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  • Split payment deve começar de forma gradual em 2027 e ser obrigatório somente em 2028

    Split payment deve começar de forma gradual em 2027 e ser obrigatório somente em 2028

    O split payment na Reforma Tributária deve começar a ser disponibilizado gradualmente ao longo de 2027, mas sua utilização obrigatória nas operações entre empresas, conhecidas como B2B, tende a ocorrer somente em 2028.

    A informação foi divulgada pela Receita Federal e representa uma mudança importante em relação à expectativa inicial de que o mecanismo estivesse plenamente disponível já no início de 2027, juntamente com a entrada em vigor da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

    Isso, porém, não significa que o split payment tenha sido simplesmente adiado para 2028.

    O sistema deverá começar a funcionar em 2027, inicialmente de forma opcional e por etapas, conforme os diferentes meios de pagamento e as instituições responsáveis pelas transações forem integrados à infraestrutura criada pelo governo.

    O que é o split payment?

    O split payment, ou pagamento fracionado, é um dos mecanismos previstos na regulamentação da Reforma Tributária para o recolhimento do IBS e da CBS.

    Na prática, o modelo permite que o valor correspondente ao tributo seja separado durante o próprio fluxo financeiro da operação.

    Em vez de o fornecedor receber integralmente o pagamento e posteriormente recolher os impostos, parte do valor poderá ser direcionada diretamente para a quitação dos tributos.

    O mecanismo também está relacionado ao sistema de créditos da nova tributação sobre o consumo, permitindo maior integração entre o pagamento dos impostos e o reconhecimento dos créditos ao longo da cadeia.

    Sistema da Receita deve ficar pronto no início de 2027

    Segundo a Receita Federal, a infraestrutura tecnológica necessária para viabilizar o split payment deverá estar pronta no início de 2027.

    Entretanto, somente a disponibilidade do sistema governamental não será suficiente para tornar o mecanismo obrigatório.

    Para isso, bancos, instituições de pagamento, adquirentes e demais participantes responsáveis pelos diferentes meios de pagamento também precisarão estar preparados e integrados à plataforma.

    A expectativa é de que mais de 200 instituições financeiras passem por esse processo ao longo de 2027.

    Por isso, a implementação ocorrerá gradualmente, conforme cada modalidade de pagamento estiver apta a operar dentro do novo modelo.

    Entre as possibilidades mencionadas pela Receita está uma implantação inicial por transferências eletrônicas financeiras, avançando posteriormente para outras modalidades, como o Pix.

    Split payment será opcional durante a implementação

    Enquanto todos os meios de pagamento ainda não estiverem incorporados à estrutura, a tendência é que o uso do split payment permaneça opcional.

    Isso significa que, ao longo de 2027, uma empresa poderá realizar determinadas operações com o mecanismo e outras sem ele, dependendo da disponibilidade do sistema para aquele meio de pagamento.

    A obrigatoriedade somente deverá ocorrer quando a estrutura estiver acessível de maneira ampla.

    De acordo com a Receita Federal, a expectativa é de que esse processo não seja concluído durante 2027, fazendo com que a obrigatoriedade provavelmente fique para 2028.

    Portanto, o cenário previsto atualmente é:

    • 2027: início da implementação gradual e opcional do split payment;
    • 2028: possível início da obrigatoriedade, após a integração dos meios de pagamento e das instituições envolvidas.

    O cronograma definitivo ainda dependerá da evolução tecnológica e operacional do sistema.

    Como será o recolhimento da CBS enquanto o split payment não for obrigatório?

    A CBS começa a integrar efetivamente o novo modelo tributário em 2027.

    Mesmo sem o split payment obrigatório, as empresas continuarão emitindo normalmente os documentos fiscais referentes às suas operações.

    No modelo convencional, ao fim do período de apuração, será realizado o cálculo do tributo devido e seu respectivo recolhimento.

    Os créditos relacionados aos tributos pagos nas etapas anteriores da cadeia também continuarão existindo dentro da lógica não cumulativa do novo sistema.

    A diferença está principalmente no momento em que esses créditos poderão ser reconhecidos e disponibilizados.

    Com o split payment em funcionamento, a expectativa é de uma maior automatização entre o pagamento do imposto e a apropriação dos créditos.

    Recolhimento pelo Adquirente será outra alternativa

    Além do recolhimento convencional e do split payment, a Reforma Tributária prevê outro mecanismo relevante: o Recolhimento pelo Adquirente (RAD).

    Nesse modelo, a própria empresa compradora recolhe o tributo relativo à operação.

    Com isso, o fornecedor recebe o valor da venda descontado da parcela destinada aos tributos, enquanto o adquirente pode ter acesso mais rapidamente ao crédito correspondente.

    O RAD surge, portanto, como uma alternativa durante a transição, especialmente em operações nas quais a antecipação do reconhecimento do crédito seja relevante para a empresa.

    Empresas terão três possibilidades de recolhimento

    Para as empresas inseridas no regime não cumulativo, o cenário de 2027 deverá contar com diferentes formas de liquidação dos tributos.

    Entre elas estarão:

    1. Recolhimento normal: pagamento do tributo dentro do período regular de apuração e posterior reconhecimento dos créditos;
    2. Recolhimento pelo Adquirente (RAD): o comprador realiza diretamente o recolhimento do imposto da operação;
    3. Split payment: o tributo é separado no próprio fluxo financeiro, conforme o mecanismo for sendo disponibilizado ao longo de 2027.

    A coexistência dessas alternativas reforça a necessidade de as empresas compreenderem não apenas as novas alíquotas da Reforma Tributária, mas também as mudanças nos processos financeiros, fiscais e de conciliação.

    Nota fiscal terá de estar preparada para IBS e CBS

    Mesmo que o split payment ainda não seja obrigatório no início de 2027, as empresas precisarão estar preparadas para outra mudança fundamental.

    Os documentos fiscais deverão conter as informações relacionadas aos novos tributos sobre o consumo.

    Isso significa que a preparação para a Reforma Tributária não deve depender da entrada em funcionamento do split payment.

    Sistemas de gestão, emissão fiscal, classificação das operações, cadastros tributários e processos internos precisarão estar adaptados ao novo modelo.

    A qualidade dessas informações terá papel cada vez mais importante porque os dados presentes nos documentos fiscais alimentarão os sistemas utilizados para a apuração dos tributos e para o controle dos créditos.

    E como fica o Simples Nacional?

    As empresas optantes pelo Simples Nacional terão particularidades dentro do novo sistema.

    A Reforma Tributária permite que essas empresas permaneçam integralmente dentro da sistemática simplificada ou, em determinadas situações, optem por um modelo que possibilite a apropriação e transferência de créditos de IBS e CBS.

    A decisão poderá ser especialmente relevante para negócios que atuam no meio de cadeias empresariais.

    Uma empresa que vende principalmente para consumidores finais, por exemplo, poderá encontrar vantagens em permanecer dentro do modelo tradicional do Simples.

    Já empresas que vendem para outras pessoas jurídicas podem precisar avaliar o impacto da geração de créditos para seus clientes.

    Por isso, a análise não deve considerar somente a carga tributária da própria empresa, mas também sua posição dentro da cadeia de fornecimento.

    MEI permanece no Simples

    Para o Microempreendedor Individual (MEI), a dinâmica será diferente.

    O MEI permanecerá dentro da sistemática simplificada e não terá a mesma possibilidade de escolha prevista para outras empresas optantes pelo Simples Nacional.

    Também não haverá transferência de créditos de IBS e CBS da mesma forma prevista para empresas inseridas no regime regular de não cumulatividade.

    O que muda para as empresas em 2027?

    A principal conclusão é que a ausência de obrigatoriedade imediata do split payment não elimina a necessidade de preparação.

    O ano de 2027 deverá marcar o início efetivo de uma nova dinâmica tributária, tecnológica e financeira.

    As empresas precisarão acompanhar, entre outros pontos:

    • a entrada em funcionamento da CBS e do IBS;
    • as alterações nos documentos fiscais;
    • a implantação progressiva do split payment;
    • as regras para apropriação de créditos;
    • o Recolhimento pelo Adquirente;
    • a integração entre sistemas financeiros e fiscais;
    • os impactos no fluxo de caixa;
    • e as escolhas tributárias disponíveis durante a transição.

    O split payment é apenas uma das peças dessa nova estrutura.

    Leia também o nosso conteúdo sobre DeRE na Reforma Tributária: quem deve se preparar?

    Preparação deve começar antes da obrigatoriedade

    A implementação gradual anunciada pela Receita Federal oferece mais tempo para adaptação, mas também cria um período em que diferentes formas de recolhimento poderão coexistir.

    Isso pode aumentar a complexidade operacional das empresas durante a transição.

    Mais do que acompanhar a data em que o split payment se tornará obrigatório, será necessário entender como cada etapa da Reforma Tributária afetará faturamento, contas a receber, conciliação financeira, apuração de IBS e CBS e gestão dos créditos tributários.

    Para empresas e profissionais que atuam diretamente com fluxos financeiros e tributários, 2027 será um ano fundamental para testar processos, revisar sistemas e preparar a operação para uma estrutura em que o recolhimento dos tributos estará cada vez mais integrado ao próprio pagamento das transações.

    A ContabilizaíBank acompanha as mudanças da Reforma Tributária e os impactos das novas regras sobre a operação financeira das empresas. Continue acompanhando nossos conteúdos para entender as próximas etapas da implementação do IBS, da CBS e do split payment.

    Continue lendo >>: Split payment deve começar de forma gradual em 2027 e ser obrigatório somente em 2028
  • Punições a correspondentes bancários passam de 2,2 mil

    Punições a correspondentes bancários passam de 2,2 mil

    O setor bancário intensificou o combate a fraudes, assédio comercial e outras irregularidades na oferta de crédito consignado. No balanço acumulado até julho de 2026, foram aplicadas 2.255 punições a correspondentes bancários, entre advertências e suspensões temporárias.

    Do total, foram registradas 1.198 advertências e 925 suspensões, enquanto 132 empresas estão impedidas de atuar em nome dos bancos participantes da Autorregulação do Consignado.

    Os números reforçam a importância de conformidade, treinamento e acompanhamento das práticas comerciais dentro das operações de crédito consignado.

    132 empresas estão impedidas de vender consignado

    Além das advertências e suspensões, 132 empresas foram impedidas de atuar em nome das instituições financeiras que participam da Autorregulação do Consignado.

    Também foram registrados casos envolvendo agentes de crédito.

    Segundo o balanço, 17 profissionais atingiram a pontuação máxima de 20 pontos prevista pelo sistema de acompanhamento e foram suspensos por 12 meses.

    As medidas fazem parte de uma estrutura de fiscalização criada para coibir práticas abusivas na oferta de crédito, principalmente para públicos considerados mais vulneráveis.

    O que é a Autorregulação do Consignado?

    A Autorregulação do Consignado foi criada em março de 2020 por iniciativa conjunta da Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, e da Associação Brasileira de Bancos, a ABBC.

    O objetivo é estabelecer regras de conduta para instituições financeiras, correspondentes bancários e agentes que atuam na oferta de crédito consignado.

    Atualmente, participam do sistema 81 instituições financeiras, responsáveis por aproximadamente 99% da carteira de crédito consignado do país.

    Quais produtos estão sujeitos às regras?

    A Autorregulação abrange diferentes modalidades de crédito consignado.

    Entre elas estão:

    • empréstimo consignado tradicional;
    • cartão de crédito consignado;
    • cartão benefício consignado;
    • operações destinadas a aposentados e pensionistas do INSS;
    • crédito para servidores públicos;
    • crédito consignado para trabalhadores do setor privado.

    As regras buscam estabelecer padrões mínimos de conduta, transparência e relacionamento com o consumidor.

    Como as irregularidades são identificadas?

    O acompanhamento não depende apenas das reclamações feitas diretamente aos bancos.

    Diversas fontes são utilizadas para avaliar a conduta de correspondentes e agentes de crédito.

    Entre elas estão:

    • reclamações procedentes nos canais internos das instituições;
    • registros nos Procons;
    • reclamações encaminhadas ao Banco Central;
    • manifestações no Consumidor.gov.br;
    • ações judiciais;
    • indicadores de conformidade;
    • avaliações realizadas por consultoria independente.

    Também são analisados aspectos relacionados a governança, relacionamento com consumidores e gestão de dados.

    Bancos também podem receber multas

    As sanções não ficam restritas aos correspondentes bancários.

    Instituições financeiras que descumprirem as regras da Autorregulação também podem ser penalizadas.

    As multas previstas variam de R$ 45 mil a R$ 1 milhão.

    Os valores arrecadados são destinados a iniciativas relacionadas à educação financeira.

    Consumidor pode verificar certificação do agente de crédito

    Outro ponto importante é a possibilidade de o consumidor verificar se o profissional que oferece crédito consignado está certificado e autorizado a atuar.

    A consulta pode ser realizada por meio do CPF do agente na Central de Registros de Certificados Profissionais.

    Esse tipo de verificação aumenta a transparência da operação e reduz o risco de contato com profissionais irregulares.

    Não Me Perturbe já acumula mais de 6,3 milhões de pedidos

    Outro dado relevante do balanço está relacionado à plataforma Não Me Perturbe.

    Entre janeiro de 2020 e junho de 2026, foram realizados 6.392.872 pedidos de bloqueio para evitar ligações com ofertas indesejadas de crédito consignado.

    A plataforma permite que consumidores impeçam instituições financeiras e correspondentes bancários de realizar contatos proativos para oferecer esse tipo de crédito.

    Sudeste concentra mais da metade dos bloqueios

    A região Sudeste concentra a maior parte das solicitações registradas na plataforma.

    A distribuição dos pedidos foi:

    • Sudeste: 53,85%;
    • Sul: 18,42%;
    • Nordeste: 14,75%;
    • Centro-Oeste: 9,25%;
    • Norte: 3,73%.

    São Paulo lidera entre os estados, com 1.977.269 pedidos de bloqueio, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro.

    Regras também buscam combater assédio comercial

    A Autorregulação prevê medidas específicas para reduzir ligações indesejadas e práticas comerciais consideradas abusivas.

    Uma dessas regras estabelece que os bancos participantes não remunerem correspondentes por determinadas operações realizadas com consumidores que estejam registrados no Não Me Perturbe ou que tenham desbloqueado o telefone há menos de 180 dias.

    A medida busca reduzir incentivos comerciais para abordagens inadequadas.

    O que as punições representam para os correspondentes?

    O aumento das sanções mostra que a operação de um correspondente bancário exige cada vez mais atenção a processos de compliance e qualidade comercial.

    Para quem atua com consignado, pontos como treinamento, certificação e acompanhamento das equipes deixam de ser apenas boas práticas e passam a representar fatores diretamente relacionados à continuidade da operação.

    Entre os principais pontos de atenção estão:

    • abordagem adequada ao consumidor;
    • consentimento para contato;
    • respeito ao Não Me Perturbe;
    • clareza na apresentação das condições do crédito;
    • utilização correta dos dados pessoais;
    • certificação dos agentes;
    • registro e monitoramento das interações;
    • acompanhamento das reclamações.

    Compliance passa a ser parte central da operação

    O correspondente que não acompanha suas práticas comerciais pode sofrer impactos que vão além de uma advertência.

    Suspensões, bloqueios de atuação e perda de relacionamento com instituições financeiras podem comprometer diretamente a geração de receita da empresa.

    Por isso, processos internos de supervisão precisam acompanhar o crescimento comercial.

    Quanto maior a equipe de vendas, maior também a necessidade de monitorar atendimento, origem dos leads, consentimentos e documentação das operações.

    Tecnologia pode ajudar na conformidade do Corban

    Sistemas de gestão também podem desempenhar papel importante na redução de riscos.

    Uma estrutura organizada pode ajudar o correspondente a:

    • centralizar informações dos clientes;
    • acompanhar o desempenho dos agentes;
    • registrar históricos de atendimento;
    • controlar documentos;
    • organizar etapas da operação;
    • melhorar a rastreabilidade;
    • reduzir falhas operacionais.

    O objetivo não é apenas vender mais, mas crescer mantendo controle e conformidade.

    Leia também o nosso conteúdo da Corbanzaí sobre gestão de correspondentes bancários, CRM para Corban ou compliance na operação de crédito.

    Punições reforçam nova realidade do mercado consignado

    O balanço acumulado até julho de 2026 mostra que a fiscalização sobre o crédito consignado está cada vez mais estruturada.

    Com 2.255 punições aplicadas e 132 empresas impedidas de atuar, correspondentes bancários precisam tratar compliance, certificação e qualidade comercial como parte estratégica do negócio.

    Em um setor no qual confiança e relacionamento com as instituições financeiras são fundamentais, processos frágeis podem colocar toda a operação em risco.

    Gestão e tecnologia para correspondentes bancários

    A Corbanzaí oferece soluções voltadas à gestão de correspondentes bancários, ajudando operações de crédito a organizar processos, equipes e informações em um único ambiente.

    Se sua operação busca mais controle, produtividade e organização para crescer no mercado de crédito, conheça as soluções da Corbanzaí.

    Autor:

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: Punições a correspondentes bancários passam de 2,2 mil
  • Split payment fica fora da largada da reforma em 2027

    Split payment fica fora da largada da reforma em 2027

    O split payment não começará a operar em janeiro de 2027, quando entram em vigor a CBS e o IBS dentro da transição da Reforma Tributária. A informação foi confirmada por Pricilla Santana, secretária da Fazenda do Rio Grande do Sul e segunda vice-presidente do Comitê Gestor do IBS.

    O adiamento ocorre porque o mecanismo, que prevê a separação automática dos tributos no momento do pagamento, ainda depende de uma estrutura tecnológica e operacional complexa envolvendo empresas, instituições financeiras e órgãos responsáveis pela arrecadação.

    Para o mercado de crédito e de FIDCs, a decisão adia uma mudança que poderia afetar diretamente o fluxo de caixa das empresas e a dinâmica dos recebíveis.

    Split payment não estará pronto em janeiro de 2027

    A partir de 2027, a Reforma Tributária começa uma nova etapa com a entrada da CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços, e do IBS, Imposto sobre Bens e Serviços.

    A CBS substituirá PIS e Cofins, enquanto o IBS substituirá gradualmente ICMS e ISS ao longo do período de transição.

    O split payment foi criado como uma das ferramentas para operacionalizar o novo sistema.

    No entanto, segundo Pricilla Santana, o mecanismo não estará disponível no início de 2027.

    A justificativa está na complexidade da implementação e na necessidade de adaptação do sistema financeiro.

    O que é o split payment?

    O split payment é um mecanismo de pagamento dividido.

    A proposta é separar automaticamente, durante a liquidação de uma transação, a parcela correspondente aos tributos e o valor efetivamente destinado ao vendedor.

    Na prática, em vez de a empresa receber o valor integral da venda e recolher os tributos posteriormente, a instituição responsável pela transação poderia direcionar automaticamente:

    • uma parcela ao vendedor;
    • uma parcela à Receita Federal;
    • uma parcela ao Comitê Gestor do IBS.

    A empresa receberia, portanto, o valor líquido da operação.

    Esse modelo busca aumentar a eficiência da arrecadação e reduzir problemas relacionados à inadimplência tributária.

    Sistema financeiro pediu mais prazo

    De acordo com as informações divulgadas, o adiamento ocorre após manifestações do próprio sistema financeiro sobre a dificuldade de colocar a estrutura em funcionamento dentro do cronograma inicialmente considerado.

    O split payment depende da integração de diferentes sistemas, incluindo:

    • instituições financeiras;
    • meios de pagamento;
    • documentos fiscais eletrônicos;
    • Receita Federal;
    • Comitê Gestor do IBS;
    • sistemas contábeis e de faturamento das empresas.

    Essa integração torna o projeto uma das partes mais complexas da implementação da Reforma Tributária.

    RAD deve ser alternativa durante a transição

    Enquanto o split payment não estiver disponível, outra ferramenta prevista para o período inicial é o Recolhimento pelo Adquirente (RAD).

    Nesse modelo, o comprador passa a recolher o tributo que, no sistema tradicional, seria pago pelo fornecedor.

    Ao realizar o recolhimento, o adquirente também habilita o crédito tributário correspondente.

    A diferença principal em relação ao split payment está em quem executa a retenção.

    No split payment, a separação acontece durante a liquidação financeira da operação.

    No RAD, o recolhimento passa pelo próprio adquirente.

    Split payment deve começar de forma gradual

    Mesmo quando estiver operacional, o mecanismo não deverá ser implementado de forma ampla imediatamente.

    A expectativa é de uma primeira fase facultativa e concentrada em operações entre empresas.

    Isso significa que transações envolvendo consumidores finais não devem entrar automaticamente no sistema desde o início.

    A adoção gradual permitirá testar a infraestrutura e corrigir eventuais problemas antes da expansão do modelo.

    Adiamento pode reduzir impacto imediato no capital de giro

    Para as empresas, o adiamento também significa que uma das principais mudanças esperadas sobre o fluxo financeiro não ocorrerá imediatamente em janeiro de 2027.

    No modelo atual, existe um intervalo entre o recebimento da venda e o pagamento dos tributos.

    Durante esse período, os recursos permanecem temporariamente no caixa da empresa.

    Com o split payment, essa parcela seria retirada já no momento da liquidação.

    Por isso, a implementação do mecanismo pode afetar diretamente:

    • capital de giro;
    • gestão de caixa;
    • liquidez;
    • planejamento financeiro;
    • necessidade de financiamento.

    O adiamento reduz o risco de uma mudança abrupta nessa dinâmica no início de 2027.

    O que muda para os FIDCs?

    O tema também é relevante para os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs).

    Muitos FIDCs compram recebíveis originados por empresas que utilizam a cessão de crédito como fonte de financiamento.

    Caso o split payment estivesse plenamente implementado, a retenção automática dos tributos poderia alterar o valor líquido dos fluxos financeiros gerados pelas operações.

    Isso exigiria revisão de modelos de análise, projeção e precificação dos direitos creditórios.

    Com o adiamento, o impacto imediato tende a ser menor.

    Fluxo de recebíveis deve seguir sem retenção automática em 2027

    Sem a implementação integral do split payment no início da transição, os recebíveis negociados no mercado não devem sofrer imediatamente a retenção automática prevista no novo sistema.

    Para empresas que dependem da cessão de direitos creditórios para financiar o capital de giro, isso pode representar uma transição menos brusca.

    Para os gestores de FIDC, entretanto, o tema continua relevante.

    O modelo definitivo poderá alterar:

    • fluxo líquido dos recebíveis;
    • cálculo de garantias;
    • risco das operações;
    • comportamento dos originadores;
    • necessidade de capital de giro;
    • critérios de elegibilidade dos créditos.

    RAD também exige atenção do mercado de crédito

    Embora o split payment tenha sido adiado, a utilização do RAD durante a transição também pode modificar a dinâmica das operações comerciais.

    Ao alterar quem é responsável pelo recolhimento tributário dentro da cadeia, o mecanismo pode impactar processos financeiros e operacionais das empresas.

    Gestores, originadores e analistas de crédito precisarão avaliar como essas mudanças poderão refletir na qualidade e no comportamento dos direitos creditórios adquiridos pelos fundos.

    Setores com grande volume de emissão de notas fiscais, como varejo e serviços, merecem atenção especial.

    Comitê Gestor do IBS ainda enfrenta desafios operacionais

    Além do split payment, o Comitê Gestor do IBS ainda trabalha na consolidação da própria estrutura necessária para administrar o novo tributo.

    Entre os pontos em discussão estão questões administrativas, operacionais e tecnológicas relacionadas ao funcionamento do órgão.

    Esses desafios reforçam que a transição para o novo sistema tributário ocorrerá de forma gradual.

    O que empresas e gestores devem monitorar?

    Até a implementação efetiva do split payment, empresas e participantes do mercado de crédito devem acompanhar principalmente:

    • cronograma oficial de implementação;
    • regras definitivas do RAD;
    • integração com instituições financeiras;
    • tratamento dos créditos tributários;
    • impacto sobre capital de giro;
    • reflexos sobre cessões de direitos creditórios;
    • regulamentação da CBS e do IBS.

    O acompanhamento será especialmente importante entre 2027 e 2032, período em que o novo modelo tributário será gradualmente consolidado.

    Split payment segue como tema relevante para o crédito privado

    O adiamento do split payment reduz a possibilidade de um impacto imediato sobre o caixa das empresas no início de 2027, mas não elimina a necessidade de preparação.

    Quando o mecanismo entrar em funcionamento, a separação automática dos tributos poderá alterar a liquidez das empresas e a forma como recebíveis são utilizados em operações de crédito.

    Para securitizadoras, factorings e demais empresas que atuam com direitos creditórios, acompanhar o desenho definitivo da Reforma Tributária será essencial para antecipar possíveis mudanças no mercado.

    A ContabilizaíBank atua com contabilidade especializada para empresas e estruturas do mercado de capitais e crédito.

    Se sua empresa atua no mercado de crédito e precisa acompanhar os impactos contábeis, fiscais e operacionais da Reforma Tributária, fale com a equipe da ContabilizaíBank.

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    Autor:

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

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  • BC estuda Pix internacional e uso como garantia de crédito

    BC estuda Pix internacional e uso como garantia de crédito

    O Banco Central (BC) estuda ampliar as funcionalidades do Pix com duas frentes que podem impactar o mercado financeiro: a conexão do sistema brasileiro com plataformas de pagamentos instantâneos de outros países e o uso de fluxos futuros de Pix como garantia para operações de crédito.

    As iniciativas aparecem na segunda edição do Relatório de Gestão do Pix, que apresenta a evolução do sistema entre 2023 e 2025 e as perspectivas para os próximos anos. Entre os temas analisados estão internacionalização, crédito, pagamentos por aproximação e novas ferramentas de segurança.

    Banco Central avalia criação do Pix internacional

    Uma das possibilidades estudadas pelo BC é a interligação do Pix com sistemas de pagamentos instantâneos utilizados em outros países.

    O chamado Pix internacional poderia permitir que brasileiros realizassem pagamentos e transferências no exterior e que estrangeiros utilizassem seus próprios aplicativos financeiros para realizar transações no Brasil.

    Segundo o Banco Central, já existem soluções privadas desenvolvidas em parceria com instituições estrangeiras que possibilitam algumas operações transfronteiriças envolvendo o Pix.

    A autoridade monetária acompanha esses modelos enquanto avalia alternativas para uma integração mais ampla entre sistemas de diferentes países.

    Pix pode ser conectado a sistemas de outros países

    Entre as alternativas analisadas estão conexões bilaterais entre países e a participação em estruturas multilaterais de pagamentos.

    A proposta é permitir que transferências internacionais sejam realizadas com liquidação rápida e disponibilização dos valores na moeda local.

    Na avaliação do Banco Central, a integração entre sistemas de pagamentos instantâneos pode gerar benefícios como:

    • redução das tarifas de transferências internacionais;
    • maior velocidade nas transações;
    • aumento da transparência;
    • ampliação do acesso a pagamentos internacionais;
    • maior concorrência entre instituições financeiras e intermediários.

    Apesar das possibilidades, o projeto ainda está em fase de avaliação e depende de questões que vão além da infraestrutura tecnológica.

    Integração regulatória será um dos desafios

    Conectar sistemas financeiros de diferentes países exige compatibilidade entre regras relacionadas a câmbio, prevenção à lavagem de dinheiro, identificação dos usuários e liquidação das operações.

    Por isso, a evolução do Pix internacional dependerá também da cooperação regulatória entre diferentes jurisdições.

    A tecnologia do Pix já opera pagamentos nacionais em poucos segundos. O desafio passa a ser integrar essa infraestrutura a sistemas financeiros que possuem regras e modelos diferentes.

    Fluxos futuros do Pix poderão virar garantia de crédito

    A internacionalização não é a única mudança relevante apresentada no relatório.

    O Banco Central também avalia mecanismos para aproximar o Pix do mercado de crédito, incluindo a possibilidade de utilizar fluxos futuros de recebimentos via Pix como garantia em operações financeiras.

    Na prática, empresas que possuem receita recorrente recebida pelo Pix poderiam utilizar a expectativa desses recursos futuros como parte da estrutura de garantia de uma operação de crédito.

    A proposta pode abrir novas possibilidades principalmente para negócios que possuem grande volume de transações por pagamentos instantâneos.

    Garantia com Pix pode impactar o mercado de crédito

    O uso de recebíveis e fluxos financeiros como garantia já faz parte de diferentes estruturas do mercado de crédito.

    Com a expansão do Pix, esses dados podem oferecer novas formas de avaliar a capacidade de pagamento e estruturar operações.

    Segundo o Banco Central, a melhoria da qualidade das garantias pode contribuir para reduzir riscos e favorecer condições de crédito mais eficientes.

    A iniciativa também aproxima o Pix de outros serviços financeiros, ampliando seu papel além da transferência imediata de recursos.

    Crédito durante o pagamento também está no radar

    O BC também acompanha soluções desenvolvidas pelo mercado que permitem oferecer crédito durante a própria jornada de pagamento.

    Nesse modelo, uma instituição pode disponibilizar financiamento para que o cliente realize um pagamento ou transferência pelo Pix de forma parcelada.

    Embora o destinatário receba o valor conforme as condições da transação, o cliente passa a ter uma relação de crédito com a instituição responsável pelo financiamento.

    Esse tipo de produto reforça a aproximação entre Pix e mercado de crédito.

    Pix por aproximação pode funcionar sem internet

    Outra evolução prevista pelo Banco Central está relacionada ao Pix por aproximação.

    A expectativa é ampliar a utilização da tecnologia NFC, permitindo iniciar pagamentos por diferentes dispositivos.

    Entre as possibilidades estão:

    • smartphones;
    • relógios inteligentes;
    • pulseiras;
    • tags;
    • cartões físicos compatíveis com a tecnologia.

    O Banco Central também avalia mecanismos que permitam determinadas transações por aproximação mesmo quando o usuário estiver sem conexão com a internet.

    Boleto e Pix podem fazer parte da mesma cobrança

    Outra funcionalidade estudada é a chamada cobrança híbrida.

    Nesse modelo, uma mesma cobrança poderia apresentar duas alternativas ao pagador:

    • código de barras tradicional do boleto;
    • QR Code do Pix.

    O cliente escolheria qual meio utilizar no momento do pagamento.

    A iniciativa reforça uma tendência de integração entre diferentes instrumentos do Sistema de Pagamentos Brasileiro.

    Banco Central prepara indicador de risco de fraude

    A segurança também ocupa espaço relevante na agenda futura do Pix.

    Uma das propostas apresentadas pelo Banco Central é criar um indicador de probabilidade de fraude para as transações.

    O cálculo seria realizado de maneira centralizada e em tempo real, utilizando modelos de machine learning capazes de identificar padrões associados a operações suspeitas.

    As informações poderiam ser disponibilizadas às instituições participantes do Pix para complementar seus próprios mecanismos de prevenção a fraudes.

    O que as mudanças no Pix significam para o mercado financeiro?

    As iniciativas analisadas pelo Banco Central mostram que o Pix tende a ampliar seu papel dentro do sistema financeiro brasileiro.

    O instrumento, inicialmente criado para pagamentos e transferências instantâneas, pode passar a se relacionar de maneira cada vez mais próxima com:

    • crédito;
    • garantias;
    • pagamentos internacionais;
    • câmbio;
    • prevenção a fraudes;
    • novas modalidades de pagamento;
    • integração com outros serviços financeiros.

    O movimento também pode criar oportunidades para bancos, fintechs, instituições de pagamento, empresas de crédito e outros participantes do mercado financeiro.

    A regulamentação e o desenvolvimento efetivo dessas funcionalidades, entretanto, deverão determinar como cada modelo poderá ser utilizado pelas empresas.

    Leia também o nosso artigo sobre

    Pix deve assumir novas funções nos próximos anos

    Os estudos sobre o Pix internacional e o uso de fluxos futuros como garantia de crédito mostram uma nova etapa na evolução do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro.

    Caso as iniciativas avancem, o Pix poderá deixar de atuar apenas como instrumento de pagamento para se tornar uma infraestrutura ainda mais integrada ao mercado de crédito e às transações financeiras internacionais.

    Para empresas que atuam nesse ecossistema, acompanhar as mudanças regulatórias, operacionais e contábeis será cada vez mais importante.

    A ContabilizaíBank atua com contabilidade especializada para empresas do mercado de capitais e crédito, acompanhando as particularidades contábeis, fiscais e societárias de negócios inseridos no setor financeiro. Com a Corbanzaí sendo uma contabilidade especializada em Corban.

    Sua empresa atua com crédito, fintech, meios de pagamento ou outras estruturas financeiras? Fale com a equipe e conheça nossas soluções especializadas para o setor.

    Continue lendo >>: BC estuda Pix internacional e uso como garantia de crédito
  • Agibank vai além do consignado e diversifica receitas

    Agibank vai além do consignado e diversifica receitas

    A diversificação de receitas no consignado ganhou destaque com a nova estratégia do Agibank. O banco está ampliando sua atuação para além do crédito e aposta em receitas recorrentes com o lançamento do Agi+, programa de assinatura voltado principalmente à população de baixa renda e ao público mais velho.

    O movimento busca reduzir a dependência do crédito consignado, aumentar a participação das receitas de serviços e tornar os resultados menos expostos à volatilidade do mercado e aos riscos regulatórios.

    Para correspondentes bancários, a estratégia chama atenção para um ponto importante: depender de uma única modalidade de crédito pode aumentar a vulnerabilidade da operação.

    Agibank aposta em receita recorrente

    O Agibank está lançando o Agi+, programa de assinatura que reúne benefícios e assistências em uma única mensalidade.

    Os planos apresentados na notícia variam entre R$ 39,90 e R$ 59,90 e incluem serviços relacionados a:

    • saúde;
    • odontologia;
    • residência;
    • pets;
    • telefonia;
    • cuidados com idosos;
    • descontos em compras.

    A proposta foi criada considerando o perfil predominante da base do banco, formada principalmente por clientes de menor renda e por consumidores mais velhos.

    Atualmente, segundo as informações divulgadas na notícia, receitas de serviços e tarifas representam menos de 5% das receitas do Agibank.

    Com o novo programa, o banco pretende aumentar gradualmente essa participação.

    Por que o Agibank quer depender menos do consignado?

    O crédito continua sendo uma atividade central para o banco, mas possui características que podem aumentar a volatilidade dos resultados.

    Mudanças econômicas podem afetar:

    • inadimplência;
    • capacidade de pagamento;
    • originação de novas operações;
    • custo de crédito;
    • qualidade da carteira.

    No consignado, também existe uma exposição importante ao ambiente regulatório.

    A própria trajetória recente do Agibank demonstra isso. Segundo a notícia, o INSS chegou a suspender temporariamente o recebimento de novas averbações de crédito consignado da instituição no fim do ano passado.

    A operação posteriormente foi retomada, mas o episódio aumentou a atenção dos investidores para a dependência do banco em relação ao produto.

    Diversificação de receitas no consignado reduz concentração

    A estratégia do Agibank mostra como a diversificação de receitas no consignado pode funcionar como uma forma de reduzir a concentração do negócio.

    Quando grande parte do faturamento depende de apenas uma modalidade, mudanças naquele mercado podem ter impacto significativo sobre a operação.

    Entre os principais riscos estão:

    • alteração de regras;
    • suspensão temporária de produtos;
    • mudanças na margem consignável;
    • redução na originação;
    • aumento da concorrência;
    • alterações nas comissões;
    • mudanças no comportamento dos consumidores.

    Criar outras fontes de receita pode tornar o negócio menos dependente de um único cenário.

    Agi+ aposta em serviços para o público de baixa renda

    A estratégia de assinatura do Agibank difere de programas centrados apenas em cashback ou entretenimento.

    O Agi+ concentra sua proposta em serviços cotidianos.

    Um dos principais focos está na saúde, com acesso a telemedicina, consultas e exames em clínicas populares.

    A estratégia procura oferecer benefícios que tenham utilidade frequente para o cliente e, ao mesmo tempo, criar uma receita mensal previsível para o banco.

    Essa lógica também fortalece o relacionamento com a base.

    Receita recorrente aumenta previsibilidade

    Uma das principais diferenças entre receitas de crédito e receitas de assinatura está na previsibilidade.

    A originação de crédito pode variar de acordo com juros, regulação, demanda e condições econômicas.

    Em uma assinatura, a empresa recebe uma mensalidade enquanto o cliente permanecer ativo no serviço.

    Isso não elimina riscos. Cancelamentos podem reduzir a receita e o cliente precisa perceber valor suficiente para continuar pagando.

    Ainda assim, uma base de assinantes recorrentes pode ajudar a equilibrar as oscilações de outras linhas de negócio.

    Cross-sell também faz parte da estratégia

    O Agibank possui mais de 7 milhões de clientes ativos, segundo os dados apresentados na notícia.

    A instituição pretende utilizar esse relacionamento para ampliar a oferta de outros produtos.

    O programa de assinatura pode servir como uma porta de entrada para soluções de maior margem, como:

    • seguros;
    • empréstimos sem garantia;
    • outros serviços financeiros.

    Essa estratégia é conhecida como cross-sell, ou venda cruzada.

    Em vez de conquistar um novo cliente para cada produto, a empresa amplia o relacionamento com quem já faz parte de sua base.

    Mais produtos podem reduzir o churn

    Segundo o CEO do Agibank citado na notícia, clientes com maior engajamento apresentam menor churn e menor inadimplência.

    Atualmente, cada cliente ativo mantém, em média, cinco produtos com a instituição. Entre os clientes considerados principais, com relacionamento superior a um ano, o número passa de sete produtos.

    A lógica é simples: quanto mais soluções relevantes fazem parte do relacionamento, maior pode ser o custo de o cliente migrar integralmente para um concorrente.

    Para instituições financeiras e correspondentes bancários, isso reforça a importância de enxergar o relacionamento para além de uma única venda.

    O que essa estratégia ensina aos correspondentes bancários?

    Embora o Agibank tenha uma estrutura muito diferente da de um Corban, existe uma reflexão importante para correspondentes bancários.

    Muitas operações dependem fortemente de um produto específico, principalmente o empréstimo consignado.

    Quando essa modalidade enfrenta alguma mudança, o impacto pode atingir diretamente o faturamento do correspondente.

    A diversificação pode envolver diferentes caminhos, dependendo das instituições parceiras e da estrutura do negócio.

    • trabalhar com diferentes modalidades de crédito;
    • ampliar o número de instituições parceiras;
    • atuar com seguros quando permitido;
    • desenvolver produtos complementares;
    • fortalecer relacionamento e pós-venda;
    • reduzir dependência de uma única fonte de comissão.

    A diversificação não significa abandonar o consignado. O objetivo é evitar que praticamente toda a receita dependa dele.

    O risco regulatório continua no radar

    A notícia também mostra como o ambiente regulatório pode afetar rapidamente uma operação concentrada em crédito consignado.

    Por isso, correspondentes bancários precisam acompanhar mudanças nas regras das instituições financeiras, dos convênios e dos órgãos responsáveis pelas modalidades em que atuam.

    Para consultar informações oficiais sobre o produto, acesse as orientações do Banco Central sobre empréstimos consignados.

    Diversificar sem perder o foco

    Adicionar produtos apenas para aumentar o portfólio não garante melhores resultados.

    O correspondente precisa avaliar se cada solução realmente faz sentido para sua base de clientes e para sua operação.

    Perfil dos clientes

    Quais produtos já são procurados pela base?

    Margem e comissão

    Qual é a contribuição real de cada produto para o resultado?

    Recorrência

    Existe possibilidade de gerar receita além da contratação inicial?

    Risco operacional

    A equipe consegue trabalhar corretamente com diferentes produtos?

    Dependência

    Quanto do faturamento depende atualmente de uma única instituição ou modalidade?

    Essas perguntas ajudam a identificar se a empresa está diversificando de maneira estratégica ou apenas aumentando sua complexidade.

    Organização financeira acompanha a diversificação

    Mais produtos também significam mais movimentações financeiras.

    O Corban pode passar a receber comissões de diferentes instituições, em datas e condições distintas.

    Isso exige maior controle sobre:

    • comissões recebidas;
    • repasses;
    • notas fiscais;
    • impostos;
    • produtos mais rentáveis;
    • custos da operação;
    • margem por modalidade.

    Sem esse acompanhamento, a empresa pode aumentar o faturamento e ainda assim perder eficiência.

    A contabilidade ajuda a identificar quais atividades efetivamente contribuem para o resultado do negócio.

    Agibank busca um negócio menos dependente do crédito

    O movimento do Agibank ocorre em um momento importante para a instituição.

    Após abrir capital na Bolsa de Nova York com uma tese fortemente ligada ao consignado, o banco passou a enfrentar maior atenção do mercado sobre sua concentração nessa modalidade.

    O lançamento do Agi+ representa uma tentativa de aumentar a participação das receitas de serviços e construir um relacionamento mais recorrente com os clientes.

    A transição, segundo o próprio banco, deve ocorrer gradualmente.

    O objetivo é fazer com que as receitas de serviços ganhem mais representatividade a cada ano.

    Conclusão

    A estratégia do Agibank mostra que a diversificação de receitas no consignado pode ser importante para reduzir a dependência de uma única linha de negócio.

    O banco pretende combinar crédito, assinaturas, serviços e venda cruzada para aumentar a previsibilidade dos resultados e fortalecer o relacionamento com sua base.

    Para correspondentes bancários, a discussão também é relevante. Uma operação excessivamente concentrada em um único produto, convênio ou parceiro pode ficar mais exposta a mudanças regulatórias e comerciais.

    Diversificar de maneira planejada, acompanhar a rentabilidade de cada produto e manter controles financeiros adequados pode tornar o Corban mais preparado para mudanças no mercado.

    A Corbanzaí atua com contabilidade especializada para correspondentes bancários, ajudando na organização de comissões, impostos, notas fiscais e resultados.

    Seu Corban depende muito de uma única fonte de receita? Organize os números da operação com a Corbanzaí e tenha mais clareza para planejar o crescimento do negócio.

    Autor: 

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: Agibank vai além do consignado e diversifica receitas
  • Diferença entre empréstimo e financiamento

    Diferença entre empréstimo e financiamento

    Entender a diferença entre empréstimo e financiamento é importante antes de contratar crédito. Embora as duas modalidades disponibilizem recursos mediante pagamento de parcelas, juros e encargos, elas atendem a objetivos diferentes.

    No empréstimo, o cliente pode usar o dinheiro livremente. No financiamento, o cliente deve usar o crédito para adquirir um bem ou serviço previamente definido, como imóvel, veículo, equipamento ou curso.

    Além da finalidade, também podem mudar os prazos, as garantias, a burocracia e o custo da operação.

    O que é empréstimo?

    O empréstimo é uma modalidade de crédito em que uma instituição financeira disponibiliza determinado valor ao cliente por um período estabelecido em contrato.

    Depois que o dinheiro é liberado, o cliente pode utilizá-lo para diferentes finalidades, como:

    • organizar dívidas;
    • cobrir uma emergência;
    • reformar um imóvel;
    • investir em um projeto;
    • pagar despesas;
    • comprar produtos ou serviços.

    A principal obrigação do contratante é pagar as parcelas nas datas acordadas, incluindo juros, tributos e eventuais tarifas.

    A concessão e as condições da operação dependem da análise de crédito realizada pela instituição financeira.

    Quais são os principais tipos de empréstimo?

    Existem diversas modalidades disponíveis no mercado. Entre as mais conhecidas estão:

    • empréstimo pessoal;
    • empréstimo consignado;
    • empréstimo com garantia;
    • antecipação do FGTS;
    • antecipação do 13º salário;
    • cheque especial.

    Cada opção possui regras próprias, prazos, taxas e critérios de aprovação.

    O que é financiamento?

    O financiamento também é uma operação de crédito, mas possui uma finalidade previamente definida.

    Nesse caso, o dinheiro deve ser utilizado para adquirir um bem ou contratar um serviço específico. Entre os exemplos mais comuns estão:

    • financiamento de imóveis;
    • financiamento de veículos;
    • financiamento estudantil;
    • financiamento de máquinas;
    • financiamento de equipamentos;
    • financiamento para reformas.

    Normalmente, o valor não é depositado livremente na conta do cliente. A instituição financeira realiza o pagamento diretamente ao vendedor, proprietário ou prestador do serviço.

    Em muitas operações, o próprio bem financiado funciona como garantia do contrato.

    Qual é a diferença entre empréstimo e financiamento?

    A principal diferença está no destino do dinheiro.

    No empréstimo, o cliente geralmente possui liberdade para escolher como utilizar os recursos. No financiamento, o valor está vinculado a uma compra ou finalidade específica.

    Entretanto, essa não é a única distinção.

    Finalidade do crédito

    O empréstimo pode ser utilizado para diferentes necessidades, sem que seja obrigatoriamente vinculado à compra de determinado bem.

    O financiamento possui uma finalidade estabelecida no contrato. O valor aprovado deve ser utilizado para a aquisição informada à instituição financeira.

    Forma de liberação

    No empréstimo, o dinheiro costuma ser depositado diretamente na conta do cliente.

    No financiamento, o recurso normalmente é transferido ao vendedor do imóvel, veículo, equipamento ou serviço contratado.

    Garantia

    Alguns empréstimos não exigem garantia. Por esse motivo, a instituição pode assumir um risco maior de não receber o valor concedido.

    Já no financiamento, o bem adquirido frequentemente funciona como garantia da operação. Essa estrutura pode contribuir para condições mais favoráveis, embora isso dependa da modalidade, do cliente e da instituição.

    Taxas e custos

    Empréstimos sem garantia podem apresentar taxas mais elevadas porque a instituição assume maior risco.

    Os financiamentos podem ter taxas menores por estarem vinculados a uma finalidade e, em muitos casos, a um bem dado em garantia.

    Porém, não se deve escolher uma operação analisando apenas a taxa de juros. O ideal é conferir o Custo Efetivo Total, que reúne as despesas envolvidas e permite comparar diferentes propostas.

    Prazo de pagamento

    Os empréstimos pessoais costumam ter prazos mais curtos ou intermediários.

    Os financiamentos podem oferecer períodos maiores, principalmente quando envolvem bens de valor elevado, como imóveis.

    O prazo disponível depende da modalidade, do valor, da instituição financeira e do perfil do cliente.

    Burocracia

    A contratação de um empréstimo pode ser mais simples, especialmente quando existe uma oferta pré-aprovada.

    O financiamento costuma exigir mais documentos e verificações porque envolve a análise do cliente e do bem que será adquirido.

    Comparativo entre empréstimo e financiamento

    CaracterísticaEmpréstimoFinanciamento
    FinalidadeUso geralmente livreDestino específico
    Liberação do dinheiroNormalmente para o clienteGeralmente para o vendedor
    GarantiaPode ou não existirFrequentemente é o próprio bem
    PrazoCurto ou médioPode ser mais longo
    BurocraciaGeralmente menorNormalmente maior
    CustosPodem ser mais elevadosPodem ser menores devido à garantia
    ExemplosCrédito pessoal e consignadoImóvel, veículo e equipamentos

    As condições variam conforme a instituição, a análise de crédito e o produto contratado.

    Empréstimo ou financiamento: qual escolher?

    A escolha depende principalmente do objetivo do crédito.

    O financiamento pode ser mais adequado quando o consumidor deseja adquirir um bem específico e existe uma linha destinada àquela compra.

    O empréstimo pode fazer mais sentido quando a pessoa precisa utilizar o dinheiro para diferentes despesas ou quando não existe um financiamento compatível com sua necessidade.

    Antes de decidir, é importante avaliar:

    • finalidade do dinheiro;
    • valor das parcelas;
    • prazo do contrato;
    • taxa de juros;
    • Custo Efetivo Total;
    • valor total que será pago;
    • existência de garantia;
    • impacto das parcelas no orçamento;
    • consequências do atraso.

    A melhor opção não é necessariamente aquela que oferece a menor parcela. Um prazo muito longo pode reduzir o valor mensal, mas aumentar o custo final da operação.

    O que é o Custo Efetivo Total?

    O Custo Efetivo Total, conhecido como CET, representa o custo completo da operação de crédito.

    Ele pode incluir:

    • juros;
    • tarifas;
    • tributos;
    • seguros;
    • serviços associados;
    • outras despesas previstas no contrato.

    As instituições devem informar o CET antes da contratação para que o cliente consiga comparar as propostas de empréstimo e financiamento.

    Por isso, duas operações com taxas de juros semelhantes podem apresentar custos finais diferentes.

    Para aprofundar a análise, consulte as orientações do Banco Central sobre empréstimos e financiamentos.

    Quais cuidados tomar antes da contratação?

    Antes de contratar qualquer modalidade de crédito, confira todas as condições apresentadas.

    Alguns cuidados importantes são:

    • simular propostas em mais de uma instituição;
    • conferir se a empresa é autorizada;
    • ler o contrato antes de assinar;
    • verificar o CET;
    • analisar o valor total da dívida;
    • confirmar o número e o valor das parcelas;
    • entender as regras de atraso;
    • avaliar as condições de quitação antecipada;
    • não comprometer excessivamente a renda.

    Também é importante desconfiar de empresas que exigem depósitos antecipados para liberar o crédito.

    Como o correspondente bancário participa da operação?

    O correspondente bancário pode atuar na apresentação de produtos e no encaminhamento de propostas para instituições financeiras parceiras.

    Entre suas atividades estão:

    • explicar características das modalidades;
    • apresentar condições disponíveis;
    • reunir documentos;
    • apoiar o preenchimento da proposta;
    • orientar sobre etapas da contratação;
    • encaminhar informações à instituição financeira.

    A análise e a aprovação do crédito permanecem sob responsabilidade da instituição contratante.

    Para prestar um atendimento responsável, o Corban deve apresentar as informações com clareza e evitar promessas de aprovação ou de condições que ainda não foram confirmadas.

    Organização contábil para correspondentes bancários

    Correspondentes que trabalham com empréstimos e financiamentos também precisam controlar corretamente suas comissões, repasses, documentos fiscais, despesas e resultados.

    Uma contabilidade que conhece a rotina desse segmento pode ajudar a organizar:

    • receitas de comissões;
    • repasses recebidos;
    • emissão de notas fiscais;
    • impostos;
    • folha e pró-labore;
    • fluxo financeiro;
    • regularidade fiscal.

    Conheça a contabilidade para correspondente bancário oferecida pela Corbanzaí.

    Conclusão

    A diferença entre empréstimo e financiamento está principalmente na finalidade do crédito.

    O empréstimo oferece maior liberdade para a utilização do dinheiro. Já o financiamento é destinado à aquisição de um bem ou serviço específico e frequentemente possui uma garantia vinculada.

    Além da finalidade, é necessário comparar prazo, burocracia, garantias, parcelas e Custo Efetivo Total. Essa análise ajuda o consumidor a escolher uma modalidade compatível com seu objetivo e sua capacidade de pagamento.

    Para o correspondente bancário, explicar essas diferenças com clareza melhora o atendimento e contribui para uma contratação mais consciente.

    Seu Corban atua com empréstimos e financiamentos? Conheça a Corbanzaí e organize comissões, notas fiscais, impostos e rotinas contábeis com suporte especializado.

    Autor:

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: Diferença entre empréstimo e financiamento