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  • Registro de distribuição de dividendos na Jucesp e sua importância

    Registro de distribuição de dividendos na Jucesp e sua importância

    O registro de distribuição de dividendos na Jucesp passou a gerar dúvidas após a publicação da Lei nº 15.270/2025, que alterou a tributação de lucros e dividendos no Brasil. A principal preocupação de empresas, contadores e advogados foi entender se informações sensíveis passariam a ser públicas nos registros da Junta Comercial.

    Diante desse cenário, a Jucesp emitiu orientações para dar segurança jurídica ao procedimento e proteger dados confidenciais, especialmente em sociedades limitadas.

    O que mudou com a Lei 15.270/2025

    A Lei nº 15.270/2025, conhecida como lei da tributação das altas rendas, instituiu uma nova sistemática para a tributação de lucros e dividendos. Entre os pontos mais relevantes está a necessidade de comprovação formal da distribuição de lucros acumulados até 31 de dezembro de 2025, para fins de isenção.

    Com isso, empresas passaram a buscar o registro das deliberações societárias na junta comercial como forma de resguardar seus direitos.

    Orientação da Jucesp sobre o registro de dividendos

    Em comunicado oficial, a Jucesp esclareceu que as empresas obrigadas a cumprir a nova legislação devem protocolar atas de assembleia ou reunião de sócios que deliberem sobre a distribuição de lucros.

    No entanto, a própria junta reconhece que esses documentos podem conter:

    • Informações financeiras sensíveis
    • Dados estratégicos do negócio
    • Detalhamento da política interna de distribuição de lucros
    • Valores individualizados por sócio

    Para lidar com essa situação, a Jucesp apresentou uma solução prática.

    Ata e anexo: como funciona a separação dos documentos

    Ata pública

    A ata principal, que será registrada na junta comercial, deve conter apenas o resumo da deliberação, sem detalhamento sensível. Esse é o documento que ficará acessível ao público.

    Anexo de uso restrito

    As informações sensíveis podem ser inseridas em um anexo, classificado como documento de uso interno restrito, com as seguintes finalidades:

    • Resguardar dados confidenciais da empresa
    • Limitar a publicidade perante terceiros
    • Permitir acesso apenas a órgãos da administração pública, quando necessário

    Esse modelo busca equilibrar transparência registral e proteção de dados empresariais.

    Por que o tema gerou tanta preocupação

    Especialistas apontam que a exigência de detalhamento individualizado dos dividendos poderia expor informações estratégicas, como:

    • Saldo de lucros acumulados
    • Reservas de lucro
    • Valores recebidos por cada sócio

    Como os registros na junta comercial são, via de regra, públicos, havia receio quanto à exposição dessas informações a concorrentes, fornecedores e até riscos de segurança pessoal.

    Com a orientação da Jucesp, o entendimento é de que apenas o resumo da deliberação será público, enquanto os dados sensíveis permanecem protegidos.

    Aumento nos registros e fase de transição

    Segundo representantes da Jucesp e de entidades empresariais, houve um aumento significativo no volume de registros relacionados à distribuição de resultados. Muitas empresas optaram por registrar as deliberações como forma de:

    • Garantir a não tributação dos dividendos distribuídos até o fim de 2025
    • Reduzir riscos fiscais futuros
    • Ganhar segurança jurídica diante da nova legislação

    Esse movimento reflete o caráter transitório e sensível do atual momento regulatório.

    Onde consultar a orientação oficial

    As diretrizes sobre o registro de distribuição de dividendos na Jucesp estão disponíveis nos canais oficiais da Junta Comercial do Estado de São Paulo.

    Leia também: As principais mudanças no imposto de renda 2026: o que muda com a nova Lei 15.270/2025

    Conclusão

    O registro de distribuição de dividendos na Jucesp ganhou relevância com a Lei 15.270/2025 e exige atenção redobrada das empresas. A possibilidade de separar a ata em documento público e anexo restrito trouxe maior segurança jurídica e proteção de dados sensíveis.

    Em um ambiente de transição tributária, compreender corretamente os procedimentos societários e registrários é fundamental para evitar riscos fiscais e exposição indevida de informações estratégicas.

    Acompanhar orientações oficiais e manter os registros societários atualizados é uma medida essencial para empresas que desejam atravessar esse período de mudanças com segurança e previsibilidade.

    A ContabilizaíBank é uma empresa de contabilidade especializada em atividades financeiras como Securitizadoras, Factoring e ESC.

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  • Adesão à NFS-e na reforma tributária entra em fase crítica

    Adesão à NFS-e na reforma tributária entra em fase crítica

    A adesão à NFS-e na reforma tributária entrou em um momento decisivo. A poucos dias do início da fase de testes do novo sistema tributário do consumo, centenas de municípios brasileiros ainda não estão adequados ao padrão nacional da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica.

    A falta de adesão pode gerar impactos diretos para prefeituras, empresas e contribuintes, incluindo suspensão de repasses de recursos e dificuldades na emissão de notas fiscais a partir de 2026.

    O que é a NFS-e padrão nacional na reforma tributária

    A NFS-e padrão nacional é o modelo unificado de Nota Fiscal de Serviços Eletrônica, criado para integrar os dados fiscais dos municípios ao novo sistema tributário do consumo.

    A adesão tornou-se obrigatória com a Lei Complementar nº 214/2025, que regulamenta a reforma tributária e estabelece as bases para a cobrança do:

    • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)
    • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)

    O objetivo é padronizar informações, garantir transparência e permitir a correta distribuição das receitas entre os entes federativos.

    Municípios sem adesão à NFS-e: cenário atual

    Segundo dados da Receita Federal, 501 municípios ainda não aderiram ao sistema nacional da NFS-e. Além disso:

    • Apenas cerca de 1.800 prefeituras estão com o sistema totalmente ativo
    • Mais de 3.200 municípios aderiram, mas não concluíram a configuração
    • A maioria dos municípios pendentes é de pequeno porte

    Estados como Bahia, Maranhão e Minas Gerais concentram o maior número de cidades ainda não adequadas ao sistema.

    Quais os riscos da não adesão à NFS-e

    Suspensão de repasses e impactos orçamentários

    Prefeituras que não concluírem a adesão à NFS-e na reforma tributária até 1º de janeiro de 2026 poderão sofrer sanções, como:

    • Suspensão de transferências voluntárias
    • Bloqueio de emendas parlamentares
    • Risco de perda de arrecadação futura

    Em um cenário eleitoral, esse impacto pode comprometer seriamente o orçamento municipal.

    Problemas para empresas e contribuintes

    Empresas localizadas em municípios não adequados ao sistema podem enfrentar:

    • Dificuldade ou impossibilidade de emitir nota fiscal
    • Risco de recolhimento incorreto do IBS e da CBS
    • Exposição a penalidades fiscais

    Em 2026, contribuintes que não destacarem corretamente os tributos na nota poderão ser obrigados a recolher a alíquota teste de 1%.

    Por que muitos municípios ainda não aderiram

    Especialistas apontam alguns fatores principais para a baixa adesão ou atraso na implementação:

    • Falta de estrutura técnica
    • Desconhecimento das exigências
    • Desinteresse por dependerem majoritariamente de repasses
    • Expectativa de prorrogação dos prazos

    Apesar disso, entidades como a CNM e a FNP alertam que ficar fora da fase de transição pode gerar distorções na arrecadação pelos próximos anos.

    A importância da fase de transição da reforma tributária

    A fase de testes da reforma tributária é fundamental para:

    • Registrar corretamente a arrecadação histórica de ISS e ICMS
    • Garantir acesso ao Seguro Receita, que compensará perdas por até 50 anos
    • Ajustar sistemas e processos antes da implementação definitiva

    Municípios que não participarem dessa etapa podem comprometer seu próprio equilíbrio fiscal no longo prazo.

    Onde acompanhar informações oficiais sobre a NFS-e

    Os dados atualizados sobre a adesão dos municípios estão disponíveis nos canais oficiais da Receita Federal.

    A adesão à NFS-e na reforma tributária não é apenas uma exigência legal, mas um passo essencial para garantir segurança jurídica, arrecadação correta e transição eficiente para o novo modelo tributário.

    Municípios que atrasarem esse processo colocam em risco seus próprios orçamentos e criam dificuldades para empresas e contribuintes locais.

    Leia também: As principais mudanças no imposto de renda 2026: o que muda com a nova Lei 15.270/2025

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  • Selic mantida em 15%: o que a decisão do Banco Central indica para o crédito

    Selic mantida em 15%: o que a decisão do Banco Central indica para o crédito

    A Selic mantida em 15% pelo Banco Central confirma a continuidade de uma política monetária restritiva no Brasil. A decisão do Copom, amplamente esperada pelo mercado, reforça o tom cauteloso da autoridade monetária e afasta, ao menos por enquanto, a expectativa de cortes nos juros no curto prazo.

    Neste artigo, você entende por que a Selic segue nesse patamar elevado, quais fatores influenciaram a decisão e quais são os impactos diretos no crédito, na economia e na atuação dos correspondentes bancários.

    Banco Central mantém Selic em 15% pela quarta vez seguida

    Na reunião mais recente, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, marcando o quarto encontro consecutivo sem alterações. Esse é o maior nível da taxa básica de juros desde julho de 2006.

    Segundo o Banco Central, a decisão reflete a necessidade de:

    • Conter pressões inflacionárias internas, como energia e alimentos
    • Lidar com um cenário externo ainda incerto
    • Garantir a convergência da inflação para o centro da meta de 3%

    O comunicado manteve um tom duro, sem sinalizar o início de um ciclo de cortes, o que reforçou a leitura de que os juros devem permanecer altos por um período prolongado.

    O juro real do Brasil e o cenário internacional

    Com a Selic mantida em 15%, o juro real brasileiro, que desconta a inflação, alcançou cerca de 9,44%, colocando o Brasil na segunda posição mundial, atrás apenas da Turquia.

    O que isso significa na prática?

    • O crédito fica mais caro para consumidores e empresas
    • Investimentos em renda fixa se tornam mais atrativos
    • O consumo tende a desacelerar
    • A atividade econômica sente os efeitos do aperto monetário

    Esse cenário reforça o papel do Banco Central em priorizar o controle inflacionário, mesmo com impactos relevantes sobre o crescimento econômico.

    Há expectativa de corte da Selic em 2026?

    Apesar da manutenção da taxa, economistas acompanham com atenção os próximos dados de inflação. Projeções indicam inflação em torno de 3,2% no segundo trimestre de 2027, o que poderia abrir espaço para cortes graduais no futuro.

    No entanto, a comunicação atual do Copom indica que:

    • Não há compromisso com cortes no curto prazo
    • A política monetária seguirá contracionista enquanto houver risco inflacionário
    • O mercado deve ajustar expectativas apenas a partir dos próximos trimestres

    Ou seja, a chance de redução da Selic em janeiro é vista como remota por boa parte dos analistas.

    Impactos da Selic alta no crédito e nos correspondentes bancários

    A Selic mantida em 15% afeta diretamente o mercado de crédito, especialmente para quem atua como correspondente bancário.

    Entre os principais impactos, destacam-se:

    • Juros mais elevados em crédito pessoal, financiamento e CDC
    • Maior cautela dos consumidores na tomada de crédito
    • Aumento da importância do crédito consignado, por ter taxas menores
    • Necessidade de maior organização financeira e tributária dos correspondentes

    Nesse contexto, atuar com planejamento e conformidade fiscal deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade.

    Leia também: Salário mínimo 2026: governo reduz estimativa e ajusta projeções fiscais

    Onde acompanhar as decisões do Copom

    As decisões oficiais sobre a taxa Selic e os comunicados do Copom são divulgados diretamente pelo Banco Central do Brasil.

    Conclusão

    A Selic mantida em 15% reforça um cenário de juros elevados e crédito mais restrito no Brasil. Para quem atua no mercado financeiro, especialmente como correspondente bancário, entender esse ambiente é fundamental para ajustar estratégias, focar nos produtos mais adequados e manter a saúde financeira do negócio.

    Se você já atua como correspondente ou pretende entrar no mercado de crédito, contar com uma contabilidade especializada em Corban faz toda a diferença para atravessar períodos de juros altos com segurança e organização.

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  • BC restringe uso do termo “banco” e amplia regras no Open Finance

    BC restringe uso do termo “banco” e amplia regras no Open Finance

    A restrição ao uso do termo banco pelo Banco Central passou a valer após a publicação de uma nova resolução do BCB e do CMN. A norma determina que apenas instituições autorizadas poderão usar termos como “banco” ou “bank” em suas marcas e comunicações.

    Além disso, outra resolução amplia o escopo do Open Finance ao incluir o compartilhamento da portabilidade de crédito, reforçando a modernização do sistema financeiro.

    O que muda com a restrição ao uso do termo “banco”

    A nova regra proíbe que instituições financeiras e de pagamento utilizem denominações que sugiram uma atividade para a qual não possuem autorização de funcionamento. Isso vale tanto para termos em português quanto em inglês.

    Por que essa regra foi criada?

    Segundo o Banco Central, o objetivo é garantir clareza ao consumidor, evitar confusão sobre o tipo de instituição contratada e fortalecer a segurança jurídica na prestação de serviços financeiros.

    Como as instituições devem se adequar

    As instituições que estiverem em desacordo com as novas regras deverão:

    • Apresentar um plano de adequação em até 120 dias;
    • Concluir a adaptação em, no máximo, um ano;
    • Utilizar denominações que deixem clara a modalidade da instituição (por exemplo: instituição de pagamento, SCD, SEP).

    Essa exigência reduz assimetrias de informação e reforça a transparência no relacionamento com clientes.

    Portabilidade de crédito entra no Open Finance

    A segunda resolução publicada pelo BC e CMN inclui a portabilidade de operações de crédito no escopo do Open Finance. O movimento amplia a concorrência e reduz barreiras operacionais entre instituições.

    Quando a novidade entra em vigor?

    Crédito pessoal sem garantia e sem consignação:

    • Piloto restrito: novembro de 2025;
    • Disponível ao público geral: fevereiro de 2026.

    Crédito consignado:

    • Piloto restrito para servidores públicos federais: agosto de 2026;
    • Disponível ao público geral: novembro de 2026.

    Benefícios para o consumidor

    Com a integração da portabilidade ao Open Finance, o processo passa a ser:

    • Mais rápido: prazo reduzido de até 5 dias úteis para até 3 dias úteis;
    • Mais eficiente: informações padronizadas e compartilhadas de forma segura;
    • Mais competitivo: mais instituições podem oferecer melhores condições;
    • Mais digital: jornada totalmente online ao longo de todo o ciclo da portabilidade.

    Impactos para o mercado financeiro

    Tanto a restrição ao uso do termo banco pelo Banco Central quanto a inclusão da portabilidade de crédito no Open Finance têm como objetivos principais:

    • Reduzir riscos regulatórios;
    • Garantir transparência na relação com o cliente;
    • Aumentar a segurança jurídica para instituições e usuários;
    • Padronizar a experiência do usuário em canais digitais;
    • Estimular inovação e concorrência no sistema financeiro.

    Essas medidas aproximam o Brasil de boas práticas internacionais em supervisão financeira e infraestrutura de dados abertos.

    Conclusão

    A restrição ao uso do termo banco pelo Banco Central reforça transparência e segurança para consumidores, ao exigir que cada instituição deixe clara sua natureza e limites de atuação. Ao mesmo tempo, a inclusão da portabilidade de crédito no Open Finance moderniza o processo, reduz prazos e amplia a concorrência entre instituições.

    Juntas, as medidas mostram o esforço contínuo do BC e do CMN para equilibrar inovação, competitividade e proteção ao usuário no sistema financeiro brasileiro.

    Se você atua no mercado financeiro ou lida com instituições reguladas, acompanhar as mudanças impostas pelo Banco Central é essencial para manter conformidade e competitividade.

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  • Inadimplência no Consignado CLT cresce e acende alerta nas empresas

    Inadimplência no Consignado CLT cresce e acende alerta nas empresas

    O consignado CLT passou por uma das maiores transformações recentes com o lançamento do programa Crédito do Trabalhador. Porém, um estudo da Serasa Experian mostra que a nova modalidade ainda enfrenta desafios operacionais significativos: um terço das empresas que aderiram ao sistema registrou episódios de inadimplência desde março.

    A maioria dos casos, segundo o levantamento, não está ligada à incapacidade de pagamento dos funcionários, mas a falhas tecnológicas e de integração entre empresas, RH e instituições financeiras. Neste artigo, você vai entender o que está acontecendo, por que o problema se espalhou e como as empresas podem se preparar.

    O que mostra o estudo sobre o consignado CLT

    Entre 550 empresas analisadas, muitas ainda não compreendem totalmente o funcionamento do consignado privado. Cerca de 46% afirmam conhecer pouco, ou nada, da modalidade. E mesmo entre as que utilizam o sistema, apenas 25,8% dizem entendê-lo bem.

    Os dados revelam ainda que a inadimplência é maior em determinados segmentos e regiões:

    • Nordeste: 42,1%
    • Sudeste: 33,3%
    • Indústria: 38,6%
    • Varejo: 48%

    Mas o ponto mais preocupante é a causa desses números.

    65% dos problemas vêm de erros sistêmicos

    Segundo a Serasa, grande parte da inadimplência no consignado CLT não acontece por falta de pagamento, mas por falhas no processo operacional. Entre os principais fatores estão:

    • 30%: atrasos de informação entre RH e banco;
    • 22%: falhas de integração com eSocial/Dataprev;
    • 13%: erros no desconto em folha;
    • 33%: dificuldades reais de pagamento por parte dos trabalhadores.

    Por que isso acontece?

    Antes do novo sistema, o consignado dependia de convênios diretos entre empresas e bancos, um processo mais controlado. Agora, qualquer instituição financeira pode ofertar crédito a qualquer empresa, aumentando o volume de transações e a complexidade operacional.

    Segundo a Serasa, 67% dos novos empréstimos foram concedidos por bancos que nunca haviam tido relação com a empresa contratante. Isso gera assimetria de informação e aumenta o risco.

    Impactos para o RH e para a rotina da empresa

    Com o novo modelo, o RH passou a ter responsabilidades adicionais, como:

    • controlar datas de corte;
    • realizar conciliações;
    • pagar guias do consignado;
    • manter dados atualizados no Emprega Brasil e no eSocial.

    Délber Lage, CEO da Salaryfits, resume a situação:

    “O RH passa a ter um conjunto de obrigações gigantesco, com muitas rotinas operacionais. Muda muito a rotina do departamento.”

    Score baixo e juros maiores: um desafio adicional

    Com a ampliação do acesso, muitos trabalhadores passaram a contratar crédito consignado pela primeira vez. Uma pesquisa indica que 44% dos novos tomadores têm score 400 ou inferior, o que aumenta o risco percebido pelos bancos.

    Sem histórico das empresas e dos colaboradores, muitas instituições estão elevando os juros como forma de proteção. O cenário atual combina:

    • riscos operacionais elevados;
    • distorções de informação;
    • inadimplência por falha de sistema;
    • entrada de tomadores com score baixo.

    A expectativa, segundo especialistas, é que o mercado se estabilize entre 12 e 18 meses, conforme bancos entendam melhor os perfis das empresas e a integração tecnológica se consolide.

    O papel da contabilidade especializada nesse cenário

    Para evitar problemas, as empresas precisam ter processos muito bem alinhados entre folha, eSocial, Dataprev e bancos participantes do sistema. Uma falha mínima pode gerar inadimplência artificial, prejuízos e inconsistências.

    Por isso, contar com uma contabilidade especializada se tornou essencial para:

    • reduzir erros de integração;
    • garantir conformidade com os sistemas oficiais;
    • evitar inadimplência por falha operacional;
    • oferecer segurança ao trabalhador e à empresa.

    Conclusão

    O consignado CLT tem potencial para ampliar o acesso ao crédito de forma democrática, mas o sistema ainda passa por um período de adaptação marcado por erros operacionais, juros maiores e desafios de integração. Para as empresas, o caminho é fortalecer processos, entender a dinâmica da nova modalidade e contar com suporte especializado para evitar prejuízos.

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  • Regulamentação do BaaS pelo Banco Central: o que muda no setor

    Regulamentação do BaaS pelo Banco Central: o que muda no setor

    A regulamentação do BaaS pelo Banco Central marca um novo capítulo para empresas que oferecem serviços financeiros por meio de parcerias com instituições autorizadas. A norma recém-publicada estabelece regras claras para governança, segurança, riscos e transparência, trazendo mais previsibilidade ao modelo de Banking as a Service.

    Neste artigo, você entenderá o que muda com a nova regulamentação, quais são as responsabilidades das partes envolvidas e como o mercado deve se adaptar até 2026.

    O que é BaaS e por que o BC decidiu regulamentar?

    O Banking as a Service (BaaS) permite que empresas, inclusive não financeiras, ofereçam produtos como contas de pagamento, cartões e serviços bancários digitais por meio de uma instituição regulada pelo BC.

    A expansão acelerada do modelo e o aumento do número de parcerias criaram a necessidade de padronizar regras, mitigar riscos e garantir maior proteção ao consumidor.

    Segundo o BC, o objetivo da norma é:

    • Reduzir riscos operacionais e jurídicos;
    • Proteger clientes e instituições envolvidas;
    • Promover eficiência e competitividade no sistema financeiro;
    • Ampliar o acesso a serviços bancários estruturados com segurança.

    Principais pontos da regulamentação

    A norma publicada define responsabilidades, limitações e requisitos mínimos para as instituições que ofertam ou contratam serviços de BaaS.

    1. Governança corporativa e controles internos

    As prestadoras de BaaS devem implementar estruturas robustas de:

    • Governança;
    • Gerenciamento de riscos;
    • Controles internos;
    • Procedimentos de conduta e segurança operacional.

    2. Responsabilidade e transparência

    A regulamentação exige que:

    • A prestadora de BaaS seja claramente identificada ao cliente;
    • Informações estejam visíveis em canais digitais, documentos e instrumentos de pagamento;
    • Dados e relatórios fiquem à disposição do Banco Central.

    3. Regras para contratação de múltiplas prestadoras

    O texto final flexibilizou uma preocupação inicial: a proibição de contratar mais de uma prestadora de BaaS.

    Não é permitido que uma tomadora tenha duas prestadoras diferentes para oferecer:

    • Abertura, manutenção e encerramento de contas (depósitos, poupança, pré e pós-pagas);
    • Serviços de pagamento vinculados às contas.

    Exceção: quando tomadora e prestadora pertencem ao mesmo conglomerado prudencial.

    4. Prazos de adaptação

    A regra vale imediatamente, mas os contratos vigentes podem ser ajustados até:

    31 de dezembro de 2026.

    Impactos esperados no mercado de BaaS

    A regulamentação tende a gerar efeitos significativos no setor:

    • Mais segurança jurídica para empresas que desejam operar com BaaS;
    • Ambiente competitivo mais equilibrado com regras claras;
    • Proteção ao usuário final com identificação obrigatória da instituição responsável;
    • Expansão sustentável da inovação financeira.

    Conclusão

    A regulamentação do BaaS pelo Banco Central representa um avanço importante para o ecossistema financeiro digital no Brasil. Ao definir limites, responsabilidades e exigências de transparência, a norma cria um ambiente mais seguro, competitivo e preparado para novas soluções financeiras.

    Com prazo de adaptação até 2026, empresas terão tempo para ajustar seus modelos e reforçar a governança de seus serviços.

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