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  • Fase de testes da reforma tributária: o que muda em 2026

    Fase de testes da reforma tributária: o que muda em 2026

    A fase de testes da reforma tributária já começou e marcará todo o ano de 2026 como um período decisivo de adaptação para as empresas. Mesmo sem recolhimento imediato, a exigência de emissão de notas fiscais com IBS e CBS destacados inaugura uma etapa fundamental para ajustes operacionais, revisão de contratos e reavaliação de modelos de negócio antes da cobrança efetiva dos novos tributos.

    O que é a fase de testes da reforma tributária

    A fase de testes corresponde ao período em que as empresas deverão emitir documentos fiscais com destaque dos novos tributos, gerar dados para calibragem do sistema e preparar processos internos para a transição tributária.

    Na prática, em 2026 as empresas precisam:

    • emitir documentos fiscais com a CBS (0,9%) e o IBS (0,1%) destacados;
    • adaptar sistemas, ERPs e rotinas fiscais;
    • produzir informações que apoiarão a definição da alíquota-padrão a partir de 2027.

    Embora os novos tributos não precisem ser recolhidos em 2026, os dados declarados terão papel relevante na implementação do novo modelo.

    — Foto: Arte/Valor

    Emissão de notas fiscais com IBS e CBS

    O principal desafio operacional da fase de testes da reforma tributária será adequar sistemas e processos para emitir notas fiscais com os novos campos e destaques de forma correta.

    Quem deve se adequar em 2026

    Em 2026, a adequação tende a ser mais relevante para empresas que apuram tributos fora do Simples Nacional, como:

    • empresas do Lucro Real;
    • empresas do Lucro Presumido.

    As empresas do Simples Nacional, em regra, deverão entrar na rotina de adaptação a partir de 2027.

    Pontos técnicos de atenção

    Além do destaque de IBS e CBS, é importante revisar cadastros e parametrizações, principalmente:

    • classificações fiscais e cadastros de produtos e serviços;
    • códigos como NCM, NBS e cClasTrib;
    • regras internas de cálculo e validação das notas emitidas e recebidas.

    Inconsistências nessa etapa podem prejudicar simulações e decisões de preço, contrato e regime tributário.

    Revisão de contratos na fase de testes da reforma tributária

    Um dos impactos mais relevantes será a necessidade de revisar contratos com clientes e fornecedores. No novo sistema, IBS e CBS serão cobrados “por fora”, ou seja, destacados separadamente na nota fiscal.

    Se o contrato não indicar com clareza se o valor inclui tributos, pode haver:

    • desequilíbrio econômico-financeiro;
    • discussões sobre repasse de custo tributário;
    • necessidade de renegociação de preços e condições.

    A fase de testes é o momento adequado para mapear cláusulas sensíveis e ajustar contratos antes de 2027.

    Créditos tributários e impacto na cadeia de fornecedores

    O novo modelo fortalece a lógica de créditos, pois, em regra, tudo o que for pago de IBS e CBS na aquisição de bens e serviços pode gerar crédito para quem compra.

    Crédito condicionado ao pagamento

    Um ponto crítico é que o direito ao crédito pode depender do efetivo pagamento do tributo pelo fornecedor, e não apenas da emissão da nota fiscal. Isso pode gerar postergação do crédito e impacto no fluxo de caixa do adquirente.

    Por isso, além de revisar as notas emitidas, as empresas devem acompanhar também as notas recebidas e a regularidade dos parceiros.

    Avaliação estratégica de fornecedores

    Durante 2026, as empresas podem usar os testes para:

    • avaliar fornecedores que não repassam crédito (como alguns enquadrados no Simples Nacional);
    • decidir entre renegociar preços, substituir fornecedores ou revisar a estratégia de compras;
    • identificar riscos de crédito e conformidade na cadeia.

    Mudança de regime tributário em 2027

    Empresas no Lucro Presumido devem avaliar com cuidado como ficará o aproveitamento de créditos e o impacto na carga tributária total. Em alguns casos, pode haver incentivo para reavaliar o regime de tributação a partir de 2027.

    Para apoiar essa decisão, 2026 deve ser utilizado para:

    • fazer simulações do resultado com IBS e CBS;
    • comparar cenários de carga tributária por regime;
    • avaliar impacto em preços, margens e competitividade.

    Penalidades e obrigações acessórias

    Embora a fase de testes não preveja punições imediatas, as obrigações acessórias ganharão relevância. Quando as penalidades passarem a ser aplicadas, a multa por descumprimento pode chegar a 1% do valor da operação, conforme alertas de especialistas sobre o tema.

    Também é importante acompanhar a evolução das regras e modelos de documentos fiscais, pois alguns setores podem depender de modelos específicos que ainda serão disponibilizados.

    Por que a fase de testes é estratégica para as empresas

    Especialistas apontam 2026 como o ano de simulações, ajustes e reorganização. Empresas que deixarem a adaptação para a última hora podem enfrentar:

    • perda de competitividade a partir de 2027;
    • erros operacionais em emissão e recebimento de notas;
    • dificuldade de renegociar contratos e preços em tempo hábil.

    Quanto antes a empresa mapear riscos e oportunidades, mais preparada estará para a transição completa, que se estende até 2033.

    Importância do suporte contábil especializado

    A fase de testes da reforma tributária não é apenas um ajuste de sistema. Ela envolve revisão de contratos, avaliação de fornecedores, parametrização fiscal e planejamento tributário para 2027. Um acompanhamento contábil e tributário especializado ajuda a reduzir riscos, organizar dados e tomar decisões com base em simulações realistas.

    Leia também: Suspensão de multas do IBS e CBS até abril marca transição da reforma

    Conclusão

    A fase de testes da reforma tributária é uma etapa estratégica de preparação para o novo sistema. Em 2026, as empresas devem adequar a emissão de documentos fiscais, revisar contratos, simular impactos e avaliar fornecedores para evitar surpresas quando a cobrança efetiva começar em 2027.

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.


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  • 2025 consolida a tokenização de ativos financeiros

    2025 consolida a tokenização de ativos financeiros

    A tokenização de ativos financeiros consolidou-se como um dos principais temas do mercado financeiro em 2025. O avanço regulatório no Brasil e no exterior marcou a integração definitiva dessa tecnologia às infraestruturas tradicionais, deslocando o debate do “se” para o “como” a tokenização pode impactar o funcionamento dos mercados.

    Com normas mais claras e o amadurecimento das tecnologias de registro distribuído, o tema passou a ocupar posição central nas discussões sobre eficiência, segurança e modernização do sistema financeiro.

    O que é a tokenização de ativos financeiros

    A tokenização de ativos financeiros consiste na representação digital de ativos tradicionais por meio de tokens, utilizando tecnologias como blockchain e outros sistemas de registro distribuído (DLT).

    Esses tokens não criam novos ativos, mas funcionam como uma forma tecnológica alternativa de representação de instrumentos já existentes, como:

    • títulos públicos;
    • títulos bancários;
    • títulos de dívida corporativa;
    • ações;
    • cotas de fundos de investimento.

    O entendimento regulatório predominante é o de que a tokenização não altera a natureza jurídica do ativo subjacente, aplicando-se o princípio de que a mesma atividade, com os mesmos riscos, deve observar as mesmas regras.

    Avanço regulatório no Brasil e no cenário internacional

    O ano de 2025 foi marcado por avanços regulatórios relevantes no tratamento dos ativos virtuais e da tokenização. No Brasil, o Banco Central editou resoluções que disciplinam o regime dos prestadores de serviços de ativos virtuais, enquanto a Lei nº 14.478/2022 consolidou a exclusão dos valores mobiliários e ativos financeiros tokenizados do conceito de ativo virtual.

    No exterior, destacam-se iniciativas como:

    • a plena entrada em vigor do regulamento europeu sobre mercados de criptoativos;
    • a criação de um marco legal nacional para stablecoins nos Estados Unidos;
    • a atuação de organismos internacionais, como a IOSCO, no estudo dos impactos da tokenização.

    Esse conjunto de iniciativas reflete um movimento global de integração da tokenização ao sistema financeiro formal.

    Impactos da tokenização no ciclo de vida dos ativos

    A tokenização de ativos financeiros pode impactar todo o ciclo de vida dos instrumentos financeiros, abrangendo:

    • emissão;
    • distribuição;
    • negociação;
    • liquidação;
    • custódia.

    Automação por meio de contratos inteligentes

    A utilização de contratos inteligentes permite automatizar a liquidação das operações a partir do bloqueio prévio dos ativos e dos recursos financeiros envolvidos. Essa automação reduz falhas operacionais e aumenta a eficiência em transações que não demandam arranjos mais complexos.

    Eficiência na escrituração e na custódia

    As tecnologias DLT possibilitam o controle de existência e de titularidade de ativos por meio de registros imutáveis e rastreáveis em uma única rede. Esse modelo pode reduzir custos operacionais, preservando a segurança e a integridade do sistema.

    Tokenização e as infraestruturas tradicionais de mercado

    O avanço da tokenização não implica, necessariamente, a substituição das infraestruturas tradicionais de mercado. O cenário mais provável é o de convivência entre diferentes arranjos institucionais e tecnológicos.

    Depositárias centrais continuam exercendo papel relevante na segurança do sistema financeiro, mas também podem atuar como agentes de difusão da tokenização, adaptando seus serviços às novas tecnologias.

    Um exemplo dessa evolução pode ser observado nas plataformas de crowdfunding de investimento, que já operam com modelos integrados de distribuição, escrituração e negociação, beneficiando-se de dispensas regulatórias específicas.

    Desafios regulatórios e pontos de atenção

    Apesar dos avanços, a tokenização de ativos financeiros ainda apresenta desafios, especialmente quanto à qualificação jurídica de determinados tokens e à definição de seus enquadramentos regulatórios.

    A legislação e a regulação associadas à tokenização estão em constante evolução. A reforma dos marcos regulatórios e a publicação de normas complementares tornam essencial o acompanhamento contínuo das atualizações para garantir conformidade e segurança jurídica.

    Nesse cenário de transformação tecnológica e regulatória, contar com uma contabilidade especializada faz diferença. A Contabilizaí Bank atua no suporte contábil e regulatório de estruturas como securitizadoras, factorings e Empresas Simples de Crédito (ESC), acompanhando de perto as mudanças que impactam o mercado financeiro e de capitais.

    Leia também: Tokenização de ativos: inovação e segurança no mercado de capitais

    Conclusão

    A tokenização de ativos financeiros representa um avanço relevante na modernização do mercado financeiro, com potencial para aumentar a eficiência operacional, reduzir custos e ampliar as alternativas disponíveis para emissores e investidores.

    O amadurecimento regulatório observado em 2025 indica que a tokenização deixou de ser um experimento para se tornar parte integrante das infraestruturas de mercado, em convivência com os modelos tradicionais.

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  • Suspensão de multas do IBS e CBS até abril marca transição da reforma

    Suspensão de multas do IBS e CBS até abril marca transição da reforma

    A suspensão de multas do IBS e CBS até 1º de abril de 2026 integra o período inicial de transição da reforma tributária do consumo. A medida foi instituída por ato conjunto da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS, com o objetivo de permitir a adaptação gradual de empresas, entes federativos e da própria administração tributária ao novo sistema.

    A decisão está alinhada ao cronograma previsto na Lei Complementar nº 214/2025, que regulamenta a implantação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

    O que prevê a suspensão de multas do IBS e CBS

    O ato conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025 estabelece que não serão aplicadas multas até 1º de abril de 2026 relacionadas ao descumprimento das obrigações acessórias específicas do IBS e da CBS.

    A suspensão alcança, principalmente, eventuais falhas no preenchimento ou no registro dos campos destinados aos novos tributos nos documentos fiscais eletrônicos, desde que o contribuinte continue cumprindo as demais obrigações previstas na legislação.

    Apuração do IBS e da CBS será apenas informativa em 2026

    É importante distinguir a suspensão das multas do regime de apuração dos tributos. Embora as penalidades estejam suspensas somente até 1º de abril de 2026, a norma também determina que, ao longo de todo o ano de 2026, a apuração do IBS e da CBS ocorrerá exclusivamente em caráter informativo.

    Na prática, isso significa que:

    • não haverá geração de débito tributário de IBS e CBS em 2026;
    • os dados declarados servirão para testes operacionais e validação de sistemas;
    • a apuração terá finalidade de ajuste e adaptação ao novo modelo.

    A apuração informativa não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias nem a correta emissão dos documentos fiscais.

    Emissão de documentos fiscais continua obrigatória

    Mesmo durante o período de transição e com a suspensão temporária das multas, os contribuintes permanecem obrigados a emitir documentos fiscais eletrônicos nas operações com bens e serviços, inclusive nas importações e exportações.

    Os regulamentos do IBS e da CBS irão recepcionar documentos já existentes, como:

    • NF-e;
    • NFC-e;
    • NFS-e;
    • CT-e;
    • BP-e;
    • MDF-e.

    Além disso, a legislação prevê a criação de modelos específicos para determinados setores, como saneamento, gás e alienação de bens imóveis.

    Objetivo da medida: transição gradual e segura

    Segundo o ato conjunto, a suspensão temporária das penalidades até 1º de abril de 2026 busca assegurar uma transição gradual, segura e tecnicamente consistente para o novo sistema tributário, evitando autuações durante a fase inicial de adaptação tecnológica e operacional.

    A norma também esclarece que a dispensa de penalidades não afasta a exigência dos documentos fiscais relativos aos tributos atualmente vigentes, nem impede a edição de regras específicas para operações de comércio exterior.

    Pontos de atenção para empresas e profissionais

    Mesmo com a suspensão temporária das multas, é recomendável que empresas e profissionais utilizem o período de transição para:

    • adequar gradualmente seus sistemas fiscais;
    • treinar equipes envolvidas nos processos;
    • acompanhar a publicação dos regulamentos do IBS e da CBS;
    • revisar rotinas de emissão e validação de documentos fiscais.

    Conclusão

    A suspensão de multas do IBS e CBS até 1º de abril de 2026 representa uma medida relevante para viabilizar a adaptação inicial à reforma tributária do consumo. Paralelamente, a apuração informativa ao longo de todo o ano de 2026 permite testes e ajustes antes do início da cobrança efetiva dos novos tributos.

    Embora as penalidades estejam temporariamente afastadas, o cumprimento das obrigações acessórias e a correta emissão dos documentos fiscais permanecem essenciais para evitar riscos futuros.

    Como a reforma tributária ainda está em fase de implementação, novas regras e esclarecimentos continuarão sendo publicados. O acompanhamento permanente da legislação é indispensável para evitar interpretações equivocadas e impactos futuros.

    Fonte

    Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025 – Receita Federal do Brasil e Comitê Gestor do IBS. Publicado no Diário Oficial da União e divulgado pelo Migalhas.

    Acesse a íntegra do ato conjunto

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  • Feriados bancários 2026: como o Corban deve se planejar

    Feriados bancários 2026: como o Corban deve se planejar

    Quem atua como correspondente bancário já sabe: feriado bancário não é apenas folga. Ele impacta diretamente a produção, o andamento das propostas, a liberação de crédito e, no fim do mês, as comissões.

    Em 2026, o calendário traz datas que exigem atenção redobrada. Neste artigo, reunimos os principais feriados bancários de 2026 e dicas práticas para o Corban se organizar melhor e evitar surpresas na operação.

    O que são feriados bancários e por que eles impactam o Corban

    Nos feriados bancários, as agências não funcionam e diversos sistemas operam de forma limitada ou ficam indisponíveis. Isso afeta diretamente:

    • averbações de consignado;
    • liberação de crédito;
    • processos do INSS e Dataprev;
    • liquidação financeira das operações.

    Na prática, crédito aprovado não significa crédito pago em feriado. Por isso, o planejamento é essencial para manter o fluxo de produção.

    Calendário de feriados bancários 2026

    A seguir, confira os principais feriados nacionais de 2026 e alguns facultativos que impactam o funcionamento do sistema bancário, com base em calendários oficiais do mercado financeiro.

    DataCalendário de Feriados 2026Dia da Semana
    01/01/2026Confraternização UniversalQuinta-feira
    16/02/2026Carnaval (ponto facultativo)Segunda-feira
    17/02/2026Carnaval (ponto facultativo)Terça-feira
    18/02/2026Quarta-feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14h)Quarta-feira
    03/04/2026Sexta-feira Santa (Paixão de Cristo)Sexta-feira
    20/04/2026– (ponto facultativo)segunda-feira
    21/04/2026TiradentesTerça-feira
    01/05/2026Dia do TrabalhoSexta-feira
    04/06/2026Corpus Christi (ponto facultativo)Quinta-feira
    05/06/2026 – (ponto facultativo)Sexta-feira
    11/06 – 19/07 /2026Copa do mundo (não é feriado)
    07/09/2026Independência do BrasilSegunda-feira
    12/10/2026Nossa Senhora AparecidaSegunda-feira
    02/11/2026FinadosSegunda-feira
    15/11/2026Proclamação da RepúblicaDomingo
    20/11/2026Dia Nacional de Zumbi e da Consciência NegraSexta-feira
    24/12/2026Véspera de Natal (ponto facultativo após as 13h)Quinta-feira
    25/12/2026NatalSexta-feira
    31/12/2026Véspera de Natal (ponto facultativo após as 13h)Quinta-feira

    Feriados que mais exigem atenção do Corban

    Alguns feriados costumam impactar mais a produção, especialmente quando:

    • caem em segunda ou sexta-feira, formando feriados prolongados;
    • ocorrem próximos ao fechamento do mês;
    • coincidem com períodos de alta demanda por crédito.

    Nesses casos, quem não se antecipa acaba acumulando propostas paradas e pressão nos dias seguintes.

    Como o Corban pode se planejar melhor em 2026

    O calendário pode ser um aliado da produção. Algumas boas práticas ajudam a reduzir impactos:

    • antecipar propostas antes de feriados bancários;
    • alinhar expectativas de prazo com os clientes;
    • reforçar o contato comercial na semana anterior;
    • organizar metas considerando semanas mais curtas.

    Planejamento não elimina o feriado, mas evita que ele vire gargalo.

    Planejamento é estratégia, não burocracia

    Quem vive de comissão sabe: previsibilidade faz diferença no resultado. Usar o calendário bancário como ferramenta de gestão ajuda o Corban a manter constância de produção ao longo do ano.

    Na Corbanzaí, acreditamos que organização, informação e estratégia caminham juntas para o crescimento sustentável da operação.

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  • Tomada de decisão no crédito: por que decidir devagar virou um risco

    Tomada de decisão no crédito: por que decidir devagar virou um risco

    No mercado de crédito, o risco não está mais apenas em conceder recursos a um tomador inadequado. Cada vez mais, ele está no tempo gasto para decidir. Em um cenário de margens apertadas, alta competitividade e abundância de dados, a tomada de decisão no crédito passou a ser um fator crítico de sustentabilidade para operações de fomento mercantil, fintechs, fundos e securitizadoras.

    Decidir bem continua sendo essencial. Mas decidir rápido, com base em dados robustos e tecnologia adequada, tornou-se indispensável.

    A velocidade como novo componente de risco no crédito

    Durante muito tempo, o foco da gestão de risco esteve concentrado na análise criteriosa do tomador: histórico, garantias, capacidade de pagamento. Hoje, esse modelo isolado já não é suficiente.

    O mercado evoluiu e trouxe novos desafios:

    • aumento da complexidade das operações;
    • redução das margens financeiras;
    • maior expectativa de agilidade por parte dos clientes;
    • ciclos de negócios cada vez mais curtos.

    Nesse contexto, demorar para decidir pode significar perder boas operações, assumir riscos desnecessários ou reagir tarde demais a mudanças no comportamento do crédito.

    A era dos dados na tomada de decisão no crédito

    A tomada de decisão no crédito entrou definitivamente na era dos dados. Operações baseadas apenas em planilhas, análises manuais ou percepções subjetivas já não acompanham a dinâmica atual do mercado.

    Hoje, decisões mais eficientes consideram simultaneamente:

    • comportamento histórico de pagamento;
    • dados operacionais e financeiros;
    • informações setoriais e regionais;
    • padrões de consumo e giro;
    • sinais antecipados de risco.

    O desafio não está apenas em ter dados, mas em transformá-los em decisões rápidas e fundamentadas.

    Inteligência artificial aplicada à análise de crédito

    Modelos preditivos como aliados da precisão

    A inteligência artificial trouxe um salto relevante para a análise de crédito. Modelos preditivos conseguem identificar padrões que seriam imperceptíveis em análises tradicionais, antecipando riscos antes que eles se materializem.

    Esses modelos permitem:

    • prever inadimplência com maior antecedência;
    • ajustar limites de crédito de forma dinâmica;
    • diferenciar crescimento sustentável de movimentos sazonais;
    • reduzir decisões reativas.

    A tomada de decisão no crédito deixa de olhar apenas para o passado e passa a antecipar cenários futuros.

    Plataformas integradas e visão unificada de dados

    Assim como antigas invenções transformaram caos em orientação, as plataformas modernas cumprem esse papel no crédito. Marketplaces, ERPs, sistemas contábeis, dados fiscais e logísticos passaram a funcionar como sensores contínuos de comportamento econômico.

    Com integrações via APIs, tornou-se possível:

    • consolidar dados de múltiplas fontes em tempo real;
    • reduzir o tempo de análise de dias para minutos;
    • padronizar informações e eliminar ruídos operacionais.

    Essa integração fortalece a tomada de decisão no crédito e reduz riscos operacionais e informacionais.

    Hiperpersonalização das decisões de crédito

    Outro avanço relevante é o fim das políticas de crédito padronizadas. O mercado caminha para a hiperpersonalização, em que cada cliente é analisado de acordo com seu próprio perfil de risco, fluxo de caixa e comportamento.

    Entre os benefícios desse modelo estão:

    • maior aderência entre crédito concedido e capacidade real de pagamento;
    • redução de inadimplência estrutural;
    • aumento da eficiência e justiça financeira.

    A tomada de decisão no crédito passa a ser individual, contextual e dinâmica.

    Explicabilidade e governança na análise de crédito

    Modelos sofisticados não bastam se não forem compreensíveis. A exigência por explicabilidade cresce tanto do ponto de vista regulatório quanto de governança.

    Hoje, o mercado exige saber:

    • por que um crédito foi aprovado ou negado;
    • quais fatores influenciaram a decisão;
    • como os riscos foram ponderados.

    A transparência fortalece a confiança de investidores, reguladores e parceiros, tornando a tomada de decisão no crédito mais defensável e sustentável.

    Colaboração segura e aprendizado federado

    Uma tendência relevante é o uso de aprendizado federado, que permite que diferentes instituições colaborem na construção de modelos de risco sem compartilhar dados sensíveis.

    Esse modelo traz ganhos importantes:

    • aumento da inteligência coletiva;
    • preservação da confidencialidade;
    • redução do risco sistêmico.

    A tomada de decisão no crédito evolui sem comprometer privacidade ou compliance.

    Conclusão

    A história mostra que a evolução humana sempre esteve ligada à capacidade de decidir melhor em menos tempo. No mercado de crédito, essa lógica permanece válida, apenas em escala muito maior.

    Hoje, o novo risco não é apenas conceder crédito. É perder o timing. Instituições que investem em dados, tecnologia, integração e governança conseguem decisões mais rápidas, precisas e seguras.

    A tomada de decisão no crédito tornou-se um diferencial competitivo e um pilar de sobrevivência no mercado financeiro moderno.

    Leia também: Por que o boleto ainda domina os pagamentos B2B no Brasil

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  • Desempenho dos FIDCs: rentabilidade acima do CDI e risco controlado

    Desempenho dos FIDCs: rentabilidade acima do CDI e risco controlado

    O desempenho dos FIDCs tem chamado a atenção do mercado financeiro ao combinar rentabilidade superior aos principais benchmarks com inadimplência de longo prazo sob controle. Mesmo em um cenário de juros elevados e maior seletividade de crédito, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios seguem apresentando resiliência, maturidade operacional e governança mais robusta.

    Levantamentos recentes reforçam o papel dos FIDCs como instrumentos relevantes no financiamento da economia real.

    Inadimplência em FIDCs permanece em nível administrável

    Segundo o Índice Multiplike de Devedores (IMD), a inadimplência dos FIDCs registrou leve queda em outubro, alcançando 9,43% do total das carteiras. O indicador mede o percentual de direitos creditórios vencidos em relação ao patrimônio dos fundos analisados.

    Alguns pontos ajudam a contextualizar esse resultado:

    • grande parte dos atrasos está concentrada em vencimentos inferiores a 30 dias;
    • inadimplência acima de 61 dias ficou em 5,40%, faixa de menor probabilidade de recuperação;
    • o levantamento analisou 370 FIDCs, com patrimônio líquido combinado de R$ 75,1 bilhões, com base em dados da CVM.

    Em valores absolutos, o total vencido recuou de R$ 7,01 bilhões em setembro para R$ 6,7 bilhões em outubro, indicando maior estabilidade das carteiras.

    Rentabilidade das cotas seniores supera benchmarks do mercado

    Além do controle da inadimplência, a rentabilidade das cotas seniores reforça o bom desempenho dos FIDCs. De acordo com o Índice Multiplike de Rentabilidade dos FIDCs (IMRF), os retornos superaram importantes referências do mercado.

    • FIDCs (cotas seniores): 33,55% em 24 meses;
    • CDI: 26,17%;
    • Ibovespa: 32,17%;
    • IFIX: 13,88%;
    • poupança: 15,51%.

    O IMRF acompanha o desempenho das cotas de menor risco dos 20 maiores FIDCs das categorias fomento mercantil, multicedente e multissacado, que juntos representam cerca de 34% do mercado.

    Estrutura de cotas como pilar da gestão de risco

    Segmentação entre cotas seniores, mezanino e subordinadas

    A estrutura dos FIDCs, baseada na segmentação entre cotas seniores, mezanino e subordinadas, segue como um dos principais mecanismos de mitigação de risco.

    Em geral, os originadores mantêm as cotas subordinadas, prática conhecida como skin in the game, que reforça o alinhamento de interesses entre gestores e investidores e contribui para a estabilidade das operações.

    Crescimento do mercado e fortalecimento da governança

    O bom desempenho dos FIDCs também se reflete na expansão do setor. Apenas em 2025, os fundos captaram cerca de R$ 64 bilhões, elevando o patrimônio total para aproximadamente R$ 715 bilhões.

    Esse crescimento está associado a fatores como:

    • profissionalização de gestores, administradores e auditores;
    • evolução das práticas de governança;
    • ambiente regulatório mais robusto, com destaque para a Resolução CVM 175.

    FIDCs ganham espaço em cenário de juros elevados

    Em um ambiente de juros altos e liquidez seletiva, os FIDCs vêm se consolidando como alternativa ao crédito bancário tradicional. As estruturas oferecem previsibilidade de fluxo, diversificação setorial e retorno ajustado ao risco.

    Esse contexto reforça o papel dos FIDCs no financiamento da economia real, especialmente para empresas que buscam fontes alternativas de recursos.

    Conclusão

    Os dados recentes mostram que o desempenho dos FIDCs combina rentabilidade consistente com inadimplência de longo prazo sob controle. A estrutura de cotas, aliada ao fortalecimento da governança, sustenta a resiliência do segmento.

    Para investidores e analistas, o cenário reforça a relevância dos FIDCs como instrumentos de crédito estruturado, especialmente em ciclos de juros elevados.

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