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  • Os desafios operacionais dos FIDCs diante das novas exigências do mercado

    Os desafios operacionais dos FIDCs diante das novas exigências do mercado

    Os desafios operacionais dos FIDCs se intensificaram em um momento de rápido crescimento do setor. Com quase R$ 1 trilhão em ativos e papel fundamental no financiamento de fintechs, PMEs e operações pulverizadas, os fundos avançam em relevância, mas também enfrentam uma transição tecnológica e regulatória que expõe fragilidades históricas.

    O avanço acelerado dos FIDCs no mercado de crédito

    A indústria de FIDCs atingiu R$ 906 bilhões em ativos e se tornou uma alternativa essencial ao crédito bancário tradicional. Selic elevada, concentração bancária e o surgimento de fintechs impulsionaram a migração para estruturas de crédito estruturado, tornando os fundos protagonistas no financiamento de empresas.

    Hoje, mais de 80% dos recursos estão concentrados em quatro setores: financeiro, comércio, indústria e crédito e o setor financeiro cresceu 48% em 12 meses. O ritmo de expansão, porém, contrasta com a maturidade operacional de parte dos participantes.

    Desafios operacionais dos FIDCs: um descompasso em evidência

    Grande parte dos processos ainda depende de sistemas legados, especialmente arquivos CNAB, que não foram concebidos para lidar com os requisitos da duplicata escritural e seus eventos associados. Além disso, assimetrias de informação entre gestores e administradores dificultam a conciliação de lastros em tempo real.

    A transição tecnológica necessária

    Os especialistas apontam que o setor ainda opera com camadas antigas de tecnologia, enquanto a nova realidade exige:

    • Integração via APIs;
    • Conciliações instantâneas;
    • Monitoramento diário de eventos e tokens;
    • Auditoria contínua de recebíveis;
    • Governança mais robusta entre gestor, administrador e custodiante.

    Segundo especialistas do setor, quem não modernizar sistemas e governança tende a enfrentar dificuldades em um ambiente de competição crescente e margens mais pressionadas.

    Duplicata escritural: o novo epicentro das mudanças

    A duplicata escritural expôs a fragilidade operacional dos FIDCs. Além de exigir a verificação da unicidade do título nas registradoras, o modelo traz eventos de aceite, rejeição e contestação que precisam ser acompanhados em tempo real, algo que poucos players conseguem fazer hoje.

    Outro desafio é a falta de padronização entre registradoras, o que eleva custos e complexidade e torna o acompanhamento mais lento e suscetível a divergências entre agentes da cadeia.

    Split payment: uma nova camada de complexidade

    Com a retenção automática de tributos na liquidação financeira, o valor recebido pelos fundos passa a ser líquido de impostos. Isso altera:

    • A base de precificação das cessões;
    • A lógica dos deságios;
    • O fluxo de caixa das operações;
    • A previsibilidade em setores com prazos longos de recebimento.

    O modelo conecta nota fiscal, evento de pagamento e tributo devido, criando uma estrutura que não faz parte do fluxo tradicional dos FIDCs. A entrada plena deste regime em 2028 exigirá ajustes de todos os participantes, grandes ou pequenos.

    Um mercado mais sofisticado e mais exigente

    O conjunto dessas mudanças mostra que o mercado de FIDCs está mais sofisticado, digitalizado e relevante. Mas isso também o torna mais dependente de processos eficientes, visão consolidada de carteira e integração tecnológica.

    Para gestores, administradores, securitizadoras e bancos, o desafio é modernizar operações sem perder eficiência ou elevar demais os custos em um cenário competitivo.

    Como o setor tem se preparado para esse novo ciclo

    A adaptação às demandas da duplicata escritural, do split payment e da digitalização dos fluxos operacionais tem incentivado gestores, administradores, securitizadoras e registradoras a revisarem processos internos. O foco está em conciliações mais precisas, integração tecnológica, maior padronização entre agentes e fortalecimento das rotinas de governança.
    Com o mercado de crédito estruturado crescendo rapidamente, a modernização das operações se tornou um pilar central para garantir segurança, eficiência e escalabilidade.

    Leia também: Manchester reforça FIDCs proprietários após fusão

    O avanço dos FIDCs reforça seu papel estratégico no crédito brasileiro, mas também evidencia um ponto crucial: o crescimento só será sustentável se vier acompanhado de eficiência operacional, tecnologia e governança.

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  • Manchester reforça FIDCs proprietários após fusão

    Manchester reforça FIDCs proprietários após fusão

    A estratégia de Manchester Investimentos e FIDCs proprietários ganhou força após a integração da Ficus Capital. A casa, nascida em Joinville (SC), amplia presença no Sudeste e projeta alcançar R$ 100 bilhões em custódia nos próximos cinco anos, combinando crescimento orgânico e aquisições de escritórios regionais.

    Expansão geográfica e consolidação

    Com a Ficus, a Manchester adicionou escritórios em Ribeirão Preto (SP) e Belo Horizonte (MG), além da recente incorporação do escritório Phidias, em Florianópolis (SC). O foco são escritórios de porte intermediário, com R$ 300 milhões a R$ 1 bilhão sob custódia, preservando cultura e padrão de atendimento.

    Hoje, a casa soma R$ 23 bilhões de custódia, presença em 19 cidades e base relevante de clientes empresariais (mais de 3 mil CNPJs).

    Manchester Investimentos e FIDCs proprietários

    O braço de FIDCs proprietários tornou-se protagonista. Pela gestora do grupo, a Prinz Capital, a Manchester opera 17 FIDCs ativos e tem outros 6 em estruturação, criados para clientes corporativos que buscam financiamento com governança e compliance.

    A vertical de crédito inclui ainda fundos exclusivos, carteiras administradas e previdência privada, compondo soluções para empresas e famílias com alto patrimônio.

    Por que FIDCs proprietários ganharam espaço

    • Financiamento sob medida: estrutura adequada ao perfil de risco e fluxo do emissor.
    • Governança: compliance e transparência na originação e monitoramento de crédito.
    • Eficiência: captação orientada por dados e seleção rigorosa de lastros.

    Atendimento PJ e demanda por crédito estruturado

    O crescimento no público PJ reflete a busca por alongamento de dívida, acesso ao mercado de capitais e eficiência cambial. Em cidades médias do Sul e Sudeste, muitas empresas familiares começam a adotar estruturas de FIDC para financiar crescimento com previsibilidade.

    Modelo de remuneração e maturidade do mercado

    A Manchester avança no fee based, com cerca de R$ 3 bilhões já no modelo e perspectiva de atingir 30% a 40% até 2026. A tendência aponta para alinhamento de interesses e foco em relacionamento de longo prazo.

    O que esse movimento sinaliza

    • Verticalização: gestoras independentes criando veículos próprios de crédito.
    • Profissionalização: maior ênfase em governança, compliance e seleção de risco.
    • Escala: meta de custódia mais alta combinando crescimento orgânico e aquisições.

    A expansão da Manchester Investimentos reflete o avanço do mercado de crédito estruturado no Brasil, impulsionado por governança, tecnologia e novos modelos de captação.

    O fortalecimento dos FIDCs proprietários e da gestão interna de ativos mostra como o setor caminha para maior transparência e maturidade, reforçando a importância de uma contabilidade sólida e alinhada às normas da CVM para sustentar esse crescimento.

    Quer entender como o crédito estruturado pode impulsionar o crescimento das empresas?
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  • Multiplica quer triplicar FIDC de consignado privado

    Multiplica quer triplicar FIDC de consignado privado

    O mercado de FIDC de consignado privado vive um ciclo de expansão. A Multiplica Capital, boutique de crédito com 52 FIDCs em operação, planeja triplicar o volume do seu fundo de consignado privado e encerrar 2026 perto de R$ 600 milhões, após resolver ajustes operacionais iniciais nos repasses.

    FIDC de consignado privado: o que mudou

    A Lei 15.179/25 atualizou regras do crédito consignado privado e tornou a modalidade mais escalável. Entre os pontos:

    • Comprometimento de até 35% do salário nas parcelas;
    • Possibilidade de usar até 10% do FGTS como garantia;
    • Uso de 100% da multa rescisória em caso de demissão;
    • Perspectiva de redução de taxas e melhor relação risco-retorno para investidores.

    Segundo a gestora, a inadimplência histórica do produto variava entre 12% e 15%, e as novas regras tendem a melhorar a previsibilidade.

    Plano de crescimento e cronograma

    Após “testar” o novo sistema de repasses e corrigir atrasos do primeiro mês, a Multiplica prevê:

    • Acelerar captações a partir de janeiro de 2026;
    • Alcançar cerca de R$ 400 milhões até junho de 2026;
    • Fechar o ano com R$ 600 milhões sob gestão no FIDC de consignado privado.

    Diversificação: FIDC de infraestrutura

    Além do consignado, a casa avança em FIDC de infraestrutura, caso do Soldi, estruturado para financiar galpões logísticos (incluindo operações built to suit e locação fracionada). O primeiro ano levantou R$ 200 milhões, com securitização de contratos de aluguel já realizada.

    Oportunidades e atenção para quem acompanha o tema

    Para quem acompanha o ecossistema de crédito estruturado, o avanço do FIDC de consignado privado indica:

    1. Ambiente regulatório mais favorável à escala do produto;
    2. Profissionalização de originação e controles de risco;
    3. Integração entre funding estruturado e economia real.

    Perspectiva do mercado

    Com regras mais claras e apetite de captação, o FIDC de consignado privado tende a ganhar espaço na indústria de crédito estruturado. Para quem atua ao redor desse ecossistema, acompanhar governança, originadores e métricas de inadimplência segue essencial.

    ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras, como SecuritizadorasFactorings ESC.

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  • iCred lidera o mercado de FIDC FGTS com originação própria

    iCred lidera o mercado de FIDC FGTS com originação própria

    A iCred acaba de alcançar um marco relevante no setor financeiro brasileiro. Segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), referentes a maio de 2025, o fundo ICRED FGTS FIDC RL atingiu a terceira posição entre os maiores Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) de crédito à pessoa física do país.

    Com patrimônio líquido superior a R$ 1,3 bilhão, a fintech se consolida como a maior operação com originação própria de FGTS na modalidade saque-aniversário, reforçando sua liderança em um mercado cada vez mais tecnológico e competitivo.

    FIDC FGTS: uma nova referência em crédito estruturado

    O destaque conquistado pela iCred reforça o avanço dos FIDCs como instrumentos de crédito estruturado e de acesso democrático ao mercado financeiro. A operação de FIDC FGTS permite que investidores participem de fundos lastreados em recebíveis de trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário, transformando o crédito pessoal em uma alternativa de investimento segura e rentável.

    Com isso, a fintech não apenas amplia o acesso a recursos para o público de baixa renda, mas também fortalece a integração entre tecnologia, crédito e mercado de capitais.

    Uma fintech feita por e para Corbans

    Muito além de uma plataforma digital de crédito, a iCred nasceu da realidade dos Correspondentes Bancários (Corbans). Fundada por profissionais que conhecem o dia a dia do setor, a empresa surgiu com o propósito de oferecer soluções sob medida e suporte técnico para quem atua na ponta da operação.

    “Sentíamos a necessidade de uma instituição que realmente entendesse as dores e os desafios do nosso segmento. Assim nasceu a iCred: feita por e para Corbans”, relata a equipe da fintech.

    Essa conexão direta com o mercado gerou uma operação baseada em proximidade, linguagem acessível e autonomia, pilares que a diferenciam no setor financeiro.

    Tecnologia e autonomia: os motores do FIDC FGTS da iCred

    O modelo de negócio da iCred é 100% digital, com sistemas integrados às plataformas dos parceiros. Essa estrutura tecnológica garante transparência, compliance e escalabilidade, permitindo que cada operação seja acompanhada em tempo real.

    Principais diferenciais do FIDC FGTS da iCred:

    • Originação própria com base em tecnologia de crédito;
    • Segurança operacional com monitoramento de dados e auditoria;
    • Integração digital com parceiros e plataformas;
    • Eficiência e agilidade no processamento das operações.

    A combinação entre inovação e controle de risco tem sido um dos fatores que impulsionam o crescimento sustentável da fintech, gerando confiança para investidores e correspondentes.

    Reconhecimento e consolidação no mercado

    O resultado alcançado pela iCred no ranking da CVM é reflexo de um trabalho estratégico e contínuo. Mais do que números, o reconhecimento da operação FIDC FGTS confirma a solidez do modelo de negócio e a consistência dos resultados entregues.

    Com mais de R$ 1,3 bilhão em patrimônio líquido, a fintech figura ao lado dos principais nomes do crédito consignado e estudantil no Brasil, um feito expressivo para uma empresa que nasceu dentro da comunidade Corban.

    O impacto do FIDC FGTS na transformação do crédito

    O avanço da iCred reflete uma tendência mais ampla: a transformação do crédito no Brasil. Por meio do FIDC FGTS, a fintech conecta tecnologia, dados e investimento de forma sustentável, criando oportunidades para trabalhadores, investidores e parceiros.

    O modelo de originação própria fortalece o ecossistema financeiro e demonstra como inovação e governança podem caminhar juntas na expansão do crédito estruturado.

    A liderança da iCred no mercado de FIDC FGTS é resultado de um modelo de negócio sólido, inovador e centrado em tecnologia. Com um olhar voltado aos Corbans, aos investidores e à inclusão financeira, a fintech reafirma seu papel como protagonista na modernização do crédito no Brasil.

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  • Descentralização do crédito estruturado impulsiona FIDCs no interior

    Descentralização do crédito estruturado impulsiona FIDCs no interior

    A descentralização do crédito estruturado vem transformando o mapa do mercado financeiro brasileiro. Gestoras de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) estão levando tecnologia e capital para além da Faria Lima, conectando o sistema financeiro à economia real e fortalecendo o interior do país.

    Um exemplo marcante dessa nova fase é a Audax Capital, que instalou em Goiás um laboratório de Inteligência Artificial (IA) para aprimorar processos de crédito e formação de talentos locais, uma iniciativa inédita entre gestoras de FIDC no Brasil.

    A nova geografia do crédito estruturado

    O eixo financeiro da Faria Lima, tradicional centro das inovações do mercado de capitais, começa a dividir protagonismo com novas praças financeiras regionais. Essa descentralização do crédito estruturado está aproximando o capital de setores produtivos e impulsionando investimentos sustentáveis fora dos grandes centros urbanos.

    Segundo dados de mercado, o estoque de FIDCs ultrapassou R$ 500 bilhões em 2024, crescimento de 26% sobre o ano anterior. O número de fundos ativos também aumentou, atingindo 2.200 veículos, resultado da busca por alternativas mais rentáveis e da expansão do crédito privado no interior.

    Audax Capital e a inovação no coração do país

    Fundada em 2015, a Audax Capital soma R$ 410 milhões em ativos sob gestão, possui rating A pela Liberium Ratings e já originou mais de R$ 6 bilhões em operações de crédito. Com sede em Goiás e foco nos setores industrial e agroindustrial, a gestora mantém PDD de apenas 0,6%, um dos menores índices do mercado.

    Laboratório de IA e o modelo de fundo sustentável

    O Laboratório Audax de Inovação, inaugurado em Goiás, simboliza a integração entre tecnologia, crédito estruturado e desenvolvimento regional. No local, são desenvolvidas soluções baseadas em Inteligência Artificial para aprimorar a originação e a análise de crédito, elevando a eficiência operacional e a precisão nas decisões de investimento.

    “O Laboratório Audax é o nosso coração de inovação. Aqui, ideias crescem rápido e viram soluções que elevam a eficiência do nosso negócio e do mercado ao nosso redor”, destacou Pedro Da Matta, CEO da gestora.

    Por que descentralizar o crédito estruturado é estratégico

    A descentralização do crédito estruturado não é apenas uma tendência, mas uma estratégia de fortalecimento do ecossistema financeiro nacional. Entre os benefícios desse movimento estão:

    • Geração de empregos qualificados fora dos grandes centros.
    • Desenvolvimento tecnológico regional, com foco em IA e automação.
    • Aproximação entre capital e economia real, facilitando o acesso ao crédito produtivo.
    • Sustentabilidade e governança, integrando critérios ESG à estrutura dos fundos.

    Essa visão conecta o mercado financeiro às vocações regionais do país, como o agronegócio, promovendo eficiência e inclusão.

    Governança e maturidade no crédito estruturado

    Os FIDCs evoluíram muito desde sua criação. Hoje, o foco não está apenas no volume de captação, mas também na gestão técnica, controle de risco e diversificação de lastros. A digitalização e o uso de IA têm modernizado a análise de crédito e ampliado o acesso de pequenas e médias empresas a novas formas de financiamento.

    Esse avanço coloca o Brasil em linha com as tendências internacionais de fundos sustentáveis e veículos analíticos, que combinam rentabilidade e previsibilidade com responsabilidade social.

    O futuro dos FIDCs regionais

    A integração entre tecnologia, sustentabilidade e crédito estruturado inaugura uma nova fase para o mercado. O modelo proposto pela Audax demonstra que é possível gerar retorno consistente, promover inovação financeira e desenvolver economias locais simultaneamente.

    “O interior do Brasil tem potencial para ser protagonista em inovação e sustentabilidade”, afirmou Pedro Da Matta, CEO da Audax Capital.

    A descentralização do crédito estruturado está redefinindo o papel dos FIDCs no Brasil. Com gestoras inovadoras, tecnologia de ponta e um olhar voltado à sustentabilidade, o interior se consolida como novo eixo de desenvolvimento financeiro.

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  • Múltiplas cessões, e de quem é a propriedade do título FIDC?

    Múltiplas cessões, e de quem é a propriedade do título FIDC?

    O registro do título está relacionado à Resolução CVM 175, que é a norma que estabelece o novo marco regulatório para os fundos de investimento no Brasil, substituindo a antiga Instrução CVM 555. Essa resolução não trata do registro de um título específico, mas sim do registro e funcionamento dos próprios fundos.

    Como funciona o registro de fundos de investimento?

    O “registro do título 175 CVM” não é um processo para um único ativo, mas sim para o funcionamento de um fundo que passará a operar sob as regras da Resolução 175.

    O papel do administrador

    É o administrador do fundo quem faz o registro na CVM. Para isso, ele utiliza o sistema SGF (Sistema de Gestão de Fundos).

    Processo de registro

    O administrador faz o upload dos documentos obrigatórios (como o regulamento do fundo), preenche as informações necessárias e, em seguida, efetua o registro de funcionamento do fundo em tempo real.

    O registro é feito em conformidade com as exigências do Artigo 10 da Resolução CVM 175, que especifica a documentação e os procedimentos necessários (fonte: AI).

    Mas, na prática, quando recebemos o título e já o remetemos ao registro, pagando a operação, ainda mais se ela contar com o carimbo do tempo, já somos proprietários do mesmo.

    Se, porventura, ele já estiver registrado por outro cessionário, o registro não é aceito, fato do qual já tomamos conhecimento.

    Mas, se nossa estrutura for a primeira a registrar e, por óbvio, a receber o título, então vale a regra do Código de Processo Civil:

    Art. 291. Ocorrendo várias cessões do mesmo crédito, prevalece a que se completar com a tradição do título do crédito cedido. (grifo nosso)

    Por “tradição”, temos o sinônimo de entrega da coisa, no caso em concreto, do título, e seria impossível mandar a registro um título que não nos tenha sido entregue.

    Então, salvo caso em concreto, é dono do título aquele que primeiro registrou!

    Artigo publicado originalmente por Alexandre Fuchs das Nevesalexandre@na.adv.br. Créditos mantidos conforme autoria original.

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