Ver Outros

  • Shadow Banking: crescimento dos fundos reacende debate sobre governança

    Shadow Banking: crescimento dos fundos reacende debate sobre governança

    O termo shadow banking voltou ao centro das discussões no mercado financeiro diante do crescimento expressivo dos fundos de investimento e das investigações recentes envolvendo estruturas financeiras complexas.

    Segundo notícia recente, o estoque dos fundos de investimento no Brasil passou de R$ 485 bilhões em 2011 para R$ 2,7 trilhões em 2025. Esse avanço mostra a força do mercado de capitais, dos fundos estruturados, das fintechs, das securitizadoras e de outras estruturas que passaram a atuar como alternativas ao crédito bancário tradicional.

    Ao mesmo tempo, casos investigados envolvendo fundos, instituições financeiras e fintechs acenderam um alerta importante: quanto mais sofisticado o mercado, maior precisa ser o compromisso com governança, transparência, rastreabilidade e controle de riscos.

    Neste artigo, você vai entender o que é shadow banking, por que o tema ganhou destaque, quais são os riscos apontados no debate atual.

    O que é shadow banking?

    Shadow banking pode ser traduzido como sistema bancário paralelo. O termo se refere à intermediação de crédito ou investimento realizada fora dos bancos tradicionais.

    Na prática, esse conceito pode envolver diferentes estruturas financeiras, como fundos de investimento, FIDCs, securitizadoras, gestoras independentes, fintechs, plataformas de crédito, operações de antecipação de recebíveis e outros veículos do mercado de capitais.

    Apesar do nome, shadow banking não significa automaticamente ilegalidade. O termo indica que parte da atividade financeira ocorre fora do modelo bancário convencional e, por isso, nem sempre está sujeita às mesmas exigências prudenciais aplicáveis aos bancos, como regras de capital, liquidez e mecanismos tradicionais de proteção bancária.

    O ponto central, portanto, não é demonizar estruturas não bancárias, mas compreender como elas são organizadas, supervisionadas e controladas.

    Por que o tema ganhou relevância?

    O debate sobre shadow banking ganhou força porque os fundos de investimento cresceram de forma expressiva nos últimos anos. Esse crescimento acompanha a expansão do crédito privado, dos fundos estruturados, das fintechs, da securitização e de alternativas de financiamento fora do sistema bancário tradicional.

    Esse movimento tem um lado positivo: ele amplia as fontes de financiamento, reduz a dependência dos bancos, conecta investidores a empresas e permite que ativos da economia real sejam transformados em instrumentos financeiros.

    Por outro lado, quanto mais complexas são as estruturas, maior é a necessidade de identificar corretamente os participantes, acompanhar o lastro das operações, garantir documentação adequada, avaliar riscos e manter transparência sobre beneficiários finais, fluxos financeiros e responsabilidades.

    O problema não está no instrumento em si. O problema surge quando estruturas financeiras são utilizadas sem transparência, sem documentação suficiente, sem auditoria adequada, sem controle do beneficiário final ou com excesso de complexidade para dificultar a fiscalização.

    O que a notícia mostra sobre os riscos?

    A notícia que reacendeu o debate menciona investigações envolvendo fundos de investimento, instituições financeiras e fintechs. Entre os pontos de atenção estão suspeitas de uso de estruturas financeiras para ocultação patrimonial, dificuldade de identificação de beneficiários finais, falhas documentais e baixa transparência em algumas operações.

    Também foi levantada a preocupação com a formação de uma “cadeia sombra”, na qual o crédito pode ser originado, empacotado e distribuído por diferentes veículos financeiros, tornando mais difícil identificar onde está o risco real da operação.

    Esse ponto é importante porque mercados sofisticados permitem operações mais eficientes, mas também exigem mecanismos de controle compatíveis com sua complexidade.

    Quanto maior a estrutura, maior deve ser a preocupação com documentação, auditoria, rastreabilidade, governança e prestação de informações.

    Shadow banking é algo ruim?

    Não necessariamente.

    O shadow banking pode cumprir uma função importante no financiamento da economia. Ele permite que empresas acessem capital por caminhos alternativos, que investidores diversifiquem suas aplicações e que o mercado de capitais participe mais diretamente do financiamento da atividade produtiva.

    Entre os benefícios possíveis estão:

    • maior acesso ao crédito;
    • diversificação das fontes de financiamento;
    • redução da dependência dos bancos;
    • fortalecimento do mercado de capitais;
    • mais alternativas para investidores;
    • financiamento da economia real.

    No entanto, esses benefícios dependem da qualidade das estruturas. Quando há governança, transparência e controles adequados, o mercado tende a ganhar eficiência e segurança. Quando há opacidade, estruturas excessivamente complexas e falhas de fiscalização, o risco aumenta.

    Por isso, o debate não deve ser tratado como uma disputa entre bancos e não bancos. O debate deve ser sobre qualidade da estrutura financeira.

    A importância da governança

    A governança é o que diferencia uma estrutura legítima, organizada e saudável de uma estrutura vulnerável.

    No contexto de fundos, FIDCs, securitizadoras e crédito privado, governança envolve regras claras, documentação adequada, auditoria, controles internos, identificação de participantes, transparência para investidores, monitoramento de riscos e conformidade regulatória.

    Boas práticas de governança ajudam a responder perguntas fundamentais:

    • Quem são os participantes da operação?
    • Quem é o beneficiário final?
    • Qual é a origem dos recursos?
    • Quais ativos compõem o lastro?
    • Há documentação suficiente?
    • Existe auditoria independente?
    • Como o risco é monitorado?
    • A operação segue as normas aplicáveis?
    • Há transparência para investidores e demais envolvidos?

    Essas perguntas são essenciais para separar estruturas bem organizadas de estruturas frágeis ou opacas.

    Como isso pode ser visto?

    O debate sobre shadow banking deve ser visto como um alerta de maturidade institucional.

    O mercado não bancário tem papel relevante no desenvolvimento do crédito. Ele pode financiar empresas, antecipar recebíveis, viabilizar operações estruturadas e aproximar investidores da economia real.

    Mas esse papel exige responsabilidade.

    Quanto maior a relevância dessas estruturas, maior será a cobrança por transparência, controle de risco, auditoria, qualidade documental, rastreabilidade e conformidade.

    Esse movimento não precisa ser interpretado como ameaça ao setor. Pelo contrário: pode ser uma oportunidade para diferenciar operações sérias, bem estruturadas e tecnicamente robustas.

    Leia também: Blindagem patrimonial com fundos: o caso Gafisa

    Regulação, transparência e maturidade do mercado

    O crescimento do shadow banking tende a manter o tema no radar de reguladores, investidores e participantes do mercado financeiro.

    A discussão não deve ter como objetivo impedir o desenvolvimento de estruturas não bancárias, mas garantir que o mercado cresça com segurança, clareza e responsabilidade.

    Isso inclui maior atenção à identificação de beneficiários finais, à qualidade das informações prestadas, à rastreabilidade das operações, à auditoria dos ativos e à governança dos veículos utilizados.

    Mercados mais sofisticados exigem controles mais sofisticados.

    Conclusão

    O crescimento dos fundos e das estruturas de crédito fora dos bancos tradicionais reacendeu o debate;

    A discussão, porém, não deve ser conduzida de forma simplista.

    Shadow banking não é sinônimo automático de irregularidade. Fundos, FIDCs, securitizadoras e fintechs podem exercer papel legítimo e importante no financiamento da economia real.

    O ponto central está na governança.

    Casos recentes mostram que estruturas financeiras sem transparência, sem rastreabilidade e sem controles adequados podem gerar riscos relevantes. Por outro lado, operações bem documentadas, auditadas e estruturadas contribuem para um mercado mais eficiente e seguro.

    Portanto, o verdadeiro debate não é sobre demonizar o mercado não bancário. É sobre garantir que o crescimento do crédito privado venha acompanhado de responsabilidade, transparência e controle.

    Continue acompanhando o blog para entender melhor os temas que impactam o crédito privado, os fundos estruturados e o mercado financeiro.

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especilizada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC. Em um mercado cada vez mais sofisticado, contar com suporte contábil especializado é essencial para fortalecer a governança, a conformidade e a segurança das operações.

    Continue lendo >>: Shadow Banking: crescimento dos fundos reacende debate sobre governança
  • CVM pede mais servidores para fiscalizar mercado de capitais

    CVM pede mais servidores para fiscalizar mercado de capitais

    O desafio da CVM no mercado de capitais

    A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou ao governo federal a necessidade de dobrar o número de servidores para acompanhar o crescimento do mercado de capitais no Brasil.

    De acordo com um estudo técnico da autarquia, seriam necessárias mais 544 vagas de inspetores federais, número superior ao total atual de funcionários, que soma 452 servidores.

    Esse cenário mostra a defasagem do quadro atual, já que a CVM é responsável pela fiscalização de aproximadamente R$ 16,7 trilhões em ativos negociados no mercado financeiro.

    Estrutura atual e limitações da CVM

    Hoje, a CVM conta com:

    • 452 servidores efetivos
    • 59 em movimentação
    • 21 comissionados

    Mesmo com o concurso realizado em 2024, que nomeou 60 novos aprovados, a autarquia ainda enfrenta alta rotatividade e sobrecarga de funções.

    Na prática, a CVM acumula atribuições que, em países como os Estados Unidos, são divididas entre três órgãos distintos: a SEC, a CFTC e o PCAOB.

    Proposta de reforço institucional

    O pedido de ampliação do quadro foi enviado ao Ministério da Gestão como parte de um anteprojeto de lei que prevê a reestruturação da CVM.

    Além disso, o Ministério da Fazenda estuda o modelo chamado “twin peaks”, que prevê transformar a CVM e o Banco Central em superórgãos reguladores. A proposta, porém, ainda gera discussões e resistência no setor.

    Crise de liderança e vacância de cargos

    A situação da autarquia ficou ainda mais delicada após a renúncia do presidente João Pedro Nascimento, ocorrida dois anos antes do fim do mandato.

    Atualmente, duas das cinco cadeiras da diretoria estão vagas, sendo uma delas há mais de oito meses. Até o fim do ano, outra vaga será aberta, obrigando o governo a indicar três novos diretores.

    O Ministério da Fazenda já afirmou que a escolha será pautada por critérios técnicos e éticos, além de priorizar a recomposição da diretoria.

    Orçamento e desafios operacionais

    Em 2024, o orçamento da CVM foi de R$ 296 milhões, dos quais apenas R$ 36 milhões foram destinados a investimentos e custeio administrativo, incluindo tecnologia, fiscalização, capacitação e manutenção.

    Esse valor é considerado baixo diante da relevância da autarquia e do volume de operações sob sua supervisão.

    Importância do fortalecimento da CVM

    O fortalecimento da CVM é fundamental para garantir a transparência, a segurança e a credibilidade do mercado de capitais brasileiro.

    Com a crescente complexidade das operações, a entrada de novos investidores e o aumento de fundos de investimentos, torna-se cada vez mais urgente ampliar a estrutura da autarquia.

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

    Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: CVM pede mais servidores para fiscalizar mercado de capitais
  • Mercado de capitais no crédito às empresas: uma nova era no financiamento

    Mercado de capitais no crédito às empresas: uma nova era no financiamento

    O protagonismo do mercado de capitais no crédito às empresas

    O mercado de capitais no crédito às empresas tornou-se um divisor de águas no cenário econômico brasileiro. Pela primeira vez, os títulos emitidos pelas companhias superaram o volume de empréstimos bancários, consolidando uma mudança estrutural que impacta diretamente o relacionamento entre empresas, investidores e instituições financeiras.

    Essa transformação sinaliza um amadurecimento do mercado, no qual a busca por fontes alternativas de financiamento se torna cada vez mais relevante.

    O crescimento acelerado do mercado de capitais

    De acordo com dados recentes do Banco Central, em junho o estoque de empréstimos bancários chegou a R$ 2,19 trilhões, enquanto o volume de títulos emitidos alcançou R$ 2,21 trilhões. Quando somado às dívidas externas, o total de crédito corporativo ultrapassa R$ 6,7 trilhões, equivalente a 54,8% do PIB.

    Essa guinada mostra que o mercado de capitais no crédito às empresas deixou de ser apenas uma alternativa complementar para se tornar protagonista. Há dez anos, o mercado era 75% menor que o setor bancário nesse segmento. Hoje, já lidera o financiamento.

    Vantagens e desafios da nova estrutura de financiamento

    O modelo bancário tradicional

    O relacionamento com bancos sempre foi centralizado e prático, já que uma única instituição podia oferecer soluções integradas como folha de pagamento, alavancagem e investimentos. Porém, a maior seletividade e os custos regulatórios aumentaram as restrições ao crédito bancário.

    A lógica do mercado de capitais

    No mercado de capitais no crédito às empresas, a dinâmica é diferente. Instrumentos como debêntures, notas comerciais, CRIs, CRAs e FIDCs exigem estruturas próprias, governança sólida, garantias e comunicação transparente com investidores. Esse modelo se aproxima muito mais do funcionamento de companhias abertas do que do perfil de clientes bancários.

    Quer estruturar sua operação com mais segurança?
    Fale com a Corbanzaí, contabilidade especializada em correspondentes bancários. Uma empresa do Grupo Contabilizaí.

    Continue acompanhando o nosso blog para mais conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: Mercado de capitais no crédito às empresas: uma nova era no financiamento
  • Investidor não é banco: o avanço do mercado de fomento

    Investidor não é banco: o avanço do mercado de fomento

    O investidor não é banco

    Recentemente, o noticiário trouxe a possibilidade de um investimento bilionário no Corinthians. A surpresa foi perceber que o investidor não é banco, mas sim uma instituição de fomento mercantil. Esse exemplo deixa claro como o mercado de fomento está ganhando espaço, atuando em operações que antes pareciam restritas apenas ao setor bancário.

    Ao contrário dos bancos, que dependem de captação de recursos e seguem uma regulamentação mais rígida, o fomento mercantil trabalha com soluções flexíveis, ágeis e adaptadas à realidade das empresas.

    O papel das factorings

    As factorings são especializadas em comprar recebíveis de empresas, transformando vendas a prazo em capital imediato. Isso garante liquidez e fortalece o fluxo de caixa, sem que o empresário precise recorrer ao crédito bancário tradicional.

    Esse modelo permite que o investidor não seja banco e ainda assim tenha participação ativa no financiamento da economia.

    Securitizadoras: operações estruturadas

    Outro destaque no mercado de fomento são as securitizadoras. Elas emitem títulos de crédito a partir de recebíveis, criando instrumentos que atraem investidores de diferentes perfis. Assim, recursos maiores são levantados e aplicados em operações estratégicas.

    Mais uma vez, o investidor não é banco, mas consegue financiar grandes projetos com segurança e governança.

    FIDCs: fundos que aproximam investidores

    Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) também se consolidaram como um dos principais veículos do mercado de fomento. Ao reunir capital de vários investidores, oferecem rentabilidade por meio de carteiras de recebíveis.

    Esse formato mostra que o investidor não é banco, mas pode, através do fomento, participar de grandes negócios com profissionalismo e retorno atrativo.

    O caso recente do Corinthians evidencia uma tendência: o investidor não é banco, mas o mercado de fomento está cada vez mais presente em grandes operações. Seja por factoring, securitizadoras ou FIDCs, esse segmento mostra maturidade e capacidade de transformar o acesso ao crédito no Brasil.

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como Securitizadoras, Factorings e ESC.

    Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: Investidor não é banco: o avanço do mercado de fomento
  • Recorde de negociação de CRIs, CRAs e debêntures com isenção de IR

    Recorde de negociação de CRIs, CRAs e debêntures com isenção de IR

    O avanço dos títulos de renda fixa no Brasil

    Os investimentos em debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) vêm conquistando espaço cada vez maior no mercado de capitais brasileiro.
    Nos primeiros sete meses de 2025, a negociação desses títulos no mercado secundário atingiu R$ 615 bilhões, um crescimento de 14% em relação a 2024 e de 47% em dois anos.

    Esse movimento é explicado principalmente pela corrida dos investidores para aproveitar a isenção de imposto de renda (IR), benefício que está prestes a chegar ao fim.

    Debêntures, CRIs e CRAs: por que tanto interesse?

    Debêntures incentivadas

    As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas que buscam captar recursos diretamente com investidores. Quando classificadas como incentivadas, oferecem isenção de IR sobre os rendimentos, o que aumenta a atratividade.

    Em 2025, somente as debêntures movimentaram R$ 488 bilhões, representando a maior parte desse crescimento.

    Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs)

    Os CRIs são lastreados em créditos do setor imobiliário. Ou seja, o investidor aplica recursos em operações de financiamento ou recebíveis de imóveis, recebendo em troca rendimentos fixos ou indexados.

    Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs)

    Já os CRAs funcionam de forma semelhante, mas ligados ao agronegócio. Isso permite que investidores participem indiretamente do financiamento de atividades agrícolas e agroindustriais.

    Nos sete primeiros meses de 2025, as negociações chegaram a R$ 76 bilhões em CRIs e R$ 51 bilhões em CRAs.

    O alerta sobre os riscos

    Apesar do recorde de negociações, especialistas reforçam que nem sempre o investidor de varejo tem conhecimento suficiente sobre esses produtos.
    O caso da securitizadora Virgo, acusada de uso indevido de R$ 216 milhões em fundos de reserva de CRIs e CRAs, é um exemplo que reforça a importância da análise criteriosa antes de investir.

    Entre os principais riscos estão:

    • Possibilidade de inadimplência dos devedores,
    • Baixa liquidez no mercado secundário,
    • Complexidade para entender a estrutura de cada operação.

    Por isso, antes de investir, é essencial buscar orientação profissional e entender os detalhes de cada título.

    Crescimento histórico

    Para efeito de comparação, em 2021 o volume de negociações desses títulos não chegava a R$ 210 bilhões, sendo R$ 168 bilhões em debêntures e o restante dividido entre CRIs e CRAs.
    Em cinco anos, a alta foi de quase 200%, mostrando como esse mercado se consolidou como alternativa de investimento.

    O recorde de negociação de CRIs, CRAs e debêntures mostra o apetite crescente dos investidores brasileiros por títulos de renda fixa com isenção de IR.
    No entanto, é fundamental estar atento aos riscos e não investir apenas pela atratividade fiscal. Informação e cautela são essenciais para aproveitar as oportunidades desse mercado em expansão.

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

    Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: Recorde de negociação de CRIs, CRAs e debêntures com isenção de IR
  • Ação de “limpa nome” é extinta por indícios de fraude processual

    Ação de “limpa nome” é extinta por indícios de fraude processual

    O caso analisado pela Justiça do Pará

    O juízo de São Geraldo do Araguaia/PA determinou a extinção de uma ação civil pública que questionava a ausência de notificação prévia de consumidores antes de serem incluídos em cadastros de inadimplentes. A decisão, assinada pelo juiz de Direito Antonio José dos Santos, apontou indícios de instrumentalização do Judiciário para remover registros legítimos de dívida, o que violaria a boa-fé processual e configuraria desvio de finalidade.

    Alegações da ação e decisão liminar inicial

    A ação havia sido proposta por uma associação que alegava que milhares de consumidores eram negativados por empresas como Serasa, SPC Brasil e Boa Vista SCPC sem comunicação prévia, contrariando o artigo 43, §2º, do Código de Defesa do Consumidor e a Súmula 359 do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
    Inicialmente, foi concedida liminar determinando a exclusão dos registros de inadimplência de associados, sob pena de multa

    Reversão da liminar e ausência de provas concretas

    A medida liminar foi posteriormente suspensa pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJ/PA), que entendeu que as alegações eram genéricas e não apresentavam provas individualizadas.

    Durante a análise do mérito, o magistrado identificou características ligadas à chamada “indústria do limpa-nome”, prática em que decisões judiciais são usadas de forma massiva para apagar registros legítimos de dívida. Segundo a sentença, o processo foi utilizado como instrumento para obter vantagens indevidas, comprometendo o devido processo legal.

    Fundamentos para a extinção do processo

    Com base nos artigos 485, IV, 139, III, e 142 do Código de Processo Civil, o juiz extinguiu o processo sem resolução do mérito por ausência de pressupostos processuais e tentativa de fraude ao sistema judicial.

    A decisão também determinou o envio de ofícios à Corregedoria-Geral da Justiça do Pará, ao Ministério Público e à OAB para apuração da conduta da associação e de seus representantes.

    Possibilidade de ações individuais

    O magistrado ressaltou que a extinção da ação coletiva não impede que consumidores ajuízem ações individuais, desde que comprovem falhas específicas na ausência de notificação sobre sua negativação.

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

    Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos atualizados.

    Continue lendo >>: Ação de “limpa nome” é extinta por indícios de fraude processual