nota comercial recuperação judicial

DIP Financing e Nota Comercial: Uma Aliança Inovadora para Empresas em Recuperação Judicial no Rio de Janeiro

A Lei 11.101/05, com alterações pela Lei 14.122/20, introduziu uma ferramenta fundamental para empresas em recuperação judicial: o DIP Financing (Debtor in Possession). Essa modalidade representa um “dinheiro novo” essencial, sem vinculações com o passado da empresa e sem a necessidade de comprometer seu já debilitado patrimônio. O DIP Financing, também conhecido como financiamento para devedores em posse, é crucial para suprir a carência de fluxo de caixa durante o processo de recuperação judicial, permitindo que a empresa continue suas operações sob a proteção judicial.

Dentro desse contexto, destaco as melhorias trazidas pelo DIP Financing, bem como os pontos de atenção remanescentes. Essa modalidade proporciona uma injeção de fresh money, frequentemente realizada sem a exigência de oferecer os bens da empresa como garantia, uma vez que esses bens já podem estar comprometidos por dívidas anteriores. Os credores, então, obtêm prioridade na fila de pagamentos em caso de falência.

O DIP Financing assume duas formas principais: loan-oriented, onde o financiador espera ser pago em dinheiro, e loan-to-own, onde o crédito serve como uma ponte para uma possível transferência do controle da empresa.

A indagação que surge é se a nota comercial pode ser uma ferramenta viável para empresas em recuperação judicial no Rio de Janeiro, proporcionando um duplo benefício: alimentar o caixa da empresa com fresh money e oferecer aos investidores uma oportunidade de investimento de renda fixa.

Inovação nota fiscal

A Lei 14.195/21 introduziu a nota comercial como uma inovação relevante, com um modelo atualizado pela Anbima. Esse instrumento funciona como uma ferramenta de captação de recursos por meio da desintermediação financeira, onde o emitente se compromete a pagar uma quantia em dinheiro para uma estrutura específica, com a nota sendo de livre negociação.

De acordo com o art. 45 da Lei 14.195/2021, a nota comercial é considerada tanto um valor mobiliário quanto um título de crédito. Pode ser adquirida por factorings, securitizadoras, fundos de investimento e outros terceiros investidores. Sua característica fundamental é ser emitida de forma escritural por instituições autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários.

A nota comercial apresenta-se como uma alternativa atrativa, permitindo a captação de recursos de forma mais acessível. Com emissão privada, seu custo de geração é inferior a outras ferramentas de mercado. A livre contratação possibilita a inclusão de juros capitalizados, a utilização de duplicatas como colateral e a inserção de cláusulas que regem o vencimento antecipado em caso de inadimplência.

É importante ressaltar que a aplicação dessas ferramentas deve ser conduzida com seriedade, evitando práticas fraudulentas. No entanto, a discussão sobre como uma empresa em recuperação judicial pode aproveitar recursos via DIP Financing, especialmente através da nota comercial, é válida. Essa ferramenta, isenta de IOF e negociável diretamente com o investidor, oferece uma nova perspectiva financeira para empresas enfrentando desafios de liquidez, promovendo inovação e viabilidade em períodos de reestruturação.

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Mauro Morgan de Aguiar

Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

Mauro Morgan de Aguiar

Auditor Independente, economista, contador, pós graduado em auditoria, controladoria e perícia contábil, com mais de 30 anos de experiência na prestação de serviços de auditoria, assessoria administrativa e financeira, consultoria, perícia judicial e perícia civil, avaliação de ativos e controle patrimonial, a cooperativas, hospitais, operadores de planos de saúde, construtoras e empresas públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos:

Área Contábil: amplo domínio da lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07; alinhamento ao IRFS; Contabilidade Gerencial, de custos; Controladoria Financeira, Administração patrimonial, diagnósticos empresariais, consultoria de gestão de negócios; Auditoria Administrativa e Operacional; Assessoria e Consultoria em sociedades cooperativas; Impugnações fiscais a nível administrativo, acompanhamento de implantação de sistemas informatizados; Perícia contábil e Judicial; Palestrante em Faculdades.

Área Econômica: Planejamento estratégico; Projetos de financiamento junto ao BNDES; Estudo de viabilidade econômica/financeira; Avaliação patrimonial; Avaliação de Marcas e Perícias Econômicas.

Registrado no Conselho Regional de Contabilidade-CRC, Comissão de Valores Mobiliários- CVM, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil-IBRACON, Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB e Conselho Regional de Economia-CORECON.

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