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  • MAG amplia atuação em FIDCs com aquisição bilionária

    MAG amplia atuação em FIDCs com aquisição bilionária

    A MAG Investimentos avançou no mercado de crédito estruturado ao adquirir a operação de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios da More Invest.

    A transação envolve aproximadamente R$ 4,5 bilhões em ativos, distribuídos em dez fundos, e eleva o patrimônio administrado pela gestora para perto de R$ 25 bilhões.

    O movimento também inclui a incorporação de parte da equipe responsável pela estratégia de FIDCs da More Invest.

    Mais do que uma aquisição de ativos, a operação reforça o crescimento dos FIDCs no mercado financeiro brasileiro e mostra como grandes gestoras estão ampliando sua exposição ao crédito estruturado.

    O que muda com a aquisição dos FIDCs da More Invest?

    Com a operação, a MAG Investimentos passa a oferecer uma estratégia que ainda não fazia parte de seu portfólio.

    A gestora já atuava em segmentos como renda fixa tradicional e crédito privado, mas ainda não possuía uma frente dedicada ao crédito estruturado por meio de FIDCs.

    A aquisição permite ampliar a oferta de produtos para públicos como:

    • plataformas de investimento;
    • family offices;
    • fundos de pensão;
    • investidores institucionais;
    • distribuidores de produtos financeiros.

    A More Invest, por sua vez, continua operando em outras classes de ativos.

    A MAG manterá a estratégia de FIC-FIDCs

    A operação adquirida continuará utilizando o modelo de fundos de cotas de FIDCs, conhecidos como FIC-FIDCs.

    Nesse formato, o fundo não investe diretamente nos direitos creditórios. Ele aplica seus recursos em cotas de diferentes FIDCs.

    Na prática, isso permite montar uma carteira composta por fundos administrados ou geridos por diferentes instituições e expostos a variados tipos de recebíveis.

    Por que investir por meio de fundos de cotas?

    Segundo as informações divulgadas sobre a transação, a MAG considera que o modelo reduz potenciais conflitos de interesse.

    Isso ocorre porque a gestora não participa diretamente da originação do crédito nem da estruturação dos veículos investidos.

    Sua atuação fica concentrada na análise, na seleção e no acompanhamento dos gestores e das carteiras.

    O modelo também pode ampliar a diversificação, já que o patrimônio pode ser distribuído entre diferentes fundos, operações, gestores e tipos de direitos creditórios.

    Ainda assim, a diversificação não elimina os riscos.

    A qualidade dos recebíveis, as garantias, a subordinação, a concentração da carteira e a capacidade dos devedores continuam sendo elementos relevantes para a avaliação de um FIDC.

    O que são FIDCs?

    Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios reúnem recursos de investidores para aplicação em recebíveis originados por empresas e outras organizações.

    Esses recebíveis podem surgir de atividades:

    • comerciais;
    • industriais;
    • imobiliárias;
    • financeiras;
    • de prestação de serviços;
    • de diferentes cadeias produtivas.

    Entre os ativos que podem compor essas estruturas estão duplicatas, parcelas de contratos, recebíveis comerciais e outros créditos que uma empresa tem a receber.

    Tecnologia será usada no monitoramento dos fundos

    A equipe incorporada pela MAG possui experiência de aproximadamente uma década na estratégia.

    Outro destaque é o uso de uma plataforma própria apoiada por inteligência artificial para acompanhar os fundos investidos.

    Segundo as informações divulgadas, o monitoramento pode alcançar inclusive as garantias relacionadas às operações que compõem as carteiras.

    O uso de tecnologia nesse segmento é relevante porque os FIDCs podem envolver grande volume de dados, como:

    • quantidade de recebíveis;
    • perfil dos devedores;
    • índices de atraso;
    • níveis de inadimplência;
    • concentração por cedente;
    • cobertura das garantias;
    • evolução das cotas;
    • comportamento das carteiras.

    Ferramentas de análise e automação podem ajudar a identificar alterações de risco com mais rapidez.

    Porém, a tecnologia não substitui a avaliação técnica, a governança e os controles internos da gestora.

    Juros elevados favorecem o crédito estruturado?

    A MAG avalia que o ambiente de juros elevados e a busca das empresas por novas formas de financiamento podem continuar impulsionando o mercado de FIDCs.

    Para as empresas, essas estruturas podem representar uma alternativa ao crédito bancário tradicional.

    Por meio da antecipação ou cessão de recebíveis, uma organização pode acessar recursos com base em valores que tem a receber no futuro.

    Para os investidores, os fundos podem oferecer exposição ao crédito privado e diferentes possibilidades de retorno.

    Entretanto, o potencial de remuneração deve ser analisado em conjunto com os riscos da carteira, a liquidez, os prazos e as características das cotas.

    Na estratégia adquirida, os principais fundos possuem prazos de resgate de 30 e 60 dias e apresentam retornos divulgados na faixa de CDI mais 2% a CDI mais 3%.

    Esses números se referem aos fundos mencionados na operação e não representam garantia de rentabilidade futura.

    Aquisição reforça consolidação do mercado de FIDCs

    A compra da operação da More Invest é a maior incorporação realizada pela MAG desde 2022.

    Antes dela, a gestora havia absorvido o Cash Renda Fixa e um fundo de ações da Somma Asset.

    Com a nova transação, a empresa reforça uma estratégia de crescimento que combina expansão orgânica e aquisições.

    O movimento também demonstra que o mercado de FIDCs está atraindo gestoras que antes concentravam suas operações em produtos mais tradicionais.

    Esse processo pode resultar em:

    • maior competição entre gestoras;
    • desenvolvimento de novas estratégias;
    • aumento da demanda por profissionais especializados;
    • maior uso de tecnologia no monitoramento de carteiras;
    • expansão da distribuição dos fundos;
    • fortalecimento da governança e dos controles.

    Ao mesmo tempo, a entrada de instituições maiores tende a elevar o nível de exigência sobre transparência, análise de risco, prestação de informações e acompanhamento dos ativos.

    O que esse movimento representa para o mercado?

    A aquisição mostra que os FIDCs estão deixando de ocupar uma posição restrita dentro do mercado de capitais e ganhando espaço no portfólio de grandes gestoras.

    Para empresas que atuam na estruturação, administração, gestão, custódia, controladoria ou distribuição desses fundos, esse crescimento traz novas oportunidades e responsabilidades.

    Quanto maior o volume administrado, maior também a necessidade de atenção a temas como:

    • regras da CVM;
    • controles internos;
    • demonstrações financeiras;
    • classificação dos direitos creditórios;
    • conciliação das operações;
    • prestação de informações;
    • acompanhamento de riscos;
    • obrigações fiscais e contábeis.

    Para consultar a regulamentação aplicável aos fundos, acesse o Anexo Normativo II da Resolução CVM 175.

    Contabilidade especializada acompanha a expansão dos FIDCs

    O crescimento do crédito estruturado aumenta a complexidade operacional das empresas que fazem parte desse mercado.

    Gestoras, securitizadoras e outras instituições financeiras precisam manter processos contábeis e regulatórios alinhados às características de suas operações.

    A ContabilizaíBank atua com contabilidade especializada para mercado de capitais e crédito, apoiando a organização de rotinas contábeis, fiscais e financeiras.

    Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos atualizados.

    Autor: Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: MAG amplia atuação em FIDCs com aquisição bilionária
  • FIDCs no crédito privado ganham força com Selic alta

    FIDCs no crédito privado ganham força com Selic alta

    Os FIDCs no crédito privado estão ganhando mais atenção em um cenário de Selic elevada, spreads comprimidos e maior preocupação com risco corporativo.

    Com juros altos por mais tempo, investidores e gestores passaram a olhar menos apenas para rentabilidade e mais para proteção. Nesse contexto, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios aparecem como uma alternativa relevante dentro da renda fixa.

    A razão está na combinação entre retorno, diversificação de recebíveis e mecanismos estruturais de proteção.

    Por que os FIDCs no crédito privado estão em destaque?

    Os FIDCs no crédito privado ganharam espaço porque o mercado passou a exigir mais seletividade.

    Durante um período recente, muitos títulos de crédito privado, especialmente debêntures, tiveram forte compressão de spreads. Isso significa que o prêmio pago ao investidor caiu.

    O problema é que essa redução ocorreu em um momento em que os riscos corporativos aumentaram. Ou seja, o investidor passou a receber menos retorno adicional justamente quando o risco de crédito ficou mais relevante.

    Nesse ambiente, os FIDCs chamam atenção por oferecerem uma estrutura diferente.

    O que são FIDCs?

    FIDCs são Fundos de Investimento em Direitos Creditórios. Eles investem em recebíveis, que são valores a receber originados de vendas, financiamentos, parcelas, contratos ou outras operações de crédito.

    Na prática, um FIDC pode reunir diversos direitos creditórios em uma única estrutura.

    Esses recebíveis podem ter origem em segmentos como:

    • crédito consignado;
    • financiamento de veículos;
    • cartões;
    • duplicatas;
    • crédito ao consumidor;
    • recebíveis comerciais;
    • contratos empresariais.

    Essa diversificação pode ajudar a reduzir a dependência de um único devedor ou emissor.

    Selic alta muda a lógica do crédito privado

    A Selic elevada altera a forma como empresas, investidores e gestores avaliam o crédito privado.

    Quando os juros permanecem altos por mais tempo, as empresas tendem a enfrentar maior pressão financeira. O custo da dívida sobe, a cobertura de juros pode piorar e o risco de inadimplência ganha mais peso.

    Ao mesmo tempo, os títulos públicos passam a oferecer retornos elevados, sem risco corporativo direto.

    Por isso, para o crédito privado continuar atrativo, ele precisa entregar mais do que retorno. Ele precisa oferecer qualidade de estrutura, proteção e boa análise de risco.

    É nesse ponto que os FIDCs no crédito privado ganham relevância.

    Spreads baixos aumentam a busca por proteção

    O spread é o prêmio que um título de crédito privado paga acima de uma referência, como o CDI.

    Quando os spreads ficam muito baixos, o investidor recebe menos compensação pelo risco assumido.

    Esse movimento foi observado em debêntures de empresas de alta qualidade, que passaram a pagar prêmios menores em relação ao CDI. Para alguns gestores, esse retorno deixou de compensar o risco de determinadas operações.

    Com isso, parte dos investidores passou a buscar alternativas com melhor relação entre risco e retorno.

    Os FIDCs podem se destacar nesse cenário porque combinam remuneração competitiva com mecanismos de proteção próprios da estrutura do fundo.

    Por que os FIDCs podem oferecer mais proteção?

    Uma das principais diferenças entre FIDCs e debêntures está na estrutura de risco.

    Em uma debênture, o investidor depende diretamente da capacidade de pagamento de uma empresa emissora. Se essa companhia enfrentar dificuldades financeiras, o risco recai sobre o título.

    Já em muitos FIDCs, o risco está distribuído entre diversos recebíveis. Isso pode reduzir a concentração em um único devedor.

    Além disso, os FIDCs podem ter classes diferentes de cotas, como:

    • cotas seniores;
    • cotas mezanino;
    • cotas subordinadas.

    As cotas subordinadas funcionam como uma camada de proteção. Em caso de inadimplência ou perda na carteira, elas tendem a absorver os impactos antes das cotas seniores.

    Por isso, em um fundo bem estruturado, o investidor sênior pode contar com um “colchão” de proteção maior.

    FIDCs e debêntures: qual a diferença para o investidor?

    FIDCs e debêntures pertencem ao universo do crédito privado, mas funcionam de formas diferentes.

    Debêntures

    As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas. O investidor empresta dinheiro para uma companhia e recebe juros por isso.

    O risco está ligado à capacidade daquela empresa honrar seus compromissos.

    FIDCs

    Os FIDCs compram ou investem em direitos creditórios. O pagamento ao investidor depende da performance da carteira de recebíveis.

    Quando o fundo é pulverizado, o risco pode estar distribuído entre muitos devedores ou operações.

    Essa diferença ajuda a explicar por que os FIDCs no crédito privado podem ser considerados mais defensivos em determinados cenários.

    O papel da pulverização dos recebíveis

    A pulverização é um dos pontos mais importantes na análise de um FIDC.

    Um fundo com carteira concentrada em poucos devedores pode apresentar risco elevado. Já um fundo com centenas ou milhares de recebíveis pode diluir melhor os impactos de inadimplência pontual.

    Essa característica não elimina o risco, mas pode tornar a estrutura mais resiliente.

    Por isso, ao avaliar FIDCs, gestores costumam observar:

    • qualidade dos recebíveis;
    • nível de pulverização da carteira;
    • histórico de inadimplência;
    • critérios de elegibilidade;
    • subordinação;
    • garantias;
    • atuação do gestor;
    • qualidade dos prestadores de serviço.

    A proteção depende da combinação entre estrutura, documentação, gestão e acompanhamento contínuo.

    Crédito privado exige mais seletividade

    O cenário atual mostra que o crédito privado não deve ser analisado apenas pela taxa oferecida.

    Com Selic alta, spreads comprimidos e aumento dos riscos corporativos, a seleção dos ativos se torna mais importante.

    Investidores precisam entender que retornos maiores podem estar associados a riscos maiores. Por isso, a gestão profissional ganha relevância.

    No caso dos FIDCs, é essencial avaliar não apenas a rentabilidade, mas também a estrutura do fundo, a qualidade dos recebíveis e a capacidade de absorver perdas.

    Gestão profissional ganha importância

    A expansão do crédito privado levou mais investidores pessoa física a acessarem debêntures, CRIs, CRAs e fundos de crédito.

    No entanto, nem sempre o acesso à informação acompanha esse crescimento.

    Em momentos de estresse, reestruturação ou inadimplência, investidores que contam com acompanhamento especializado tendem a ter mais condições de avaliar riscos e tomar decisões.

    Por isso, a proteção no crédito privado não depende apenas de diversificação. Ela também envolve análise, monitoramento e gestão ativa.

    Essa é uma das razões pelas quais os FIDCs no crédito privado têm sido avaliados com mais atenção por gestores.

    FIDCs são uma boa alternativa em renda fixa?

    Os FIDCs podem ser uma alternativa interessante dentro da renda fixa, especialmente para investidores que buscam exposição ao crédito privado com estrutura mais protegida.

    No entanto, eles não são livres de risco.

    Antes de investir, é importante observar:

    • tipo de recebível que compõe a carteira;
    • nível de subordinação;
    • concentração por devedor;
    • histórico do gestor;
    • liquidez do fundo;
    • regras de resgate;
    • rating, quando houver;
    • documentação da operação;
    • cenário econômico.

    O ponto central é que os FIDCs podem fazer sentido quando a estrutura é bem montada e quando o risco é compatível com o perfil do investidor.

    O que essa tendência mostra para o mercado?

    A maior procura por FIDCs indica uma mudança na forma como o mercado olha para o crédito privado.

    Em vez de buscar apenas títulos que paguem CDI mais um prêmio, gestores passaram a considerar a qualidade da estrutura.

    Isso significa olhar para proteção, diversificação, governança e capacidade de atravessar períodos de maior inadimplência.

    Nesse novo cenário, os FIDCs podem ganhar mais espaço, principalmente quando oferecem uma carteira pulverizada e mecanismos eficientes de absorção de perdas.

    Leia também: Crescimento dos FIDCs: por que o mercado avança?

    Conclusão

    Os FIDCs no crédito privado vêm ganhando força porque oferecem uma combinação importante para o momento atual: rentabilidade, estrutura e proteção.

    Com Selic alta por mais tempo, spreads comprimidos e aumento dos riscos corporativos, o investidor passou a olhar com mais cuidado para a qualidade do risco assumido.

    Nesse ambiente, FIDCs bem estruturados podem se destacar em relação a outros instrumentos de crédito privado, especialmente por conta da pulverização dos recebíveis e da existência de cotas subordinadas.

    Ainda assim, a análise deve ser criteriosa. O fundo precisa ser bem estruturado, ter boa governança, carteira consistente e gestão profissional.

    Para empresas, gestoras, securitizadoras e participantes do mercado financeiro, o avanço dos FIDCs reforça a importância de uma operação organizada, transparente e preparada para um ciclo de crédito mais seletivo.

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    ContabilizaíBank é especialista em contabilidade para securitizadorasfactorings ESCs.
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    Autor

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: FIDCs no crédito privado ganham força com Selic alta
  • A duplicata escritural entrou em uma nova etapa no Brasil

    A duplicata escritural entrou em uma nova etapa no Brasil

    A nova infraestrutura promete modernizar um dos principais instrumentos de crédito empresarial do país, reduzindo fraudes, ampliando a concorrência entre financiadores e facilitando o acesso ao crédito, especialmente para pequenas e médias empresas.

    Apesar do nome técnico, a mudança pode ter impacto direto em um mercado estimado em trilhões de reais.

    Banco Central lança novo ecossistema de duplicata escritural

    O Banco Central lançou oficialmente o ecossistema das duplicatas escriturais, uma estrutura digital criada para registrar, organizar e dar mais segurança às operações com recebíveis empresariais.

    A medida representa uma das principais iniciativas de modernização do mercado de crédito corporativo no Brasil.

    Com o novo modelo, a duplicata escritural deixa de funcionar em uma lógica fragmentada e passa a ser registrada em ambiente autorizado, com mais rastreabilidade e controle.

    A entrada em operação ocorre de forma gradual. O sistema avança agora para a fase de produção assistida, etapa que antecede a implementação definitiva.

    O que muda com a duplicata escritural?

    A duplicata escritural é a versão eletrônica da duplicata tradicional, título usado para representar uma venda mercantil ou prestação de serviço com pagamento a prazo.

    Na prática, quando uma empresa vende para outra e concede prazo de pagamento, esse valor futuro pode ser formalizado por meio de uma duplicata.

    A diferença é que, no novo modelo, esse título passa a ser:

    • emitido em formato eletrônico;
    • escriturado em entidade autorizada;
    • registrado em ambiente digital;
    • vinculado à operação comercial real;
    • consultável por financiadores autorizados;
    • mais seguro contra duplicidade e fraudes.

    Com isso, bancos, FIDCs, securitizadoras e outros agentes financeiros poderão avaliar os recebíveis com mais segurança antes de ofertar crédito.

    Por que o modelo atual precisava mudar?

    As duplicatas existem no Brasil desde a década de 1960. Durante muito tempo, o título físico era suficiente para formalizar vendas a prazo.

    No entanto, o mercado se tornou digital, enquanto parte da estrutura operacional continuou baseada em práticas antigas.

    Essa diferença abriu espaço para fragilidades importantes, como duplicatas sem lastro, dificuldade de comprovar a venda original e risco de um mesmo recebível ser usado em mais de uma operação de crédito.

    Além disso, o boleto acabou sendo usado em muitas operações como uma solução prática. Porém, ele é um instrumento de pagamento, e não um título que formaliza juridicamente o direito creditório da mesma forma que a duplicata.

    A duplicata escritural surge justamente para corrigir esse descompasso entre um mercado digital e uma infraestrutura ainda muito dependente de validações manuais.

    Como funciona o novo sistema?

    Com a nova infraestrutura, a duplicata será registrada em uma entidade autorizada pelo Banco Central.

    Esse ambiente funcionará como uma espécie de registro digital dos recebíveis empresariais.

    O fluxo deve funcionar assim:

    1. uma empresa vende produtos ou presta serviços a prazo;
    2. a duplicata é emitida em formato escritural;
    3. o título é registrado em uma entidade autorizada;
    4. o comprador confirma a obrigação de pagamento;
    5. o fornecedor autoriza instituições financeiras a acessarem o recebível;
    6. bancos, FIDCs e securitizadoras podem ofertar crédito;
    7. a empresa escolhe a melhor condição para antecipar o valor.

    Esse processo tende a reduzir a assimetria de informação, pois os financiadores passam a ter dados mais confiáveis sobre a existência, a origem e a titularidade do recebível.

    Duplicata escritural pode reduzir fraudes

    Um dos principais objetivos da duplicata escritural é aumentar a segurança das operações com recebíveis.

    Hoje, o mercado ainda convive com riscos como a emissão de duplicatas sem uma venda real por trás ou a antecipação do mesmo crédito em mais de uma instituição.

    Com o registro eletrônico e a validação em ambiente autorizado, esses riscos tendem a diminuir.

    Isso não significa que fraudes deixarão de existir completamente. Porém, o novo sistema cria uma camada adicional de controle, rastreabilidade e confirmação das informações.

    Mais concorrência entre bancos, FIDCs e securitizadoras

    A duplicata escritural também pode mudar a forma como empresas buscam crédito.

    Hoje, muitas companhias acabam antecipando recebíveis com o banco com o qual já possuem relacionamento. Isso pode limitar a concorrência e reduzir o poder de negociação do empresário.

    Com o novo sistema, o fornecedor poderá autorizar diferentes agentes financeiros a visualizarem sua duplicata registrada.

    Isso abre espaço para que:

    • bancos disputem operações de antecipação;
    • FIDCs avaliem recebíveis com mais segurança;
    • securitizadoras acessem ativos mais padronizados;
    • fintechs ampliem ofertas de crédito;
    • empresas comparem condições entre financiadores.

    Esse ambiente pode funcionar como uma espécie de disputa pelo recebível, na qual diferentes instituições oferecem taxas e condições para financiar a operação.

    Pequenas e médias empresas podem ganhar acesso a crédito

    Embora a implementação comece pelas grandes empresas, o maior impacto da duplicata escritural pode aparecer entre pequenas e médias empresas.

    Hoje, muitas PMEs enfrentam dificuldade para obter capital de giro. Em geral, o crédito é analisado com base no risco da própria empresa, que nem sempre tem histórico financeiro suficiente para conseguir boas condições.

    Com a duplicata escritural, o recebível passa a ter mais relevância na análise.

    Isso significa que uma pequena empresa que vende para uma grande companhia poderá usar esse valor a receber como base para buscar crédito.

    Nesse caso, o financiador pode considerar o risco do comprador, e não apenas o risco da pequena empresa fornecedora.

    Mercado de duplicatas pode chegar a R$ 11 trilhões

    A expectativa em torno da duplicata escritural é grande porque o volume potencial do mercado é expressivo.

    Segundo estimativas citadas pelo setor, o novo ecossistema pode movimentar cerca de R$ 11 trilhões por ano em duplicatas.

    Esse valor mostra o tamanho do mercado de recebíveis empresariais que pode ser melhor aproveitado com uma infraestrutura mais moderna.

    Hoje, uma parte relevante desses ativos ainda não é usada como garantia ou não entra no mercado de crédito por problemas de confirmação, insegurança jurídica, risco de fraude ou limitações operacionais.

    Implementação da duplicata escritural será gradual

    A implementação da duplicata escritural não acontecerá de uma vez.

    Após a fase de produção assistida, a obrigatoriedade deve avançar por etapas. Primeiro, grandes empresas entram no sistema. Depois, a exigência deve alcançar empresas médias e, posteriormente, pequenas empresas.

    Essa transição escalonada permite que companhias, financiadores e entidades autorizadas ajustem seus sistemas e processos.

    Entre os agentes que participam desse novo ecossistema estão registradoras, escrituradoras, bancos, fintechs, FIDCs, securitizadoras e empresas que atuam com antecipação de recebíveis.

    Leia também: Banco Central lança ecossistema de duplicatas escriturais

    O que empresas e agentes financeiros devem observar?

    A chegada da duplicata escritural exige atenção de empresas que vendem a prazo e também de quem financia recebíveis.

    Para fornecedores, a mudança pode representar novas oportunidades de crédito e melhores condições de negociação.

    Para financiadores, a nova estrutura pode ampliar o acesso a ativos mais seguros, rastreáveis e padronizados.

    Alguns pontos merecem atenção:

    • organização das vendas a prazo;
    • controle dos recebíveis;
    • integração entre sistemas internos e registradoras;
    • revisão dos processos de antecipação;
    • acompanhamento das regras do Banco Central;
    • preparação para a obrigatoriedade gradual;
    • análise das oportunidades.

    Quanto mais estruturada estiver a operação, maior tende a ser o aproveitamento da nova infraestrutura.

    Conclusão

    A duplicata escritural pode transformar a forma como empresas usam recebíveis no Brasil.

    Com registro eletrônico, mais rastreabilidade e maior segurança jurídica, o novo ecossistema criado pelo Banco Central tende a reduzir fraudes, ampliar a concorrência entre financiadores e destravar um mercado estimado em trilhões de reais.

    Para pequenas e médias empresas, o impacto pode ser ainda mais relevante. A possibilidade de usar recebíveis de forma mais transparente pode facilitar o acesso ao crédito e melhorar as condições de capital de giro.

    A mudança também abre espaço para novas operações, mais eficiência e maior competição.

    Se a sua empresa atua com crédito, recebíveis, antecipação, FIDCs ou securitização, este é o momento de acompanhar a implementação da duplicata escritural e preparar seus processos para essa nova fase do mercado.

    Quer entender como a duplicata escritural pode impactar sua operação? Fale com uma contabilidade especializada em empresas do mercado financeiro e organize sua estrutura para esse novo cenário.

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    Autor

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

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  • Recuperação judicial da Coteminas usa FIDC e FII

    Recuperação judicial da Coteminas usa FIDC e FII

    A recuperação judicial da Coteminas trouxe ao mercado uma estrutura pouco comum para reorganizar dívidas e operacionalizar parte do pagamento aos credores.

    Segundo informações divulgadas, a Companhia de Tecidos Norte de Minas estruturou o FIDC UPI Quirografários como um dos mecanismos previstos no plano de recuperação judicial homologado em maio de 2026.

    O plano também contempla o FII UPI Imobiliária, criando uma estrutura interligada entre fundos para apoiar a reestruturação de passivos superiores a R$ 2 bilhões.

    Na prática, o caso mostra como instrumentos do mercado de capitais podem ser utilizados em processos de reestruturação empresarial, especialmente quando há ativos, recebíveis e créditos a serem organizados de forma mais eficiente.

    O que prevê a recuperação judicial da Coteminas?

    A recuperação judicial da Coteminas prevê uma solução estruturada para lidar com um passivo bilionário.

    Em vez de depender apenas da venda imediata de ativos ou de um parcelamento tradicional, o plano utiliza veículos de investimento para organizar parte da relação entre empresa, ativos e credores.

    Entre os principais elementos da estrutura estão:

    • criação do FIDC UPI Quirografários;
    • utilização do FII UPI Imobiliária;
    • pagamento de credores por meio de cotas;
    • organização de ativos imobiliários e industriais;
    • reestruturação de passivos quirografários;
    • administração e gestão por instituições especializadas.

    Esse desenho chama atenção porque combina recuperação judicial, fundos estruturados e governança de credores em uma mesma operação.

    Como funciona a estrutura entre FIDC e FII?

    A engenharia financeira da recuperação judicial da Coteminas interliga dois tipos de fundos: um FIDC e um FII.

    Embora cada fundo tenha uma função específica, eles atuam de forma complementar dentro do plano.

    FIDC UPI Quirografários

    O FIDC UPI Quirografários foi estruturado para apoiar a reorganização dos créditos quirografários, ou seja, créditos sem garantia real.

    De acordo com as informações divulgadas, o fundo foi constituído em maio de 2026, em formato de condomínio fechado, com prazo de duração indeterminado e subclasses de cotas sênior e subordinada.

    A administração é exercida pelo Banco Daycoval, enquanto a gestão da carteira cabe à Tivio Capital DTVM.

    Na prática, esse tipo de estrutura pode permitir que determinados credores recebam cotas do fundo como forma de pagamento ou reorganização de seus créditos.

    FII UPI Imobiliária

    O FII UPI Imobiliária, por sua vez, está relacionado à organização dos ativos imobiliários da companhia.

    Esse fundo pode reunir imóveis, parques fabris ou ativos industriais, permitindo que os gestores administrem, vendam, aluguem ou utilizem esses bens como fonte de geração de valor para os credores.

    Com isso, a recuperação judicial passa a depender menos da liquidação imediata dos ativos e mais de uma estrutura organizada para monetização ao longo do tempo.

    Por que essa estrutura chama atenção?

    A estrutura prevista na recuperação judicial da Coteminas chama atenção porque foge do modelo mais tradicional de pagamento aos credores.

    Em muitos processos, a recuperação judicial envolve deságios, parcelamentos longos, venda direta de ativos e reorganização operacional.

    No caso da Coteminas, o uso combinado de FIDC e FII permite uma alternativa mais sofisticada.

    Essa estrutura pode trazer alguns objetivos importantes:

    • evitar a venda imediata de ativos por valores pressionados;
    • organizar créditos e ativos em veículos regulados;
    • dar mais transparência à gestão dos recursos;
    • permitir participação dos credores por meio de cotas;
    • criar uma estrutura de governança para acompanhamento;
    • facilitar a monetização gradual de ativos.

    Como os credores podem ser pagos?

    Um dos pontos centrais da notícia é a forma de pagamento aos credores.

    Na estrutura proposta, parte dos créditos pode ser convertida em cotas de fundos. Isso significa que, em vez de receber imediatamente em dinheiro, determinados credores passam a deter participação em veículos que concentram ativos, créditos ou direitos econômicos.

    Esse modelo pode permitir que o credor participe de uma possível recuperação de valor ao longo do tempo, dependendo da performance dos ativos e da execução do plano.

    O que é uma UPI na recuperação judicial?

    UPI significa Unidade Produtiva Isolada.

    Em processos de recuperação judicial, uma UPI pode reunir determinados ativos ou operações de uma empresa em crise, permitindo sua venda, transferência ou organização de forma separada.

    No caso da Coteminas, a lógica de UPI aparece vinculada à criação de estruturas como o FIDC UPI Quirografários e o FII UPI Imobiliária.

    Isso ajuda a separar ativos e créditos em veículos próprios, facilitando governança, acompanhamento e eventual monetização.

    O que esse caso mostra para o mercado?

    A recuperação judicial da Coteminas mostra uma tendência relevante: o uso de fundos estruturados como ferramentas para reorganizar empresas em crise.

    FIDCs, FIIs e outros veículos regulados podem cumprir funções importantes em operações complexas, especialmente quando há:

    • passivos elevados;
    • muitos credores envolvidos;
    • ativos imobiliários relevantes;
    • recebíveis ou créditos a organizar;
    • necessidade de governança;
    • busca por alternativas à liquidação imediata.

    Para o mercado de capitais, o caso reforça como a estruturação financeira pode ir além da captação de recursos. Ela também pode ser usada como instrumento de reorganização, pagamento e preservação de valor.

    Pontos de atenção da operação

    Apesar da inovação, esse tipo de estrutura exige acompanhamento cuidadoso.

    A interligação entre FIDC, FII, credores e ativos depende de governança, transparência e boa execução operacional.

    Entre os principais pontos de atenção estão:

    • avaliação correta dos ativos;
    • regras de conversão dos créditos em cotas;
    • liquidez das cotas recebidas pelos credores;
    • governança dos fundos;
    • qualidade da administração e gestão;
    • comunicação com os credores;
    • acompanhamento contábil e regulatório;
    • execução do plano aprovado.

    Em estruturas dessa complexidade, a contabilidade e os controles internos têm papel importante para garantir clareza sobre patrimônio, direitos, obrigações, receitas, despesas e movimentações.

    Leia nosso conteúdo sobre: Crédito privado no Brasil entra em nova fase

    Conclusão

    A recuperação judicial da Coteminas se destaca por utilizar uma estrutura interligada entre FIDC e FII para apoiar o pagamento de credores e a reorganização de um passivo superior a R$ 2 bilhões.

    O caso mostra como fundos estruturados podem ser aplicados em situações complexas, envolvendo créditos, ativos imobiliários, governança e reestruturação empresarial.

    Ao mesmo tempo, reforça que operações desse tipo exigem controle, conformidade e acompanhamento especializado.

    A ContabilizaíBank possui mais de 22 anos de mercado e acompanha empresas que atuam com crédito, recebíveis e mercado de capitais, ajudando a transformar estruturas complexas em operações mais organizadas, seguras e transparentes.

    Somos especialista em contabilidade para mercado de capitais e de recebíveis.
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    Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos atualizados.

    Autor

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: Recuperação judicial da Coteminas usa FIDC e FII
  • Duplicata escritural para FIDCs: nova segurança

    Duplicata escritural para FIDCs: nova segurança

    A duplicata escritural para FIDCs chega como uma nova camada de segurança para o mercado de recebíveis.

    Segundo comunicado divulgado pela B3, o modelo deve ajudar fundos de investimento em direitos creditórios a acompanhar digitalmente o ciclo dos recebíveis, identificar documentos duplicados, reduzir inconsistências e detectar possíveis fraudes antes que os ativos entrem nas carteiras.

    Na prática, a novidade reforça um ponto essencial para os FIDCs: quanto maior a qualidade das informações sobre os recebíveis, menor tende a ser o risco operacional na aquisição e no acompanhamento dos ativos.

    Duplicata escritural chega para blindar os FIDCs

    A chegada da duplicata escritural representa um avanço importante para os FIDCs porque transforma o controle dos recebíveis em um processo mais digital, padronizado e rastreável.

    A duplicata é um título usado para comprovar vendas a prazo ou prestações de serviço. Com a versão escritural, esse título passa a existir em formato eletrônico, com registros digitais que acompanham sua trajetória desde a emissão até a liquidação.

    Isso permite que gestores, administradores e demais participantes tenham mais visibilidade sobre o recebível antes de sua entrada na carteira.

    O que muda para os FIDCs com a duplicata escritural?

    Com a duplicata escritural para FIDCs, os fundos passam a contar com informações mais estruturadas para analisar os direitos creditórios.

    Entre os principais pontos da mudança, estão:

    • acompanhamento digital do ciclo dos recebíveis;
    • identificação de duplicatas cruzadas;
    • maior rastreabilidade das movimentações;
    • análise da autenticidade dos títulos;
    • redução de documentos inconsistentes;
    • apoio à avaliação do risco de inadimplência;
    • menor dependência de processos manuais.

    Esse novo ambiente tende a tornar a análise dos recebíveis mais segura e eficiente.

    Menos fraudes e menos recebíveis duplicados

    Um dos principais destaques da notícia é o potencial da duplicata escritural para reduzir fraudes e recebíveis duplicados.

    Esse ponto é especialmente relevante para os FIDCs, que dependem da qualidade dos ativos que entram nas carteiras.

    Quando um recebível é duplicado, inconsistente ou possui falhas de origem, o fundo pode enfrentar riscos operacionais, financeiros e reputacionais. Com registros digitais padronizados, a identificação desses problemas tende a ser mais rápida.

    A rastreabilidade também ajuda a verificar se determinado título já foi registrado, cedido ou utilizado em outra operação.

    Monitor de Recebíveis da B3 apoia a análise

    Para apoiar essa transição, a B3 disponibiliza o Monitor de Recebíveis, uma solução voltada ao acompanhamento de cedentes, sacados e títulos registrados.

    De acordo com a notícia, a ferramenta utiliza mais de 80 regras de risco, consulta dados da Secretaria da Fazenda e ajuda a detectar sinais importantes, como:

    • duplicatas cruzadas;
    • volatilidade nos pagamentos;
    • tendências de atraso;
    • risco de cancelamento;
    • sinais de necessidade de caixa;
    • inconsistências nos títulos.

    Com isso, os FIDCs podem ter mais elementos para avaliar a qualidade dos recebíveis e antecipar riscos antes que eles se tornem problemas maiores.

    Link externo confiável sugerido: B3

    Mais dados para tomada de decisão

    Outro impacto relevante da duplicata escritural para FIDCs é o acesso a dados estruturados e atualizados em tempo quase real.

    Isso muda a forma como os fundos podem analisar os ativos.

    Em vez de depender apenas de conferências manuais e documentos isolados, os participantes passam a ter uma visão mais organizada sobre a origem, o histórico e o comportamento dos recebíveis.

    Essa evolução pode contribuir para:

    • decisões mais rápidas;
    • maior segurança na aquisição dos ativos;
    • melhoria no monitoramento das carteiras;
    • redução de custos operacionais;
    • mais transparência para o mercado.

    A transição também exige adaptação

    Apesar dos benefícios, a adoção da duplicata escritural não acontece sem ajustes.

    FIDCs, securitizadoras, gestoras, administradoras e empresas que operam com recebíveis precisarão revisar processos, sistemas e rotinas internas.

    A mudança envolve tecnologia, mas também envolve governança, organização contábil e controle operacional.

    Entre os pontos que merecem atenção, estão:

    • qualidade das informações registradas;
    • integração entre sistemas;
    • conferência dos dados dos recebíveis;
    • adequação dos processos internos;
    • acompanhamento das exigências do mercado;
    • alinhamento entre áreas financeira, contábil e operacional.

    Por que a notícia importa para o mercado de recebíveis?

    A notícia mostra que o mercado de recebíveis está caminhando para um ambiente mais seguro, digital e rastreável.

    Para os FIDCs, isso pode representar mais proteção contra fraudes e mais clareza na avaliação dos ativos.

    No caso dos gestores, pode significar mais eficiência na análise das carteiras.

    E para os investidores, a mudança tende a reforçar a transparência e a confiança nas operações.

    E para empresas cedentes, a duplicata escritural pode tornar ainda mais importante manter recebíveis bem organizados, dados consistentes e processos financeiros estruturados.


    Leia também o nosso artigo sobre Crescimento dos FIDCs: por que o mercado avança?

    Conclusão

    A duplicata escritural para FIDCs chega como uma resposta importante a desafios históricos do mercado de recebíveis: fraudes, duplicidade de documentos, falhas de informação e dificuldade de rastreamento.

    Com registros digitais, dados estruturados e soluções como o Monitor de Recebíveis da B3, os fundos passam a contar com mais segurança para analisar e acompanhar os ativos.

    Mas a tecnologia, sozinha, não resolve tudo. Para aproveitar essa nova fase, é essencial que os participantes do mercado também tenham processos bem definidos, controles internos sólidos e uma contabilidade preparada para acompanhar a complexidade das operações.

    Com mais de 22 anos de mercado, a ContabilizaíBank acompanha empresas que atuam com crédito, recebíveis e mercado de capitais, ajudando a transformar informação, controle e conformidade em segurança para crescer. Somos especialista em contabilidade para securitizadorasfactorings ESCs.
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    Autor

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: Duplicata escritural para FIDCs: nova segurança
  • Crescimento dos FIDCs: por que o mercado avança?

    Crescimento dos FIDCs: por que o mercado avança?

    O crescimento dos FIDCs tem chamado atenção no mercado financeiro brasileiro. Mesmo em um cenário de crédito mais restrito, os fundos de investimento em direitos creditórios seguem ganhando espaço como alternativa de financiamento para empresas.

    Segundo os dados apresentados, a indústria de FIDCs alcançou R$ 754 bilhões em maio, com alta de 10% em um ano. A expectativa do setor é que esse mercado possa chegar a R$ 1 trilhão nos próximos meses.

    Na prática, esse movimento mostra que os recebíveis estão se tornando cada vez mais relevantes para empresas que precisam de capital e para investidores que buscam exposição ao crédito privado.

    O que explica o crescimento dos FIDCs?

    O crescimento dos FIDCs ocorre em um momento de maior cautela no mercado de crédito privado.

    Com volatilidade, juros elevados e companhias mais alavancadas, muitas empresas encontram mais dificuldade para captar recursos por meio de instrumentos tradicionais, como debêntures.

    Nesse contexto, os FIDCs ganham força porque permitem transformar direitos creditórios em fonte de financiamento.

    Em vez de depender apenas de empréstimos bancários ou emissões tradicionais, empresas que possuem valores a receber podem acessar capital por meio da venda desses créditos para fundos especializados.

    O que são FIDCs?

    FIDCs são fundos de investimento em direitos creditórios.

    Na prática, eles compram recebíveis de empresas, como duplicatas, parcelas de vendas, contratos, créditos de cartão, financiamentos ou outros valores a receber.

    A empresa antecipa o recebimento desses valores, enquanto o fundo passa a receber os pagamentos dos devedores ao longo do tempo.

    Esse modelo conecta empresas que precisam de caixa, investidores que buscam retorno e recebíveis que servem como base da operação.

    FIDCs em cenário de crédito restrito

    O avanço dos FIDCs se destaca porque ocorre em um ambiente mais seletivo para o crédito privado.

    Enquanto parte do mercado apresenta retração, os fundos de recebíveis continuam registrando crescimento em volume e captação.

    Nos cinco primeiros meses do ano, os FIDCs somaram R$ 41,7 bilhões em emissões primárias, alta de 36,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    No mesmo período, as debêntures totalizaram R$ 146,3 bilhões, mas apresentaram queda anual de 5,9%.

    A leitura é clara: em um mercado mais cauteloso, estruturas baseadas em recebíveis continuam atraindo empresas e investidores.

    Por que os recebíveis ganham importância?

    Toda empresa que vende a prazo possui valores a receber.

    Esses recebíveis podem estar ligados a vendas parceladas, duplicatas, cartões de crédito, contratos, financiamentos ou outras obrigações futuras.

    Quando a empresa precisa de capital antes do vencimento desses valores, pode buscar uma estrutura de antecipação ou financiamento via recebíveis.

    No caso dos FIDCs, esses créditos são reunidos em uma carteira e vendidos ao fundo, que passa a receber os pagamentos conforme os devedores quitam suas obrigações.

    Esse mecanismo ajuda empresas a melhorar o fluxo de caixa e financiar suas atividades sem depender exclusivamente de crédito bancário tradicional.

    Carteiras pulverizadas ajudam a reduzir risco

    Uma característica importante dos FIDCs é a possibilidade de formar carteiras pulverizadas.

    Isso significa que o fundo pode reunir créditos de vários devedores, setores e prazos diferentes.

    Essa diversificação pode ajudar a reduzir a concentração de risco, já que o desempenho da carteira não depende apenas de um único cliente ou contrato.

    Para investidores, esse fator pode tornar o produto mais atrativo, especialmente quando há boa estruturação, análise de crédito e acompanhamento da carteira.

    Empresas de diferentes setores usam FIDCs

    O crescimento dos FIDCs também está ligado à ampliação do perfil das empresas que utilizam esse tipo de estrutura.

    Antes mais concentrados em determinados segmentos, os fundos de recebíveis passaram a atender empresas de diferentes setores da economia.

    Algumas operações envolvem recebíveis de curto prazo, como duplicatas e cartões de crédito.

    Outras usam recebíveis de prazo mais longo, como créditos ligados ao mercado imobiliário, financiamento de veículos e contratos empresariais.

    Esse amadurecimento amplia o alcance dos FIDCs e fortalece o papel dos direitos creditórios no financiamento das empresas.

    Digitalização reduziu custos e aumentou eficiência

    A digitalização também contribui para o crescimento dos FIDCs.

    Com mais tecnologia, registros eletrônicos, integração de dados e processos automatizados, a estruturação e o acompanhamento das carteiras se tornam mais eficientes.

    Isso pode reduzir custos operacionais, melhorar a rastreabilidade dos créditos e facilitar a análise das operações.

    Quanto mais o mercado evolui em infraestrutura, dados e governança, maior tende a ser a capacidade de estruturar operações de crédito com qualidade.

    Tratamento contábil e gestão do caixa

    Um dos pontos que tornam os FIDCs atrativos para empresas é o impacto na gestão financeira.

    A depender da estrutura, a operação pode permitir que a empresa antecipe recebíveis sem que isso seja tratado da mesma forma que uma dívida tradicional no balanço.

    Esse aspecto precisa ser avaliado caso a caso, com atenção à natureza da operação, aos riscos transferidos, aos contratos e ao tratamento contábil adequado.

    Além disso, o FIDC pode ajudar a empresa a gerenciar melhor o caixa, antecipando valores futuros e reduzindo descasamentos entre pagamentos e recebimentos.

    Por que investidores olham para FIDCs?

    Do lado dos investidores, os FIDCs podem oferecer exposição ao crédito privado com características próprias.

    Entre os atrativos apontados pelo mercado estão a diversificação das carteiras, o potencial de retorno e a menor volatilidade em determinados tipos de estrutura.

    Além disso, a ausência de come-cotas é vista como um diferencial em relação a outros fundos.

    Ao mesmo tempo, é importante lembrar que FIDCs também envolvem riscos, como inadimplência, qualidade dos créditos, concentração, liquidez e estruturação inadequada.

    Por isso, a análise da carteira, da governança e da qualidade dos direitos creditórios é essencial.

    O papel dos bancos e fundos de crédito

    O mercado de FIDCs também tem atraído novos compradores.

    Entre eles estão bancos e fundos de crédito, que passaram a usar o produto de forma mais estratégica em suas carteiras.

    Para bancos, os FIDCs podem ser interessantes por questões regulatórias e de alocação de capital.

    Para fundos de crédito, podem representar uma forma de buscar rentabilidade e controlar a volatilidade dos portfólios.

    Esse movimento amplia a base de investidores e fortalece ainda mais o mercado.

    Investidor de varejo ainda participa pouco

    Apesar das mudanças regulatórias que permitiram maior acesso do investidor de varejo a cotas de FIDCs, a participação direta desse público ainda é limitada.

    Isso ocorre porque o produto exige compreensão sobre riscos, estrutura, carteira, subordinação, liquidez e qualidade dos direitos creditórios.

    Com o amadurecimento do mercado e a evolução da regulação, a tendência é que o tema ganhe mais visibilidade.

    Ainda assim, FIDCs continuam sendo produtos que exigem análise cuidadosa.

    O que o crescimento dos FIDCs mostra sobre o mercado?

    O crescimento dos FIDCs mostra que o mercado de crédito brasileiro está buscando alternativas mais estruturadas.

    Em um ambiente de crédito restrito, empresas precisam de novas formas de financiamento.

    Ao mesmo tempo, investidores buscam produtos que ofereçam retorno, diversificação e melhor controle de risco.

    Nesse contexto, os recebíveis deixam de ser apenas uma informação financeira da empresa e passam a ser um ativo estratégico.

    Por que governança passa a ser diferencial?

    Com o aumento do volume dos FIDCs, a governança se torna cada vez mais relevante.

    Não basta ter recebíveis. É preciso comprovar a existência, a qualidade e a rastreabilidade desses créditos.

    Isso envolve contratos bem estruturados, controles internos, documentos organizados, conciliações atualizadas e informações contábeis confiáveis.

    Quanto mais sofisticado o mercado se torna, maior é a importância da transparência nas operações.

    Como a contabilidade contribui nesse cenário?

    A contabilidade tem papel estratégico para empresas que atuam com recebíveis, crédito e financiamento empresarial.

    Ela ajuda a organizar informações financeiras, registrar operações corretamente, acompanhar receitas, despesas, cessões, inadimplência, provisões e resultados.

    Também contribui para a leitura gerencial da operação, permitindo que a empresa entenda rentabilidade, riscos e crescimento da carteira.

    No mercado de FIDCs e recebíveis, dados financeiros bem estruturados podem fazer diferença na análise, na gestão e na tomada de decisão.

    Leia também o nosso conteúdo sobre FIDCs e duplicatas escriturais.

    O que observar antes de estruturar operações com recebíveis?

    Empresas que desejam acessar capital por meio de recebíveis precisam avaliar alguns pontos antes de avançar.

    Entre os principais cuidados estão:

    • qualidade dos recebíveis;
    • formalização dos contratos;
    • histórico de pagamento dos devedores;
    • concentração da carteira;
    • prazo médio dos créditos;
    • risco de inadimplência;
    • documentação comprobatória;
    • tratamento contábil da operação;
    • governança e controle interno.

    Esses elementos ajudam a reduzir riscos e aumentam a segurança da operação.

    Conclusão

    O crescimento dos FIDCs mostra que os fundos de recebíveis seguem ganhando relevância no mercado financeiro brasileiro.

    Mesmo em um cenário de crédito mais restrito, os FIDCs avançam porque oferecem uma alternativa para empresas que precisam de capital e para investidores que buscam exposição ao crédito privado.

    Esse movimento reforça a importância dos recebíveis como instrumento de financiamento empresarial.

    Ao mesmo tempo, o avanço do mercado aumenta a exigência por governança, controle, qualidade das informações e tratamento contábil adequado.

    ContabilizaíBank é especialista em contabilidade para securitizadorasfactorings ESCs.
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    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

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