Reforma tributária em factoring e securitização representada por leão com gráficos financeiros e símbolos de porcentagem

Reforma tributária em factoring e securitização

A reforma tributária factoring e securitização é um dos temas mais relevantes para empresas que atuam com crédito, recebíveis e serviços financeiros. As mudanças propostas impactam diretamente a forma de tributação, exigindo adaptação estratégica e revisão dos modelos de negócio.

Neste artigo, você vai entender o que muda com a reforma tributária, como ficam as operações de factoring, securitizadoras e ESCs, e quais cuidados são necessários para manter a eficiência fiscal.

O que muda com a reforma tributária

A proposta de reforma tributária prevê a substituição de tributos como PIS, Cofins, ISS e ICMS por dois novos impostos:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – federal
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – estadual e municipal

Esse modelo, conhecido como IVA dual, busca simplificar o sistema tributário, mas traz impactos relevantes para empresas do setor financeiro.

Um dos principais pontos de atenção é a possibilidade de tributação sobre receitas financeiras, o que pode aumentar a carga tributária das operações.

Impactos nas factorings

No contexto da reforma tributária factoring e securitização, as factorings estão entre as mais impactadas.

Essas empresas operam com a compra de recebíveis, aplicando um deságio. Com a nova proposta, a tributação pode incidir sobre uma base maior, aumentando os custos.

Principais efeitos para factorings

  • Aumento da carga tributária sobre operações
  • Possível bitributação em determinadas estruturas
  • Necessidade de revisão do deságio aplicado
  • Reestruturação da precificação

Diante desse cenário, será essencial investir em planejamento tributário e tecnologia para manter a rentabilidade.

Impactos nas securitizadoras

As securitizadoras também serão diretamente afetadas pelas mudanças. A cessão de direitos creditórios poderá passar a integrar a base de cálculo do novo sistema tributário.

Isso impacta operações estruturadas por meio de FIDCs e outras estruturas financeiras.

Principais mudanças para securitização

  • Aumento da carga fiscal nas operações
  • Revisão de contratos e estruturas jurídicas
  • Maior exigência de controle e transparência
  • Impacto na rentabilidade dos investidores

A adaptação exige integração entre áreas contábil, jurídica e operacional.

Efeitos para ESCs

As Empresas Simples de Crédito (ESCs) também devem se preparar para mudanças relevantes.

  • Possível perda de vantagem do Simples Nacional
  • Aumento da complexidade fiscal
  • Maior necessidade de controle contábil

Mesmo com operação simplificada, a gestão tributária se torna mais estratégica nesse novo cenário.

IBS e CBS: como funciona a nova tributação

O IBS e a CBS seguem o modelo de não cumulatividade, permitindo o aproveitamento de créditos tributários sobre despesas operacionais.

No caso das operações financeiras, a base de cálculo tende a considerar o deságio aplicado nas operações de antecipação de recebíveis.

Para mais detalhes sobre a reforma, consulte o site oficial do governo: gov.br.

Período de transição

A transição para o novo sistema será gradual, ocorrendo entre 2026 e 2033.

  • 2026: início com alíquotas reduzidas
  • 2027 a 2032: substituição progressiva dos tributos atuais
  • 2033: consolidação do novo sistema

Durante esse período, empresas precisarão lidar com dois regimes simultaneamente, aumentando a complexidade operacional.

Como se preparar para a reforma tributária

Diante dos impactos da reforma tributária factoring e securitização, a preparação é essencial.

  • Revisar o planejamento tributário
  • Ajustar modelos de precificação
  • Investir em tecnologia e sistemas de gestão
  • Atualizar contratos e estruturas jurídicas
  • Buscar apoio contábil especializado

Leia também: Fase de testes da reforma tributária: o que muda em 2026

Conclusão

A reforma tributária representa uma mudança estrutural no sistema fiscal brasileiro. Para empresas de factoring, securitização e ESCs, o impacto será direto e exige adaptação imediata.

Empresas que se anteciparem, investirem em planejamento e adotarem tecnologia terão mais chances de manter a competitividade e aproveitar oportunidades no novo cenário.

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Mauro Morgan de Aguiar

Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

Mauro Morgan de Aguiar

Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

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Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

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