Securitizadora

  • Debêntures incentivadas: mercado aquece antes de mudanças tributárias

    Debêntures incentivadas: mercado aquece antes de mudanças tributárias

    O que são debêntures incentivadas

    As debêntures incentivadas são títulos de dívida emitidos por empresas para financiar projetos de infraestrutura, oferecendo benefícios fiscais ao investidor pessoa física, como a isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos. Criadas para atrair capital privado para obras estratégicas, elas se tornaram uma ferramenta importante no mercado de capitais brasileiro.

    O cenário em 2025

    O mercado de debêntures incentivadas vive um momento de forte aquecimento em 2025. A principal razão é a mudança na tributação prevista para 2026, que encerrará a isenção fiscal para novos títulos. Essa alteração está levando companhias a anteciparem emissões, aproveitando as condições favoráveis atuais.

    Segundo dados da Anbima, apenas no primeiro semestre de 2025, o volume de emissões desse tipo de título chegou a R$ 74,5 bilhões, o maior patamar semestral já registrado. Esse desempenho é impulsionado não só pela questão tributária, mas também por taxas de remuneração atrativas e grande interesse dos investidores.

    Por que as empresas estão emitindo agora

    De acordo com especialistas do mercado, como executivos de grandes bancos de investimento, há três principais fatores por trás da corrida pelas debêntures incentivadas:

    1. Mudanças na tributação — Com a alteração da regra em 2026, emissões realizadas agora ainda contam com a isenção de imposto para o investidor pessoa física.
    2. Spreads reduzidos — O custo de captação para as empresas está mais baixo, tornando o momento atraente para buscar recursos no mercado.
    3. Apetite dos investidores — Fundos de crédito privado seguem com forte captação mensal, criando demanda por papéis de infraestrutura.

    Setores e oportunidades

    Embora o setor elétrico tradicionalmente lidere as emissões, especialistas destacam que 2025 deve ter maior diversificação setorial. Companhias de logística, saneamento, telecomunicações e energia renovável também têm aproveitado o momento para captar recursos.
    O objetivo é garantir financiamento para projetos já aprovados, uma vez que o lastro para emissão não é ilimitado.

    Perspectivas para o restante do ano

    A expectativa é que o ritmo de emissões se intensifique no quarto trimestre de 2025, com empresas acelerando operações antes do cenário eleitoral de 2026. Bancos de investimento já revisaram suas projeções para volumes mais altos, reduzindo a previsão de queda para cerca de 10% em relação a 2024, contra estimativas anteriores de 20%.

    Além disso, a entrada líquida nos fundos de renda fixa e crédito privado tem sustentado o interesse por novas ofertas, o que deve manter os spreads em níveis competitivos.

    O momento para as debêntures incentivadas é único. Com a combinação de benefícios fiscais válidos até 2026, taxas atrativas e demanda aquecida, empresas e investidores encontram uma janela estratégica para participar dessas operações. A tendência é que o mercado siga movimentado até o fim do ano, aproveitando cada oportunidade antes da mudança nas regras.

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

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  • Inadimplência: como reduzir riscos na concessão de crédito

    Inadimplência: como reduzir riscos na concessão de crédito

    A inadimplência é um dos principais desafios para empresas que concedem crédito no Brasil. Com a instabilidade econômica e a concorrência crescente, é fundamental adotar estratégias para reduzir o risco de não pagamento, proteger a carteira de clientes e garantir a saúde financeira do negócio.

    O que é inadimplência

    A inadimplência ocorre quando um cliente deixa de pagar uma dívida no prazo acordado. Além de afetar o fluxo de caixa, o problema gera custos adicionais com cobrança e pode comprometer índices regulatórios exigidos pelo Banco Central.

    Estratégias para evitar a inadimplência

    1. Análise de crédito robusta

    A base para evitar a inadimplência está na concessão responsável de crédito. Uma análise eficiente combina dados tradicionais, como consultas a bureaus de crédito e verificação de renda, com dados alternativos, como informações do Open Finance e histórico de consumo.

    Com ferramentas modernas, é possível integrar diversas fontes de dados e criar modelos preditivos personalizados, automatizando todo o processo de análise de crédito.

    2. Modelos de score personalizados

    Os modelos de score tradicionais nem sempre refletem a realidade de todos os segmentos. Personalizar o score de crédito, utilizando machine learning e variáveis externas, aumenta a precisão na avaliação e reduz o risco de inadimplência.

    3. Estrutura adequada dos produtos de crédito

    Produtos de crédito devem estar alinhados ao perfil e à capacidade de pagamento do cliente. Prazos muito longos ou parcelas incompatíveis com a renda aumentam o risco de inadimplência. Ajustes como amortização customizada, seguros embutidos e opções de refinanciamento podem ajudar a manter o cliente adimplente.

    4. Monitoramento em tempo real da carteira

    Mesmo após a concessão, é essencial acompanhar de perto a carteira de crédito. Ferramentas de monitoramento em tempo real permitem identificar sinais de risco, como atrasos pontuais e mudanças no comportamento de pagamento.

    5. Régua de cobrança eficiente

    Uma régua de cobrança bem estruturada aumenta as chances de recuperar créditos vencidos. Boas práticas incluem:

    • Contato antes do vencimento
    • Comunicação por múltiplos canais
    • Segmentação de devedores por perfil
    • Linguagem humanizada
    • Automatização com negociação digital

    6. Uso de dados para decisões rápidas

    Tomar decisões rápidas é essencial para evitar que pequenos atrasos se tornem inadimplência. Dashboards integrados, inteligência artificial e análise de indicadores atualizados tornam o processo mais ágil e assertivo.

    A redução da inadimplência depende de um conjunto de ações bem estruturadas, desde a análise inicial de crédito até o acompanhamento e cobrança. Com a combinação de tecnologia, dados e estratégias personalizadas, é possível manter a carteira saudável e o negócio sustentável.

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  • Posso cobrar juros altos na securitizadora?

    Posso cobrar juros altos na securitizadora?

    Descubra se é possível cobrar juros altos na securitizadora, entenda o que diz a Lei nº 14.905/2024 e como funciona para pessoas jurídicas.

    Entendendo a cobrança de juros na securitizadora

    A dúvida sobre cobrar juros altos em operações de securitização é comum entre empresas que atuam no mercado. De forma prática, quando há taxa pactuada entre as partes, prevalece o percentual acordado no contrato, respeitando as regras legais vigentes.

    Para compreender melhor, é importante analisar a Lei nº 14.905/2024, que trouxe alterações relevantes para a cobrança de juros e correção monetária no Brasil.

    O que diz a Lei nº 14.905/2024

    A Lei nº 14.905/2024, sancionada no ano de 2024, modificou a antiga Lei de Usura (Decreto-Lei nº 22.626/1933). Ela passou a uniformizar critérios para atualização monetária e aplicação de juros em contratos e dívidas, criando parâmetros mais claros para diferentes tipos de operações financeiras.

    Vale destacar que a lei prevê exceções para a aplicação da Lei de Usura, especialmente quando se trata de operações envolvendo pessoas jurídicas. Isso significa que empresas podem pactuar taxas mais elevadas, desde que essa condição esteja formalmente prevista no contrato.

    Aplicação para securitizadoras

    No contexto de uma securitizadora, a operação normalmente envolve a aquisição e estruturação de direitos creditórios. Sendo uma transação entre pessoas jurídicas, a taxa de juros acordada entre as partes tem validade legal, desde que respeite os princípios contratuais e esteja documentada de forma clara.

    Essa possibilidade garante maior flexibilidade para o mercado, permitindo que as condições sejam adaptadas ao risco da operação, ao prazo e ao perfil do cedente ou investidor.

    Importância da pactuação contratual

    Mesmo com a permissão para juros mais altos, é essencial que o contrato seja elaborado de forma detalhada, descrevendo o percentual aplicado, o período de incidência e as condições de cobrança. Essa clareza reduz riscos de questionamentos jurídicos e reforça a segurança para ambas as partes.

    A jurisprudência também reconhece que, havendo acordo expresso entre empresas, o percentual pactuado deve prevalecer, evitando interpretações que limitem indevidamente a liberdade contratual.

    Cobrar juros altos na securitizadora é possível quando a operação ocorre entre pessoas jurídicas e há acordo contratual formalizado. A Lei nº 14.905/2024 trouxe segurança jurídica para esse tipo de negociação, deixando claro que as partes podem ajustar taxas conforme suas necessidades, desde que respeitados os princípios legais e a boa-fé contratual.

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  • CVM 88: Reforma da resolução de crowdfunding pode chegar em setembro

    CVM 88: Reforma da resolução de crowdfunding pode chegar em setembro

    O que é a Resolução CVM 88

    A Resolução CVM 88 é a norma que regula as ofertas públicas de investimento coletivo, conhecidas como crowdfunding de investimentos. Ela também abrange a distribuição de tokens de renda fixa ou tokens de recebíveis, ativos que representam créditos reais ofertados por meio da tecnologia blockchain.

    Esses tokens funcionam como uma forma de transformar recebíveis, como dívidas de empresas ou financiamentos, em ativos digitais que podem ser negociados de maneira segura e regulamentada.

    Mudanças previstas na nova resolução

    De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), uma consulta pública sobre a reforma da Resolução CVM 88 deve ser aberta até o final de setembro. Entre as principais propostas estão:

    • Aumento do limite de captação: atualmente, uma oferta por crowdfunding pode captar até R$ 15 milhões.
    • Aumento do limite de investimento para pessoas físicas: hoje, investidores não qualificados só podem aplicar até R$ 20 mil por ano em ofertas desse tipo.
    • Possibilidade de mudança no número da norma: as alterações serão tão profundas que a resolução pode deixar de ser identificada como “88”.

    Impactos para o mercado de tokens e crowdfunding

    Desde que a tokenização foi incluída na regulamentação do crowdfunding, o volume de operações cresceu de forma acelerada. Essa expansão levou especialistas a sugerir a criação de uma norma específica para tokenização. No entanto, a CVM afirma que, mesmo com as mudanças, a nova regra continuará sendo voltada para crowdfunding, não para uma regulamentação exclusiva de tokens.

    Participação do mercado é essencial

    Cynthia Braga, gerente de supervisão de securitização da CVM, destacou que a contribuição das empresas e startups será fundamental no processo de consulta pública. Segundo ela, ouvir as necessidades e dificuldades dos regulados é um passo importante para que a nova resolução seja efetiva e atenda à realidade do mercado.

    Fonte: Valor Econômico – Globo.

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  • Sacado âncora: entenda o que é e como funciona essa operação

    Sacado âncora: entenda o que é e como funciona essa operação

    Descubra o que é sacado âncora, como funciona essa operação comercial e seus benefícios para fornecedores e empresas.

    O que é um sacado âncora?

    O sacado âncora é um modelo de operação comercial em que uma empresa disponibiliza aos seus fornecedores a possibilidade de antecipar duplicatas a vencer. Esse tipo de operação é comum, pode ser um supermercado, loja de peças ou qualquer outro negócio com grande número de fornecedores, adota um sistema para oferecer essa antecipação com segurança e agilidade.

    A principal vantagem é que, por meio de um sistema operacional, se tem controle sobre a entrega da mercadoria e consegue autorizar a antecipação com base em informações confirmadas, garantindo mais confiança no processo

    Como funciona a operação sacado âncora

    Na prática, esse modelo de operação pode contar com o suporte de uma securitizadora ou de um fundo, sem a incidência de IOF, diferentemente do que ocorreria em uma operação de factoring.

    O processo ocorre da seguinte forma:

    1. O sacado confirma que a mercadoria foi entregue.
    2. O fornecedor acessa um portal e decide o valor que deseja antecipar.
    3. A operação é realizada com a anuência do sacado, que valida a transação.

    Caso ele não tenha recursos próprios (funding), ele pode recorrer à securitizadora que estará conectada ao seu sistema e fará a antecipação com base na confirmação do próprio sacado. Nessa modalidade, também se assume responsabilidade em caso de inadimplência.

    Ausência de regulamentação da CVM

    Esse tipo de operação não exige registro ou autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pois se trata de um acordo comercial privado. Isso significa mais agilidade para as empresas envolvidas e menos burocracia no processo.

    Benefícios da operação sacado âncora

    A operação oferece vantagens para todas as partes envolvidas:

    • Para o sacado: melhora o relacionamento com fornecedores, garante maior controle sobre a cadeia de suprimentos e oferece uma solução de antecipação segura.
    • Para o fornecedor: possibilita o recebimento antecipado de valores com taxas mais atrativas e segurança no pagamento.
    • Para a securitizadora: acesso a operações já confirmadas pelo sacado, reduzindo riscos.

    Por que o sacado âncora é uma solução estratégica

    Empresas que adotam esse modelo, eliminam a necessidade de buscar cedentes no mercado, pois indicam quais fornecedores podem ser beneficiados. Isso torna o processo mais rápido, seguro e econômico, além de fortalecer o vínculo comercial.

    O sacado âncora é uma alternativa eficiente para empresas que buscam otimizar a relação com fornecedores e melhorar o fluxo de caixa de sua cadeia.

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  • Crowdfunding e tokenização no Brasil: mercado atinge R$ 2 bilhões em 2025 e cresce de forma acelerada

    Crowdfunding e tokenização no Brasil: mercado atinge R$ 2 bilhões em 2025 e cresce de forma acelerada

    Ofertas via RCVM 88 somam mais de R$ 2 bilhões em 2025. Crescimento exponencial consolida crowdfunding e tokenização como tendências no mercado financeiro brasileiro.

    O avanço do crowdfunding e da tokenização no Brasil

    O mercado brasileiro de crowdfunding e tokenização vive um momento histórico, com crescimento exponencial nos últimos anos. Apenas em 2025, as ofertas via RCVM 88 já ultrapassaram R$ 2 bilhões até junho, com mais de 89 mil investidores participando. Em 2024, o número total de investidores chegou a 117 mil, demonstrando o potencial dessa modalidade de captação de recursos.

    Esse avanço foi analisado em profundidade por Felipe Ribeiro, sócio-diretor de Investimentos Alternativos do Clube FII, em matéria publicada na Capital Aberto. Ribeiro destaca que, embora o ritmo percentual de crescimento possa se reduzir nos próximos anos, o mercado já ocupou um espaço que antes não existia, especialmente nas operações de dívida e equity.

    Da ICVM 588 à RCVM 88: a consolidação do setor

    O crowdfunding no Brasil surgiu em 2017, com a Instrução CVM 588. Nos primeiros anos, o volume era tímido: entre 2017 e 2020, as ofertas somaram R$ 242 milhões, com apenas 58 investidores.

    O cenário mudou a partir de 2021, com crescimento constante:

    • 2021: R$ 167 milhões em ofertas e 5.447 investidores.
    • 2022: R$ 249 milhões e mais de 11 mil investidores.
    • 2023: R$ 320 milhões e mais de 16 mil investidores.

    A Resolução CVM 88, publicada em 2022, substituiu a ICVM 588 e trouxe mudanças significativas, potencializando o mercado. Embora tenha sido pensada para operações de equity, a maior parte das ofertas tem sido de dívida, como Certificados de Recebíveis, Debêntures e Notas Comerciais.

    2024 e 2025: um salto sem precedentes

    O ano de 2024 marcou um divisor de águas para o crowdfunding e a tokenização no Brasil. As ofertas via RCVM 88 somaram R$ 1,499 bilhões, com 117 mil investidores.

    Em 2025, apenas até junho, o mercado já movimentou mais de R$ 2 bilhões, com quase 90 mil investidores no período. O crescimento em relação ao mesmo intervalo de 2024 foi de 168%, evidenciando a força dessa modalidade.

    Panorama do mercado de ofertas RCVM 88

    Quando olhamos para os dados até junho de cada ano, o salto é ainda mais impressionante: em 2023, havia pouco mais de 2 mil investidores; em 2024, 33 mil; e em 2025, quase 90 mil. Isso representa um aumento de mais de 38 vezes em apenas dois anos.

    Tendências e desafios regulatórios

    Como em todo mercado nascente, o crowdfunding e a tokenização ainda operam com poucas informações e certa flexibilidade regulatória. No entanto, a própria CVM já sinalizou ajustes na RCVM 88 para acompanhar o crescimento e lidar com o aumento expressivo de investidores não qualificados.

    Ribeiro observa que a tendência é de continuidade no crescimento, com novas plataformas entrando no mercado e players tradicionais, como securitizadoras e corretoras, aproveitando oportunidades antes inviáveis.

    O futuro do crowdfunding e da tokenização

    O crowdfunding e a tokenização representam um movimento global de finanças descentralizadas (DeFi), com potencial para transformar o sistema financeiro. Embora seja improvável que substituam totalmente as finanças tradicionais, a tendência é que coexistam, permitindo que investidores diversifiquem suas carteiras entre modelos tradicionais e descentralizados.

    Como conclui Felipe Ribeiro, “as finanças feitas de investidores para investidores” são um caminho sem volta. Resta acompanhar como esse mercado evoluirá na próxima década.

    Quando olhamos para os dados até junho de cada ano, o salto é ainda mais impressionante: em 2023, havia pouco mais de 2 mil investidores; em 2024, 33 mil; e em 2025, quase 90 mil. Isso representa um aumento de mais de 38 vezes em apenas dois anos.

    Tendências e desafios regulatórios

    Como em todo mercado nascente, o crowdfunding e a tokenização ainda operam com poucas informações e certa flexibilidade regulatória. No entanto, a própria CVM já sinalizou ajustes na RCVM 88 para acompanhar o crescimento e lidar com o aumento expressivo de investidores não qualificados.

    Ribeiro observa que a tendência é de continuidade no crescimento, com novas plataformas entrando no mercado e players tradicionais, como securitizadoras e corretoras, aproveitando oportunidades antes inviáveis.

    O futuro do crowdfunding e da tokenização

    O crowdfunding e a tokenização representam um movimento global de finanças descentralizadas (DeFi), com potencial para transformar o sistema financeiro. Embora seja improvável que substituam totalmente as finanças tradicionais, a tendência é que coexistam, permitindo que investidores diversifiquem suas carteiras entre modelos tradicionais e descentralizados.

    Como conclui Felipe Ribeiro, “as finanças feitas de investidores para investidores” são um caminho sem volta. Resta acompanhar como esse mercado evoluirá na próxima década.

    O crowdfunding está no centro da inovação financeira no Brasil e abre portas para empreendedores e investidores.

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