Atualizado em: 18 de março de 2026
FIDCs ganham protagonismo no mercado de capitais
Os FIDCs no mercado de capitais consolidaram-se como uma das principais alternativas de crédito nos últimos anos. Esse avanço ocorreu em um cenário de juros elevados, menor volatilidade e maior seletividade bancária. O crescimento acelerado da Riza Asset ilustra bem esse movimento estrutural.
O avanço dos FIDCs no mercado de capitais
A trajetória da Riza Asset, que alcançou R$ 20 bilhões sob gestão em seis anos, reflete uma tendência mais ampla do mercado. Parte relevante desse crescimento está ligada à ampliação da atuação em fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs).
O destaque está nas estruturas com originação própria. Esse modelo aumenta o controle sobre os ativos e melhora a gestão de risco.
Estratégia de originação e gestão de crédito
Desde sua origem, a Riza manteve exposição recorrente a FIDCs dentro de seus fundos de renda fixa. Nos últimos anos, as estruturas internas de originação amadureceram. Com isso, a gestora passou a estruturar e gerir FIDCs próprios.
Essa evolução ampliou o controle sobre risco, governança e retorno. O modelo também favoreceu a criação de produtos mais específicos.
Estruturação e diversificação
Entre os principais modelos adotados, destacam-se:
- FIDCs de crédito consignado privado;
- operações ligadas ao setor imobiliário, como estruturas pro soluto;
- fundos estruturados com originação própria e distribuição para outras casas.
A diversificação reduz a correlação entre os produtos. Esse fator ajuda a sustentar o crescimento da base de ativos ao longo do tempo.
Juros altos impulsionaram os FIDCs
O ciclo recente de juros elevados foi determinante para o avanço dos FIDCs no mercado de capitais. A taxa Selic alta reduziu o apetite por ativos mais voláteis. Ao mesmo tempo, aumentou a demanda por produtos de crédito estruturado.
Os FIDCs passaram a oferecer retorno mais previsível. Esse fator atraiu investidores em busca de estabilidade.
Investidores e alocação de capital
A base de investidores em FIDCs segue majoritariamente concentrada no varejo. Isso ocorre principalmente nos fundos distribuídos por plataformas. Ainda assim, a participação institucional vem crescendo de forma gradual.
Esse avanço ocorre quando as estruturas atendem exigências claras de prazo, governança e gestão de risco. O movimento fortalece o papel dos FIDCs no mercado de capitais brasileiro.
FIDCs, infraestrutura e crédito privado
Além dos FIDCs, as gestoras ampliam a atuação em fundos de infraestrutura e operações de project finance. Esses segmentos estão diretamente ligados ao crédito privado e à economia real.
Nesse contexto, os FIDCs no mercado de capitais seguem como instrumentos relevantes. Eles canalizam recursos para setores como real estate, agronegócio e consumo.
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Conclusão
Os FIDCs no mercado de capitais deixaram de ser um produto de nicho. Hoje, ocupam posição estratégica na indústria de investimentos. O crescimento de gestoras especializadas reforça essa tendência.
A demanda por crédito fora do sistema bancário tradicional segue elevada. Isso exige estruturas bem governadas e suporte contábil e regulatório adequado.
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