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  • Operação estruturada de crédito para corban

    Operação estruturada de crédito para corban

    Uma operação estruturada de crédito para corban exige muito mais do que vender mais contratos. Para crescer com previsibilidade, o correspondente bancário precisa organizar processos, controlar indicadores, reduzir gargalos e usar tecnologia para ganhar escala.

    Muitos corbans começam com uma operação baseada em vendedores, planilhas, WhatsApp e acompanhamento manual. Esse modelo pode funcionar no início, mas costuma gerar perda de controle quando o volume cresce.

    Por isso, transformar um corban em uma operação estruturada de crédito é um passo importante para quem deseja escalar sem aumentar custos na mesma proporção.

    O que é uma operação estruturada de crédito para corban?

    Uma operação estruturada de crédito para corban é aquela que possui processos claros, tecnologia integrada, funil de vendas organizado, indicadores de desempenho e controle sobre cada etapa da jornada do cliente.

    Na prática, significa deixar de depender apenas do esforço individual dos vendedores e passar a operar com método.

    Isso envolve organizar desde a entrada do lead até a assinatura do contrato, passando pela qualificação, envio de documentos, análise, acompanhamento e pós-venda.

    Por que muitos corbans perdem controle ao crescer?

    O crescimento sem estrutura pode criar gargalos.

    Quando o volume de leads aumenta, mas o processo continua manual, é comum surgirem problemas como propostas esquecidas, documentos incompletos, clientes sem retorno, contratos não assinados e dificuldade para medir a produtividade da equipe.

    Além disso, o gestor pode perder visibilidade sobre o que realmente está acontecendo na operação.

    Sem dados confiáveis, fica difícil saber quais canais convertem melhor, quais vendedores performam mais, onde os clientes abandonam a jornada e quais produtos geram mais resultado.

    Escalar não é apenas contratar mais vendedores

    Muitos corbans tentam crescer aumentando o time comercial. Porém, essa estratégia nem sempre resolve o problema.

    Se a operação não tem processos definidos, mais vendedores podem significar mais desorganização.

    Escalar com eficiência é aumentar o volume de propostas e contratos sem elevar os custos de forma proporcional.

    Para isso, o corban precisa investir em padronização, automação, CRM, indicadores e gestão operacional.

    O papel da tecnologia na operação do corban

    A tecnologia é uma das principais bases de uma operação estruturada.

    Com sistemas adequados, o corban consegue centralizar informações, distribuir leads, acompanhar propostas, automatizar lembretes, integrar canais de atendimento e monitorar resultados em tempo real.

    Isso reduz retrabalho e melhora a tomada de decisão.

    Em vez de depender de controles manuais, a operação passa a ter dados organizados e processos mais previsíveis.

    CRM para correspondente bancário

    Um CRM para correspondente bancário deve ir além do cadastro de clientes.

    Ele precisa apoiar a gestão completa do funil de crédito, desde a prospecção até a assinatura do contrato.

    Entre as funcionalidades mais importantes estão:

    • distribuição automática de leads;
    • controle das etapas do funil;
    • alertas de follow-up;
    • integração com WhatsApp, SMS e e-mail;
    • gestão de documentos;
    • acompanhamento de propostas;
    • relatórios por vendedor, canal e produto.

    Com esse tipo de controle, o gestor consegue identificar gargalos mais rapidamente e agir antes que a operação perca eficiência.

    Funil de vendas para crédito

    O funil de vendas de um corban precisa ter etapas bem definidas.

    Um modelo simples pode incluir prospecção, qualificação, simulação, envio de proposta, envio de documentos, análise, assinatura e pós-venda.

    Cada etapa deve ter responsáveis, prazos e indicadores.

    Quando o funil é bem estruturado, fica mais fácil entender onde os clientes estão parando e quais ajustes precisam ser feitos para aumentar a conversão.

    Autocontratação digital e redução de fricção

    A autocontratação digital é uma tendência importante para corbans que desejam ganhar escala.

    Com esse modelo, o cliente pode avançar em parte da jornada de forma digital, enviando documentos, preenchendo dados e assinando contratos pelo celular.

    Isso reduz a dependência do vendedor em etapas repetitivas e diminui o tempo entre a proposta e a contratação.

    O atendimento humano continua importante, mas passa a ser direcionado para dúvidas, negociações e situações que exigem mais orientação.

    WhatsApp, SMS e outros canais digitais

    O WhatsApp costuma ser um dos principais canais de relacionamento para operações de crédito.

    Ele permite contato rápido, envio de documentos, lembretes e links de contratação. Porém, não deve ser usado sem controle.

    Quando cada vendedor mantém conversas separadas, sem integração com o CRM, a operação perde histórico, dados e capacidade de gestão.

    O ideal é que os canais digitais estejam conectados ao processo comercial, permitindo acompanhar interações, respostas, pendências e conversões.

    Como reduzir contratos não assinados?

    Contratos não assinados representam uma perda importante para o corban.

    Muitas vezes, o cliente demonstrou interesse, passou por simulação, recebeu a proposta, mas não concluiu a contratação.

    Para reduzir esse problema, é necessário identificar os pontos de abandono.

    O corban deve avaliar se o cliente desistiu por demora, falta de clareza, excesso de etapas, dificuldade tecnológica ou falta de acompanhamento.

    Com automações simples, como lembretes e mensagens de recuperação, é possível aumentar a taxa de conclusão sem sobrecarregar o time comercial.

    Indicadores que o corban deve acompanhar

    Uma operação estruturada depende de indicadores.

    Sem eles, o gestor toma decisões com base em percepção, não em dados.

    Alguns indicadores importantes são:

    • volume de leads recebidos;
    • propostas geradas;
    • taxa de conversão por etapa;
    • contratos assinados;
    • contratos cancelados;
    • tempo médio de venda;
    • produtividade por vendedor;
    • origem dos leads;
    • receita por produto e por canal.

    Esses números ajudam a entender o desempenho real da operação e mostram onde estão as oportunidades de melhoria.

    Como organizar múltiplos vendedores?

    Quando o corban possui vários vendedores, a padronização se torna ainda mais importante.

    Cada vendedor pode ter seu estilo de abordagem, mas o processo precisa seguir uma lógica comum.

    Isso inclui regras para atendimento, prazos de follow-up, registro de informações, envio de propostas, documentação e acompanhamento dos clientes.

    Com processos claros, o gestor consegue comparar desempenho, treinar a equipe e manter um padrão mínimo de qualidade.

    Atendimento humano e automação: como equilibrar?

    Automação não significa eliminar o atendimento humano.

    O objetivo é usar a tecnologia para tarefas repetitivas e deixar o time comercial focado em atividades de maior valor.

    Lembretes, envio de links, coleta de documentos e atualizações de status podem ser automatizados.

    Já dúvidas, objeções, negociação e relacionamento continuam exigindo contato humano.

    Esse equilíbrio ajuda o corban a escalar sem perder personalização.

    Quando pensar em uma operação mais autônoma?

    Corbans mais maduros podem chegar a um ponto em que apenas intermediar produtos de instituições parceiras já não atende aos objetivos do negócio.

    Quando há base de clientes, dados, volume recorrente e desejo de diversificar portfólio, pode fazer sentido avaliar estruturas mais autônomas de crédito.

    Isso não significa abandonar o modelo atual, mas sim entender se existe espaço para evoluir a operação com mais controle sobre jornada, produtos, dados e rentabilidade.

    Essa decisão exige análise cuidadosa, planejamento, estrutura regulatória, tecnologia e apoio especializado.

    O que muda na gestão financeira do corban?

    À medida que o corban cresce, a gestão financeira também precisa evoluir.

    Não basta acompanhar apenas comissões recebidas. É preciso entender custos de aquisição, produtividade da equipe, rentabilidade por canal, despesas operacionais, inadimplência quando aplicável e previsibilidade de caixa.

    Uma operação estruturada de crédito para corban precisa transformar dados comerciais em informações de gestão.

    Sem esse controle, o crescimento pode parecer positivo no volume, mas esconder perda de margem ou aumento de custos.

    Para saber mais, acesse o Banco Central — Correspondentes no país.

    Como a contabilidade apoia uma operação estruturada?

    A contabilidade tem papel importante na organização da operação.

    Ela ajuda a registrar receitas, despesas, comissões, tributos, folha, contratos, repasses e resultados por período.

    Além disso, permite acompanhar indicadores financeiros e entender se a operação está crescendo com saúde.

    Para corbans em fase de expansão, uma contabilidade especializada ajuda a separar melhor os números, evitar confusão entre operação e caixa e dar mais segurança à tomada de decisão.

    Boas práticas para estruturar a operação

    Para transformar um corban em uma operação mais organizada, alguns passos são essenciais.

    O primeiro é mapear todo o processo comercial, identificando etapas, responsáveis e gargalos.

    Depois, é importante centralizar dados, padronizar o funil, acompanhar indicadores e revisar periodicamente a performance.

    Também vale investir em treinamento do time, integração de canais digitais e melhoria da experiência do cliente.

    O objetivo não é apenas vender mais. É vender com controle, previsibilidade e eficiência.

    Leia também o nosso conteúdo sobre Pró-labore é obrigatório? Veja quando se aplica

    Conclusão

    Uma operação estruturada de crédito para corban é construída com processos, tecnologia, indicadores e controle.

    Crescer sem estrutura pode gerar retrabalho, perda de oportunidades e dificuldade para entender a rentabilidade real do negócio.

    Por outro lado, quando o corban organiza o funil, acompanha dados, automatiza etapas e fortalece a gestão financeira, ele ganha mais previsibilidade para escalar.

    A Corbanzaí é especialista em Correspondentes bancários (Corbans). Fale com nossos especialistas e entenda como organizar melhor sua operação.

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    Continue lendo >>: Operação estruturada de crédito para corban
  • Pró-labore é obrigatório? Veja quando se aplica

    Pró-labore é obrigatório? Veja quando se aplica

    Muitos empresários acreditam que todo sócio precisa retirar pró-labore obrigatoriamente. Mas essa interpretação pode gerar confusão.

    Na prática, o pró-labore não é obrigatório para todo sócio e nem em toda empresa. O que existe é a obrigação previdenciária do sócio que trabalha na sociedade, quando ele exerce atividade remunerada e se enquadra como contribuinte obrigatório do INSS.

    Por isso, antes de definir uma retirada mensal, é preciso entender a diferença entre pró-labore, distribuição de lucros e contribuição previdenciária.

    O que é pró-labore?

    Pró-labore é a remuneração paga ao sócio que trabalha na empresa.

    Ele funciona como uma espécie de pagamento pelo trabalho do sócio administrador, mas não deve ser confundido com salário de empregado CLT.

    O sócio não recebe pró-labore simplesmente por ser dono da empresa. Ele recebe quando exerce uma função ativa no negócio, como gestão, administração, atendimento, vendas, operação ou direção estratégica.

    Pró-labore é obrigatório para todo sócio?

    Não. O pró-labore não é obrigatório para todo sócio.

    O sócio que apenas participa do capital da empresa, mas não trabalha na operação, pode receber distribuição de lucros, desde que a empresa tenha lucro apurado e contabilidade regular.

    A atenção maior está no sócio que trabalha na sociedade. Nesse caso, ele pode ser enquadrado como contribuinte obrigatório da Previdência Social, e a empresa precisa avaliar como essa obrigação será cumprida.

    Então o que é obrigatório: pró-labore ou INSS?

    Essa é a principal diferença.

    O ponto central não é dizer que todo sócio deve retirar pró-labore sempre. O que a legislação previdenciária estabelece é que o sócio que trabalha na empresa pode ser considerado contribuinte obrigatório do INSS.

    Na prática, o pró-labore costuma ser a forma usada para formalizar essa remuneração e calcular a contribuição previdenciária.

    Por isso, a pergunta correta não é apenas “pró-labore é obrigatório?”, mas sim: o sócio trabalha na empresa e precisa cumprir obrigação previdenciária?

    Quando o sócio precisa retirar pró-labore?

    O sócio pode precisar retirar pró-labore quando atua de forma ativa na empresa e recebe remuneração pelo trabalho que realiza.

    Isso pode ocorrer quando ele administra o negócio, toma decisões operacionais, atende clientes, gerencia equipe, participa da área comercial ou executa atividades essenciais para a operação.

    Nessas situações, a retirada deve ser analisada com cuidado, pois envolve recolhimento de INSS e registros contábeis adequados.

    Quando o pró-labore pode não ser obrigatório?

    O pró-labore pode não ser obrigatório quando o sócio não exerce atividade na empresa e atua apenas como investidor.

    Nesse caso, ele pode receber lucros, desde que a empresa tenha resultado contábil suficiente e mantenha sua escrituração regular.

    Também podem existir situações em que o sócio já contribui para o INSS por outra fonte. Nesses casos, é necessário avaliar tecnicamente a forma correta de cumprir a obrigação previdenciária, especialmente quando há participação em mais de uma empresa.

    Pró-labore é obrigatório em todas as empresas do sócio?

    Não necessariamente.

    Quando uma pessoa é sócia de mais de uma empresa, é preciso avaliar se ela trabalha efetivamente em cada uma delas.

    Se o sócio apenas participa do capital em uma empresa, sem exercer atividade, a retirada de pró-labore pode não fazer sentido naquela sociedade.

    Por outro lado, se ele atua de forma ativa em mais de uma empresa, cada caso precisa ser analisado, considerando a função exercida, a remuneração recebida e a forma como a contribuição ao INSS já está sendo realizada.

    Por isso, não é correto aplicar uma regra única para todos os sócios e todas as empresas.

    Pró-labore e distribuição de lucros são diferentes

    Pró-labore e distribuição de lucros não são a mesma coisa.

    O pró-labore remunera o trabalho do sócio. Já a distribuição de lucros remunera o capital investido e o resultado econômico da empresa.

    Essa diferença é importante porque o pró-labore sofre incidência de INSS, enquanto a distribuição de lucros, quando feita corretamente, não sofre contribuição previdenciária.

    Por isso, uma empresa não deve substituir o pró-labore por lucros apenas para reduzir impostos, especialmente quando o sócio trabalha ativamente no negócio.

    Existe valor mínimo para o pró-labore?

    A legislação não define um valor fixo obrigatório de pró-labore para todos os casos.

    Na prática, muitas empresas usam o salário mínimo como referência para manter uma base mínima de contribuição previdenciária. Porém, o valor ideal deve considerar a função exercida, a realidade financeira da empresa e a remuneração compatível com a atividade.

    O pró-labore não deve ser definido de forma aleatória. Ele precisa fazer sentido para a função do sócio e para a capacidade econômica da empresa.

    O pró-labore precisa estar no contrato social?

    É recomendável que as regras de remuneração dos sócios estejam previstas no contrato social ou em documento societário adequado.

    Isso ajuda a evitar conflitos entre sócios e facilita a organização contábil da empresa.

    O documento pode definir quem terá direito ao pró-labore, como o valor será determinado, quando poderá ser alterado e como a distribuição de lucros será feita.

    Impactos da Reforma do Imposto de Renda

    As mudanças recentes no Imposto de Renda também tornam o tema mais relevante para sócios e empresas.

    Com a Lei nº 15.270/2025, foram alteradas regras relacionadas ao IRPF, incluindo isenção para determinadas faixas de renda, tributação mínima para altas rendas e novas regras sobre lucros e dividendos.

    Essas mudanças podem influenciar a forma como sócios organizam pró-labore, distribuição de lucros e planejamento de retiradas.

    Por isso, a remuneração dos sócios deve ser analisada com cuidado, considerando impactos previdenciários, fiscais e societários.

    Erros comuns sobre pró-labore e INSS

    Alguns erros podem gerar riscos para a empresa e para os sócios.

    • achar que todo sócio precisa retirar pró-labore;
    • ignorar o INSS do sócio que trabalha na empresa;
    • confundir pró-labore com distribuição de lucros;
    • retirar lucros sem contabilidade regular;
    • definir pró-labore sem critério;
    • não avaliar sócios que participam de mais de uma empresa.

    Esses erros podem causar problemas fiscais, previdenciários e societários.

    Como organizar o pró-labore corretamente?

    O primeiro passo é identificar quais sócios trabalham de fato na empresa.

    Depois, é necessário definir a função exercida, avaliar a necessidade de contribuição previdenciária, estabelecer um valor coerente e registrar corretamente as retiradas na contabilidade.

    Também é essencial separar pró-labore de distribuição de lucros. Cada retirada deve ter natureza correta, base contábil e tratamento tributário adequado.

    Com apoio contábil especializado, a empresa evita interpretações erradas e mantém a remuneração dos sócios mais segura.

    Conclusão

    Afinal, pró-labore é obrigatório? Não para todo sócio e nem em toda empresa.

    O ponto principal é entender se o sócio trabalha na sociedade e se existe obrigação previdenciária a cumprir. Quando há atuação ativa, o pró-labore costuma ser a forma usada para formalizar a remuneração e calcular o INSS.

    Já o sócio que não trabalha na empresa pode receber distribuição de lucros, desde que a empresa tenha resultado apurado e contabilidade regular.

    Como o tema envolve regras previdenciárias, fiscais e societárias, cada caso deve ser analisado individualmente.

    A ContabilizaíBank ajuda empresas a organizarem pró-labore, distribuição de lucros e obrigações contábeis com mais segurança. Fale com nossos especialistas e entenda a melhor forma de estruturar a remuneração dos sócios na sua empresa.

    Somos especialistas em contabilidade para securitizadoras, factorings e ESCs.

    E a Corbanzaí é especializada em contabilidade para correspondentes bancários.

    Fale conosco para avaliar sua estrutura e tomar decisões com mais segurança.

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    Acesse o nosso conteúdo sobre Resolução BCB 540 e duplicatas escriturais

    Autor

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

    Continue lendo >>: Pró-labore é obrigatório? Veja quando se aplica
  • Resolução BCB 540 e duplicatas escriturais

    Resolução BCB 540 e duplicatas escriturais

    A Resolução BCB 540 e duplicatas escriturais passou a ser um tema importante para empresas que atuam com fomento mercantil, securitização, FIDCs e operações com recebíveis.

    A norma alterou a Resolução BCB nº 339, que trata da escrituração, registro, depósito centralizado e negociação de duplicatas escriturais. Com a mudança, o Banco Central passou a reconhecer expressamente a operação de aquisição com regresso de duplicatas escriturais, realizada por instituições não financeiras nas situações legalmente admitidas.

    Na prática, isso traz mais clareza para operações que envolvem cessão, endosso, coobrigação e direito de regresso em duplicatas escriturais.

    O que são duplicatas escriturais?

    Duplicatas escriturais são títulos de crédito emitidos e registrados em ambiente eletrônico.

    Elas substituem a lógica da duplicata física por um sistema digital, com escrituração, registro e controle em entidades autorizadas. O objetivo é aumentar a rastreabilidade, a segurança e a padronização das operações com recebíveis.

    A Resolução BCB nº 339 dispõe sobre a atividade de escrituração de duplicata escritural, o sistema eletrônico de escrituração, o registro, o depósito centralizado e a negociação desses títulos.

    Esse modelo é relevante porque a duplicata continua sendo um dos principais instrumentos usados em operações de antecipação de recebíveis, fomento mercantil, securitização e crédito empresarial.

    O que mudou com a Resolução BCB 540?

    A principal mudança da Resolução BCB 540 e duplicatas escriturais foi a inclusão da definição de operação de aquisição com regresso.

    Segundo a norma, essa operação consiste na transferência definitiva de duplicatas escriturais ou de unidades de duplicatas com coobrigação, por meio de endosso, cessão ou outro instrumento contratual, realizada por instituições não financeiras nas situações legalmente admitidas.

    Em termos práticos, a mudança reconhece que determinadas operações com duplicatas escriturais podem envolver coobrigação e direito de regresso, desde que respeitados os limites legais.

    O que é aquisição com regresso?

    A aquisição com regresso ocorre quando quem cede o crédito continua responsável em alguma medida pela obrigação.

    Ou seja, se o devedor original não pagar a duplicata, o adquirente pode ter direito de buscar o pagamento contra o cedente ou coobrigado, conforme o contrato e a estrutura da operação.

    Esse mecanismo é importante em várias operações de recebíveis, pois ajuda a organizar a alocação de risco entre as partes.

    No contexto da duplicata escritural, a Resolução BCB 540 trouxe mais clareza ao admitir expressamente a aquisição com regresso nas situações legalmente permitidas.

    Por que essa mudança foi relevante para o mercado?

    Antes da alteração, havia preocupação no mercado sobre a interpretação das regras aplicáveis às duplicatas escriturais, especialmente em operações com regresso.

    Para empresas que trabalham com recebíveis, a possibilidade de discutir ou restringir o direito de regresso poderia gerar insegurança jurídica e afetar modelos operacionais já usados no fomento, na securitização e em estruturas de investimento.

    Com a Resolução BCB 540, o mercado ganha mais previsibilidade para estruturar operações com coobrigação, endosso, cessão e outros instrumentos contratuais relacionados às duplicatas escriturais.

    Isso não elimina a necessidade de cautela. Pelo contrário, reforça a importância de contratos bem redigidos e processos atualizados.

    Impacto nos contratos de fomento e securitização

    A mudança regulatória exige atenção aos contratos de fomento e securitização.

    Se a operação envolve duplicatas escriturais, coobrigação ou direito de regresso, o contrato precisa refletir com clareza a estrutura utilizada.

    Isso inclui definir quem assume o risco de inadimplência, como ocorre a cessão ou o endosso, quais garantias existem, quais obrigações permanecem com o cedente e quais procedimentos serão adotados em caso de não pagamento.

    Contratos antigos ou genéricos podem não acompanhar a nova realidade regulatória. Por isso, a revisão dos modelos contratuais se torna uma medida importante para reduzir riscos.

    Coobrigação em duplicatas escriturais

    A coobrigação é um dos pontos centrais do debate.

    Na prática, ela significa que uma parte continua vinculada ao pagamento ou à responsabilidade sobre o título, mesmo após a transferência do crédito.

    Em operações de recebíveis, a coobrigação pode aparecer como forma de proteção para quem adquire o crédito. No entanto, ela precisa estar bem documentada e compatível com a estrutura jurídica da operação.

    Com a Resolução BCB 540, a coobrigação passa a aparecer de forma expressa na definição de aquisição com regresso de duplicatas escriturais.

    Relação com a Lei 13.775/2018

    A Lei nº 13.775/2018 instituiu a duplicata sob a forma escritural e trouxe regras relevantes sobre emissão e circulação desses títulos.

    Um ponto importante é que o artigo 10 da lei considera nulas as cláusulas contratuais que vedam, limitam ou oneram, direta ou indiretamente, a emissão ou a circulação de duplicatas emitidas sob forma cartular ou escritural.

    Isso reforça a importância da circulação da duplicata como instrumento de crédito e financiamento empresarial.

    A Resolução BCB 540 não deve ser vista de forma isolada. Ela faz parte de um movimento maior de digitalização, padronização e segurança das operações com duplicatas.

    O que empresas devem revisar agora?

    Empresas que atuam com duplicatas e recebíveis devem revisar suas práticas contratuais e operacionais.

    O primeiro cuidado é verificar se os contratos usados nas operações contemplam corretamente a aquisição com regresso, a coobrigação, a cessão, o endosso e os procedimentos de cobrança.

    Também é importante avaliar se os documentos estão alinhados à duplicata escritural, especialmente quanto ao registro, à rastreabilidade e à comprovação da titularidade do crédito.

    Outro ponto relevante é manter os contratos operacionais atualizados, com previsão de revisão periódica. Em um ambiente regulatório em evolução, modelos antigos podem gerar insegurança.

    Cuidados contábeis e operacionais

    Além dos contratos, a mudança exige atenção aos controles internos.

    Operações com duplicatas escriturais devem estar bem refletidas na contabilidade, na conciliação financeira e na gestão dos recebíveis.

    A empresa precisa conseguir demonstrar a origem do crédito, a titularidade, a forma de aquisição, a existência de coobrigação e os efeitos financeiros da operação.

    Esses controles ajudam a reduzir riscos fiscais, contábeis, jurídicos e operacionais.

    Por que contar com apoio especializado?

    A Resolução BCB 540 e duplicatas escriturais trata de um tema técnico, mas com impacto direto na rotina das empresas.

    Uma interpretação equivocada pode afetar contratos, registros, garantias, cobrança e contabilização das operações.

    Por isso, empresas que operam com recebíveis devem contar com apoio jurídico, contábil e operacional especializado para revisar seus modelos e adequar seus processos.

    A atualização não deve ser apenas documental. Ela precisa refletir a forma real como a operação acontece.

    Conclusão

    A Resolução BCB 540 e duplicatas escriturais trouxe mais clareza para as operações de aquisição com regresso, coobrigação e transferência de duplicatas escriturais.

    Para o mercado de recebíveis, a mudança representa maior previsibilidade, mas também exige revisão de contratos, controles, registros e processos internos.

    Empresas que atuam com fomento, securitização, FIDCs ou antecipação de duplicatas devem avaliar se seus modelos contratuais estão atualizados e compatíveis com a nova redação normativa.

    A ContabilizaíBank é especializada em contabilidade para securitizadoras, factorings e ESCs. Fale com nossos especialistas e entenda como preparar sua estrutura para operar com mais segurança contábil, fiscal e operacional.

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    Autor

    Mauro Morgan de Aguiar
    Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

    Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

    Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

    Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

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  • Lending as a Service: como oferecer crédito sem ser banco

    Lending as a Service: como oferecer crédito sem ser banco

    O Lending as a Service vem transformando a forma como empresas oferecem crédito no Brasil. Antes, estruturar uma operação própria exigia criar uma instituição financeira, montar times especializados, desenvolver sistemas e lidar diretamente com exigências regulatórias.

    Hoje, com tecnologia, APIs financeiras, Open Finance e parceiros regulados, empresas de diferentes setores conseguem oferecer crédito de forma mais rápida, escalável e segura.

    Esse modelo interessa especialmente a fintechs, marketplaces, varejistas, plataformas B2B e correspondentes bancários que desejam ir além da intermediação e criar novas fontes de receita.

    O que é Lending as a Service?

    Lending as a Service, também conhecido como LaaS, é um modelo que permite que empresas ofereçam crédito aos seus clientes usando a infraestrutura tecnológica, operacional e regulatória de um parceiro especializado.

    Na prática, a empresa não precisa construir uma financeira do zero. Ela pode conectar sua operação a uma plataforma que já possui estrutura para análise de crédito, formalização, compliance, liberação de recursos, cobrança e gestão da carteira.

    Esse modelo torna possível oferecer crédito com a própria marca, integrado à jornada do cliente e com menos fricção operacional.

    Por que o Lending as a Service cresceu?

    O crescimento do Lending as a Service está ligado à digitalização do sistema financeiro e à busca das empresas por novas formas de monetizar sua base de clientes.

    Com Pix, Open Finance, assinatura digital, biometria, análise antifraude e APIs financeiras, o crédito deixou de depender apenas de processos manuais e passou a ser incorporado em plataformas digitais.

    Além disso, empresas perceberam que o crédito pode aumentar conversão, ticket médio, fidelização e recorrência. Em vez de tratar o crédito apenas como produto bancário, ele passa a ser uma ferramenta estratégica de crescimento.

    Crédito deixou de ser exclusivo dos bancos

    Durante muito tempo, oferecer crédito era uma atividade concentrada em bancos e financeiras tradicionais.

    Esse cenário mudou. Hoje, empresas de tecnologia, varejistas, plataformas digitais, marketplaces e negócios B2B conseguem estruturar ofertas de crédito com apoio de parceiros regulados e infraestrutura especializada.

    Isso não significa operar sem regras. Pelo contrário, uma operação de crédito exige cuidado com regulação, análise de risco, proteção de dados, prevenção à fraude, formalização e cobrança.

    O diferencial do Lending as a Service está em permitir que a empresa acesse essa estrutura sem precisar desenvolver tudo internamente.

    Lending as a Service e Embedded Finance

    O Lending as a Service é uma das bases do Embedded Finance.

    Embedded Finance significa inserir serviços financeiros dentro da jornada de consumo do cliente. No caso do crédito, isso pode acontecer no checkout, no aplicativo, em uma plataforma B2B, em um ERP ou em uma jornada de compra digital.

    Em vez de o cliente procurar uma instituição financeira separadamente, o crédito aparece no momento em que ele precisa tomar uma decisão.

    Esse modelo reduz fricção, melhora a experiência e pode aumentar as chances de conversão.

    Para quem o Lending as a Service faz sentido?

    O modelo pode ser útil para empresas que já possuem relacionamento com uma base de clientes e desejam oferecer crédito de forma integrada.

    Isso inclui fintechs, marketplaces, varejistas, empresas de benefícios, plataformas B2B, HRTechs, ERPs, indústrias e correspondentes bancários maduros.

    Também pode ser uma alternativa para empresas que querem diversificar portfólio, aumentar a rentabilidade e ter mais controle sobre a jornada do cliente.

    A evolução do modelo Corban

    O correspondente bancário teve papel importante na democratização do crédito no Brasil. Ele aproximou bancos, financeiras e consumidores, especialmente em regiões ou nichos onde o acesso ao crédito era mais limitado.

    No entanto, muitos corbans maduros começam a enfrentar limitações do modelo tradicional.

    Quando o correspondente depende exclusivamente das regras de um banco parceiro, ele tem menor controle sobre taxas, prazos, política de crédito, jornada do cliente e margem financeira.

    Por isso, algumas empresas começam a avaliar uma estrutura própria ou semiprópria de crédito, usando infraestrutura de Lending as a Service ou Credit as a Service.

    Quando faz sentido oferecer crédito com a própria marca?

    A transição faz mais sentido quando o crédito deixa de ser apenas uma fonte de comissão e passa a ser parte estratégica do negócio.

    Alguns sinais indicam esse momento:

    • a empresa já possui volume relevante de clientes;
    • existe demanda recorrente por crédito;
    • o negócio quer diversificar o portfólio;
    • há dados próprios para análise de risco;
    • a empresa deseja personalizar produtos e condições;
    • a margem da intermediação tradicional ficou limitada.

    Nesses casos, oferecer crédito com a própria marca pode ampliar controle, rentabilidade e diferenciação competitiva.

    O que é necessário para oferecer crédito?

    Oferecer crédito exige mais do que disponibilizar dinheiro ao cliente. É preciso estruturar uma jornada completa, desde a originação até a cobrança.

    Isso envolve tecnologia, compliance, análise de risco, formalização, funding e gestão operacional.

    A seguir, veja os principais pilares.

    Estrutura regulatória

    O primeiro passo é definir qual modelo regulatório será utilizado.

    Entre as estruturas mais comuns estão a Sociedade de Crédito Direto, a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas, o FIDC e a parceria com instituições reguladas.

    A SCD pode ser usada em operações de crédito com recursos próprios. A SEP está ligada a operações de empréstimo entre pessoas. Já o FIDC pode ser usado como estrutura de funding para escalar carteiras de crédito com recursos de investidores.

    No modelo de Lending as a Service, a empresa pode operar com apoio de uma estrutura já regulada, reduzindo a necessidade de obter licença própria logo no início.

    Originação e jornada digital

    A originação é a entrada do cliente na jornada de crédito.

    Uma experiência eficiente precisa ser simples, digital e segura. O cliente deve conseguir simular, enviar dados, passar por validações, assinar documentos e receber uma resposta em pouco tempo.

    Essa etapa costuma envolver cadastro digital, validação de documentos, biometria facial, consulta a bureaus, análise antifraude, simulação de crédito e assinatura eletrônica.

    Quanto menor a fricção, maior tende a ser a conversão. Mas a velocidade não pode comprometer a segurança.

    Motor de crédito e política de risco

    O motor de crédito é o coração da operação.

    Ele define quem pode tomar crédito, qual valor pode ser aprovado, quais taxas serão aplicadas, quais prazos fazem sentido e quais propostas devem ser recusadas.

    Uma política de risco bem construída combina dados tradicionais, informações alternativas, histórico do cliente, Open Finance, regras de negócio e modelos estatísticos.

    No Lending as a Service, esse motor pode ser próprio, fornecido pelo parceiro ou customizado sobre uma infraestrutura já existente.

    Formalização e compliance

    Nenhuma operação de crédito cresce de forma saudável sem formalização adequada.

    Contratos digitais, trilhas de auditoria, gestão documental, validade jurídica da assinatura, prevenção à lavagem de dinheiro, KYC e KYB são partes essenciais da operação.

    O compliance não deve ser tratado como uma etapa burocrática. Ele protege a empresa, o cliente, os investidores e os parceiros envolvidos.

    Uma operação que cresce sem controles pode enfrentar fraudes, inadimplência elevada, questionamentos regulatórios e danos reputacionais.

    Liquidação, cobrança e gestão da carteira

    Depois da aprovação do crédito, a operação continua.

    A empresa precisa liberar recursos, acompanhar pagamentos, controlar inadimplência, fazer cobrança, gerar relatórios e analisar a performance da carteira.

    Se houver estrutura com investidores, como um FIDC, também será necessário prestar informações e manter controles compatíveis com a governança da operação.

    Uma boa infraestrutura de Lending as a Service deve cobrir não apenas a concessão, mas todo o ciclo de vida do crédito.

    O papel do FIDC em operações de crédito

    O FIDC pode ser uma estrutura relevante para empresas que desejam escalar crédito com funding de terceiros.

    Nesse modelo, investidores aportam recursos no fundo, e o fundo adquire direitos creditórios originados pelas operações.

    Isso permite ampliar a capacidade de concessão sem depender apenas do capital próprio da empresa.

    No entanto, o uso de FIDC exige governança, lastro, rastreabilidade, controles contábeis e acompanhamento rigoroso dos recebíveis.

    Vantagens do Lending as a Service

    O Lending as a Service pode acelerar a entrada de empresas no mercado de crédito.

    Entre as principais vantagens estão a redução do tempo de implementação, o acesso a infraestrutura regulatória, a integração por APIs, a automação da jornada, a personalização de produtos e o ganho de escala.

    Além disso, a empresa pode focar em aquisição de clientes, experiência do usuário e estratégia comercial, enquanto o parceiro especializado apoia a parte operacional e tecnológica.

    Riscos e cuidados do modelo

    Apesar das vantagens, o modelo exige cautela.

    A empresa precisa entender quais responsabilidades permanecem com ela, quais atividades são executadas pelo parceiro, como os dados serão tratados, quem responde pela política de crédito e como a cobrança será conduzida.

    Também é importante avaliar custos, contratos, riscos regulatórios, qualidade da infraestrutura e capacidade de integração.

    Oferecer crédito com a própria marca aumenta a proximidade com o cliente, mas também exige mais responsabilidade sobre a experiência e os resultados da operação.

    Como a contabilidade ajuda nesse modelo?

    A contabilidade tem papel estratégico em modelos de crédito.

    Ela ajuda a organizar receitas, custos, provisões, tributos, recebíveis, conciliações, repasses, carteira em aberto e indicadores financeiros.

    Também contribui para a leitura da rentabilidade real do modelo, separando margem financeira, inadimplência, custo de funding, despesas operacionais e riscos fiscais.

    Para empresas que querem oferecer crédito com escala, a contabilidade precisa acompanhar a complexidade do negócio.

    Leia também o nosso conteúdo sobre Contrato com instituições financeiras: cuidados

    Conclusão

    O Lending as a Service mostra que o crédito deixou de ser um produto exclusivo de bancos e passou a ser uma estratégia de crescimento para empresas de diferentes setores.

    Com infraestrutura regulatória, tecnologia, motor de crédito, compliance, formalização digital e gestão da carteira, empresas podem oferecer crédito de forma mais rápida e escalável.

    Para corbans maduros, fintechs, varejistas e plataformas digitais, esse modelo pode representar uma nova fase: mais autonomia, diversificação de receita e controle sobre a jornada do cliente.

    Quer entender melhor como organizar a contabilidade da sua operação como correspondente bancário? Fale com a Corbanzaí e conte com uma contabilidade especializada em Corbans.

    A Corbanzaí é uma empresa do Grupo Contabilizaí especializada em correspondentes bancários.

    Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: Lending as a Service: como oferecer crédito sem ser banco
  • Contrato com instituições financeiras: cuidados

    Contrato com instituições financeiras: cuidados

    Firmar um contrato com instituições financeiras é uma etapa estratégica para correspondentes bancários que desejam atuar com segurança, profissionalismo e conformidade.

    Na prática, o correspondente atua como canal de atendimento da instituição contratante. Por isso, a relação entre corban, banco, financeira ou instituição autorizada precisa estar bem definida desde o início.

    Mais do que uma formalidade, o contrato orienta responsabilidades, limites de atuação, padrões de atendimento, regras de comunicação, uso de marca, compliance e condutas esperadas na operação.

    O que é um contrato com instituições financeiras?

    O contrato com instituições financeiras é o documento que formaliza a relação entre a instituição contratante e o correspondente bancário.

    Esse contrato define quais serviços o correspondente poderá prestar, quais regras deverá seguir e quais limites precisa respeitar na relação com os clientes.

    Segundo o Banco Central, o correspondente presta serviços por conta e sob as diretrizes da instituição contratante. Isso significa que o corban não atua de forma independente na oferta dos produtos financeiros.

    Ele deve seguir os padrões definidos pela instituição, sem alterar condições, criar promessas próprias ou descumprir os protocolos operacionais previstos no contrato.

    Por que o contrato exige atenção?

    O contrato exige atenção porque a atividade de correspondente envolve relacionamento direto com consumidores, dados sensíveis, propostas de crédito, documentação e regras de compliance.

    Uma falha no atendimento ou no cumprimento das regras pode gerar consequências para o cliente, para a instituição financeira e para o próprio correspondente.

    Entre os riscos mais comuns estão:

    • reclamações de consumidores;
    • auditorias internas;
    • sanções contratuais;
    • bloqueio operacional;
    • perda de parceria;
    • danos à reputação.

    Por isso, antes de assinar ou renovar um contrato, o correspondente deve entender exatamente quais obrigações está assumindo.

    Responsabilidades do correspondente bancário

    Embora a instituição contratante seja responsável pelos serviços prestados por meio do correspondente, o corban também precisa cumprir as obrigações previstas no contrato e nas normas aplicáveis.

    O correspondente deve informar ao público para quais instituições presta serviço, quais produtos oferece e quais são os canais de atendimento, SAC e ouvidoria da instituição contratante.

    Essa transparência é essencial. O cliente precisa saber com qual instituição financeira está contratando, qual é o papel do correspondente e para onde deve encaminhar dúvidas ou reclamações.

    Cuidados antes de assinar o contrato

    Antes de firmar um contrato com instituições financeiras, o correspondente deve analisar com atenção as cláusulas comerciais, operacionais e de compliance.

    Não basta observar apenas a comissão. É preciso entender o conjunto de responsabilidades envolvidas na parceria.

    O corban deve verificar quais produtos poderá ofertar, quais canais de atendimento são permitidos, quais regras de uso de marca se aplicam, como será feita a guarda de documentos e quais penalidades podem ocorrer em caso de descumprimento.

    Também é importante avaliar se o contrato prevê auditorias, treinamentos obrigatórios, regras de proteção de dados, políticas antifraude e procedimentos de atendimento ao consumidor.

    Transparência no atendimento ao cliente

    A transparência deve orientar toda a atuação do correspondente bancário.

    O cliente precisa receber informações claras sobre taxas, prazos, custos, condições de contratação, riscos, limites e etapas da operação.

    O corban não deve prometer aprovação de crédito, redução garantida de parcelas ou liberação de valores sem respaldo da instituição financeira.

    A comunicação precisa seguir os materiais, tabelas e orientações oficiais da contratante. Informações omitidas ou explicadas de forma confusa podem gerar reclamações e comprometer a imagem do correspondente.

    Documentação e registros da operação

    Um ponto essencial em qualquer contrato com instituições financeiras é a organização documental.

    O correspondente deve manter registros de atendimentos, contratos, autorizações, consentimentos, propostas, comprovantes e validações realizadas durante a operação.

    Esses registros ajudam a demonstrar que o atendimento ocorreu de forma regular e que o cliente recebeu as informações necessárias antes da contratação.

    Na prática, a documentação protege o cliente, a instituição e o próprio corban em caso de auditorias, contestações ou investigações.

    Identificação do cliente e prevenção a fraudes

    A identificação correta do cliente é uma das principais barreiras contra fraudes.

    Por isso, o correspondente deve seguir rigorosamente os protocolos definidos pela instituição financeira. Isso inclui validação de documentos, confirmação de dados, uso de sistemas oficiais e procedimentos de KYC.

    Pular etapas para acelerar uma venda pode gerar risco operacional e comprometer a segurança da operação.

    Em crédito consignado, empréstimos, financiamentos e outros produtos financeiros, a verificação de identidade deve ser tratada como parte central do atendimento, não como simples burocracia.

    Uso de marca e comunicação

    O uso da marca da instituição financeira deve seguir as regras previstas no contrato.

    O correspondente não pode divulgar campanhas, condições, promessas ou materiais que não tenham sido autorizados pela contratante.

    Também deve evitar abordagens agressivas, anúncios enganosos e qualquer comunicação que possa confundir o consumidor.

    Algumas práticas merecem atenção especial:

    • divulgar promoções sem autorização;
    • usar materiais alterados;
    • prometer aprovação garantida;
    • captar clientes por canais inadequados;
    • omitir a instituição responsável pelo produto.

    Essas condutas podem gerar problemas contratuais e prejudicar a credibilidade do corban.

    Capacitação e atualização constante

    A capacitação contínua é um cuidado essencial para quem atua como correspondente bancário.

    As regras mudam, os sistemas evoluem, os golpes se sofisticam e os produtos financeiros exigem atualização constante.

    Por isso, treinamentos oferecidos por instituições financeiras e entidades do setor ajudam a reduzir erros e melhorar a qualidade do atendimento.

    Um corban bem treinado tende a operar com mais segurança, menor risco de reclamações e maior capacidade de manter bons contratos com bancos e financeiras.

    Compliance no contrato com instituições financeiras

    O compliance não deve aparecer apenas como uma cláusula contratual. Ele precisa fazer parte da cultura da operação.

    No dia a dia, isso significa seguir protocolos, registrar informações, respeitar limites comerciais, proteger dados do cliente, comunicar irregularidades e agir com ética em todas as etapas do atendimento.

    Um correspondente que ignora regras de compliance pode perder contratos, sofrer bloqueios operacionais e comprometer sua reputação no mercado.

    Por outro lado, quem adota boas práticas ganha credibilidade e se posiciona melhor diante de instituições financeiras e clientes.

    Principais erros que o corban deve evitar

    Alguns erros são especialmente sensíveis na relação entre correspondente e instituição financeira.

    Entre eles estão oferecer produtos sem autorização, alterar informações para facilitar a venda, prometer aprovação garantida, usar canais informais para tratar dados sensíveis e deixar documentos desorganizados.

    Também é arriscado usar redes sociais pessoais sem cuidado, divulgar campanhas não aprovadas ou deixar de registrar consentimentos e etapas importantes do atendimento.

    Essas condutas podem parecer pequenas no dia a dia, mas geram alto risco operacional, contratual e reputacional.

    Como se preparar para uma relação segura

    Para manter uma relação segura com bancos e financeiras, o correspondente precisa estruturar sua operação antes mesmo de ampliar sua carteira de parceiros.

    Isso envolve revisar processos internos, organizar documentos, treinar a equipe, padronizar atendimento, definir canais oficiais de comunicação e acompanhar as exigências de cada instituição contratante.

    Também é importante analisar a viabilidade econômica do contrato, entendendo comissões, metas, custos operacionais, responsabilidades e possíveis penalidades.

    Uma operação bem estruturada reduz riscos e aumenta a chance de manter parcerias duradouras no mercado financeiro.

    Acesse o nosso conteúdo sobre Crédito direto ao consumidor: o que é e como funciona

    Conclusão

    O contrato com instituições financeiras é a base da atuação segura do correspondente bancário. Ele define responsabilidades, limites, padrões de atendimento, regras de comunicação, exigências documentais e obrigações de compliance.

    Para evitar riscos, o corban precisa entender o contrato, seguir os protocolos da instituição contratante, manter transparência com o cliente, organizar documentos, validar corretamente a identidade dos consumidores e investir em capacitação contínua.

    Mais do que vender produtos financeiros, o correspondente representa um canal de confiança entre a instituição e o público.

    A Corbanzaí é especializada em contabilidade para correspondentes bancários. Entre em contato e veja como organizar sua operação para crescer com mais segurança, controle e profissionalismo.

    Continue lendo >>: Contrato com instituições financeiras: cuidados
  • Teddy Open Finance cresce no crédito

    Teddy Open Finance cresce no crédito

    A Teddy Open Finance registrou lucro de R$ 14,5 milhões no primeiro trimestre, em um período marcado por forte crescimento no faturamento, avanço na originação de crédito e consolidação da sua estratégia como infraestrutura de distribuição financeira.

    Entre janeiro e março, a plataforma originou R$ 10,8 bilhões em crédito, dos quais R$ 1,1 bilhão foram efetivamente contratados. No mesmo período, mais de 140 mil clientes acessaram crédito pelo ecossistema Teddy.

    O desempenho reforça o avanço das plataformas financeiras voltadas à distribuição de produtos bancários, especialmente em um mercado cada vez mais conectado a tecnologia, governança e redes comerciais capilarizadas.

    O que é a Teddy Open Finance?

    A Teddy Open Finance é uma plataforma voltada à distribuição de produtos financeiros, conectando tecnologia, instituições parceiras e profissionais que atuam na oferta de crédito e soluções bancárias.

    Na prática, esse tipo de estrutura permite ampliar o acesso a produtos financeiros por meio de uma rede de usuários, assessores e parceiros comerciais.

    O modelo se aproxima da lógica do novo mercado financeiro, em que a distribuição deixa de depender apenas das agências tradicionais e passa a envolver plataformas digitais, correspondentes bancários, bancários autônomos e agentes independentes.

    O que mostram os resultados do primeiro trimestre?

    Os números divulgados pela Teddy Open Finance indicam um período de forte expansão.

    Entre os principais destaques estão:

    • lucro de R$ 14,5 milhões;
    • crescimento de 136,7% no faturamento;
    • R$ 10,8 bilhões em crédito originado;
    • R$ 1,1 bilhão em crédito efetivamente contratado;
    • mais de 140 mil clientes atendidos no ecossistema;
    • distribuição de PLR aos colaboradores.

    Esse desempenho mostra uma combinação entre escala, eficiência comercial e maior maturidade operacional.

    Crédito consignado lidera a carteira

    A produção de crédito da Teddy Open Finance chegou a aproximadamente R$ 1,1 bilhão no trimestre, com avanço de 56% em relação a 2025.

    A carteira apresentou predominância do crédito consignado, responsável por R$ 670 milhões, o equivalente a 63% do total.

    Na sequência, aparecem:

    • crédito imobiliário: R$ 200 milhões, ou 19%;
    • consórcios: R$ 200 milhões, ou 18%.

    Esses dados mostram uma carteira diversificada, mas ainda fortemente apoiada em produtos de crédito com grande demanda no mercado brasileiro.

    O que esse crescimento indica para o mercado financeiro?

    O avanço da Teddy Open Finance indica uma mudança importante na forma de distribuir produtos financeiros.

    Cada vez mais, plataformas tecnológicas ganham espaço ao conectar bancos, fintechs, clientes e profissionais de venda em um mesmo ecossistema.

    Esse modelo pode trazer benefícios como:

    • maior capilaridade comercial;
    • mais eficiência na oferta de crédito;
    • acesso a diferentes produtos financeiros;
    • uso de tecnologia para reduzir fricções;
    • ampliação da base de clientes;
    • integração entre dados, vendas e atendimento.

    Para o mercado, isso reforça a importância de estruturas digitais capazes de escalar operações com controle, governança e eficiência.

    Governança corporativa ganha força

    Além dos resultados financeiros, a Teddy Open Finance também avançou em sua estrutura de governança.

    O grupo passou a contar com o suporte do The Advisory Board, o TAB, um conselho formado por especialistas em estratégia, crescimento empresarial, marketing e estruturação de negócios.

    Essa iniciativa marca uma nova fase de institucionalização da empresa, com foco em sustentar o crescimento da operação e acompanhar decisões estratégicas.

    Quais são os pilares do conselho?

    O TAB atua em áreas consideradas essenciais para a expansão da Teddy Open Finance.

    Entre os principais pilares estão:

    • posicionamento estratégico;
    • direção de crescimento;
    • governança corporativa;
    • estruturação de negócios;
    • marketing e vendas;
    • inovação;
    • eficiência operacional.

    O objetivo é trazer mais maturidade para decisões que impactam a escalabilidade e o futuro da companhia.

    Tecnologia e inteligência artificial na operação

    Outro ponto relevante da estratégia da Teddy Open Finance é o uso de tecnologia proprietária.

    A empresa destaca soluções como a SAM IA, voltada a apoiar eficiência operacional, Customer Success e jornada do cliente.

    Com mais de 35 mil usuários ativos, a fintech busca usar inteligência artificial para reduzir fricções, otimizar processos e melhorar a experiência dentro do seu ecossistema.

    Esse movimento mostra como a tecnologia se tornou uma peça central na distribuição financeira.

    Expansão e integração de marcas

    Após um ciclo de crescimento com marcos importantes, como a aquisição da ConKey, o lançamento da The House e a expansão da Consig 360, a Teddy Open Finance passa a focar na integração de suas marcas.

    A estratégia também envolve o cross-sell em uma base de 11 milhões de CPFs.

    Na prática, isso significa aproveitar a base existente para oferecer novas soluções financeiras, aumentar a recorrência e ampliar a eficiência comercial.

    O que muda para bancários autônomos e correspondentes?

    O crescimento da Teddy Open Finance também chama atenção para a evolução do trabalho de bancários autônomos e correspondentes bancários.

    Esses profissionais passam a atuar em um ambiente mais tecnológico, com acesso a plataformas, produtos variados e ferramentas que ajudam na gestão da carteira de clientes.

    Com isso, o profissional deixa de depender apenas de uma estrutura tradicional e passa a operar dentro de um ecossistema mais amplo de distribuição financeira.

    Oportunidades para o setor

    Para quem atua no mercado financeiro, esse movimento pode representar novas oportunidades.

    Entre elas estão:

    • ampliação da oferta de produtos;
    • atuação com múltiplas soluções financeiras;
    • maior autonomia comercial;
    • possibilidade de escalar operações;
    • uso de tecnologia para melhorar atendimento;
    • fortalecimento da relação com clientes.

    No entanto, crescimento também exige organização, controle e atenção às regras aplicáveis ao setor.

    Por que governança importa nesse mercado?

    O avanço de plataformas como a Teddy Open Finance mostra que escala precisa vir acompanhada de governança.

    Em operações financeiras, não basta crescer em volume. É necessário manter processos bem definidos, controles internos, organização operacional e segurança nas informações.

    A governança ajuda a fortalecer a credibilidade da empresa diante de bancos, fundos, investidores, parceiros e clientes.

    Por isso, o tema se torna cada vez mais importante para empresas que atuam com distribuição financeira, crédito e correspondência bancária.

    Impactos para o mercado de crédito

    Os resultados da Teddy Open Finance reforçam a força do crédito como motor de crescimento para plataformas financeiras.

    Com bilhões de reais originados em apenas um trimestre, o setor mostra potencial de expansão, especialmente quando combina tecnologia, rede comercial e diversificação de produtos.

    Ao mesmo tempo, o crescimento exige atenção a pontos como:

    • qualidade da carteira;
    • compliance;
    • formalização das operações;
    • acompanhamento de indicadores;
    • gestão de riscos;
    • relacionamento com instituições parceiras;
    • estrutura contábil e financeira.

    Esses fatores são essenciais para sustentar a expansão de forma segura.

    Leia também: O que é um bancário autônomo?

    Para conhecer mais sobre a empresa, acesse o site oficial da Teddy Open Finance.

    Conclusão

    A Teddy Open Finance registrou um primeiro trimestre de forte desempenho, com lucro de R$ 14,5 milhões, crescimento expressivo no faturamento e R$ 10,8 bilhões em crédito originado.

    Os números mostram o avanço de uma estratégia baseada em tecnologia, governança, distribuição financeira e expansão de produtos.

    Para bancários autônomos, correspondentes e empresas que atuam no setor financeiro, esse movimento reforça a importância de acompanhar as mudanças do mercado e se preparar para uma atuação cada vez mais profissional, estruturada e digital.

    Quer entender melhor como organizar a contabilidade da sua operação como correspondente bancário? Fale com a Corbanzaí e conte com uma contabilidade especializada em Corbans.

    A Corbanzaí é uma empresa do Grupo Contabilizaí especializada em correspondentes bancários.

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    Continue lendo >>: Teddy Open Finance cresce no crédito