Empréstimo do Corinthians: clube avalia captação de R$ 100 milhões para quitar dívidas
O Corinthians estuda novas alternativas para melhorar seu fluxo de caixa e amenizar a grave crise financeira. A diretoria avalia a possibilidade de obter um empréstimo de R$ 100 milhões. O recurso ajudaria o clube a regularizar pendências com a Fifa e equilibrar as finanças até o fim de 2025.
Situação financeira e motivos da operação
O clube enfrenta um cenário delicado. O passivo total, incluindo a Neo Química Arena, chega a R$ 2,7 bilhões. Entre as pendências mais urgentes está a dívida de cerca de R$ 40 milhões com o Santos Laguna, referente à compra do zagueiro Félix Torres.
Essa inadimplência levou à punição da Fifa, que impede o registro de novos jogadores. Somadas a outras condenações, as dívidas do clube com a entidade já ultrapassam R$ 120 milhões.
Para aliviar a situação, a diretoria discute a antecipação de receitas futuras da Liga Forte União (LFU). Essa operação, combinada ao empréstimo, totalizaria os R$ 100 milhões necessários. Parte do valor seria descontada das cotas de 2026. O plano prevê taxa de juros de CDI + 3%, cerca de 17,9% ao ano.
Aprovação e planos da diretoria
O tema foi apresentado ao Conselho de Orientação (Cori) no final de outubro. A proposta foi aprovada por unanimidade, garantindo à atual gestão a autorização para buscar o crédito, caso seja necessário.
O presidente Osmar Stabile afirmou que a decisão ainda depende de análise financeira. Segundo ele, a diretoria trabalha para resolver as punições e restaurar a credibilidade junto ao mercado.
“Estamos buscando recursos e já temos autorização para captar, se for necessário”, afirmou Stabile após reunião do conselho.
Além da quitação imediata das pendências, o clube busca recompor o orçamento de 2025. A nova projeção aponta um déficit de R$ 83 milhões, revertendo o superávit de R$ 34 milhões projetado pela gestão anterior. A diferença de R$ 120 milhões reflete o impacto das dívidas e da queda nas receitas.
Contexto do empréstimo e desafios futuros
O empréstimo do Corinthians segue o modelo de operações comuns no ambiente esportivo, em que clubes antecipam parte de receitas futuras para manter suas atividades. O objetivo imediato é quitar as obrigações e evitar novas punições da Fifa.
Mesmo com a autorização do Cori, a diretoria analisa se recorrer ao crédito será a melhor opção para o momento. O desafio principal continua sendo equilibrar as contas em um cenário de alta dívida e necessidade de investimento no elenco.
Nos próximos meses, o Corinthians deve decidir se concretiza a operação ou busca alternativas para recompor o caixa sem ampliar o endividamento.
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