Manchester reforça FIDCs proprietários após fusão
A estratégia de Manchester Investimentos e FIDCs proprietários ganhou força após a integração da Ficus Capital. A casa, nascida em Joinville (SC), amplia presença no Sudeste e projeta alcançar R$ 100 bilhões em custódia nos próximos cinco anos, combinando crescimento orgânico e aquisições de escritórios regionais.
Expansão geográfica e consolidação
Com a Ficus, a Manchester adicionou escritórios em Ribeirão Preto (SP) e Belo Horizonte (MG), além da recente incorporação do escritório Phidias, em Florianópolis (SC). O foco são escritórios de porte intermediário, com R$ 300 milhões a R$ 1 bilhão sob custódia, preservando cultura e padrão de atendimento.
Hoje, a casa soma R$ 23 bilhões de custódia, presença em 19 cidades e base relevante de clientes empresariais (mais de 3 mil CNPJs).
Manchester Investimentos e FIDCs proprietários
O braço de FIDCs proprietários tornou-se protagonista. Pela gestora do grupo, a Prinz Capital, a Manchester opera 17 FIDCs ativos e tem outros 6 em estruturação, criados para clientes corporativos que buscam financiamento com governança e compliance.
A vertical de crédito inclui ainda fundos exclusivos, carteiras administradas e previdência privada, compondo soluções para empresas e famílias com alto patrimônio.
Por que FIDCs proprietários ganharam espaço
- Financiamento sob medida: estrutura adequada ao perfil de risco e fluxo do emissor.
- Governança: compliance e transparência na originação e monitoramento de crédito.
- Eficiência: captação orientada por dados e seleção rigorosa de lastros.
Atendimento PJ e demanda por crédito estruturado
O crescimento no público PJ reflete a busca por alongamento de dívida, acesso ao mercado de capitais e eficiência cambial. Em cidades médias do Sul e Sudeste, muitas empresas familiares começam a adotar estruturas de FIDC para financiar crescimento com previsibilidade.
Modelo de remuneração e maturidade do mercado
A Manchester avança no fee based, com cerca de R$ 3 bilhões já no modelo e perspectiva de atingir 30% a 40% até 2026. A tendência aponta para alinhamento de interesses e foco em relacionamento de longo prazo.
O que esse movimento sinaliza
- Verticalização: gestoras independentes criando veículos próprios de crédito.
- Profissionalização: maior ênfase em governança, compliance e seleção de risco.
- Escala: meta de custódia mais alta combinando crescimento orgânico e aquisições.
A expansão da Manchester Investimentos reflete o avanço do mercado de crédito estruturado no Brasil, impulsionado por governança, tecnologia e novos modelos de captação.
O fortalecimento dos FIDCs proprietários e da gestão interna de ativos mostra como o setor caminha para maior transparência e maturidade, reforçando a importância de uma contabilidade sólida e alinhada às normas da CVM para sustentar esse crescimento.
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