudes.

    Com isso, bancos, FIDCs, securitizadoras e outros agentes financeiros poderão avaliar os recebíveis com mais segurança antes de ofertar crédito.

    Por que o modelo atual precisava mudar?

    As duplicatas existem no Brasil desde a década de 1960. Durante muito tempo, o título físico era suficiente para formalizar vendas a prazo.

    No entanto, o mercado se tornou digital, enquanto parte da estrutura operacional continuou baseada em práticas antigas.

    Essa diferença abriu espaço para fragilidades importantes, como duplicatas sem lastro, dificuldade de comprovar a venda original e risco de um mesmo recebível ser usado em mais de uma operação de crédito.

    Além disso, o boleto acabou sendo usado em muitas operações como uma solução prática. Porém, ele é um instrumento de pagamento, e não um título que formaliza juridicamente o direito creditório da mesma forma que a duplicata.

    A duplicata escritural surge justamente para corrigir esse descompasso entre um mercado digital e uma infraestrutura ainda muito dependente de validações manuais.

    Como funciona o novo sistema?

    Com a nova infraestrutura, a duplicata será registrada em uma entidade autorizada pelo Banco Central.

    Esse ambiente funcionará como uma espécie de registro digital dos recebíveis empresariais.

    O fluxo deve funcionar assim:

    1. uma empresa vende produtos ou presta serviços a prazo;
    2. a duplicata é emitida em formato escritural;
    3. o título é registrado em uma entidade autorizada;
    4. o comprador confirma a obrigação de pagamento;
    5. o fornecedor autoriza instituições financeiras a acessarem o recebível;
    6. bancos, FIDCs e securitizadoras podem ofertar crédito;
    7. a empresa escolhe a melhor condição para antecipar o valor.

    Esse processo tende a reduzir a assimetria de informação, pois os financiadores passam a ter dados mais confiáveis sobre a existência, a origem e a titularidade do recebível.

    Duplicata escritural pode reduzir fraudes

    Um dos principais objetivos da duplicata escritural é aumentar a segurança das operações com recebíveis.

    Hoje, o mercado ainda convive com riscos como a emissão de duplicatas sem uma venda real por trás ou a antecipação do mesmo crédito em mais de uma instituição.

    Com o registro eletrônico e a validação em ambiente autorizado, esses riscos tendem a diminuir.

    Isso não significa que fraudes deixarão de existir completamente. Porém, o novo sistema cria uma camada adicional de controle, rastreabilidade e confirmação das informações.

    Mais concorrência entre bancos, FIDCs e securitizadoras

    A duplicata escritural também pode mudar a forma como empresas buscam crédito.

    Hoje, muitas companhias acabam antecipando recebíveis com o banco com o qual já possuem relacionamento. Isso pode limitar a concorrência e reduzir o poder de negociação do empresário.

    Com o novo sistema, o fornecedor poderá autorizar diferentes agentes financeiros a visualizarem sua duplicata registrada.

    Isso abre espaço para que:

    • bancos disputem operações de antecipação;
    • FIDCs avaliem recebíveis com mais segurança;
    • securitizadoras acessem ativos mais padronizados;
    • fintechs ampliem ofertas de crédito;
    • empresas comparem condições entre financiadores.

    Esse ambiente pode funcionar como uma espécie de disputa pelo recebível, na qual diferentes instituições oferecem taxas e condições para financiar a operação.

    Pequenas e médias empresas podem ganhar acesso a crédito

    Embora a implementação comece pelas grandes empresas, o maior impacto da duplicata escritural pode aparecer entre pequenas e médias empresas.

    Hoje, muitas PMEs enfrentam dificuldade para obter capital de giro. Em geral, o crédito é analisado com base no risco da própria empresa, que nem sempre tem histórico financeiro suficiente para conseguir boas condições.

    Com a duplicata escritural, o recebível passa a ter mais relevância na análise.

    Isso significa que uma pequena empresa que vende para uma grande companhia poderá usar esse valor a receber como base para buscar crédito.

    Nesse caso, o financiador pode considerar o risco do comprador, e não apenas o risco da pequena empresa fornecedora.

    Mercado de duplicatas pode chegar a R$ 11 trilhões

    A expectativa em torno da duplicata escritural é grande porque o volume potencial do mercado é expressivo.

    Segundo estimativas citadas pelo setor, o novo ecossistema pode movimentar cerca de R$ 11 trilhões por ano em duplicatas.

    Esse valor mostra o tamanho do mercado de recebíveis empresariais que pode ser melhor aproveitado com uma infraestrutura mais moderna.

    Hoje, uma parte relevante desses ativos ainda não é usada como garantia ou não entra no mercado de crédito por problemas de confirmação, insegurança jurídica, risco de fraude ou limitações operacionais.

    Implementação da duplicata escritural será gradual

    A implementação da duplicata escritural não acontecerá de uma vez.

    Após a fase de produção assistida, a obrigatoriedade deve avançar por etapas. Primeiro, grandes empresas entram no sistema. Depois, a exigência deve alcançar empresas médias e, posteriormente, pequenas empresas.

    Essa transição escalonada permite que companhias, financiadores e entidades autorizadas ajustem seus sistemas e processos.

    Entre os agentes que participam desse novo ecossistema estão registradoras, escrituradoras, bancos, fintechs, FIDCs, securitizadoras e empresas que atuam com antecipação de recebíveis.

    Leia também: Banco Central lança ecossistema de duplicatas escriturais

    O que empresas e agentes financeiros devem observar?

    A chegada da duplicata escritural exige atenção de empresas que vendem a prazo e também de quem financia recebíveis.

    Para fornecedores, a mudança pode representar novas oportunidades de crédito e melhores condições de negociação.

    Para financiadores, a nova estrutura pode ampliar o acesso a ativos mais seguros, rastreáveis e padronizados.

    Alguns pontos merecem atenção:

    • organização das vendas a prazo;
    • controle dos recebíveis;
    • integração entre sistemas internos e registradoras;
    • revisão dos processos de antecipação;
    • acompanhamento das regras do Banco Central;
    • preparação para a obrigatoriedade gradual;
    • análise das oportunidades.

    Quanto mais estruturada estiver a operação, maior tende a ser o aproveitamento da nova infraestrutura.

    Conclusão

    A duplicata escritural pode transformar a forma como empresas usam recebíveis no Brasil.

    Com registro eletrônico, mais rastreabilidade e maior segurança jurídica, o novo ecossistema criado pelo Banco Central tende a reduzir fraudes, ampliar a concorrência entre financiadores e destravar um mercado estimado em trilhões de reais.

    Para pequenas e médias empresas, o impacto pode ser ainda mais relevante. A possibilidade de usar recebíveis de forma mais transparente pode facilitar o acesso ao crédito e melhorar as condições de capital de giro.

    A mudança também abre espaço para novas operações, mais eficiência e maior competição.

    Se a sua empresa atua com crédito, recebíveis, antecipação, FIDCs ou securitização, este é o momento de acompanhar a implementação da duplicata escritural e preparar seus processos para essa nova fase do mercado.

    Quer entender como a duplicata escritural pode impactar sua operação? Fale com uma contabilidade especializada em empresas do mercado financeiro e organize sua estrutura para esse novo cenário.

    Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos atualizados.

    Autor

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: A duplicata escritural entrou em uma nova etapa no Brasil
  • Recuperação judicial da Coteminas usa FIDC e FII

    Recuperação judicial da Coteminas usa FIDC e FII

    A recuperação judicial da Coteminas trouxe ao mercado uma estrutura pouco comum para reorganizar dívidas e operacionalizar parte do pagamento aos credores.

    Segundo informações divulgadas, a Companhia de Tecidos Norte de Minas estruturou o FIDC UPI Quirografários como um dos mecanismos previstos no plano de recuperação judicial homologado em maio de 2026.

    O plano também contempla o FII UPI Imobiliária, criando uma estrutura interligada entre fundos para apoiar a reestruturação de passivos superiores a R$ 2 bilhões.

    Na prática, o caso mostra como instrumentos do mercado de capitais podem ser utilizados em processos de reestruturação empresarial, especialmente quando há ativos, recebíveis e créditos a serem organizados de forma mais eficiente.

    O que prevê a recuperação judicial da Coteminas?

    A recuperação judicial da Coteminas prevê uma solução estruturada para lidar com um passivo bilionário.

    Em vez de depender apenas da venda imediata de ativos ou de um parcelamento tradicional, o plano utiliza veículos de investimento para organizar parte da relação entre empresa, ativos e credores.

    Entre os principais elementos da estrutura estão:

    • criação do FIDC UPI Quirografários;
    • utilização do FII UPI Imobiliária;
    • pagamento de credores por meio de cotas;
    • organização de ativos imobiliários e industriais;
    • reestruturação de passivos quirografários;
    • administração e gestão por instituições especializadas.

    Esse desenho chama atenção porque combina recuperação judicial, fundos estruturados e governança de credores em uma mesma operação.

    Como funciona a estrutura entre FIDC e FII?

    A engenharia financeira da recuperação judicial da Coteminas interliga dois tipos de fundos: um FIDC e um FII.

    Embora cada fundo tenha uma função específica, eles atuam de forma complementar dentro do plano.

    FIDC UPI Quirografários

    O FIDC UPI Quirografários foi estruturado para apoiar a reorganização dos créditos quirografários, ou seja, créditos sem garantia real.

    De acordo com as informações divulgadas, o fundo foi constituído em maio de 2026, em formato de condomínio fechado, com prazo de duração indeterminado e subclasses de cotas sênior e subordinada.

    A administração é exercida pelo Banco Daycoval, enquanto a gestão da carteira cabe à Tivio Capital DTVM.

    Na prática, esse tipo de estrutura pode permitir que determinados credores recebam cotas do fundo como forma de pagamento ou reorganização de seus créditos.

    FII UPI Imobiliária

    O FII UPI Imobiliária, por sua vez, está relacionado à organização dos ativos imobiliários da companhia.

    Esse fundo pode reunir imóveis, parques fabris ou ativos industriais, permitindo que os gestores administrem, vendam, aluguem ou utilizem esses bens como fonte de geração de valor para os credores.

    Com isso, a recuperação judicial passa a depender menos da liquidação imediata dos ativos e mais de uma estrutura organizada para monetização ao longo do tempo.

    Por que essa estrutura chama atenção?

    A estrutura prevista na recuperação judicial da Coteminas chama atenção porque foge do modelo mais tradicional de pagamento aos credores.

    Em muitos processos, a recuperação judicial envolve deságios, parcelamentos longos, venda direta de ativos e reorganização operacional.

    No caso da Coteminas, o uso combinado de FIDC e FII permite uma alternativa mais sofisticada.

    Essa estrutura pode trazer alguns objetivos importantes:

    • evitar a venda imediata de ativos por valores pressionados;
    • organizar créditos e ativos em veículos regulados;
    • dar mais transparência à gestão dos recursos;
    • permitir participação dos credores por meio de cotas;
    • criar uma estrutura de governança para acompanhamento;
    • facilitar a monetização gradual de ativos.

    Como os credores podem ser pagos?

    Um dos pontos centrais da notícia é a forma de pagamento aos credores.

    Na estrutura proposta, parte dos créditos pode ser convertida em cotas de fundos. Isso significa que, em vez de receber imediatamente em dinheiro, determinados credores passam a deter participação em veículos que concentram ativos, créditos ou direitos econômicos.

    Esse modelo pode permitir que o credor participe de uma possível recuperação de valor ao longo do tempo, dependendo da performance dos ativos e da execução do plano.

    O que é uma UPI na recuperação judicial?

    UPI significa Unidade Produtiva Isolada.

    Em processos de recuperação judicial, uma UPI pode reunir determinados ativos ou operações de uma empresa em crise, permitindo sua venda, transferência ou organização de forma separada.

    No caso da Coteminas, a lógica de UPI aparece vinculada à criação de estruturas como o FIDC UPI Quirografários e o FII UPI Imobiliária.

    Isso ajuda a separar ativos e créditos em veículos próprios, facilitando governança, acompanhamento e eventual monetização.

    O que esse caso mostra para o mercado?

    A recuperação judicial da Coteminas mostra uma tendência relevante: o uso de fundos estruturados como ferramentas para reorganizar empresas em crise.

    FIDCs, FIIs e outros veículos regulados podem cumprir funções importantes em operações complexas, especialmente quando há:

    • passivos elevados;
    • muitos credores envolvidos;
    • ativos imobiliários relevantes;
    • recebíveis ou créditos a organizar;
    • necessidade de governança;
    • busca por alternativas à liquidação imediata.

    Para o mercado de capitais, o caso reforça como a estruturação financeira pode ir além da captação de recursos. Ela também pode ser usada como instrumento de reorganização, pagamento e preservação de valor.

    Pontos de atenção da operação

    Apesar da inovação, esse tipo de estrutura exige acompanhamento cuidadoso.

    A interligação entre FIDC, FII, credores e ativos depende de governança, transparência e boa execução operacional.

    Entre os principais pontos de atenção estão:

    • avaliação correta dos ativos;
    • regras de conversão dos créditos em cotas;
    • liquidez das cotas recebidas pelos credores;
    • governança dos fundos;
    • qualidade da administração e gestão;
    • comunicação com os credores;
    • acompanhamento contábil e regulatório;
    • execução do plano aprovado.

    Em estruturas dessa complexidade, a contabilidade e os controles internos têm papel importante para garantir clareza sobre patrimônio, direitos, obrigações, receitas, despesas e movimentações.

    Leia nosso conteúdo sobre: Crédito privado no Brasil entra em nova fase

    Conclusão

    A recuperação judicial da Coteminas se destaca por utilizar uma estrutura interligada entre FIDC e FII para apoiar o pagamento de credores e a reorganização de um passivo superior a R$ 2 bilhões.

    O caso mostra como fundos estruturados podem ser aplicados em situações complexas, envolvendo créditos, ativos imobiliários, governança e reestruturação empresarial.

    Ao mesmo tempo, reforça que operações desse tipo exigem controle, conformidade e acompanhamento especializado.

    A ContabilizaíBank possui mais de 22 anos de mercado e acompanha empresas que atuam com crédito, recebíveis e mercado de capitais, ajudando a transformar estruturas complexas em operações mais organizadas, seguras e transparentes.

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    Autor

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

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  • Duplicata escritural para FIDCs: nova segurança

    Duplicata escritural para FIDCs: nova segurança

    A duplicata escritural para FIDCs chega como uma nova camada de segurança para o mercado de recebíveis.

    Segundo comunicado divulgado pela B3, o modelo deve ajudar fundos de investimento em direitos creditórios a acompanhar digitalmente o ciclo dos recebíveis, identificar documentos duplicados, reduzir inconsistências e detectar possíveis fraudes antes que os ativos entrem nas carteiras.

    Na prática, a novidade reforça um ponto essencial para os FIDCs: quanto maior a qualidade das informações sobre os recebíveis, menor tende a ser o risco operacional na aquisição e no acompanhamento dos ativos.

    Duplicata escritural chega para blindar os FIDCs

    A chegada da duplicata escritural representa um avanço importante para os FIDCs porque transforma o controle dos recebíveis em um processo mais digital, padronizado e rastreável.

    A duplicata é um título usado para comprovar vendas a prazo ou prestações de serviço. Com a versão escritural, esse título passa a existir em formato eletrônico, com registros digitais que acompanham sua trajetória desde a emissão até a liquidação.

    Isso permite que gestores, administradores e demais participantes tenham mais visibilidade sobre o recebível antes de sua entrada na carteira.

    O que muda para os FIDCs com a duplicata escritural?

    Com a duplicata escritural para FIDCs, os fundos passam a contar com informações mais estruturadas para analisar os direitos creditórios.

    Entre os principais pontos da mudança, estão:

    • acompanhamento digital do ciclo dos recebíveis;
    • identificação de duplicatas cruzadas;
    • maior rastreabilidade das movimentações;
    • análise da autenticidade dos títulos;
    • redução de documentos inconsistentes;
    • apoio à avaliação do risco de inadimplência;
    • menor dependência de processos manuais.

    Esse novo ambiente tende a tornar a análise dos recebíveis mais segura e eficiente.

    Menos fraudes e menos recebíveis duplicados

    Um dos principais destaques da notícia é o potencial da duplicata escritural para reduzir fraudes e recebíveis duplicados.

    Esse ponto é especialmente relevante para os FIDCs, que dependem da qualidade dos ativos que entram nas carteiras.

    Quando um recebível é duplicado, inconsistente ou possui falhas de origem, o fundo pode enfrentar riscos operacionais, financeiros e reputacionais. Com registros digitais padronizados, a identificação desses problemas tende a ser mais rápida.

    A rastreabilidade também ajuda a verificar se determinado título já foi registrado, cedido ou utilizado em outra operação.

    Monitor de Recebíveis da B3 apoia a análise

    Para apoiar essa transição, a B3 disponibiliza o Monitor de Recebíveis, uma solução voltada ao acompanhamento de cedentes, sacados e títulos registrados.

    De acordo com a notícia, a ferramenta utiliza mais de 80 regras de risco, consulta dados da Secretaria da Fazenda e ajuda a detectar sinais importantes, como:

    • duplicatas cruzadas;
    • volatilidade nos pagamentos;
    • tendências de atraso;
    • risco de cancelamento;
    • sinais de necessidade de caixa;
    • inconsistências nos títulos.

    Com isso, os FIDCs podem ter mais elementos para avaliar a qualidade dos recebíveis e antecipar riscos antes que eles se tornem problemas maiores.

    Link externo confiável sugerido: B3

    Mais dados para tomada de decisão

    Outro impacto relevante da duplicata escritural para FIDCs é o acesso a dados estruturados e atualizados em tempo quase real.

    Isso muda a forma como os fundos podem analisar os ativos.

    Em vez de depender apenas de conferências manuais e documentos isolados, os participantes passam a ter uma visão mais organizada sobre a origem, o histórico e o comportamento dos recebíveis.

    Essa evolução pode contribuir para:

    • decisões mais rápidas;
    • maior segurança na aquisição dos ativos;
    • melhoria no monitoramento das carteiras;
    • redução de custos operacionais;
    • mais transparência para o mercado.

    A transição também exige adaptação

    Apesar dos benefícios, a adoção da duplicata escritural não acontece sem ajustes.

    FIDCs, securitizadoras, gestoras, administradoras e empresas que operam com recebíveis precisarão revisar processos, sistemas e rotinas internas.

    A mudança envolve tecnologia, mas também envolve governança, organização contábil e controle operacional.

    Entre os pontos que merecem atenção, estão:

    • qualidade das informações registradas;
    • integração entre sistemas;
    • conferência dos dados dos recebíveis;
    • adequação dos processos internos;
    • acompanhamento das exigências do mercado;
    • alinhamento entre áreas financeira, contábil e operacional.

    Por que a notícia importa para o mercado de recebíveis?

    A notícia mostra que o mercado de recebíveis está caminhando para um ambiente mais seguro, digital e rastreável.

    Para os FIDCs, isso pode representar mais proteção contra fraudes e mais clareza na avaliação dos ativos.

    No caso dos gestores, pode significar mais eficiência na análise das carteiras.

    E para os investidores, a mudança tende a reforçar a transparência e a confiança nas operações.

    E para empresas cedentes, a duplicata escritural pode tornar ainda mais importante manter recebíveis bem organizados, dados consistentes e processos financeiros estruturados.


    Leia também o nosso artigo sobre Crescimento dos FIDCs: por que o mercado avança?

    Conclusão

    A duplicata escritural para FIDCs chega como uma resposta importante a desafios históricos do mercado de recebíveis: fraudes, duplicidade de documentos, falhas de informação e dificuldade de rastreamento.

    Com registros digitais, dados estruturados e soluções como o Monitor de Recebíveis da B3, os fundos passam a contar com mais segurança para analisar e acompanhar os ativos.

    Mas a tecnologia, sozinha, não resolve tudo. Para aproveitar essa nova fase, é essencial que os participantes do mercado também tenham processos bem definidos, controles internos sólidos e uma contabilidade preparada para acompanhar a complexidade das operações.

    Com mais de 22 anos de mercado, a ContabilizaíBank acompanha empresas que atuam com crédito, recebíveis e mercado de capitais, ajudando a transformar informação, controle e conformidade em segurança para crescer. Somos especialista em contabilidade para securitizadorasfactorings ESCs.
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    Autor

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: Duplicata escritural para FIDCs: nova segurança
  • Crescimento dos FIDCs: por que o mercado avança?

    Crescimento dos FIDCs: por que o mercado avança?

    O crescimento dos FIDCs tem chamado atenção no mercado financeiro brasileiro. Mesmo em um cenário de crédito mais restrito, os fundos de investimento em direitos creditórios seguem ganhando espaço como alternativa de financiamento para empresas.

    Segundo os dados apresentados, a indústria de FIDCs alcançou R$ 754 bilhões em maio, com alta de 10% em um ano. A expectativa do setor é que esse mercado possa chegar a R$ 1 trilhão nos próximos meses.

    Na prática, esse movimento mostra que os recebíveis estão se tornando cada vez mais relevantes para empresas que precisam de capital e para investidores que buscam exposição ao crédito privado.

    O que explica o crescimento dos FIDCs?

    O crescimento dos FIDCs ocorre em um momento de maior cautela no mercado de crédito privado.

    Com volatilidade, juros elevados e companhias mais alavancadas, muitas empresas encontram mais dificuldade para captar recursos por meio de instrumentos tradicionais, como debêntures.

    Nesse contexto, os FIDCs ganham força porque permitem transformar direitos creditórios em fonte de financiamento.

    Em vez de depender apenas de empréstimos bancários ou emissões tradicionais, empresas que possuem valores a receber podem acessar capital por meio da venda desses créditos para fundos especializados.

    O que são FIDCs?

    FIDCs são fundos de investimento em direitos creditórios.

    Na prática, eles compram recebíveis de empresas, como duplicatas, parcelas de vendas, contratos, créditos de cartão, financiamentos ou outros valores a receber.

    A empresa antecipa o recebimento desses valores, enquanto o fundo passa a receber os pagamentos dos devedores ao longo do tempo.

    Esse modelo conecta empresas que precisam de caixa, investidores que buscam retorno e recebíveis que servem como base da operação.

    FIDCs em cenário de crédito restrito

    O avanço dos FIDCs se destaca porque ocorre em um ambiente mais seletivo para o crédito privado.

    Enquanto parte do mercado apresenta retração, os fundos de recebíveis continuam registrando crescimento em volume e captação.

    Nos cinco primeiros meses do ano, os FIDCs somaram R$ 41,7 bilhões em emissões primárias, alta de 36,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    No mesmo período, as debêntures totalizaram R$ 146,3 bilhões, mas apresentaram queda anual de 5,9%.

    A leitura é clara: em um mercado mais cauteloso, estruturas baseadas em recebíveis continuam atraindo empresas e investidores.

    Por que os recebíveis ganham importância?

    Toda empresa que vende a prazo possui valores a receber.

    Esses recebíveis podem estar ligados a vendas parceladas, duplicatas, cartões de crédito, contratos, financiamentos ou outras obrigações futuras.

    Quando a empresa precisa de capital antes do vencimento desses valores, pode buscar uma estrutura de antecipação ou financiamento via recebíveis.

    No caso dos FIDCs, esses créditos são reunidos em uma carteira e vendidos ao fundo, que passa a receber os pagamentos conforme os devedores quitam suas obrigações.

    Esse mecanismo ajuda empresas a melhorar o fluxo de caixa e financiar suas atividades sem depender exclusivamente de crédito bancário tradicional.

    Carteiras pulverizadas ajudam a reduzir risco

    Uma característica importante dos FIDCs é a possibilidade de formar carteiras pulverizadas.

    Isso significa que o fundo pode reunir créditos de vários devedores, setores e prazos diferentes.

    Essa diversificação pode ajudar a reduzir a concentração de risco, já que o desempenho da carteira não depende apenas de um único cliente ou contrato.

    Para investidores, esse fator pode tornar o produto mais atrativo, especialmente quando há boa estruturação, análise de crédito e acompanhamento da carteira.

    Empresas de diferentes setores usam FIDCs

    O crescimento dos FIDCs também está ligado à ampliação do perfil das empresas que utilizam esse tipo de estrutura.

    Antes mais concentrados em determinados segmentos, os fundos de recebíveis passaram a atender empresas de diferentes setores da economia.

    Algumas operações envolvem recebíveis de curto prazo, como duplicatas e cartões de crédito.

    Outras usam recebíveis de prazo mais longo, como créditos ligados ao mercado imobiliário, financiamento de veículos e contratos empresariais.

    Esse amadurecimento amplia o alcance dos FIDCs e fortalece o papel dos direitos creditórios no financiamento das empresas.

    Digitalização reduziu custos e aumentou eficiência

    A digitalização também contribui para o crescimento dos FIDCs.

    Com mais tecnologia, registros eletrônicos, integração de dados e processos automatizados, a estruturação e o acompanhamento das carteiras se tornam mais eficientes.

    Isso pode reduzir custos operacionais, melhorar a rastreabilidade dos créditos e facilitar a análise das operações.

    Quanto mais o mercado evolui em infraestrutura, dados e governança, maior tende a ser a capacidade de estruturar operações de crédito com qualidade.

    Tratamento contábil e gestão do caixa

    Um dos pontos que tornam os FIDCs atrativos para empresas é o impacto na gestão financeira.

    A depender da estrutura, a operação pode permitir que a empresa antecipe recebíveis sem que isso seja tratado da mesma forma que uma dívida tradicional no balanço.

    Esse aspecto precisa ser avaliado caso a caso, com atenção à natureza da operação, aos riscos transferidos, aos contratos e ao tratamento contábil adequado.

    Além disso, o FIDC pode ajudar a empresa a gerenciar melhor o caixa, antecipando valores futuros e reduzindo descasamentos entre pagamentos e recebimentos.

    Por que investidores olham para FIDCs?

    Do lado dos investidores, os FIDCs podem oferecer exposição ao crédito privado com características próprias.

    Entre os atrativos apontados pelo mercado estão a diversificação das carteiras, o potencial de retorno e a menor volatilidade em determinados tipos de estrutura.

    Além disso, a ausência de come-cotas é vista como um diferencial em relação a outros fundos.

    Ao mesmo tempo, é importante lembrar que FIDCs também envolvem riscos, como inadimplência, qualidade dos créditos, concentração, liquidez e estruturação inadequada.

    Por isso, a análise da carteira, da governança e da qualidade dos direitos creditórios é essencial.

    O papel dos bancos e fundos de crédito

    O mercado de FIDCs também tem atraído novos compradores.

    Entre eles estão bancos e fundos de crédito, que passaram a usar o produto de forma mais estratégica em suas carteiras.

    Para bancos, os FIDCs podem ser interessantes por questões regulatórias e de alocação de capital.

    Para fundos de crédito, podem representar uma forma de buscar rentabilidade e controlar a volatilidade dos portfólios.

    Esse movimento amplia a base de investidores e fortalece ainda mais o mercado.

    Investidor de varejo ainda participa pouco

    Apesar das mudanças regulatórias que permitiram maior acesso do investidor de varejo a cotas de FIDCs, a participação direta desse público ainda é limitada.

    Isso ocorre porque o produto exige compreensão sobre riscos, estrutura, carteira, subordinação, liquidez e qualidade dos direitos creditórios.

    Com o amadurecimento do mercado e a evolução da regulação, a tendência é que o tema ganhe mais visibilidade.

    Ainda assim, FIDCs continuam sendo produtos que exigem análise cuidadosa.

    O que o crescimento dos FIDCs mostra sobre o mercado?

    O crescimento dos FIDCs mostra que o mercado de crédito brasileiro está buscando alternativas mais estruturadas.

    Em um ambiente de crédito restrito, empresas precisam de novas formas de financiamento.

    Ao mesmo tempo, investidores buscam produtos que ofereçam retorno, diversificação e melhor controle de risco.

    Nesse contexto, os recebíveis deixam de ser apenas uma informação financeira da empresa e passam a ser um ativo estratégico.

    Por que governança passa a ser diferencial?

    Com o aumento do volume dos FIDCs, a governança se torna cada vez mais relevante.

    Não basta ter recebíveis. É preciso comprovar a existência, a qualidade e a rastreabilidade desses créditos.

    Isso envolve contratos bem estruturados, controles internos, documentos organizados, conciliações atualizadas e informações contábeis confiáveis.

    Quanto mais sofisticado o mercado se torna, maior é a importância da transparência nas operações.

    Como a contabilidade contribui nesse cenário?

    A contabilidade tem papel estratégico para empresas que atuam com recebíveis, crédito e financiamento empresarial.

    Ela ajuda a organizar informações financeiras, registrar operações corretamente, acompanhar receitas, despesas, cessões, inadimplência, provisões e resultados.

    Também contribui para a leitura gerencial da operação, permitindo que a empresa entenda rentabilidade, riscos e crescimento da carteira.

    No mercado de FIDCs e recebíveis, dados financeiros bem estruturados podem fazer diferença na análise, na gestão e na tomada de decisão.

    Leia também o nosso conteúdo sobre FIDCs e duplicatas escriturais.

    O que observar antes de estruturar operações com recebíveis?

    Empresas que desejam acessar capital por meio de recebíveis precisam avaliar alguns pontos antes de avançar.

    Entre os principais cuidados estão:

    • qualidade dos recebíveis;
    • formalização dos contratos;
    • histórico de pagamento dos devedores;
    • concentração da carteira;
    • prazo médio dos créditos;
    • risco de inadimplência;
    • documentação comprobatória;
    • tratamento contábil da operação;
    • governança e controle interno.

    Esses elementos ajudam a reduzir riscos e aumentam a segurança da operação.

    Conclusão

    O crescimento dos FIDCs mostra que os fundos de recebíveis seguem ganhando relevância no mercado financeiro brasileiro.

    Mesmo em um cenário de crédito mais restrito, os FIDCs avançam porque oferecem uma alternativa para empresas que precisam de capital e para investidores que buscam exposição ao crédito privado.

    Esse movimento reforça a importância dos recebíveis como instrumento de financiamento empresarial.

    Ao mesmo tempo, o avanço do mercado aumenta a exigência por governança, controle, qualidade das informações e tratamento contábil adequado.

    ContabilizaíBank é especialista em contabilidade para securitizadorasfactorings ESCs.
    Fale conosco para avaliar sua estrutura e tomar decisões com mais segurança.

    Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos atualizados.

    Autor

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: Crescimento dos FIDCs: por que o mercado avança?
  • Crédito privado no Brasil entra em nova fase

    Crédito privado no Brasil entra em nova fase

    O crédito privado no Brasil cresceu de forma expressiva nos últimos anos e passou a ocupar um papel cada vez mais relevante no financiamento das empresas.

    Com juros altos, investidores buscaram alternativas de renda fixa com maior potencial de retorno. Esse movimento impulsionou debêntures, FIDCs, crédito estruturado e outras operações ligadas ao mercado de capitais.

    Agora, porém, o cenário começa a mudar. As emissões perderam força, os investidores ficaram mais seletivos e o mercado passou a valorizar ainda mais qualidade dos ativos, governança e controle de risco.

    O crescimento do crédito privado no Brasil

    O avanço do crédito privado no Brasil acompanhou a busca dos investidores por alternativas ao crédito bancário tradicional.

    Nos últimos anos, empresas passaram a acessar o mercado de capitais para financiar suas operações, alongar dívidas, estruturar recebíveis e captar recursos fora dos bancos.

    Esse movimento também abriu espaço para casas especializadas, gestoras independentes e operações voltadas a nichos específicos, como infraestrutura, tecnologia, recebíveis e crédito estruturado.

    Na prática, o crédito privado deixou de ser apenas um complemento ao sistema bancário e passou a ocupar posição central em muitas estratégias de financiamento empresarial.

    Por que o crédito privado cresceu tanto?

    O crescimento foi impulsionado principalmente pelo cenário de juros altos.

    Quando a Selic sobe, muitos investidores passam a buscar produtos de renda fixa e crédito privado. Isso acontece porque esses instrumentos podem oferecer retornos mais atrativos em comparação a outras classes de ativos.

    Além disso, empresas encontraram no mercado de capitais uma alternativa para financiar suas atividades sem depender exclusivamente de bancos.

    Entre os instrumentos que ganharam destaque estão:

    • debêntures;
    • debêntures incentivadas;
    • FIDCs;
    • CRIs e CRAs;
    • operações com recebíveis;
    • crédito estruturado.

    Esse ambiente favoreceu a expansão do setor, mas também aumentou a necessidade de análise, controle e governança.

    Da renda variável ao crédito privado

    Durante o ciclo de juros baixos, fundos de ações, venture capital e private equity ganharam força.

    Com a alta dos juros a partir de 2022, o movimento se inverteu. Investidores passaram a priorizar ativos de renda fixa, especialmente instrumentos de crédito privado.

    Essa mudança ajudou a impulsionar uma nova geração de empresas, plataformas e estruturas voltadas ao crédito.

    No entanto, o crescimento acelerado também trouxe um desafio: diferenciar operações sólidas de estruturas frágeis ou mal documentadas.

    O mercado está mais seletivo

    Apesar do crescimento dos últimos anos, o crédito privado no Brasil começa a enfrentar uma fase mais seletiva.

    As emissões perderam ritmo, os investidores estão mais cautelosos e os spreads passaram a refletir maior percepção de risco.

    Quando o spread aumenta, significa que o investidor está exigindo um prêmio maior para financiar determinada empresa ou operação.

    Isso não indica necessariamente uma crise. Em muitos casos, pode representar um amadurecimento do mercado.

    O capital continua disponível, mas tende a buscar operações com melhor qualidade, documentação mais robusta e maior previsibilidade.

    O que a desaceleração sinaliza?

    A desaceleração das emissões mostra que o mercado está mais criterioso.

    Depois de um período de forte crescimento, muitas empresas já refinanciaram passivos, alongaram dívidas e reduziram custos financeiros. Com menos vencimentos próximos, a necessidade de novas captações pode diminuir.

    Além disso, episódios envolvendo grandes emissores aumentaram a atenção dos investidores sobre risco de crédito, governança e transparência.

    Por isso, o foco deixou de ser apenas retorno. Agora, o mercado também olha com mais atenção para a qualidade da operação.

    Qualidade dos ativos ganha importância

    Em uma fase mais seletiva, a qualidade dos ativos passa a ser determinante.

    No mercado de crédito privado, isso significa avaliar se os créditos têm lastro real, se os contratos estão bem estruturados, se os recebíveis são verificáveis e se a empresa consegue demonstrar a origem e a consistência dos fluxos financeiros.

    Para operações com recebíveis, esse cuidado é ainda mais importante.

    Recebíveis mal documentados, inconsistentes ou sem rastreabilidade podem aumentar o risco da operação e dificultar a análise por investidores, parceiros e credores.

    O papel dos recebíveis no crédito privado

    Os recebíveis têm papel relevante no avanço do crédito privado.

    Eles representam valores que empresas têm direito a receber no futuro e podem ser usados em operações de antecipação, securitização, fundos de direitos creditórios e crédito estruturado.

    Para empresas que atuam com crédito e recebíveis, esse mercado cria oportunidades, mas também aumenta o nível de exigência.

    Não basta ter volume de operações. É preciso manter controle sobre contratos, pagamentos, inadimplência, conciliação e documentação.

    Quanto maior a organização, maior a capacidade de sustentar uma operação segura e transparente.

    Governança passa a ser requisito

    O crescimento do crédito privado também trouxe mais atenção à governança.

    Investidores e participantes do mercado querem entender como a operação é conduzida, quais controles existem, como os riscos são monitorados e como as informações são registradas.

    Nesse contexto, governança não é apenas uma exigência formal. Ela influencia diretamente a credibilidade da empresa e a qualidade da operação.

    Empresas com processos claros, controles internos e informações confiáveis tendem a estar mais preparadas para atuar em um mercado seletivo.

    Regulação e custos também pesam

    Outro ponto importante é o aumento das exigências regulatórias.

    A Resolução CVM 175, por exemplo, ampliou responsabilidades no mercado de fundos e elevou a necessidade de controles de risco, liquidez e enquadramento regulatório.

    Embora a norma tenha como objetivo trazer mais segurança jurídica e alinhamento às práticas internacionais, ela também aumentou os custos operacionais para participantes do mercado.

    Esse movimento reforça uma tendência: crescer no crédito privado exige cada vez mais estrutura, tecnologia, controles e especialização.

    O que muda para quem atua com crédito e recebíveis?

    Para empresas que atuam com crédito, recebíveis, antecipação e securitização, a nova fase do mercado traz um recado claro.

    A profissionalização deixou de ser diferencial e passou a ser requisito.

    O mercado tende a valorizar empresas que conseguem demonstrar:

    • origem dos créditos;
    • contratos bem formalizados;
    • lastro comprovado;
    • conciliação financeira;
    • controle de inadimplência;
    • informações contábeis confiáveis;
    • gestão clara da carteira.

    Esses elementos ajudam a reduzir riscos e aumentam a confiança nas operações.

    Por que a contabilidade é estratégica nesse cenário?

    A contabilidade tem papel essencial na organização de operações de crédito e recebíveis.

    Ela ajuda a registrar corretamente receitas, custos, provisões, inadimplência, cessões, antecipações, carteira em aberto e movimentações financeiras.

    Além disso, a contabilidade permite acompanhar a rentabilidade real da operação e identificar possíveis inconsistências entre contratos, recebimentos e registros internos.

    Em um mercado mais seletivo, informações contábeis confiáveis deixam de ser apenas uma obrigação fiscal. Elas passam a fazer parte da própria estrutura de governança do negócio.

    Como se preparar para essa nova fase?

    Empresas que atuam com crédito privado e recebíveis precisam revisar seus processos internos.

    Isso envolve organizar documentos, melhorar controles, acompanhar indicadores, revisar contratos e garantir que a contabilidade reflita a realidade da operação.

    Também é importante manter uma visão clara sobre risco, inadimplência, fluxo de caixa e qualidade dos créditos.

    O mercado pode continuar oferecendo oportunidades, mas elas tendem a ser mais acessíveis para empresas preparadas e bem estruturadas.

    Leia também o nosso conteúdo sobre governança em operações com recebíveis.

    Conclusão

    O crédito privado no Brasil entrou em uma nova fase.

    Depois de anos de crescimento acelerado, o mercado começa a testar a capacidade das empresas de operar com mais qualidade, governança e controle.

    A desaceleração das emissões não significa o fim das oportunidades. Ela mostra que o capital está mais seletivo e que operações bem estruturadas tendem a ganhar mais espaço.

    Para quem atua com crédito e recebíveis, o momento exige atenção à qualidade dos ativos, rastreabilidade, contratos, conciliação e informações contábeis confiáveis.

    A ContabilizaíBank é especialista em contabilidade para securitizadorasfactorings ESCs.
    Fale conosco para avaliar sua estrutura e tomar decisões com mais segurança.

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    Autor

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: Crédito privado no Brasil entra em nova fase
  • FIDC do Atlético-MG: como funciona

    FIDC do Atlético-MG: como funciona

    O FIDC do Atlético-MG chamou atenção do mercado ao ser estruturado para antecipar R$ 90 milhões em receitas da SAF do clube.

    A operação, coordenada pela Galapagos Capital, segue uma lógica parecida com o FIDC criado pelo São Paulo Futebol Clube, mas com diferenças importantes por causa da estrutura societária do Atlético-MG, que já opera como SAF.

    Na prática, o fundo permite que a SAF antecipe receitas futuras, como patrocínios, direitos de arena, vendas de jogadores, mensalidades do programa de sócio-torcedor e contribuições do Clube Social.

    O que é o FIDC do Atlético-MG?

    O FIDC do Atlético-MG é um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios criado para captar recursos com investidores e antecipar receitas futuras da SAF.

    Em vez de contratar um empréstimo bancário tradicional, o Atlético-MG cede ao fundo determinados recebíveis que terá direito a receber ao longo do tempo.

    O fundo, por sua vez, emite cotas para investidores profissionais. Com os recursos captados, a SAF recebe dinheiro à vista e os investidores passam a ter direito ao fluxo financeiro dos créditos cedidos ao FIDC.

    Por que o Atlético-MG criou um FIDC?

    A criação do FIDC tem como objetivo antecipar receitas sem comprometer diretamente a estrutura de capital da SAF.

    Para clubes e SAFs, esse tipo de estrutura pode ser uma alternativa ao crédito bancário tradicional, que costuma ter custo mais elevado e menos flexibilidade.

    Com o FIDC, a SAF consegue transformar receitas futuras em liquidez imediata. Isso pode ajudar na reorganização financeira, no planejamento de caixa e na gestão de obrigações de curto e médio prazo.

    Quais receitas podem lastrear o fundo?

    Segundo a notícia, a operação terá como garantia receitas recorrentes da SAF.

    Entre os recebíveis que podem compor esse tipo de estrutura estão:

    • patrocínios;
    • direitos de arena;
    • vendas de jogadores;
    • mensalidades de sócio-torcedor;
    • contribuições do Clube Social.

    Essas receitas funcionam como lastro do fundo. Ou seja, são os direitos creditórios que sustentam a operação e permitem que investidores avaliem o risco e o potencial de retorno.

    Como funciona a antecipação de receitas?

    A antecipação de receitas acontece quando uma empresa ou entidade recebe hoje um valor que só entraria no caixa no futuro.

    No caso do FIDC do Atlético-MG, a SAF cede ao fundo direitos que tem a receber. Em troca, recebe recursos à vista.

    Depois, os pagamentos relacionados a esses contratos passam a alimentar o fluxo do FIDC, que remunera os investidores conforme as regras da estrutura.

    Esse modelo é comum no mercado de recebíveis e pode ser usado por empresas de diferentes setores. No futebol, ele ganha relevância porque clubes e SAFs possuem receitas recorrentes, mas muitas vezes precisam de liquidez para organizar passivos e financiar a operação.

    O que é um FIDC?

    FIDC é a sigla para Fundo de Investimento em Direitos Creditórios.

    Esse tipo de fundo investe em recebíveis, que são valores que uma empresa tem direito a receber no futuro. Esses créditos podem vir de contratos, duplicatas, parcelas, aluguéis, prestação de serviços ou outras fontes de receita.

    No caso de clubes de futebol, os recebíveis podem estar ligados a contratos de patrocínio, direitos de transmissão, direitos de arena, programas de sócio-torcedor e negociações de atletas.

    O FIDC permite que esses créditos sejam organizados em uma estrutura financeira, com regras de governança, elegibilidade, cobrança e remuneração dos investidores.

    Quais regras foram impostas ao fundo?

    De acordo com a notícia, o regulamento do fundo estabelece critérios para proteger a qualidade dos recebíveis.

    O FIDC só pode adquirir créditos considerados líquidos e certos. Além disso, há restrições para créditos vencidos, litigiosos ou vinculados a devedores com atrasos relevantes.

    Também existe vedação à entrada de recebíveis fabricados ou operações intercompany, que poderiam distorcer o lastro do fundo.

    Essa limitação é importante porque ajuda a garantir que a carteira seja formada por receitas reais, verificáveis e compatíveis com a finalidade da operação.

    O que são recebíveis fabricados?

    Recebíveis fabricados são créditos criados artificialmente, sem uma base econômica real ou com estrutura montada apenas para inflar o lastro da operação.

    Em um FIDC, esse tipo de prática pode gerar distorções contábeis e aumentar o risco para investidores.

    Por isso, o regulamento do FIDC do Atlético-MG veda esse tipo de crédito. A ideia é impedir que o fundo compre recebíveis que não representem receitas efetivas da SAF ou que tenham origem em transações artificiais entre empresas do mesmo grupo.

    FIDC do Atlético-MG e FIDC do São Paulo: diferenças

    O FIDC do Atlético-MG segue uma arquitetura semelhante à operação feita pelo São Paulo Futebol Clube, também estruturada pela Galapagos.

    A diferença principal está na estrutura societária.

    O São Paulo ainda opera como clube social, sem separação patrimonial formal entre a operação do futebol e o clube. Por isso, a operação envolveu covenants mais explícitos, como teto de gastos com futebol, superávit obrigatório, limite de endividamento e disciplina orçamentária.

    Já o Atlético-MG atua como SAF. Isso significa que a operação do futebol está em uma empresa separada, com patrimônio segregado e estrutura societária própria.

    Por esse motivo, o FIDC da SAF do Atlético-MG tende a ter regras mais flexíveis em relação à intervenção direta no comportamento financeiro do clube.

    Por que a SAF muda a estrutura da operação?

    A SAF cria uma separação entre o clube associativo e a empresa responsável pelo futebol.

    Essa separação patrimonial facilita a organização de receitas, despesas, dívidas, investimentos e responsabilidades. Para investidores, isso pode trazer mais clareza sobre onde estão os ativos, os passivos e os fluxos financeiros.

    No caso do Atlético-MG, a SAF já funciona como uma empresa independente. Por isso, o FIDC pode ser usado como mecanismo de monetização recorrente de receitas, com possibilidade de novas emissões no futuro.

    O que essa operação mostra sobre o futebol brasileiro?

    O FIDC do Atlético-MG mostra como o futebol brasileiro está se aproximando cada vez mais do mercado de capitais.

    Clubes e SAFs passaram a buscar estruturas financeiras mais sofisticadas para antecipar receitas, organizar dívidas e profissionalizar a gestão.

    Esse movimento também indica uma mudança na forma como as receitas do futebol são tratadas. Patrocínios, direitos de arena, vendas de atletas e programas de sócio-torcedor deixam de ser apenas entradas futuras de caixa e passam a ser ativos financeiros que podem ser estruturados.

    Quais são os benefícios desse tipo de operação?

    O uso de FIDC pode trazer alguns benefícios para clubes e SAFs.

    Entre eles estão a antecipação de caixa, a redução da dependência de empréstimos bancários, a possibilidade de custo financeiro menor e a criação de uma estrutura com governança mais clara.

    Além disso, o FIDC pode permitir que a SAF planeje melhor seu fluxo de caixa, especialmente em um setor marcado por receitas variáveis, folha salarial elevada e necessidade constante de investimento esportivo.

    Quais são os riscos e cuidados?

    Apesar das vantagens, a operação exige atenção.

    O principal cuidado está na qualidade dos recebíveis cedidos ao fundo. Se os créditos não forem bem avaliados, se houver inadimplência ou se as receitas projetadas não se confirmarem, a estrutura pode sofrer pressão.

    Também é importante observar a governança, a transparência das informações, a segregação patrimonial, a disciplina financeira da SAF e os critérios de elegibilidade dos recebíveis.

    Um FIDC bem estruturado depende de lastro real, contratos claros, controles contábeis adequados e acompanhamento constante da carteira.

    Por que o tema importa para o mercado de recebíveis?

    A notícia é relevante não apenas para o futebol, mas para todo o mercado de recebíveis.

    O caso mostra como diferentes setores podem usar FIDCs para transformar receitas futuras em liquidez imediata.

    Para empresas que atuam com securitização, factoring, crédito estruturado, fundos de investimento e antecipação de recebíveis, o exemplo reforça a importância de governança, lastro, documentação e qualidade dos créditos.

    Como a contabilidade entra nesse processo?

    A contabilidade tem papel essencial em estruturas como o FIDC do Atlético-MG.

    Ela ajuda a organizar a identificação dos recebíveis, a conciliação dos fluxos financeiros, o registro das cessões, o acompanhamento das receitas e a análise dos impactos no caixa e no resultado.

    Também contribui para dar mais transparência à operação, especialmente quando há investidores, obrigações contratuais e receitas futuras envolvidas.

    Em estruturas com direitos creditórios, a informação contábil precisa ser clara, rastreável e compatível com os contratos que sustentam a operação.

    Leia também o nosso conteúdo sobre FIDCs e duplicatas escriturais: o que muda?

    Conclusão

    O FIDC do Atlético-MG representa mais um passo na aproximação entre futebol, SAFs e mercado de capitais.

    Ao estruturar um fundo para antecipar R$ 90 milhões em receitas, a SAF do clube busca transformar recebíveis futuros em liquidez imediata, usando uma estrutura com critérios de governança e lastro em receitas recorrentes.

    A operação também mostra como os FIDCs podem ser aplicados em setores além do mercado empresarial tradicional, desde que exista receita futura verificável, documentação adequada e controle sobre os créditos cedidos.

    A ContabilizaíBank acompanha de perto o mercado de recebíveis, FIDCs e estruturas financeiras. Fale com nossos especialistas e entenda como uma contabilidade especializada pode apoiar empresas que atuam com crédito, securitização e direitos creditórios. Somos especialistas em contabilidade para securitizadorasfactorings ESCs.

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    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

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